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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

UM POUCO DE LUZ NAS MANCHETES -Cortes de energia e de orçamento-

De 1996 a 2002, durante o governo FHC, o Brasil ficou, em média, 21 horas sem energia elétrica por ano. Sofreu um apagão que exigiu racionamento de 9 meses ao custo de empregos, investimentos abortados e perda de PIB. No governo Lula, de 2003 a 2010, embora a demanda industrial e residencial tenha crescido de forma acelerada no rastro da retomada econômica, a média de interrupção no fornecimento recuou para 17 h/ano. Não houve racionamento. O investimento em hidrelétricas voltou a ser prioridade do Estado. No momento, o Brasil constrói as três maiores usinas de energia do mundo. A mídia ofusca as diferenças entre os dois períodos para atingir diretamente a Presidenta Dilma Rousseff. A intenção é desqualificar o trabalho de quem resgatou o sistema elétrico nacional, sucateado pelo 'modo demotucano de governar' que o tornou mais frágil e dependente de termoelétricas poluentes e dispendiosas. É o jogo do morde assopra: quando o governo endurece com os sindicatos na negociação do salário mínimo e anuncia cortes no orçamento --como o de R$ 50 bi, comunicado nesta 4º feira-- afloram menções simpáticas ao perfil 'essencialmente técnico' da nova presidência, em contraposição ao ciclo Lula --'populista'. Mas na primeira oportunidade em sentido contrário, o mérito da qualificação técnica é enterrado, não sem antes ser esfolado vivo em ambiente de pouca luz e muita manipulação. É importante assimilar essa dualidade para não cair no conto do vigário dos que, dentro e fora do governo, acenam com o 'apoio dos mercados e a isenção da mídia', em troca de um acento mais ortodoxo na condução do país. A mídia na verdade mal disfarça um sonho: promover um imenso apagão que fará Lula, seu legado e a Presidenta Dilma perderem o espaço que ocupam no imaginário social enquanto referência de um modelo de desenvolvimento mais justo e progressista. Esse vazio histórico seria preenchido em 2014 pelos derrotados em 2002, 2006 e 2010. É oportuno lembrar, a uns e outros, que o povo, em todos esses escrutínios, escolheu viver num Brasil feito de crescimento, estabilidade e justiça social. As três coisas juntas. Ah, mas isso é impossível, dizem os ortodoxos. É para superar o 'impossível' que existe a política, ou os governos democráticos seriam substituídos por um comitê de especialistas em promover a 'paz dos cemitérios'.

Vejam em CARTA MAIOR (5º feira, 10/02/2011)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

mÍDIA GORDA tem mau hálito e é .mentirosa. MAIOR TRAGÉDIA DO BRASIL foi na Serra das Araras em 1967

A Revista Brasileira de Geografia Física publicou, em julho do ano passado, a lista das maiores catástrofes por deslizamento de terras ocorridos no país. O episódio da Serra das Araras, com seus 1700 mortos estimados, supera de longe qualquer outro acidente do gênero no país.

Para se ter uma idéia do que ocorreu na Serra das Araras basta comparar os índices pluviométricos. A atual tragédia de Teresópolis ocorreu após um volume de chuvas de 140mm em 24 horas. Na Serra das Araras, em 1967, o volume de chuvas chegou a 275 mm em apenas três horas. Quase o dobro de água em um oitavo do tempo.

Mas o episódio da Serra das Araras parece ter sido apagado da memória do país e, especialmente, da imprensa. O noticiário dos veículos de comunicação enfatiza que a tragédia da Região Serrana do Rio superou o desastre de Caraguatatuba em março de 1967 (ver abaixo). O caso da Serra das Araras, ocorrido em janeiro daquele mesmo ano, sequer é citado.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

PRESIDENTE DA REPÚBLICA CONCEDERÁ ENTREVISTA EXCLUSIVA A BLOGUEIROS

Está confirmada para amanhã, 24, a primeira entrevista de um presidente da República do Brasil para a blogosfera. Lula falará com dez blogueiros de várias partes do país. A coletiva, que terá início às 9 horas, será transmitida ao vivo pelo Blog do Planalto e os internautas poderão participar, fazendo perguntas, através do chat.

A força da blogosfera

A entrevista se reveste de importante significado. Comprova a força que adquiriu a blogosfera progressista na fase recente. Durante a campanha eleitoral, o candidato demotucano, José Serra, com amplo respaldo da mídia oligárquica, ficou irritado com a cobertura jornalística independente, e muitas vezes irrevente, da blogosfera. Em várias ocasiões, como no discurso golpista que fez aos generais de pijama do Clube Militar, ele acusou os "blogs sujos" pelas dificuldades da sua campanha.

No extremo oposto, o presidente Lula, alvo de violento e desonesto cerco midiático, chegou a produzir um vídeo destacando o papel da blogosfera na luta de idéias na sociedade.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

PROCURADORA QUE QUER CALAR A BLOGOSFERA DEFENDE A BANDALHEIRA DA “GRANDE MÍDIA”

“Tanto Versiani quanto a vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, disseram ser contra a punição de órgãos da mídia por dar maior espaço a candidatos cuja posição “exerça um poder maior de atração sobre a imprensa”.

Leia a matéria do título no CLOACA NEWS. Citação retirada da DITABRANDA FOLHA OBAN.

Tradução deste editor: "O amor entre a mídia gorda e Serra é lindo (já os feios, sujos e malvados blogs, que não sabem amar direito, devem ser calados".

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Veja plagia um parágrafo inteiro do Wall Street Journal

Do Biscoito Fino:
Para completar o vexame, um leitor descobriu um parágrafo inteiro plagiado do Wall Street Journal na mesma reportagem. Avisada por ele da fonte do texto, a reportagem respondeu de novo com arrogância e mentiu, referindo a informação a um pesquisador da Pensilvânia. O leitor contactou o pesquisador americano e desmascarou a farsa. Como se vê, não são só grampos que a Veja inventa.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Jornalismo desinvestigativo, Aécio

Bahia de Fato:
A Revista Época (Organizações Globo) entrevistou o governador de Minas, Aécio neves, sem perguntar pelo óbvio.

Se um repórter minimamente competente entrevistasse Aécio Neves qual seria a pergunta inevitável? O mensalão tucano em que estão envolvidos muitos de seus secretários, é claro.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Antijornalismo orquestrado e surdez

Nassif:
Conversei com jornalistas e assessores que cobriram o acidente. Na primeira entrevista do presidente da TAM foi mencionado o problema do reverso. A questão é que os repórteres só estavam interessados em levantar hipóteses relacionadas com a pista recém-reformada. Não davam ouvidos a mais nada. E porque isso? Porque saíam das redações com a incumbência de testar apenas uma hipótese – a hipótese Kamel, graças ao poder de orquestração do "Jornal Nacional".
projetobr.ig.com.br - Testando argumentos

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sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Mino Carta repudia o "teste de hipóteses" em jornalismo

Mino Carta comenta a tese de Ali Kamel, editor da Rede Globo, que "teste de hipóteses" é jornalismo:
O que existe, em jornalismo, é a verdade factual, como sublinhava Hannah Arendt. No mais, o respeito da máxima latina, in dubio pro reo, e o banimento sumario e definitivo da mentira e da omissão.
Blog do Mino - Da “teoria das hipóteses”

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quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Debate sobre o apagão da mídia: Nassif 1, Kamel zeeeeroooo

Luis Nassif:
Ontem o Ali Kamel publicou uma coluna na página de Opinião do “Globo”, “A grande imprensa”.

Sobre a cobertura do acidente da TAM, Kamel se defende: “A grande imprensa se portou como devia. Como não é pitonisa, como não é adivinha, desde o primeiro instante foi, honestamente, testando hipóteses, montando um quebra-cabeça que está longe do fim”.

“Testando hipóteses” é outro nome para falta de discernimento. Em qualquer cobertura competente, enquanto o quadro não está claro montam-se cenários de investigação, análise de probabilidade, linhas de investigação. Evitam-se afirmações peremptórias, e apela-se para a criatividade para produzir manchetes de impacto sem recorrer conclusões taxativas. [...]

Nem vale a pena comentar as acusações generalizantes e conspiratórias de Kamel, na seqüencia do artigo, contra os críticos da cobertura. Ele não está escrevendo para os leitores. Apenas se justificando para os donos da empresa.
Nassif - A notícia órfã

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quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Entrevista de Mauricio Dias a Paulo Henrique Amorim

Trecho:
Paulo Henrique Amorim – Você que já viu muita água por baixo da ponte, você já viu a mídia brasileira tão unida e tão feroz?

Mauricio Dias – Nunca! Nunca! Teve um momento que houve uma aproximação disso, foi em 64, exatamente, quando a mídia toda apoiou o golpe de 64. Inclusive alguns arautos aí hoje da liberdade de imprensa apoiaram o golpe e acabaram, enfim, tendo um papel...
::iG - Conversa Afiada - “ELITE NÃO ENGOLE LULA, COM OU SEM JOBIM”

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domingo, 29 de julho de 2007

A quem interessa?


Roberto Requião, governador do Paraná, expõe mentiras da Globo, e mostra que as mesmas contrariam os interesses da população brasileira.

A pergunta é: a quem interessam as "notícias" veiculadas pela Rede Globo?

Via MudeDeCanal.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Receita para sairmos da Idade Mídia

LC Azenha:
O primeiro passo é dizer não a mídia golpista, cancelando assinaturas de jornal, convencendo amigos e parentes a fazer o mesmo, boicotando programas de TV e patrocinadores de programas de TV.

E desmascarar, sempre que possível (na internet, por carta, fazendo sinais de fumaça) as mentiras, distorções e omissões dos barões da mídia, deixando claro que eles agem de olho numa agenda que interessa a eles, não necessariamente ao Brasil.
Vi o Mundo - O que você nunca pôde ver na TV

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sábado, 21 de julho de 2007

Na Idade Mídia, a dor alheia é motivo para demagogia barata

A comoção até pode justificar algumas dessas falas, mas só a demagogia barata justifica a utilização da profunda dor dos familiares das vítimas para tirar proveito político do episódio. Merval Pereira, colunista de O Globo, experiente que é, usou alguma sutileza mas praticamente acusou Lula de homicídio. Já Diego Casagrande, arremedo local de periodista, responsabilizou diretamente o governo federal pelo acidente. Até os colunistas mais medrosos, que geralmente dão uma no cravo e outra na ferradura, entraram na onda e disseram que o governo federal terá de convencer as pessoas de que a culpa não foi sua. Isso tudo no primeiro e segundo dias, antes que surgissem as imagens que mostram o avião numa velocidade muito acima do normal na pista e antes que se soubesse da falha no reversor. E agora Josés? Estamos assistindo aos tristes enterros das vítimas. E quase simultaneamente, o das versões.
RS URGENTE - UOL Blog

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Na Folha, um surto psicanalítico

É obvio que a mídia golpista deitou e rolou nos últimos dias, oferecendo ao público uma farofa que mistura o acidente da Gol com o acidente da Tam e mais a greve dos controladores e atirando tudo no colo do Lula.

Os objetivos da mídia a gente já sabe: enfraquecer o Lula de olho nas eleições municipais de 2008.

É a única explicação razoável para tanto exagero, distorção, omissão e mentira.
Vi o Mundo - O que você nunca pôde ver na TV

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Pseudo-caos: O "pesar agradável" e a exploração da desgraça

O que os bons escritores já sabiam é que as desgraças podem ser bem exploradas por quem não tem escrúpulos. No Cândido, de Voltaire, também existem referências ao terremoto de Lisboa (cap. VI, De como se fez um belo auto-de-fé para evitar os terremotos, e de como Cândido foi açoitado):

Depois do tremor de terra que destruiu três quartas partes de Lisboa, os sábios do país não encontraram meio mais eficaz para prevenir uma ruína total do que oferecer ao povo um belo auto-de-fé; foi decidido pela Universidade de Coimbra que o espetáculo de algumas pessoas queimadas a fogo lento, em grande cerimonial, era um infalível segredo para impedir que a terra se pusesse a tremer.

O paralelo com o espetáculo midiático golpista é óbvio.
Pseudo-caos: O "pesar agradável" e a exploração da desgraça

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