Mostrando postagens com marcador migrações. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador migrações. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 9 de julho de 2013

Israel mantém 2.000 refugiados africanos em cadeia no deserto

Na prisão de Saharonim, que fica no deserto do Negev, no sul de Israel, se encontram homens, mulheres e crianças do Sudão e da Eritreia, que tentaram entrar no país a pé, através da península egípcia do Sinai.

Desde que Israel concluiu a construção da cerca que separa o Sinai do sul do país, em 2012, houve uma queda de mais de 99% no número de refugiados africanos que conseguem entrar no território israelense.

Os poucos que conseguem ultrapassar a cerca (desde o inicio de 2013 foram apenas 34) são imediatamente levados para a prisão de Saharonim.

No entanto, de 2007 a 2012, cerca de 60.000 cidadãos da Eritreia e do Sudão, que fugiram de seus países para salvar suas vidas, conseguiram entrar em Israel.


Confira no Opera Mundi

terça-feira, 16 de abril de 2013

Explosão migratória gera insatisfação e agita comércio na fronteira do Acre


Sob a sombra de uma árvore numa praça da pequena Brasileia (AC), na fronteira do Brasil com a Bolívia e o Peru, moradores levantavam hipóteses para um misterioso acontecimento do mês anterior: por dois dias seguidos, o cemitério da cidade amanheceu com túmulos violados e dois crânios sumiram dos caixões.
"Só pode ter sido coisa de haitiano", diz o aposentado Osvaldo, referindo-se aos cerca de 1.300 imigrantes da ilha caribenha que vivem na cidade à espera de vistos para ingressar no país. "Eles já estão tão à vontade aqui que começaram até a fazer magia negra, vodu, aquelas coisas que eles fazem lá no país deles".
Embora a polícia avalie que o caso -- tipificado no Código Penal como vilipêndio de cadáver -- foi provavelmente obra de alunos de medicina de Cobija, cidade no lado boliviano da fronteira, a história se somou às queixas de moradores locais contra o crescente número de imigrantes em Brasileia.
Por ora, não há registro de conflitos graves entre habitantes locais e estrangeiros. Mas a solidariedade com que os residentes acolheram as primeiras levas de haitianos, entre o fim de 2010 e início de 2011, tem dado lugar à irritação e até a comportamentos xenofóbicos.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Imigrantes são presos em solitárias nos EUA


Dados do governo dos EUA revelam que cerca de 300 imigrantes são mantidos em solitárias nos 50 maiores centros de detenção do país sob o controle de autoridades da agência de Imigração e Alfândega.
Quase metade deles passa 15 dias ou mais na solitária, o ponto a partir do qual, para especialistas psiquiátricos, existe o risco de danos mentais graves. Cerca de 35 são mantidos por mais de 75 dias.


Notícia do The New York Times, reproduzida na Folha de São Paulo, disponível no Colagens do Umbigo e da Mosca Azul.

Brasil entra na rota do tráfico de haitianos para países vizinhos

Pela primeira vez a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Acre e a Polícia Federal conseguiram comprovar que o Brasil entrou na rota do tráfico de haitianos para outros países. Nessa semana, em operação conjunta da secretaria e da PF no Aeroporto de Rio Branco, foram detidos um adolescente haitiano de 14 anos e o conterrâneo Inocente Olibrice, maior de idade. Olibrice, que atuava como "coiote", embarcaria com o adolescente para a Guiana Francesa e, em contrapartida, receberia 500 euros pelo tráfico.


Confira no Terra.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Em cinco anos, pelo menos 300 mil brasileiros que viviam no exterior voltaram ao Brasil

A crise econômica internacional associada a problemas específicos em alguns países, como o terremoto seguido por tsunami no Japão (em 2011), provocou o retorno de 300 mil a 400 mil brasileiros que estavam no exterior para o Brasil. Os números são do Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, e referem-se ao período de 2007 a 2012. A estimativa é que cerca de 2,5 milhões de pessoas vivem fora do país.


Leia mais no Sul21.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Asfixiados pela crise na Espanha, imigrantes retornam só com lembranças

Há dois anos a família Smith enfrenta dificuldades econômicas. O marido de Rita, um eletricista de 52 anos, perdeu seu trabalho e recebe um seguro-desemprego, enquanto ela teve empregos temporários.

"Nossa renda está irregular e a alternativa que escolhemos é voltar. Afinal (o Equador) é onde está nossa terra, nossas raízes, nossa família", explica.

Rita trabalha temporariamente em uma empresa de jardinagem e, quando deixar de receber o salário, a parcela da hipoteca será maior que sua renda.

"Minha opinião é que temos que fechar a conta no banco: que fiquem com tudo se quiserem, mas não voltem a nos incomodar. Se deixarmos a dívida aberta, não posso prever como afetará meus filhos ao longo do tempo, pois já sabemos como enganaram todos nós", critica.

A história de Rita é semelhante à de milhares de imigrantes latino-americanos que chegaram à Espanha há mais de uma década com a intenção de ficar, mas agora enfrentam os efeitos da crise econômica e devem buscar novas oportunidades em seus países ou em outros destinos europeus.




Confira no UOL Economia

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Os sem nome: cemitério na Califórnia é destino final de centenas de latinos

Hoje, o pequeno povoado californiano de Holtsville poderia se tornar famoso por abrigar um cemitério de desconhecidos, quase todos presumivelmente imigrantes mexicanos e centro-americanos, que ocupam silenciosamente o pátio dos fundos do cemitério municipal, o Terrace Park Cemetery, onde descansa em paz também Erik H. Silva, o primeiro marine de origem mexicana morto na operação Liberdade Iraquiana, em 4 de abril de 2003, aos 24 anos.

A partir de 1997, o espaço que fora dedicado aos mortos "sem nome" no cemitério de El Centro, a cidade mais importante do condado, se esgotou. Decidiu-se então abrir uma vala comum na vizinha Holtsville.

“O número de mortos começou a aumentar em 1997, quando surgiram os primeiros resultados da Operação Guardião", lembra Enrique Morones, fundador da organização de defesa dos direitos humanos Border Angels e ganhador, em 2009, do prêmio mexicano de direitos humanos. "E também quando os imigrantes mexicanos e centro-americanos começaram a cruzar a fronteira pelo deserto desta região. Eles começaram a ser enterrados no cemitério de El Centro, mas este logo ficou lotado, com os primeiros 25 ou 30 corpos. Então começaram a enterrá-los por aqui. O que cabe destacar é a conexão direta que existe entre as leis migratórias racistas dos EUA e as milhares de mortes que ocorrem ao longo de toda a fronteira com o México. Não são mortes casuais, trata-se de uma política migratória que provoca a morte sistematicamente”. 





Confira esta reportagem do Opera Mundi

terça-feira, 19 de julho de 2011

Parlamento Andino condena lei dos EUA que autoriza prisão de imigrantes por tempo indeterminado

O presidente do Parlamento Andino, o peruano Wilbert Bendezú, repudiou nesta segunda-feira (18/07) o projeto de lei aprovado pelo Comitê Judicial da Câmara de Representantes dos Estados Unidos que autoriza a prisão por tempo indeterminado dos imigrantes ilegais detidos em centros de imigração.

Para Bendenzú, essa norma afeta os imigrantes sem documento que se encontram no país, entre eles cerca de meio milhão de peruanos, assim como a refugiados e residentes estrangeiros que tenham cometido algum delito e sejam passíveis de deportação, de acordo com as leis migratórias. 





Mais no Opera Mundi

terça-feira, 12 de julho de 2011

A segregação racial está de volta ao sul dos EUA


Com as novas legislações anti-imigração aprovadas em junho no Alabama, na Carolina do Sul e na Geórgia, foi instaurado no sul dos EUA uma versão século XXI das chamadas Leis de Jim Crow, que vigoraram entre 1876 e 1965, institucionalizando a segregação racial na região. Só que agora o alvo dos legisladores – em sua maioria republicanos – não são os negros, e sim a população de origem hispânica. Quem estabelece o paralelo histórico é a pedagoga Maureen Costello, uma das mais respeitadas especialistas em reforma educacional dos EUA, diretora do projeto Ensinando Tolerância, do Southern Poverty Law Center, referência na luta pelos direitos civis de grupos minoritários desde sua criação, em 1971.
“Ao dificultar a contratação, o transporte e até mesmo qualquer ajuda humanitária a imigrantes não-documentados, a lei aprovada no Alabama já é um horror para os adultos. Mas o desastre é ainda maior para crianças, já que ela determina que as escolas chequem o status migratório de cada aluno, eliminando, na prática, a diferença entre educadores e oficiais da Imigração. Já há pais questionando se devem ou não matricular seus filhos nas escolas em setembro, quando o novo ano letivo começar por aqui”, denunciou Costello, em artigo no site liberal The Huffington Post reproduzido em jornais dos quatro cantos dos EUA.

Continue lendo no sítio da CartaCapital

terça-feira, 21 de junho de 2011

ONU: 80% dos refugiados estão em países em desenvolvimento

Cerca de 80% dos refugiados estão em países em desenvolvimento, informou nesta segunda-feira (20/06) a ONU (Organização das Nações Unidas). Essas nações, de acordo com a organização, são justamente as que lidam com os principais problemas dessa situação. "Há um profundo desequilíbrio no apoio internacional às vítimas de deslocamentos forçados no mundo", decreta o relatório 2010 do ACNUR (Alto Comissariado da ONU para os Refugiados) que reúne as estatísticas anuais sobre o fenômeno.

Atualmente, 43,7 milhões de pessoas são obrigadas a deixar suas casas pela violência, desastres ou perseguições, das quais 27,5 milhões são deslocados internos por conflitos. Desse total, 25 milhões recebiam assistência e proteção do organismo das Nações Unidas no final do ano passado. Em 2010, o número de pedidos de asilo subiu para 850 mil, dos quais uma quinta parte corresponde unicamente à África do Sul. Dos solicitantes de asilo, os mais dramáticos são os 15,5 mil que correspondem às crianças órfãs, procedentes principalmente da Somália e do Afeganistão.

Continue lendo no Opera Mundi.

Leia também no Opera Mundi: Dia Mundial dos Refugiados registra recorde de deslocados em 2010.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Religiosos racionam comida para haitianos em Manaus

Com a chegada de mais um grupo com 52 haitianos a Manaus, na última terça-feira, as dificuldades para garantir a alimentação dos mais de 1,1 mil refugiados que já estão vivendo sob condições precárias se agravam e obrigam os religiosos que coordenam os oito abrigos da cidade a racionar comida.

E a situação deve ficar ainda mais delicada com a chegada de um novo grupo, no sábado, vindo de Tabatinga, onde mais de 500 haitianos aguardam a emissão do visto de entrada no país para pegar o primeiro barco em direção a Manaus.

Continue lendo em A Crítica

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Itamaraty alerta sobre problemas de brasileiros barrados na Espanha

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou nesta quarta-feira que as autoridades da Espanha continuam impedindo brasileiros que tentam entrar no país, o que poderia motivar a adoção de medidas de "reciprocidade".

Em pronunciamento na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, o ministro destacou, no entanto, que, após um período em que esses casos chegavam a 250 por mês, a média agora caiu para cerca de 140.

Patriota lembrou que, há três anos, quando houve um princípio de crise diplomática diante do elevado número de brasileiros rechaçados nas alfândegas espanholas, criou-se um grupo binacional de nível consular que monitora de forma permanente o assunto, além de se reforçar a cooperação bilateral, inclusive no âmbito policial.

Ele ressaltou que, por meio dessas iniciativas, foram reduzidas as arbitrariedades na Espanha. "Apesar de tudo isso, continuam ocorrendo alguns casos que são inaceitáveis", declarou Patriota, que disse ter conversado sobre o assunto com a chanceler espanhola, Trinidad Jiménez, durante reunião em maio em Brasília.


Continue lendo a notícia da EFE, no  UOL.

sábado, 4 de setembro de 2010

Desafios para uma São Paulo global

Dias atrás estive em São Paulo para participar do I Seminário Paradiplomacia das Cidades. Dei palestra sobre “Cidade, Democracia e Relações Internacionais: desafios para uma São Paulo global”. Meu ponto principal: as mudanças na demografia e as demandas econômicas do Brasil aumentam a necessidade de imigrantes para o mercado de trabalho, e o país precisa desenvolver instituições e políticas públicas para lidar com a nova população, numa perspectiva de afirmação de direitos e combate às discriminações.

O texto continua no Todos os Fogos o Fogo.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Deportação de imigrantes aumenta no governo Obama, diz "Washington Post"

Numa tentativa de reforçar o cumprimento das leis de imigração -- em meio às discussões sobre a reforma migratória e a polêmica lei do Arizona -- o governo do presidente dos EUA Barack Obama vem aumentando o número de deportações e auditorias em empresas em busca de imigrantes ilegais.

As informações são do jornal americano "Washington Post" que publicou reportagem especial sobre o tema em sua edição desta segunda-feira.

De acordo com o diário a agência de Imigração e Alfândega espera deportar cerca de 400 mil pessoas neste ano fiscal, cerca de 10% a mais do que o total de imigrantes expulsos do país em 2008 e 25% mais do que em 2007, ainda no governo de George W. Bush.


A notícia continua na Folha.com .

terça-feira, 1 de junho de 2010

México expressa indignação por morte de imigrante nos EUA

O Governo mexicano expressou hoje "indignação" e reiterou sua "mais enérgica condenação" pela morte do imigrante mexicano Anastasio Hernández Rojas, agredido brutalmente na sexta-feira passada por agentes da Patrulha Fronteiriça dos Estados Unidos.

A Secretaria de Relações Exteriores (SRE) do México lamentou "profundamente" em comunicado a morte de Hernández Rojas, de 35 anos, registrada na tarde de ontem em um hospital da Califórnia (EUA), e transmitiu à família do mexicano "as mais sinceras condolências".

A notícia, da EFE, continua no UOL.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Premiê britânico endurece discurso contra imigração ilegal


Com a proximidade das eleições parlamentares na Grã-Bretanha – que ainda não foram convocadas, mas estão previstas para maio -, o primeiro-ministro, Gordon Brown, intensificou nesta quarta-feira o tom do seu discurso sobre imigração afirmando que futuros imigrantes ilegais "não são bem-vindos" no país.

A expectativa é de que o Partido Trabalhista de Brown enfrente nas eleições o desafio de superar, em algumas regiões britânicas, a força do Partido Nacional Britânico (BNP, na sigla em inglês), de extrema direita, que coloca o combate à imigração como uma de suas principais bandeiras.

Continua na BBC Brasil.


terça-feira, 16 de março de 2010

Os 130 anos da imigração árabe

Em 2010, o Brasil celebra 130 anos do início da imigração árabe. Atualmente, mais de 12 milhões de árabes e descendentes vivem no país e contribuem cultural, econômica e politicamente para as sociedades locais; apenas em São Paulo, são ao menos 2,5 milhões de pessoas. Em outros países da América do Sul, a presença árabe também é expressiva.

O Festival Sul-Americano da Cultura Árabe tem como objetivo refletir sobre as manifestações culturais árabes e as contribuições dos imigrantes. A intenção é fortalecer o vínculo entre a América do Sul e os Países Árabes com base no respeito à diversidade cultural e nos laços históricos e culturais, além de incentivar a cultura da paz por meio da aproximação dos povos. A programação do Festival inclui cinema, literatura, teatro, música, dança, artes plásticas, contação de histórias, cordel, repente, arqueologia, fotografia, moda, gastronomia e intervenções artísticas.

O texto continua, com a programação do Festival, em São Paulo, no blog do Luís Nassif.


quarta-feira, 18 de novembro de 2009

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Os brancaleones da modernidade

Tomemos como exemplos, os trabalhadores brasileiros nas linhas de produção japonesas, os chamados decasseguis. Submetidos aos braços mecânicos, à inteligência artificial e aos processos desumanizantes de uma lógica de produção avançada, esses trabalhadores buscam no consumo o sentido para a sua existência. Pois "ganhar dinheiro" - a máxima para os imigrantes do final do século XIX e início do século XX - tornou-se, nas sociedades avançadas, tão corriqueiro quanto "gastar dinheiro".

Como "ganhar dinheiro" deixou de fazer-lhes sentido, esses trabalhadores perambulam entre a casa e a fábrica (os que se dedicam à poupança) e entre as fábricas, as lojas de departamentos, as baladas, as boates e as drogas (os que se atiram à gastança). Se Brancaleone e seu exército maltrapilho visavam à conquista de Aurocatro, os trabalhadores brasileiros não buscam a conquista do Japão, nem sequer de uma posição digna na sociedade nipônica. Muitos deles não sabem porque estão lá.

Texto completo no Terra Magazine.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Polícia fecha acampamento de imigrantes na França

Ativistas formaram uma corrente humana no início das operações, nesta terça-feira de manhã.

Imagens aéreas de TV mostram policiais se movimentando pelo acampamento e calmamente levando para fora uma fila de imigrantes.

Outras imagens mostram policiais em confronto com manifestantes. O comandante da polícia de Calais, Pierre de Bousquet de Florian, disse à imprensa que a operação foi um sucesso.

Segundo ele, 146 adultos e 132 auto-declarados menores foram detidos. Entre eles, não havia nenhuma mulher.

Os adultos foram levados para a prisão e os menores para centros especiais de detenção.

O governo francês afirma que todos os moradores vão ter a chance de pedir asilo ou retorno voluntário assistido.

A notícia completa na BBC Brasil.