Mostrando postagens com marcador Política externa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Política externa. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 9 de setembro de 2014

O que está em jogo na política externa proposta por Marina e Aécio

Vamos verificar o que aconteceu com os ALCs* segundo a performance recente da Aliança do Pacífico. Os acordos foram assinados em meados de 2012. Já no ano seguinte, em 2013, o saldo comercial do Chile, que havia acusado um superávit de nada menos que US$ 12,7 bilhões em 2009, desabou para um déficit de US$ 2,2 bilhões em 2013, naturalmente grande para uma economia de US$ 290 bilhões. No Peru, de janeiro a julho deste ano a balança comercial acusou déficit proporcionalmente maior, de US$ 2,6 bilhões, contra superávit de US$ 870 milhões no mesmo período do ano passado.
Na Colômbia, até junho último, o déficit comercial atingiu US$ 1,19 bilhão. No México, também de janeiro a julho, alcançou US$ 1,23 bilhão. A pequenina Costa Rica, que tem um PIB de meros US$ 49 bilhões, acusou déficit comercial de US$ 5,7 bilhões – ou seja, 12% de toda a economia. Este, certamente, é o país que abrirá o caminho da falência dos demais. É que todos estão perfilados para a progressiva insolvência na medida em que as importações “livres” dos EUA continuarão jorrando “generosamente” sobre a região com exportações estagnadas. Uma vez quebrados, e sem reservas, o FMI entrará em cena tirando o sangue das populações.

Confira no Jornal GGN

* Acordos de Livre Comércio

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

José Reinaldo Carvalho: Um retrocesso na política externa

Um dos pontos fortes do governo das forças democráticas brasileiras, desde o primeiro mandato do ex-presidente Lula, tem sido a política externa. Altiva, assertiva, soberana, em muito contribuiu para mudar a imagem do Brasil no mundo e elevar a autoestima dos brasileiros. 

Foi-se para sempre o famigerado complexo de vira-latas e o Brasil distinguiu-se no cenário internacional não mais pelas humilhações que sofria nem pelos gestos de subserviência com que governos anteriores favoreceram os potentados internacionais. Pertencem a uma era definitivamente pretérita frases como "O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil" (Juracy Magalhães), assim como gestos servis, como o de Otávio Mangabeira beijando a mão de Eisenhower ou um ex-chanceler obedecendo a ordens de tirar os sapatos emitidas por um meganha de aeroporto nos Estados Unidos. 

Vejam o texto completo em PRAVDA.RU

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Celso Amorim: Brasil superou o complexo de vira-lata

Em palestra a estudantes de Relações Internacionais, em Porto Alegre, o ex-chanceler disse que não vê "diferenças profundas nem superficiais" entre a política externa do governo Dilma e a do governo Lula. Celso Amorim apontou o conceito de desassombro como uma das razões do sucesso da política externa brasileira nos últimos anos. Segundo ele, o Brasil parou de ter medo da própria sombra e superou o complexo de vira lata cultivado por alguns setores da sociedade. O Brasil pode e deve influenciar os assuntos globais, acrescentou, destacando as mudanças dramáticas que estão ocorrendo no Oriente Médio e na África.


Vejam o texto completo em CARTA MAIOR

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Moniz Bandeira: Serra seria um desastre para a política externa

O que mudaria, na política externa do Brasil, se Serra fosse eleito presidente?
José Serra nunca teve nem tem a menor sensibilidade para a política internacional. Seria um desastre para a política exterior do Brasil e prejudicaria seu comércio com os países em desenvolvimento, sobretudo da América do Sul. Ele já deu as declarações, as mais absurdas, atacando a Argentina, a Bolívia, a Venezuela e outros países. Em manteria de submissão às diretrizes políticas dos Estados Unidos, o governo de José Serra seria muito pior, mil vezes pior, do que o do presidente Fernando Henrique Cardoso. E a mudança na política externa do Brasil teria graves implicações para a política de defesa nacional. Como presidente, José Serra, sem dúvida, acabaria com o programa de reaparelhamento e modernização das Forças Armadas, suspenderia definitivamente a fabricação do submarino nuclear e a reconstrução da indústria bélica no Brasil, tudo para atender aos interesses dos Estados Unidos, que precisam vender seus armamentos obsoletos. As reservas petrolíferas da camada pré-sal seriam entregues às companhias estrangeiras, a Petrobrás e o Banco do Brasil, privatizados. Muito possivelmente José Serra também alienaria territórios da Amazônia, onde atuam 100 mil ONGs, muitas das quais, com interesses ocultos, exercem atividades ilegais, como o tráfico de drogas, de armas e de pessoas, lavagem de dinheiro e até mesmo espionagem, sob o manto de que estão a defender os direitos dos indígenas. Essas atividades devem ser reprimidas, mas dificilmente as Forças Armadas brasileiras teriam condições de fazê-lo, se o candidato do José Serra fosse eleito, uma vez que a coligação PSDB-DEM alimenta a idéia de apequenar o Estado e de que, num mundo globalizado, não mais pode ser reconhecido o preceito da soberania nacional. O Brasil sofreria um enorme retrocesso.

Confira a entrevista na CartaCapital .

Confira também mais Moniz Bandeira, desta vez na Agência Carta Maior: "Serra representa Brasil submisso aos interesses dos Estados Unidos".

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Política externa brasileira e a integração regional na Era Lula, por Paulo Roberto D. Carvalho

Resumo:  

A política externa representada pelo governo Luís Inácio Lula da Silva tem chamado a atenção de observadores e estudiosos do mundo inteiro, em vista de vários aspectos inovadores em sua formulação e execução. Através deste trabalho buscamos identificar quais as continuidades e transformações da política externa brasileira dos governos mais recentes. Utilizaremos alguns conceitos para compreender melhor o paradigma realista das relações internacionais.
  
(...)  
O diplomata Paulo Roberto de Almeida do seu ponto de vista do conteúdo, a diplomacia do governo Lula apresenta uma postura mais assertiva, mais enfática em torno da chamada defesa da soberania nacional e dos interesses nacionais, assim como de busca de alianças privilegiadas no Sul, com ênfase especial nos processos de integração da América do Sul e do Mercosul, com reforço conseqüente deste último no plano político. Tudo isso não deve surpreender os observadores mais argutos, pois que essas propostas figuram nos documentos do PT há praticamente vinte anos, por vezes nos mesmos termos e estilo (até na terminologia) que os atualmente proclamados, coincidindo, portanto, com a política externa praticada pelo governo Lula.  


Vejam o texto completo no Portal da Fundação Perseu Abramo