domingo, 17 de fevereiro de 2008

A DESORDEM DA ORDEM ESBARROU NO STJ

Gaspari:

O Superior Tribunal de Justiça rebarbou uma lista de seis nomes enviados pela Ordem dos Advogados do Brasil para o preenchimento de uma vaga aberta na corte. Fez isso com astúcia, dando a impressão de que nenhum doutor do plantel conseguiu o quórum de 17 votos. Foi mais diplomático que o Tribunal de Justiça de São Paulo. No ano passado, ele devolveu, por inepta, uma lista da OAB local. Um de seus candidatos a desembargador havia sido reprovado nove vezes em concursos para juiz de primeira instância. No Rio, há alguns anos, um dos nomes oferecidos pela Ordem anexara documentos falsos ao seu processo.
O que parece ser uma crise institucional entre um tribunal superior e a OAB é mais um episódio de desgaste de uma instituição coberta por glórias de outrora. Houve a Ordem dos Advogados de Vitor Nunes Leal, Miguel Seabra Fagundes e Raymundo Faoro. Sua história confundiu-se com a defesa das instituições, das prerrogativas dos advogados e os direitos dos indivíduos. E só. Seu mérito esteve na militância restrita.
Passou o tempo, e a Ordem acumulou atividades. Tornou-se administradora de imóveis, colônias de férias e mesmo parceira em programas de geração de emprego. Sustentada por contribuições compulsórias dos advogados, ela movimenta mais de R$ 100 milhões por ano e blinda suas contas ao exame externo.
Até aí, sorte do advogados, pois são eles que elegem os dirigentes da OAB nos estados e municípios. O que fazem com os mandatos que recebem é outra questão.
No ano passado, a OAB de São Paulo tornou-se carro-chefe do movimento 'Cansei'. Em Foz do Iguaçu, o presidente da Ordem local classificou de 'violação dos direitos humanos' as filas provocadas pela fiscalização da Receita Federal sobre os muambeiros do pedaço.
Valendo-se do santo nome da Ordem, há doutores que condenam a transposição do rio São Francisco. Podem ter toda razão, mas certamente há muitos outros inscritos na OAB que pensam diferente. O mesmo aconteceu quando a instituição associou seu nome a projetos de reforma política, flertando com os plebiscitos que seriam celebrizados pelo chavismo.
Nos anos 70, Raymundo Faoro reergueu a Ordem centralizando sua ação na defesa do restabelecimento do habeas corpus. Soube, como ninguém, dispensar a toga de Catão de Geladeira, aquele que começa a discursar quando a luzinha se acende.
Em 2005, após a absolvição do deputado cearense José Nobre Guimarães pela Assembléia Legislativa, o presidente da OAB federal classificou a decisão de 'escárnio'. Tudo bem, pois um assessor de Nobre havia sido apanhado com 100 mil dólares na cueca. Contudo, o companheiro fora defendido pelo presidente da Ordem do estado. Havia duas OABs, a escarnecida e a escarnecedora.
Uma Ordem de Advogados não é tribunal de última instância para grandes (e pequenos) itens da agenda nacional. Quando uma guilda assume esse papel, deformam-se os poderes republicanos e acaba-se mal. A marca OAB transformou-se em franquia desconexa. Diluiu sua autoridade, indo a um varejo no qual muitas vezes é confundida com projetos dos profissionais no exercício de mandatos recebidos de seus pares. Há advogados comprometidos com a democracia e o bem público, mas, como em qualquer profissão, há os que nada têm a ver com eles. Francisco Campos, autor da Carta ditatorial de 1937, e Luís Antonio da Gama e Silva, pai do texto do ato institucional nO 5, eram grandes advogados, convencidos de que tinham o melhor a dar ao Brasil. 'Gaminha' chegara a dirigir a Faculdade de Direito de São Paulo.
Se a Ordem não conseguiu fazer uma lista aceitável pelo Superior Tribunal de Justiça, que contrate bons advogados. Até lá, o melhor que se poderia fazer seria anunciar uma recomendação expressa aos titulares de cargos na OAB para que evitem misturar certezas, causas e objetivos individuais com o mandato que a guilda lhes deu. Se a Ordem não fala em nome de toda (ou quase toda) a comunidade de advogados, ouvi-la é perda de tempo.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

O circo vem aí



Artigo de Gilson Caroni, publicado no site Carta Maior.

Incapaz de implementar um projeto de país, a oposição ao governo Lula não se faz de rogada. Descarta qualquer possibilidade institucional de diálogo partidário e abraça, com apoio da grande imprensa, a política miúda. Despe-se de qualquer veleidade republicana, troca o debate público pelos cochichos nos corredores do Congresso e faz da chantagem e dos conchavos golpistas os elementos centrais de ação política.
Para as principais lideranças do PFL (DEM) e do PSDB, o que deve ser preservado é a exclusividade de suas demandas. Ao contrário do que argumenta Arthur Virgílio,em mandado de segurança ajuizado no STF,o que interessa no acesso aos dados sigilosos dos cartões corporativos da Presidência da República não é "a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e entidades da administração direta e indireta" Esse é o pretexto usado pelo senador amazonense, lugar-tenente de FHC. O que se tenta atingir tem profundidade maior.
O que move a CPI dos Cartões é a necessidade de impor uma agenda que tire o foco do aspecto central do momento político: a possibilidade, cada vez mais concreta, de o país, quebrando estruturas antiquadas, entrar completamente na modernidade, aprofundando as transformações sociais que se impõem. O que preocupa, e muito, é uma estratégia governamental que desenvolve cidadania ativa, produz alocação eqüitativa de recursos e promove o controle social do Estado.
Nunca é demais lembrar o que escreveu Marco Aurélio Nogueira, em seu livro " Defesa da Política", publicado em 2001 pela Editora Senac:"a política dos politiqueiros dedica-se a viabilizar aquilo que Gramsci chamava de "pequenas ambições". Trata-se de um tema decisivo. A política não se separa da ambição: quem não aspira ao poder, à possibilidade de influenciar ou à pretensão de assistir ao triunfo de uma causa, não se coloca no terreno da política(...) Como Gramsci observou numa luminosa nota dos Cadernos do Cárcere, a ambição assumiu um significado negativo e desprezível por duas razões principais: porque se confundiu inteiramente a grande ambição com as pequenas ambições e porque a ambição muitas vezes "conduziu ao oportunismo mais baixo, à traição dos velhos princípios e das velhas formações sociais que haviam dado ao ambicioso as condições para passar a um serviço mais lucrativo e de rendimento mais imediato". Subindo ao primeiro plano, as pequenas ambições arrastam consigo as ambições nobres e generosas"
O parágrafo acima enquadra com precisão o comportamento recorrente da direita nativa. Heráclito Fortes, Agripino Maia e Álvaro Dias, entre outros, encenam a opereta do atraso sem qualquer interpretação original. Não são motivados por princípios éticos ou desejo sincero de investigar irregularidades no uso dos cartões. Querem apenas encurralar o governo com uma agenda derrotada. Não praticam a Política Cidadã que visa à ampliação da esfera pública, pelo contrário, se empenham em mantê-la no regaço estreito de uma "democracia de classe média".
Ignoram preceitos regimentais para a a formação do comando de uma CPI e ameaçam obstruir votações no Congresso caso seus pleitos não sejam atendidos. Pretendem, se possível com apoio do STF, impor a ditadura da minoria e, sem qualquer pejo, apresentam-se como " paladinos" do Estado Democrático de Direito.

Quem melhor explicita os objetivos de pequena estatura política é o prefeito do Rio de Janeiro, César Maia( demo do PFL carioca). Em seu boletim eletrônico de 11 de fevereiro, não tergiversa. Mostra qual é a visão de mundo dos que se opõem ao governo: "Os cartões dão um sabor especial em questões de intimidade e privacidade, que sempre tem audiência à vontade. Uma espécie de BBB de pequenas despesas. Mesas de sinuca, churrascarias, bonecos de pelúcia, free-shops, vaidades femininas... já fazem a festa do noticiário. Mas agora ao vivo e a cores. E com mais detalhes, inebriantes."
Textualmente, esse é objetivo da CPI: antecipar o início do reality show global. Conhecem o "anjo" e sabem que serão imunizados. E fazem qualquer coisa para reconquistar a "liderança". O prêmio? Um país sem problemas no balanço de pagamentos e produção industrial crescente. Algo a ser destruído o mais rápido possível.

Quinta coluna



O mensalão existiu
José Eduardo Cardoso, novo secretário-geral do PT, reconhece em entrevista à revista Veja a existência de esquema de cooptação de políticos e diz que o partido precisa retomar a bandeira da ética.
"Vou ser claro: teve pagamento ilegal de recursos para políticos aliados? Teve. Ponto final. É ilegal? É. É indiscutível? É. Nós não podemos esconder esse fato da sociedade".
Saiu na Veja (só para assinantes).
***
Nota do editor: Tudo bem, vamos lavar a roupa suja à luz do sol, mas dar este tipo de entrevista para a Veja? Logo para a Veja?!!!!
Porra, é muita sabujice. Vai ser sincero assim na PQP (perdão, leitores).
(PS: não, não sou assinante do panfletão dos Civita. Não me perguntem como consigo acessar a edição da semana. É melhor não saber).

Popstar



O pré-candidato às eleições norte-americanas Barack Obama nunca esteve nesta cidade portuária na costa oeste do Japão, mas seus habitantes são loucos por ele. Afinal, Obama é também o nome de onde moram. E, por isso, o nome do candidato democrata está espalhado pelas ruas, em placas, hotéis, e até em camisetas, que estão prestes a serem comercializadas.
Mas os cidadãos não parecem muito interessados em política. "Obama fala direito e tem uma voz bonita, então eu quero que ele vá bem. E, claro, nós temos o mesmo nome", diz Seiji Fujiwara, executivo de um hotel e líder de um grupo montado no começo deste mês para apoiar a candidatura de Obama.
Por mais estranho que possa parecer, os líderes de Obama - que significa "praia pequena", em japonês - estão convictos sobre manter contato com o candidato.
O prefeito, Toshio Murakami, mandou ao norte-americano há um ano uma carta com um DVD mostrando a cidade e um guia. Mas ninguém sabe se o pacote chegou, já que até hoje eles não receberam resposta.
As pessoas dessa cidade de 32 mil habitantes dizem que uma possível presidência de Obama poderia aumentar sua fama.
"Nosso reconhecimento vai melhorar e isso pode levar a um aumento do turismo", disse o prefeito.
Saiu no G1.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Bush justifica uso de técnica de interrogatório com suspeitos terroristas

Sex, 15 Fev, 09h30

Londres, 15 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, se referiu aos atentados de Londres de 7 de julho de 2005 para justificar uma técnica de interrogatório de suspeitos terroristas, conhecida como "waterboarding" (afogamento simulado),em entrevista concedida à "BBC".
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Bush disse que a informação obtida de supostos terroristas ajudou a salvar vidas e considerou que os familiares das vítimas daqueles ataques o entenderão.

O método, que causou grande polêmica já que é visto como uma forma de tortura, consiste em pendurar o prisioneiro de cabeça para baixo e descê-lo até o pescoço em um recipiente com água, causando a sensação de sufocamento.

No entanto, o presidente americano disse na entrevista exibida na madrugada de hoje na "BBC World News America", que o "waterboarding" não é tortura e ameaçou vetar o projeto do Congresso que o proibiria.

Acrescentou que seu país atua em virtude da lei para interrogar e obter informação que permita proteger os EUA e outros países.

"Os EUA atuarão dentro da lei. Asseguraremo-nos de que os profissionais têm os instrumentos necessários para fazer seu trabalho dentro da lei", afirmou Bush.

"Alguns dirão que estes terroristas já não são um ameaça real contra os EUA. Eu não estou absolutamente de acordo", disse Bush.

Nos atentados de 7 de julho de 2005 contra três trens do metrô de Londres e um ônibus urbano, 56 pessoas morreram - quatro delas terroristas suicidas - e cerca de 700 ficaram feridas.

Por outro lado, Bush disse que pretende assistir aos Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto, e admitiu que mantém contatos regulares com o presidente da China, Hu Jintao, para pedi-lo que faça um esforço maior em relação à tragédia humanitária de Darfur, no Sudão.

"Vejo os Jogos Olímpicos como um evento esportivo", esclareceu o presidente.

Nos últimos dias, o cineasta Steven Spielberg, vários ganhadores do prêmio Nobel da Paz, atores, esportistas e parlamentares criticaram a China por sua política de apoio ao Governo do Sudão.

EFE

Como se manipula uma notícia

Deu no blog Entrelinhas, do Luiz Antonio Magalhães

A primeira página do Estadão desta quarta-feira, reproduzida ao lado, é um excelente exemplo do uso de imagens com objetivo de manipular o noticiário. A foto dos presidentes Lula e Sarkozy, em cinco colunas, é o elemento mais forte da capa. A intenção, obviamente, é mostrar Lula como um jeca deselegante, que decidiu se encontrar com o francês em mangas de camisa. Já Sarkozy aparece impecável, de terno e gravata. Se o jornal quisesse, poderia ter revelado aos seus leitores exatamente o que aconteceu, a saber: o cerimonial dos dois países acordaram que, em função da altíssima temperatura na Guiana Francesa, os dois presidentes vestiriam trajes informais. Lula agiu de acordo com o combinado, mas Sarkozy decidiu encarar o calor de terno, quebrando o protocolo. Quando Lula puxou o francês para os cumprimentos da população local, sob o sol escaldante, (está registrado na foto interna do jornal), Sarkozy percebeu a bobagem. Voltou para a sombra ensopado e o cerimonial pediu aos fotógrafos que não registrassem a cena. Depois do almoço, seco e refeito, o presidente da França voltou a posar para as câmeras. Sem as devidas explicações, a imagem passa a idéia de que foi Lula quem quebrou o protocolo. E como uma imagem vale mais do que mil palavras, o mal está feito, como provavelmente era a intenção editorial do Estadão.

Crime perfeito



Coluna de Juremir Machado da Silva, publicada no Correio do Povo de 15.02.2008.

Continuo a minha luta napoleônica para desvendar os paradoxos do sistema universitário público brasileiro. Trata-se do crime perfeito. Os mais ricos ficam com a maioria das vagas dos cursos mais valorizados. Eles têm o álibi ideal: o mérito. Mas por que eles são os melhores e não outros? A resposta é uma auto-absolvição automática das elites majoritariamente brancas: nenhum indivíduo isolado pode ser penalizado por acontecimentos históricos. A culpa coletiva e estrutural do passado é rechaçada em nome dos direitos individuais do presente. Os benefícios são mantidos. No paradoxo do crime perfeito a sociedade, incluindo as vítimas, seria beneficiada pela meritocracia, de valor universal e indiscutível.
Nesse crime perfeito, os corpos desaparecem por proliferação. É o efeito denunciado por Jean Baudrillard. São tantos os alijados que eles não têm rosto nem representam um problema particular a exemplo de um indivíduo específico que tenha perdido a sua vaga numa universidade em função de uma política de cotas. Quando os corpos permanecem vivos e se multiplicam, não há cadáver. Por extensão, não há crime. A esquerda é cúmplice desse crime perfeito. Por princípio, ela não pode defender que os ricos sejam obrigados a pagar pelos seus estudos, pois teme com isso favorecer a privatização das universidades públicas. Limita-se a pregar a universalização do ensino público, algo que a elite dominante aceita e empurra para o futuro. É o cobertor curto: se os ricos tiverem de pagar, saem da universidade pública, que corre o risco de se tornar uma favela. Se ficam, não pagam. O paradoxo da esquerda é esperar que a elite altere uma situação que não a incomoda e que lhe traria prejuízos: arcar com a conta inteira.
A perfeição desse crime é tamanha que a esquerda acaba por ajudar a sustentar cursos de universidade pública para ricos, enquanto a universalização não vem, com base num critério, o mérito, pelo qual o privilégio se transforma em direito adquirido. A conivência da esquerda vem de uma chantagem. Sigamos novamente esta pista de um sistema em que os ricos paguem e os pobres não. O contra-argumento imediato é de que se instalaria uma universidade para ricos e outra para pobres, como acontece em boa parte do ensino básico. Por que não se poderá manter um ensino público para pobres do mesmo nível do ensino privado ou público para ricos? Porque sem o interesse dos ricos, cujo poder de pressão e sedução é maior, os governos não teriam como bancar as instituições dos pobres. Sem charme nem recursos, elas seriam desvalorizadas no mercado de trabalho. Golpe fatal. Se os impostos não eliminam pedágios, não seria o caso de impor taxas gradativas nas universidades públicas?
Os ricos adoram dizer que não existe almoço gratuito. Salvo nas universidades públicas, onde estudam sem pagar nos cursos mais procurados. No crime perfeito, não há culpado, a vítima teria vantagens, o cadáver sai andando, o acusador sente-se na obrigação estratégica de não reclamar certas penalidades e a reprodução infinita do ato é considerada uma maneira de evitar um mal maior. Tudo se justifica. Qualquer tentativa das vítimas de virar o jogo resulta num crime imperfeito, passível de condenação imediata. No crime perfeito, o combate à desigualdade concreta é um atentado à igualdade formal. O refém é incitado a contrair a síndrome de Estocolmo.

O roubo do mapa do tesouro da Petrobras

As oportunidades históricas não se repetem. Elas são, como na metáfora política mineira, cavalos encilhados que param diante da porteira. Neles montamos, ou os vizinhos deles se apropriam para o galope. Nesses momentos, nos quais o possível se torna provável, temos que ser particularmente vigilantes. Sem cair na perversão xenófoba do nacionalismo, cabe-nos zelar intransigentemente pelos nossos bens - e nossos segredos. O roubo de documentos da Petrobras, relativos a pesquisas sísmicas realizadas pela empresa, não é mera operação de espionagem industrial. Trata-se da carta do subsolo marinho em grande parte do litoral, com seus recursos minerais, que não se limitam apenas aos hidrocarbonetos. Ao irem além da densa camada de sal, os nossos pesquisadores abriram nova fronteira ao conhecimento do planeta.

O governo deve empenhar-se a fundo, não só a fim de descobrir quem, e como, se apropriou desses papéis, mas também para orientar a Petrobras no sentido de guardar apropriadamente os seus segredos - que são nossos. Cabe a embaraçosa pergunta: se é verdade que o correio entre as plataformas submarinas da Petrobras e os seus escritórios centrais é confiado a uma empresa estrangeira, por que isso ocorre?
Mauro Santayana, no Jornal do Brasil de hoje. Leia todo o artigo aqui.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Enfrentamentos no Panamá deixam pelo menos 473 detidos e nove feridos

Mais de 470 pessoas foram detidas e outras nove ficaram feridas, após dois dias de enfrentamentos em diversas regiões do Panamá entre operários do setor de construção e a Polícia, informaram hoje fontes oficiais.

Um comunicado da Polícia informou a detenção de 473 cidadãos, a maioria do Sindicato Único de Trabalhadores da Construção (Suntracs), que na quarta-feira protagonizou um protesto contra a morte de um companheiro de trabalho, atingido pelas costas por um agente policial na cidade caribenha de Colón.

Os números oficiais, no entanto, não batem com os do Suntracs, que destaca a detenção de pelo menos 550 pessoas, dentre as quais arquitetos e engenheiros.

A nota de imprensa da Polícia indica que os nove feridos nos incidentes ocorridos na Cidade do Panamá e nas províncias de Colón e Chiriquí (oito deles nesta quarta-feira, e um na terça), eram todos membros da Polícia.

Por outro lado, o subsecretário de organização do Suntracs, Luis González, disse à agência Efe que o número de detidos é muito maior, embora ainda se esteja fazendo o levantamento exato.

"Nós não temos números exatos ainda, mas até agora contabilizamos cerca de 550 detidos nestes dois dias, incluindo pessoas que foram tiradas de seus projetos de construção à força, como arquitetos e engenheiros", indicou.

EFE

RELATÓRIO CRITICA MONSANTO E DIZ QUE EMPRESAS PRODUZEM TRANSGÊNICOS PARA VENDER MAIS HERBICIDA

VI O MUNDO:

Segundo os gigantes da agroindústria, tá tudo dominado. Os transgênicos - produzidos a partir de sementes geneticamente modificadas (GM) - aumentam a produção, reduzem o uso de pesticidas e vão acabar com a fome no mundo. Essa é a versão sustentada pelas grandes empresas do setor: Monsanto, Dupont, Syngenta, Groupe Limagrain, Land O'Lakes, KWS AG, Bayer Crop, Takii, Sakata, DLF-Trifolium. Elas venderam mais de 22 bilhões de dólares em sementes em 2006. Você acredita que elas colocam a sua saúde acima do próprio lucro? Você acredita que elas colocam o combate à fome acima do próprio lucro? E o meio ambiente?

Este é um assunto altamente complexo. Eu não entendo nada de agricultura. Sou curioso. Então fui ler o relatório completo do grupo Amigos da Terra, baseado aqui em Washington. A versão deles sobre o uso de transgênicos é influenciada pela oposição dos ambientalistas ao uso das sementes geneticamente modificadas.

De acordo com o relatório, o Brasil é o terceiro colocado no mundo em plantio de transgênicos. O país plantou 11,5 milhões de hectares de soja e algodão transgênicos em 2007, de um total de 64,2 milhões de hectares cultivados. Fica atrás dos Estados Unidos (54,6 de 118,6) e Argentina (18 de 32,3).

A lógica do negócio: as sementes produzem plantas resistentes à aplicação de herbicidas. O agricultor gasta menos tempo e combustível no combate às pragas e pode fazer mais com menos, compensando plenamente o custo maior das sementes.

O relatório afirma que, apesar das promessas milagrosas, as empresas de biotecnologia tiveram sucesso com dois produtos, que aumentaram a tolerância a herbicidas e resistência a insetos.

Isso resultou em um aumento de 20 vezes no uso de herbicidas nos Estados Unidos desde que o primeiro transgênico foi introdudizo no país, em 1995 - a soja que leva o nome de Roundup Ready, da Monsanto.

"Assim como bactéria desenvolve resistência ao uso de antibióticos, as ervas daninhas desenvolvem resistência aos produtos químicos criados para combatê-los", diz o relatório. Em outras palavras, em vez de eliminar as pragas o plantio de transgênicos tem resultando no surgimento e na disseminação de ervas daninhas resistentes. O que faz o agricultor em resposta? Aumenta cada vez mais o uso de herbicidas.

Segundo o relatório, a Monsanto, a DuPont-Pioneer, a Syngenta e a Bayer faturaram 9,4 bilhões de dólares em 2006 vendendo sementes, 41% do total do mercado. "Faz todo o sentido para as companhias produtoras de transgênicos que também produzem herbicidas criar sementes que promovam o uso de seus químicos", diz o relatório.

"A crescente concentração no fornecimento de sementes nas mãos de empresas gigantes de agroquímica e biotecnologia pode resultar numa agricultura químico-dependente, que promove os pesticidas, com todo o impacto negativo que isso pode ter para a saúde humana e o meio ambiente", afirma o relatório. O estudo diz que a concentração também provoca aumento no preço das sementes.

Nos anos 80, os Estados Unidos concederam a primeira patente para uma semente geneticamente modificada. Uma ação contra o patenteamento foi parar na Suprema Corte, que decidiu por 5 a 4 em favor da Monsanto. Quem escreveu a sentença? O juiz Clarence Thomas, ex-advogado da Monsanto. Com isso, a empresa pode processar os agricultores que usam parte da produção para estocar sementes e plantar no ano seguinte por "quebra de patente".

"É claro que os maiores beneficiários das plantas GM nos Estados Unidos foram as corporações que as produzem e vendem, em particular a Monsanto Corporation. O crescente controle da Monsanto sobre o suprimento de sementes, a agressiva investigação e litígio judicial contra agricultores e a impressionante capacidade da empresa de influenciar políticas do governo são os principais resultados da revolução dos transgênicos na agricultura americana. Essa revolução não resultou na melhoria da qualidade da comida, nem no aumento da sustentabilidade, mas na transformação da agricultura em uma indústria concentrada - em que cada vez menos empresas controlam fazendas e fazendeiros", diz o texto.

SOBRE O BRASIL

-- A soja tolerante a herbicidas representa 90% de todo o comércio de produtos geneticamente modificados na América do Sul - mais de 40% no Brasil, cerca de 90% no Paraguai e 100% na Argentina.

-- "Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos mostram que a soja convencional plantada no Brasil teve uma performance melhor que a Roundup Ready [da Monsanto] nos Estados Unidos e 13% melhor que a Roundup Ready plantada na Argentina".

-- Desde a adoção da soja GM no Brasil, em 2004, a colheita para a maioria dos agricultores nos próximos três anos foi "ruim" e a produtividade baixa, especialmente durante secas.

-- Os principais fatores de sucesso dos agricultores têm relação com clima e preço, não com o uso da soja GM.

-- A Embrapa identificou o surgimento de ervas daninhas mais resistentes especialmente no Rio Grande do Sul, onde quase 100% da soja é GM. Pela primeira vez, pesquisadores da empresa submeteram um artigo ao Journal of Environmental Sciences and Health dizendo que quatro espécies de ervas daninhas desenvolveram resistência a herbicidas e concluindo que "isso tem grande potencial de se tornar um problema".

-- De acordo com fontes oficiais do governo do Paraná, o alto custo de plantio e dos herbicidas e a baixa performance da soja GM estão revertendo a tendência em favor dos transgênicos. O secretário da Agricultura, Valter Bianchini, disse que a safra 2006/2007 foi de 53% de soja convencional e 43% transgênica, mas para 2007/2008 deve ser de 60% convencional e 40% transgênica.

O pitbull de Fernando Henrique


Nas imagens acima o criador (FHC) e a criatura (José Anibal).
***
Em disputa tensa, o deputado José Aníbal foi eleito ontem líder do PSDB na Câmara, num resultado que fortalece a candidatura de Geraldo Alckmin à prefeitura de São Paulo. Aníbal derrotou, por 36 votos a 22, o deputado Arnaldo Madeira (SP), que concorria com apoio de aliados do governador José Serra. Reportagem de O Estado demonstra que um fator decisivo para a vitória de Aníbal foi a interferência do governador Aécio Neves. Esquecendo 2010 por um momento, a vitória de Aníbal implica um endurecimento das relações dos tucanos com o governo Lula já em 2008. A senha para a sua candidatura foi uma entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no mês passado a O Estado, em que ele lamentava não ter “alguém como o Arthur Virgílio” na Câmara. Agora tem.
Saiu n'O Filtro da revista Época, sob a responsabilidade de Thomas Traumann.

Reage, porra!!!


Saiu no Conversa Afiada, blog do Paulo Henrique Amorim

PIG: SE LULA NÃO REAGIR, CAI

O golpe do PIG não é contra o Presidente Lula – o golpe do PIG é aquela bala no peito do Presidente Vargas.

Paulo Henrique Amorim

. Se o Presidente Lula não reagir ao PIG, o PIG derruba ele.

. Tem que ser o Presidente Lula, pessoalmente, a reagir.

. Apoiado por uma ação eficaz, destemida para enfrentar, dia-a-dia, cada jornal, cada revista e as Organizações (?) Globo.

. O Governo Lula e o PT estão no poder há cinco anos e dois meses.

. Estava na hora de aprender a enfrentar o PIG.

. Não aprenderam.

. Ao contrário.

. Morrem de medo do PIG.

. Correm atrás dos holofotes da Globo.

. Sonham com uma entrevista à Miriam Leitão na Globo News...

. Quando estão no poder, chamam as avenidas de Jornalista (???) Roberto Marinho, como fez Martha Suplicy em São Paulo.

. O PIG provocará – como fez até agora – uma crise por dia.

. O PIG e seus porta-vozes na Oposição derrubaram a CPMF e vão encontrar uma despesa fatal, insanável na tapioca do Governo Federal.

. E vão derrubá-lo.

. O senador Inácio Arruda, do PCdoB, do Ceará, foi a única voz do grupo político de apoio ao Governo que pôs a mão na ferida: o PIG quer derrubar o Presidente Lula e só o Presidente Lula pode se salvar.

. (Por acaso, o senador tucano filiado ao PT, Eduardo Suplicy, teria coragem de denunciar o papel golpista do PIG ?)

. A “crise, qualquer crise” de cada dia tem a função de minar, todo dia, a capacidade de o Presidente Lula governar.

. Sem a CPMF, como lembra Arruda, o Governo perdeu dinheiro para investir em saúde, no Bolsa Família, em saneamento.

. O que está em jogo não é a sobrevivência política pessoal do Presidente Lula, que um dia vai embora para casa.

. O que está em jogo é um programa de Governo que, finalmente, desde Getúlio Vargas e João Goulart, tomou a decisão de servir aos pobres e, não, aos ricos.

. E por isso, duas vezes, por 61% a 30% Lula derrotou os candidatos do PIG.

. Porque a maioria do eleitorado brasileiro quis que ele governasse para os pobres.

. Ele não foi eleito rei.

. Ele recebeu um mandato do povo brasileiro e tem a obrigação de cumpri-lo – para defender os pobres.

. Como diz Arruda: a CPMF era o único imposto que, de fato, os ricos da Fiesp pagavam.

. Pagavam...

. Se o Presidente Lula e o seu Governo estão preocupados em preservar a sua relação com o PIG – isso é um erro histórico.

. O problema do PIG não é o Presidente Lula.

. O problema do PIG é a renda do pobre crescer mais que a renda do rico.

. O verdadeiro escândalo para o PIG é pobre comprar casa própria, comprar carro, motocicleta, botar o filho na faculdade, andar de avião para ver a família no Nordeste.

. Veja na entrevista o discurso sobre “o escândalo” que o senador Arruda preferiu não fazer...

. O Presidente Lula defende a tese de que o PIG vai se desgastar por si mesmo.

. Não é verdade.

. O PIG tem uma função política – dar o golpe – que, no Governo Lula, só ganhou musculatura.

. Não adianta o Presidente Lula achar que passou a dar mais entrevistas.

. O problema não é estatístico – as entrevistas são como as da Folha: um exercício no pau-de-arara, à espera de que o Presidente da República cometa um erro fatal

. Ou que basta mandar a ministra Dilma Rousseff falar com a imprensa e defender os cartões e o sigilo de algumas despesas.

. Não adianta.

. O sigilo das despesas pessoais e da família do Presidente Lula já foi quebrado e será quebrado repetidamente.

. Será que o candidato a Presidente da República, Arthur Virgilio, em nome do pudor, vai deixar de vazar para o PIG uma informação pessoal, íntima, da família do Presidente Lula ?

. Quanto mais pessoal, mais íntima, melhor.

. Ou deixará de vazar para a imprensa uma informação que de fato comprometa a segurança nacional ?

. Se o Senador Virgilio tiver algum problema de consciência, ele passa para o Rodrigo Maia ...

. A Justiça acaba de punir o deputado Rodrigo Maia, do DEM, e as Organizações (?) Globo por divulgarem uma lista falsa de beneficiários do mensalão. (Clique aqui para ler no portal Vermelho, do PCdoB).

. E daí ? O PIG e a Globo se atemorizam ?

. O papel demolidor do PIG se faz por acúmulo, um dia após o outro – água mole em pedra dura ...

. Até que apareça um vestido azul com a mancha de esperma.

. O presidente Clinton, trabalhista à sua maneira, ou até onde se pode ser trabalhista, nos Estados Unidos, sofreu o mesmo tipo de demolição diária, implacável, desde o primeiro dia de Governo.

. Até que a oposição moveu o processo de impeachment – no segundo mandato – por causa de uma relação amorosa consensual, entre dois adultos.

. Como é que Clinton entrou para a História ?

. Como o Presidente da República que produziu o mais longo período de prosperidade da história americana – crescimento da economia, inflação baixa, juros baixos, geração record de empregos – ou por causa da Mona “Chumpinsky”, como diz o José Simão ?

. O que queria a Oposição ?

. Restaurar a “moralidade pública”, como diz Fernando Henrique Cardoso, esse Tartufo hors-concours ?

(Clique aqui para participar do Festival do Tartufo Nativo)

. A tapioca do presidente eleito José Serra gastou mais do que a do Governo Federal.

. A tapioca do José Serra sacou mais dinheiro na boca do caixa do que a do Governo Federal.

. Clique aqui para ler uma antologia sobre a tapioca do Serra.

. A tapioca do José Serra “comprava” refresco para a Casa Civil numa loja comercial cujas portas jamais se abriram (clique aqui para ver a reportagem de Daniela Paixão).

. O José Serra censura a TV Cultura.

. Clique aqui para ler.

. Vai ter CPI contra o Serra ?

. A TV Cultura vai virar a BBC ?

. Há várias maneiras de reagir ao golpismo do PIG.

. Clique aqui para ler o que disse Marilena Chauí sobre os erros do Governo Lula no “causaéreo”.

. Clique aqui para ler o verbete “causaéreo”, uma singela homenagem do Conversa Afiada à colonista Eliane Cantanhêde.

. A pior maneira de reagir ao PIG é a do Presidente Lula: trancar-se no Palácio, sentar em cima das mãos, e esperar o Auro de Moura Andrade declarar a “vacância” do cargo.

. O PIG não é um problema do Presidente Lula.

. O PIG é uma ameaça à estabilidade institucional e à defesa dos pobres.

. O golpe do PIG não é contra o Presidente Lula – o golpe do PIG é aquela bala no peito do Presidente Vargas.

Fetiche de taura

A polícia do condado de Cumberland, no estado americano de Maine, está procurando um homem de bigode que obriga mulheres sozinhas a parar seus carros em rodovias da região. Quando elas param, ele se exibe vestindo roupas íntimas femininas, cinta-liga e uma bota preta de cano alto.
Desde o começo do ano passado, já houve seis relatos de ataques do bigodudo. O incidente mais recente foi no último domingo (10). Os episódios ocorreram na área de Standish a Buxton.
O xerife Mark Dion afirmou que, embora o comportamento do sujeito não configure crime no que diz respeito à vestimenta, o fato de ele parar carros em rodovias e ter como alvo mulheres sozinhas é preocupante.
Segundo o policial, as mulheres têm de desviar dele para evitar o susto.
Deu no G1.

Não estranha se te tranformares numa abóbora, ou numa barata.

O Conselho Nacional de Biossegurança, composto por 11 ministros, aprovou ontem, por 7 votos a 4, a comercialização de milho transgênico (produzido pela Monsanto e pela Bayer). O milho é o terceiro produto agrícola transgênico liberado no Brasil, juntando-se à soja e ao algodão. Os quatro votos contrários à liberação foram do ministro da Saúde, do secretário da Pesca, do ministro do Desenvolvimento Agrário e do secretário-executivo do Meio Ambiente. Votaram a favor os representantes dos ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento, das Relações Exteriores, Ciência e Tecnologia, Defesa, Justiça e Casa Civil.

Mesmo com a oposição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), o Conselho decidiu liberar as variedades Liberty Link e MON 810, solicitadas pela Bayer e pela Monsanto, respectivamente. As duas foram recentemente proibidas em países da Europa, como França (2008), Austria (2007) e Hungria (2006). A Anvisa e o IBAMA argumentaram que os estudos apresentados pelas empresas quanto à toxicidade e alergenicidade foram completamente inadequados e insuficientes para garantir a segurança destes produtos para a saúde humana. Além disso, advertiram que não estão garantidas as condições para impedir a contaminação das variedades tradicionais ou crioulas de milho e que não foram realizados estudos de impacto ambiental no Brasil. Fonte: RS Urgente.

Som, fúria e desídia

A disputa entre governo e oposição sobre o comando da CPI dos Cartões parece mais um capítulo da novela das briguinhas intermináveis entre petistas e tucanos, mas, infelizmente, afeta a vida da Dona Maria. Como explica o editorial de ontem do jornal Valor “Pode-se esperar muito som e fúria no Congresso este ano, mas não o bastante daquilo para o qual ele foi criado: trabalho legislativo. 2008 tem mais dias úteis que qualquer outro ano em muito tempo e nem por isso os parlamentares labutarão mais. Há eleições municipais, o que praticamente encerra o expediente no Congresso em junho e, depois, a corrida dos dois últimos meses do calendário para votar às pressas algumas dezenas de projetos. A expectativa com a possibilidade de votação de reformas importantes nunca foi tão baixa. (...) A pasmaceira legislativa ameaça o futuro. Se 2008 for um ano perdido, 2009 marcará o início da campanha eleitoral pela sucessão presidencial. Todo o segundo mandato de Lula, neste sentido, terá sido um desperdício de tempo precioso”. Saiu n'O filtro, da revista Época, sob a responsabilidade de Thomas Trautmann.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

MINISTROS DO STF, EXCLUSIVO: SIGILO PARA FHC, NÃO

Paulo Henrique Amorim

Máximas e Mínimas 942

. O Conversa Afiada perguntou aos Ministros do Supremo Celso de Mello e Marco Aurélio de Mello: “O senhor é a favor de quebrar o sigilo do cartão corporativo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ?”

. Leia a resposta do Ministro Celso de Mello:

" Tenho salientado, em decisões proferidas no STF, que um dos vetores básicos que regem a gestão republicana do poder traduz-se no princípio constitucional da publicidade, que impõe transparência às atividades governamentais e aos atos de qualquer agente público, inclusive daqueles que exercem ou exerceram a Presidência da República. No Estado Democrático de Direito, não se pode privilegiar o mistério, porque a supressão do regime visível de governo compromete a própria legitimidade material do exercício do poder. A Constituição republicana de 1988 dessacralizou o segredo e expôs todos os agentes públicos a processos de fiscalização social, qualquer que seja o âmbito institucional (Legislativo, Executivo e Judiciário) em que eles atuem ou tenham atuado. Ninguém está acima da Constituição e das leis da República. Todos, sem exceção, são responsáveis perante a coletividade, notadamente quando se tratar da efetivação de gastos que envolvam e afetem a despesa pública. Esta é uma exigência de caráter ético-jurídico imposta pelo postulado da moralidade administrativa."

. Leia a resposta do Ministro Marco Aurélio de Mello:

“Sim, a regra é a mesma.”

. Celso de Mello e Marco Aurélio de Mello deram uma entrevista à Folha (clique aqui para ler) e o tratamento que o jornal deu à entrevista dava a entender que os dois eram a favor da quebra de sigilo apenas para o Governo do Presidente Lula.

. Vê-se que essa não é a opinião dos Ministros Celso de Mello e Marco Aur.

EXTREMAMENTE RELEVANTE

Mulher liga 700 vezes para bombeiros em busca de sexo

Uma mulher polonesa, que reclama de longa abstinência sexual, pode ser condenada à prisão após fazer 700 ligações para serviços de emergência, quartel do exército e conselho da cidade solicitando um homem para que pudesse ter finalmente relações sexuais.

Segundo o jornal The Sun, Hanna Wozniak, 42 anos, da cidade de Koszalin, pode ficar presa até um ano. Quando a polícia rastreou suas inúmeras ligações feitas a partir de sua casa, ela explicou: "Eu estava desesperada por sexo. Faz muito tempo desde que tive alguém em minha cama".

A polícia da cidade informou que ela está sendo indiciada por desperdiçar o tempo dos serviços de emergência e fazer ameaças pelo telefone dizendo a telefonistas que ela começaria um incêndio se isso significasse que teria um bombeiro "forte" por perto para ter sexo depois.

"Este tipo de comportamento é estremamente irresponsável", disse um porta-voz da polícia.

Redação Terra

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Demarcação de território

Artigo de Juremir Machado da Silva, publicado no Correio do Povo de 10 de fevereiro de 2008.

”Há quem jure que estou implicando com os pobres dos brancos. Na verdade, eu só estou numa fase infantil. Tenho mil perguntas para fazer. Exemplos: por que os desfiles de 7 de setembro e de 20 de setembro acontecem no Centro de Porto Alegre e o Carnaval foi escondido no Porto Seco? Por que o acampamento dos gauchinhos, com seus cavalos, gaitas e outros ruídos, mesmo durando umas três semanas, é no Harmonia, enquanto as escolas de samba se apresentam lá longe? Por que não unificar todos os nossos desfiles no Porto Seco? Por que Porto Alegre é uma das poucas capitais brasileiras que afastou completamente o Carnaval do Centro da cidade? Respostas, por favor.
A ditadura militar brasileira escondeu as universidades públicas na periferia. Os estudantes faziam muito barulho no centro das metrópoles. A maioria das grandes cidades brasileiras orgulha-se do Carnaval, um dos nossos melhores produtos de exportação. Será que Porto Alegre se envergonha do seu Carnaval? Unificar os nossos desfiles no Porto Seco seria muito vantajoso: gaúchos do Interior e estudantes de bairros chiques aproveitariam para conhecer a vida na periferia da capital gaúcha. Funcionaria como uma expedição antropológica. No Centro de Porto Alegre pode-se marchar a pé ou a cavalo. Mas não se pode sambar. Será que é por causa da nossa histórica falta de jogo de cintura?
A turma do 20 de Setembro comemora uma guerra que perdemos em cujas batalhas os negros iam na frente como bucha de canhão. Um bom enredo para uma escola de samba, em parceria com algum piquete gauchesco, seria a Batalha de Porongos. Lembram-se da Batalha de Porongos? É uma história edificante e dramática do final da Revolução Farroupilha. Cerca de cem homens do corpo de lanceiros negros, integrantes das tropas de David Canabarro, foram massacrados, de mãos livres, pelas forças de Francisco Pedro de Abreu. Uma carta do Barão de Caxias avisava Francisco Pedro de que tudo havia sido combinado com Canabarro para que os negros estivessem devidamente desarmados no momento do ataque. Não é carnavalesco?
Ensina muito sobre o Brasil. A guerra estava no fim. O acordo já estava costurado. A questão essencial era: o que fazer com os negros? Eles queriam liberdade. Isso provocaria um movimento abolicionista no Império inteiro. Não seria um bom negócio. Os brancos temiam que os negros formassem bandos de malfeitores. Por que será que os brancos sempre temem que os negros se tornem bandidos? Resultado genuinamente nacional: a autenticidade da carta foi contestada. O Império, feita a paz, arquivou o processo contra David Canabarro. Todas as nossas práticas de hoje já estavam perfeitamente desenvolvidas nesse episódio. Não dá samba? Por que não existem dezenas de filmes e centenas de livros sobre Porongos? São temas conhecidos, mas explorados com estranho comedimento.
A Batalha de Porongos e as degolas recíprocas da Revolução Federalista (1893-1895) são os acontecimentos mais extraordinários da história do Rio Grande do Sul. Hollywood já teria feito uns 15 épicos com esse material nebuloso e instigante. As degolas poderiam ser tratadas como um método ecológico, limpo, revolucionário e barato de eliminar adversários. Será que continuamos querendo esconder Porongos e as degolas como estamos fazendo com o Carnaval do Porto Seco? Ou estou ficando louco?”

Em vez de jantar com o "DONO" da Vale Lula devia ter reestatizado a empresa

Depois de absurdamente vir ao Rio jantar com o presidente da monopolizada e privatizada Vale (que era monopolizada mas pertencia ao povo), Lula afirmou: "Ficarei neutro no caso da venda da Xstrata à Vale".

Um presidente da República não pode ficar "neutro" em coisa alguma, principalmente quando a Vale, privatizada-doada com dinheiro do BNDES, se volta para investimentos no exterior, onde está sua "inspiração". Leia mais na Tribuna da Imprensa.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Prévias do PT/POA

Flávio Koutzii não será candidato à vice-prefeito

A coluna de Rosane de Oliveira (jornal ZH) de ontem especulou sobre uma possível candidatura de Flávio Koutzii (na foto durante a inscrição da candidatura de Miguel Rossetto às prévias do PT da capital) ao cargo de vice-prefeito de Porto Alegre - caso a deputada Maria do Rosário saia vencedora da prévia petista a realizar-se em março. O ex-deputado petista indignou-se com a 'cogitação' e assim manifestou-se:

- Foi uma falta de respeito e de escrúpulos de quem fez essa especulação no partido, porque ninguém falou comigo sobre essa hipótese e, se falasse, eu não aceitaria porque estou comprometido com a candidatura de Miguel Rossetto.

Flávio Koutzii, como é sabido, não concorreu concorreu à reeleição para deputado estadual 'porque estava desencantado com o rumo que o PT tomou no país a partir de 2005 e não está em busca de cargos'. Nestas prévias, Koutzii é um dos principais coordenadores da campanha de Miguel Rossetto, representando a tendência petista 'Esquerda Democrática'.

Do Blog do Júlio Garcia

Semanais em queda, Carta Capital foi a unica a subir, diz Marplan

BLUE BUS:

Uma pesquisa do instituto Marplan tornada publica na semana passada indica queda no numero de leitores na maioria das semanais. Na Veja, o recuo foi de 9%, na Exame, de 7%. As baixas foram mais expressivas na Época (-15%), Istoé (-18%) e Istoé Dinheiro (-34%). Segundo a pesquisa, apenas a Carta Capital subiu, a alta foi de 15%. O levantamento refere o periodo de outubro de 2006 a setembro de 2007.

FHC, agente da CIA

Os americanos não estavam jogando dinheiro pela janela. Fernando Henrique já tinha serviços prestados. Eles sabiam em quem estavam aplicando sua grana. Com o economista chileno Faletto, Fernando Henrique havia acabado de lançar o livro "Dependência e desenvolvimento na América Latina", em que os dois defendiam a tese de que países em desenvolvimento ou mais atrasados poderiam desenvolver-se mantendo-se dependentes de outros países mais ricos. Como os Estados Unidos.

Montado na cobertura e no dinheiro dos gringos, Fernando Henrique logo se tornou uma "personalidade internacional" e passou a dar "aulas" e fazer "conferências" em universidades norte-americanas e européias.

Era "um homem da Fundação Ford". E o que era a Fundação Ford? Uma agente da CIA, um dos braços da CIA, o serviço secreto dos EUA.Leia mais na Tribuna da Imprensa.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Cartão corporativo, sim

Luis Nassif:

É uma bobagem essa história de que cartão do governo federal é corporativo e do governo de São Paulo não é. É evidente que existe cartão corporativo em São Paulo. A não ser que se acredite que a conta da Secretaria de Segurança em uma churrascaria – mencionada na reportagem da “Folha” – tenha sido com cartão para gastos com abastecimento de veículos.

Cartão corporativo é instrumento válido. Aliás, Ministros, Secretários de Estado, têm que dispor de verba de representação. Inclusive para comprar roupas apresentáveis, pagar contas de convidados especiais e tudo mais. São despesas inerentes ao cargo.

Como o nome cartão corporativo virou palavrão, vem-se, agora, com essa bobagem de que um tipo de cartão é corporativo outro não.

Provavelmente os gastos da Secretaria de Segurança nem devem ser gastos ilegítimos. Mas essa mediocridade do “jornalismo tapioca” criou isso, de mudar o nome do cartão, para separar alhos de bugalhos – sendo que tudo é a mesma coisa.

"TAPIOCA" DO SERRA TEM COCADA

Paulo Henrique Amorim

Máximas e Mínimas 925


. O presidente eleito José Serra diz que não tem uma “tapioca”, mas "um sistema eletrônico para realização de despesas do dia-a-dia".

. O Secretário da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, diz que 90% dos gastos da “tapioca” do Serra foram em "vale transporte".

. Uma análise PRELIMINAR da tapioca do Serra revela, porém:

. Gasto de R$ 111,20 no Bom Baiano, uma loja de doces. Deve ser em cocada...

. R$ 269 no Mundo das Cozinhas.

. R$ 85 no Flash Audio Games.

. R$ 90 no Bia Games (em que será que o Governo Serra joga tanto ? Será o "Counter Strike" ?

. R$ 219 na Tapeçaria Dois Irmãos. (Deve ser a reforma do Palácio Bandeirantes.)

. R$ 460,52 na Billar & Billar. (Êpa ! O que será isso ?)

. Tem R$ 147 na Recanto do Fazendeiro.

. Uma funcionária da Secretaria da Saúde gastou R$ 5.910 no aluguel de um carro no dia 18/05/2007. Num dia ??? Será que ela foi a Zurich ? Será que ela alugou uma daquelas ambulâncias do Serra ?

. E o MAIS GRAVE: outra funcionaria da Secretaria de Saúde fez ONZE SAQUES ACIMA DE 200 MIL REAIS E UM SAQUE ACIMA DE 190 MIL REAIS !!!

. Será que é em "Vale Transporte" ?????

. Isso não merece uma CPI ?

SEGURANÇA DE FHC COMPROU 67 TAPIOCAS EM GASOLINA NO MESMO DIA

LUIZ CARLOS AZENHA:

Eduardo Maximiano Sacilloto Filho é segurança do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O ex-presidente tem direito a usar um cartão corporativo do governo. Vou começar implicando com o próprio Portal da Transparência. Eu não acho que o nome de um funcionário de um ex-presidente do Brasil deveria ser divulgado na internet.

Explico o motivo: segurança pessoal e nacional. Um governante tem muitos inimigos em potencial. E se o serviço secreto de algum país quiser recrutar um espião? O Brasil vai facilitar assim o trabalho deles? Sei que você deve estar rolando de gargalhar a essa altura. E dou razão a você, leitor. Afinal, FHC ia assinar aquele contrato entregando o controle de um pedaço do Brasil aos Estados Unidos, naquele famoso acordo para alugar a base de lançamentos de Alcântara, no Maranhão.

Mas já que o governo permite que a gente bisbilhote, o leitor Emílio foi lá bisbilhotar e me deu o caminho das pedras. Há muitas coisas curiosas: o segurança de FHC encheu quatro tanques de gasolina no mesmo dia, no mesmo posto de gasolina, o Auto Posto Higienópolis, bem pertinho da minha casa. Será que a Folha de S. Paulo vai perguntar a FHC o motivo para tamanho consumo de combustível no mesmo dia. Será que foram quatro carros diferentes? Será que o segurança usou o cartão corporativo para encher o tanque do próprio carro? Foram 561 reais no mesmo dia, ou seja, com esse dinheiro dá para comprar 67 tapiocas de R$ 8,30.

Eu também recebi a comparação dos gastos em cartões corporativos entre o governo Serra e o governo Lula.

Espero que desta polêmica resultem regras de transparência que sejam aplicáveis em todos os poderes da República, com o devido sigilo para proteger o atual e ex-presidentes da República.

Passei o dia de hoje esperando que a Folha de S. Paulo entrasse no assunto. Os dados estão à disposição de qualquer um. Porém, a farra dos cartões, pelo jeito, só tem alcance federal. Nao existe farra estadual. Nem municipal.

Quatro tanques de gasolina em um dia só? Será que a Folha vai pedir explicação a FHC? Duvido. Esta é uma crise federal com data de validade, ou seja, só conta a partir do dia em que FHC voltou a ser meu vizinho.

Olhem só a capa da FolhaOnline neste momento: a crise é só do Lula. Não é implicância, nem tentativa de defender o governo. É aquilo de que falo aqui quase todo dia: dois pesos, duas medidas. Tratamento desigual para iguais. Ou propaganda política disfarçada de Jornalismo.

Lembrem-se das crises de 2006: primeiro saia na capa da Veja, depois o Jornal Nacional aplicava uma dose de esteróide na matéria da Veja, na noite de sábado. E a bola rolava a semana toda, até a próxima capa da Veja.

São Paulo gasta R$ 108 mi com cartões corporativos

Carmen Munari

Os gastos com cartões de débito do governo do Estado de São Paulo, no ano passado, somaram mais da metade das despesas totais com cartões corporativos e cheques efetuadas pelo governo federal. Totalizaram R$ 108,3 milhões em São Paulo frente a R$ 177,5 milhões na União.

Do volume de desembolsos do governo paulista, os saques em dinheiro ¿os de mais difícil fiscalização ¿ atingiram R$ 48,3 milhões, o que significa 44% das despesas com cartão no Estado. O levantamento sobre as despesas com cartão no primeiro ano do governo José Serra (PSDB) foi realizado pela liderança do PT na Assembléia Legislativa por meio do Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária (Sigeo).

"Além do alto volume de despesas pagas com cartão, os saques diretos também são suspeitos. Pagar com o próprio cartão é melhor, o controle é maior", disse o líder do PT, Simão Pedro. O deputado também critica o número de servidores autorizados a utilizar os cartões: 42 mil.

Os cartões corporativos utilizados pelo governo Lula estão no foco de denúncias que apontam uso irregular por ministros e seguranças que atendem familiares do presidente. As acusações derrubaram a ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, na semana passada, e o Planalto anunciou medidas para coibir o mau uso. Agora as denúncias atingem o governo Serra.

Saúde
Os dados da liderança petista indicam que a secretaria da Saúde paulista liderou os gastos com cartão no ano passado, atingindo R$ 32 milhões. A secretaria também foi a que mais efetuou saques em dinheiro (R$ 17,3 milhões). Na sequência vêm as secretarias da Educação, com gastos totais de R$ 30,4 milhões, e da Segurança Pública, com R$ 24,4 milhões. Nesta secretaria, os saques somaram R$ 14 milhões.

A Assembléia Legislativa gastou R$ 118 mil, um dos menores valores da pesquisa. E mesmo em secretarias com gasto baixo, como é o caso da Casa Civil (R$ 619 mil), grande parte foi realizada por saques (R$ 408 mil).

De 2006 para 2007, as despesas totais com cartões em São Paulo subiram 5,82%. No ano anterior, o crescimento havia sido de 23%. Simão Pedro disse que agora a liderança está passando um "pente fino" nos números para identificar o detalhamento das despesas, mas apenas um funcionário da liderança tem senha e treinamento para acessar o programa.

O Sigeo é de difícil operação, o que praticamente impede o acesso aos cidadãos paulistas. Também não traz especificações que possam dar detalhes das despesas. No caso do governo federal, um site que descreve os gastos com cartões, inclusive estabelecimentos comerciais, tem livre acesso na Internet (www.portaltransparencia.gov.br).

Sobre a chance de uma CPI, o deputado disse que não vê indício de crime ou fraude, e afirmou que há chances mínimas de emplacar uma comissão de investigação em São Paulo uma vez que Serra tem maioria na Assembléia. Setenta dos 94 deputados apóiam o governo estadual, nas contas do líder.

Enquanto isso, há dois pedidos de CPI para investigação dos cartões federais tramitando no Congresso, um deles apoiado pelo próprio governo e outro de autoria de um deputado tucano.

São Paulo não explica valores
O governo de São Paulo prestou esclarecimentos sobre o mecanismo de utilização dos cartões, mas não deu informações sobre o volume de gastos e nem sobre seu crescimento. Esclareceu em nota que não trabalha com cartões de crédito e sim de débito.

"Os cartões de despesa são na modalidade débito, portanto, atrelados ao limite de despesa fixado pelos órgãos. Cada cartão é emitido para apenas um tipo de despesa. O cartão utilizado para compra de combustíveis, por exemplo, não pode ser usado para envio de correspondência. O sistema não aceita a transação", afirma o governo paulista.

Alerta ainda que secretários não possuem cartões e que os servidores não os utilizam para gastos pessoais. Informa que o sistema realiza despesas "do dia-a-dia, como compra de combustíveis, peças para automóveis e suprimentos de informática, conforme legislação de 1968 e decreto de 2000".

Diz ainda que as secretarias com maior gasto (Saúde, Educação e Segurança Pública) são "justamente as que se destacam na prestação de serviços diretos ao cidadão e precisam manter as maiores estruturas". Em todos os casos é obrigatória a apresentação de notas fiscais.

Reuters

Propriedade Social

Ao se acrescentar ainda a ausência da regulação do tempo de trabalho (48 horas semanais, férias, descanso semanal, feriados) e de medidas de aposentadoria e pensão, o tempo de trabalho podia equivaler a mais de 5.500 horas de trabalho por ano. Com o desenvolvimento urbano e industrial protagonizado desde a década de 1930, parte dos ganhos de produtividade foi carreada para a nova propriedade social. Em conseqüência da difusão da titularidade dos novos proprietários, tornou-se possível reduzir o peso do trabalho heterônomo (realizado em troca de uma remuneração pela sobrevivência) para um quinto do tempo de vida. Isso porque o ingresso no mercado de trabalho foi postergado para os 15 anos de idade, após o acesso ao ensino básico, enquanto a saída para a inatividade se deu a partir da contribuição por 35 anos ao fundo previdenciário. Contando com a duplicação da longevidade da vida ao longo do século 20 (de 35 para 70 anos), percebe-se que o desenvolvimento nacional permitiu à propriedade social alargar o tempo de vida, bem como direcioná-lo à sociabilidade moderna, com mais educação, saúde, consumo e investimento humano. No limiar do século 21, com a perspectiva de elevação da longevidade de vida para acima dos cem anos de idade e a profunda ampliação da produtividade do trabalho, especialmente do trabalho imaterial, abrem-se oportunidades inéditas de o desenvolvimento fortalecer ainda mais a nova propriedade social. Seus detentores possuem cada vez maior influência sobre as decisões públicas e privadas nacionais, como no caso dos fundos de aposentadoria e pensão, FGTS, FAT, entre outros. Tudo isso motiva preparar, em novas bases, as ações estratégicas para o desenvolvimento brasileiro de longo prazo. Para quem vai viver cem anos, com a intensificação da produtividade, ampliam-se as possibilidades de ingresso no mercado de trabalho após os 25 anos de idade -conforme já ocorre para os filhos dos ricos no país-, assim como o tempo de trabalho em menor escala, contando com o seu exercício em diversas modalidades e cada vez mais distante do local de trabalho tradicional. Se, tecnicamente, já é possível, por que não convergir para as condições estruturais necessárias para que isso realmente venha a ocorrer? Somente com a promoção do desenvolvimento nacional os brasileiros universalizarão as possibilidades de acesso à nova propriedade social.

O que está acima é parte de texto de Márcio Pochmann, publicado na Folha de São Paulo (para assinantes), e reproduzido, vejam só, no Depósito do Maia. É. Aquele Maia mesmo...
O texto completo, então, no Depósito do Maia.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Cocaína cresce no mundo

Alguns números a respeito da cocaína no mundo. Os EUA eram o maior consumidor per capita da droga: 2,3% da população a consome. Hoje, é a Espanha: 3% da população. Em Madri, o quilo de cocaína sai por 43.900 dólares. Em Nova York, por 26.000; em Los Angeles, por 14.600.

Na Itália, em 2005, 1,1% da população consumia pó; hoje, 2,1%. O consumo triplicou na França entre 2000 e 2005, está hoje em 0,6% da população. Entre 1998 e 2006, dobrou no Reino Unido. Cheiram 2,4% dos adultos. (Sim, o Reino Unido também ultrapassou a marca norte-americana.)

O motivo é a valorização do euro. Partindo da América Latina, narcotraficantes começaram a investir pesadamente no mercado europeu, que paga mais caro. Estão, literalmente, criando mercado onde não havia.

O resultado da cocaína é que está nascendo um processo para lavagem de euros que não havia. O país em que mais notas de 500 euros circulam, não à toa, é a Espanha. São notas raras, até por se tratar de uma soma que se paga, normalmente, com cartão de crédito, cheque ou transferência bancária. Quem precisa andar com grandes quantidades de dinheiro vivo, no entanto, dá preferência a elas. Naturalmente.

Os euros em dinheiro são trazidos de volta para o continente sul-americano e, em geral, trocados por casas de câmbio. Países envolvidos? Colômbia, Peru, Chile e Brasil.
Do Weblog do Pedro Dória.

Os burocratas do horror

A cena foi “uma das mais duras e vergonhosas vistas em Israel na história recente”, no dizer de um editorial do jornal Haaretz.

Os meninos palestinos Ahmed Samut, de dois anos, e Sausan Jaafari, de nove, foram com os pais ao posto de fronteira de Erez, na última terça-feira. As duas famílias de Gaza precisavam entrar em Israel porque os meninos, que sofrem de gravíssimos problemas cardíacos, tinham cirurgia marcada num hospital israelense – que oferecera a operação de graça para eles. Numa decisão absolutamente desumana, as autoridades no posto impediram que os pais das crianças entrassem em Israel, por serem jovens demais – perfil característico dos terroristas palestinos, segundo os critérios israelenses. Apenas Sausan e Ahmed tiveram permissão para passar.

Os meninos foram tirados dos braços de seus pais e tiveram de cruzar sozinhos o posto de fronteira, situação que causou estupor em Israel. O Haaretz chamou essas normas de “decreto do mal”, por razões que a história acima deixa mais do que óbvias. “A imagem das crianças andando sozinhas em seu caminho para a apavorante cirurgia deve reverberar de uma ponta do país à outra. Deve perturbar todos os israelenses, não importa sua coloração política. Todos os pais de Israel devem se colocar no lugar desses desafortunados pais”, disse o jornal.

Além disso, o fato de um hospital israelense oferecer a cirurgia para os meninos palestinos não deveria ser motivo de “orgulho desmedido” por parte de Israel, afirma o editorial. “No atual estágio do cerco imposto a Gaza, Israel tem enorme responsabilidade moral pelo bem-estar e a saúde dos sitiados.”

E o texto do jornal faz uma crítica categórica ao principal argumento de Israel quando se trata de medidas duras contra os palestinos: a segurança. “Israel está tomando o nome da segurança em vão. Nenhuma consideração dessa natureza desculpa o fechamento de fronteiras para os pais de crianças doentes, que não são suspeitos de nada e que não têm permissão para entrar simplesmente porque são jovens. A administração tem instrumentos suficientes para abrir exceções (...). Os pais de Sausan e Ahmed têm o direito humano básico de acompanhar seus filhos no mais difícil momento deles.”

Esse episódio pode levar a perturbadoras conclusões. A principal delas é que a burocracia israelense, no que diz respeito aos palestinos, está tomada daquilo que Hannah Arendt qualificou de “banalidade do mal”, isto é, quando os valores morais estão de tal maneira invertidos que fazer o mal torna-se a norma a ser seguida, e não a exceção a ser combatida. Os burocratas israelenses que determinaram o absurdo da situação de Sausan e Ahmed provavelmente não acreditam ter feito nada de mais, uma vez que humilhar os palestinos se tornou a lei, e não humilhá-los significaria ir contra a lei. Diante desse contexto, é preciso dizer com todas as letras: a conciliação entre israelenses e palestinos depende da renúncia dos palestinos ao terror, mas passa, também, por uma revisão moral por parte de Israel, cada vez mais isolado em seu imenso castelo de certezas.


Do Marcos Guterman, no Estadão Online, via Weblog do Pedro Dória.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Formas aparentemente cômicas, e bizarras de maltratar uma mulher...

Um alemão obeso de 50 anos foi condenado a cinco anos de prisão no país por sentar sobre sua mulher e matá-la por esmagamento.

A audiência de Hildesheim, ao sudoeste da Alemanha, considerou o homem, cuja identidade não foi divulgada, culpado de graves lesões físicas com conseqüência de morte.

O acusado, que no momento do crime pesava 128 quilos, reconheceu durante o processo que tinha tido uma forte discussão com sua esposa e que se sentou em cima dela quando ela estava caída no solo, embora tenha negado qualquer intenção homicida.

A mulher fraturou 18 costelas ao ser esmagada por seu marido e morreu em decorrência dos graves ferimentos internos sofridos poucas semanas depois, após uma dolorosa agonia, afirmaram os peritos que estudaram o caso.


Notícia completa no Yahoo!


PIG governa o Governo Lula

(...)

. O Estadão, por exemplo, nas páginas de hoje, 05 de fevereiro, DEFENDE OS INTERESSES NACIONAIS AMERICANOS CONTRA OS INTERESSES NACIONAIS BRASILEIROS.

. O que já é um hábito – a elite branca do Estadão sempre preferiu a Metrópole.

. Diz o Estadão na primeira página e na capa da Economia: “Produto brasileiro dribla embargo da ONU e chega ao Irã via Dubai”.

. A reportagem é assinada por Jamil Chade, que se especializou em defender interesses não-brasileiros.

. Vender por triangulação a países sob embargo é mais velho do que andar para frente.

. Perguntem à França, à Suíça, Japão, Inglaterra como se faz isso.

. Pergunte a empresas americanas como é que se faz isso.

. Como faziam no Iraque, no tempo de Saddam Hussein ...

. E a China ?

. Será que a China não vende nenhum relógio “suíço” ao Irã ?

. E a Rússia ?

. Que só falta vender bomba atômica ao Irã ...

. O Brasil vende a Dubai carne a açúcar e o comércio bilateral é de US$ 2 bi, diz o Estadão.

. O que o Estadão quer ?

. O Estadão dá razão à Irlanda, o país que liderou o boicote à carne brasileira na União Européia.

(Clique aqui para ler “Pecuária brasileira vai arrasar a européia”)

. Dizem o Estadão e o mesmo colonista: “Na Irlanda, total rejeição à carne do Brasil”.

. E o subtítulo: “Falta de reação do Governo brasileiro ao embargo fortaleceu imagem ruim do produto”.

. Imagem ruim do produto ?

. Quer dizer que a carne brasileira não presta ?

. Isso é uma revelação muito importante.

. Suspeita-se que todas as churrascarias do Brasil serão contaminadas pela “imagem ruim” do produto e agora, aos domingos, os brasileiros tomarão cerveja com BRIOCHE !

. Enquanto isso, o Governo Lula pensa que está numa democracia e deixa o PIG, um partido político, governar o Brasil.

O texto completo sobre PIG e o governo Lula, você pode conferir no Conversa Afiada.

Super-terça, enquanto ninguém está olhando...

Em 2006, o USA Today mostrou, em uma matéria que fez bastante furor, que a National Security Agency (NSA) norte-americana estava, desde 2001, espionando todas as comunicações telefônicas e de internet nos EUA _ com o auxílio gracioso das companhias de telecomunicações. Ocorre que isso é ilegal, e provavelmente, inconstitucional.

Há previsão legal para coleta de dados telefônicos, como por exemplo o Foreign Intelligence Surveillance Act of 1978, uma legislação que estabelece como a inteligência norte-americana pode coletar informações referentes a governos estrangeiros em território sob controle dos EUA. As coletas são autorizadas por uma Corte, porém esta Corte é secreta, e a única informação pública disponível sobre seu funcionamento diz respeito ao número de coletas autorizadas.

O FISA, porém, foi modificado pelo Patriot Act em 2001, de forma a possibilitar a coleta de informações que não digam respeito apenas a governos estrangeiros mas também a organizações terroristas _ bem vagamente definidas. Novas atualizações do FISA ocorreram em 2006 (Terrorist Surveillance Act) e em 2007 (Protect America Act).

(um excelente timeline mostrando como os EUA vão se tornando, paulatinamente, um Estado de Vigilância Nacional pode ser encontrado aqui).

Tudo isso causou uma enorme confusão legal. Em janeiro do ano passado, o Presidente Bush declarou que ia voltar a ser bonzinho e desistir dos poderes que lhe permitem vigiar os telefonemas alheios quando eles expirarem, voltando a pedir autorização à corte do FISA.

Em todo caso, em novembro do ano passado a Câmara dos Deputados norte-americana aprovou o Responsible Electronic Surveillance that is Overseen, Reviewed, and Effective Act of 2007 (RESTORE Act), cujo objetivo declarado é fazer voltar o Estado de Direito à questão da vigilância sobre as telecomunicações nos EUA.



Há mais no Hermenauta.


CIA admite uso de técnica de afogamento em interrogatórios

Em pronunciamento durante uma audiência no Senado americano, Hayden disse que a prática foi adotada há cinco anos e, depois, não foi mais usada.

Na polêmica técnica, o prisioneiro é deitado e um pano é colocado em sua boca ou um pedaço de plástico colocado sobre seu rosto. Os interrogadores jogam então água sobre o rosto do prisioneiro.

Segundo James Coomarasamy, correspondente da BBC em Washington, esta é a primeira vez que uma autoridade do alto escalão do governo americano revela quando e em quem a técnica foi utilizada.



Notícia completa na BBC Brasil.


terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Gato vira fotógrafo na Alemanha



A foto acima foi tirada pelo gato Fritz. Confira a notícia no G1.

O enigma dos microblogs

Os blogs são a representação máxima da democratização de expressão na internet. Qualquer pessoa, munida de um computador, pode ter o seu.

No início eles eram meros diários, registrando o dia-a-dia de seu autor. Mas de alguns anos para cá os blogs tornaram-se uma ferramenta de comunicação poderosa, capaz de atrair grandes audiências e influenciar o que é publicado na mídia tradicional. Também entraram para a rotina das empresas, que hoje têm nos blogs um canal de comunicação com voz humana para conversar com seus clientes, funcionários e fornecedores. Hoje existem mais de 70 milhões de blogs em atividade, e mais 120 000 são criados a cada dia. Agora, uma versão compacta desse fenômeno da comunicação está ganhando força na web: os microblogs. Em mensagens curtas, de até 140 caracteres, os microblogueiros tentam essencialmente responder à seguinte pergunta: O que você está fazendo? As postagens podem ser enviadas e lidas pela web, por programas de mensagens instantâneas (MSN Messenger) ou pelo telefone celular, e em geral são triviais. Versam sobre o cardápio do almoço ou sobre a demora na sala de embarque do aeroporto. Ninguém sabe muito bem para que servem os microblogs nem se eles um dia darão dinheiro (vários blogueiros vivem de atualizar seus sites). Mas o fenômeno já se espalha pela rede, e até mesmo as empresas estão aderindo a esse novo formato de comunicação.

A principal ferramenta do gênero é o Twitter, criado na Califórnia por um grupo de amigos interessados em compartilhar suas rotinas -- um deles, Evan Williams, foi o criador do Blogger, maior serviço de publicação de blogs do mundo, hoje parte do Google. Os microblogs têm uma característica em comum com as redes sociais, como Orkut e Facebook. No Twitter, cada usuário tem uma rede de amigos, que recebem automaticamente as postagens de seus contatos. Os primeiros a se entusiasmar com o novo sistema de publicação foram os luminares do Vale do Silício, sempre dispostos a tentar a última novidade digital. Depois o Twitter conquistou adolescentes em busca de diversão. Hoje, quase dois anos depois de lançado, o serviço já conta com quase meio milhão de adeptos -- e o número não pára de crescer. Um levantamento recente da empresa de pesquisas Forrester Research indicou que 6% dos internautas americanos adultos acessam o Twitter. "A chave dessa tecnologia é conectar a tela do computador a outra tela, a do celular", diz Peter Kim, analista da Forrester e ele próprio um microblogueiro. "O lado social da computação é uma das chaves do sucesso desse tipo de serviço."



Texto completo no saite da INFO Exame.


Eu tenho medo do Twitter

Nos últimos seis dias, 0 jovial Saskuna dedicou 18 preciosos momentos de sua caminhada neste planeta azul para contar, através de micro-relatos, o que andava aprontado no momento.

Já sei que ele trabalha, tem muito sono (provavelmente porque trabalha) e dores de cabeça. Não deu para inferir mais nada com essas informações, mas com boa vontade até que dá para traçar um perfil, mesmo que fajutíssimo.

Desde que decidi espiar o Twitter , com fins profissionais (é sério, estou fazendo uma matéria sobre isso) e levada, naturalmente, por uma curiosidade besta, confesso que ainda não me encantei com a ferramenta. Mas já que muita gente boa está apostando fichas altas na geringonça, quem sou eu para duvidar...

Há pouco li um artigo ressaltando as possibilidades de uso jornalístico desse misto de rede social, microblogging e (perdoem-me, eu ainda não viciei na coisa) falta do que fazer. O autor se chama Nico Luchsinger e o texto, muito bom, está em inglês.

Este texto continua no blog Jornalismo Cordial.



Internet Segura? - 2

Novo cabo se rompe e deixa países sem web



MUMBAI - Um terceiro cabo submarino se rompeu, disse nesta sexta-feira a operadora indiana Flag Telecom, depois que problemas perto do Egito nesta semana dificultaram o acesso à internet em parte do Oriente Médio e da Ásia.

A Flag, subsidiária da segunda maior operadora de celulares da índia, a Reliance Communications, afirmou em comunicado que seu cabo Falcon foi cortado a 56 quilômetros de Dubai, em um trecho entre os Emirados Árabes Unidos e Omã.

"O navio de reparos foi notificado e espera-se que ele chegue no lugar nos próximos dias", disse a Flag, acrescentando que está trabalhando para restabelecer os circuitos de clientes.

Cabos submarinos de comunicação foram cortados na costa do Egito na quarta-feira, afetando o acesso à Internet na região do Golfo e no sul da Ásia e forçando provedores a redirecionar o tráfego.

Da INFO Exame.


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Botando o bloco na rua

O carnaval do Rio de Janeiro é muito mais do que só a Marquês de Sapucaí. A cada esquina você encontra um bloco diferente, com gente bonita, música de qualidade (ok, nem sempre), e muita animação. A coluna desta semana é dedicada àqueles que gostam de um bom carnaval de rua. Sou daqueles que deixa para decidir tudo em cima da hora, por isso sempre acabo escrevendo os meus artigos de dicas sobre datas especiais faltando apenas uma semana pra que elas aconteçam. Foi assim com o post sobre o reveillon no meu blog e assim será com este artigo sobre o carnaval aqui n´O Pensador selvagem.

O que notei pela quantidade de pessoas que acessaram os meus posts sobre o reveillon é que eu não sou o único procrastinador por aqui. Faltando apenas uma semana para a virada, umas 250 pessoas por dia estavam acessando o blog, desesperadas, com medo de ficar em casa, sozinhas, assistindo ao Reveillon do Faustão.

Sempre viajei no carnaval, geralmente para o litoral norte do Rio de Janeiro, mas esse ano não sairei da Cidade Maravilhosa, estarei ocupado organizando a minha mudança de apartamento. Mas não estou reclamando, afinal opções por aqui é que não faltam.

Peço desculpas, mas não vou falar sobre desfiles na Sapucaí. Se você quiser saber sobre isso, entre no site da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba). O tema do meu artigo de hoje são os blocos de carnaval, que lotam as ruas da cidade e fazem a alegria dos turistas e dos cariocas.

Carnaval do Rio de Janeiro no Pensador Selvagem.

Carnaval na Alemanha: Aí Despe, Aqui Veste

O carnaval mais famoso da Alemanha é comemorado em Colônia e recebe turistas de muitos países vizinhos como Bélgica, Holanda e Inglaterra.

Começa na quinta, “o dia em que as mulheres teem o poder”. Elas saem de tesoura - é isso mesmo, de tesoura na mão - e cortam um pedaço da gravata dos homens nas ruas e escritórios, como que tirando a “força masculina”. O ato simboliza a emancipação da mulher e, a meu ver, este é um corte “no símbolo fálico”. Homens de negócio na quinta feira já colocam mesmo uma gravata surrada para ser depenada no dia e engravatados turistas têm poucas chances de escaparem ilesos: serão vítimas das tesouras.

Também nesse dia os homens são alvos das mais diversas brincadeiras, como por exemplo nas comemorações internas lá do meu trabalho, quando os homens presentes foram submetidos a “tarefas” determinadas pelo mulheril.

Mais observações sobre este Carnaval alemão, no Pensador Selvagem.

Lactobacilos bêbados

Certo carnaval em Florianópolis: A Ilha da Magia, eu vi um drink chamado “Lactobacilos Bêbados“. Eu já estava bem bêbado, mas parei na barraquinha só para provar.

Eu gostei do drink e achei o nome bem criativo. Então saí a caça da receita mas não achei. Então aí vai a receita q eu lembro + ou - de cabeça:

Lactobacilos Bêbados
1 dose de vodka para dois potinhos de Yakult
canela a gosto
leite condensado (esse ingrediente eu não lembro se fazia parte do drink)

Bata tudo no liquidificador (a mulher da barraquinha fazia um monte de uma vez) e adicione cubos de gelo ao servir

Contribuição do blog Filósofo de Boteco, nesses dias de Carnaval.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Entre as cem maiores economias mundiais, 51 multinacionais, 49 Estados nacionais.

Assim começa o primeiro capítulo de um livro que acaba de ser lançado na Itália pela editora Adelphi, de autoria do jurista Guido Rossi, professor da Universidade de Milão, e intitulado Mercado d’Azzardo, mercado de azar.

A tese central do livro, a desenvolver uma análise bem documentada e profundamente aguda, é de que somente a lei pode salvar o capitalismo. “Não surpreende, nesta altura – escreve Rossi – que a capitalização da Bolsa chinesa tenha ultrapassado o Produto Interno Bruto do país, e que entre as dez sociedades mais capitalizadas do mundo três sejam chinesas.” E logo adiante: “As corporações são os verdadeiros protagonistas da cena econômica contemporânea (...) e sancionam a divisão do mundo entre ricos e pobres: 93% das 200 principais sociedades pertencem a sete países”.
Os grandes grupos internacionais integram um sistema de troca paralela, acima do mercado e da lei. As bolsas são cassinos e o capitalismo financeiro funciona a seu talante com o beneplácito, mais, a submissão da política. Neste quadro, traçado com raro brilho e fluência, teriam de ser encarados desenvolvimentos da situação global que julgamos meramente políticos, na acepção tradicional.

Situações, por exemplo, como a da Itália, a correr o risco do retorno de Silvio Berlusconi e dos seus aliados da direita. Ou da França, entregue a Sarkozy. Quem sabe houvesse condições para repensar no declarado passamento das ideologias, desejado, anunciado e assentado pelos conservadores. Mas deus mercado também significa deus dinheiro, e diante dele a política cai em genuflexão. Quem reage, até a favor da sobrevivência do capitalismo pelos caminhos de uma lei internacional a ser cumprida à risca, milita do lado oposto. Seria esta a idéia de uma nova esquerda? Do blog de Mino Carta.

Gelando a cerveja na porta USB


Em um dos posts de hoje, há um gadget que é um mini microondas. Para combinar com o forninho, que tal esse freezer cuja alimentação de energia é feita pela porta USB? Aí o "serviço de alimentação" no PC fica completo. :-)

Brincadeiras à parte, o mini freezer funciona em PC, Mac, Xbox, PlayStation 2 e no PS3. Bebida com video-game é mesmo uma combinação irresistível. O aparelho pesa 362 gramas e mede 20 x 9 x 9 cm.

O preço da comodidade de um refrigerador portátil? US$ 33,00 (R$ 58,75), neste site. Achou que vale a pena?

Blu-ray conquista 94,9% das vendas no Japão

O formato para DVDs de última geração Blu-ray, liderado pela Sony, varreu seu rival HD-DVD no mercado japonês das gravadoras de vídeo, uma vantagem que pode ser definitiva na guerra global da imagem de alta definição. O porta-voz da Sony, Masayo Endo, explicou que os discos Blu-Ray dominaram o mercado japonês no mês de dezembro, com 94,9% das vendas.

Com esta vitória, as empresas aliadas a este sistema de armazenamento de dados, principalmente a Sony, Panasonic e Sharp, deram mais um passo para que o Blu-ray se converta no formato padrão para os DVDs de última geração. Para enfrentar essa concorrência, a Toshiba e a NEC vem dando grandes descontos para fazer o formato HD-DVD deslanchar.

Esta notícia continua no Terra.

A derrocada do capitalismo e o fim dos jornais

"De acordo com o Instituto Verificador de Circulação (IVC), a tiragem dos 93 jornais filiados ao IVC cresceu 11,8% em 2007. São 4,1 milhões de exemplares por dia. ­ O crescimento é bastante significativo ­ declara Ricardo Costa, diretor-geral do IVC. ­ Os números contradizem todas as apostas de que os jornais acabariam. O aumento foi cerca de 80% superior à alta de 6,5% em 2006, onde a média de circulação diária era de 3.705.849 exemplares. Para o diretor-geral do IVC, além da conjuntura econômica favorável, houve mudanças gráficas, criação de novos cadernos e campanhas para atrair um número maior de leitores." Fonte: Jornal do Brasil de hoje.