segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Brasil negocia fim de restrição de viagem a soropositivos
"A Aids não é uma doença que se transmite pelo ar, como a Sars. Portanto, não há motivos para que as restrições existam e a Aids não pode ser tratada como apenas uma questão de segurança nacional", afirmou Mariangela Simões, diretora do Programa de Combate à Aids do Ministério da Saúde. Ela será a escolhida para liderar o processo na OMS relacionado especificamente à entrada de turistas em países. O governo filipino será o coordenador do grupo que irá debater a questão da entrada de imigrantes.
"A idéia é que recomendações sejam apresentadas em seis meses para que o tema seja levado à Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU)", contou Mariangela. No total, 72 países, entre eles o Brasil, não aplicam restrições. Mas outros 62 países não autorizam vistos de residente para soropositivos.
Escondendo (de novo) o padre Júlio
Postado por Luiz Weis em 22/2/2008 às 7:53:17 AM
Toda hora, ou quase, a mídia dá motivo para se condená-la por acusar aos berros e se retratar aos sussurros.
Nesse sentido, o modo como a Folha tratou o caso do padre Júlio Lancelotti merecia ser ensinado nas escolas de jornalismo – como um exemplo a não se imitar.
No domingo, 28 de outubro, o jornal deu na primeira página:
“Ex-interno diz que fazia sexo por dinheiro com padre” [ver aqui].
Na quinta-feira, 8 de novembro, a mesma Folha – mas nunca, jamais, onde já se viu, na primeira página – noticiou a conclusão da polícia de que “padre Júlio sofreu extorsão”.
A omissão, contrastando constrangedoramente com a apelação anterior, foi registrada neste blog [ver aqui].
Para explicar a disparidade de tratamento, o jornal poderia alegar, forçando a barra, que a conclusão policial não seria necessariamente o fecho do caso, apenas uma etapa no processo de esclarecimento dos fatos. Afinal, informava a matéria, “o inquérito será analisado pelo juiz Júlio Caio Farto Sales”, que “poderá pedir novas investigações, caso considere as provas insuficientes".
Hoje, reincidente, alegaria o quê? Em oito linhas praticamente caíndo de uma página interna do caderno Cotidiano, o jornal dá que “o Ministério Público de São Paulo considerou o padre Júlio Lancelotti vítima de extorsão” e que “a condenação deve sair na semana que vem”.
Fácil imaginar o que a Folha faria se o Ministério Público considerasse que não houve extorsão nenhuma na história – e que o religioso, como o jornal proclamou naquele domingo de outubro, o dia em que mais vende, de fato pagava por sexo com um ex-interno, segundo acusação deste.
E a azeitona nessa empada podre é que a notícia de hoje na Folha chegou atrasada: as conclusões do Ministério Público já estavam ontem no Estado.
sábado, 23 de fevereiro de 2008
O que engana bem nos EUA ...
Não há dúvida: o New York Times estaria de acordo com tudo isso. Como esquecer sua valente posição quando Bush/Cheney/Rumsfeld se preparavam para ir à guerra? Ou o apoio servil à Bush, não só da rede Fox, mas de todos os canais de televisão, sem exceção? Ou o terrível Tony Blair castrando uma BBC domesticada, despedindo seu presidente e seu diretor-geral, porque de vez em quando ela refletia as opiniões da maioria dos cidadãos, que eram incondicionalmente hostis à guerra?
Tariq Ali na Carta Maior.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Pedro Simon defende fim do bloqueio contra Cuba
- O Congresso norte-americano, na última terça-feira, pediu ao governo o fim da política punitiva dos EUA contra Cuba - ressaltou o senador dizendo que a imprensa norte-americana também constata o fracasso das tentativas de derrubar Fidel Castro.
Na opinião do parlamentar, o Brasil pode desempenhar um papel importante na distensão das relações entre o regime cubano pós-Fidel e o governo dos Estados Unidos. Nesse sentido, Simon sugeriu que o assunto seja discutido no Parlamento do Mercosul - que se reúne em Montevidéu, em março.
O senador, ao mesmo tempo, apelou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está na Argentina, para que debata a questão com a presidenta Cristina Kirchner. Outra proposta de Pedro Simon, debatida no plenário, durante apartes dos senadores Heráclito Fortes (DEM-PI), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, e Cristovam Buarque (PDT-DF), foi uma reunião com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.
O juiz, a polícia e o malandro
Roberto Schuman *
Um flagrante da crônica policial durante o carnaval é a prova eloqüente de que a polícia do Rio de Janeiro não trai mesmo a origem. O policial com farda (militar) ou sem farda (civil) não se comporta como guardião da cidadania. Talvez não conheça esse conceito. Talvez o despreze. Essa, enfim, é a polícia que a sociedade brasileira criou, voltada originalmente para reprimir a população mais pobre. Tem esse sentido o texto escrito pelo juiz Roberto Schuman, 31 anos, da 2ª Região do Tribunal Regional Federal. É inspirado na experiência que ele viveu, na noite da segunda-feira de carnaval. Mesmo depois de se identificar, foi tratado por policiais civis como um marginal. Em seguida, algemado e empurrado para dentro de um camburão. “Confesso que saí do camburão me sentindo como um trapo, um lixo, em relação à minha cidadania e à minha condição funcional”, escreveu o juiz aos amigos. Ele mesmo encontrou a foto de um de seus algozes no site da Polícia Civil. Nela, o policial Cristiano Carvalho Veiga da Mouta recebe do chefe da Polícia Civil, Roberto Hallak, o diploma de conclusão de um curso de Operações Especiais. Os policiais, de ouvido em ouvido, contam outra versão. Mas o que o juiz narra é exatamente o que a população conhece. Não parece invenção e, muito menos, mera coincidência. Se isso ocorre com um magistrado, talvez só reste constatar: “Pobres dos pobres!” (Mauricio Dias)
Segunda-feira de carnaval. Saí de casa por volta das das 22 horas para encontrar a namorada na porta do Circo Voador, na Lapa. Ao chegar, deixei o táxi ao celular, para tentar localizá-la. Além de tênis, bermuda e camisa, usava um chapéu, desses vendidos em todos os cantos da cidade a 5 reais. Presente da namorada. Coisa de mulher.
Atravessei a rua e quase fui atropelado por um camburão, luzes e lanternas apagadas, com a inscrição Core (Coordenadoria de Recursos Especiais, unidade especial da Polícia Civil do Rio). No mesmo momento, o motorista gritou: “Ô, malandro!” Assustado, dei um pulo para a calçada, pedi desculpas e virei as costas, ainda ao celular.
Percebi, então, que a viatura andava ao meu lado, com três policiais de preto. E escutei, em alto e bom som: “Saia da rua, seu malandro e bêbado!” Neste momento, reagi. Isso não é jeito de tratar as pessoas na rua. “Não sou bêbado nem malandro. Se vocês não estiverem em operação, está errado andarem com essa viatura preta e apagada, pois quase me atropelaram e vão acabar ferindo alguém!”
Foi a oportunidade que queriam. Os homens de preto desceram da viatura: “Ô, malandro, tu é abusado e tá preso”. Ato contínuo, diante da voz de prisão, estendi os dois braços para ser algemado. Pergunto ao mais novo dos três, que estava completamente alterado: “Qual o motivo da prisão?” Resposta: “Desacato”. Insisto: “O que os senhores entendem por desacato?” Resposta: “Até o DP a gente inventa, se a gente te levar pra lá”.
Percebi a gravidade da situação e disse: “Estou me identificando como juiz federal e minha identificação funcional está dentro da minha carteira, no bolso da bermuda”. Imediatamente, o policial novinho, que se identificou como André e no DP disse ser Cristiano, meteu a mão no meu bolso, pegou a minha carteira e a colocou em um dos bolsos de sua farda preta. Então, o impensável aconteceu! Disseram: “Juiz federal é o c... Tu é malandro e vai para a caçapa do camburão”.
Fui atirado na mala do camburão como bandido, algemado, com o celular no bolso. Os três policiais do Core diziam que, no máximo, eu deveria ser “juiz arbitral ou de futebol”. Temi pela vida. Por incrível que pareça, veio-me aquela frase de Dante, da obra Divina Comédia: “Abandonai toda esperança, vós que entrais aqui”.
Sem perder as esperanças, mesmo algemado, peguei o celular do bolso e liguei para a assessoria de segurança da Justiça Federal. Informei a situação, bem baixinho. Que não sabia se seria levado ou não ao DP. Pedi para acionar a Polícia Militar e localizar a viatura do Core que circulava pela Lapa comigo algemado.
Após o telefonema, disse-lhes uma única coisa, ainda na viatura. “Vocês estão cometendo crime.” Eles zombaram aos risos: “Juiz federal andando com esse chapéu igual a malandro. Até parece. Se você for mesmo juiz, a gente vai chamar a imprensa, pois juiz não pode andar como malandro”.
Na delegacia, as gracinhas dos policiais continuaram: “Olha o chapéu do malandro”. Já me sentindo em segurança, revidei. “Vocês querem que eu tire o chapéu e vista terno e gravata?” O fato é que, na presença do delegado, as algemas foram retiradas. Vinte minutos depois, um dos policiais de preto veio ao meu encontro: “Excelência, desculpas. Nós agimos mal, podemos deixar por isso mesmo?”
Respondi: “Primeiro, não me chame de excelência, pois até há pouco eu era malandro. Segundo, não. Não pode ficar por isso mesmo. Como é que vocês tratam assim as pessoas na rua, como se fossem bandidos? Terceiro, vocês três não honram a farda que vestem. Quarto, desde a abordagem policial, agi apenas como cidadão e fui desrespeitado. Depois de ter me identificado como juiz federal, fui ainda mais ofendido. Logo, houve um crime de abuso de autoridade seguido de outro de desacato.
O circo foi montado pelo próprio agente Cristiano, que ligou do interior do DP para os repórteres, de forma incessante. Talvez temesse que ele e seus dois colegas de farda preta fossem presos por mim no interior do DP. Decidi não fazê-lo, porque em nada prejudicaria a instauração de procedimento administrativo na Corregedoria da Polícia Civil, bem como a ação penal por abuso de autoridade e desacato, sem mencionar o dano à minha pessoa, como cidadão e magistrado.
“Se como juiz federal fui ameaçado por três homens de farda preta com pistolas automáticas, algemado e jogado como um bandido na mala de um camburão, simplesmente por tê-los repreendido, de forma educada, como convém a qualquer pessoa de bem, o que aconteceria a um cidadão desprovido de autoridade e conhecimento dos seus direitos?”
De minha parte, duas coisas estão claras. Não permitirei nada passar em branco, pois são fatos sérios e graves que partiram daqueles que têm o dever de zelar pela segurança da sociedade. E, no próximo carnaval, não usarei o presente da namorada, o tal chapéu. É perigoso. Pode ser coisa de malandro.
*Cidadão e juiz federal no estado do Rio de Janeiro
Dinheiro traz felicidade, certo, mas também passa rapido
Todos aqueles que acreditam que dinheiro nao traz felicidade acabam de sofrer duro golpe. Estudo divulgado no mês passado nos EUA pela National Academy of Sciences mostra que quanto mais caro é o produto que experimentamos, maior também é a sensaçao de felicidade que sentimos. 22/02 Luiz Alberto Marinho
Os participantes do tal estudo tiveram sensores conectados aos cérebros e foram instruídos a tomar um gole de 5 taças de vinho diferentes. Detalhe - cada garrafa tinha um preço distinto, variando de USD 5 a USD 90. Cada vez que um sujeito bebia da taça abastecida com o vinho de USD 90, os sensores captavam significativo aumento de atividade na parte do cérebro responsável pelas sensaçoes de prazer. Isso acontecia mesmo quando a cobaia humana era enganada e tomava o vinho de USD 5 pensando que bebericava o exclusivo vinho de USD 90. Ou seja, o prazer resultava mesmo da experiência de consumir algo muito caro e nao da qualidade do vinho em si. 22/02 Luiz Alberto Marinho
A conclusao da pesquisa é que os consumidores correlacionam preço a qualidade. Além disso, vivenciam uma sensaçao de felicidade por ter em maos um produto caro, porque acreditam que isso faz delas pessoas melhores. Em outras palavras, elas querem mais do que têm porque querem ser mais do que sao. Entretanto, a sensaçao de felicidade obtida pelo consumo de um produto caro e exclusivo dura pouco. Os sensores ligados aos participantes da pesquisa mostraram que apenas poucos segundos depois de degustar o vinho de USD 90 o prazer voltava aos níveis normais. Isso provavelmente explica a dinâmica do consumo compulsivo que afeta certas pessoas - para essa gente, a compra tem efeito semelhante ao das drogas, bebida ou cigarro. 22/02 Luiz Alberto Marinho
A moral dessa história é que o dinheiro pode sim trazer felicidade. Mas ela é efêmera. A verdadeira felicidade, essa nao se compra.
22/02 Luiz Alberto Marinho
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Deputado israelense culpa homossexuais por terremotos
"O Talmud nos ensina que uma das causas dos terremotos é a homossexualidade", disse Shlomo Benizri, um dos 12 deputados do partido Shass, referindo-se ao livro que reúne a tradição oral religiosa judaica.
O Knesset legalizou o homossexualismo em 1988 e nos anos seguintes diversas leis passaram a reconhecer os direitos dos homossexuais.
"Deus disse que sacudiria o mundo 'para despertar-vos se menearem vossos genitais' onde não tenham que fazê-lo", afirmou Benizri em uma comissão parlamentar que estuda medidas para proteger o país dos tremores.
Israel sofreu uma série de terremotos nos últimos meses, o último deles na sexta-feira passada, de 5 graus na escala Richter.
O Vale do Jordão, o Mar Morto e, mais ao sul, o deserto de Arava e o Mar Vermelho se encontram sobre a falha sírio-africana, local de freqüente atividade sísmica.
Deputado quer tornar caveira e farda preta do Bope patrimônios culturais do Rio
Estudo mostra que empresário não reduz preço com o fim da CPMF
O que era uma suspeita se confirmou. O fim da CPMF não produziu a alardeada redução de preços para os consumidores. Ao contrário do que afirmava a oposição no Senado, os preços subiram, aumentando o lucro das indústrias e empresas, como foi demonstrado por um estudo do professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marcos Cintra, publicado na Folha de S. Paulo. “O fim da CPMF foi uma reforma tributária invertida, um Robin Hood às avessas: tirou dos pobres para dar aos ricos”, afirma a senadora Ideli Salvatti (PT-SC).
Ao fazer um cruzamento entre o impacto do fim da cobrança da alíquota de 0,38% sobre as movimentações financeiras com a inflação medida em 42 setores da economia, Cintra colocou por terra a tese de que o fim do tributo traria ganhos aos consumidores. Ledo engano. Cintra comprova que a extinção da CPMF não causou qualquer impacto positivo na economia do País. “Se o argumento defendido pelos empresários e pela oposição fosse verídico, de que a CPMF aumentava em 2% os preços nos setores de bens de serviço, o povo já estaria sentido o impacto positivo da medida, especialmente com preços mais baixos”, sustenta Ideli.
Os cálculos realizados também por especialistas da área econômico-tributária mostram uma inflação crescente nos preços desses 42 setores pesquisados. Os únicos beneficiados com o fim da CPMF foram as empresas, que tanto lutaram pela derrubada do tributo e que hoje podem comemorar o aumento de suas margens de lucro. “Setores como eletroeletrônicos, indústria automobilística, farmacêutica, transportes e serviços pessoais tiveram aumento, ao invés da queda dos preços tão defendida pelos empresários e pela oposição, que usaram este argumento para derrubar a CPMF”, diz Ideli. “Em todo o debate o que mais se ouviu falar, pela oposição, era que a população teria um benefício imediato, mas isto não aconteceu até agora”.
Para Ideli, está evidente que a conta será paga pelos menos favorecidos, pois serão os que mais vão sofrer com a extinção do imposto. A CPMF financiava a Saúde, Previdência e a Assistência Social, por meio de programas como o Bolsa Família.
Mesmo sem os R$ 40 bilhões arrecadados pela CPMF que, neste momento, passam a engordar os lucros das empresas e das indústrias, o governo não irá abrir mão de seu projeto de crescimento sustentável com inclusão social, ressalva a senadora. “Aliás, o governo comemora o crescimento na economia e reitera o compromisso de manter os projetos assistenciais. Com isso, programas de inclusão, como o Bolsa Família, continuarão ajudando mais de um quarto da população brasileira, representada pelos 11 milhões de famílias que recebem o benefício”, afirma a líder do PT no Senado.
Esse programa obteve bons resultados em diversos estados brasileiros, como o suscitado pelo professor de economia da Universidade Federal de Alagoas, Cícero Péricles de Carvalho. Ele fez um estudo publicado pela revista inglesa The Economist sobre o impacto positivo do Bolsa Família na economia familiar alagoana, considerada uma das mais pobres do Brasil.
O professor destacou que o benefício concedido pelo programa gerou uma explosão no consumo de bens duráveis, como eletrodomésticos e móveis. E o aumento desses bens foi comprovado ano passado pelo estudo realizado pela FGV, com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios – PNAD, que mostra o aumento da renda da família brasileira. Um estudo da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), das Nações Unidas, também indicou que durante o governo Lula, com suas políticas de inclusão, milhares de brasileiros subiram da classe D para a C. Na prática, a sociedade de consumo aumentou.
O dado mais importante a ser avaliado, no entanto, é que houve em Alagoas a inclusão de mais brasileiros no mercado de consumo, beneficiados com programas antes financiados com os recursos da CPMF. “O discurso dos que defendem o fim da CPMF deveria ter sido o seguinte: ‘vamos tirar dos pobres para dar aos ricos, mesmo que a grande maioria da população, infelizmente, ainda não possua conta corrente”, diz Ideli. Para a senadora, a sociedade vai continuar esperando a queda nos preços que ocorreria imediatamente após o fim da cobrança da CPMF, como prometeram alguns líderes empresariais, sob o argumento de que o tributo estava com sua data vencida, tinha desvio de finalidade e era utilizado para o superávit primário do governo.
“Mas os preços não caíram como os empresários e a oposição prometeram e a rubrica dos recursos que financiavam a saúde, a previdência e a assistência social, agora, é do lucro privado”, diz. Para completar, afirma Ideli, a CPMF era um importante instrumento para rastrear e punir a ação de sonegadores de todos os matizes. De empresários inescrupulosos a traficantes de drogas.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
E agora, Mané?
Britto disse à jornalista gaúcha que estava em São Paulo “colocando a gravata” para ir ao escritório da Claro, onde será anunciado oficialmente como vice-presidente. O convite teria sido feito antes do Carnaval.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Sacanagens globais

Na semana passada, os vários telejornais da TV Globo fizeram alarde com um vídeo em que alunos da Universidade de Ciências Informáticas (UCI) de Havana aparentemente criticam duramente o regime cubano e o socialismo. Reproduzindo acriticamente o noticiário estadunidense, a ex-toda poderosa TV Globo informou que dois universitários teriam sido presos logo após a difusão do “incidente”. No seu afã anticomunista, ela sequer conferiu as fontes. “O vídeo, de quase uma hora de duração, mostra o desencanto da juventude”, decretou.
Na verdade, o episódio ocorreu em 19 de janeiro e só agora foi amplificado e manipulado pela mídia hegemônica. Tratou-se de uma reunião do presidente do Assembléia Nacional, Ricardo Alarcón, com os alunos da UCI, um projeto avançado de informatização do país. O vídeo não foi feito às escondidas, como insinua a TV Globo, mas sim transmitido livremente para os dez mil estudantes da escola. Ele retrata um debate natural, democrático, entre os jovens e o deputado, no qual são feitas críticas às dificuldades de Cuba – coisa comum de se ouvir nas ruas desta nação rebelde e irreverente. Não há qualquer repressão ou demonstração de “desencanto da juventude”.
Manipulação e silêncio criminoso
A mentira da TV Globo é tão grotesca que ela nem divulgou a entrevista de Eliécer Ávila, o tal universitário preso, que apareceu recentemente, livre e faceiro, zombando das manipulações da mídia. Num outro vídeo, que a Rede Globo não transmitiu em horário nobre, o aluno afirma que o encontro com Alarcón tratou dos problemas da juventude e que as críticas foram no sentido do “fortalecer a construção do socialismo cubano”. Segundo a Agência Reuters, Eliécer se mostrou indignado com as intrigas divulgadas, inclusive sobre a sua prisão. “Tudo o que estão dizendo é uma mentira total, que desvirtua o que opinamos... Agora me dei conta da maquinaria da mídia”.
A TV Globo também não repercutiu o protesto público dos alunos da UCI contra o “terrorismo midiático”. Também não registrou para os seus incautos telespectadores um manifesto assinado pelos estudantes, professores e demais trabalhadores da universidade que condena “a grosseira e mal-intencionada manipulação dos principais meios de comunicação do imperialismo e de seus lacaios”. O documento informa que 99% dos alunos e funcionários da universidade votaram na eleição cubana de janeiro. “Ratificamos a nossa inquebrantável disposição de cumprir qualquer tarefa da revolução e de continuar lutando para merecedor integrar a sua tropa do futuro”.
Mais aqui,na coluna de Altamiro Borges no Vermelho.
PSDB é autuado em R$ 7 milhões por notas frias
De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, que teve acesso aos documentos da auditoria nas contas do PSDB e do auto de infração, a empresa "inidônea", desativada desde 1996, estaria registrada como sendo Marka Serviços de Engenharia e pertenceria ao secretário-geral do PSDB (1999-2003), Márcio Fortes. Leia mais no portal Terra.
O descanso do comandante

O líder cubano Fidel Castro anunciou nesta terça-feira que não voltará a governar o país, lançando dúvidas sobre o futuro do regime que se prepara para escolher um sucessor dentro de apenas uma semana.
Em uma mensagem publicada pelo jornal oficial do Partido Comunista Cubano, o Granma, Fidel disse que não aceitará o cargo de Presidente do Conselho de Estado, para o qual vinha sendo eleito e ratificado desde 1976.
"Trairia minha consciência ocupar uma responsabilidade que requer mobilidade e entrega total que não estou em condições físicas de oferecer. Digo-o sem dramatismo", escreveu Fidel, afastado do cargo há um ano e meio para tratamento de saúde.
"A meus queridos compatriotas, que me deram a imensa honra de me eleger recentemente como membro do Parlamento, em cujo seio devem ser adotados acordos importantes para nossa Revolução, comunico que não aspirarei e nem aceitarei - repito - não aspirarei e nem aceitarei o cargo de Presidente do Conselho de Estado e Comandante-chefe."
"Não me despeço de vocês, desejo apenas combater como soldado das idéias".
Fidel disse que continuará escrevendo no Granma, mas sua coluna "Reflexões do comandante-chefe" passará a se chamar "Reflexões do companheiro Fidel".
Mais no G1.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Prévias do PT - Porto Alegre

'Fazer a cidade avançar para o futuro'
Com o auditório principal da sede do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre completamente lotado, ocorreu hoje à noite uma 'plenária de mobilização e organização' da pré-candidatura de Miguel Rossetto (foto), que disputa com a deputada federal Maria do Rosário a condição de representante do Partido dos Trabalhadores à prefeitura da capital dos gaúchos nas próximas eleições municipais. Entre os presentes encontravam-se, dentre outros, o deputado estadual Raul Pont e os ex-deputados Flávio Koutzii e Estilac Xavier, que discursaram durante o evento. Presentes também os vereadores Marcelo Danéris, Maria Celeste, Carlos Todeschini e Sofia Cavedon, além do ex-prefeito João Verle e vários ex-vereadores e lideranças de movimentos populares, sindicais, mulheres, negros, juventude e das zonais do partido.
Em seu pronunciamento Miguel Rossetto destacou que "no próximo dia 16 de março, o PT definirá sua candidatura à Prefeitura de Porto Alegre. Foi com muita honra e entusiasmo que aceitei o desafio de representar o partido para que nossa cidade seja novamente uma referência mundial de democracia e qualidade de vida. Para isso, precisamos derrotar a direita, representada pelos governos Fogaça e Yeda. Nós, que lutamos pela construção de um PT ético, democrático e socialista, sabemos que a força da militância é fundamental para vencermos esse desafio. Além de chegarmos à Prefeitura, precisamos fazer uma grande administração, capaz de recolocar Porto Alegre no nível atingido durante os governos da Frente Popular, fazendo a cidade avançar para o futuro".
Do Blog do Júlio Garcia
http://jc-garcia.zip.net
Bons tempos

Para horror dos profetas do caos, o editor da Money Week, Merryn Somerset, publicou no Sunday Times artigo defendendo que os pequenos investidores britânicos coloquem o seu suado dinheirinho no Brasil. “Por que Brasil? Porque o país tem duas coisas que faltam ao resto do mundo - reservas de terras férteis e uma abundância de água. Esses dois fatores combinados transformaram o Brasil no maior forncedor mundial de açucar, café, carnes bovina e de frango. (…) Ao mesmo tempo, ao contrário de nós, o Brasil está na febre dos biocombustíveis, é um dos maiores produtores de ferro e tem grandes depósitos de urânio, niquel, ouro, platina e, descobriu-se recentemente, petróleo. Vai demorar para o país retirar esse óleo do fundo do mar, mas se as reservas forem tão grandes quanto se imagina, o Brasil poderá entrar na liga de exportadores, junto com o Oriente Médio e a Venezuela. (…). Finalmente há a estabilidade política: (o veterano investidor) Jim Slate me descreveu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como sendo ao mesmo tempo ‘pragmático’ e ‘popular’”. Meryn Somerset não está sozinho nessa aposta que tanto contraria muitos analistas brasileiros.
Saiu n'O Filtro de Thomas Traumann
Para servir e proteger
“Se como juiz federal fui ameaçado por três homens de farda preta com pistolas automáticas, algemado e jogado como um bandido na mala de um camburão, simplesmente por tê-los repreendido, de forma educada, como convém a qualquer pessoa de bem, o que aconteceria a um cidadão desprovido de autoridade e conhecimento dos seus direitos?”
Um flagrante da crônica policial durante o carnaval é a prova eloqüente de que a polícia do Rio de Janeiro não trai mesmo a origem. O policial com farda (militar) ou sem farda (civil) não se comporta como guardião da cidadania. Talvez não conheça esse conceito. Talvez o despreze. Essa, enfim, é a polícia que a sociedade brasileira criou, voltada originalmente para reprimir a população mais pobre. Tem esse sentido o texto escrito pelo juiz Roberto Schuman, 31 anos, da 2ª Região do Tribunal Regional Federal. É inspirado na experiência que ele viveu, na noite da segunda-feira de carnaval. Mesmo depois de se identificar, foi tratado por policiais civis como um marginal. Em seguida, algemado e empurrado para dentro de um camburão. “Confesso que saí do camburão me sentindo como um trapo, um lixo, em relação à minha cidadania e à minha condição funcional”, escreveu o juiz aos amigos. Ele mesmo encontrou a foto de um de seus algozes no site da Polícia Civil. Nela, o policial Cristiano Carvalho Veiga da Mouta recebe do chefe da Polícia Civil, Roberto Hallak, o diploma de conclusão de um curso de Operações Especiais. Os policiais, de ouvido em ouvido, contam outra versão. Mas o que o juiz narra é exatamente o que a população conhece. Não parece invenção e, muito menos, mera coincidência. Se isso ocorre com um magistrado, talvez só reste constatar: “Pobres dos pobres!” (Mauricio Dias)
Vale a pena ler a íntegra do depoimento do juiz Roberton Schuman, publicado na revista Carta Capital. Clique >aqui.
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Saco de gatos gordos e velhos na UnB
Policiais militares restringiram o acesso à fundação para evitar que documentos sejam retirados do prédio, localizado na entrada na universidade. Na ação judicial, o Ministério Público levanta a suspeita de prática de irregularidades em contratos celebrados pela Finatec para prestação de serviço à universidade.
Para a desembargadora, a intervenção requerida pelo Ministério Público é "impositiva". De acordo com ela, todos os réus vêm, ao longo de muitos anos, revezando-se nos cargos das diretorias e conselhos, "sempre exercendo atividades que lhes permitiam aprovar ou fiscalizar as contas da instituição, bem como a formalização de contratos de prestação de serviços com órgãos públicos”. Na reforma do apartamento do reitor da UnB, Timothy Mulholland, a compra de mobília teria custado cerca de R$ 400 mil. Da Agência Brasil.
OMS considera “altamente tóxico” herbicida de soja transgênica
14/02/2008
Mayrá Lima, de Brasília
Por um lado a Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, em Brasília, tenta diminuir a alíquota sobre o glifosato chinês, numa tentativa de “baixar os custos do herbicida e melhorar a concorrência do produto no mercado”. Por outro, a Organização Mundial de Saúde (OMS) anuncia que decidiu reclassificar o herbicida patenteado pela transnacional Monsanto de “produto que não oferece perigo” para produto “altamente tóxico”.
A reclassificação está baseada em demonstrações científicas que alertaram sobre os efeitos cancerígenos, a ação mutagênica, a contaminação de alimentos e persistência do veneno no solo e em cultivos. Segundo a Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa (ASPTA), a soja transgênica RR (Roundup Ready), também da Monsanto, foi desenvolvida para resistir à aplicação do herbicida à base de glifosato (cujo nome comercial é Roundup). Com o uso da soja transgênica, os agricultores pulverizam o agrotóxico sobre a lavoura, eliminando todas as plantas invasoras, deixando intacta a soja transgênica – três quartos dos transgênicos produzidos no mundo foram desenvolvidos para resistir à aplicação de herbicidas.
“Se por um lado as empresas alegam que a tecnologia simplifica o trabalho de controle do mato, por outro, é evidente que o consumo do produto tende a aumentar em muito pouco tempo. Isto porque as plantas invasoras rapidamente também adquirem resistência ao produto, o que força os agricultores a usar quantidades cada vez maiores do veneno para garantir sua eficácia. Outro resultado deste fenômeno é que as alegadas vantagens econômicas da tecnologia em pouco tempo são anuladas, pois a aquisição de veneno é um dos fatores que mais pesam nos custos de produção da agricultura convencional. Mais veneno, mais custos”, explica a entidade ambientalista.
A Comissão de Agricultura enviou em 8 de fevereiro um ofício à Camex (Câmara de Comércio Exterior) solicitando a não renovação da tarifa para a matéria-prima do herbicida Roundup. Do lado dos ruralistas, as movimentações em torno da diminuição de custos escondem o aumento do uso do veneno já considerado tóxico.
“Caiu a máscara dos ruralistas que falavam que o glifosato não era tóxico. Além disso, o preço elevado tanto do Roundup quanto dos royalties pagos para a Monsanto começam a inviabilizar a plantação de transgênicos. A única coisa que pode salvar os ruralistas é justamente a liberação da taxa de importação do glifosato”, disse Adão Pretto (PT/RS) que faz oposição à bancada ruralista, maioria da Comissão de Agricultura da Câmara.
Contradição
A bancada ruralista da Câmara é favorável ao uso de transgênicos na agricultura brasileira. No caso da liberação da soja, a articulação desses deputados para reduzir o custo do glifosato importado jogou por terra o argumento de que a soja transgência diminui o uso de herbicidas.
Hoje, quem domina a produção das sementes de soja geneticamente motificadas e controla 80% do mercado de glifosato no País é a Monsanto. A empresa de biotecnologia, por sua vez, subiu o preço do veneno em 50%. “Os agricultores que embarcaram na onda transgênica estão agora pagando o preço duplamente: não só se vêem forçados a usar maiores quantidades de agrotóxicos, como têm que pagar mais caro por eles”, registrou a ASPTA, em nota.
Estudos recente de pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente voltado a analisar os potenciais impactos da soja transgênica no Brasil já listou nove espécies de plantas capazes de driblar o glifosato. Quatro delas já desenvolveram resistência ao veneno nas lavouras brasileiras de soja transgênica e apresentam “grande potencial de se tornarem um problema". Essa pesquisa complementa dados do Ibama que indicam que para cada quilo de princípio ativo do herbicida reduzido no Rio Grande do Sul, houve um aumento de 7,5 kg de glifosato no período de 2000 a 2004, época de expansão da área da soja RR resistente ao glifosato no estado.
Em artigo publicado, semana passada, pela revista Ethical Corporation, uma porta voz do EuropaBio, um grupo de lobby da indústria biotecnológica, admitiu que “os cultivos Roundup Ready levaram as plantas invasoras a se tornarem resistentes ao Roundup, o que resultou em maiores aplicações do produto, comumente em combinação com outros químicos”.
A DESORDEM DA ORDEM ESBARROU NO STJ
O Superior Tribunal de Justiça rebarbou uma lista de seis nomes enviados pela Ordem dos Advogados do Brasil para o preenchimento de uma vaga aberta na corte. Fez isso com astúcia, dando a impressão de que nenhum doutor do plantel conseguiu o quórum de 17 votos. Foi mais diplomático que o Tribunal de Justiça de São Paulo. No ano passado, ele devolveu, por inepta, uma lista da OAB local. Um de seus candidatos a desembargador havia sido reprovado nove vezes em concursos para juiz de primeira instância. No Rio, há alguns anos, um dos nomes oferecidos pela Ordem anexara documentos falsos ao seu processo.
O que parece ser uma crise institucional entre um tribunal superior e a OAB é mais um episódio de desgaste de uma instituição coberta por glórias de outrora. Houve a Ordem dos Advogados de Vitor Nunes Leal, Miguel Seabra Fagundes e Raymundo Faoro. Sua história confundiu-se com a defesa das instituições, das prerrogativas dos advogados e os direitos dos indivíduos. E só. Seu mérito esteve na militância restrita.
Passou o tempo, e a Ordem acumulou atividades. Tornou-se administradora de imóveis, colônias de férias e mesmo parceira em programas de geração de emprego. Sustentada por contribuições compulsórias dos advogados, ela movimenta mais de R$ 100 milhões por ano e blinda suas contas ao exame externo.
Até aí, sorte do advogados, pois são eles que elegem os dirigentes da OAB nos estados e municípios. O que fazem com os mandatos que recebem é outra questão.
No ano passado, a OAB de São Paulo tornou-se carro-chefe do movimento 'Cansei'. Em Foz do Iguaçu, o presidente da Ordem local classificou de 'violação dos direitos humanos' as filas provocadas pela fiscalização da Receita Federal sobre os muambeiros do pedaço.
Valendo-se do santo nome da Ordem, há doutores que condenam a transposição do rio São Francisco. Podem ter toda razão, mas certamente há muitos outros inscritos na OAB que pensam diferente. O mesmo aconteceu quando a instituição associou seu nome a projetos de reforma política, flertando com os plebiscitos que seriam celebrizados pelo chavismo.
Nos anos 70, Raymundo Faoro reergueu a Ordem centralizando sua ação na defesa do restabelecimento do habeas corpus. Soube, como ninguém, dispensar a toga de Catão de Geladeira, aquele que começa a discursar quando a luzinha se acende.
Em 2005, após a absolvição do deputado cearense José Nobre Guimarães pela Assembléia Legislativa, o presidente da OAB federal classificou a decisão de 'escárnio'. Tudo bem, pois um assessor de Nobre havia sido apanhado com 100 mil dólares na cueca. Contudo, o companheiro fora defendido pelo presidente da Ordem do estado. Havia duas OABs, a escarnecida e a escarnecedora.
Uma Ordem de Advogados não é tribunal de última instância para grandes (e pequenos) itens da agenda nacional. Quando uma guilda assume esse papel, deformam-se os poderes republicanos e acaba-se mal. A marca OAB transformou-se em franquia desconexa. Diluiu sua autoridade, indo a um varejo no qual muitas vezes é confundida com projetos dos profissionais no exercício de mandatos recebidos de seus pares. Há advogados comprometidos com a democracia e o bem público, mas, como em qualquer profissão, há os que nada têm a ver com eles. Francisco Campos, autor da Carta ditatorial de 1937, e Luís Antonio da Gama e Silva, pai do texto do ato institucional nO 5, eram grandes advogados, convencidos de que tinham o melhor a dar ao Brasil. 'Gaminha' chegara a dirigir a Faculdade de Direito de São Paulo.
Se a Ordem não conseguiu fazer uma lista aceitável pelo Superior Tribunal de Justiça, que contrate bons advogados. Até lá, o melhor que se poderia fazer seria anunciar uma recomendação expressa aos titulares de cargos na OAB para que evitem misturar certezas, causas e objetivos individuais com o mandato que a guilda lhes deu. Se a Ordem não fala em nome de toda (ou quase toda) a comunidade de advogados, ouvi-la é perda de tempo.
sábado, 16 de fevereiro de 2008
O circo vem aí

Artigo de Gilson Caroni, publicado no site Carta Maior.
Incapaz de implementar um projeto de país, a oposição ao governo Lula não se faz de rogada. Descarta qualquer possibilidade institucional de diálogo partidário e abraça, com apoio da grande imprensa, a política miúda. Despe-se de qualquer veleidade republicana, troca o debate público pelos cochichos nos corredores do Congresso e faz da chantagem e dos conchavos golpistas os elementos centrais de ação política.
Para as principais lideranças do PFL (DEM) e do PSDB, o que deve ser preservado é a exclusividade de suas demandas. Ao contrário do que argumenta Arthur Virgílio,em mandado de segurança ajuizado no STF,o que interessa no acesso aos dados sigilosos dos cartões corporativos da Presidência da República não é "a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e entidades da administração direta e indireta" Esse é o pretexto usado pelo senador amazonense, lugar-tenente de FHC. O que se tenta atingir tem profundidade maior.
O que move a CPI dos Cartões é a necessidade de impor uma agenda que tire o foco do aspecto central do momento político: a possibilidade, cada vez mais concreta, de o país, quebrando estruturas antiquadas, entrar completamente na modernidade, aprofundando as transformações sociais que se impõem. O que preocupa, e muito, é uma estratégia governamental que desenvolve cidadania ativa, produz alocação eqüitativa de recursos e promove o controle social do Estado.
Nunca é demais lembrar o que escreveu Marco Aurélio Nogueira, em seu livro " Defesa da Política", publicado em 2001 pela Editora Senac:"a política dos politiqueiros dedica-se a viabilizar aquilo que Gramsci chamava de "pequenas ambições". Trata-se de um tema decisivo. A política não se separa da ambição: quem não aspira ao poder, à possibilidade de influenciar ou à pretensão de assistir ao triunfo de uma causa, não se coloca no terreno da política(...) Como Gramsci observou numa luminosa nota dos Cadernos do Cárcere, a ambição assumiu um significado negativo e desprezível por duas razões principais: porque se confundiu inteiramente a grande ambição com as pequenas ambições e porque a ambição muitas vezes "conduziu ao oportunismo mais baixo, à traição dos velhos princípios e das velhas formações sociais que haviam dado ao ambicioso as condições para passar a um serviço mais lucrativo e de rendimento mais imediato". Subindo ao primeiro plano, as pequenas ambições arrastam consigo as ambições nobres e generosas"
O parágrafo acima enquadra com precisão o comportamento recorrente da direita nativa. Heráclito Fortes, Agripino Maia e Álvaro Dias, entre outros, encenam a opereta do atraso sem qualquer interpretação original. Não são motivados por princípios éticos ou desejo sincero de investigar irregularidades no uso dos cartões. Querem apenas encurralar o governo com uma agenda derrotada. Não praticam a Política Cidadã que visa à ampliação da esfera pública, pelo contrário, se empenham em mantê-la no regaço estreito de uma "democracia de classe média".
Ignoram preceitos regimentais para a a formação do comando de uma CPI e ameaçam obstruir votações no Congresso caso seus pleitos não sejam atendidos. Pretendem, se possível com apoio do STF, impor a ditadura da minoria e, sem qualquer pejo, apresentam-se como " paladinos" do Estado Democrático de Direito.
Quem melhor explicita os objetivos de pequena estatura política é o prefeito do Rio de Janeiro, César Maia( demo do PFL carioca). Em seu boletim eletrônico de 11 de fevereiro, não tergiversa. Mostra qual é a visão de mundo dos que se opõem ao governo: "Os cartões dão um sabor especial em questões de intimidade e privacidade, que sempre tem audiência à vontade. Uma espécie de BBB de pequenas despesas. Mesas de sinuca, churrascarias, bonecos de pelúcia, free-shops, vaidades femininas... já fazem a festa do noticiário. Mas agora ao vivo e a cores. E com mais detalhes, inebriantes."
Textualmente, esse é objetivo da CPI: antecipar o início do reality show global. Conhecem o "anjo" e sabem que serão imunizados. E fazem qualquer coisa para reconquistar a "liderança". O prêmio? Um país sem problemas no balanço de pagamentos e produção industrial crescente. Algo a ser destruído o mais rápido possível.
Quinta coluna

O mensalão existiu
José Eduardo Cardoso, novo secretário-geral do PT, reconhece em entrevista à revista Veja a existência de esquema de cooptação de políticos e diz que o partido precisa retomar a bandeira da ética.
"Vou ser claro: teve pagamento ilegal de recursos para políticos aliados? Teve. Ponto final. É ilegal? É. É indiscutível? É. Nós não podemos esconder esse fato da sociedade".
Saiu na Veja (só para assinantes).
***
Nota do editor: Tudo bem, vamos lavar a roupa suja à luz do sol, mas dar este tipo de entrevista para a Veja? Logo para a Veja?!!!!
Porra, é muita sabujice. Vai ser sincero assim na PQP (perdão, leitores).
(PS: não, não sou assinante do panfletão dos Civita. Não me perguntem como consigo acessar a edição da semana. É melhor não saber).
Popstar

O pré-candidato às eleições norte-americanas Barack Obama nunca esteve nesta cidade portuária na costa oeste do Japão, mas seus habitantes são loucos por ele. Afinal, Obama é também o nome de onde moram. E, por isso, o nome do candidato democrata está espalhado pelas ruas, em placas, hotéis, e até em camisetas, que estão prestes a serem comercializadas.
Mas os cidadãos não parecem muito interessados em política. "Obama fala direito e tem uma voz bonita, então eu quero que ele vá bem. E, claro, nós temos o mesmo nome", diz Seiji Fujiwara, executivo de um hotel e líder de um grupo montado no começo deste mês para apoiar a candidatura de Obama.
Por mais estranho que possa parecer, os líderes de Obama - que significa "praia pequena", em japonês - estão convictos sobre manter contato com o candidato.
O prefeito, Toshio Murakami, mandou ao norte-americano há um ano uma carta com um DVD mostrando a cidade e um guia. Mas ninguém sabe se o pacote chegou, já que até hoje eles não receberam resposta.
As pessoas dessa cidade de 32 mil habitantes dizem que uma possível presidência de Obama poderia aumentar sua fama.
"Nosso reconhecimento vai melhorar e isso pode levar a um aumento do turismo", disse o prefeito.
Saiu no G1.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Bush justifica uso de técnica de interrogatório com suspeitos terroristas
Londres, 15 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, se referiu aos atentados de Londres de 7 de julho de 2005 para justificar uma técnica de interrogatório de suspeitos terroristas, conhecida como "waterboarding" (afogamento simulado),em entrevista concedida à "BBC".
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Bush disse que a informação obtida de supostos terroristas ajudou a salvar vidas e considerou que os familiares das vítimas daqueles ataques o entenderão.
O método, que causou grande polêmica já que é visto como uma forma de tortura, consiste em pendurar o prisioneiro de cabeça para baixo e descê-lo até o pescoço em um recipiente com água, causando a sensação de sufocamento.
No entanto, o presidente americano disse na entrevista exibida na madrugada de hoje na "BBC World News America", que o "waterboarding" não é tortura e ameaçou vetar o projeto do Congresso que o proibiria.
Acrescentou que seu país atua em virtude da lei para interrogar e obter informação que permita proteger os EUA e outros países.
"Os EUA atuarão dentro da lei. Asseguraremo-nos de que os profissionais têm os instrumentos necessários para fazer seu trabalho dentro da lei", afirmou Bush.
"Alguns dirão que estes terroristas já não são um ameaça real contra os EUA. Eu não estou absolutamente de acordo", disse Bush.
Nos atentados de 7 de julho de 2005 contra três trens do metrô de Londres e um ônibus urbano, 56 pessoas morreram - quatro delas terroristas suicidas - e cerca de 700 ficaram feridas.
Por outro lado, Bush disse que pretende assistir aos Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto, e admitiu que mantém contatos regulares com o presidente da China, Hu Jintao, para pedi-lo que faça um esforço maior em relação à tragédia humanitária de Darfur, no Sudão.
"Vejo os Jogos Olímpicos como um evento esportivo", esclareceu o presidente.
Nos últimos dias, o cineasta Steven Spielberg, vários ganhadores do prêmio Nobel da Paz, atores, esportistas e parlamentares criticaram a China por sua política de apoio ao Governo do Sudão.
EFE
Como se manipula uma notícia
Deu no blog Entrelinhas, do Luiz Antonio MagalhãesA primeira página do Estadão desta quarta-feira, reproduzida ao lado, é um excelente exemplo do uso de imagens com objetivo de manipular o noticiário. A foto dos presidentes Lula e Sarkozy, em cinco colunas, é o elemento mais forte da capa. A intenção, obviamente, é mostrar Lula como um jeca deselegante, que decidiu se encontrar com o francês em mangas de camisa. Já Sarkozy aparece impecável, de terno e gravata. Se o jornal quisesse, poderia ter revelado aos seus leitores exatamente o que aconteceu, a saber: o cerimonial dos dois países acordaram que, em função da altíssima temperatura na Guiana Francesa, os dois presidentes vestiriam trajes informais. Lula agiu de acordo com o combinado, mas Sarkozy decidiu encarar o calor de terno, quebrando o protocolo. Quando Lula puxou o francês para os cumprimentos da população local, sob o sol escaldante, (está registrado na foto interna do jornal), Sarkozy percebeu a bobagem. Voltou para a sombra ensopado e o cerimonial pediu aos fotógrafos que não registrassem a cena. Depois do almoço, seco e refeito, o presidente da França voltou a posar para as câmeras. Sem as devidas explicações, a imagem passa a idéia de que foi Lula quem quebrou o protocolo. E como uma imagem vale mais do que mil palavras, o mal está feito, como provavelmente era a intenção editorial do Estadão.
Crime perfeito

Coluna de Juremir Machado da Silva, publicada no Correio do Povo de 15.02.2008.
Continuo a minha luta napoleônica para desvendar os paradoxos do sistema universitário público brasileiro. Trata-se do crime perfeito. Os mais ricos ficam com a maioria das vagas dos cursos mais valorizados. Eles têm o álibi ideal: o mérito. Mas por que eles são os melhores e não outros? A resposta é uma auto-absolvição automática das elites majoritariamente brancas: nenhum indivíduo isolado pode ser penalizado por acontecimentos históricos. A culpa coletiva e estrutural do passado é rechaçada em nome dos direitos individuais do presente. Os benefícios são mantidos. No paradoxo do crime perfeito a sociedade, incluindo as vítimas, seria beneficiada pela meritocracia, de valor universal e indiscutível.
Nesse crime perfeito, os corpos desaparecem por proliferação. É o efeito denunciado por Jean Baudrillard. São tantos os alijados que eles não têm rosto nem representam um problema particular a exemplo de um indivíduo específico que tenha perdido a sua vaga numa universidade em função de uma política de cotas. Quando os corpos permanecem vivos e se multiplicam, não há cadáver. Por extensão, não há crime. A esquerda é cúmplice desse crime perfeito. Por princípio, ela não pode defender que os ricos sejam obrigados a pagar pelos seus estudos, pois teme com isso favorecer a privatização das universidades públicas. Limita-se a pregar a universalização do ensino público, algo que a elite dominante aceita e empurra para o futuro. É o cobertor curto: se os ricos tiverem de pagar, saem da universidade pública, que corre o risco de se tornar uma favela. Se ficam, não pagam. O paradoxo da esquerda é esperar que a elite altere uma situação que não a incomoda e que lhe traria prejuízos: arcar com a conta inteira.
A perfeição desse crime é tamanha que a esquerda acaba por ajudar a sustentar cursos de universidade pública para ricos, enquanto a universalização não vem, com base num critério, o mérito, pelo qual o privilégio se transforma em direito adquirido. A conivência da esquerda vem de uma chantagem. Sigamos novamente esta pista de um sistema em que os ricos paguem e os pobres não. O contra-argumento imediato é de que se instalaria uma universidade para ricos e outra para pobres, como acontece em boa parte do ensino básico. Por que não se poderá manter um ensino público para pobres do mesmo nível do ensino privado ou público para ricos? Porque sem o interesse dos ricos, cujo poder de pressão e sedução é maior, os governos não teriam como bancar as instituições dos pobres. Sem charme nem recursos, elas seriam desvalorizadas no mercado de trabalho. Golpe fatal. Se os impostos não eliminam pedágios, não seria o caso de impor taxas gradativas nas universidades públicas?
Os ricos adoram dizer que não existe almoço gratuito. Salvo nas universidades públicas, onde estudam sem pagar nos cursos mais procurados. No crime perfeito, não há culpado, a vítima teria vantagens, o cadáver sai andando, o acusador sente-se na obrigação estratégica de não reclamar certas penalidades e a reprodução infinita do ato é considerada uma maneira de evitar um mal maior. Tudo se justifica. Qualquer tentativa das vítimas de virar o jogo resulta num crime imperfeito, passível de condenação imediata. No crime perfeito, o combate à desigualdade concreta é um atentado à igualdade formal. O refém é incitado a contrair a síndrome de Estocolmo.
O roubo do mapa do tesouro da Petrobras
As oportunidades históricas não se repetem. Elas são, como na metáfora política mineira, cavalos encilhados que param diante da porteira. Neles montamos, ou os vizinhos deles se apropriam para o galope. Nesses momentos, nos quais o possível se torna provável, temos que ser particularmente vigilantes. Sem cair na perversão xenófoba do nacionalismo, cabe-nos zelar intransigentemente pelos nossos bens - e nossos segredos. O roubo de documentos da Petrobras, relativos a pesquisas sísmicas realizadas pela empresa, não é mera operação de espionagem industrial. Trata-se da carta do subsolo marinho em grande parte do litoral, com seus recursos minerais, que não se limitam apenas aos hidrocarbonetos. Ao irem além da densa camada de sal, os nossos pesquisadores abriram nova fronteira ao conhecimento do planeta.
Mauro Santayana, no Jornal do Brasil de hoje. Leia todo o artigo aqui.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Enfrentamentos no Panamá deixam pelo menos 473 detidos e nove feridos
Um comunicado da Polícia informou a detenção de 473 cidadãos, a maioria do Sindicato Único de Trabalhadores da Construção (Suntracs), que na quarta-feira protagonizou um protesto contra a morte de um companheiro de trabalho, atingido pelas costas por um agente policial na cidade caribenha de Colón.
Os números oficiais, no entanto, não batem com os do Suntracs, que destaca a detenção de pelo menos 550 pessoas, dentre as quais arquitetos e engenheiros.
A nota de imprensa da Polícia indica que os nove feridos nos incidentes ocorridos na Cidade do Panamá e nas províncias de Colón e Chiriquí (oito deles nesta quarta-feira, e um na terça), eram todos membros da Polícia.
Por outro lado, o subsecretário de organização do Suntracs, Luis González, disse à agência Efe que o número de detidos é muito maior, embora ainda se esteja fazendo o levantamento exato.
"Nós não temos números exatos ainda, mas até agora contabilizamos cerca de 550 detidos nestes dois dias, incluindo pessoas que foram tiradas de seus projetos de construção à força, como arquitetos e engenheiros", indicou.
EFE
RELATÓRIO CRITICA MONSANTO E DIZ QUE EMPRESAS PRODUZEM TRANSGÊNICOS PARA VENDER MAIS HERBICIDA
Segundo os gigantes da agroindústria, tá tudo dominado. Os transgênicos - produzidos a partir de sementes geneticamente modificadas (GM) - aumentam a produção, reduzem o uso de pesticidas e vão acabar com a fome no mundo. Essa é a versão sustentada pelas grandes empresas do setor: Monsanto, Dupont, Syngenta, Groupe Limagrain, Land O'Lakes, KWS AG, Bayer Crop, Takii, Sakata, DLF-Trifolium. Elas venderam mais de 22 bilhões de dólares em sementes em 2006. Você acredita que elas colocam a sua saúde acima do próprio lucro? Você acredita que elas colocam o combate à fome acima do próprio lucro? E o meio ambiente?
Este é um assunto altamente complexo. Eu não entendo nada de agricultura. Sou curioso. Então fui ler o relatório completo do grupo Amigos da Terra, baseado aqui em Washington. A versão deles sobre o uso de transgênicos é influenciada pela oposição dos ambientalistas ao uso das sementes geneticamente modificadas.
De acordo com o relatório, o Brasil é o terceiro colocado no mundo em plantio de transgênicos. O país plantou 11,5 milhões de hectares de soja e algodão transgênicos em 2007, de um total de 64,2 milhões de hectares cultivados. Fica atrás dos Estados Unidos (54,6 de 118,6) e Argentina (18 de 32,3).
A lógica do negócio: as sementes produzem plantas resistentes à aplicação de herbicidas. O agricultor gasta menos tempo e combustível no combate às pragas e pode fazer mais com menos, compensando plenamente o custo maior das sementes.
O relatório afirma que, apesar das promessas milagrosas, as empresas de biotecnologia tiveram sucesso com dois produtos, que aumentaram a tolerância a herbicidas e resistência a insetos.
Isso resultou em um aumento de 20 vezes no uso de herbicidas nos Estados Unidos desde que o primeiro transgênico foi introdudizo no país, em 1995 - a soja que leva o nome de Roundup Ready, da Monsanto.
"Assim como bactéria desenvolve resistência ao uso de antibióticos, as ervas daninhas desenvolvem resistência aos produtos químicos criados para combatê-los", diz o relatório. Em outras palavras, em vez de eliminar as pragas o plantio de transgênicos tem resultando no surgimento e na disseminação de ervas daninhas resistentes. O que faz o agricultor em resposta? Aumenta cada vez mais o uso de herbicidas.
Segundo o relatório, a Monsanto, a DuPont-Pioneer, a Syngenta e a Bayer faturaram 9,4 bilhões de dólares em 2006 vendendo sementes, 41% do total do mercado. "Faz todo o sentido para as companhias produtoras de transgênicos que também produzem herbicidas criar sementes que promovam o uso de seus químicos", diz o relatório.
"A crescente concentração no fornecimento de sementes nas mãos de empresas gigantes de agroquímica e biotecnologia pode resultar numa agricultura químico-dependente, que promove os pesticidas, com todo o impacto negativo que isso pode ter para a saúde humana e o meio ambiente", afirma o relatório. O estudo diz que a concentração também provoca aumento no preço das sementes.
Nos anos 80, os Estados Unidos concederam a primeira patente para uma semente geneticamente modificada. Uma ação contra o patenteamento foi parar na Suprema Corte, que decidiu por 5 a 4 em favor da Monsanto. Quem escreveu a sentença? O juiz Clarence Thomas, ex-advogado da Monsanto. Com isso, a empresa pode processar os agricultores que usam parte da produção para estocar sementes e plantar no ano seguinte por "quebra de patente".
"É claro que os maiores beneficiários das plantas GM nos Estados Unidos foram as corporações que as produzem e vendem, em particular a Monsanto Corporation. O crescente controle da Monsanto sobre o suprimento de sementes, a agressiva investigação e litígio judicial contra agricultores e a impressionante capacidade da empresa de influenciar políticas do governo são os principais resultados da revolução dos transgênicos na agricultura americana. Essa revolução não resultou na melhoria da qualidade da comida, nem no aumento da sustentabilidade, mas na transformação da agricultura em uma indústria concentrada - em que cada vez menos empresas controlam fazendas e fazendeiros", diz o texto.
SOBRE O BRASIL
-- A soja tolerante a herbicidas representa 90% de todo o comércio de produtos geneticamente modificados na América do Sul - mais de 40% no Brasil, cerca de 90% no Paraguai e 100% na Argentina.
-- "Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos mostram que a soja convencional plantada no Brasil teve uma performance melhor que a Roundup Ready [da Monsanto] nos Estados Unidos e 13% melhor que a Roundup Ready plantada na Argentina".
-- Desde a adoção da soja GM no Brasil, em 2004, a colheita para a maioria dos agricultores nos próximos três anos foi "ruim" e a produtividade baixa, especialmente durante secas.
-- Os principais fatores de sucesso dos agricultores têm relação com clima e preço, não com o uso da soja GM.
-- A Embrapa identificou o surgimento de ervas daninhas mais resistentes especialmente no Rio Grande do Sul, onde quase 100% da soja é GM. Pela primeira vez, pesquisadores da empresa submeteram um artigo ao Journal of Environmental Sciences and Health dizendo que quatro espécies de ervas daninhas desenvolveram resistência a herbicidas e concluindo que "isso tem grande potencial de se tornar um problema".
-- De acordo com fontes oficiais do governo do Paraná, o alto custo de plantio e dos herbicidas e a baixa performance da soja GM estão revertendo a tendência em favor dos transgênicos. O secretário da Agricultura, Valter Bianchini, disse que a safra 2006/2007 foi de 53% de soja convencional e 43% transgênica, mas para 2007/2008 deve ser de 60% convencional e 40% transgênica.
O pitbull de Fernando Henrique
Nas imagens acima o criador (FHC) e a criatura (José Anibal).
***
Em disputa tensa, o deputado José Aníbal foi eleito ontem líder do PSDB na Câmara, num resultado que fortalece a candidatura de Geraldo Alckmin à prefeitura de São Paulo. Aníbal derrotou, por 36 votos a 22, o deputado Arnaldo Madeira (SP), que concorria com apoio de aliados do governador José Serra. Reportagem de O Estado demonstra que um fator decisivo para a vitória de Aníbal foi a interferência do governador Aécio Neves. Esquecendo 2010 por um momento, a vitória de Aníbal implica um endurecimento das relações dos tucanos com o governo Lula já em 2008. A senha para a sua candidatura foi uma entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no mês passado a O Estado, em que ele lamentava não ter “alguém como o Arthur Virgílio” na Câmara. Agora tem.
Saiu n'O Filtro da revista Época, sob a responsabilidade de Thomas Traumann.
Reage, porra!!!

Saiu no Conversa Afiada, blog do Paulo Henrique Amorim
PIG: SE LULA NÃO REAGIR, CAI
O golpe do PIG não é contra o Presidente Lula – o golpe do PIG é aquela bala no peito do Presidente Vargas.
Paulo Henrique Amorim
. Se o Presidente Lula não reagir ao PIG, o PIG derruba ele.
. Tem que ser o Presidente Lula, pessoalmente, a reagir.
. Apoiado por uma ação eficaz, destemida para enfrentar, dia-a-dia, cada jornal, cada revista e as Organizações (?) Globo.
. O Governo Lula e o PT estão no poder há cinco anos e dois meses.
. Estava na hora de aprender a enfrentar o PIG.
. Não aprenderam.
. Ao contrário.
. Morrem de medo do PIG.
. Correm atrás dos holofotes da Globo.
. Sonham com uma entrevista à Miriam Leitão na Globo News...
. Quando estão no poder, chamam as avenidas de Jornalista (???) Roberto Marinho, como fez Martha Suplicy em São Paulo.
. O PIG provocará – como fez até agora – uma crise por dia.
. O PIG e seus porta-vozes na Oposição derrubaram a CPMF e vão encontrar uma despesa fatal, insanável na tapioca do Governo Federal.
. E vão derrubá-lo.
. O senador Inácio Arruda, do PCdoB, do Ceará, foi a única voz do grupo político de apoio ao Governo que pôs a mão na ferida: o PIG quer derrubar o Presidente Lula e só o Presidente Lula pode se salvar.
. (Por acaso, o senador tucano filiado ao PT, Eduardo Suplicy, teria coragem de denunciar o papel golpista do PIG ?)
. A “crise, qualquer crise” de cada dia tem a função de minar, todo dia, a capacidade de o Presidente Lula governar.
. Sem a CPMF, como lembra Arruda, o Governo perdeu dinheiro para investir em saúde, no Bolsa Família, em saneamento.
. O que está em jogo não é a sobrevivência política pessoal do Presidente Lula, que um dia vai embora para casa.
. O que está em jogo é um programa de Governo que, finalmente, desde Getúlio Vargas e João Goulart, tomou a decisão de servir aos pobres e, não, aos ricos.
. E por isso, duas vezes, por 61% a 30% Lula derrotou os candidatos do PIG.
. Porque a maioria do eleitorado brasileiro quis que ele governasse para os pobres.
. Ele não foi eleito rei.
. Ele recebeu um mandato do povo brasileiro e tem a obrigação de cumpri-lo – para defender os pobres.
. Como diz Arruda: a CPMF era o único imposto que, de fato, os ricos da Fiesp pagavam.
. Pagavam...
. Se o Presidente Lula e o seu Governo estão preocupados em preservar a sua relação com o PIG – isso é um erro histórico.
. O problema do PIG não é o Presidente Lula.
. O problema do PIG é a renda do pobre crescer mais que a renda do rico.
. O verdadeiro escândalo para o PIG é pobre comprar casa própria, comprar carro, motocicleta, botar o filho na faculdade, andar de avião para ver a família no Nordeste.
. Veja na entrevista o discurso sobre “o escândalo” que o senador Arruda preferiu não fazer...
. O Presidente Lula defende a tese de que o PIG vai se desgastar por si mesmo.
. Não é verdade.
. O PIG tem uma função política – dar o golpe – que, no Governo Lula, só ganhou musculatura.
. Não adianta o Presidente Lula achar que passou a dar mais entrevistas.
. O problema não é estatístico – as entrevistas são como as da Folha: um exercício no pau-de-arara, à espera de que o Presidente da República cometa um erro fatal
. Ou que basta mandar a ministra Dilma Rousseff falar com a imprensa e defender os cartões e o sigilo de algumas despesas.
. Não adianta.
. O sigilo das despesas pessoais e da família do Presidente Lula já foi quebrado e será quebrado repetidamente.
. Será que o candidato a Presidente da República, Arthur Virgilio, em nome do pudor, vai deixar de vazar para o PIG uma informação pessoal, íntima, da família do Presidente Lula ?
. Quanto mais pessoal, mais íntima, melhor.
. Ou deixará de vazar para a imprensa uma informação que de fato comprometa a segurança nacional ?
. Se o Senador Virgilio tiver algum problema de consciência, ele passa para o Rodrigo Maia ...
. A Justiça acaba de punir o deputado Rodrigo Maia, do DEM, e as Organizações (?) Globo por divulgarem uma lista falsa de beneficiários do mensalão. (Clique aqui para ler no portal Vermelho, do PCdoB).
. E daí ? O PIG e a Globo se atemorizam ?
. O papel demolidor do PIG se faz por acúmulo, um dia após o outro – água mole em pedra dura ...
. Até que apareça um vestido azul com a mancha de esperma.
. O presidente Clinton, trabalhista à sua maneira, ou até onde se pode ser trabalhista, nos Estados Unidos, sofreu o mesmo tipo de demolição diária, implacável, desde o primeiro dia de Governo.
. Até que a oposição moveu o processo de impeachment – no segundo mandato – por causa de uma relação amorosa consensual, entre dois adultos.
. Como é que Clinton entrou para a História ?
. Como o Presidente da República que produziu o mais longo período de prosperidade da história americana – crescimento da economia, inflação baixa, juros baixos, geração record de empregos – ou por causa da Mona “Chumpinsky”, como diz o José Simão ?
. O que queria a Oposição ?
. Restaurar a “moralidade pública”, como diz Fernando Henrique Cardoso, esse Tartufo hors-concours ?
(Clique aqui para participar do Festival do Tartufo Nativo)
. A tapioca do presidente eleito José Serra gastou mais do que a do Governo Federal.
. A tapioca do José Serra sacou mais dinheiro na boca do caixa do que a do Governo Federal.
. Clique aqui para ler uma antologia sobre a tapioca do Serra.
. A tapioca do José Serra “comprava” refresco para a Casa Civil numa loja comercial cujas portas jamais se abriram (clique aqui para ver a reportagem de Daniela Paixão).
. O José Serra censura a TV Cultura.
. Clique aqui para ler.
. Vai ter CPI contra o Serra ?
. A TV Cultura vai virar a BBC ?
. Há várias maneiras de reagir ao golpismo do PIG.
. Clique aqui para ler o que disse Marilena Chauí sobre os erros do Governo Lula no “causaéreo”.
. Clique aqui para ler o verbete “causaéreo”, uma singela homenagem do Conversa Afiada à colonista Eliane Cantanhêde.
. A pior maneira de reagir ao PIG é a do Presidente Lula: trancar-se no Palácio, sentar em cima das mãos, e esperar o Auro de Moura Andrade declarar a “vacância” do cargo.
. O PIG não é um problema do Presidente Lula.
. O PIG é uma ameaça à estabilidade institucional e à defesa dos pobres.
. O golpe do PIG não é contra o Presidente Lula – o golpe do PIG é aquela bala no peito do Presidente Vargas.
Fetiche de taura
A polícia do condado de Cumberland, no estado americano de Maine, está procurando um homem de bigode que obriga mulheres sozinhas a parar seus carros em rodovias da região. Quando elas param, ele se exibe vestindo roupas íntimas femininas, cinta-liga e uma bota preta de cano alto.Desde o começo do ano passado, já houve seis relatos de ataques do bigodudo. O incidente mais recente foi no último domingo (10). Os episódios ocorreram na área de Standish a Buxton.
O xerife Mark Dion afirmou que, embora o comportamento do sujeito não configure crime no que diz respeito à vestimenta, o fato de ele parar carros em rodovias e ter como alvo mulheres sozinhas é preocupante.
Segundo o policial, as mulheres têm de desviar dele para evitar o susto.
Deu no G1.
Não estranha se te tranformares numa abóbora, ou numa barata.
Som, fúria e desídia
A disputa entre governo e oposição sobre o comando da CPI dos Cartões parece mais um capítulo da novela das briguinhas intermináveis entre petistas e tucanos, mas, infelizmente, afeta a vida da Dona Maria. Como explica o editorial de ontem do jornal Valor “Pode-se esperar muito som e fúria no Congresso este ano, mas não o bastante daquilo para o qual ele foi criado: trabalho legislativo. 2008 tem mais dias úteis que qualquer outro ano em muito tempo e nem por isso os parlamentares labutarão mais. Há eleições municipais, o que praticamente encerra o expediente no Congresso em junho e, depois, a corrida dos dois últimos meses do calendário para votar às pressas algumas dezenas de projetos. A expectativa com a possibilidade de votação de reformas importantes nunca foi tão baixa. (...) A pasmaceira legislativa ameaça o futuro. Se 2008 for um ano perdido, 2009 marcará o início da campanha eleitoral pela sucessão presidencial. Todo o segundo mandato de Lula, neste sentido, terá sido um desperdício de tempo precioso”. Saiu n'O filtro, da revista Época, sob a responsabilidade de Thomas Trautmann.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
MINISTROS DO STF, EXCLUSIVO: SIGILO PARA FHC, NÃO
Máximas e Mínimas 942
. O Conversa Afiada perguntou aos Ministros do Supremo Celso de Mello e Marco Aurélio de Mello: “O senhor é a favor de quebrar o sigilo do cartão corporativo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ?”
. Leia a resposta do Ministro Celso de Mello:
" Tenho salientado, em decisões proferidas no STF, que um dos vetores básicos que regem a gestão republicana do poder traduz-se no princípio constitucional da publicidade, que impõe transparência às atividades governamentais e aos atos de qualquer agente público, inclusive daqueles que exercem ou exerceram a Presidência da República. No Estado Democrático de Direito, não se pode privilegiar o mistério, porque a supressão do regime visível de governo compromete a própria legitimidade material do exercício do poder. A Constituição republicana de 1988 dessacralizou o segredo e expôs todos os agentes públicos a processos de fiscalização social, qualquer que seja o âmbito institucional (Legislativo, Executivo e Judiciário) em que eles atuem ou tenham atuado. Ninguém está acima da Constituição e das leis da República. Todos, sem exceção, são responsáveis perante a coletividade, notadamente quando se tratar da efetivação de gastos que envolvam e afetem a despesa pública. Esta é uma exigência de caráter ético-jurídico imposta pelo postulado da moralidade administrativa."
. Leia a resposta do Ministro Marco Aurélio de Mello:
“Sim, a regra é a mesma.”
. Celso de Mello e Marco Aurélio de Mello deram uma entrevista à Folha (clique aqui para ler) e o tratamento que o jornal deu à entrevista dava a entender que os dois eram a favor da quebra de sigilo apenas para o Governo do Presidente Lula.
. Vê-se que essa não é a opinião dos Ministros Celso de Mello e Marco Aur.
EXTREMAMENTE RELEVANTE
Uma mulher polonesa, que reclama de longa abstinência sexual, pode ser condenada à prisão após fazer 700 ligações para serviços de emergência, quartel do exército e conselho da cidade solicitando um homem para que pudesse ter finalmente relações sexuais.
Segundo o jornal The Sun, Hanna Wozniak, 42 anos, da cidade de Koszalin, pode ficar presa até um ano. Quando a polícia rastreou suas inúmeras ligações feitas a partir de sua casa, ela explicou: "Eu estava desesperada por sexo. Faz muito tempo desde que tive alguém em minha cama".
A polícia da cidade informou que ela está sendo indiciada por desperdiçar o tempo dos serviços de emergência e fazer ameaças pelo telefone dizendo a telefonistas que ela começaria um incêndio se isso significasse que teria um bombeiro "forte" por perto para ter sexo depois.
"Este tipo de comportamento é estremamente irresponsável", disse um porta-voz da polícia.
Redação Terra
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Demarcação de território
”Há quem jure que estou implicando com os pobres dos brancos. Na verdade, eu só estou numa fase infantil. Tenho mil perguntas para fazer. Exemplos: por que os desfiles de 7 de setembro e de 20 de setembro acontecem no Centro de Porto Alegre e o Carnaval foi escondido no Porto Seco? Por que o acampamento dos gauchinhos, com seus cavalos, gaitas e outros ruídos, mesmo durando umas três semanas, é no Harmonia, enquanto as escolas de samba se apresentam lá longe? Por que não unificar todos os nossos desfiles no Porto Seco? Por que Porto Alegre é uma das poucas capitais brasileiras que afastou completamente o Carnaval do Centro da cidade? Respostas, por favor.
A ditadura militar brasileira escondeu as universidades públicas na periferia. Os estudantes faziam muito barulho no centro das metrópoles. A maioria das grandes cidades brasileiras orgulha-se do Carnaval, um dos nossos melhores produtos de exportação. Será que Porto Alegre se envergonha do seu Carnaval? Unificar os nossos desfiles no Porto Seco seria muito vantajoso: gaúchos do Interior e estudantes de bairros chiques aproveitariam para conhecer a vida na periferia da capital gaúcha. Funcionaria como uma expedição antropológica. No Centro de Porto Alegre pode-se marchar a pé ou a cavalo. Mas não se pode sambar. Será que é por causa da nossa histórica falta de jogo de cintura?
A turma do 20 de Setembro comemora uma guerra que perdemos em cujas batalhas os negros iam na frente como bucha de canhão. Um bom enredo para uma escola de samba, em parceria com algum piquete gauchesco, seria a Batalha de Porongos. Lembram-se da Batalha de Porongos? É uma história edificante e dramática do final da Revolução Farroupilha. Cerca de cem homens do corpo de lanceiros negros, integrantes das tropas de David Canabarro, foram massacrados, de mãos livres, pelas forças de Francisco Pedro de Abreu. Uma carta do Barão de Caxias avisava Francisco Pedro de que tudo havia sido combinado com Canabarro para que os negros estivessem devidamente desarmados no momento do ataque. Não é carnavalesco?
Ensina muito sobre o Brasil. A guerra estava no fim. O acordo já estava costurado. A questão essencial era: o que fazer com os negros? Eles queriam liberdade. Isso provocaria um movimento abolicionista no Império inteiro. Não seria um bom negócio. Os brancos temiam que os negros formassem bandos de malfeitores. Por que será que os brancos sempre temem que os negros se tornem bandidos? Resultado genuinamente nacional: a autenticidade da carta foi contestada. O Império, feita a paz, arquivou o processo contra David Canabarro. Todas as nossas práticas de hoje já estavam perfeitamente desenvolvidas nesse episódio. Não dá samba? Por que não existem dezenas de filmes e centenas de livros sobre Porongos? São temas conhecidos, mas explorados com estranho comedimento.
A Batalha de Porongos e as degolas recíprocas da Revolução Federalista (1893-1895) são os acontecimentos mais extraordinários da história do Rio Grande do Sul. Hollywood já teria feito uns 15 épicos com esse material nebuloso e instigante. As degolas poderiam ser tratadas como um método ecológico, limpo, revolucionário e barato de eliminar adversários. Será que continuamos querendo esconder Porongos e as degolas como estamos fazendo com o Carnaval do Porto Seco? Ou estou ficando louco?”
Em vez de jantar com o "DONO" da Vale Lula devia ter reestatizado a empresa
Um presidente da República não pode ficar "neutro" em coisa alguma, principalmente quando a Vale, privatizada-doada com dinheiro do BNDES, se volta para investimentos no exterior, onde está sua "inspiração". Leia mais na Tribuna da Imprensa.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Prévias do PT/POA
Flávio Koutzii não será candidato à vice-prefeitoA coluna de Rosane de Oliveira (jornal ZH) de ontem especulou sobre uma possível candidatura de Flávio Koutzii (na foto durante a inscrição da candidatura de Miguel Rossetto às prévias do PT da capital) ao cargo de vice-prefeito de Porto Alegre - caso a deputada Maria do Rosário saia vencedora da prévia petista a realizar-se em março. O ex-deputado petista indignou-se com a 'cogitação' e assim manifestou-se:
- Foi uma falta de respeito e de escrúpulos de quem fez essa especulação no partido, porque ninguém falou comigo sobre essa hipótese e, se falasse, eu não aceitaria porque estou comprometido com a candidatura de Miguel Rossetto.
Flávio Koutzii, como é sabido, não concorreu concorreu à reeleição para deputado estadual 'porque estava desencantado com o rumo que o PT tomou no país a partir de 2005 e não está em busca de cargos'. Nestas prévias, Koutzii é um dos principais coordenadores da campanha de Miguel Rossetto, representando a tendência petista 'Esquerda Democrática'.
Do Blog do Júlio Garcia
Semanais em queda, Carta Capital foi a unica a subir, diz Marplan
Uma pesquisa do instituto Marplan tornada publica na semana passada indica queda no numero de leitores na maioria das semanais. Na Veja, o recuo foi de 9%, na Exame, de 7%. As baixas foram mais expressivas na Época (-15%), Istoé (-18%) e Istoé Dinheiro (-34%). Segundo a pesquisa, apenas a Carta Capital subiu, a alta foi de 15%. O levantamento refere o periodo de outubro de 2006 a setembro de 2007.
FHC, agente da CIA
Montado na cobertura e no dinheiro dos gringos, Fernando Henrique logo se tornou uma "personalidade internacional" e passou a dar "aulas" e fazer "conferências" em universidades norte-americanas e européias.
Era "um homem da Fundação Ford". E o que era a Fundação Ford? Uma agente da CIA, um dos braços da CIA, o serviço secreto dos EUA.Leia mais na Tribuna da Imprensa.