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domingo, 2 de março de 2008

Sobe para cem o número de palestinos mortos em ofensiva israelense




Gaza, 2 mar (EFE).- Aumentou para cem o número de palestinos mortos nas incursões do Exército israelense na Faixa de Gaza e para mais de 300 as pessoas feridas, informou hoje o Ministério da Saúde da Autoridade Nacional Palestina (ANP).
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As últimas duas vítimas são dois palestinos que morreram hoje em um novo bombardeio israelense ao leste do campo de refugiados de Jabalya.

Entre os mortos estão pelo menos 15 crianças, e, segundo fontes não oficiais, o número de civis mortos pode chegar a 40.

Já na Cisjordânia, centenas de pessoas, jovens em sua maioria, saíram às ruas para protestar contra a ofensiva militar israelense.

Um adolescente de 14 anos foi morto na manhã de hoje por tiros de soldados israelenses em uma das manifestações realizadas na cidade de Hebron.

O Exército israelense informou que, em muitos lugares, os manifestantes atiraram pedras e coquetéis molotov contra as forças de segurança.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

ONU recebe hoje manifesto contra 'extermínio' no Rio

Juízes, desembargadores, artistas e políticos do Rio lançaram ontem manifesto contra o que classificam de "políticas de extermínio" adotadas pelo governador Sérgio Cabral (PMDB). O movimento é capitaneado pelo músico Marcelo Yuka, que ficou tetraplégico ao ser atingido por bala perdida. O documento foi assinado por 105 pessoas ou entidades e será entregue hoje ao observador da Organização das Nações Unidas (ONU) Philip Alston, relator para os crimes de execução sumária.

"Tem uma coisa construída no imaginário popular que justiça deve custar vidas. Viemos aqui dizer que esse pensamento não é hegemônico. Além das ações no Complexo do Alemão e na Favela da Coréia, começaram a surgir opiniões que beiram o fascismo, como a que associa o combate à violência ao aborto. A sociedade civil não concorda com esse pensamento", afirmou Yuka, no lançamento oficial.

Assinaram artistas como a atriz Letícia Sabatella, os músicos Jards Macalé, Gabriel, O Pensador, Beth Carvalho e Lobão, professores, sociólogos, advogados e políticos. "Repudiamos e denunciamos a política de segurança pública fundada no confronto militar e, sem apreciarmos aqui eventual direito à interrupção de gravidez indesejada, entendemos que o aborto não pode ser tido como instrumento de política demográfica, de saneamento ou de eugenia", diz um trecho.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Denúncia aponta Pan como pretexto para extermínio

Uma megaoperação com 1.350 homens das polícias militar e civil, além da Força Nacional de Segurança, no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, deixou 19 de mortos.


Maurício Campos, membro da Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência, denunciou em reuniões com entidades de direitos humanos e em entrevistas a rádios na Alemanha e na Suíça, que os Jogos Pan-Americanos estão sendo usados pelo governo do Rio como pretexto para a prática de uma política de extermínio e de limpeza social na cidade. Campos, que regressou ontem de viagem, aponta um aumento de 40% dos homicídios em confronto com a polícia no primeiro trimestre, enquanto a apreensão de drogas caiu 8%, o total de prisões diminuiu 21% e a retirada de armas de circulação baixou 9%. Ele utilizou dados do Instituto de Segurança Pública do governo. "Esses números são a prova de que a política do governo é do extermínio", disse ao jornal O Estado de S. Paulo.
O antropólogo Luiz Eduardo Soares, secretário de Valorização da Vida e Prevenção à Violência de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, diz que a atual política de segurança é ineficiente. Para Soares, às vésperas do Pan, o governo deve usar o total de mortes para tentar vender ao público que as autoridades estão trabalhando.
Para a coordenadora da ONG Justiça Global, Sandra Carvalho, apesar da brutalidade, a eficácia das políticas governamentais do Rio é nula. Publicado no Terra.