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sábado, 2 de maio de 2015

Exército nigeriano anuncia libertação de 160 reféns do Boko Haram

O exército nigeriano anunciou nesta quinta-feira que libertou 160 mulheres e crianças após uma operação contra o grupo islamita Boko Haram em Sambisa, região Nordeste do país, dois dias depois da libertação de 293 reféns na mesma região. "Ainda estamos tentando contar as pessoas salvas. Mas há 60 mulheres de todas as idades e quase 100 crianças", afirmou o porta-voz militar, Sani Usman. 

Uma refém e um soldado morreram, enquanto oito reféns e quatro militares ficaram feridos, na operação, afirmou o porta-voz, que não divulgou um balanço de vítimas entre os integrantes do Boko Haram. Nessa terça-feira, o exército anunciou a libertação de 200 meninas e adolescentes e 93 mulheres, que eram mantidas como reféns nos acampamentos do Boko Haram na floresta de Sambisa.

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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Estado Islâmico afirma que entrega prisioneiros yazidis como escravos

O grupo Estado Islâmico (EI) afirmou que entregou mulheres e crianças yazidis capturadas no norte do Iraque a seus combatentes como prêmio de guerra, com a pretensão de ter restabelecido a escravidão em seu "califado". Na edição mais recente de sua revista de propaganda, Dabiq, publicada nesse domingo, a organização extremista sunita admite pela primeira vez  a medida de forma aberta.


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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Supervisores da ONU advertem para risco de genocídio no Iraque

A minoria religiosa yazidi do Iraque enfrenta um possível genocídio, advertiram nesta terça-feira os supervisores de Direitos Humanos da ONU, que pediram uma ação global urgente para evitar um massacre. "Todas as medidas possíveis devem ser tomadas de forma urgente para evitar uma atrocidade em massa e um potencial genocídio em dias ou horas", declarou a especialista em direitos das minorias da ONU, Rita Izsak.

"Os civis precisam ser protegidos em terra e escoltados para fora de situações de extremo perigo", declarou Izsak em um comunicado conjunto com outros quatro supervisores. "Tanto o governo iraquiano quanto a comunidade internacional são responsáveis por proteger as populações em risco de sofrer crimes atrozes", ressaltou.


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sábado, 22 de junho de 2013

A quem interessa a radicalização?

Os povos do mundo inteiro estão insatisfeitos com a falta de sentido de uma sociedade conduzida pela ganância e pelo hedonismo. Nesse clima de angústia de muitos e da ansiedade geral, todos os pretextos servem para a explosão das ruas: uma árvore na Turquia e o aumento de vinte centavos nos transportes públicos no Brasil. Convocados pela internet, os manifestantes se reúnem, aos milhares. Cada um deles tem a sua árvore, a sua passagem de ônibus, as suas frustrações pessoais. 

Que muitos jovens, ricos ou pobres, se deixem levar pelo entusiasmo e não controlem seus próprios impulsos, podemos entender. Mas não se pode aceitar que a isso fossem levados pelos noticiários de televisão, como qualquer pessoa com o mínimo de neurônios ativos podia claramente perceber. Ou incitados por um programa de televisão, cuja apresentadora ensinava a redigir cartazes “contra a corrupção”. Com tais estímulos, foi impossível que os mais sensatos deles impedissem o início de depredação do Itamaraty e o apedrejamento da Catedral de Brasília. Fatos como esses também ocorreram em outras cidades brasileiras, entre elas São Paulo e Rio. Só diante da força policial, parcelas enfurecidas de manifestantes se renderam. 

A quem interessa a radicalização? Não interessa ao povo trabalhador deste país, que está conseguindo, pouco a pouco, cobrar da sociedade o que é de seu direito: educação, respeito social e empregos. E, como é a esperança, e não o desespero, que faz as revoluções, seria natural que o povo exigisse mais, em busca de sua plena emancipação histórica. 

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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Radicais de extrema-direita judeus atacam base do exército israelense

Uma base do exército israelense fixada no norte da Cisjordânia foi atacada na madrugada desta terça-feira (13/12) por um grupo de 50 colonos e ativistas de extrema-direita. A informação foi confirmada pelas Forças Armadas do Estado judeu.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu condenou os ataques, enquanto Tzipi Livni, líder da oposição, atribuiu ao governo parte da responsabilidade pelo ataque. “Todos os limites foram ultrapassados quando cidadãos israelenses atacam soldados da IDF (Forças Armadas de Israel) (...) Já pedi ao Ministro da Defesa para preparar um plano para cuidar dos rebeldes”, afirmou Netanyahu.

Livni, líder do Kadima, partido de centro-direita, condenou o ataque e disse que qualquer um que comete atos de violência contra o próprio exército faz isso motivado pelo atual clima de discórdia no Knesset (Parlamento de Israel). Para ela, Netanyahu prefere tratar o incidente como uma questão de reforço policial do que um tema ideológico, “já que ele se sente desconfortável ao confrontar seus aliados naturais”.




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sábado, 27 de agosto de 2011

Prédio da ONU na Nigéria é alvo de ataque a bomba

O prédio que abriga escritórios da Organização das Nações Unidas (ONU) em Abuja, capital da Nigéria, sofreu nesta sexta-feira 26 um ataque à bomba. O edifício fica na mesma área da Embaixada dos Estados Unidos. Pelo menos dez pessoas morreram. O crime ocorreu por volta das 11h (7h em Brasília).
Com a explosão, o térreo foi destruído. Não há um número preciso sobre os feridos. A polícia isolou o local e iniciou as investigações. As informações preliminares indicam que a explosão do prédio ocorreu porque um carro-bomba foi estacionado em frente ao edifício. Mas não há detalhes.

Um pouco mais sobre esta notícia na CartaCapital

Leia também, neste caso no Opera Mundi: - Grupo islâmico Boko Haram reivindica atentado na Nigéria.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A paranóia profunda

A atmosfera que se observa nas recentes manifestações de direita não surpreendem ninguém. Em 1964, o historiador Richard Hofstadter publicou um artigo chamado "O Estilo Paranoico na Política Americana", que poderia muito bem ter sido escrito nos dias atuais: norte-americanos na extrema direita, relata o autor, sentem que "o país fora tomado deles, ainda que continuem decididos a recuperá-lo e acabar de vez com a possibilidade de serem dominados pela subversão". Já ouviu isso antes?

Mas, mesmo que o estilo paranoico não seja nenhuma novidade, o papel dos republicanos parece ter se renovado.

Quando Hofstadter escreveu seu livro, a direita não se sentia representada porque os dois principais partidos do país a rejeitavam. Isso mudou com a ascensão de Ronald Reagan: os republicanos passaram a se eleger, em grande parte graças às concessões que abriram aos radicais de direita.

O texto de Paul Krugmann, do The New York Times, está disponível no Terra Magazine.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Arábia Saudita condena à morte mulher acusada de bruxaria

A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) pediu ao rei saudita Abdullah que suspenda a execução de Fawza Falih, uma mulher analfabeta condenada à morte por bruxaria.

A organização afirma que os juízes que a julgaram não lhe deram a possibilidade de provar sua inocência contra acusações absurdas. A HRW afirma que ela foi golpeada e obrigada a firma com seus digitais uma confissão que não pode ler e da qual se retratou.

Fawza foi presa em maio de 2005 e condenada à morte em abril de 2006, por "suposto crime de bruxaria, recurso ao demônio e sacrifício" de animais, segundo informou a Human Rights Watch. Em 2 de novembro de 2007 um farmacêutico egípcio, Mustafa Ibrahim, que trabalhava na Arábia Saudita, foi decapitado após ser considerado culpado de práticas de bruxaria.

Visto na Periferia do Império.