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quinta-feira, 18 de junho de 2015

Serra, Lacerda e a Petrobrás


O que não é aceitável é que a corrupção seja utilizada para desmontar a Petrobras e encobrir interesses das grandes petroleiras internacionais. É o caso do projeto de Serra. O mesmo Serra que em telegrama diplomático divulgado pelo WikiLeaks em 2010 prometeu a uma alta-executiva da Chevron –petroleira norte-americana, cujos interesses no pré-sal foram contrariados– que o modelo de partilha seria revisto. Promessa é dívida.
Nem o assunto nem a tática são novos. Aliás, a cada dia que passa os tucanos demonstram seu indisfarçável giro lacerdista. Carlos Lacerda era contra a criação da Petrobras em 1953 e defendia a participação estrangeira na exploração do petróleo. A famosa tática lacerdista de plantar escândalos para colher golpes –que funcionou tão bem no ano seguinte e em 1964– daquela vez falhou.
Agora, Serra a recupera com a PLS 131/15. O que está em jogo é a expansão desregulada do modelo de concessões, que convenhamos não foi interrompido nos governos petistas. Os leilões de campos de petróleo se mantiveram, como no caso emblemático do campo de Libra. Não houve nacionalização do petróleo no Brasil. O que o modelo de partilha fez foi apenas limitar a exploração pelas empresas privadas estrangeiras. E mesmo isso já foi encarado como um ataque ao livre mercado por algumas delas que, sob este argumento, não participaram do leilão.



Confira o texto de Guilherme Boulos, na Folha de São Paulo, disponível em Colagens do Umbigo e da Mosca Azul

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Dilma e a revolução dos coxinhas

Dessa vez eles chegaram bem perto. A estratégia foi genial. Usaram um grupinho político da USP que tinha uma proposta simpática, a defesa do passe livre, e, com ajuda da brutalidade da polícia paulista, transformaram um protesto local no maior delírio coletivo das últimas décadas.

Ainda vai demorar para sabermos a extensão da influência dos grupos “anonymous” na organização virtual das manifestações. Mas as névoas estão começando a se dissipar. Depois do apoio dos Clubes Militares aos “protestos de rua”, as coisas vão ficando mais claras.

É um fenômeno que vem se repetindo nos últimos anos, e cada vez emerge mais forte. As novas investidas da direita tem se dado através da juventude da classe média. Pega-se uma bandeira ou candidato simpáticos, untados com antigovernissmo, agressividade política, cobertura midiática favorável, um bocado de esquerdismo utópico e infantil, e pronto, eis uma causa capaz de reunir milhares de jovens. A estratégia de usar a juventude, e símbolos da esquerda, para lançar uma candidatura conservadora, é um excelente cavalo de Tróia para dividir e confundir o eleitorado progressista. Em 2008, fizeram com Gabeira, símbolo de rebeldia, nas eleições municipais do Rio de Janeiro. Começou como queridinho dos jovens e terminou, como agora, com apoio do Clube Militar. Dois anos depois, Gabeira seria o candidato-fantoche do PSDB no estado do Rio, disputando uma eleição apenas para dar palanque à José Serra, e hoje o ex-guerrilheiro assina uma coluna udenista no Estadão.


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Dessa vez eles chegaram bem perto. A estratégia foi genial. Usaram um grupinho político da USP que tinha uma proposta simpática, a defesa do passe livre, e, com ajuda da brutalidade da polícia paulista, transformaram um protesto local no maior delírio coletivo das últimas décadas.
Ainda vai demorar para sabermos a extensão da influência dos grupos “anonymous” na organização virtual das manifestações. Mas as névoas estão começando a se dissipar. Depois do apoio dos Clubes Militares aos “protestos de rua”, as coisas vão ficando mais claras.
É um fenômeno que vem se repetindo nos últimos anos, e cada vez emerge mais forte. As novas investidas da direita tem se dado através da juventude da classe média. Pega-se uma bandeira ou candidato simpáticos, untados com antigovernissmo, agressividade política, cobertura midiática favorável, um bocado de esquerdismo utópico e infantil, e pronto, eis uma causa capaz de reunir milhares de jovens. A estratégia de usar a juventude, e símbolos da esquerda, para lançar uma candidatura conservadora, é um excelente cavalo de Tróia para dividir e confundir o eleitorado progressista. Em 2008, fizeram com Gabeira, símbolo de rebeldia, nas eleições municipais do Rio de Janeiro. Começou como queridinho dos jovens e terminou, como agora, com apoio do Clube Militar. Dois anos depois, Gabeira seria o candidato-fantoche do PSDB no estado do Rio, disputando uma eleição apenas para dar palanque à José Serra, e hoje o ex-guerrilheiro assina uma coluna udenista no Estadão.
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Dessa vez eles chegaram bem perto. A estratégia foi genial. Usaram um grupinho político da USP que tinha uma proposta simpática, a defesa do passe livre, e, com ajuda da brutalidade da polícia paulista, transformaram um protesto local no maior delírio coletivo das últimas décadas.
Ainda vai demorar para sabermos a extensão da influência dos grupos “anonymous” na organização virtual das manifestações. Mas as névoas estão começando a se dissipar. Depois do apoio dos Clubes Militares aos “protestos de rua”, as coisas vão ficando mais claras.
É um fenômeno que vem se repetindo nos últimos anos, e cada vez emerge mais forte. As novas investidas da direita tem se dado através da juventude da classe média. Pega-se uma bandeira ou candidato simpáticos, untados com antigovernissmo, agressividade política, cobertura midiática favorável, um bocado de esquerdismo utópico e infantil, e pronto, eis uma causa capaz de reunir milhares de jovens. A estratégia de usar a juventude, e símbolos da esquerda, para lançar uma candidatura conservadora, é um excelente cavalo de Tróia para dividir e confundir o eleitorado progressista. Em 2008, fizeram com Gabeira, símbolo de rebeldia, nas eleições municipais do Rio de Janeiro. Começou como queridinho dos jovens e terminou, como agora, com apoio do Clube Militar. Dois anos depois, Gabeira seria o candidato-fantoche do PSDB no estado do Rio, disputando uma eleição apenas para dar palanque à José Serra, e hoje o ex-guerrilheiro assina uma coluna udenista no Estadão.
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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Assessor de José Serra espalha boato sobre Enem

O Ministério da Educação (MEC) pediu ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que a Polícia Federal abra investigação sobre boatos que circularam nas redes sociais de que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano teria sido cancelado. Fontes do MEC disseram ter "convicção" de que a informação falsa partiu de Eden Wiedemann, integrante da equipe de mídias sociais da campanha de José Serra (PSDB) à Prefeitura.

O publicitário postou no Twitter às 20h11 de quarta- feira a mensagem "Vai Haddad!!! MEC confirma cancelamento das provas do Enem", seguido de um link para uma reportagem de 2009 do Portal Terra que anunciava o cancelamento da prova. Na época, o ministro da Educação era Fernando Haddad (PT), hoje adversário de Serra em São Paulo. 

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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Serra chama Kennedy Alencar de mentiroso durante entrevista à CBN

Candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, José Serra foi entrevistado pela CBN durante 50 minutos na manhã desta terça-feira, 16. O tucano respondeu a perguntas dos apresentadores Fabíola Cidral e Milton Jung e do comentarista Gilberto Dimenstein. Outro contratado da emissora, o analista político Kennedy Alencar também participou e foi chamado de mentiroso ao afirmar que a cartilha contra homofobia organizada pelo Estado de São Paulo tem semelhanças com o chamado “kit gay” produzido pelo Ministério da Educação durante a gestão de Fernando Haddad.


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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Com Serra governador, secretária da educação distribuía manuais de sexo e violência às criancinhas

O candidato á prefeitura de São Paulo,   José Serra (PSDB), adotou um único discurso contra o também candidato petista Haddad: O kit anti-homofobia, apelidado pela imprensa como "Kit Gay". Juntos, imprensa e José Serra Serra, que não tem nenhuma proposta de governo para apresentar aos cidadãos paulistanos, estão atacando Haddad. No entanto, tanto a  imprensa e Serra, não tocam no assunto do verdadeiro  kit gay que foi  distribuido nas escolas paulistas quando Serra foi governador. 'Kit gay quer doutrinar, em vez de educar', afirma Serra. O que diria o ex governador sobre seu kit? 

 "Kama Sutra" na escola
Imagine seu filho de nove anos recebendo como lição de casa a recomendação de leitura do livro "Dez na Área, Um na Banheira e Nenhum no Gol". No governo de José Serra esse livro foi distribuido para criancinhas da terceira serie

 Comprado pela Secretaria de Educação do Governo de São Paulo em maio de 2009, (Quando José Serra era o governador) e distribuído a 1.216 alunos da terceira série do primeiro grau, o livro explorava várias posições sexuais e vinha recheado de expressões como "chupei ela todinha", "ativo", "passivo" e outros palavrões impublicáveis. Não bastasse o conteúdo sexual, a obra era repleta de erros crassos de português, com uma linguagem digna de baile funk.



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domingo, 14 de outubro de 2012

Cerra, Ruçomano & houtras hecatombes

Só por puro masoquismo o eleitor paulistano reelegeria Cerra no segundo turno.
Porquanto Ruçomano – a outra hecatombe alucinógena – foi afastada, graças possivelmente a alguma espécie de iluminação à beira do abismo que acometeu unanimemente todos os candidatos a prefeito em Sampa, fazendo de Ruçomano não só o alvo comum de todos os ataques, como rigorosamente de tiro ao alvo. Mas foi por pouco, dada a votação (tipo 22%) relativamente expressiva da abantesma em pauta. 

Voltando ao Cerra, repito: só por puro masoquismo o eleitor paulista reelegeria o nosso vampirinho de plantão pro segundo turno, configurando algo como “o Retorno do Ressentido”, parafraseando malandramente Lacan, sem contar a Antecipação do Esquecimento (uma vez que já não se trata de Falta de Memória Política), tão comum ao homo otarius paulistano, classe média-média e média-alta, conformado após duas décadas de gestões tucano-demoníacas, cujo julgamento eleitoral vai mixando, sem mais aquela, política, religião & mensalão.   

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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

José Serra, o Niger, se atola nos emails de Daniel Dantas para intervenção na PREVI

Em 2011, a revista Época, das Organizações Globo, abriu fogo contra José Serra (suspeita-se que tenha a ver com a disputa pelo controle do PSDB com Aécio Neves), e publicou essa matéria abaixo:

O consultor, o motorista e Niger

Época obteve os e-mails de Roberto Amaral, consultor do Opportunity, de Daniel Dantas, enviados ao secretário particular de José Serra.

Duas semanas atrás, Época revelou segredos dos e-mails de Roberto Figueiredo Amaral - o ex-diretor da construtora Andrade Gutierrez que trabalhou, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, para o Opportunity, a marca dos fundos de investimento comandados pelo financista Daniel Dantas. As mensagens de Amaral a que ÉPOCA teve acesso foram enviadas entre 2001 e 2002, período em que ele assessorava Dantas na maior disputa societária da história do capitalismo brasileiro: a briga do Opportunity contra fundos de pensão e sócios estrangeiros pelo controle de empresas de telefonia. Elas revelam detalhes de como Amaral trabalhava e de como ele conduzia a defesa dos interesses de seus clientes. Vários dos e-mails eram endereçados aos ajudantes de ordens do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC negou a ÉPOCA tê-los recebido). Um outro personagem também chamou a atenção dos investigadores da Polícia Federal. Eles suspeitam que alguns e-mails eram dirigidos ao secretário particular de José Serra, então candidato à Presidência da República pelo PSDB. 
 
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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Sindicato dos Bancários de São Paulo é invadido a mando de José Serra

Há poucas horas a sede e – pelo menos uma subsede - do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, filiado a CUT, foi invadido por oficiais de justiça, acompanhados de viaturas policiais, com ordem de arrombamento – se necessário – para buscar e aprender material relacionado a campanha eleitoral, inclusive com ordem de retirada do site o posicionamento político da entidade frente as eleições municipais.

O Sindicato dos Bancários, historicamente, sempre manifestou a posição majoritária de sua direção em seus informativos, como uma forma de orientar a categoria bancária em relação ao posicionamento político de sua direção em eleição de todos os níveis. Foi assim em todas as eleições disputadas por Lula e em todas as eleições para prefeitura e governo do estado desde a retomada do Sindicato para o campo do sindicalismo combativo no final da década de 1970.

Vale lembrar que nem mesmo no período da ditadura militar o Sindicato foi invadido com acompanhamento policial e ordem de arrombamento. A justiça brasileira passa por um processo de necessária reflexão, estamos acompanhando o caso da AP 470, que faz um julgamento político, sem base nos autos do processo, que é um principio jurídico, fazendo a votação de forma a coincidir com as eleições municipais e passando na frente de dezenas de outros processos mais antigos, como o mensalão do PSDB, onde está envolvido o ex-governador mineiro Eduardo Azeredo, à época, presidente nacional do PSDB.
 
 
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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Vexame: TV Globo cancela debate para poupar José Serra


Olha a bolinha de papel aí de novo na tela da Globo, gente!
Há 48 horas da realização do debate entre candidatos a prefeito de São Paulo, a TV Globo cancelou.


É mais um ataque da TV Globo contra a liberdade de imprensa (*), contra a liberdade de expressão, contra a democracia e a lisura dos pleitos eleitorais, talvez para "comemorar" os 30 anos do escândalo Proconsult.

O cancelamento da emissora demotucana atende aos interesses de José Serra (PSDB), que perdeu todos os debates.



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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Em Goiás, falta de provas já livrou Serra e Perillo de condenação

Nos anos de 2001 e 2002, José Serra (PSDB) era ministro da saúde, no governo FHC, e Marconi Perillo (PSDB) era governador de Goiás. O Ministério da Saúde repassou dinheiro federal para a Secretaria de Saúde de Goiás para controle de epidemias. Do dinheiro dessa parceria Serra-Perillo, R$ 2.482.099,11 foram parar nas agências de publicidade de Marcos Valério, por conta de serviços supostamente prestados para a divulgação de ações do ministério naquele estado.

O relatório de auditoria n. 3458 do Denasus (Departamento Nacional de Auditoria do SUS), de 2006, identificou diversas irregularidades. Uma delas foi a campanha goiana de vacinação da gripe em 2001. A semana da vacinação começou no dia 25 de abril, mas toda a campanha de divulgação foi resolvida em um único dia, na véspera. No dia 24, o processo tramitou por cinco setores diferentes da Secretaria de Saúde – quatro agências de publicidade apresentaram orçamentos, houve a criação e produção de dois anúncios em vídeo para televisão e 1 "spot" de rádio. E também foi definida a estratégia de inserções em TVs e rádios do país. Tudo isso aconteceu no dia 24, segundo a documentação.

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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Com repórter chamado de “sem-vergonha”, Rede Brasil Atual afirma que Serra distorce a realidade para justificar antipatia

"Você é de onde?". Foi assim que o candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, José Serra, respondeu a uma pergunta do repórter da Rede Brasil Atual. No desfecho, Serra ignorou os questionamentos do jornalista e, no final, disse que não responde "sem-vergonha".

Após a repercussão negativa do caso, Serra divulgou uma nota intitulada “PT envia repórter para tumultuar coletiva de Serra” e disse que a postura do jornalista é uma “nova e lamentável estratégia eleitoral” petista. Para a RBA, o texto não passa de uma tentativa de distorcer o caso e justificar a "antipatia por imprensa livre". "Como se não houvesse áudio e vídeo a desmenti-lo, o tucano emitiu um comunicado culpando o PT e a CUT por ter chamado de 'sem-vergonha' um profissional jornalístico", argumentou o veículo.


Confira no Comunique-se.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O vasto telhado de vidro de José Serra


O vasto telhado de vidro de José Serra (reprodução)
Não consta do sistema Divulgação de Candidaturas 2012 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a certidão da Justiça Federal do DF, na qual o candidato a prefeito de São Paulo José Serra (PSDB), é réu em uma ação por improbidade administrativa, decorrente da quebra (escandalosa, aliás, mas atualmente esquecida pela “grande mídia”) do Banco Econômico, quando Serra era ministro da área econômica do governo FHC.
No sistema Divulgação de Candidaturas, o tucano apresentou apenas seis certidões, e omitiu a certidão do tribunal onde corre o referido processo – mostrada na imagem ao lado. A apresentação destas certidões, obrigatória e divulgada na internet, visa permitir ao eleitor conhecer melhor seu candidato – coisa que, aparentemente, não interessa a Serra.  

Vejam mais em Brasil Atual

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Bomba: 'mensalão' da Visanet no governo FHC abasteceu campanha tucana de 2002

Provas indiciárias mostram que o chamado "mensalão" da Visanet abasteceu a campanha do deputado Edson Aparecido (PSDB/SP) em 2002.

Hoje, o deputado tucano é Secretário estadual de Assuntos Metropolitanos do governo Alckmin (PSDB), e coordenador de campanha de José Serra (PSDB) na eleição deste ano.

O inquérito n. 2474/STF, também nas mãos do Ministro Joaquim Barbosa, traça o caminho do dinheiro da Visanet para a DNA Propaganda, nos anos de 2001 e 2002, durante o governo FHC.

Grande parte desse dinheiro foi repassado para a empresa Takano Editora e Gráfica, o que foi identificado já na CPI dos Correios.

A Polícia Federal investigou mais um pouco e apontou que boa parte dos serviços não foram prestados, pedindo maiores investigações sobre esta empresa que, estranhamente, faliu um mês após Roberto Jefferson dar a entrevista sobre o "mensalão". 

Vejam mais detalhes e documentos no blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Já no desespero, Serra apela de novo à baixaria


A natureza humana pode tardar, mas não falha. E a história se repete como farsa. Ao chegar a malufianos 46% de rejeição, o candidato tucano José Serra jogou os escrúpulos às favas, rasgou a fantasia e, como costuma fazer quando se vê acuado, partiu de novo para a baixaria eleitoral.
Nem a presidente Dilma Rousseff escapou dos seus ataques de ira diante dos novos números negativos da pesquisa Datafolha divulgados na quarta-feira, que reforçam a possibilidade dele  ficar fora do segundo turno.
"Ela vem meter o bico em São Paulo, vem dizer aos paulistanos como é que eles devem votar. Ela que mal conhece São Paulo vem aqui dar o seu palpite", disparou Serra, num dos seus melhores momentos de Serra.
Ela, no caso, é a presidente Dilma, que apóia, vejam só!, o candidato do seu partido, Fernando Haddad. Por sua reação, Serra deve achar que só tucanos podem meter seu bico grande nas eleições paulistanas, como fez o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para apoiar o candidato do PSDB, com toda pompa e circunstância, como se estivesse falando numa rede nacional de rádio e televisão.

domingo, 9 de setembro de 2012

O QUE A MATEMÁTICA DE CLINTON DIRIA DE FHC?



Bill Clinton, que os tucanos adoram, disparou a seguinte aritmética na convenção que aclamou Obama a buscar um segundo mandato na Casa Branca: "De 1961 para cá, os republicanos governaram o país por 28 anos, e os democratas, por 24 anos. Nesse período, foram criados 66 milhões de empregos, assim: 24 milhões pelos republicanos e 42 milhões pelos democratas". Curto e grosso, Clinton atingiu o fígado adversário. Se fosse manejar a mesma aritmética demolidora no Brasil, Clinton ( que os tucanos adoram, repita-se) diria o seguinte: "De 1994 para cá, o PSDB governou o Brasil por oito anos, e o PT, por 9 anos e meio (8 de Lula, e um ano e meio de Dilma). Nesse período, foram criados 18 milhões e oitocentos mil empregos: 800 mil pelos tucanos; 15 milhões por Lula e 3 milhões por Dilma". É por isso que FHC quando se manifesta é prolixo, mas foge dos números. Por isso, também, Serra recorre ao 'mensalão', na falta do que dizer diante do esfarelamento de sua candidatura. Por conta desse flanco aritmético o PSDB, igualmente, quer interpelar Dilma que anunciou um corte de 16% da tarifa elétrica residencial e de 28% na indústrial em pleno Sete de Setembro. Pudera: no governo FHC, em 2001 --diria a matemática de Clinton--  o corte que houve foi no fornecimento. O 'apagão', conforme cálculos insuspeitos de Delfim Netto,  custou R$ 60 bi aos brasileiros. O equivalente  a um salário mínimo  extraído de cada cidadão, assim: perda de 2 pontos do PIB ($ 50 bi, em valores de 2001, em empregos, produção, renda) e mais R$ 10 bi de 'imposto apagão' para financiar termoelétricas. Vai falar do quê, não é Serra?

(Carta Maior; Domingo/09/09/2012)
 

domingo, 29 de julho de 2012

O mensalão e o photoshop de um tempo histórico


Quando Serra ataca blogs críticos, classificando-os de 'sujos', ou se refere ao PT como um partido que usa métodos nazistas, e Veja faz do photoshop seu principal argumento 'jornalístico' na demonização de lideranças adversárias -como na capa da edição desta semana, com o ex-ministro José Dirceu - , o objetivo é infantilizar o discernimento da sociedade, quebrar seu senso crítico para inocular valores e legitimar interesses que de outro modo figurariam como controversos, ou mesmo intragáveis, no imaginário social.

A infantilização da política é a tradução 'popularesca' da judicialização, o recurso extremo de um tempo em que projetos e referências históricas do conservadorismo foram tragados pela conflagração entre os seus interesses e as urgências da sociedade humana - entre elas a urgência ambiental e a urgência, a ela associada, de se convergir para formas mais sustentáveis de produção e repartição da riqueza. 

Vejam o texto completo em CARTA MAIOR

sábado, 28 de julho de 2012

Serra e a democracia de duas orelhas

Mauro Santayana 

A verdade, diz um provérbio berbere, é como o camelo: tem duas orelhas. Você pode agarrá-la como lhe for mais conveniente, pela direita ou pela esquerda. Essa parece ser a postura do candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, que prefere a direita. Para quem conheceu o jovem Serra de há quase 50 anos, é um desconsolo descobrir o que o tempo faz aos homens. Não só, como no poema de Drummond, ao abater com sua mão pesada, cobra os anos com “rugas, dentes, calva”, mas também costuma sulcar erosões nas ideias.

José Serra quer calar os blogueiros sujos, e usou o seu partido para isso. Dois nomes são mencionados, Paulo Henrique Amorim e Luis Nassif. Não preciso expressar a minha solidariedade aos atingidos. O que está em questão — e os dois estarão de acordo com o raciocínio  —  é muito maior do que eles mesmos  e todos os outros franco-atiradores da internet. O problema real são os limites que querem impor à democracia.

Vejam o texto completo no JORNAL DO BRASIL

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Serra com medo de Paulo Preto

O ex-governador José Serra já monitora a CPI.Uma nota na coluna de Azedo informa que, na segunda-feira, em São Paulo, reuniu-se com o líder do PSDB, Bruno Araújo (PE), para pedir mais empenho da bancada no sentido de protegê-lo.Serra disse que quer evitar que a CPI vire um palanque eleitoral para seus adversários o atacarem na disputa pela prefeitura de São Paulo.   
 

quinta-feira, 7 de junho de 2012

O dedo do Lula

A sociedade brasileira teve sempre a discriminação como um dos seus pilares. A escravidão, que desqualificava, ao mesmo tempo, os negros e o trabalho – atividade de uma raça considerada inferior – foi constitutiva do Brasil, como economia, como estratificação social e como ideologia.

Uma sociedade que nunca foi majoritariamente branca, teve sempre como ideologia dominante a da elite branca, Sempre presidiram o país, ocuparam os cargos mais importantes nas FFAA, nos bancos, nos ministérios, na direção das grandes empresas, na mídia, na direção dos clubes – em todos os lugares em que se concentra o poder na sociedade, estiveram sempre os brancos.

Vejam o texto completo no blog do EMIR

domingo, 25 de março de 2012

A vestal dos demos

*Demóstenes Torres, o líder dos demos no Senado, amigo do peito do contraventor Carlinhos Cachoeira --e, segundo a revista Carta Capital, que está nas bancas, 'sócio' nos lucros do bicheiro-- opina sobre o melhor candidato para a Prefeitura de SP: "O importante é a causa, e a causa é o Serra ganhar a eleição contra esse ideário maluco do PT'   

 CARTA MAIOR - sábado 24/03/2012