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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Filmes franceses (de graça)

Ó o mais novo motivo pra não sair de casa nesse calor do inferno:
Até dia 17 de fevereiro está rolando o My French Film, um festival online de filmes franceses. São oito longas e dez curtas disponíveis para serem assistidos >>> de graça <<< por este site!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Mídia: manipulação, concentração, relações com o poder

publicado em 03/09/2010

Muito antes da preparação da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, o papel dos meios de comunicação já havia entrado na pauta das redes sociais e também nos debates da sociedade civil. O tema também foi pauta do 1º Encontro de Blogueiros Progressistas ocorrido nos dias 21 e 22 de agosto, em São Paulo. Não é de hoje que a sociedade se debruça sobre as denúncias de manipulação da informação, seja por profissionais, pelos detentores do poder e/ou pelos proprietários dos meios. Tudo isso tem sido tratado em filmes que mostram o dia-a-dia das redações e suas relações com o poder e com a sociedade.

Listamos alguns desses filmes para os leitores. Caso tenha sugestões, colabore. Os comentários estão abertos:

A Montanha dos Sete Abutres (Ace in the Hole, 1951), dirigido por Billy Wilder. Na história da cobertura de um acidente, uma reflexão sobre a ética jornalística e a manipulação da informação.

A Primeira página (The Front Page, EUA, 1974), de Billy Wilder. O jornalismo sensacionalista é o tema desta comédia, dirigida pelo mesmo diretor de A montanha dos Sete Abutres

Vejam o texto e a relação de filmes em FUNDAÇÃO PERSEU ABRAMO

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O Spaghetti Western e a Revolução

ERA UMA VEZ A REVOLUÇÃO

Um dos gêneros cinematográficos que mais falou da revolução para plateias amplas foi o western italiano. Poucos, hoje, sabem disso.

Nascido em meados da década de 1960, o spaghetti-western foi também muito caro para a minha geração noutro aspecto: lavou a alma de todos que gostávamos dos bangue-bangues, mas não da caretice dos estadunidenses.

Teve surpreendente sucesso nas bilheterias: O Dólar Furado (1), p. ex., chegou a ficar em cartaz durante cerca de um ano num cinema de São Paulo. Isto se deveu não só a ter ocupado um espaço vazio, já que os norte-americanos haviam deixado de fazer westerns, como também a haver trazido um novo enfoque e uma nova moldura para o gênero. Leia o artigo no blog Náufrago da utopia, de Celso Lungaretti.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

INproprietário - Documentário sobre software livre

Segue a descrição de filme documentário sobre software livre, disponível em:
http://lec.di.uern.br/INPROPRIETRIO.avi
http://www.mininova.org/tor/2571016 [.torrent]
http://www.4shared.com/dir/7634296/fc04d085/sharing.html [.tar e .rar]

INproprietário - O mundo do software livre é um projeto experimental, trabalho de conclusão do curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo dos ex-alunos Jota Rodrigo (Johnata Rodrigo de Souza) e Daniel Pereira Bianchi do Centro Universitário FIEO - UNIFIEO.

Softwares possuem donos. Para obtê-los, é necessário, na maioria das vezes, adquirir licenças de uso. O código-fonte, a receita do software, não é disponibilizado, o que impossibilita o acesso para consulta ou alteração dos programas. Mas nem sempre foi assim. Fruto do desenvolvimento científico, o software nasceu livre, e passaria a ser mercadoria somente nas décadas de 1970 e 1980, respaldado então pelo Copyright.

A oposição ao software proprietário surgiria no cenário da tecnologia sob idealização do hacker Richard Stallman, para resgatar a liberdade do compartilhamento de softwares e seus códigos-fonte. Era o Projeto GNU, a origem de um movimento do software livre. Com a grande contribuição de Linus Torvalds, nascia o GNU/Linux, o novo sistema operacional livre, e diversos outros softwares, à tentativa de universalizar o acesso compartilhado à tecnologia computacional.

Hoje, o software livre está presente em ONGs, órgãos governamentais, empresas privadas e em nossas casas.

domingo, 18 de maio de 2008

Quem diria?!! Uma boa notícia sobre spam

As mensagens de e-mail com propaganda indesejada foram batizadas de spam em homenagem a um quadro do programa humorístico britânico Monty Python’s Flying Circus, no qual um grupo de vikings canta uma música que repete até a exaustão a palavra spam em um restaurante que serve todos os seus pratos com uma carne enlatada da marca Spam. Na BBC. Dica do Agente 65.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

O documentário Condor, que estréia hoje nos cinemas, reúne depoimentos dramáticos de vítimas da operação militar que comandou a repressão aos opositores das ditaduras do Cone Sul, no início da década de 70. Leia no JB.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Chamem a juíza Karam!!!

IVANA BENTES, PARA CARTA CAPITAL:

Assistir Meu Nome Não é Johnny depois de Tropa de Elite é ótimo para perceber os discursos estéticos e políticos que atravessam os filmes e seus personagens frente a questão das drogas e da violência: de um lado o mais novo herói brasileiro, o garoto propaganda da cerveja turbinado como Capitão Nascimento e defendendo a “moral da tropa”, a “boa” policia que destila ódio e ressentimento contra Ongs de “menininhas bonitas bem intencionadas”, demoniza jovens que fumam maconha (“quantas crianças vão para o tráfico para esse cara fumar um baseado”) , e rotula todos com a mesma insígnia de “inimigos públicos número 1”: consumidores, traficantes, policia corrupta, ongs, todos merecem um “corretivo” dos camisas-preta.

O filme e o personagem não criam nenhuma brecha para qualquer questionamento, a ação arrasta o espectador para um discurso regressivo e vingativo, bastante popular, de culpabilização, moralismo e terror, sintetizados na cena em que o Capitão Nascimento, enfia a cara de um consumidor num cadáver ensangüentado berrando “veado, maconheiro é você que financia essa merda!!!”

O prazer, o gozo regressivo do personagem em estado de excitação vai produzindo uma comoção fácil na platéia, a verdade da fúria santa e da “indignação”, o mesmo tipo de denuncismo e indignados que a mídia não cessa de repercutir e incensar, com a propagação de idéias e slogans simplórios, “contra a corrupção”, “contra dar dinheiro aos pobres”, contra qualquer política que crie uma real ruptura no estado das coisas.

Narrados na primeira pessoa, os dois filmes constroem uma identificação imediata, cinematográfica, entre o espectador e os personagens-narradores a partir desses momentos de catarse. O Capitão Nascimento excitando nosso devir-fascista, com sua “expertise”, frases-feitas, camisa-preta e apologia da tortura, do extermínio e celebração da morte. Ou seja, o terror de Estado legitimado cinematograficamente e socialmente. E, de outro lado, o narrador-experimentador, João Estrela, também falando na primeira pessoa do singular e partilhando seu devir-consumidor, devir-traficante, devir-família, devir-presidiário, devir-careta, sem que nada disso seja “incompossível”, nem tenha que ser demonizado e negado.

A primeira vítima da narrativa de Tropa da Elite é portando o espectador, tornado refém da lógica do Capitão Nascimento e de Matias, aspirante a Capitão, que só têm um devir: virarem assassinos fardados e arrastar o espectador no gozo regressivo da repressão, da tortura, e da infantilização, o Bope é o “bicho papão” de preto e caveira, fantasia carnavalesca que as crianças adotaram no Rio de Janeiro, “e que vai pegar você”.

O filme cola nesse discurso de tal forma que é impossível não querer o que ele quer e não justificar suas ações. O espectador se torna refém. Não é coincidência que o símbolo do Bope é a mesma caveira-símbolo dos esquadrões da morte. A pulsão de morte e a adrenalina, o gozo imperativo e soberano em ver, infligir e se expor a violência está presente em todo o cinema de ação comercial, numa regressão planetária que reafirma a "autoridade absoluta", o poder que normalizaria o caos e regraria a catástrofe, mesmo que utilize para isso a violência e arbitrariedade máximas. Toda a ideologia Bush, anti-terrorista, cabe aí. É o mesmíssimo discurso! A guerra infinita, a guerra total permanente.

O dualismo e pragmatismo do personagem do Capitão se repetem em cenas catárticas em que esculacha e sufoca com um saco plástico gosmento de sangue um garoto do tráfico, chutado, espancado, torturado, para passar mais informações. O filme justifica a tortura da “boa” policia como parte de sua expertise e eficiência. A tortura é apenas mais uma “tecnologia”, como o Caveirão, totalmente justificada, “moralmente” e cinematograficamente, como num “institucional do Bope”, como já disseram.

Meu nome não é Johnny aposta num anti-Capitão Nascimento, um anti-herói hedonista e sedutor, “no stress”, que cheira para se divertir, para amar, sem deixar de ser afetuoso, família, amigo, amante. A figura não-clichê de João Estrela sugere que o pressuposto de “um mundo sem drogas” é no mínimo hipócrita, e não leva em consideração a cultura e o desejo humano e um componente importante no cenário contemporânea, o risco assumido e livre. Como a gordura trans e o álcool, qualquer droga seria um “direito” do consumidor contemporâneo. Por que não?

É sabido que o consumo de drogas não fere nem ameaça a rede social, é uma decisão, um risco individual. O consumo de drogas não seria menos epidêmico e arriscado que o consumo de gorduras, aditivos cancerígenos, miríades de estimulantes, calmantes, excitantes e no máximo poderia ser um caso de saúde pública, não um caso de polícia se não houvesse a ilegalidade na produção e consumo.

É a ilegalidade e o proibicionismo que levam a criação de sistemas violentos para assegurar a produção e comércio das drogas. Grupos armados e para-militares para assegurar a produção e venda e defender o negócio da polícia e de outros concorrentes, acertos de contas internos, zonas de controle de territórios pela violência armada, corrupção, subornos, assassinatos para assegurar a lavagem de dinheiro, cultura da delação e da traição, delação premiada, produzindo ódio, desconfiança e vingança generalizados.
Sobre a legalização das drogas, o Capitão Nascimento age como uma toupeira. Essa hipótese não existe para o personagem, nem para o filme, dramaturgicamente. Em Meu Nome não é Johnny a questão aparece de forma mais interessante e complexa, mas não faz parte do mundo mental ou social dos personagens.

As hipóteses e explicações nos filmes patinam em clichês já sabidos (mas não custa repetir, Meu Nome não é Johnny é muito mais sofisticado e sutil).

Afinal, por quê não circulam outros discursos sobre as drogas, como os da juíza de direito Maria Lúcia Karam ou do advogado carioca André Barros, que defendem e militam pela descriminalização, a medicalização e a legalização das drogas, com avanços gradativos?

O usuário podendo fazer uso de consumo individual, freqüentar salas de consumo, ter acompanhamento médico e controle da qualidade do produto, até chegarmos a legalização e controle do comércio de drogas, seja por empresas privadas ou pelo estado.

Legalizar, defende a juíza, é quebrar o ciclo da violência das armas, da corrupção (da policia, de políticos, de empresários), da guetificação da violência e da repressão policial infringida às favelas e aos pobres, do uso e extermínio da mão de obra infantil e de jovens, da degradação da saúde, através do uso seguro, é romper um ciclo vicioso de violência já instalado.

Legalizar é acabar com a hipocrisia e combater a violência extrema e o regime de exceção e arbitrariedade legitimados pelo Estado, pela polícia, pela sociedade-anti-pobres e pelo tráfico, sócios na produção da atual barbárie.

Nem corrupção, nem omissão, nem guerra. A questão é de guerrilha, é não ficar refém do Capitão Nascimento, é minar os clichês e discursos conservadores. Chega de vingança regressiva, chamem a juíza Karam!

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

'Tropa de Elite' assusta mais porque é só ficçao, é isso? O q diz o Marinho

Ainda nao vi ‘Tropa de Elite’ (nao compro produtos pirata, lembram?), mas devo confessar meu espanto diante da repercussao que a obra de José Padilha anda causando na sociedade. A maioria dos que assistiram ao filme manifestam perplexidade com a situaçao da segurança pública no Rio de Janeiro. E aí eu pergunto - será que esse povo nao lê jornal? Será que é preciso que a realidade saia das páginas dos diários e dos telejornais e chegue as telas de cinema, travestida de ficçao, para que as pessoas finalmente se dêem conta do que está acontecendo?

PARA LER TUDO CLIQUE NO TÍTULO.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Armas Não Atiram Rosas

Via Na Periferia do Império:
O filme “Armas não Atiram Rosas” é um relato dos crimes cometidos na madrugada de 9 de junho de 1997, quando pistoleiros a serviço de latifundiários atacaram o acampamento de trabalhadores rurais Sem Terra no Engenho Camarazal, na Zona da Mata de Pernambuco. Cinco trabalhadores ficaram feridos, inclusive duas crianças, e dois trabalhadores foram assassinados depois de terem sido brutalmente torturados.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Cidadão Kane volta a ser eleito eleito melhor filme da história

Por Arthur Spiegelman

LOS ANGELES (Reuters) - "Cidadão Kane", o poderoso retrato dirigido por Orson Welles de um magnata de mídia inescrupuloso, derrotou a concorrência de "O Poderoso Chefão" na quarta-feira, conservando seu título de maior filme norte-americano da história.
Críticos de cinema, historiadores e especialistas elegeram "Cidadão Kane" o maior filme americano pela segunda vez em uma década numa pesquisa conduzida pelo American Film Institute (AFI). Os resultados foram revelados num especial de três horas da CBS chamado "100 anos, 100 filmes, edição de 10o aniversário". Mais aqui na agência Reuters Brasil.