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sexta-feira, 24 de maio de 2013

"Devemos agradecer aos comunistas por resgatar a arte do balé"

Acompanhando temporada no Brasil, vice-diretor do Balé Nacional da Rússia explica por que os russos ainda são os melhores bailarinos do mundo e denuncia a “tragédia” das companhias particulares de balé.

Alex Solnik, especial para Gazeta Russa

Vladímir Viatkin/RIA Nóvosti
"Lago dos Cisnes", de Piotr Tchaikovsky
"Lago dos Cisnes", de Piotr Tchaikovsky, será apresentado em pelo menos 19 cidades brasileiras até 19 de junho 

Sucesso de público e de crítica, o Balé Nacional da Rússia está realizando a sua maior temporada no Brasil, iniciada no último dia 11 de maio, em Brasília. Até o último dia de apresentação, que acontecerá em 19 de junho na cidade de Joinville, o grupo percorrerá 20 cidades de todas as regiões brasileiras.

Poucos acreditaram quando o cônsul-geral da Rússia em São Paulo, Mikhail Troiânski, plantou as primeiras sementes. Nas cidades de Brasília, São Luís, Recife e Olinda, onde já foram apresentados “O Lago dos Cisnes”, de Piotr Tchaikovsky, e “Giselle”, de Adolphe Adam, os espetáculos foram aplaudidos de pé pelo público brasileiro, que lotou as salas de espetáculo.  


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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A quem cabe o passo seguinte da história?

O economista Carlos Lessa costuma dizer que o Estado brasileiro inventou o keynesianismo em 1930, antes de Keynes, com Getúlio Vargas. O Brasil é uma criação do Estado, ironizava Celso Furtado sobre a esquálida capacidade de iniciativa da sempre festejada 'iniciativa privada'. A verdade é que em praticamente todo os ciclos de crescimento coube ao Estado brasileiro determinar o nível de investimento, fixar prioridades, induzir e financiar a participação privada no arranjo macroeconômico. Por que seria diferente agora? Ou melhor, porque é tão difícil agora reproduzir a mesma alavanca, quando seu papel contracíclico mais que nunca é necessário face ao colapso da ordem neoliberal?

A interrogação perpassa o pacote de concessões de infraestrutura lançado pelo governo Dilma nesta 4ª feira. Nele alguns enxergaram 'a rendição à lógica das privatizações'; mas há uma novidade importante.
 

Vejam o texto completo em CARTA MAIOR-Blog das Frases-Saul Leblon

terça-feira, 9 de março de 2010

ESTADO FORTE NÃO É CRIME


Considerada pecado mortal nos tempos de neoliberalismo, a defesa de uma maior participação do Estado na economia brasileira passou a ser vista de forma diferente a partir do papel que os bancos públicos tiveram na superação da maior crise do capitalismo global.

Talvez seja por isso que a grande mídia costuma tachar o rótulo de estatizantes as medidas defendidas pelo presidente Lula e sua candidata, Dilma Rousseff, como se o termo continuasse contendo o pecaminoso e o atraso. Essa diferença de visões sobre o papel do Estado na economia é o grande divisor de águas da campanha eleitoral que se aproxima e os dois lados devem assumi-las sem medo.
(...)
Mais ainda, Lula falou para o mundo da importância de instrumentos poderosos na mão do Estado ao sugerir ao presidente Barack Obama que olhasse como funciona o Banco do Brasil, já que os Estados Unidos não têm um banco público como o brasileiro, essencial no enfrentamento da crise.

Com um discurso claro assim, fica fácil perceber as diferenças entre as principais forças políticas do país e decidir de que lado se está.


Vejam o texto completo em DIRETO DA REDAÇÃO

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Intervenção federal no DF é pouco provável, dizem juristas

Luciana Lima

Repórter da Agência Brasil

Brasília - Na opinião de juristas renomados, é pouco provável que o Supremo Tribunal Federal (STF) decida pela intervenção federal no Distrito Federal, pedida pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, na última quinta-feira (11), devido às denúncias de corrupção envolvendo o governador José Roberto Arruda (ex-DEM, atualmente sem partido), membros do seu governo e integrantes do Legislativo e do Judiciário local.

De acordo com o constitucionalista Mamede Said, professor da Universidade de Brasília (UnB), trata-se de uma medida excepcional e que traz consequências para o próprio poder federal que, durante o tempo em que vigorar a intervenção, fica impedido de fazer mudanças na Constituição, por exemplo.

“Trata-se de uma medida que mexe no princípio da autonomia dos entes federados, no qual o poder mais amplo interfere, assumindo o comando do poder menos amplo. A União pode interferir no estado e o estado pode interferir no município, com poderes plenos. Na atual condição, acredito ser muito difícil que o Supremo acolha o pedido feito pelo procurador”, considerou Said, lembrando ainda que nunca houve uma intervenção no período democrático.

Vejam mais na AGÊNCIA BRASIL

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Saúde: Privatização, mais um placebo do que uma panacéia

Os países do Norte rico e o Banco Mundial deveriam deixar de promover a privatização dos serviços de saúde nas nações pobres, devido aos maus resultados desse enfoque, alertou a organização humanitária Oxfam Internacional. O informe “Otimismo cego; Desafiando os mitos sobre a saúde privada nos países pobres” oferece abundante evidência sobre o péssimo rendimento das iniciativas de saúde conduzidas pelo setor privado em todo o mundo, defendidas durante décadas pelo Banco Mundial e pelos países doadores.

“A visão romântica sobre os serviços privados de saúde está completamente divorciada dos fatos”, disse Anna Marriott, autora do documento, de 52 páginas. “O Banco e outros doadores devem deixar para trás o otimismo cego em relação ao mercado. A atenção universal à saúde somente se consegue com a intervenção do governo nos serviços”, afirmou. O Banco Mundial costuma lamentar o fracasso dos serviços públicos de saúde nos países pobres, apesar de ser em parte responsável por isso, ao condicionar seus empréstimos ao setor estatal a reduções de gastos e ambiciosas reestruturações.


Vejam mais na Revista Fórum

domingo, 28 de setembro de 2008

O impensável aconteceu: o Estado voltou a ser a solução

O novo nesta intervenção é o fato de ela ocorrer ao fim de 30 anos de evangelização neoliberal conduzida a nível global pelos EUAO novo nesta intervenção é o fato de ela ocorrer ao fim de 30 anos de evangelização neoliberal conduzida a nível global pelos EUA

Boaventura de Sousa Santos

A palavra não aparece na mídia norte-americana, mas é disso que se trata: nacionalização. Perante as falências ocorridas, anunciadas ou iminentes de importantes bancos de investimento, das duas maiores sociedades hipotecárias do país e da maior seguradora do mundo, o governo dos EUA decidiu assumir o controle direto de uma parte importante do sistema financeiro.

A medida não é inédita pois o governo interveio em outros momentos de crise profunda: em 1792 (no mandato do primeiro presidente do país), em 1907 (neste caso, o papel central na resolução da crise coube ao grande banco de então, J.P. Morgan, hoje, Morgan Stanley, também em risco), em 1929 (a grande depressão que durou até à Segunda Guerra Mundial: em 1933, mil norte-americanos por dia perdiam as suas casas a favor dos bancos) e 1985 (a crise das sociedades de poupança).


Vejam o texto completo no Brasil de Fato