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domingo, 5 de junho de 2011

Palocci e um de seus admiradores

Não se recomenda a jornalistas que escrevam em primeira pessoa. Afinal, devem ser narradores, portanto coadjuvantes, e não protagonistas da história. Mas decidi quebrar o protocolo em relação ao ministro Antonio Palocci por uma razão simples. O que vi e observei nos últimos anos – muitas vezes de perto – ajuda a compreender a natureza da crise, o isolamento do ministro da Casa Civil e a prever o desfecho inevitável, que será a sua queda.

Eu o conheci em 1994, quando trabalhava como repórter da revista Exame, à época a principal publicação de economia e negócios do País, e Palocci era prefeito de Ribeirão Preto. Talvez tenha sido um dos primeiros, da chamada “grande imprensa nacional”, a enxergar algo novo naquele promissor quadro do Partido dos Trabalhadores. Palocci era um petista diferente. Havia decidido privatizar a Ceterp, a empresa de telecomunicações de Ribeirão Preto, que era uma das poucas municipalidades a ter sua própria concessão de telefonia. Palocci privatizava, num tempo em que o PT cuspia fogo contra as privatizações de FHC.

sábado, 4 de junho de 2011

Ricardo Kotscho: defesa de Palocci na TV Globo é um desastre

Se já estava insustentável, a situação de Antonio Palocci, ministro-chefe da Casa Civil, ficou ainda pior, depois que ele quebrou, nesta sexta-feira (3), por determinação da presidente Dilma Rousseff, o silêncio sobre as acusações de enriquecimento ilícito que pesavam contra ele.

Por Ricardo Kotscho, no Balaio do Kotscho

Palocci, finalmente, falou nesta sexta-feira, como antecipamos ontem à noite aqui no Balaio, mas não convenceu ninguém, que eu saiba. O caminho que ele escolheu – dar uma entrevista exclusiva ao Jornal Nacional da TV Globo – foi um completo desastre.

Não por culpa do repórter Júlio Mosquera, que cumpriu seu papel, e fez todas as perguntas que todos nós gostaríamos de lhe fazer, mas pelas respostas evasivas de Palocci, que não explicou nada. O ministro foi muito mal preparado pelos profissionais do midia training que ele contratou. A meu ver, não convenceu ninguém da sua inocência, nada explicou, só fugiu das perguntas.

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sexta-feira, 27 de maio de 2011

As mesquinharias e a história

Para Foucault, sempre houve alguma "mesquinharia" na origem de todos os grandes acontecimentos históricos. O Brasil está vivendo uma experiência epistemológica interessante e ilustrativa a respeito deste assunto. O caso de um mesmo personagem político, que comete duas vezes duas “mesquinharias” parecidas, mas com conseqüências opostas.

Dilma defende Palocci e critica politização que interessa ao governo

Depois de um mês sem dar entrevistas e de treze dias do início do 'caso Palocci', presidenta confirma nova postura, sai em defesa do chefe da Casa Civil e condena 'politização'. Mas governo conta com 'politização' para unir aliados e enfrentar inimigos. Sem citar imprensa e oposição, ministro diz que vida fiscal de Palocci recebe tratamento diferente do dispensado à família de José Serra.


Vejam o texto completo em CARTA MAIOR

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Nota da CGU sobre Erenice Guerra

A Controladoria-Geral da União (CGU) já concluiu quatro das nove auditorias que vem realizando em contratos, licitações, autorizações, pagamentos e outros atos administrativos que, segundo denúncias feitas nas últimas semanas por veículos de comunicação, seriam irregulares.

Notas Técnicas sobre as apurações já concluídas foram encaminhadas hoje pelo Ministro-Chefe da CGU, Jorge Hage, ao Presidente Lula, que havia determinado à CGU a apuração de todas as denúncias. Os demais casos continuam em apuração.

Confira a íntegra das notas técnicas sobre as apurações já concluídas.


Confira no blog do Luís Nassif.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Veja como será o novo pacote de Lula para o cinema

Os diretores da Ancine e a ministra chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Roussef, têm se mobilizado para encaixar na agenda do presidente Lula a assinatura do Fundo Setorial do Audiovisual, entre os dias 18 e 19 deste mês, em Brasília. Em 2006, o presidente Lula anunciava a criação do FSA, que atualmente conta com R$ 94 milhões, e se destinará ao desenvolvimento do audiovisual brasileiro, especialmente o cinema.

Por Hermes Leal, na Revista do Cinema


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