Mostrando postagens com marcador Plano Colômbia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Plano Colômbia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Colômbia: o cemitério que faz perguntas

Os cemitérios clandestinos e fossas comuns conhecidos até agora foram obra dos paramilitares, que o presidente direitista Álvaro Uribe desmobilizou parcialmente. Suas confissões em troca de vantagens jurídicas permitiram ao Ministério Público recuperar 3.299 corpos dos, pelo menos, 25.000 desaparecidos no país. A descoberta de uma vala comum gigante no município de La Macarena segue sob investigação. Em um pedaço da vala, há centenas de tabuletas numeradas: 054/09 é o morto número 54 enterrado em 2009. Nada mais do que isso. Os anos vão de 2004 até 2010. De quem são esses corpos?


Vejam o texto completo em CARTA MAIOR

terça-feira, 27 de julho de 2010

Uribismo e pentagonismo novamente se dão as mãos

Primeiro foi o ataque contra o Equador, logo depois a instalação das sete bases militares na Colômbia e agora a porcaria político-midiática da presença das FARC

Das mãos do pentágono e do governo de Álvaro Uribe na Colômbia se traça a estratégia do governo dos Estados Unidos da América, e do presidente Barak Obama, para dividir a América Latina e o Caribe em seu afã por recobrar a hegemonia perdida nos ultimos anos em nossa região.

Iludidos quem pensou que com Obama iria mudar a política exterior ianque. São inumeráveis os argumentos que desmentem tal apreciação. O primeiro deles é muito simples: nenhum presidente ianque pode governar contra o "Estado Profundo", Obama é prisioneiro de uma lógica que o impede de tomar decisões de forma independente, a realidade de um governo "de fato" detrás da presidência faz com que sua capacidade de manobra política seja pouco menos que uma imitação. Dito por Chomsky: "sob o controle do Pentágono, não há regras, tudo é válido".

No que respeita ao "pentagonismo", termo cunhado por Juan Bosch, presidente dominicano derrubado pela intervenção militar ianque de 1965, para designar o conteúdo das agressões e golpes militares contra governos democráticos na América Latina desde então, podemos dizer que parece recobrar nova vida com o governo de Barak Obama e seu secretário de defesa Robert Gates.


Vejam o texto completo em LA HAINE.ORG

Confirmada na Colômbia a maior fossa comum da América Latina

Restos de pelo menos duas mil pessoas enterradas perto de um batalhão do Exército. Não se descarta que esses corpos sejam produtos dos chamados "falsos positivos".

Uma delegação da Europa e Estados Unidos, liderada por seis eurodeputados, confirmou nesta sexta-feira depois de uma audiência pública na localidade de Macarena (sudeste) da Colômbia, a existência de uma fossa comum com dois mil cadáveres não identificados.

A correspondente da TELESUR na Colômbia, Tatiana Pérez, informou que a delegação chegou até o cemitério para verificar o lugar em que se encontram os cadáveres. Segundo cifras da comunidade poderiam ser uns dois mil mortos, enquanto que o governo colombiano assegura que são 450.
(...)
Nessa audiência também se conheceu a grave crise humanitária nas planícies orientais da Colômbia, como consequência do Plano Colômbia, promovido pelos Estados Unidos para "lutar" contra o narcotráfico e o crime organizado.

Presume-se que os corpos sejam de vítimas que eram consideradas como subversivos mortos em combate mas de acordo com testemunhas de camponeses, trata-se de centenas de assassinatos cometidos pelo Exército da Colômbia.

Vejam o texto completo em LA HAINE.ORG



domingo, 2 de maio de 2010

O Brasil desafia o Plano Colômbia

A estratégia militar que aplica o Pentágono para conter o Brasil consiste em rodear o imenso território com bases militares.

A escalada militar protagonizada nos dois ultimos anos pelo Pentágono e o Comando Sul na região sul-americana, com sua criação de bases na Colômbia e Panamá, e a ocupação do Haiti após o terremoto de janeiro, está sendo resistida e enfrentada pelo Brasil, é o que se deduz com os recentes movimentos de tropas que supõe uma redistribuição de forças. A organização de defesa e o considerável aumento do orçamento militar mostram que tanto as forças armadas como o governo do Brasil fazem a leitura correta da transição hegemônica em curso na região, que não pode senão incrementar a tensão e a instabilidade, sem descartar conflitos armados.


Vejam o texto completo em KAOSENLARED.NET

domingo, 19 de outubro de 2008

O Plano Colômbia vai acabar?

O embaixador dos Estados Unidos na Colômbia, William Brownfield, disse no dia 17 de outubro (sexta-feira) que inevitavelmente o governo de seu país reduzirá a ajuda econômica à Colômbia e a assistência especialmente do Plano Colômbia, pelo programa de resgate que o Congresso dos EUA aprovou para o sistema financeiro.


Vejam mais na Agência de Notícias Nova Colômbia

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Câmara de Representantes dos EUA aprova a Iniciativa Mérida

A Câmara de Representantes americana aprovou hoje a Iniciativa Mérida, o plano com o qual os Estados Unidos ajudarão o México e a América Central a combater o narcotráfico e o crime organizado. EFE

Notícia do G1. Faz lembrar o que disse Fidel comentando a reativação da Quarta Frota dos Estados Unidos. Ele disse que ela não vinha combater o terror, ela vinha semear o terror. Esta notícia parece indicar que o horror e a violência que já assolam o México, por conta do tráfico de drogas para os Estados Unidos, deverá chegar até o Panamá. E o Panamá já faz fronteira com a Colômbia...

domingo, 9 de março de 2008

Colombianos vão às ruas em passeata contra a violência

Milhares de pessoas tomaram as ruas das principais cidades da Colômbia, nesta quinta-feira, em protesto contra a violência. O principal alvo da manifestação eram os paramilitares, grupo que ganhou destaque na década de 1970, inicialmente com o objetivo de combater os guerrilheiros de esqurda das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). A maioria dos participantes da marcha exigiu que os paramilitares confessem seus crimes de guerra. Além de violações aos direitos humanos, eles também são acusados de tráfico de drogas.

Homens, mulheres e crianças, alguns vestidos de preto e com bandeiras da Colômbia, mostravam fotografias de familiares desaparecidos ou assassinados por paramilitares, grupo de extrema direita. Em cidades como Washington, Paris e Quito também houve mobilizações. A mobilização, no entanto, não teve o mesmo apoio que a de 4 de fevereiro, quando centenas de milhares de pessoas saíram às ruas contra as Farc, pedindo o fim da violência e a libertação de sequestrados.

O texto completo n'O Globo Online.


sexta-feira, 7 de março de 2008

É preciso atenção à retaguarda

Nessa confusão toda, quem revelou uma maturidade de chefe de Estado foi o presidente Rafael Corrêa, que certos comentaristas, no Brasil, por motivos ideológicos, insistem em classificar no time dos porra-loucas esquerdistas. Sem gestos teatrais, ainda que suba o tom nas declarações aqui e ali, está fazendo o que lhe cabia, um périplo pela vizinhança, para obter apoio em uma reação contra Uribe. Considerando que há sérias acusações colombiabnas contra o Equador e Venezuela por suas ligações com as Farc, ele consegue, também, explicar o que pode ser apenas uma legítima negociação do governo equatoriano para liberar reféns e evitar problemas com os guerrilheiros. Usar o argumento de incursão preventiva, como fza o governo colombiano, é um péssimo precedente para a região.

As acusações de Uribe são graves, mas longe de serem incontestáveis. Algumas são verossímeis. Outras parecem recurso para desviar a atenção e legitimar a invasão que fez ao Equador.

Um detalhe interessante: os EUA, ao apoiarem a ação colombiana, a classificaram como ação contra o terrorismo, não contra o narcotráfico, costumeiramente apontado como a atual razão de ser das Farc. Claro que isso se deve à vinculação feita em Washington com a propaganda para justificar os atos dos EUA no Oriente Médio. Mas não deixa de ser curioso. Se o tráfico fosse a atividade principal da guerrilha, como explicar que se envolvam no complicado, trabalhoso e incerto ofício de seqüestradores, para sustentar suas atividades. Os vínculos das Farc com ot ráfico de drogas também são uma dessas certezas pouco provadas e pouco pesquisadas. Eu gostaria de ter mais infomações a respeito.

Também é melhor esperar mais informações que permitam dizer qual a natureza real dos contatos entre Venezuela, Equador e Farc, se é verdadeira a denúncia de financiamento por parte da Venezuela (verossímil, mas não provada). Me parece que essa tem sido a posição do governo brasileiro. Independentemente das evidentes simpatias de membros do governo brasileiro para com as Farc (as quais não compartilho), seria ingenuidade ou precipitação tomar partido nessa questão, no Brasil.

Enquanto isso, para melhor avaliação das chances de guerra na fronteira, trago aos bons leitores deste sítio dados para melhor avaliar as condições da mais bem guarnecida retaguarda colombiana:


Outro post do Ralações Internacionais, colocando uma pitada de humor na crise.


A realpolitik de Uribe, golpe certeiro


Tente imaginar guerrilheiros anti-Chávez escondidos na floresta amazônica, para lá da serra do Caparaó, em algum lugar de Roraima. Imagine se, por isso, o presidente venezuelano ordenasse uma incursão de tropas da Venezuela através da fronteira, usando seus recém-comprados jatos Sukhoi para dizimar a oposição armada, em pleno Brasil. Que grita não haveria por aqui, hein? E com razão.

Como a estridente agressividade de Chávez o transformou em vilão da vez na imprensa estabelecida, não vão faltar comentaristas que defendam como aceitável a invasão do território equatoriano por tropas da Colômbia, para um sensacional ataque aos guerrilheiros das Farc. É inaceitável. O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, está errado nesse episódio, e cabe ao Brasil condenar o desrespeito das Forças Armadas colombianas aos limites territoriais com o Equador.

Ah, o Equador e a Venezuela abrigam guerrilheiros em seu território, usado como refúgio seguro de onde partem agressões à Colômbia? O direito internacional prevê isso, e há instituições na América do Sul e na comunidade internacional para denunciar esse tipo de ação. Uribe poderia denunciar a conivência das autoridades vizinhas,e teria justo direito de cobrar apoio do Brasil nisso. Errado seria o Brasil não apoiá-lo caso agisse assim.

Não acredito em guerra nos Andes. Acuado pela tremenda crise econômica que seu modelo voluntarista criou, Chávez, claro, aproveitará a oportunidade para apontar mais um inimigo comum da sociedade venezuelana, o Uribe lacaio do Império, que invade os vizinhos na repressão aos opositores guerrilheiros. Se o discurso colar, a beligerância na retórica chavista vai ser ensurdecedora. E inócua, como costuma ser. Não há fato concreto que apóie algum tipo de conflito armado entre os dois países, e nem Uribe nem Chávez ~estão dispostos a serem o primeiro a jogar a pedra do outro lado.

Rafael Correa, do Equador, fez o que devia fazer, retirou seu embaixador de Bogotá, chamou o embaixador colombiano para exigir explicações, acusou Uribe de agressão. Tem um problem,a constrangedor a resolver, se forem verdadeiros os documentos capturados pelas forças de segurança colombiana, que mostram um estreitamento de relações entre as Farc e o governo equatoriano. Conversas com Raul Reyes, o vice-comandante e porta-voz das Farc morto na invasão, não são suficientes para dizer que Correa era conivente com a guerrilha. Reyes era o "embaixador" das Farc, e todos os países da região buscam contatos, sigilosos ou não, com as Farc para tentar um acordo de paz e desmobilização da guerrilha. Mas podem surgir outtros documentos comprometedores, e a posição do Equador tornar-se, no mínimo, incômoda.

Uribe agiu erradamente, mas deu um golpe de mestre. O governo colombiano (e outros, no continente) trabalha com a informação de que Marulanda, o grande chefe das Farc, está doente, e os grupos guerrilheiros enfraquecidos e sujeitos à desagregação. Com a invasão do Equador, matou não só o segundo no comando, como um dos principai8s ideólogos da guerrilha, Guillermo Enrique Torres, o "Julián Conrado". Sabiamente, já visou que não enviará tropas à fronteira, para onde Chávez e Correa dizem ter enviado regimentos armados. Menor o risco de algum incidente ter desdobramentos incontroláveis.

Na Colômbia, a esquerda já pede moderação. No Equador, porta-vozes das Forças Armadas informam que entregarão ao governo colombiano as três guerrilheiras que foram apenas feridas no ataque, e que estão em tratamento em um hospital militar na região. O Brasil _ país que vendeu à Colômbia os jatos (correção, a pedido do hermenauta: turbohélices! turbohélices!) usados no ataque, aliás, os nossos bravos Supertucanos _ pode ajudar a desarmar os conflitos, mas não pode cair na retórica chavista nem ignorar que Uribe transgrediu normas sagradas no convivio entre nações.

Correa, como Chávez, também passa por maus momentos na economia: inflação em alta, queda de investimentos, aumento do desemprego e desaceleração do produto interno bruto. POde querer aproveitar o incidente para desviar atenções da incomodada opinião pública equatoriana. Ou pode ter interesse em aplcara logo a crise, para concentrar-se na recuperação econômica.

Para o Brasil, além do desafio diplomático, o que sobra é o melancólico pesadelo em que se tornou o sonho de integração sul-americana. Se conseguir escapar das armadilhas políticas, o governo brasileiro pode até comer a crise pelas beiradas, tocando bilateralmente os projetos de infra-estrutura, de coperação técnica e econômica com os vizinhos, à espera de um melhor momento para falar em algum projeto continental.

Fica evidente, nesse momento, a posição privilegiada do Brasil, construída com a diplomacia condescendente dos últimos anos: o país é o único que tem franca interlocução e livre acesso em todos os governos do continente. A questão é, ainda, saber o que fazer com esse patrimônio.

Texto do Sérgio Léo, no Ralações Internacionais.

THE NEW YORK TIMES: EMBAIXADOR ADJUNTO DOS ESTADOS UNIDOS NO BRASIL SE REUNIU COM RAÚL REYES

O Embaixador Adjunto dos Estados Unidos no Brasil, Philip T. Chicola, também se reuniu com o "terrorista" Raúl Reyes, o dirigente das Farc assassinado no Equador pela Colômbia. A reveleção consta de dois parágrafos de um artigo publicado nesta quarta-feira (5/3) pelo diário The New York Times (NYT). O fato relatado pelo jornal aconteceu em 1998, durante a administração de Bill Clinton.

Segundo um documento do Departamento de Estado dos EUA, escrito pelo próprio Chicola em 1999 e desclassificado 2004, a reunião secreta aconteceu na Costa Rica e estava presente, além de Chicola e Reyes, Olga Marín, filha de Manuel Marulanda, o dirigente máximo da guerrilha colombiana. Segundo o documento citado pelo NYT, o objetivo da reunião era criar um canal de comunicação com as FARC durante situações de crise. Durante o ano de 1998 o guerrilheiro Raúl Reyes morava na Costa Rica e também se reuniu com o ex-presidente Rodrigo Carazo e com Óscar Arias, o atual presidente costariquenho..

Phil Chicola, como é conhecido, é Embaixador Adjunto no Brasil desde 2004. Cubano naturalizado norte-americano, ele ingressou no Departamento de Estado em 1979 e se especializou em assuntos da América Latina. É um especialista da administração norte-americana em dar suporte aos regimes autoritários da região. Esteve a Guatemala (1984-86) e El Salvador (1988 a 1993) apoiando as respectivas ditaduras. A partir 1998 se tornou Diretor do Escritório de Assuntos Andinos na Divisão de Assuntos do Hemisfério Ocidental, responsável pelo desenvolvimento do "Plano Colômbia". Seu currículo está a disposição no site da Embaixada dos estados Unidos no Brasil.

Visto no Prática Radical, que indicava a Periferia do Império.


Não digam que não avisamos...


Manchete do Portal Terra na tarde desta terça-feira: "Bush expressa total apoio a Uribe em crise".
Não é tão difícil assim entender a política latino-americana, basta partir do pressuposto de que o que é bom para Bush não pode ser bom para nosotros... Se os norte-americanos estão dando suporte ao presidente colombiano Álvaro Uribe, é bom o resto da macacada ficar de olhos bem abertos para ver o que vem pela frente. Claro que na atual correlação de forças não dá para imaginar os EUA intervindo diretamente em uma América Latina cada vez mais esquerdista, mas a Colômbia pode se tornar, digamos assim, uma espécie de posto avançado dos interesses norte-americanos no sub-continente. Bem financiado e armado, Uribe poderá começar a fazer pequenas provocações com o objetivo de desgastar os presidentes Hugo Chávez, Rafael Correa e Evo Morales – os que mais incomodam Washington. De provocação em provocação, não será surpresa se a região caminhar para um conflito explícito, com o império americano fornecendo a devida retaguarda à Colômbia, que mal consegue combater os soldados das Farc...


Do Blog Entrelinhas.

terça-feira, 4 de março de 2008

"BRASIL JÁ VAI À GUERRA/COMPROU PORTA-AVIÕES...”

A GLOBO decretou por conta própria uma guerra entre o Brasil e a Venezuela e agora envolve a Colômbia no “conflito”.

A agência venezuelana de notícias ouviu hoje por telefone o jornalista colombiano Jorge Enrique Botero sobre o assassinato de Raúl Reyes e o clima de euforia que tomou conta do governo do narcotraficante Álvaro Uribe.

Entre outras coisas Botero afirma o seguinte: “El periodista colombiano y autor del libro Noticias de la guerra, Jorge Enrique Botero, dijo esta tarde vía telefónica desde el país vecino durante el programa Dando y dando de Venezolana de Televisión (VTV), que muchos describen el asesinato del comandante de las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (Farc), Raúl Reyes, junto a otros 16 miembros de las Farc, ocurrido en la madrugada de este sábado por un bombardeo en territorio ecuatoriano, como el comienzo del fin de las Farc”

Botero faz alusão a declarações de Raúl Reyes que assinalou numa entrevista que deu a diversos jornalistas sobre a obsessão do governo da Colômbia em prender ou eliminar alguém do alto comando das FARCs para exibir como troféu e justificar os gastos com a guerra, que são o dobro do que se gasta com saúde e educação. Por ironia foi ele o “troféu”.

Seria preciso exibir um cadáver de uma alta figura do Secretariado (alto comando das FARCs) para vender a idéia que a guerrilha está próxima do fim, no exato momento que governos de vários países do mundo pressionam por negociações de paz.

Não é bem assim segundo Botero.

"Así que esa especie de celebración, alrededor de que se trate del golpe definitivo a las Farc, me parece que no es más que fruto de esta especie de ebriedad colectiva que se ha apoderado de algunos sectores de la sociedad, y pienso que aparte del golpe desde el punto de vista moral y militar que significa la pérdida de Reyes, la estructura de las Farc continuará. Ellos tienen solidez y un cuadro bastante grande ya formado. Siento que no sólo seguirán adelante, sino que no pienso que vaya a tener repercusiones sobre la búsqueda de un acuerdo de liberación de las personas que están en poder de ellos" manifestó el periodista colombiano.

A internacionalização da guerra é outro aspecto abordado por Botero em sua entrevista e explica o histerismo da GLOBO e dos principais meios de comunicação brasileiro em acirrar os ânimos e criar também a impressão que o País está debaixo de ameaças terroristas.

Sobre una posible internacionalización del conflicto colombiano con Ecuador, Brasil y Venezuela; además de Estados Unidos e Israel, Botero dijo que el hecho de que haya ocurrido en territorio ecuatoriano y que el gobierno colombiano haya luego trasladado los cadáveres para evitar que la guerrilla se los llevara, "constituye ni más ni menos que la entrada con todo del gobierno colombiano a la internacionalización de la guerra". "Sin lugar a dudas estamos frente al reconocimiento por parte del gobierno colombiano de la violación de la soberanía ecuatoriana, no simplemente de un sobrevuelo, un episodio transitorio, sino una acción de magnitud desde el punto de vista militar y creo que estamos a las puertas de la ampliación del problema a nivel internacional, porque las Farc han sido notificadas de que el territorio ecuatoriano también se presta para acciones en su contra", enfatizo”.

O ponto mais importante abordado por Botero vai além da internacionalização do conflito (ação das forças terroristas do governo Uribe no território equatoriano), forçada e deliberada, diz respeito a escolha de Raúl Reyes como o homem a ser assassinado e exibido como troféu. Era o principal negociador da guerrilha para a libertação de prisioneiros de guerra em poder das FARCs e esse tipo de ação, paz, não interessa a Uribe, pois contraria o narcotráfico e os Estados Unidos.

“En cuanto a la razón de haber "eliminado" precisamente al comandante Raúl Reyes, el periodista colombiano afirmó que no es para nada gratuito. "Él era el vocero en el tema del acuerdo humanitario, era la persona que tenía que atender y mantener el contacto con diferentes delegaciones internacionales que estaban colaborando en este empeño. Se reunió varias veces con delegados del gobierno francés, suizo, español... recibió a la senadora Piedad Córdova, era el hombre que daba las entrevistas a los medios internacionales, atendía a todo tipo de delegaciones. Era el personaje más expuesto, más vulnerable que tenía el Secretariado en acción". Asimismo opinó que Raúl Reyes fue seleccionado precisamente como blanco de este ataque "para golpear los esfuerzos hacia un acuerdo humanitario. Y ese es una prueba más de ese espíritu guerrerista al que se refería Víctor Hugo, del que está posesionada la cúpula del poder en Colombia".

Um eventual acordo que liberte a ex-senadora Ingrid Betancourt recoloca em cena política na Colômbia uma adversária de peso para Uribe que tenta justificar com a guerra um terceiro mandato. Tem o apoio dos EUA para isso. Para Uribe e os EUA a morte de Betancourt num acampamento das FARCs serviria para exibirem outro troféu e justificarem o avanço da violência. O caminho escolhido pelos EUA e pelo narcotráfico para derrubar Chávez é esse.

A GLOBO aqui só reproduz isso que Botero chama de :

“Sectores conservadores envalentonados con el "trofeo" que imagina empezarán a exhibir desde esta misma noche, dado que los cadáveres están en camino de ser trasladados a Bogotá”.

Botero vai além quando afirma que toda a ação foi planejada com consciência de violação do direito internacional e das intenções de manter o clima de guerra do governo Uribe.

“En cuanto al tema de la negociación, Botero opinó que mientras esté en el poder el Álvaro Uribe y las personas que lo circundan en el poder, las posibilidades de una negociación, de una búsqueda de salida política al conflicto, van a hacerse cada vez más difíciles”.

"Yo creo que la opción 'guerra' está en el primer punto del diccionario Uribista, y lo comprueba el hecho de que se esté invirtiendo el 6.5 % del PIB (Producto Interno Bruto) de Colombia en la guerra, eso duplica los presupuestos de educación y salud".

E o que a mídia colombiana que afirma “atada” ao governo do narcotráfico e ao exército, faz, tal e qual GLOBO e a chamada grande mídia por aqui. Criar o histerismo entre a população, o medo da guerra e assim justificar a barbárie e a violência.

“Se refirió también a los medios de comunicación de su país, que según indicó "tienen una atadura umbilical a todas las instancias de poder y digamos que el ejército, el gobierno, se la pasa apelando al recurso de filtrar cosas en aparente exclusiva y con eso lograr conseguir ese objetivo multiplicador".

É uma questão de acordar e ao invés de almoçar com o algoz, perceber que por trás de todas as luzes e sinucas plantadas pela violência, qualquer que seja a sua natureza e sua dimensão, há uma luta, não importa também a magnitude, em que a opção é simples. Ou aceitar a barbárie ou reagir a ela.

Imagino que, neste momento, entre histéricos e muito bem remunerados, os globais estejam sonhando com a velha canção crítica de Juca Chaves – “Brasil já vai a guerra/comprou porta-aviões/é meu diz a Marinha/é meu diz a Aeronáutica”. Hoje não há necessidade dessa disputa, já temos dois, o Minas Gerais e o São Paulo.

Ironias (mas importantes, sobre fatos reais) à parte são graves as conseqüências da ação dos narcotraficantes que governam a Colômbia e a irresponsabilidade do governo Bush .

Ingrid Betancourt, como qualquer pessoa em áreas de interesses dos “negócios” terroristas de Bush e Uribe é apenas um peão no jogo desses “negócios”. Um pretexto pois querem tudo menos vê-la livre e ainda mais por negociação direta do presidente Chávez. É a diferença entre terroristas e um governo democrático de fato.

A tentativa de arrastar o Brasil a um conflito em que Lula tem buscado ser mediador de um acordo de paz, feita pela GLOBO atendendo a interesses estrangeiros, é criminosa.

Não há dúvidas na maior parte do mundo sobre o caráter terrorista dos governos Bush e Uribe. Ou o de Israel.

Texto de Laerte Braga, no República Vermelha.

Equador rompe relações diplomáticas com a Colômbia

O Equador rompeu relações diplomáticas com a Colômbia nesta segunda-feira (3) após tropas colombianas matarem um líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia em território equatoriano, informou o Ministério das Relações Exteriores colombiano .


"O governo do Equador decidiu romper relações diplomáticas com o governo da Colômbia a partir desta data", disse uma carta enviada pelo Ministério das Relações Exteriores do Equador a Bogotá.

O texto completo no G1.

Ainda sobre o assunto no G1:

Colômbia faz acusações e agrava crise com Equador e Venezuela.

Colômbia pede desculpas ao Governo equatoriano por incursão de helicópteros.



Ou seja, o ataque do exército colombiano a membros das FARC dentro de território equatoriano eleva tensão com seus vizinhos, como há muito tempo não se via.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Dando Voz ao Outro Lado: Entrevista com Comandante das FARC

Ana Catarina - As FARC são apresentadas, nomeadamente na Europa, como guerrilha terrorista e os seus dirigentes acusados de envolvimento no narcotráfico. O tema dos sequestros é muito utilizado nas campanhas contra vocês. A sua manipulação é tão eficaz que conduz à dúvida, inclusive, pessoas progressistas. O que tem a dizer sobre o assunto?
Juan Leonel - Na nossa história sempre houve calúnias para deslegitimar a guerrilha. Primeiro chamaram-nos bandoleiros e assassinos. Depois, quando existia o campo socialista, o embaixador Louis Stamb apelidou-nos de narco-guerrilha, logo utilizado pelos meios de comunicação. Como não dispomos praticamente de imprensa é essa a informação difundida pelo mundo.

Depois do 11 de Setembro passaram a chamar-nos narco-terroristas. E essa mentira, mil vezes repetida, começou a surtir efeito, inclusive entre amigos nossos que acreditam que mantemos relações com o narcotráfico.

Mas vou citar-lhe um episódio que ajuda a compreender a falsidade dessas acusações.

O comandante Simón Trinidad foi extraditado para os EUA acusado de terrorista e narcotraficante. Mas os dois julgamentos a que até agora o submeteram foram anulados. Os jurados não puderam chegar a um consenso no tocante à culpabilidade de Simón com base nas acusações contra ele formuladas e que figuram no pedido de extradição.

A Justiça norte-americana sofreu um estrondoso fracasso. Simón Trinidad demonstrou de forma simples e com coragem que todos os argumentos da acusação configuravam uma montagem contra as FARC. Nesses dois julgamentos ficou desmascarada a falácia dos governos dos EUA e da Colômbia, pois não conseguiram dar credibilidade a qualquer das acusações de terrorismo e narcotráfico formuladas contra Sónia e Simón.

No Ponto 10 da Plataforma para um Governo de Reconstrução e Reconciliação Nacional, as FARC afirmam que o narcotráfico é um problema social pelo que a solução terá de ser política e não militar.

As FARC apresentaram a 28 países amigos e ao governo colombiano uma proposta para implantação de um Plano de Substituição de Culturas. Mas esse Plano não foi assumido nem pela comunidade internacional nem pelo governo colombiano.

O narcotráfico é a antítese de qualquer movimento revolucionário por ser um meio de enriquecimento rápido e ilícito. Os revolucionários defendem a distribuição da riqueza.

Ana Catarina - E quanto aos sequestros?
Juan Leonel – As FARC, por princípio, condenam os sequestros como forma de fazer política. Isso consta dos nossos documentos. Entretanto, ocorreram acontecimentos que, manipulados pela comunicação e pelos nossos inimigos, contribuíram para que muita gente visse em nós sequestradores profissionais. Fazemos o que está ao nosso alcance para restabelecer a verdade. Em primeiro lugar recordo que as FARC capturam militares em combate, bem como polícias e membros dos serviços de inteligência.

Até 1997 esses militares capturados eram por nós entregues aos sacerdotes das povoações, aos presidentes das câmaras municipais ou à Cruz Vermelha Internacional. Quando feridos, eram tratados e somente depois entregues. Que ocorria? Os militares eram julgados pelo poder por traição e desobediência.

Em 1996 capturámos 60 militares e 10 polícias. Todos foram entregues a representantes da comunidade internacional, da Cruz Vermelha e a personalidades nacionais e internacionais. Ao proceder assim, pretendíamos mostrar ao mundo que na Colômbia existia um conflito social, político e armado, conflito que não era reconhecido pelo governo. Não pedíamos absolutamente nada em troca; pretendíamos apenas ao entregá-los chamar a atenção da comunidade internacional. O governo de Ernesto Samper demorou nove meses para aceitar receber os prisioneiros de guerra e iniciou uma campanha, afirmando que se tratava de militares sequestrados, quando na realidade haviam sido capturados em combate. Mentiu-se ao mundo e ao país ao dizer que tinham sido enterrados até ao pescoço e torturados. Essas calúnias somente se revelaram quando finalmente os 70 militares e polícias presos foram entregues à Cruz Vermelha no município de Cartagena del Chairá. Mas no estrangeiro a ideia de que tinham sido sequestrados ficou gravada na mente de muitas pessoas.

Durante os anos de 97, 98 e 99 foram capturados em combate pelas FARC 500 militares e polícias. Propusemos então um acordo de troca de prisioneiros. Entregaríamos esses 500 prisioneiros e o governo libertaria todos os guerrilheiros encarcerados nos seus presídios, uns 450 ou 500. Não pedíamos dinheiro, unicamente pedíamos uma troca de prisioneiros.

O governo de Andres Pastrana negou-se então sistematicamente a aceitar o Intercâmbio Humanitário.

Em 2000 a situação alterou-se. Foi possível um Intercâmbio. Desigual. Libertamos 43 prisioneiros e em troca o governo libertou apenas 14 guerrilheiros. Mas ficou claro que era possível tornar a guerra menos cruel.

Posteriormente, as FARC, em gesto unilateral, libertaram 350 soldados e polícias, numa demonstração de boa vontade. Ficaram em nosso poder somente os oficiais e sub oficiais.

A resposta do governo foi uma campanha de difamação, afirmando que as FARC tinham libertado 350 sequestrados e exigiu que libertassem todos os outros ainda em seu poder.

Os meios de comunicação sempre se referiram aos militares presos como sequestrados. O que significa isso? Se somos nós a capturar, os soldados são sequestrados; se são eles a capturar, os guerrilheiros são terroristas.

Segunda questão. Perante a impossibilidade de concretizar um Acordo, as FARC passaram a fazer reféns políticos, como senadores, deputados e uma candidata à Presidência, Ingrid Bettancourt. O objectivo era exercer pressão para um novo Intercâmbio Humanitário. Essa situação não é inédita. Temos um precedente na Nicarágua durante a luta contra Somoza.

Mas o Estado colombiano esqueceu a sua própria gente, deixando os prisioneiros capturados permanecerem na montanha durante anos. Entretanto, desenvolveu campanhas caluniosas insistindo em que os prisioneiros haviam sido sequestrados, quando na realidade se tratava de reféns. Hoje como ontem não pedimos dinheiro, mas apenas uma troca de reféns por revolucionário prisioneiros, como acontece em qualquer guerra. Mas a crueldade não ficou por aí. O governo de Álvaro Uribe ordenou que se localizassem e assassinassem os reféns detidos. Isso já aconteceu com 11 deputados do Departamento de Valle que estavam em poder das FARC. No dia 18 de Junho um comando de tropas especiais localizou e assassinou esses deputados com o objectivo de culpabilizar as FARC. A mesma ordem foi emitida no que se refere a outros reféns, incluindo os três cidadãos dos Estados Unidos e membros da CIA e que foram capturados num avião abatido pelas FARC.

Em terceiro lugar, julgo útil lembrar que desde o governo de César Gavíria, o Estado estabeleceu o chamado imposto de guerra. Trata-se de um imposto que visou não o financiamento da guerra mas o assassínio de milhares dirigentes e políticos de esquerda, de sindicalistas, representantes do Poder Local, cooperativistas e camponeses.

As FARC promulgaram então a Lei 002, ao abrigo da qual os cidadãos que obtenham lucros superiores a um milhão de dólares devem pagar um imposto de 10% à guerrilha. A maioria paga esse imposto, mas alguns, pressionados por militares, em vez de pagarem, organizaram grupos de paramilitares para combater a insurgente e matar camponeses. Esses milionários faltosos são detidos e obrigados a pagar o imposto acrescido de juros e multa.

É obvio que esta situação desagrada muito à burguesia que promove contra as FARC campanhas de difamação a nível internacional, afirmando que as FARC se dedicam ao sequestro e ao narcotráfico. Com frequência avaliam em 3.000 o numero de sequestrados. Alguns autores falam de 6.000. Já imaginou os meios humanos que seriam necessários para manter 6.000 prisioneiros nas montanhas? Não sobraria ninguém para combater…

Enfim, agradeço a sua pergunta, porque ela permite na resposta desmontar as campanhas que pelo mundo fora apresentam as FARC como um bando de sequestradores de civis.

Entrevista completa em O Diário, visto na Periferia do Império.