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domingo, 29 de agosto de 2010

A ultradireita exibe seu poderio em Washington

O Tea Party toma a capital dos EEUU para exigir mais religião e menos Estado

No mesmo lugar e no mesmo dia em que há 47 anos o reverendo Martin Luther King, líder da luta pelos direitos civis nos Estados Unidos, pronunciou seu célebre discurso Eu tenho um sonho, dezenas de milhares de membros do movimento ultraconservador Tea Party, convocados pelo apresentador de televisão Glenn Beck, se reuniram em Washington ontem com o lema comum de Devolva a América sua honra, exigindo um menor intervencionismo do Estado e proclamando um renascimento do país na fé cristã.


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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Mais além de janeiro

por Tarso Genro

As designações “esquerda” e “direita”, que vinham gradativamente perdendo o prestígio durante o ciclo hegemônico das idéias neoliberais, voltam a ter algum significado para os observadores políticos e acadêmicos mais sérios. Em grande medida, esta “atualização” está relacionada à crise econômica internacional e aos debates por ela suscitados a respeito da retomada do papel regulador do Estado.

É verdade que a visão da “desregulamentação” da economia, da redução das funções públicas do Estado, da utopia do mercado perfeito e da desqualificação sistemática de qualquer política pública distributivista, de solidariedade social ou de redução das desigualdades – através de transferências forçadas de renda – ainda não perdeu totalmente a sua força. Até porque a crise ainda não terminou, mundialmente, e agora a disputa política recai sobre a conformação das políticas de Estado no “pós-crise”. Políticas que devem organizar um novo ciclo de acumulação de capital e distribuirão “perdas e danos”, em função do desastre que foi o tatcherismo e suas variantes tucanas e “menemistas”.

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