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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Comissão da Verdade decide exumar o corpo do ex-presidente João Goulart

O corpo do ex-presidente João Goulart, morto em 1976, será exumado, por decisão da Comissão Nacional da Verdade e do MPF-RS (Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul). 

A despeito da versão oficial da morte de Goulart, por ataque cardíaco durante exílio na Argentina após ser deposto pelo golpe de 1964, a família do ex-presidente acreditaque ele possa ter sido envenenado. O corpo de João Goulart está enterrado no cemitério de São Borja, no Rio Grande do Sul.


Mais no UOL Notícias.

sábado, 23 de março de 2013

MÍDIA, DITADURA E REGULAÇÃO: QUEM É QUEM


Os que derrubaram o governo Jango e revogaram os direitos e a democracia no país, em 1964, escreveram o laudo da história com a caneta dos vencedores. E continuam escrevendo-a, graças ao monopólio das comunicações, agora mais forte do que há 49 anos. Hoje são eles, os golpistas de ontem, que denunciam os 'grilhões dos regimes autoritários' nos projetos de regulação da mídia, que o governo Dilma decidiu engavetar na ingênua e temerária suposição de uma indulgência eleitoral que não terá. Quase 50 anos depois do golpe, e uma década de experiência à frente do Estado deveriam ter sido suficientes para os governantes do PT aprenderem que a 'síndrome de Estocolmo' que rege a sua relação com a mídia, antes de ser uma forma de astúcia política, constitui uma doença letal para a democracia.

(LEIA MAIS AQUI) (Carta Maior; Sábado,23/03/2013)

sábado, 15 de dezembro de 2012

O MANUAL DO GOLPE DE ESTADO

    

Cúrzio Malaparte escreveu, em 1931, seu livro político mais importante, Técnica del colpo di Stato: envenenamento da opinião pública, organização de quadros, atos de provocação, terrorismo e intimidação, e, por fim, a conquista  do poder. Malaparte escreveu sua obra quando os Estados Unidos ainda não haviam aprimorado os seus serviços especiais, como o FBI - fundado sete anos antes - nem criado a CIA,  em 1947. De lá para cá, as coisas mudaram, e muito. Já há, no Brasil, elementos para a redação de um atualizado Manual do Golpe.
               Quando o golpe parte de quem ocupa o governo, o rito é diferente de quando o golpe se desfecha contra o governo. Nos dois casos, a ação liberticida é sempre justificada como legítima defesa: contra um governo arbitrário (ou corrupto, como é mais freqüente), ou do governo contra os inimigos da pátria. Em nosso caso, e de nossos vizinhos, todos os golpes contra o governo associaram as denúncias de ligações externas (com os países comunistas) às de corrupção interna.   
 
Vejam mais no blog do MAURO SANTAYANA

terça-feira, 16 de março de 2010

Articulação do Governo Geisel matou Jango

O historiador Oswaldo Munteal Filho, pesquisador da FGV do Rio, e professor da PUC e da UERJ, lançará nos próximos dias o livro “João Goulart: A Operação escorpião e o Antídoto da História”.

Munteal sustenta que o presidente Ernesto Geisel, seus Ministros da Justiça, Armando Falcão, e da Guerra, Silvio Frota, articularam um plano que culminou no envenenamento e morte de Jango, em 6 de dezembro de 1976.

Munteal começou a pesquisador sobre as Reformas de Base do Governo João Goulart e, aos poucos, bateu com documentos de uma “Operação Escorpião”, do Serviço Nacional de Informações, SNI, que era subsidiária da Operação Condor.

Continua no Conversa Afiada.

sábado, 5 de setembro de 2009

Jango quis prender o cabo Anselmo

Estava em marcha, claro, a operação destinada a desestabilizar o governo, da qual fazia parte o esforço para superdimensionar os movimentos dos sargentos e dos marinheiros (ainda que muitos tenham deles participado por ingenuidade, obviamente). Conforme o relato do coronel Juarez, o presidente não sabia que Anselmo planejava falar no Automóvel Clube, mas tinha consciência de que ele era agente infiltrado na esquerda.

“Quem o viu chegar foi o coronel Carlos Vilela, da Casa Militar”, conta o militar aposentado. “Como eu estava mais à frente, acompanhando o presidente, ele me chamou: ‘Está chegando o cabo Anselmo, o que faço¿’ O próprio Jango antecipou-se e deu a ordem: ‘Prende!’ Quando Anselmo começava a entrar, voltei com Vilela, que o segurou pelo ombro, enquanto eu punha a mão no pescoço. Os dois desviamos o cabo à força para outra sala, onde havia um sofá de dois lugares. Vilela mandou que ele se sentasse e comunicou: ‘Por ordem do presidente, o senhor está preso’. Em seguida Vilela foi chamar o coronel (Domingos) Ventura, comandante da Polícia do Exército. Ventura veio e trouxe a escolta para levar Anselmo preso para o quartel da PE.”

O texto completo no blog do Luís Nassif.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

LIÇÕES DE HONDURAS

O golpe de estado que derrubou o presidente constitucional de Honduras tem analogias com o golpe de 1964 no Brasil. Tanto Zelaya como João Goulart eram bons homens, democratas, que ensaivam tímidas reformas a fim de tornar menos injustos os seus países. Nenhum dos dois punha em causa o capitalismo pois as suas pretensões eram modestas. Zelaya queria comprar petróleo mais barato através do ALBA, Goulart queria uma tímida Reforma Agrária (com indemnização pelas terras expropriadas) e uma lei que limitasse as remessas de lucros das transnacionais. Ambos foram derrubados por campanhas de acordo com o figurino da CIA, por militares doutrinados nos EUA, com o apoio activo das Embaixadas Americanas locais, financiadas por transnacionais que operavam nos seus países. Ambos eram homens ricos e não revolucionários. Nenhum dos dois entendia a lei da bicicleta (a estabilidade é dada pela velocidade do avanço). Queriam apenas dar pequenos passos. Ambos foram derrubados pela truculência ultramontana das classes dominantes locais, organizadas pelas embaixadas americanas em campanhas financiadas por transnacionais, tudo com a benção da alta hierarquia da igreja católica.
O novo golpe em Honduras, já sob a presidência Obama, encerra lições. A primeira é que o imperialismo continua na ofensiva (como se vê também em outros lados do mundo: Colômbia, Paquistão, Afeganistão, Iraque, etc). A segunda é que a máscara sorridente do novo presidente Obama não passa disso mesmo: de uma máscara – o imperialismo não mudou a sua natureza brutal. A terceira é que o presidente Obama está à margem dos mecanismos decisórios da política externa dos EUA, que estão a outros níveis (seria impensável que os gorilas de Honduras avançassem sem o sinal verde da Embaixada Americana). A quarta é que a reacção hesitante do presidente Zelaya, que após o golpe procurou um entendimento com o imperialismo aceitando a mediação proposta pela secretária de Estado Hillary Clinton, está fadada ao fracasso. A quinta é que o povo hondurenho mostra mais combatividade e disposição de luta do que Zelaya. A sexta é que, paradoxalmente, a insurreição nacional em Honduras pode definhar devido às vacilações do próprio Zelaya. A sétima é que a OEA é uma espécie de Ministério das Colónias dos Estados Unidos pois a pedido de Washington prestou-se a intervir militarmente no Haiti e agora em relação a Honduras nem sequer fala em semelhante hipótese.
O povo hondurenho precisa da solidariedade activa dos democratas de todo o mundo.


Vejam em RESISTIR.INFO

sexta-feira, 13 de março de 2009

Comício da Central do Brasil completa 45 anos


Há exatos 45 anos, em 13 de março de 1964, o então presidente João Goulart resumia com a frase "Progresso com justiça, desenvolvimento com igualdade" o famoso discurso em frente ao Edifício Central do Brasil, no Rio de Janeiro. O comício reuniu cerca de 150 mil pessoas, incluindo sindicatos, associações de servidores públicos e estudantes e proclamou o povo a lutar por mudanças estruturais no país que iam do campo à cidade e passavam por amplas reformas na educação, na política tributária e nas leis eleitorais do país. Muitas destas reivindicações até hoje não saíram efetivamente do papel.

Leia o texto na íntegra, seguido de trechos do discurso original de Jango, no site da Carta Maior.

domingo, 16 de novembro de 2008

Neto de João Goulart diz que anistia é "desagravo público"


Natal - O neto no ex-presidente João Goulart, deposto pela ditadura militar em 1964 e reconhecido hoje (15) pelo governo como anistiado político Cristhofer Goulart afirmou que o ato representa um “desagravo público para um presidente constitucional que foi deposto por um golpe inconstitucional”.


Vejam mais na Agência Brasil

Jango recebe anistia 44 anos após ser derrubado pela ditadura

A viúva do ex-presidente, Maria Teresa Goulart, também foi anistiada. Esta é a primeira vez que um ex-presidente da República é anistiado por perseguição política.

O fato torna-se histórico também pelo fato de a deposição de Goulart ter sido o marco do início da ditadura militar que se estabeleceu no país por cerca de 20 anos. O pedido de anistia a João Goulart foi feito por Maria Teresa Goulart e inclui um pedido de reparação econômica.


Vejam mais no estadao.com.br


terça-feira, 24 de junho de 2008

Família de Jango pede indenização dos EUA

A família do ex-presidente João Goulart, vítima do golpe militar de 64, pode receber indenização do governo norte-americano. A viúva dele, Maria Thereza Fontella Goulart, e os filhos João Vicente e Denise alegam que os Estados Unidos contribuíram decisivamente para o golpe fornecendo ajuda financeira, logística e bélica. O caso levou à família a sofrer danos morais e patrimoniais.


Vejam no Vermelho.

domingo, 15 de julho de 2007

Família de Jango fala a língua que os EUA entendem

Altamente pertinente e politizada a ação judicial bilionária que a família do ex-presidente João Goulart move contra o Departamento de Estado dos EUA. Objeto da ação: provar que a CIA financiou o golpe militar de 1964, que acabou com o governo constitucional e democrático do presidente Jango, garantindo a implantação e institucionalização de um governo militar impostor, repressor e que suprimiu as liberdades democráticas e o chamado Estado de Direito no Brasil, por mais de 20 anos.
BRASIL! BRASIL!: Família de Jango move ação contra os EUA

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