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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Raposa Serra do Sol vive abandono após quatro anos

BOA VISTA e PACARAIMA (RR) – Quatro anos depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmar a demarcação da terra  indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, e determinar a retirada dos arrozeiros que ocupavam a área, as antigas culturas estão abandonadas. O gado, que em muitos lugares substituiu as plantações de arroz, morre de sede, as estradas, todas de terra, estão em mau estado de conservação, com muitas pontes sem condições de uso ou mesmo queimadas. Para fazer o transporte escolar dos índios, só com caminhonetes de cabine dupla, que transportam no máximo quatro alunos.
As condições adversas após a autorização do STF para a demarcação continuar foram constatadas pela reportagem do Congresso em Foco no início desta semana, em viagem por comunidades da segunda maior reserva do país, no norte de Roraima. Os índios têm vivido apenas de pequenas roças, mas não estão satisfeitos com a situação. Querem assistência técnica para melhorar e aumentar a produção, distribuindo riqueza entre as comunidades formadas por 20 mil pessoas, segundo o Conselho Indigenista de Roraima (CIR), ligado à Igreja Católica.
Lados opostos na demarcação da Raposa, índios, fazendeiros e deputados ruralistas ainda trocam adjetivos duros entre si, mas o abandono na reserva os fez chegar a pontos de consenso. (...)

Leia mais no Congresso em Foco.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A próxima guerra no Brasil

O Brasil que os brasileiros não conhecem. Relato de Mara Sílvia Alexandre Costa, que foi recentemente trabalhar em Roraima. Você não passa se for brasileiro, o acesso é livre aos americanos, europeus e japoneses…o subsolo é riquíssimo.

As duas semanas em Manaus foram interessantes para conhecer um Brasil um pouco diferente, mas chegando em Boa Vista (RR) não pude resistir a fazer um relato das coisas que tenho visto e escutado por aqui.

Conversei com algumas pessoas nesses três dias, desde engenheiros até pessoas com um mínimo de instrução.

Para começar o mais difícil de encontrar por aqui é roraimense, pra falar a verdade, acho que a proporção é de um roraimense para cada 10 pessoas é bem razoável, tem gaúcho, carioca, cearense, amazonense, piauiense, maranhense e por aí vai.


Vejam mais em PRAVDA.RU

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Brasil: La policía como principal sospechosa de la muerte del anarquista Chrystian Paiva

Policía del Estado de Roraima principal sospechosa de la muerte del Profesor Chrystian Paiva, historiador, poeta, anarquista y activista social.

Según informaciones que acaban de llegar de Brasil murió el profesor Chrystian Paiva, historiador, poeta, músico, activista social y sindical anarquista. La muerte se dio en circunstancias muy extrañas y todo indica que se trató de un asesinato más perpetrado por agentes de la policía del Estado de Roraima, uno de los Estado brasileños donde se registran las tasas más altas de mortalidad por homicidio de todo Brasil .

La versión de la policía es que él se suicidó. Pero su compañera, Adriana Gomes, y una amiga que los acompañaba en el viaje desmienten la versión policial.

Recordar que Chrystian apoyaba el Movimento de Organização dos Trabalhadores em Educação (MOTE). (que mantenía un enlace a nuestro blog, Pimenta Negra ).

Además de la lucha en la educación y de los profesores, Chrystian estaba involucrado en el movimiento contra la implantación de la industria de la caña de azúcar en Roraima, de Biocapital, empresa de São Paulo reciéntemente instalada en aquel estado y que desea montar la mayor fábrica de etanol de la región amazónica.


Vejam mais em LA HAINE.ORG


quarta-feira, 27 de agosto de 2008

EU NÃO ACEITO SER CO-AUTOR DE GENOCÍDIO

Denver, Colorado -- Estou no Colorado para a Convenção que indicará Barack Obama oficialmente candidato do Partido Democrata à Casa Branca. Porém, antes de entrar neste assunto pretendo falar de outro, que julgo mais importante: a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira, em que os juízes decidirão se consideram ou não inconstitucional a demarcação da reserva Raposa/Serra do Sol, em Roraima. Quando fui convidado pela TV Cultura para fazer um documentário a respeito não conhecia quase nada sobre o assunto. Passei dez dias entre Boa Vista, a reserva e Brasília entrevistando dezenas de pessoas a respeito. Li muito. Discuti o assunto com especialistas. O material que coletei foi entregue a uma equipe da TV paulista, que fez um belíssimo trabalho de edição. O documentário já foi ao ar duas vezes. Acredito que oferece um panorama a respeito da... Leia aqui o restante da matéria!

Ou seja, veja mais, no Vi o Mundo.


quarta-feira, 9 de julho de 2008

Índios da Raposa Serra do Sol encerram viagem pela Europa para divulgar luta por terra em Roraima

Dois representantes da comunidade indígena Raposa Serra do Sol, que há meses vem lutando contra fazendeiros de arroz pela posse de suas terras no Estado de Roraima, encerraram nesta segunda-feira (07) uma turnê européia de 22 dias que realizaram com o intuito de denunciar as agressões sofridas pela sua comunidade nos últimos tempos, alertar para a futura decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a posse das suas terras e, fundamentalmente, para "criar uma nova relação com os indígenas brasileiros".

"Precisamos estabelecer uma nova relação com a Europa e com os brasileiros. Tivemos de sair do Brasil para ser conhecidos", disse com exclusividade ao UOL Pierlângela Nascimento da Cunha, da liderança Wapichana e Coordenadora da Organização dos Professores Indígenas de Roraima (Opir), em reunião realizada em Lisboa, Portugal, o último país visitado na Europa. "Nossa turnê foi positiva. Precisávamos que a voz do nosso povo pudesse ser ouvida em outro lugar e conseguimos Colocar o tema na agenda européia."

"Precisamos denunciar o que se passa na nossa reserva. Por isso estamos na Europa, para divulgar a notícia. Para que o mundo saiba de nós e assim o [presidente] Lula tenha apoio para nos ajudar", afirmou Jacir José de Souza, da liderança Macuxi do Conselho Indígena de Roraima (CIR) no Centro Universitário Padre Antônio Vieira, na capital portuguesa.

A notícia continua no UOL Últimas Notícias.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

EM BOA VISTA, ATO CIVILIZATÓRIO É COMER NA PRAÇA VENDO TV

Boa Vista, Roraima, é candidata a ser a Twin Peaks brasileira. Twin Peaks é a cidade inventada pelo diretor David Lynch para um seriado de televisão que foi muito popular nos Estados Unidos. A cidade em que nada é o que parece. Foi uma alegoria que Lynch usou para falar da vida no interior dos Estados Unidos, em que sob a aparente placidez social existe um submundo sórdido. O subúrbio americano, seja das grandes ou pequenas cidades, é o retrato do conformismo social. O conformismo arquitetônico é literal: os prédios do McDonald's, do Bob's, do White Castle, do Wal Mart, do K Mart e de toda a parafernália consumista obedecem a um mesmo padrão. É por isso que se diz que, tirando Nova York, São Francisco e Chicago, todas as cidades americanas são iguais. Elas são organizadas para ser iguais pelo simples motivo de que servem para um único objetivo: o consumo. Pais c... Leia aqui o restante da matéria!


O rstante da matéria está no Vi o Mundo.


sábado, 10 de maio de 2008

ZH não vai cobrir as gauchadas em Roraima?

Tarda a cobertura de Zero Hora sobre os sul-rio-grandenses que colonizam o norte de Roraima, plantando arroz em território indígena e cometendo barbarismos de toda a ordem e tamanho.

Eu cobro a matéria da RBS porque esta se notabiliza no esforço chauvinista de dar destaque a tudo que diga respeito a “gaúchos e gauchadas”, seja o que fôr, as maiores idiotices cometidas por alguém nascido no Rio Grande, tem destaque garantido nos seus veículos, tudo de forma absolutamente acriteriosa e patrioteira.

É hora, pois, de ZH mandar aqueles seus repórteres investigativos de hotel averiguar o que passa com os seis guascas que estão brutalizando o extremo Norte do Brasil.

Segundo denunciou o reconhecido antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, ainda no domingo (20/4) ao jornal Estadão, “as notícias que temos são as de que, desde a homologação [das terras indígenas], produtores rurais que estão fora da lei já atacaram quatro comunidades indígenas, incendiaram 34 casas, arrebentaram postos de saúde, espancaram e balearam índios.”


O texto prossegue no blog do Gilmar da Rosa. Foi originalmente publicado no Diário Gauche.