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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Itália proíbe uso de véu para mulheres


Em meio ao crescimento de movimentos nacionalistas e de extrema direita na Europa, a Itália se tornou – depois de França e Bélgica – o terceiro país do continente a tentar impedir que mulheres utilizem tecidos para cobrir os seus rostos em locais públicos.
A Comissão de Assuntos Constitucionais do Parlamento italiano aprovou na terça-feira 2 um projeto de lei que proíbe o uso do véu integral, seja o hijab (cobertura em volta da cabeça) ou o niqab (que deixa apenas os olhos descobertos).


Mais no sítio da CartaCapital

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Wassyla Tamzali: "O feminismo islâmico não existe"

Tem dirigido durante vinte anos o programa de igualdade de gênero na Unesco. A ativista argelina sente-se decepcionada por uma esquerda que não se opõe a essa "prisão de tela" chamada burka.

A argelina Wassyla Tamzali é partidária de chamar as coisas por seu nome. Em "A burka como desculpa» (Saga editorial) Tamzali aconselha a nossos dirigentes que abordem o problema mais além da conjuntura política. Veterana lutadora pelos direitos das mulheres, indigna-lhe ver como o governo espanhol brecou a proibição "desse sudário" porque identificava a iniciativa da direita.

A burka é mulçumana?

Definitivamente, não. Nos países mulçumanos é pré-islâmico e sua prática está delimitada: península arábica, Afeganistão, sul do Irã... A burka não tem nada a ver, por exemplo, com a população berbere do Magreb: as mulheres berberes não carregam véu.

Nem um símbolo religioso?

Não é um símbolo religioso. Não existe nenhuma passagem do Alcorão que fale da burka: supõe, pura e simplesmente, um símbolo de dominação. Uma forma de terrorismo intelectual, religioso e moral contra a liberdade das mulheres.

Vejam mais detalhes em MUJERES EN RED-El Periódico Feminista


quarta-feira, 21 de julho de 2010

Islamofobia Varre a Europa

O continente que produziu imperialismo, escravatura e Hitler agora produz Geert Wilders. Bélgica e França proibiram a burqah, um deputado britânico afirmou que ele irá recusar-se a falar a eleitores que se recusam revelar a sua cara e Geert Wilders, o líder holandês do Partido de Liberdade nos Países Baixos declara seu objetivo de lançar o seu movimento Stop Islam (Parem o Islão) em cinco países. É a Europa, não os muçulmanos, que estão buscando um choque entre as culturas.

Europa nunca deixa de surpreender com a sua abjecta arrogância, imperialismo imperioso e sua demagogia nojenta. O continente que produziu imperialismo, escravatura e Hitler agora produz Geert Wilders. As vítimas desta vez não são os judeus, mas os muçulmanos e, como foi o caso com o horrível movimento nazista, racista e genocida de Hitler, não só era endêmica à Alemanha, mas teve as suas metástases por todo o continente em movimentos semelhantes.


Como Hitler, na sua repugnante, cruel e inaceitável campanha contra os judeus, Geert Wilders pretende internacionalizar seu movimento, chamado "Stop Islam - defender a liberdade". "Liberdade" é uma daquelas palavras muito usadas e abusadas por aqueles que têm uma agenda, usada contra a União Soviética por aqueles cujas práticas estavam longe de ser pacíficas ou bem-intencionadas: "Liberdade" foi usada por aqueles que apoiaram a repressão de ditadores fascistas na África e na América Latina, "Liberdade" foi usada por aqueles que atacaram Fidel Castro e, em seguida, tentaram assassiná-lo 700 vezes.

Vejam mais em PRAVDA.RU

segunda-feira, 19 de julho de 2010

O fim da burca é só o começo

Muito louvável o esforço do governo francês para livrar as mulheres dos grilhões impostos pela cultura machista, que aprisionam o sexo frágil a regras severas de vestimenta e aparência. Começaram pela burca, proibida, segundo argumentam, porque é uma violência contra a liberdade das mulheres. Mas, claro, isso deve ser só um passo numa batalha muito maior, do Estado contra o uso dos costumes (nos dois sentidos) para oprimir o sexo mais cheio de curvas.

O próximo alvo do governo feminista será, certamente, o outro extremo do espectro no sistema fabril, as Fashion Week mundiais, onde uma conspiração de estilistas apreciadores de efebos violenta a liberdade das mulheres, ditando de forma arbitrária que as roupas a serem vestidas pela porção feminina da sociedade devem caber em corpos esqueléticos com formas de pré-puberdade. Artigo primeiro, sobre a assinatura de Nicolas Sarkozy: estão proibidos das ruas francesas o jeans de periguete, a propaganda manipulada por computador com modelos de silhueta retocada, as operações plásticas sob motivos "estéticos".


Confira mais no Sítio do Sérgio Leo.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Amnistia condena proibição do véu integral em França

A maioria de direita no parlamento francês aprovou a proibição do uso do véu integral. A Amnistia Internacional diz que é "uma violação dos direitos de liberdade de expressão e de religião".

"No geral, os direitos de liberdade de religião e de expressão garantem a todos a liberdade de escolher o que usar ou não. E esses direitos não podem ser limitados, simplesmente porque alguns - ou uma maioria - consideram esta forma de vestir objectável ou ofensiva", acrescentou John Dalhuisen, um dos responsáveis da AI na Europa.

Os deputados da UMP garantiram a maioria dos votos a favor da proibição do véu islâmico integral em espaços públicos, com os socialistas (à excepção de três deputados) e os ecologistas a recusarem-se a participar na votação. O mesmo se passou com os deputados do PCF, à excepção de André Guerin, o relator da comissão que preparou a lei proposta pelo governo e que é um dos seus maiores defensores, com argumentos em torno da luta contra o fundamentalismo islâmico.


Vejam mais em ESQUERDA.NET

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Imagens da discórdia


A estátua da Virgem Maria coberta por uma burka e Bin Laden retratado como Cristo causam polêmica na Austrália(Fotos de Mick Tsikas/Reuters)

A obra "Bearded Orientals: Making the Empire Cross" (Orientais Barbudos: Representando a Cruz do Império), de Priscilla Bracks, é uma "dupla visão" que ilustra Jesus e Bin Laden
A estátua de Luke Sullivan "The fourth secret of Fatima" (O quarto segredo de Fátima) cobre o torso e a cabeça da virgem com uma burca azul, igual a que as mulheres afegãs eram obrigadas a vestir na época do governo do Talibã.
As polêmicas obras foram exibidas entre outras 500 no prestigioso prêmio Blake de arte religiosa e foram incluídas em uma exposição na Escola Nacional de Arte de Sydney.
"A escolha deste tipo de trabalho é uma ofensa gratuita às crenças religiosas de muitos australianos", disse nesta quinta-feira (30) o primeiro-ministro John Howard ao jornal "Daily Telegraph".
A maioria dos 20 milhões de australianos é cristã, e a pintura foi condenada por um grupo cristão do país.
Charges que satirizavam o profeta Maomé em jornais europeus em 2006 causaram protestos violentos de muçulmanos em todo o mundo, dizendo que se tratava de uma afronta ao Islamismo. Saiu aqui no G1.