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terça-feira, 16 de abril de 2013

Agricultores acampam no pátio da Receita Federal, em Porto Alegre

Centenas de trabalhadores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e à Via Campesina ocuparam na manhã desta terça-feira o pátio do Ministério da Fazenda na avenida Loureiro da Silva, em Porto Alegre. Os manifestantes devem permanecer acampados por tempo indeterminado.

A mobilização dos agricultores integra as ações do "Abril Vermelho" – que lembra o massacre de Eldorado do Carajás, no Pará, ocorrido em 17 de abril de 1996, que culminou com a morte de 19 camponeses em confronto com policiais.

Os agricultores reivindicam a criação de uma Política Nacional Camponesa que apresente alternativas aos limites enfrentados no campo para acesso aos conhecimentos, à saúde, à moradia, ao saneamento básico, ao lazer, à cultura e que garanta as condições técnicas produtivas para a produção de alimentos saudáveis.


Leia mais no Correio do Povo.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Secretaria identifica cerca de 1.200 camponeses mortos e desaparecidos entre 1961 e 1988


Relatório apresentado na quarta-feira (26) pela Secretaria de Direitos Humanos à CEMDP (Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos) identifica 1.196 casos de trabalhadores rurais assassinados ou desaparecidos por razão ideológica e disputa fundiária no campo, entre setembro de 1961 e outubro de 1988, período indicado pela Lei nº 9.140/1995 – a primeira lei a reconhecer que pessoas foram assassinadas pela ditadura militar (1964-1985).
Apesar do número expressivo (3,5 vezes acima do total de reconhecidos oficialmente como mortos por perseguição política) apenas 51 casos foram analisados pela CEMDP e desses 29 tiveram a causa da morte relacionada à questão política. “Ficando excluídos 1.145 casos de camponeses e seus apoiadores mortos ou desaparecidos”, grande parte porque não teve “acesso nem reconhecimento aos direitos da Justiça de Transição”, descreve o relatório.
(...)
De acordo com o estudo, há mortes durante o regime militar e também durante o regime civil. Quatro pessoas foram assassinadas antes do golpe de abril de 1964; 756 foram mortas durante a ditadura (sendo 432 na abertura política após 1979); e 436 após março de 1985, já na transição civil (governo Sarney). Segundo o documento, o aumento da violência no campo a partir da distensão e ao longo da chamada Nova República tem a ver com a organização política dos trabalhadores rurais.

Confira no UOL Notícias.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

500 camponeses escravizados foram descobertos em campos de soja da Argentina

BUENOS AIRES.- As autoridades argentinas localizaram nos últimos dias pelo menos 500 camponeses que realizavam trabalhos como escravos nos campos de soja e milho, no pampa úmido do país, informou neste sábado o Ministério Federal do Trabalho.

A última operação judicial permitiu localizar na sexta-feira uns 276 camponeses que realizavam tarefas em condições de "redução à servidão", nas três explorações agrícolas na província de Buenos Aires, no coração do pampa úmido, indicou o organismo estatal.

Vejam mais detalhes em TORTUGA-Grupo Antimilitarista (NODO50)

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Resistência apela a governos no mundo que mantenham atenção sobre Honduras

A Frente Nacional de Resistência Popular (FNRP), fez um apelo, nesta sexta-feira, aos governos no mundo e aos organismos internacionais de direitos humanos, a que "prestem atenção ao que sucede em Honduras, onde a vida e a integridade humana são desrespeitadas sistematicamente".

A Frente, denunciou a ofensiva militar que o regime de Porfirio Lobo executa contra as comunidades camponesas na região do Bajo Aguán, no departamento de Colón e em Zacate Grande no litoral do Pacífico.


Vejam mais detalhes em KAOSENLARED.NET

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Agentes pastorais e trabalhadores rurais são alvos de ameaças e perseguições em Tocantins

Karol Assunção *
Adital -
A Comissão Pastoral da Terra (CPT) denunciou mais uma vez a situação de ameaças e perseguições contra agentes pastorais e trabalhadores rurais em Tocantins. A nota, divulgada pela Coordenação Regional Araguaia-Tocantins da CPT na última sexta-feira (8), refere-se ao conflito envolvendo trabalhadores rurais e grileiros na área do Assentamento Santo Antonio Bom Sossego, localizado no município de Palmeirante.

As ações se intensificaram a partir de março deste ano, com ameaças de morte e perseguições contra os trabalhadores rurais e os agentes pastorais. De acordo com Silvano Rezende, agente pastoral da CPT, as ameaças têm concretizado-se nos últimos dias. Segundo ele, no mês de setembro e no dia 3 deste mês - "aproveitando o dia das eleições" - barracos de duas famílias que ocupam a área foram destruídos por obras de pistoleiros.

Vejam mais detalhes em ADITAL

sábado, 1 de maio de 2010

Fazendeiro é condenado a 30 anos de prisão por morte de Dorothy Stang

São Paulo, 1 mai (EFE).- O fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão foi condenado na madrugada deste sábado, em Belém (PA), a 30 anos de prisão por ser um dos mandantes do assassinato, em 2005, da missionária americana Dorothy Stang.
Segundo a acusação, a missionária, de 73 anos, foi assassinada porque liderava o movimento camponês que se opunha a entregar aos fazendeiros uma porção de terras que o Governo tinha concedido antes a um grupo de pobres da região.
A defesa do condenado deve decidir em até cinco dias se apelará da sentença.
Dorothy Stang, nascida em Ohio (EUA) e morta a tiros em fevereiro de 2005, lutou durante 20 anos contra o desmatamento no município de Anapu, no interior do Pará.
No mês passado, o mesmo tribunal condenou a 30 anos de prisão o fazendeiro Vitalmiro Brutos de Moura, o "Bida", apontado como cúmplice de Regivaldo ao pagar junto a ele R$ 50 mil pelo assassinato.
Os dois homens que mataram a missionária também já foram condenados, assim como outro fazendeiro que serviu de intermediário entre os assassinos e os mentores do crime.
O autor dos seis disparos, Rayfran das Neves Sales, que confessou o crime, foi condenado a 28 anos de prisão, e seu cúmplice, Clodoaldo Carlos Batista, que o acompanhou mas desarmado, a 17 anos.
O fazendeiro Amair Feijoli da Cunha, que admitiu ter sido o intermediário do crime, foi condenado a 18 anos de prisão.

Via DEUTSCHE WELLE.

terça-feira, 13 de abril de 2010

É iminente o massacre dos camponeses do Bajo Aguán em Honduras

Os militares e policiais já tomaram as ruas donde vivem os camponeses

As forças militares e policiais da ditadura hondurenha invadiram as ruas das comunidades donde vivem os camponeses do Bajo Aguán, no departamento hondurenho de Colón.

O Comitê para a Defesa dos Direitos Humanos em Honduras (CODEH) e a resistência hondurenha (Frente Nacional de Resistência Popular, FNRP) tem denunciado que vai ocorrer uma violenta repressão contra os camponeses organizados no Movimento Unificado de Camponeses de Aguán (MUCA), que em sua maior parte também militam ativamente na FNRP.

Vejam mais em 3i-TERC3RA INFORMACIÓN

segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulheres do Campo doam sangue em Cuibá,MT

Além de denunciar a situação de violência que vivem, sob os efeitos do capitalismo, do patriarcado e do agronegócio, mulheres doaram sangue para reforçar o compromisso da Via Campesina com a solidariedade e a vida.

Vanderléia da Silva Santos, 34 anos, casada, dois filhos, mora no pré-assentamento Keno, em Cláudia (a 620 quilômetros de Cuiabá). Ela foi a primeira a doar sangue no ato público realizado pelas mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Via Campesina e Movimento de Mulheres do Campo (MMC), na manhã desta segunda-feira (8/3), na praça da República, centro de Cuiabá.

“Com esse ato de doação e solidariedade, vamos poder ajudar a salvar algumas vidas”, disse Vanderléia, que cria galinhas na área o­nde espera pela posse definitiva da terra. Ela, que é padeira, planeja montar uma panificadora no local quando se fixar definitivamente.

(...)

Mídia ignora ato de solidariedade

Apesar do ato positivo, nenhum meio de comunicação compareceu ao evento para fazer a cobertura. Na luta por Reforma Agrária, essas mesmas mulheres costumam aparecer nos jornais e TVs sempre em situação de conflito, o que constrói uma imagem de agressividade.

Vejam mais em KAOSENLARED.NET




quinta-feira, 18 de junho de 2009

Anistiados 44 camponeses torturados pela ditadura no Araguaia

Em um julgamento inédito, a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça anunciou nesta quinta-feira (18) que indenizará 44 camponeses que sofreram com a repressão da ditadura militar à guerrilha do Araguaia, entre 1972 e 1974. "Estamos fazendo aqui um reconhecimento e um pedido de desculpas", disse o ministro da Justiça, Tarso Genro, em São Domingos do Araguaia (PA).

Vejam mais no Vermelho