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domingo, 3 de abril de 2011

A opinião pública, entre o velho e o novo

- A decadência irreversível da velha mídia e o surpreendente surgimento
de novas modalidades de formação democrática da opinião pública


Atribuem à internet – sua velocidade, seu caráter interativo, sua “irresponsabilidade” (“Qualquer um pode escrever...”, tipo Cansei) – a decadência da imprensa escrita. Claro que isso tem parte da verdade. Quem lê no dia seguinte o que já tinha ido na internet no dia anterior – às vezes lê nos jornais 2 dias depois de ter lido na internet -, tem uma sensação de tempo perdido, de notícia requentada, de um mundo superado pela rapidez virtual.

Além de que a internet, nas suas distintas modalidades, supera um dos problemas que permitiu o monopólio privado de algumas famílias, que pretendiam ser donas da formação da opinião pública, porque o investimento necessário para publicar um jornal ou uma revista é muito grande, enquanto que na internet é bastante pequeno ou quase nenhum.

Vejam o texto completo no BLOG DO EMIR-CARTA MAIOR

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Alguns comentários sobre a queda livre de Yeda

Comentários de Luciano e Nelson no RS Urgente : Avaliação de Yeda em queda livre:

-----início da citação-----
As fichas começam a cair. Há tempos o RS Urgente vem nos informando de que o governo Yeda paralisou todos os programas. Não só os de assistência social, mas tambpem os de saúde, de agricultura, de educação. O fato é que nós, privilegiados leitores de blogs em computadores, nem de longe somos o público alvo destes programas. Daí que nossa percepção da paralisia só se dá quando um pai aparece na TV chorando porque o filho não teve como chegar na sala de aula por falta de transporte escolar público ou quando uma epidemia de dengue atinge um primo da gente ou a gente mesmo. A opinião pública ainda está sendo absolutamente leniente com dona Yeda. O governo é bem pior do que a avaliação que dele se faz.
*
O Luciano está certo. Quem primeiro sente os acertos e equívocos de um governo são as camadas sociais que mais precisam da rede de proteção e promoção do Estado. A gente pode até achar que sabe alguma coisa uma vez que acompanha os "escândalos" e "denúncias" com um pouco mais de atenção. A população "menos esclarecida" muitas vezes é a classe média. Pode até ser que o papeleiro e a catadora de lixo sejam mais influenciáveis pela propaganda de pertidos e empresas de comunicação. Mas com certeza se dão conta da precarização dos serviços do Estado mais rápido.
-----fim da citação-----

Por aqui, veja também a postagem RS: população desaprova "O Novo Jeito de Governar".

Nem tem imagem

Trecho:
Bem, mas não era bem isso que La Vieja queria dizer. O caso é que alguém se esqueceu de dizer para Cafeteira que a imagem do senado, pelo menos de acordo com a definição que atribuímos acima a tal conceito, simplesmente não existe, e ela simplesmente não existe exatamente em função do fato de ser condição necessária para que a tomemos como existente que fatos como os que estão sendo agora varridos para baixo do tapete não sejam varridos para baixo do tapete. Como varrer problemas para baixo do tapete é praticamente o métier dos digníssimos senadores, é lógica e praticamente absurdo se pedir que a opinião pública tenha deles uma imagem positiva. Há um descompasso gritante entre o que acontece no mundo das coceiras e entre aquilo que o senado quer que se pense que se passa nesse mesmo mundo.
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