sexta-feira, 19 de julho de 2013
Raízes do Brasil: no levante dos bisturis, ressoa o engenho colonial
A seleta inclui a resistência histórica à retificação de uma das piores estruturas de renda do planeta.
Ademais de levantes bélicos (32,62,64 etc) contra qualquer aroma de interferência num patrimônio de poder e riqueza acumulado por conhecidos métodos de apropriação.
O repertório robusto ganha agora um destaque talvez inexcedível em seu simbolismo maculoso.
A rebelião dos médicos contra o povo.
Visto no blog das Frases-CARTA MAIOR
terça-feira, 12 de junho de 2012
Bancada demotucana virou bancada de Cachoeira com Perillo na CPI
Mas será que se saiu bem mesmo?
Vejamos ponto a ponto.
1) Não mostrou indignação contra a infiltração de Cachoeira em seu governo em Goiás. Se fosse alguém sem rabo preso como quis aparentar, teria que ter mostrado indignação pelo menos com assessores.
Na prática defendeu todos os assessores afastados, não fazendo qualquer crítica às condutas ou minimizando.
Vejam mais no blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA
sábado, 8 de outubro de 2011
Subfinanciamento do SUS começou com ‘garfada’ de 1994
Em entrevista à Carta Maior, o médico sanitarista Paulo Gadelha, presidente da Fiocruz, diz que, apesar da derrota no Congresso da proposta de criação de um imposto financeiro com destinação à Saúde, o reconhecimento de que o setor é subfinanciado é um avanço. Sem dinheiro novo, a imensa máquina de saúde pública brasileira, hoje referência mundial, continuará devendo qualidade de serviços ao seu usuário. O subfinanciamento, segundo Gadelha, começou com a primeira garfada dada na Saúde, em 1994, no governo de Fernando Henrique Cardoso.
domingo, 25 de setembro de 2011
O custo da derrubada da CPMF
Com ampla maioria nas duas casas legislativas, o governo federal conseguiu negociar uma emenda nos seguintes termos: Estados e municípios são obrigados a investir, no mínimo, 12% e 15% de suas receitas líquidas, respectivamente. A União, desde então, gasta com Saúde o correspondente ao que desembolsou no ano anterior, mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) nominal. É o chamado Piso Nacional.
FHC, portanto, “congelou”os gastos em Saúde da União, com a regra de reajuste do orçamento do setor do ano anterior pelo PIB, e não considerou a CPMF como financiamento adicional, incorporando-a simplesmente às suas receitas. Era o melhor dos mundos.
Vejam o texto completo em CARTA MAIOR
terça-feira, 8 de setembro de 2009
"Com ou sem a nova CPMF, ministro da Saúde continuará de pires na mão", diz Adib Jatene
Adib Jatene: Esse é o problema. A elite financeira, a elite política, a elite intelectual... vive somente entre a elite. E quem se dispõe a ajudar os mais pobres e ir atrás dos recursos é combatido. O que o ministro José Gomes Temporão [Saúde] está fazendo é uma situação de desespero. Ele vê que pode fazer mais. Vê que tem uma parcela da população que tem tudo, da melhor forma que se faz no mundo. Mas ele não ignora que uma grande parcela da população não possui o mínimo para sobreviver. Ele vai buscar alguma coisa no orçamento e não consegue. Aí ele vem e propõe: "Eu preciso de R$ 10 bilhões a mais". É pouco. Ele precisa de, no mínimo, R$ 50 bilhões a mais. Mas as pessoas que podem oferecer isso sem nenhuma dificuldade, incluem qualquer novo tributo na sua planilha de custos, repassa o valor ao consumidor final e reclama.
Confira a entrevista do Dr. Adib Jatene, no UOL Notícias, via Luís Nassif.
sábado, 22 de agosto de 2009
Inácio ironiza PSDB e defende retorno da CPMF
O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) defendeu a aprovação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), que substitui a extinta Contribuição sobre Movimentação Financeira (CPMF). “Votei três vezes na CPMF. Duas no Governo FHC e outra no Lula; espero que ela volte com força”, disse o comunista ironizando o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) que é radicalmente contra, embora o imposto tenha nascido no governo Fernando Henrique Cardoso. Eles debateram o assunto nesta sexta (21) ao vivo na rádio CBN.
A polêmica voltou à tona após o acordo feito nesta semana entre o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e a bancada do seu partido, o PMDB, para que o projeto seja votado até setembro. O PT já disse que apoia.Trata-se de um substitutivo da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 306/2008, do Senado, que regulamenta a emenda constitucional nº 29 prevendo à CSS alíquota de 0,1%, menor que os 0,38% da CPMF. A cobrança do imposto sobre as transações financeiras levaria a uma arrecadação anual de R$ 12 bilhões para o setor.
Vejam mais no Vermelho
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Estudo mostra que empresário não reduz preço com o fim da CPMF
O que era uma suspeita se confirmou. O fim da CPMF não produziu a alardeada redução de preços para os consumidores. Ao contrário do que afirmava a oposição no Senado, os preços subiram, aumentando o lucro das indústrias e empresas, como foi demonstrado por um estudo do professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marcos Cintra, publicado na Folha de S. Paulo. “O fim da CPMF foi uma reforma tributária invertida, um Robin Hood às avessas: tirou dos pobres para dar aos ricos”, afirma a senadora Ideli Salvatti (PT-SC).
Ao fazer um cruzamento entre o impacto do fim da cobrança da alíquota de 0,38% sobre as movimentações financeiras com a inflação medida em 42 setores da economia, Cintra colocou por terra a tese de que o fim do tributo traria ganhos aos consumidores. Ledo engano. Cintra comprova que a extinção da CPMF não causou qualquer impacto positivo na economia do País. “Se o argumento defendido pelos empresários e pela oposição fosse verídico, de que a CPMF aumentava em 2% os preços nos setores de bens de serviço, o povo já estaria sentido o impacto positivo da medida, especialmente com preços mais baixos”, sustenta Ideli.
Os cálculos realizados também por especialistas da área econômico-tributária mostram uma inflação crescente nos preços desses 42 setores pesquisados. Os únicos beneficiados com o fim da CPMF foram as empresas, que tanto lutaram pela derrubada do tributo e que hoje podem comemorar o aumento de suas margens de lucro. “Setores como eletroeletrônicos, indústria automobilística, farmacêutica, transportes e serviços pessoais tiveram aumento, ao invés da queda dos preços tão defendida pelos empresários e pela oposição, que usaram este argumento para derrubar a CPMF”, diz Ideli. “Em todo o debate o que mais se ouviu falar, pela oposição, era que a população teria um benefício imediato, mas isto não aconteceu até agora”.
Para Ideli, está evidente que a conta será paga pelos menos favorecidos, pois serão os que mais vão sofrer com a extinção do imposto. A CPMF financiava a Saúde, Previdência e a Assistência Social, por meio de programas como o Bolsa Família.
Mesmo sem os R$ 40 bilhões arrecadados pela CPMF que, neste momento, passam a engordar os lucros das empresas e das indústrias, o governo não irá abrir mão de seu projeto de crescimento sustentável com inclusão social, ressalva a senadora. “Aliás, o governo comemora o crescimento na economia e reitera o compromisso de manter os projetos assistenciais. Com isso, programas de inclusão, como o Bolsa Família, continuarão ajudando mais de um quarto da população brasileira, representada pelos 11 milhões de famílias que recebem o benefício”, afirma a líder do PT no Senado.
Esse programa obteve bons resultados em diversos estados brasileiros, como o suscitado pelo professor de economia da Universidade Federal de Alagoas, Cícero Péricles de Carvalho. Ele fez um estudo publicado pela revista inglesa The Economist sobre o impacto positivo do Bolsa Família na economia familiar alagoana, considerada uma das mais pobres do Brasil.
O professor destacou que o benefício concedido pelo programa gerou uma explosão no consumo de bens duráveis, como eletrodomésticos e móveis. E o aumento desses bens foi comprovado ano passado pelo estudo realizado pela FGV, com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios – PNAD, que mostra o aumento da renda da família brasileira. Um estudo da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), das Nações Unidas, também indicou que durante o governo Lula, com suas políticas de inclusão, milhares de brasileiros subiram da classe D para a C. Na prática, a sociedade de consumo aumentou.
O dado mais importante a ser avaliado, no entanto, é que houve em Alagoas a inclusão de mais brasileiros no mercado de consumo, beneficiados com programas antes financiados com os recursos da CPMF. “O discurso dos que defendem o fim da CPMF deveria ter sido o seguinte: ‘vamos tirar dos pobres para dar aos ricos, mesmo que a grande maioria da população, infelizmente, ainda não possua conta corrente”, diz Ideli. Para a senadora, a sociedade vai continuar esperando a queda nos preços que ocorreria imediatamente após o fim da cobrança da CPMF, como prometeram alguns líderes empresariais, sob o argumento de que o tributo estava com sua data vencida, tinha desvio de finalidade e era utilizado para o superávit primário do governo.
“Mas os preços não caíram como os empresários e a oposição prometeram e a rubrica dos recursos que financiavam a saúde, a previdência e a assistência social, agora, é do lucro privado”, diz. Para completar, afirma Ideli, a CPMF era um importante instrumento para rastrear e punir a ação de sonegadores de todos os matizes. De empresários inescrupulosos a traficantes de drogas.
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Corte na CPMF dos outros é refresco...
Deu no Estadão:
“Impostos 157% maiores
Carga sobre paulistano fica 120% acima da inflação
Marcos Burghi, marcos.burghi@grupoestado.com.br
Cada morador da Capital pagou em média, no ano passado, o equivalente a R$ 1.918,95 em tributos municipais, como Imposto Predial Territorial Urbano(IPTU) e Imposto sobre Serviços(ISS), entre outros, um valor 157,91% maior que os R$ 744,02 registrados em 2000. Os dados são do Impostômetro, painel instalado na região central da Cidade, numa parceria da Associação Comercial do Estado com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) que simula o quanto os contribuintes pagam aos cofres públicos de municípios, Estados e União em impostos, taxas e contribuições. No período, a inflação foi de 72%.“
E no resto do estado de São Paulo?
Bem, confira o resto no Hermenauta...
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Ricos, pobres e a CPMF
Por Mauro Santayana
Três fatos encerraram o ano: a votação insuficiente para a prorrogação da CPMF no Senado (faltaram quatro votos), o aumento da confiança do país em Lula, segundo o Ibope, e a revelação, pela Folha de S.Paulo, de que 20 milhões de brasileiros deixaram as classes E e D, migrando para a classe C.
Os grandes interesses financeiros e industriais de São Paulo se mobilizaram a fim de garantir a extinção do tributo. Embora a alíquota fosse de apenas 0,38%, a contribuição tinha efeito colateral indesejável aos ricos. Como incidia sobre todas as operações de transferência de dinheiro, o cruzamento das informações permitia a identificação dos sonegadores e dos fraudadores. Era mais fácil identificar os laranjas, freqüentemente usados para a lavagem de dinheiro sujo, e ficava mais difícil o uso de CPFs falsos.
Foi por estar em vigência a CPMF que a receita fiscal aumentou nos últimos anos. Não que só a CPMF pudesse amedrontar os fraudadores e sonegadores. Ela já estava em vigência, quando ocorreram escândalos financeiros espantosos, entre eles o do Banestado, no governo dos tucanos. O que amedrontou os criminosos foi a soma de dois fatores: de um lado, a possibilidade do rastreamento do dinheiro ilícito e, do outro, a decisão de combater a fraude. Assim, o povo brasileiro pôde assistir a elevados senhores serem algemados e levados, de camburão, para os presídios. A Polícia Federal invadiu templos de consumo dos milionários, como a Daslu, recolhendo documentos comprobatórios de fraude fiscal, contrabando e falsificação de documentos.
Sonegadores passaram a pagar regularmente seus impostos – embora alguns, mais atrevidos, permaneçam devedores. Outros, ainda, mediante manobras jurídicas e vários expedientes, empurram para o futuro o pagamento da dívida para com o Tesouro, à espera de providências que os beneficiem.
Por isso, os mal chamados “Democratas”, sob liderança de José Agripino (RN), foram, com Artur Virgílio (AM) e Tasso Jereissatti (CE), do PSDB, os mais intransigentes inimigos da CPMF. Sua origem ideológica se encontra em 1937, com a União Democrática Brasileira, criada pelo paulista Armando Salles de Oliveira, para combater Getúlio Vargas. Ela se transformaria mais tarde na União Democrática Nacional, de Carlos Lacerda e Magalhães Pinto. Foi essa UDN que, sob o comando de Lacerda, levou Vargas ao suicídio, em 1954, e os militares ao poder dez anos depois. Em seguida, com o nome de Arena, manteve submissão absoluta à ditadura. Com a pluralidade partidária, transformou-se em PDS, e mais tarde em PFL. Com a recente erosão da sigla, os pefelistas buscaram mais um novo nome: “Democratas”.
São os mais ferrenhos representantes das oligarquias nordestinas. Quase todos os seus líderes descendem de senhores de engenho, que têm governado seus estados com mão de ferro, submetendo o povo à miséria. Até agora, eles se conservavam no poder trocando votos por comida em tempo de eleições. O programa Bolsa Família e o ProUni, e melhor atenção à saúde, os condena irremediavelmente ao desaparecimento como grupo de mando. É por isso que usam de todas as manobras para sabotar o governo. A eles não importa que – conforme advertiu dona Zilda Arns – a mortalidade infantil volte a crescer e os idosos morram nas filas dos hospitais. Nem que portadores de HIV e enfermos de hepatite C e de hemofilia deixem de receber medicamentos.
Os 20 milhões de brasileiros que, nos últimos cinco anos, passaram a viver bem melhor do que antes foram beneficiados diretamente pela CPMF. E é exatamente isso – a redenção dos pobres – que os “Democratas” querem impedir. Quanto ao PSDB, sua posição se deve à influência direta do ex-presidente sobre a bancada, mediante Virgílio e Jereissatti. Sob mando do senhor Fernando Henrique e de seu acólito Geraldo Alckmin, o PSDB não tem lugar para Aécio, nem para Serra, e a cisão o condenará ao destino do PFL. No fundo, tanto o mineiro quanto o paulista estão hoje mais próximos de Lula do que da ala direita dos tucanos.
Mauro Santayana trabalhou nos principais jornais brasileiros desde 1954. Foi colaborador de Tancredo Neves e adido cultural do Brasil em Roma nos anos 80. É colunista do Jornal do Brasil e articulista de diversas publicações
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
André Singer: ''Momento de virar à esquerda''
Quem sabe esses partidos, com o beneplácito de alguns senadores que formalmente fazem parte da bancada governista, tenham agido em causa própria (de olho apenas no desgaste político do governo), sem perceber que atingiam simultaneamente o interesse dos capitalistas. Mas ocorre que, ao implodir o status quo, serraram um galho no qual a burguesia também estava sentada.
É verdade que, pela reação de parte do empresariado de São Paulo, animado com a derrota imposta ao presidente, ou o acordo anterior só servia ao setor financeiro -o que não parece ser o caso, a julgar pelas altas taxas de lucro e índices de atividade do setor industrial-, ou não foi só a direita senatorial que deu um tiro no pé.
Parece que certas entidades patronais até agora não entenderam de maneira precisa o caráter e o sentido da coalizão conduzida por Lula.
Em todo caso, não terá sido a primeira, nem certamente a última, vez que classes sociais e seus representantes se deixam enganar por preconceitos e refrações ideológicas. De tanto afirmar a urgência de aliviar a carga tributária, escapou-lhes que a CPMF era parte essencial de um modelo que, longe de representar ''gastança'' inútil, garante a margem necessária para, ao mesmo tempo, aumentar o investimento social e pagar juros que, embora declinantes até setembro de 2007, ainda consomem parte muito significativa do orçamento público.
Com a súbita desaparição de quase R$ 40 bilhões de arrecadação, a direita obriga o governo a rever os termos do acordo imaginado para vigorar até o fim do segundo mandato. Ou corta gastos que, direta ou indiretamente, interessam ao trabalhador, ou reduz o superávit primário e determina que o BC reduza a taxa de juros e, portanto, o montante gasto com a rubrica que diz respeito aos rentistas e bancos.
Qualquer diminuição do investimento público prejudica as classes populares. Bolsa Família, vencimento dos funcionários públicos e salário mínimo pago pelo INSS são transferências diretas do Tesouro para o bolso de assalariados e aposentados.
A reação rápida do funcionalismo, antes até da definição sobre onde passaria a tesoura, mostra que os possíveis afetados perceberam imediatamente o sentido da pressão a favor de um ''ajuste fiscal''.
Do mesmo modo, eventuais restrições a concursos ou obras do PAC acabarão sempre por afetar mais os que possuem menos, seja pela diminuição de serviços estatais, seja pelo aumento de tarifas.
No caso da infra-estrutura, atingiria a sustentabilidade do crescimento econômico, que, embora beneficie também empresários que apoiaram o fim da CPMF, é prioridade absoluta para os que dependem de um emprego para sair do inferno e ingressar em uma vida mais ou menos civilizada.
Isso explica a adesão do bispo que dirige o Serviço de Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB à iniciativa de mobilizar os movimentos sociais para evitar o que seria um retrocesso inaceitável do ponto de vista dos pobres (ver o manifesto ''Por uma reforma tributária justa'').
Em resumo, o gesto talvez impensado da oposição produziu uma polarização das opções governamentais. Imaginar que se consiga economizar R$ 40 bilhões diminuindo o número de membros do governo que viajam de avião é daquelas mitologias que só continuam a se propagar pois há interesse em manter cidadãos confusos.
Fortalecido pela nítida manifestação popular no segundo turno de 2006, pelo bom desempenho da economia em 2007 e pela compreensão que sindicatos e movimentos sociais mostram da conjuntura, a situação objetiva permite que o Executivo escolha o caminho da esquerda para resolver o impasse criado pelos conservadores no Senado.
Ao fazê-lo, ajudaria, mesmo em um cenário de incertezas internacionais, a que o país mantivesse o ritmo de expansão em 2008 e a que os setores progressistas pudessem fazer das eleições municipais oportunidade de conscientizar o povo sobre o conteúdo da disputa hoje existente no Brasil.
Cabe ao PT, como maior partido do governo, mas também principal partido socialista do país, cujo novo Diretório Nacional se reúne pela primeira vez no próximo dia 9, deixar claro qual caminho convém aos trabalhadores.
ANDRÉ SINGER , 49, jornalista e cientista político, é professor do Departamento de Ciência Política da USP. Foi secretário de Redação da Folha e secretário de Imprensa e Porta-voz da Presidência da República (governo Lula).
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Ninguém merece...
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
O triunfo dos sinhozinhos
Mais do blog do Nassif (Nota do Editor: o título é meu. Na foto, sinhôzinho Arthur Virgílio - ou FHC, no fundo é a mesma coisa.
Em "O Globo" de hoje
"Virgílio admitiu também que o apoio do ex-presidente Fernando Henrique foi fundamental para que enfrentasse a pressão. A última conversa entre o líder e Serra, no fim da tarde de quarta-feira, foi bastante tensa. Virgílio avisou ao governador que não mudaria de posição.
— Isso é uma loucura! — reagiu Serra.
— Então eu sou louco — retrucou ele.
Serra argumentou que o PSDB não poderia ficar a reboque do DEM, que fechara questão contra a CPMF.
— Nossos verdadeiros concorrentes são os petistas — rebateu Virgílio.
No que depender do líder, as diferenças não deixarão seqüelas.
— Serra é o quadro mais preparado para exercer a Presidência, mas para ser presidente terá de ser tolerante, saber ouvir seus companheiros."
Ou seja, ser tolerante é deixar os companheiros botarem fogo no país.
***
Ao contrário de outros ex-presidentes, como Itamar Franco, José Sarney e Fernando Collor, FHC é um ex dotado de nenhuma grandeza, de nenhuma responsabilidade cívica.
Serra e Aécio estão aguardando para se posicionar mais perto das eleições. Correm o risco de herdar um partido exangüe. Se a CPMF não for restaurada, cada problema do governo Lula, cada investimento que deixar de ser feito, cada piora nas áreas sociais terá responsáveis diretos: o PSDB, seus senadores e FHC.
Havia receio de que a aprovação da CPMF pavimentasse o sucesso do governo Lula. Agora, qualquer fracasso terá um responsável direto: a oposição.
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
O teatro da CPMF
A FIESP lançou a campanha contra a CPMF para marcar posição política. Acho que não esperava que pegasse.
O PSDB impôs algumas condições para valorizar a votação, já que seus governadores necessitam dessa aprovação.
De jogo de cena em jogo de cena, o tema pegou. Agora, toca a manter o jogo de cena e recuar nem tão rapidamente que pareça fuga, nem tão lentamente que pareça provocação.
Ontem o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, disse que se o governador acenar com parcela maior da CPMF na Saúde, o partido apóia. Aécio, Serra, Yeda, todos estão tremendo de receio de não passar a prorrogação da CPMF.
Só FHC, que não tem responsabilidades de governo, quer ver o circo pegar fogo.
Acrescento:
Se alguém tem renda mensal de 30 mil reais e compra um litro de leite, paga o mesmo imposto sobre essa aquisição de alguém que quem tem renda mensal de 300 reais. A CPMF é realmente mais justa, pois sua incidência é diretamente proporcional ao volume de dinheiro movimentado.
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Em conversa com Skaf, Jatene defende CPMF e diz que ricos "têm que pagar"
O cardiologista argumentou com Skaf, um dos defensores do fim da contribuição, que "no dia em que a riqueza e a herança forem taxadas, nós concordamos com o fim da CPMF. Enquanto vocês não toparem, não concordamos. Os ricos não pagam imposto e por isso o Brasil é tão desigual. Têm que pagar! Os ricos têm que pagar para distribuir renda".
Jatene acrescentou: "Por que vocês não combatem a Cofins (contribuição para financiamento da seguridade social), que tem alíquota de 9% e arrecada R$ 100 bilhões? A CPMF tem alíquota de 0,38% e arrecada só R$ 40 bilhões".
domingo, 28 de outubro de 2007
Lula, o Paladino do Empresariado
Cheguei a ouvir gente da Fiesp falando que não dá para acabar com a CPMF. Coisa de doido. Os otimistas poderiam dizer que ninguém resiste ao carisma do presidente (e também ouvi empresário de peso dizendo que o cara é muito melhor que o governo dele, liderzão e tal). Os pessimistas poderão dizer que é isso que temos no empresariado nacional: todo mundo tem uma tetinha guardada em alguma repartição pública, não vai se arriscar a comprar briga com o Homem, e logo na casa dele.
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Maia, o embirrado
High societyConstrangimento na festa de poderosos em Brasília, descreve a repórter Rosa Costa, de O Estado. O presidente do Democratas, deputado Rodrigo Maia, foi aos ministros Walfrido dos Mares Guia e Nelson Jobim cobrar explicações sobre o assédio do governo aos senadores da oposição.
“Vocês precisam respeitar mais a oposição”, disse Rodrigo.
“Isso é futrica”, rebateu Mares Guia.
Jobim interveio: “No site do seu partido, eu sou chamado de ‘canastrão da sucuri’. E aí?”.
“Eu não tenho responsabilidade pelo site”, respondeu Rodrigo antes de deixar o local chutando a sombra.
Enquanto Rodrigo se afastava, Jobim devolveu: “Lá no Rio Grande se chama isso de um guri de merda.”
Mares Guia completou: “É o professor de Deus”.
A líder do governo no Congresso, Roseana Sarney, que acompanhou o bate-boca reclamou: “Isso vai sobrar para mim”.
“Não voto o Orçamento, esquece o Orçamento”, gritou Rodrigo Maia.
Deu aqui n'O Filtro.
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Show contra CPMF reúne só 15 mil; artistas desconhecem alíquota do "imposto do cheque"
O show "Tributo contra o Tributo" contra a cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), no vale do Anhangabaú (região central de São Paulo), frustrou as expectativas de seus organizadores e reuniu apenas 15 mil pessoas, segundo estimativa feita pela Polícia Militar às 20h15. Quarenta minutos antes, a estimativa era de 7.000 pessoas.
Os organizadores do show, liderados pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), esperavam reunir um público de 2 milhões de pessoas no vale do Anhangabaú e arredores.
O empresário André Skaf --filho do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e um dos idealizadores do show-- explicou que a intenção da organização era "encher" o vale do Anhangabaú para conscientizar o máximo de pessoas. Por volta das 19h, André disse que a expectativa era reunir 250 mil pessoas, mas preferiu não comentar a redução do público.
O texto continua na Folha Online.