quarta-feira, 5 de março de 2008

Crise e o fantasma norte-americano

Crise e o fantasma norte-americano

Antonio Morales Riveira
Bogotá, Colômbia

Se nas duas últimas semanas as notícias relacionadas com o conflito colombiano apareciam diariamente a cada tiro disparado, neste fim de semana elas vieram em rajada, como a própria guerra, para causar a mais grave crise internacional das últimas décadas na América Latina e a mais difícil para a Colômbia desde 1936, durante a guerra amazônica contra o Peru.

Morte do comandante Raúl Reyes das Farc num ataque da Força Aérea Colombiana em território equatoriano, protesto equatoriano, pedido de desculpas do chanceler colombiano, fechamento de embaixadas em Bogotá por parte da Venezuela e Equador, envio de tropas às fronteiras colombianas ordenado por Hugo Chávez e Rafael Correa, recusa da Colômbia em enviar suas tropas às fronteiras, acusações colombianas de conivência do governo equatoriano com as Farc e financiamento da Venezuela à guerrilha, declarações de alguns países da América Latina e Europa condenando a violação da soberania equatoriana por parte da Colômbia, sinais de que a Colômbia quer transformar-se na Israel da América do Sul, declarações de outros Estados pedindo sensatez, intervenção iminente da OEA (Organização dos Estados Americanos) e das Nações Unidas...

No meio do vendaval de notícias cada vez mais graves e desestabilizadoras, e exemplos de uma polarização e, sobretudo, de uma internacionalização do conflito armado colombiano, tratar de observar e analisar objetivamente este imbróglio configura-se uma tarefa árdua. Vamos por partes...

Colombia-Equador:
A morte em território equatoriano de Raúl Reyes foi o detonador de uma crise que já dura meses com diversos protestos equatorianos por intervenções colombianas e exigências colombianas de que o Equador entenda em sua fronteira a necessidade da guerra contra as Farc. Era evidente que várias frentes das Farc tinham acampamentos de refúgio do lado equatoriano, e que operavam na Colômbia a partir daí. O fato de haver detectado a presencia de Reyes num desses acampamentos implicou a decisão colombiana de atacar território estrangeiro.

O governo de Bogotá havia pensado nas prováveis reações do esquerdista Correa, aproveitando a fragilidade do governo equatoriano em relação à Colômbia e, sobretudo, aos Estados Unidos, o sócio bélico de Álvaro Uribe. Bogotá considerou que mais uma vez poderia amenizar a situação com o pedido de desculpas e preconizando o combate ao terrorismo. Mas não contava com a intervenção e a influência de Hugo Chávez.

Quando o exército equatoriano se deu conta das dimensões do ataque, Correa lançou sua nota de protesto. Mas Correa também não contava com o recolhimento do computador de Raúl Reyes junto com o cadáver do líder guerrilheiro, onde a polícia colombiana encontrou informações que comprovam provas de cumplicidade do governo equatoriano com as Farc e dão conta de reuniões entre o Ministro de Segurança, Gustavo Larrea, com o próprio Reyes. Ante o fechamento da embaixada em Bogotá, o governo colombiano respondeu com essa denúncia, a qual a Colômbia promete levar a tribunais internacionais como prova do apoio equatoriano ao grupo terrorista.

Da mesma forma, o Equador anunciou que formalizará queixas internacionais devido à invasão de tropas colombianas e à violação a sua soberania. Sem dúvida, a situação é complexa, mas o problema com o Equador necessariamente deveria ser resolvido mediante a ponderada intervenção e conciliação da comunidade latino-americana. Contudo, Correa optou por pela ruidosa ruptura de relações diplomáticas com a Colômbia. Presumia-se que a Colômbia não atacaria mais no Equador e que Quito se comprometeria pelo menos a não ver com bons olhos as Farc, um acordo em papel que de qualquer forma, e dada a fragilidade da fronteira ocupada em boa parte pelas Farc, poderia ser rasgada após outro incidente. Mas não, as coisas se precipitaram. O governo Correa pode ficar mal visto em seu próprio país, onde a oposição está atenta a seus equívocos.

Colombia-Venezuela:
Este sim é um verdadeiro problema de extrema complexidade binacional geopolítica e internacional, e que não parece ter solução no curto prazo, diferente do incidente com o Equador, apesar do recente agravamento do caso. Do ponto de vista prático, não houve nenhum incidente territorial entre Colômbia e Venezuela, mas ainda assim os confrontos entre Uribe e Chávez, e a investida de domingo do presidente venezuelano contra Uribe e suas decisões belicistas, tornaram o assunto muito mais delicado. Após o ataque ao Equador, Chávez saiu abertamente em defesa de Correa, o convenceu a retirar seu embaixador de Bogotá, fechou sua própria embaixada e mobilizou tropas na fronteira. Ainda mais grave para o governo colombiano, Correa expressou pesar pela morte de Reyes e, dessa forma, seu apoio implícito às Farc. Esse será, sem dúvida, o campo de batalha de Uribe, que defenderá a legitimidade de seus ataques irregulares junto à comunidade internacional: dois estados que apóiam o terrorismo não podem ter razão.

No âmbito puramente militar, após a decisão de Chávez em mover seus tanques até a fronteira colombiana, não parece haver perigo iminente de incidentes ou confrontos. Nem Chávez quer nem o exército colombiano está na fronteira, e nem será deslocado até lá, já que está mais ocupado combatendo as Farc nas montanhas, nas selvas, nos vales e nas cidades. Mas ainda que Chávez mostre os dentes e Uribe também, é o elemento Farc, como em todo o assunto, o que pode tornar as decisões e causar problemas. Não é difícil que em uma fronteira comum de 1.600 km haver confrontos e fugas em direção à Venezuela (onde supõe-se que as Farc também tenham acampamentos). Tampouco é difícil que as não raras vezes em que as tropas colombianas passem para a Venezuela perseguindo a tiros guerrilheiros das Farc, como já ocorreu.

Nesse cenário, um incidente seria possível sim e suas conseqüências imensuráveis para os dois países. Por outro lado, se especula na Colômbia a possibilidade de que o líder máximo dos guerrilheiros, Manuel Marulanda, esteja na Venezuela, próximo ao território colombiano, protegido, assim como acreditam que Reyes estava no Equador. Seria este o pano de fundo da postura de Chávez? Ele estaria mandando um recado a Uribe: "nem pense em vir aqui em busca de Marulanda pois isso equivale a guerra"?

A saber que a Colômbia, apesar de ter um experiente exército de 300 mil soldados frente aos 50 mil da Venezuela, não possui um só tanque de guerra frente a 300 venezuelanos, tem quatro velhas corvetas frente a uma renovada frota venezuelana, lhe restam uma dezena de velhos aviões supersônicos praticamente inoperáveis frente às esquadrilhas de Suhkoi venezuelanos. E apenas conta com uma superioridade em matéria de helicópteros. Além disso, cem por cento das tropas está comprometida com o conflito interno.

Chávez sabe e as Farc quiseram desviar para outros cenários o exército colombiano para se livrarem da pessão que sofrem. Mas a Colômbia contaria com o apoio quase imediato dos Estados Unidos. É evidente que as decisões de Uribe naturalmente passem por Washington. De tal maneira e sabendo que o gringo sempre esteve aí, é melhor para todos que os insultos e provocações de lado a lado cessem e sigamos nossa paz armada entre irmãos que se mostram os dentes.

Além disso, a Colômbia vende anualmente à Venezeual 6 bilhões de dólares em mercadorias e a Venezuela vive com boa parte dos produtos da agricultura colombiana. Se a economia ainda rege a história comum, é bem improvável que de um lado ou de outro se queiram meter em tão cara aventura. Virão depois as reuniões da OEA e até das Nações Unidas, seguramente um acordo com o Equador e a volta do embaixador. O problema com Chávez persistirá, os seqüestrados não voltarão a ser libertados unilateralmente, o Acordo Humanitário ficará para outros tempos e as relações entre os dois países, enquanto Uribe e Chávez estiverem no poder, sempre estarão por um fio.

Com a Venezuela, a internacionalização do conflito - com o papel sempre relevante dos Estados Unidos - passa pelo confronto Chávez-Bush, por causa do petróleo, do Irã...Por sorte hoje os gringos estão se dedicando à escolha de um novo presidente e Bush não quer meter demasiadamente o nariz neste assunto. Mas quando já tiverem escolhido seu novo governo, que medo!

Terra Magazine


Via Campesina ocupa fazenda de fábrica de celulose no Rio Grande do Sul

Rio de Janeiro, 4 mar (EFE).- Cerca de 900 mulheres da Via Campesina ocuparam e destruíram parte da fazenda Tarumã, da empresa Stora Enso, no Rio Grande do Sul, informou hoje o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

As manifestantes cortaram eucaliptos e plantaram espécies nativas em seu lugar na propriedade de 2.100 hectares, no município de Rosário do Sul, a aproximadamente 400 quilômetros de Porto Alegre.

Os integrantes da Via Campesina e do MST afirmaram que a Stora Enso mantém plantações ilegais na região.

A Constituição proíbe que empresas estrangeiras adquiram terras em uma faixa de 150 quilômetros da fronteira do Brasil com outros países, destacaram os manifestantes.

A Stora Enso comprou terras perto da fronteira com o Uruguai, onde a companhia também possui plantações e pretende formar uma base florestal de mais de 100 mil hectares e implantar fábricas na região, argumentaram.

Texto completo da Agência EFE, no UOL.

Polícia Federal apreende material radioativo no Amapá


Cerca de 600 quilos de torianita (minério considerado radioativo) foram apreendidos pela Polícia Federal no Amapá em operação às margens do rio Araguari, na Serra do Navio. Membros da Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear) devem ser enviados ao Estado para analisar o material. Dependendo da composição, a torianita pode ser prejudicial à saúde. Uma pessoa foi presa. Ela guardava parte do material na própria casa. A Polícia Federal diz que o objetivo dessa pessoa era vender o minério por cerca de US$ 200,00 a US$ 300,00 (R$ 507,00 pelo câmbio atual) o quilo. Na operação foram recolhidos 20 sacos contendo 30 quilos do minério cada um. Já houve apreensões do mesmo material no Estado. Em 2006, foram 530 quilos. Granulada e escura, é composta principalmente de tório e urânio. O urânio pode ser usado como combustível atômico e na fabricação de armas nucleares. A torianita pode ser utilizada para adulterar a tantalita, minério usado na produção de ligas especiais em tecnologia de ponta.

Da Videversus. Comentário deste editor: estranho, muito estranho.



terça-feira, 4 de março de 2008

"BRASIL JÁ VAI À GUERRA/COMPROU PORTA-AVIÕES...”

A GLOBO decretou por conta própria uma guerra entre o Brasil e a Venezuela e agora envolve a Colômbia no “conflito”.

A agência venezuelana de notícias ouviu hoje por telefone o jornalista colombiano Jorge Enrique Botero sobre o assassinato de Raúl Reyes e o clima de euforia que tomou conta do governo do narcotraficante Álvaro Uribe.

Entre outras coisas Botero afirma o seguinte: “El periodista colombiano y autor del libro Noticias de la guerra, Jorge Enrique Botero, dijo esta tarde vía telefónica desde el país vecino durante el programa Dando y dando de Venezolana de Televisión (VTV), que muchos describen el asesinato del comandante de las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (Farc), Raúl Reyes, junto a otros 16 miembros de las Farc, ocurrido en la madrugada de este sábado por un bombardeo en territorio ecuatoriano, como el comienzo del fin de las Farc”

Botero faz alusão a declarações de Raúl Reyes que assinalou numa entrevista que deu a diversos jornalistas sobre a obsessão do governo da Colômbia em prender ou eliminar alguém do alto comando das FARCs para exibir como troféu e justificar os gastos com a guerra, que são o dobro do que se gasta com saúde e educação. Por ironia foi ele o “troféu”.

Seria preciso exibir um cadáver de uma alta figura do Secretariado (alto comando das FARCs) para vender a idéia que a guerrilha está próxima do fim, no exato momento que governos de vários países do mundo pressionam por negociações de paz.

Não é bem assim segundo Botero.

"Así que esa especie de celebración, alrededor de que se trate del golpe definitivo a las Farc, me parece que no es más que fruto de esta especie de ebriedad colectiva que se ha apoderado de algunos sectores de la sociedad, y pienso que aparte del golpe desde el punto de vista moral y militar que significa la pérdida de Reyes, la estructura de las Farc continuará. Ellos tienen solidez y un cuadro bastante grande ya formado. Siento que no sólo seguirán adelante, sino que no pienso que vaya a tener repercusiones sobre la búsqueda de un acuerdo de liberación de las personas que están en poder de ellos" manifestó el periodista colombiano.

A internacionalização da guerra é outro aspecto abordado por Botero em sua entrevista e explica o histerismo da GLOBO e dos principais meios de comunicação brasileiro em acirrar os ânimos e criar também a impressão que o País está debaixo de ameaças terroristas.

Sobre una posible internacionalización del conflicto colombiano con Ecuador, Brasil y Venezuela; además de Estados Unidos e Israel, Botero dijo que el hecho de que haya ocurrido en territorio ecuatoriano y que el gobierno colombiano haya luego trasladado los cadáveres para evitar que la guerrilla se los llevara, "constituye ni más ni menos que la entrada con todo del gobierno colombiano a la internacionalización de la guerra". "Sin lugar a dudas estamos frente al reconocimiento por parte del gobierno colombiano de la violación de la soberanía ecuatoriana, no simplemente de un sobrevuelo, un episodio transitorio, sino una acción de magnitud desde el punto de vista militar y creo que estamos a las puertas de la ampliación del problema a nivel internacional, porque las Farc han sido notificadas de que el territorio ecuatoriano también se presta para acciones en su contra", enfatizo”.

O ponto mais importante abordado por Botero vai além da internacionalização do conflito (ação das forças terroristas do governo Uribe no território equatoriano), forçada e deliberada, diz respeito a escolha de Raúl Reyes como o homem a ser assassinado e exibido como troféu. Era o principal negociador da guerrilha para a libertação de prisioneiros de guerra em poder das FARCs e esse tipo de ação, paz, não interessa a Uribe, pois contraria o narcotráfico e os Estados Unidos.

“En cuanto a la razón de haber "eliminado" precisamente al comandante Raúl Reyes, el periodista colombiano afirmó que no es para nada gratuito. "Él era el vocero en el tema del acuerdo humanitario, era la persona que tenía que atender y mantener el contacto con diferentes delegaciones internacionales que estaban colaborando en este empeño. Se reunió varias veces con delegados del gobierno francés, suizo, español... recibió a la senadora Piedad Córdova, era el hombre que daba las entrevistas a los medios internacionales, atendía a todo tipo de delegaciones. Era el personaje más expuesto, más vulnerable que tenía el Secretariado en acción". Asimismo opinó que Raúl Reyes fue seleccionado precisamente como blanco de este ataque "para golpear los esfuerzos hacia un acuerdo humanitario. Y ese es una prueba más de ese espíritu guerrerista al que se refería Víctor Hugo, del que está posesionada la cúpula del poder en Colombia".

Um eventual acordo que liberte a ex-senadora Ingrid Betancourt recoloca em cena política na Colômbia uma adversária de peso para Uribe que tenta justificar com a guerra um terceiro mandato. Tem o apoio dos EUA para isso. Para Uribe e os EUA a morte de Betancourt num acampamento das FARCs serviria para exibirem outro troféu e justificarem o avanço da violência. O caminho escolhido pelos EUA e pelo narcotráfico para derrubar Chávez é esse.

A GLOBO aqui só reproduz isso que Botero chama de :

“Sectores conservadores envalentonados con el "trofeo" que imagina empezarán a exhibir desde esta misma noche, dado que los cadáveres están en camino de ser trasladados a Bogotá”.

Botero vai além quando afirma que toda a ação foi planejada com consciência de violação do direito internacional e das intenções de manter o clima de guerra do governo Uribe.

“En cuanto al tema de la negociación, Botero opinó que mientras esté en el poder el Álvaro Uribe y las personas que lo circundan en el poder, las posibilidades de una negociación, de una búsqueda de salida política al conflicto, van a hacerse cada vez más difíciles”.

"Yo creo que la opción 'guerra' está en el primer punto del diccionario Uribista, y lo comprueba el hecho de que se esté invirtiendo el 6.5 % del PIB (Producto Interno Bruto) de Colombia en la guerra, eso duplica los presupuestos de educación y salud".

E o que a mídia colombiana que afirma “atada” ao governo do narcotráfico e ao exército, faz, tal e qual GLOBO e a chamada grande mídia por aqui. Criar o histerismo entre a população, o medo da guerra e assim justificar a barbárie e a violência.

“Se refirió también a los medios de comunicación de su país, que según indicó "tienen una atadura umbilical a todas las instancias de poder y digamos que el ejército, el gobierno, se la pasa apelando al recurso de filtrar cosas en aparente exclusiva y con eso lograr conseguir ese objetivo multiplicador".

É uma questão de acordar e ao invés de almoçar com o algoz, perceber que por trás de todas as luzes e sinucas plantadas pela violência, qualquer que seja a sua natureza e sua dimensão, há uma luta, não importa também a magnitude, em que a opção é simples. Ou aceitar a barbárie ou reagir a ela.

Imagino que, neste momento, entre histéricos e muito bem remunerados, os globais estejam sonhando com a velha canção crítica de Juca Chaves – “Brasil já vai a guerra/comprou porta-aviões/é meu diz a Marinha/é meu diz a Aeronáutica”. Hoje não há necessidade dessa disputa, já temos dois, o Minas Gerais e o São Paulo.

Ironias (mas importantes, sobre fatos reais) à parte são graves as conseqüências da ação dos narcotraficantes que governam a Colômbia e a irresponsabilidade do governo Bush .

Ingrid Betancourt, como qualquer pessoa em áreas de interesses dos “negócios” terroristas de Bush e Uribe é apenas um peão no jogo desses “negócios”. Um pretexto pois querem tudo menos vê-la livre e ainda mais por negociação direta do presidente Chávez. É a diferença entre terroristas e um governo democrático de fato.

A tentativa de arrastar o Brasil a um conflito em que Lula tem buscado ser mediador de um acordo de paz, feita pela GLOBO atendendo a interesses estrangeiros, é criminosa.

Não há dúvidas na maior parte do mundo sobre o caráter terrorista dos governos Bush e Uribe. Ou o de Israel.

Texto de Laerte Braga, no República Vermelha.

Equador rompe relações diplomáticas com a Colômbia

O Equador rompeu relações diplomáticas com a Colômbia nesta segunda-feira (3) após tropas colombianas matarem um líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia em território equatoriano, informou o Ministério das Relações Exteriores colombiano .


"O governo do Equador decidiu romper relações diplomáticas com o governo da Colômbia a partir desta data", disse uma carta enviada pelo Ministério das Relações Exteriores do Equador a Bogotá.

O texto completo no G1.

Ainda sobre o assunto no G1:

Colômbia faz acusações e agrava crise com Equador e Venezuela.

Colômbia pede desculpas ao Governo equatoriano por incursão de helicópteros.



Ou seja, o ataque do exército colombiano a membros das FARC dentro de território equatoriano eleva tensão com seus vizinhos, como há muito tempo não se via.

JUSTIÇA CONDENA JORNALISTA POR FALAR A VERDADE

JUSTIÇA CONDENA JORNALISTA POR FALAR A VERDADE


por Glória Reis

O jornal Recomeço impresso foi lançado em Leopoldina, MG, em junho de 2001, sendo o principal objetivo do jornal defender os que "tem sede de justiça".

De tamanho pequeno e feição gráfica modesta, a tiragem é de 200 jornais e a distribuição é feita apenas em alguns locais que tem ligação com a finalidade descrita.

Em 2006, o então juiz da Execução Penal da comarca moveu uma ação contra a editora do jornal, acusando-a de difamação, alegando ter sido ofendido por um editorial, no qual se fazia um apelo às autoridades e operadores do Direito no sentido de corrigir ou, pelo menos, amenizar as condições desumanas da cadeia local.

Os presos chegaram a ficar quase um ano, dentro das celas, sem sair nem para um banho de sol, o mínimo a que um organismo humano tem direito.

Nenhuma atividade, nenhum atendimento à saúde (grassam doenças de todo tipo: tuberculose, aids, escabiose, etc), nem mesmo distribuição de material de limpeza e higiene. Mantém-se uma média de mais de 100 presos confinados em cinco "jaulas", que não podemos nem chamar de cela. Uma verdadeira barbárie que por comparação faz a famosa Guantánamo parecer um hotel 5 estrelas.

Lembro aos leitores que nessas cadeias do interior estão presos provisórios, em sua maioria jovens negros e pobres que praticaram pequenos delitos como furtos, brigas, uso de drogas; não há nenhum criminoso cruel como esses descritos pela imprensa alarmista.

Lembro também que no país vigora a LEP, lei de Execução Penal, pela qual o condenado perde a liberdade, mas não os direitos da sua condição humana. E pela lei, de acordo com o art. 66, "compete ao juiz da execução inspecionar, mensalmente, os estabelecimentos penais, tomando providências para o adequado funcionamento e promovendo, quando for o caso, a apuração de responsabilidade".

Os juízes não admitem serem cobrados por suas obrigações, consideram-se deuses e em nenhum momento de lucidez se lembram de que são servidores públicos, pagos por nós, contribuintes brasileiros, para cumprirem com seus deveres, para fazer justiça e deveriam ser os primeiros a dar o exemplo de respeito à lei.

Eu ousei cobrar isso de um juiz. Ele me processou. Fui condenada pela sua colega, outra juíza, para a qual só contou o corporativismo da classe, chegando a dizer na última audiência que nem lera o processo, mas que eu já estava condenada.

O Brasil é um dos países com maior número de jornalistas denunciados e condenados, e essa excrecência vem se mantendo porque não reagimos e não protestamos em nome das vítimas.

Sofri o processo e esta condenação injusta e humilhante porque não aceitei uma transação penal, na qual estava implícito concordar que denunciar autoridade é crime. Não sou mais primária, sou uma sentenciada. Pelo "crime" de fazer uma denúncia. Isso é tudo que nossas autoridades querem: cidadãos calados e acovardados. Assim podem continuar na cômoda posição de não darem satisfação dos seus atos ao povo brasileiro, capacho da empáfia e dos prívilégios dessa classe dominante que tanto mal faz ao nosso país.

Detalhes aqui:

http://jornalrecomeco.blogspot.com/

Texto do Vi o Mundo.

Berlim homenageia os 100 anos de Olga Benario Prestes

"Juntamente com Anita Prestes, filha de Olga Benario e Luís Carlos Prestes, galeria berlinense inaugura "pedra de tropeço" em homenagem aos 100 anos da revolucionária alemã de origem judaica, vítima do Holocausto.

Olga Benario Prestes estaria completando 100 anos na terça-feira (12/02). Como ponto alto das homenagens que presta ao seu centenário, a Galeria Olga Benario de Berlim inaugura "pedra de tropeço" em frente ao último endereço que a revolucionária ocupou na capital alemã.

A "pedra de tropeço" em homenagem à Olga Benario, instalada na calçada da Innstrasse 24, no bairro berlinense de Neukölln, será inaugurada por sua filha, a professora Anita Prestes, que nasceu em Berlim quando sua mãe estava na prisão feminina de Barnimstrasse." Leia mais na Deutsche Welle.

Texto da Periferia do Império.

A PEDAGOGIA NA BLOGOSFERA: INVERTENDO A LÓGICA DA MIDIATIZAÇÃO DENTRO DA PRÓPRIA MIDIATIZAÇÃO

Já comentei que a discussão política, social, esportiva, religiosa, científica, etc. das classes média e alta se dá 80% a partir dos temas editados e emitidos através da ágora midiática, pois o fluxo de idéias, capital, mercadoria, o medo da violência e a mobilidade incessante das n atividades de cada indivíduo esvaziaram grande parte das discussões no espaço público presencial da praça, da avenida, da calçada, do parque. Dessa forma, torna-se impossível evitar conhecer as agendas e as pautas das oligarquias.

A reverberação e a repercussão das mensagens noticiosas, ficcionais e publicitárias são articuladas por todos os veículos de todas as corporações midiáticas auxiliadas por práticas mercadológicas vindas de uma outra articulação ampla de saberes (Administração, Marketing e Economia) que se junta à mídia constituindo uma experiência ubíqüa: merchandising, marketing viral, marketing de guerrilha, jabá, mercado financeiro, lobby, matérias pagas, etc.

Um parêntese: a publicidade torna pública a existência de um produto ou serviço. É uma ferramenta para impulsionar as vendas. Propaganda é a emissão de mensagens políticas e ideológicas, que visam convencer, conquistar e cativar adesões a idéias, causas, demandas e ideologias de qualquer sorte. Marketing é um composto de ações de mercado que, embora trabalhe em conjunto com a comunicação jornalística e publicitária como ferramentas, utiliza técnicas de minimização de custos e de maximização dos lucros também em articulação com saberes de Administração de Empresas, Administração Pública, Ciências Econômicas, Ciências Jurídicas e Sociais, Ciências Políticas, Urbanismo, Engenharia, Antropologia e Psicologia Social, dentre outros. Suas ações e estratégias envolvem logística, capitalismo global, serviços e um amplo conhecimento do ambiente de negócios.

Leia o texto completo no Palanque do Blackão.


Posto Telefônico VoIP chega a POA

A Tellfree lançou na sexta-feira, 22, o primeiro posto telefônico VoIP no centro de Porto Alegre.

A instalação do posto VoIP foi iniciativa da empresa ARC Tecnologia e Serviços, que já contava com um POP da Tellfree na cidade. “Escolhemos a operadora devido à infra-estrutura que ela oferece. Apostamos na qualidade do serviço, no suporte técnico e no seu sistema de gestão, com tarifas bem mais em conta”, explica José Carlos Gomes, diretor comercial do Posto.

Equipado com oito cabines telefônicas, as chamadas interurbanas para telefones fixos custam R$ 0,50, o minuto e as ligações internacionais, R$ 0,80. O serviço está em funcionamento na Rua Voluntários da Pátria, 650, de segunda a sábado, das 9h às 19h.

Do Baguete Diário. Ou seja, é a telefonia sobre IP ("Internet Protocol") substituindo a telefonia convencional.

No DMLU de Porto Alegre, “prêmio” de seguro por invalidez é o desprezo


Eduardo Vani Dusso, funcionário do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) da Prefeitura de Porto Alegre, foi aposentado por invalidez. Agora ele está pedindo socorro. Ocorre que o DMLU e a prefeitura da capital gaúcha fizeram um seguro de vida para os seus funcionários por meio de uma licitação. Ganhou a Bradesco Seguros. Todos os meses, parte do compromisso financeiro com a Bradesco Seguros é pago pela Prefeitura de Porto Alegre e a outra parte é descontada em folha dos servidores municipais. Para vencer a licitação pública para a prestação de serviço como seguradora, as empresas privadas competem basicamente com o valor que será descontado mensalmente na folha de pagamento e os “prêmios” concedidos por acidente no trabalho, morte, invalidez. Eduardo Vani Dusso foi aposentado por invalidez permanente em conseqüência de um AVC isquêmico e um câncer. O prazo da aposentadoria de Dusso começou a contar a partir de 13 de junho de 2007. A publicação do ato de sua aposentadoria saiu no Diário Oficial de Porto Alegre no dia 17 de setembro de 2007. Nesse mesmo mês, já como funcionário aposentado, Eduardo Vani Dusso requereu formalmente na Bradesco Seguros o “prêmio” de seguro por invalidez funcional permanente, apresentando os atos oficiais que o aposentaram a perícia médica. Quase seis meses depois, a Bradesco Seguros não cumpre o contrato e não paga a indenização. Nesse período, a Bradesco Seguros, sem sua política de protelação dos pagamentos devidos por ele, requereu mais informações médicas sobre o caso. As informações adicionais foram encaminhadas por carta pelo médico neurologista responsável pelo tratamento de Eduardo Vani Dusso. Foi marcada mais uma perícia, com um médico indicado pela Bradesco Seguros. A Bradesco Seguros constatou a veracidade do ato de aposentadoria assinado por uma junta médica da Prefeitura de Porto Alegre. Mesmo assim, não pagou a indenização. Chamou seu segurado Eduardo Vani Dusso e o mandou reclamar com o “bispo”, ir se virar na “Justiça”. Ou seja, se não for por cobrança judicial, os “prêmios” prometidos não serão pagos. A Bradesco Seguros exige de Eduardo Vani Dusso um “Termo de Curatela”. O “Termo de Curatela” é uma interdição decretada judicialmente que torna o cidadão civilmente incapaz. Ou seja, isso é de uma canalhice total. E a direção do DMLU, e a Prefeitura de Porto Alegre, que contrataram o seguro, que firmaram um contrato, que fazem pagamentos mensais (e, aliás, existe uma comissão nessa operação, quem recebe a mesma?!!!!) não mexem um dedo pelo funcionário aposentado, que está doente. Será que o prefeito José Fogaça (PMDB) sabe desse caso, sabe como estão sendo tratados os funcionários públicos de Porto Alegre? Eduardo Vani Dusso diz que no DMLU de Porto Alegre vários servidores, como garis, instaladore hidráulico, administradores, operadores de rádio, foram aposentados por invalidez e não receberam o seguro. O serviço médico municipal de Porto Alegre tem credibilidade e autonomia para encaminhar essas aposentadorias por invalidez, não necessitando obrigar os ex-funcionários a passarem por perícias médicas adicionais, exigidas pela Bradesco Seguros, com o único objetivo de protelar indefinidadmente o pagamento das indenização devidas. A coisa é tão cretina que a Bradesco Seguros enviou um carta a Eduardo Vani Dusso, declarando que o mesmo tem direito ao seguro, mas que só fará o pagamento na Justiça. Será possível que o prefeito José Fogaça concorde com isso? Por Alegre tem mais de 30 mil funcionários, Fogaça precisa levar isso em conta. Se o prefeito José Fogaça desejar, é só pedir ao jornalista Vitor Vieira, editor de Videversus, que lhe entregue cópia da carta da Bradesco Seguros. O Ministério Público Especial Junto ao Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul deveria examinar detidamente este contrato da Prefeitura de Porto Alegre com a Bradesco Seguros, assim como sua execução, e o pagamento das comissões, para quem vão.


Do Videversus.

segunda-feira, 3 de março de 2008

O Santo Ofício da TV Globo

CARTA MAIOR:

O "Tribunal do Santo Ofício" global revela-se por completo em uma entrevista. Insatisfeito com uma resposta, o repórter pergunta: "Esse é um compromisso que o senhor assume perante o público do Jornal da Globo?". Eis um belo momento de auto-representação da mídia. Cabe a ela, e somente a ela, o papel da justiça. A análise é de Gilson Caroni Filho.

Gilson Caroni Filho

Se o objetivo de uma entrevista é assegurar o direito do público em ser informado, fica difícil definir qual a natureza do exercício praticado pelo repórter Heraldo Pereira ao entrevistar o deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), indicado pela liderança do partido para relatar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos cartões corporativos.

O que assistimos no Jornal da Globo (28/02/2008) guarda alguma semelhança com prática jornalística ou obedece a construções simbólicas que têm por objetivo caracterizar parlamentares governistas, em especial os do Partido dos Trabalhadores, como delinqüentes contumazes? Pessoas sob permanente suspeita, que devem ser inquiridas com técnicas policiais de interrogatório.

O que procurava Heraldo Pereira? Um contato informal, sem pré-julgamentos, visando à obtenção de informações relevantes ou estabelecer ligações com o “suspeito", valendo-se de uma conversa aparentemente descontraída, que não oculta uma atmosfera carregada de intimidação?

A trama começa com William Waack, no estúdio, perguntando ao repórter qual teria sido o cálculo político que levou o governo a aceitar que a presidência da Comissão fosse ocupada por um parlamentar do PSDB. Pereira, em Brasília, desfia uma série de motivos mostrando um “governo acuado”, sem alternativas e em seguida é apresentada a entrevista com o deputado petista.

O tom jocoso reforça a suspeição prévia. O que se pretende é consolidar a premissa da cobertura. Há um parlamentar que, pela própria filiação partidária, não inspira confiança. A postura é inquisitorial como veremos a seguir

A primeira pergunta não deixa dúvidas quanto a motivações “Acordo do PT e PSDB. Vai ter acordo na CPI também"? Estamos diante de um questionamento jornalístico ou de uma provocação política? A desqualificação prévia do entrevistado revela argúcia do entrevistador? Cremos que uma afirmação de Nílson Lage se encaixa como luva nesse caso:

"O comportamento de alguns repórteres de vídeo deixa dúvidas sobre quem deve ser a "estrela" da entrevista. Todos sabem que a "estrela" deve ser sempre o entrevistado, "por mais conhecido e vaidoso que seja o repórter".

As demais seguirão a mesma toada: "A investigação vai ser mesmo pra valer ou muita coisa vai ser colocada debaixo do pano por causa do acordo político?" Notemos que o entrevistado já havia declarado inexistir qualquer tipo de acordo. Trata-se, portanto, de deixar evidente que o suspeito tem motivos para cometer o crime.

Quando Luiz Sérgio afirma que "não está na CPI para ser advogado de ninguém", Heraldo indaga: "nem do governo?". Estamos diante de um profissional que não quer respostas e muito menos aceita objeções. O fundamental é extrair do entrevistado algo que pareça confissão de culpa. O repórter vive seu momento de inquisidor e se diverte com o papel.

O “Tribunal do Santo Ofício" global se revelará por completo nas duas últimas interpelações feitas ao deputado.

“O senhor vai proteger alguém como relator?" Diante da negativa, Heraldo Pereira arremata: "Esse é um compromisso que o senhor assume perante o público do Jornal da Globo?". Eis um belo momento de auto-representação da mídia. Cabe a ela, e somente a ela, o papel de justiça em última instância. Esqueçamos a supremacia do interesse coletivo sobre o privado. O que conta é elaborado nas grandes oficinas de consenso.

Nos processos da inquisição, a denúncia era prova de culpabilidade, cabendo ao acusado a prova de sua inocência. O "Directorium Inquisitorum"( Manual dos Inquisidores) definia normas processuais, termos e modelos de sentença a serem utilizados. Pelo que temos presenciado - e essa entrevista está longe de ser uma prática desviante- cabe às corporações midiáticas reescrever o direito canônico contemporâneo. Para tanto é preciso audiência e bastante fervor na fé mercantil.

Oremos por todos.

El País diz que a França vai transformar o Brasil em potência militar

O diário espanhol El Pais, analisando o encontro do presidente Luís Inácio Lula da Silva com o presidente francês Nicolas Sarkozy, na Guiana Francesa, publicou uma reportagem na quarta-feira, 13 de fevereiro, com o título "França vai transformar o Brasil em uma potência militar".

O jornal afirma que o Brasil será o primeiro país da América do Sul a possuir uma frota de submarinos nucleares e que a França será "recompensada" com grandes contratos para sua indústria. “Lula tem claro uma coisa, com a transferência tecnológica proporcionada pela França, o Brasil poderá fabricar um submarino e aviões e helicópteros de combate.”

Segundo o El Pais, o acordo de transferência militar discutido entre os dois países “aumentará a posição do gigante sul-americano como potência militar regional” e que a capacidade de ação dos submarinos é impressionante, pois ele pode decidir um conflito sozinho.


Visto na Periferia do Império.

Economist: Brasil ajuda Egito a implantar Bolsa Família

A revista britânica Economist publicou uma reportagem sobre o Bolsa Família na edição desta semana. Para aqueles leitores que não têm acesso à revista ou que não lêem em inglês fiz uma tradução bem meia-boca. Mas o sentido geral é esse:

"Mencione globalização e a maioria das pessoas pensa em bens atravessando o mundo do Leste para o Oeste e dólares sendo movidos na direção contrária. Mas a globalização também funciona com idéias. Considere o projeto de combate à pobreza Bolsa Família, do Brasil, o maior do gênero no mundo. Conhecido no jargão como programa de "transferência condicional de renda", foi criado a partir de um esquema similar no México. Depois de ser testado em grande escala em vários países latino-americanos, uma versão foi implementada recentemente em Nova York, numa tentativa de aumentar as oportunidades para crianças de famílias pobres. Autoridades brasileiras estavam esta semana no Cairo para ajudar os egípcios a montar um projeto similar. "Governos de todo o mundo estão de olho nesse programa", diz Kathy Lindert, do escritório do Banco Mundial em Brasília, que está começando a trabalhar num esquema parecido para a Europa Oriental.


Continue lendo no Vi o Mundo.

Papeleiras adquirem senador para mudar a lei

O interesse da multinacional finlandesa de celulose no Rio Grande do Sul é tanto, que a estratégia para garantir que seus interesses não sejam contrariados, penetrou fundo nas estruturas públicas. Como a legislação brasileira ainda não prevê financiamento público de campanha, fica muito fácil adquirir apóio no Parlamento e no Executivo.



Leia o restante no Celeuma. Nota do editor: não estou certo se concordo com o que diz o pessoal do (da?) Celeuma, mas que o título foi muito criativo, isto foi!

apartheid soneto


poema visual de avelino de araújo

do poema/processo 1967
cheguei até lá por essa postagem do ulysses, na esquerda festiva

Via Implicante por Natureza.

PESSOAL DA ABRIL PROIBIDO DE VISITAR BLOG DO NASSIF

Vou copiar na íntegra a entrada do PEDRO DORIA. Por incrível que pareça, é a mais pura verdade…

Luis Nassif e a Editora Abril

13/Fevereiro/2008 · 11:45

Quem tenta enviar um link para o blog de Luis Nassif utilizando email com o domínio abril.com.br não consegue.

O firewall interno da Editora Abril está bloqueando as mensagens com o link. Certo tipo de conteúdo eles não ajudam a divulgar.”



Do weblog do Pedro Dória, mas visto no Palanque do Blackão.

domingo, 2 de março de 2008

Sobe para cem o número de palestinos mortos em ofensiva israelense




Gaza, 2 mar (EFE).- Aumentou para cem o número de palestinos mortos nas incursões do Exército israelense na Faixa de Gaza e para mais de 300 as pessoas feridas, informou hoje o Ministério da Saúde da Autoridade Nacional Palestina (ANP).
PUBLICIDADE

As últimas duas vítimas são dois palestinos que morreram hoje em um novo bombardeio israelense ao leste do campo de refugiados de Jabalya.

Entre os mortos estão pelo menos 15 crianças, e, segundo fontes não oficiais, o número de civis mortos pode chegar a 40.

Já na Cisjordânia, centenas de pessoas, jovens em sua maioria, saíram às ruas para protestar contra a ofensiva militar israelense.

Um adolescente de 14 anos foi morto na manhã de hoje por tiros de soldados israelenses em uma das manifestações realizadas na cidade de Hebron.

O Exército israelense informou que, em muitos lugares, os manifestantes atiraram pedras e coquetéis molotov contra as forças de segurança.

Exército colombiano invade Equador e assassina porta-voz das FARC-EP

* Exército colombiano invade Equador para matar porta-voz das Farc

* Presidente da França critica ação que matou líder das Farc

* Ecuador considera como ''agresión'' y ''ultraje'' invasión militar colombiana que mató a Raúl Reyes

sábado, 1 de março de 2008

Resposta ao artigo Três vivas à Kosova, de Uri Avnery

Ramez Philippe (no Blog do Bourdokan)

O artigo de Uri Avnery me lembra um ditado português, se não me engano, "desobedecer a El Rey para servir a El Rey".

Avnery é sionista até o último átomo de sua medula.

Neste artigo, falando de Kososvo, ele revela sua fé no sionismo.Kosovo era um província da Sérvia com grande população muçulmana. Foi separada manu militari pelos EUA e OTAN, com o extermínio de milhares de pessoas, para a construção de uma gigantesca base militar no Estado recém-criado.

A desculpa de sempre: é impossível cristãos e muçulmanos conviverem em paz e em prosperidade.

A mesma desculpa usada na Nigéria em 1971, no Chipre em 1974, no Líbano entre 1975-90, no Iraque, a partir de 1991, e na Iugoslávia.

Os EUA criaram o Estado muçulmano do Kosovo para implodir qualquer forma de nacionalismo laico e de contestação social-político-econômico. Os conflitos devem ser religiosos e culturais. Fica mais fácil manobrar tais enfrentamentos.

Usaram a mesma manobra quando criaram Israel, na Palestina, para jogar judeus contra muçulmanos, que durante 1500 anos, essa mesma Palestina acolheu judeus e cristãos em suas terras.

Tentaram fazer o mesmo com o Pequeno Líbano confessional cristão maronita.

A França tentou fazer o mesmo na Síria nos anos 1920.

O que Avnery defende não é soberania do Kosovo, mas sim, a soberania de Israel como Estado judeu. Por isso seus ataques ao estabelishment dito sionista. Avnery sabe que se Israel continuar suas invasões e ocupações de terras árabes, os judeus perderão a condição de maioria dentro do próprio Estado dito judeu.

Daí sua defesa da fórmula 2 povos, 2 Estados. Mesmo sabendo da impossibilidade física da constituição, na atual conjuntura, de um Estado Palestino. Daí suas condenações ao expansionismo e militarismo israelenses, pois sabe que quanto mais Israel vence as guerras, mais árabes passam ao controle judeu. Menos judeu se torna Israel.

Suas posições aparentemente anti-sionistas, corajosas, por sinal, são mais sionistas do que aquelas que supostamente são defendidas pela coalizão likudista-trabalhista no poder há 60 anos em Israel.

Um Kosovo muçulmano dá mais legitimidade a um Israel judeu. Assim como, um Líbano maronita dá mais legitimidade a um Israel judeu.

Israel sempre desejou dividir o mundo árabe em mini-Estados étnico-confessionais. Este era o desejo de Ben Gurion e de todos os demais líderes israelenses. Mais do que desejo, estratégias.

Os EUA agora aplicam tais estratégias em escala planetária, da Bolívia à China.

Paradoxalmente, Avnery ao apoiar a "independência" de Kosovo, está na realidade, indo ao encontro das idéias de Ben Gurion, do imperialismo francês e, agora, do imperialismo americano. Só que o caso em questão se situa nos Balcãs.

Desobedecer o sionismo para servir o sionismo. Este é o lema de Uri Avnery, que ainda assim é um homem corajoso.

Síria acusa EUA de prolongar crise no Líbano

A Síria acusou os Estados Unidos hoje de prolongar a crise no Líbano por enviar um navio de guerra para a costa do país e disse que Washington não pode impor uma solução "exibindo sua força".

Na primeira reação do governo de Damasco ao anúncio feito por Washington, na última quinta-feira, sobre o envio do USS Cole, o ministro das Relações Exteriores da Síria, Walid al-Moualem, afirmou que a força não é uma resposta aos problemas políticos no Líbano.

"Temos dito que os Estados Unidos estão obstruindo a solução política no Líbano e a presença deste navio comprova isso", afirmou Moualem depois de reunião com Amr Moussa, o secretário-geral da Liga Árabe.

"Aqueles libaneses que apostam na exibição de força dos Estados Unidos ficarão desapontados. Washington não pode impor a solução que quer. A solução deve ser baseada em um consenso libanês", disse Moualem.

A luta de 15 meses pelo poder no Líbano se tornou um teste de foças entre o governo pró-Ocidente e a oposição liderada pelo Hezbollah. A Síria e o Irã apoiam o movimento xiita.

Os Estados Unidos sugeriram que a maioria parlamentar libanesa, que tem seu apoio, eleja um novo presidente por conta própria. O posto está vago desde novembro.

Reuters

Marrocos condena "ataques atrozes" em Gaza

O governo do Marrocos condenou, hoje, o que qualificou de "atos atrozes" praticados pelas forças israelenses, na Faixa de Gaza, contra a população civil palestina e estimulou a comunidade internacional "a intervir imediatamente" para acabar com essa situação.

Em comunicado, o Ministério marroquino de Assuntos Exteriores e da Cooperação, pediu também às partes "que evitem os ataques contra a população civil, que levam a uma onda de violência e destróem as esperanças de paz na região".

O balanço provisório de mortos na ofensiva realizada pelo exército israelense, em Gaza, subiu hoje para 46, enquanto os feridos rondam os 200. A operação, apoiada por artilharia, tropas de infantaria e aparatos da Força Aérea israelense, teve como centro o campo de refugiados de Jabalya, no norte da faixa palestina.

A atual situação de violência levou dirigentes palestinos, como o chefe de negociações com Israel e ex-primeiro- ministro, Ahmed Qorei, a ameaçar suspender o diálogo de paz. Além disso, o presidente palestino, Mahmoud Abbas, convocou em Ramala (Cisjordânia) uma reunião especial para analisar essa questão, após a qual pediu a reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU.

EFE

Já são 52 os mortos em ofensiva de Israel

Pelo menos 52 palestinos morreram e 150 ficaram feridos, hoje, em uma das ofensivas mais sangrentas do exército israelense na faixa de Gaza desde 2000, que levou o presidente palestino, Mahmud Abbas, a pedir uma reunião de urgência do Conselho de Segurança da ONU.

As forças militares israelenses informaram sobre a morte de dois de seus soldados. Os grupos armados palestinos, por sua vez, dispararam mais de 50 mísseis contra Israel, onde feriram sete pessoas, entre elas duas crianças e uma mulher, na localidade de Ashkelon, a 10 km da faixa de Gaza, segundo o exército.

Além dos dois soldados mortos, outros sete, inclusive um oficial, ficaram feridos. Segundo médicos palestinos, pelo menos 50 palestinos morreram e outras 150 ficaram feridas, nos ataques aéreos e na operação terrestre de Israel na cidade de Jabaliya e seus arredores.

De acordo com a televisão pública israelense, um regimento inteiro, ou seja, 2 mil soldados, participaram das operações na faixa de Gaza.

Entre os mortos palestinos, estão pelo menos 13 civis, inclusive quatro jovens e sete mulheres. Outros 16 foram identificados como membros de grupos armados, quase todos pertencentes ao braço armado do Hamas.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

CAPA DA NEW YORKER SOBRE FIDEL REALÇA O QUANTO "VEJA" SE TORNOU VULGAR

AZENHA:

Classe é outra coisa. Não é só questão de estampa. A New Yorker da semana traz um belo texto de Alma Guillermoprieto sobre a despedida de Fidel. "Vamos, Fidel, não há ninguém em seu caminho", ela escreve - nos transportando para uma porta imaginária pela qual passa "o filho do fazendeiro espanhol rico com a lavadeira cubana", com um ondulante roupão de hospital.

"Depois de quase cinqüenta anos, é difícil argüir que de fato houve o desejo do povo cubano de ver seu líder detonado por um charuto explosivo ou de dar boas vindas a uma invasão terceirizada", escreveu.

"Hoje, mesmo a mais veemente oposição dentro de Cuba tem poucas ilusões de que Washington adotará uma postura informada, esclarecida, não-intervencionista e generosa" diante da transição na ilha, afirma ela, oferecendo a própria sobrevivência de Fidel como prova de que o embargo econômico mantido por nove presidentes americanos fracassou.

O site da revista tirou do arquivo um perfil escrito por Jon Lee Anderson, o biógrafo de Che - aquele, que detonou a Veja.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

ANTI-JORNALISMO

Blue Bus:

Estrelas da Globo vao dar aula de jornalismo na PUC do Rio

O apresentador William Bonner, que compara seu espectador a Homer Simpson, e o reporter Tino Marcos sao algumas das estrelas do jornalismo da Globo que vao voltar às salas de aula. Por conta de uma parceria com a PUC do Rio, vao falar sobre telejornalismo. Nota da Patricia Kogut hoje no Globo.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

OPOSIÇÃO FAZ OPOSIÇÃO AOS POBRES

CONVERSA AFIADA:

Paulo Henrique Amorim

Máximas e Mínimas 974

Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade
técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PIG, Partido da Imprensa Golpista.



. O programa “Territórios da Cidadania” renovou a oposição da Oposição aos pobres.

. Arthur Virgilio Cardoso, Sérgio Guerra, Rodrigo Maia e Agripino Maia reocuparam o espaço que provisoriamente tinham perdido no PIG para atacar o programa: querem acabar com o programa.

. Os argumentos não têm “consistência”, como a candidatura José Serra à Presidência da República, segundo a colonista Eliane Cantanhêde.

. O mais grave deles é o de que estamos num ano eleitoral.

. Logo, num ano eleitoral, eles contam (até quando, Catilina ?) com o Ministro (?) Marco Aurélio de Mello na presidência do TSE.

. E, se dependesse de Mello, o Presidente Lula, sequer, tinha tomado posse ...

. Desde a campanha para derrotar a CPMF, a oposição, sob a liderança do Farol de Alexandria, demonstra que o problema não é com o Governo Lula.

. É com os pobres.

. E agora vai ao Supremo, ao MP, à Policia Federal, ao Vaticano, ao Bei de Tunis, à Corte Internacional de Haia, onde for, para impedir que o programa “Luz para Todos” ou o “Sorridente” chegue aos pobres.

. Hoje, nesta quarta-feira, o PIG parece indignado com o fato de, sem a CPMF, a arrecadação em janeiro ter sido muito boa.

. Clique aqui para ver a manchete indignada do Globo - apenas para assinantes do Globo, clique aqui para ler a manchete do Estadão e clique aqui para ler a manchete da Folha.

. Um horror: o plano do PIG de “starve the beast”, matar o Estado de fome, não deu certo, ainda !

. O horror é que o Governo Lula pega esse dinheirão e destina aos pobres !

. Onde já se viu isso ?

. Arthur Virgilio Cardoso tem razão: ele é o único candidato “consistente” da Oposição: ele é contra os pobres e, logo, contra os impostos.

. Ele é o nosso Bush, o nosso Sarkô.

CARO LEITOR DO BLOGOLEONE: PARA LER OS CLIQUES AQUI DO TEXTO, SUGIRO CLICAR NO TÍTULO DESTA POSTAGEM.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Gente bronzeada e sem valor


Somos todos mouros, por Sebastião Nery.

Chegamos ao trem, em Madri, em 70, eu e minha mulher, a caminho de Marrocos, por Gibraltar, perguntei ao encarregado do carro qual a nossa cabine. Ele nos levou muito solícito. Lá estavam sentados dois marroquinos. Cada cabine, de primeira ou de segunda classe, era sempre para seis pessoas sentadas. O espanhol fechou a cara, rosnou algumas palavras incompreensíveis, arrastou-nos e nos levou a outra cabine:
- Fiquem aqui.
- Mas nossos números são da cabine de lá.
- Vão viajar com mouros? São imundos e mal educados. Raça inferior. Vão roubar vocês. Árabe aqui na Espanha não é gente.
De nada adiantaram nossa reação e nossos argumentos. O espanhol era um racista tarado. A viagem toda fiquei espreitando o seu comportamento. Empilhou os árabes em outras cabines, defendendo a santa pureza de seu vagão ariano. De repente, ouço uma briga no corredor do trem. São soldados agredindo violentamente alguns árabes.
Espanha
Chamo um dos fardados, de divisas no braço, e lhe pergunto o que há:
- Não é nada não. São esses mouros.
- Mas, o que é que eles estão fazendo?
- Não têm que vir para a terra da gente. Uns imundos.
Passada a confusão, puxo conversa com ele:
- Que patente é esta sua? É do exército espanhol?
- Não. Sou da Legião Estrangeira. Vou para a África. Vamos brigar lá.
- Contra quem?
- Na Legião a gente só sabe contra quem vai brigar na véspera. Quem sabe o inimigo são os homens e os governos que nos pagam.
- E quem são esses homens e esses governos?
- Não sei e não quero saber. Quem quer saber muito as coisas não entra para a Legião Estrangeira.
E saiu mascando o seu chiclete. Sórdido como todos os mercenários.
Inglaterra
Quase quarenta anos depois, a "Folha" contou que "a mestranda de Física pela USP, Patrícia Camargo Magalhães, 23 anos, que tinha reservas em hotel em Lisboa, dinheiro e cartões de credito, passou três dias detida no aeroporto de Madri, onde fazia uma conexão, confinada em uma sala blindada de 9m2, com mais 30 brasileiros, e foi deportada, de volta ao Brasil, por autoridades espanholas, quando iria apresentar um trabalho em um congresso em Lisboa. Em 2007, pelo menos 3 mil brasileiros tiveram recusado seu ingresso no país (uma média diária de 8,2)". Domingo, de Londres, Rafael Cariello, da "Folha", contou coisa pior:
"Os brasileiros representam a maior fatia de pessoas, entre todas as nacionalidades, que têm a entrada negada no Reino Unido (Inglaterra) e são mandadas de volta ao país de origem. Os números mostram que, em 2005 e 2006, o total de brasileiros, cuja entrada foi negada no país, representou mais que o dobro da segunda nacionalidade (Nigéria), com maior numero de `denegações' (vetos). Em 2005, 5.195 brasileiros tiveram a entrada recusada na Inglaterra e foram enviados de volta, contra 2.135 nigerianos, em segundo lugar. No ano seguinte, foram 4.985 negativas a brasileiros. Paquistaneses, 2.035 casos. Nigerianos, com 1.960, vêm em seguida".
A "basura"
Nenhuma novidade. O guarda do trem, o jovem capitão da Legião Estrangeira, o governo espanhol e o inglês continuam pensando exatamente a mesma coisa: só entra lá quem for fazer os serviços "baixos", a "basura" (lixo), que espanhóis, ingleses, europeus se negam a fazer.
É só uma questão de cor e classe social. Quase todos os brasileiros que eles imaginam que querem ficar lá são brancos, classe média, têm algum nível e vão disputar empregos que eles podem querer e ter. Por isso são mais vetados do que os negros nigerianos, os marrons paquistaneses, que, como outros africanos e asiáticos, se submetem a qualquer serviço.
Essa violência, que até o sempre obsequioso Itamaraty considera "inaceitável", é uma bofetada. Durante séculos, sobretudo depois das duas guerras mundiais, o Brasil foi o "berço esplêndido" que acolheu milhões de portugueses, espanhóis, ingleses, italianos, judeus, europeus de todo tipo, que não tinham o que comer e onde trabalhar. Hoje, para eles somos mouros.
A invasão
Vindo da Espanha, essa afronta é um escárnio. A Espanha está literalmente invadindo o Brasil, ganhando o País de presente. O Banco Santander recebeu de Fernando Henrique o Banespa, o segundo maior banco do País, sem pagar um tostão, e vai montando aqui seu império.
Nossa maior telefônica é a espanhola Telefônica de São Paulo, associada ao Santander. Estão comprando as outras. Mais de 70% dos livros didáticos quem fornece ao governo é a Santillana, espanhola, aliada ao Santander. A editora Planeta, que também já absorveu várias, é espanhola. Empresas de água e esgoto, luz, estradas, postos, está tudo nas mãos dos espanhóis. Pena que não tenhamos um governo, mas uma bandalha.
Para não se imaginar um preconceito contra a Espanha, cito o exemplo italiano. O livro "La presenza italiana nella historia del Brasil", da Fondazione Agnelli, conta que "só no Estado de São Paulo, de 1886 a 1934, entraram 2 milhões e 300 mil italianos como imigrantes.(Recebido por email, razão pela qual não vai publicado o limk da página).

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Fogaça, o lento!


Saiu no blog RS Urgente: "Após mais de três anos apoiando e sustentando politicamente o governo Fogaça, o deputado federal Nelson Proença (PPS), descobriu que a marca do atual prefeito de Porto Alegre é a lentidão. Em entrevista ao jornal Zero Hora, neste domingo, Proença lascou: “Tenho grande respeito pelo Fogaça, acho que é um sujeito correto, mas é lento. Ele é lento para tomar decisão e aí, conseqüentemente, é lento para resolver o problema da pavimentação, para recolher o lixo nas ruas. A lentidão no processo de decisão é a marca registrada da administração Fogaça”.

Proença também detonou o slogan da campanha eleitoral de Fogaça: “fica o que está bom, muda o que não está”. “Fogaça ficou na metade da frase. Ele só deixou o que estava bom, não conseguiu mudar o que não estava. Eu acho que isso é decorrência do comportamento dele, dessa forma hesitante de conduzir a política municipal”.

Apresentando-se como candidato à prefeitura de Porto Alegre pelo PPS, também disparou contra o governo Yeda, especialmente contra o secretário da Fazenda, Aod Cunha: “A Secretaria da Fazenda como corporação é demasiado forte. Aod, que é uma pessoa extraordinária, não consegue comandar a corporação. A Fazenda cria dificuldades para que se leve adiante um projeto de atração de investimentos”.

Caso seja candidato deverá explicar à população de Porto Alegre porque apoiou e sustentou politicamente um governo lento e incapaz".

Brasil negocia fim de restrição de viagem a soropositivos

O Brasil vai liderar as negociações internacionais para tentar acabar com as restrições de viagens para portadores do vírus da Aids. Hoje, doze países em todo o mundo impedem totalmente a entrada de imigrantes ou turistas com a doença e a Organização Mundial da Saúde (OMS) quer acabar com essa situação. O caso mais polêmico é dos Estados Unidos, onde os turistas soropositivos ainda precisam esconder a doença se querem entrar no país.

"A Aids não é uma doença que se transmite pelo ar, como a Sars. Portanto, não há motivos para que as restrições existam e a Aids não pode ser tratada como apenas uma questão de segurança nacional", afirmou Mariangela Simões, diretora do Programa de Combate à Aids do Ministério da Saúde. Ela será a escolhida para liderar o processo na OMS relacionado especificamente à entrada de turistas em países. O governo filipino será o coordenador do grupo que irá debater a questão da entrada de imigrantes.

"A idéia é que recomendações sejam apresentadas em seis meses para que o tema seja levado à Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU)", contou Mariangela. No total, 72 países, entre eles o Brasil, não aplicam restrições. Mas outros 62 países não autorizam vistos de residente para soropositivos.

Escondendo (de novo) o padre Júlio

OBSERVATÓRIO DE IMPRENSA:

Postado por Luiz Weis em 22/2/2008 às 7:53:17 AM


Toda hora, ou quase, a mídia dá motivo para se condená-la por acusar aos berros e se retratar aos sussurros.

Nesse sentido, o modo como a Folha tratou o caso do padre Júlio Lancelotti merecia ser ensinado nas escolas de jornalismo – como um exemplo a não se imitar.

No domingo, 28 de outubro, o jornal deu na primeira página:

“Ex-interno diz que fazia sexo por dinheiro com padre” [ver aqui].

Na quinta-feira, 8 de novembro, a mesma Folha – mas nunca, jamais, onde já se viu, na primeira página – noticiou a conclusão da polícia de que “padre Júlio sofreu extorsão”.

A omissão, contrastando constrangedoramente com a apelação anterior, foi registrada neste blog [ver aqui].

Para explicar a disparidade de tratamento, o jornal poderia alegar, forçando a barra, que a conclusão policial não seria necessariamente o fecho do caso, apenas uma etapa no processo de esclarecimento dos fatos. Afinal, informava a matéria, “o inquérito será analisado pelo juiz Júlio Caio Farto Sales”, que “poderá pedir novas investigações, caso considere as provas insuficientes".

Hoje, reincidente, alegaria o quê? Em oito linhas praticamente caíndo de uma página interna do caderno Cotidiano, o jornal dá que “o Ministério Público de São Paulo considerou o padre Júlio Lancelotti vítima de extorsão” e que “a condenação deve sair na semana que vem”.

Fácil imaginar o que a Folha faria se o Ministério Público considerasse que não houve extorsão nenhuma na história – e que o religioso, como o jornal proclamou naquele domingo de outubro, o dia em que mais vende, de fato pagava por sexo com um ex-interno, segundo acusação deste.

E a azeitona nessa empada podre é que a notícia de hoje na Folha chegou atrasada: as conclusões do Ministério Público já estavam ontem no Estado.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

O que engana bem nos EUA ...

Ao justificar seus ataques aos meios de comunicação, Musharraf não se cansou de dizer que os jornalistas paquistaneses eram grosseiros, não respeitavam as autoridades e teriam que aprender a se comportar. Às vezes citou a imprensa norte-americana e a britânica e como elas tratavam bem seus governantes. Como tinha razão! Quis, portanto, alinhar a mídia paquistanesa com suas congêneres dos Estados Unidos e do Reino Unido.

Não há dúvida: o New York Times estaria de acordo com tudo isso. Como esquecer sua valente posição quando Bush/Cheney/Rumsfeld se preparavam para ir à guerra? Ou o apoio servil à Bush, não só da rede Fox, mas de todos os canais de televisão, sem exceção? Ou o terrível Tony Blair castrando uma BBC domesticada, despedindo seu presidente e seu diretor-geral, porque de vez em quando ela refletia as opiniões da maioria dos cidadãos, que eram incondicionalmente hostis à guerra?
Tariq Ali na Carta Maior.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Pedro Simon defende fim do bloqueio contra Cuba

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) em discurso no plenário nesta sexta-feira defendeu o fim do embargo econômico que os EUA mantêm durante quatro décadas contra Cuba. Com a renúncia de Fidel Castro do cargo de presidente, Simon considera que estão criadas as condições políticas para "um avanço histórico, com o fim do bloqueio que asfixia a ilha economicamente e prejudica, principalmente, o povo cubano".

- O Congresso norte-americano, na última terça-feira, pediu ao governo o fim da política punitiva dos EUA contra Cuba - ressaltou o senador dizendo que a imprensa norte-americana também constata o fracasso das tentativas de derrubar Fidel Castro.

Na opinião do parlamentar, o Brasil pode desempenhar um papel importante na distensão das relações entre o regime cubano pós-Fidel e o governo dos Estados Unidos. Nesse sentido, Simon sugeriu que o assunto seja discutido no Parlamento do Mercosul - que se reúne em Montevidéu, em março.

O senador, ao mesmo tempo, apelou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está na Argentina, para que debata a questão com a presidenta Cristina Kirchner. Outra proposta de Pedro Simon, debatida no plenário, durante apartes dos senadores Heráclito Fortes (DEM-PI), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, e Cristovam Buarque (PDT-DF), foi uma reunião com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

O juiz, a polícia e o malandro

CARTA CAPITAL:

Roberto Schuman *

Um flagrante da crônica policial durante o carnaval é a prova eloqüente de que a polícia do Rio de Janeiro não trai mesmo a origem. O policial com farda (militar) ou sem farda (civil) não se comporta como guardião da cidadania. Talvez não conheça esse conceito. Talvez o despreze. Essa, enfim, é a polícia que a sociedade brasileira criou, voltada originalmente para reprimir a população mais pobre. Tem esse sentido o texto escrito pelo juiz Roberto Schuman, 31 anos, da 2ª Região do Tribunal Regional Federal. É inspirado na experiência que ele viveu, na noite da segunda-feira de carnaval. Mesmo depois de se identificar, foi tratado por policiais civis como um marginal. Em seguida, algemado e empurrado para dentro de um camburão. “Confesso que saí do camburão me sentindo como um trapo, um lixo, em relação à minha cidadania e à minha condição funcional”, escreveu o juiz aos amigos. Ele mesmo encontrou a foto de um de seus algozes no site da Polícia Civil. Nela, o policial Cristiano Carvalho Veiga da Mouta recebe do chefe da Polícia Civil, Roberto Hallak, o diploma de conclusão de um curso de Operações Especiais. Os policiais, de ouvido em ouvido, contam outra versão. Mas o que o juiz narra é exatamente o que a população conhece. Não parece invenção e, muito menos, mera coincidência. Se isso ocorre com um magistrado, talvez só reste constatar: “Pobres dos pobres!” (Mauricio Dias)

Segunda-feira de carnaval. Saí de casa por volta das das 22 horas para encontrar a namorada na porta do Circo Voador, na Lapa. Ao chegar, deixei o táxi ao celular, para tentar localizá-la. Além de tênis, bermuda e camisa, usava um chapéu, desses vendidos em todos os cantos da cidade a 5 reais. Presente da namorada. Coisa de mulher.

Atravessei a rua e quase fui atropelado por um camburão, luzes e lanternas apagadas, com a inscrição Core (Coordenadoria de Recursos Especiais, unidade especial da Polícia Civil do Rio). No mesmo momento, o motorista gritou: “Ô, malandro!” Assustado, dei um pulo para a calçada, pedi desculpas e virei as costas, ainda ao celular.

Percebi, então, que a viatura andava ao meu lado, com três policiais de preto. E escutei, em alto e bom som: “Saia da rua, seu malandro e bêbado!” Neste momento, reagi. Isso não é jeito de tratar as pessoas na rua. “Não sou bêbado nem malandro. Se vocês não estiverem em operação, está errado andarem com essa viatura preta e apagada, pois quase me atropelaram e vão acabar ferindo alguém!”

Foi a oportunidade que queriam. Os homens de preto desceram da viatura: “Ô, malandro, tu é abusado e tá preso”. Ato contínuo, diante da voz de prisão, estendi os dois braços para ser algemado. Pergunto ao mais novo dos três, que estava completamente alterado: “Qual o motivo da prisão?” Resposta: “Desacato”. Insisto: “O que os senhores entendem por desacato?” Resposta: “Até o DP a gente inventa, se a gente te levar pra lá”.

Percebi a gravidade da situação e disse: “Estou me identificando como juiz federal e minha identificação funcional está dentro da minha carteira, no bolso da bermuda”. Imediatamente, o policial novinho, que se identificou como André e no DP disse ser Cristiano, meteu a mão no meu bolso, pegou a minha carteira e a colocou em um dos bolsos de sua farda preta. Então, o impensável aconteceu! Disseram: “Juiz federal é o c... Tu é malandro e vai para a caçapa do camburão”.
Fui atirado na mala do camburão como bandido, algemado, com o celular no bolso. Os três policiais do Core diziam que, no máximo, eu deveria ser “juiz arbitral ou de futebol”. Temi pela vida. Por incrível que pareça, veio-me aquela frase de Dante, da obra Divina Comédia: “Abandonai toda esperança, vós que entrais aqui”.

Sem perder as esperanças, mesmo algemado, peguei o celular do bolso e liguei para a assessoria de segurança da Justiça Federal. Informei a situação, bem baixinho. Que não sabia se seria levado ou não ao DP. Pedi para acionar a Polícia Militar e localizar a viatura do Core que circulava pela Lapa comigo algemado.

Após o telefonema, disse-lhes uma única coisa, ainda na viatura. “Vocês estão cometendo crime.” Eles zombaram aos risos: “Juiz federal andando com esse chapéu igual a malandro. Até parece. Se você for mesmo juiz, a gente vai chamar a imprensa, pois juiz não pode andar como malandro”.
Na delegacia, as gracinhas dos policiais continuaram: “Olha o chapéu do malandro”. Já me sentindo em segurança, revidei. “Vocês querem que eu tire o chapéu e vista terno e gravata?” O fato é que, na presença do delegado, as algemas foram retiradas. Vinte minutos depois, um dos policiais de preto veio ao meu encontro: “Excelência, desculpas. Nós agimos mal, podemos deixar por isso mesmo?”
Respondi: “Primeiro, não me chame de excelência, pois até há pouco eu era malandro. Segundo, não. Não pode ficar por isso mesmo. Como é que vocês tratam assim as pessoas na rua, como se fossem bandidos? Terceiro, vocês três não honram a farda que vestem. Quarto, desde a abordagem policial, agi apenas como cidadão e fui desrespeitado. Depois de ter me identificado como juiz federal, fui ainda mais ofendido. Logo, houve um crime de abuso de autoridade seguido de outro de desacato.

O circo foi montado pelo próprio agente Cristiano, que ligou do interior do DP para os repórteres, de forma incessante. Talvez temesse que ele e seus dois colegas de farda preta fossem presos por mim no interior do DP. Decidi não fazê-lo, porque em nada prejudicaria a instauração de procedimento administrativo na Corregedoria da Polícia Civil, bem como a ação penal por abuso de autoridade e desacato, sem mencionar o dano à minha pessoa, como cidadão e magistrado.

“Se como juiz federal fui ameaçado por três homens de farda preta com pistolas automáticas, algemado e jogado como um bandido na mala de um camburão, simplesmente por tê-los repreendido, de forma educada, como convém a qualquer pessoa de bem, o que aconteceria a um cidadão desprovido de autoridade e conhecimento dos seus direitos?”

De minha parte, duas coisas estão claras. Não permitirei nada passar em branco, pois são fatos sérios e graves que partiram daqueles que têm o dever de zelar pela segurança da sociedade. E, no próximo carnaval, não usarei o presente da namorada, o tal chapéu. É perigoso. Pode ser coisa de malandro.

*Cidadão e juiz federal no estado do Rio de Janeiro

Dinheiro traz felicidade, certo, mas também passa rapido

BLUE BUS:

Todos aqueles que acreditam que dinheiro nao traz felicidade acabam de sofrer duro golpe. Estudo divulgado no mês passado nos EUA pela National Academy of Sciences mostra que quanto mais caro é o produto que experimentamos, maior também é a sensaçao de felicidade que sentimos. 22/02 Luiz Alberto Marinho

Os participantes do tal estudo tiveram sensores conectados aos cérebros e foram instruídos a tomar um gole de 5 taças de vinho diferentes. Detalhe - cada garrafa tinha um preço distinto, variando de USD 5 a USD 90. Cada vez que um sujeito bebia da taça abastecida com o vinho de USD 90, os sensores captavam significativo aumento de atividade na parte do cérebro responsável pelas sensaçoes de prazer. Isso acontecia mesmo quando a cobaia humana era enganada e tomava o vinho de USD 5 pensando que bebericava o exclusivo vinho de USD 90. Ou seja, o prazer resultava mesmo da experiência de consumir algo muito caro e nao da qualidade do vinho em si. 22/02 Luiz Alberto Marinho

A conclusao da pesquisa é que os consumidores correlacionam preço a qualidade. Além disso, vivenciam uma sensaçao de felicidade por ter em maos um produto caro, porque acreditam que isso faz delas pessoas melhores. Em outras palavras, elas querem mais do que têm porque querem ser mais do que sao. Entretanto, a sensaçao de felicidade obtida pelo consumo de um produto caro e exclusivo dura pouco. Os sensores ligados aos participantes da pesquisa mostraram que apenas poucos segundos depois de degustar o vinho de USD 90 o prazer voltava aos níveis normais. Isso provavelmente explica a dinâmica do consumo compulsivo que afeta certas pessoas - para essa gente, a compra tem efeito semelhante ao das drogas, bebida ou cigarro. 22/02 Luiz Alberto Marinho

A moral dessa história é que o dinheiro pode sim trazer felicidade. Mas ela é efêmera. A verdadeira felicidade, essa nao se compra.
22/02 Luiz Alberto Marinho

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Deputado israelense culpa homossexuais por terremotos

Os homossexuais são responsáveis pela onda de terremotos que atingiu Israel nos últimos meses, porque Deus advertiu que não se deve "menear" os genitais indevidamente, disse nesta quarta-feira no Knesset (Parlamento) um deputado israelense ortodoxo.

"O Talmud nos ensina que uma das causas dos terremotos é a homossexualidade", disse Shlomo Benizri, um dos 12 deputados do partido Shass, referindo-se ao livro que reúne a tradição oral religiosa judaica.

O Knesset legalizou o homossexualismo em 1988 e nos anos seguintes diversas leis passaram a reconhecer os direitos dos homossexuais.

"Deus disse que sacudiria o mundo 'para despertar-vos se menearem vossos genitais' onde não tenham que fazê-lo", afirmou Benizri em uma comissão parlamentar que estuda medidas para proteger o país dos tremores.

Israel sofreu uma série de terremotos nos últimos meses, o último deles na sexta-feira passada, de 5 graus na escala Richter.

O Vale do Jordão, o Mar Morto e, mais ao sul, o deserto de Arava e o Mar Vermelho se encontram sobre a falha sírio-africana, local de freqüente atividade sísmica.

Deputado quer tornar caveira e farda preta do Bope patrimônios culturais do Rio

A insígnia com uma caveira trespassada por faca e garruchas e o uniforme preto que celebrizaram o Batalhão de Operações Especiais (Bope) podem se tornar patrimônios culturais do Estado do Rio de Janeiro. Isso é o que pretende o deputado Flávio Bolsonaro (PP), que garante que a idéia é anterior à popularidade alcançada pelo Batalhão depois do sucesso do filme "Tropa de Elite".

Estudo mostra que empresário não reduz preço com o fim da CPMF

CONVERSA AFIADA:

O que era uma suspeita se confirmou. O fim da CPMF não produziu a alardeada redução de preços para os consumidores. Ao contrário do que afirmava a oposição no Senado, os preços subiram, aumentando o lucro das indústrias e empresas, como foi demonstrado por um estudo do professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marcos Cintra, publicado na Folha de S. Paulo. “O fim da CPMF foi uma reforma tributária invertida, um Robin Hood às avessas: tirou dos pobres para dar aos ricos”, afirma a senadora Ideli Salvatti (PT-SC).
Ao fazer um cruzamento entre o impacto do fim da cobrança da alíquota de 0,38% sobre as movimentações financeiras com a inflação medida em 42 setores da economia, Cintra colocou por terra a tese de que o fim do tributo traria ganhos aos consumidores. Ledo engano. Cintra comprova que a extinção da CPMF não causou qualquer impacto positivo na economia do País. “Se o argumento defendido pelos empresários e pela oposição fosse verídico, de que a CPMF aumentava em 2% os preços nos setores de bens de serviço, o povo já estaria sentido o impacto positivo da medida, especialmente com preços mais baixos”, sustenta Ideli.
Os cálculos realizados também por especialistas da área econômico-tributária mostram uma inflação crescente nos preços desses 42 setores pesquisados. Os únicos beneficiados com o fim da CPMF foram as empresas, que tanto lutaram pela derrubada do tributo e que hoje podem comemorar o aumento de suas margens de lucro. “Setores como eletroeletrônicos, indústria automobilística, farmacêutica, transportes e serviços pessoais tiveram aumento, ao invés da queda dos preços tão defendida pelos empresários e pela oposição, que usaram este argumento para derrubar a CPMF”, diz Ideli. “Em todo o debate o que mais se ouviu falar, pela oposição, era que a população teria um benefício imediato, mas isto não aconteceu até agora”.
Para Ideli, está evidente que a conta será paga pelos menos favorecidos, pois serão os que mais vão sofrer com a extinção do imposto. A CPMF financiava a Saúde, Previdência e a Assistência Social, por meio de programas como o Bolsa Família.
Mesmo sem os R$ 40 bilhões arrecadados pela CPMF que, neste momento, passam a engordar os lucros das empresas e das indústrias, o governo não irá abrir mão de seu projeto de crescimento sustentável com inclusão social, ressalva a senadora. “Aliás, o governo comemora o crescimento na economia e reitera o compromisso de manter os projetos assistenciais. Com isso, programas de inclusão, como o Bolsa Família, continuarão ajudando mais de um quarto da população brasileira, representada pelos 11 milhões de famílias que recebem o benefício”, afirma a líder do PT no Senado.
Esse programa obteve bons resultados em diversos estados brasileiros, como o suscitado pelo professor de economia da Universidade Federal de Alagoas, Cícero Péricles de Carvalho. Ele fez um estudo publicado pela revista inglesa The Economist sobre o impacto positivo do Bolsa Família na economia familiar alagoana, considerada uma das mais pobres do Brasil.
O professor destacou que o benefício concedido pelo programa gerou uma explosão no consumo de bens duráveis, como eletrodomésticos e móveis. E o aumento desses bens foi comprovado ano passado pelo estudo realizado pela FGV, com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios – PNAD, que mostra o aumento da renda da família brasileira. Um estudo da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), das Nações Unidas, também indicou que durante o governo Lula, com suas políticas de inclusão, milhares de brasileiros subiram da classe D para a C. Na prática, a sociedade de consumo aumentou.
O dado mais importante a ser avaliado, no entanto, é que houve em Alagoas a inclusão de mais brasileiros no mercado de consumo, beneficiados com programas antes financiados com os recursos da CPMF. “O discurso dos que defendem o fim da CPMF deveria ter sido o seguinte: ‘vamos tirar dos pobres para dar aos ricos, mesmo que a grande maioria da população, infelizmente, ainda não possua conta corrente”, diz Ideli. Para a senadora, a sociedade vai continuar esperando a queda nos preços que ocorreria imediatamente após o fim da cobrança da CPMF, como prometeram alguns líderes empresariais, sob o argumento de que o tributo estava com sua data vencida, tinha desvio de finalidade e era utilizado para o superávit primário do governo.
“Mas os preços não caíram como os empresários e a oposição prometeram e a rubrica dos recursos que financiavam a saúde, a previdência e a assistência social, agora, é do lucro privado”, diz. Para completar, afirma Ideli, a CPMF era um importante instrumento para rastrear e punir a ação de sonegadores de todos os matizes. De empresários inescrupulosos a traficantes de drogas.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

E agora, Mané?

O ex-governador Antônio Britto assumiu a vice-presidência da Claro. O furo foi dado pela coluna do jornalista Ancelmo Góes, no Globo desta terça-feira, 19. A colunista de política de Zero Hora, Roseane de Oliveira, confirmou a informação com o próprio Britto nesta manhã.

Britto disse à jornalista gaúcha que estava em São Paulo “colocando a gravata” para ir ao escritório da Claro, onde será anunciado oficialmente como vice-presidente. O convite teria sido feito antes do Carnaval.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Sacanagens globais


Na semana passada, os vários telejornais da TV Globo fizeram alarde com um vídeo em que alunos da Universidade de Ciências Informáticas (UCI) de Havana aparentemente criticam duramente o regime cubano e o socialismo. Reproduzindo acriticamente o noticiário estadunidense, a ex-toda poderosa TV Globo informou que dois universitários teriam sido presos logo após a difusão do “incidente”. No seu afã anticomunista, ela sequer conferiu as fontes. “O vídeo, de quase uma hora de duração, mostra o desencanto da juventude”, decretou.
Na verdade, o episódio ocorreu em 19 de janeiro e só agora foi amplificado e manipulado pela mídia hegemônica. Tratou-se de uma reunião do presidente do Assembléia Nacional, Ricardo Alarcón, com os alunos da UCI, um projeto avançado de informatização do país. O vídeo não foi feito às escondidas, como insinua a TV Globo, mas sim transmitido livremente para os dez mil estudantes da escola. Ele retrata um debate natural, democrático, entre os jovens e o deputado, no qual são feitas críticas às dificuldades de Cuba – coisa comum de se ouvir nas ruas desta nação rebelde e irreverente. Não há qualquer repressão ou demonstração de “desencanto da juventude”.

Manipulação e silêncio criminoso

A mentira da TV Globo é tão grotesca que ela nem divulgou a entrevista de Eliécer Ávila, o tal universitário preso, que apareceu recentemente, livre e faceiro, zombando das manipulações da mídia. Num outro vídeo, que a Rede Globo não transmitiu em horário nobre, o aluno afirma que o encontro com Alarcón tratou dos problemas da juventude e que as críticas foram no sentido do “fortalecer a construção do socialismo cubano”. Segundo a Agência Reuters, Eliécer se mostrou indignado com as intrigas divulgadas, inclusive sobre a sua prisão. “Tudo o que estão dizendo é uma mentira total, que desvirtua o que opinamos... Agora me dei conta da maquinaria da mídia”.
A TV Globo também não repercutiu o protesto público dos alunos da UCI contra o “terrorismo midiático”. Também não registrou para os seus incautos telespectadores um manifesto assinado pelos estudantes, professores e demais trabalhadores da universidade que condena “a grosseira e mal-intencionada manipulação dos principais meios de comunicação do imperialismo e de seus lacaios”. O documento informa que 99% dos alunos e funcionários da universidade votaram na eleição cubana de janeiro. “Ratificamos a nossa inquebrantável disposição de cumprir qualquer tarefa da revolução e de continuar lutando para merecedor integrar a sua tropa do futuro”.
Mais aqui,na coluna de Altamiro Borges no Vermelho.

PSDB é autuado em R$ 7 milhões por notas frias

O PSDB teve sua imunidade tributária suspensa e foi autuado em R$ 7 milhões após a Receita Federal detectar uso de notas fiscais frias durante a campanha à Presidência da República em 2002 do candidato José Serra. O valor das notas, emitidas por uma empresa fantasma e por outra "inidônea", somavam R$ 476 mil, segundo a Delegacia da Receita Federal de Brasília.

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, que teve acesso aos documentos da auditoria nas contas do PSDB e do auto de infração, a empresa "inidônea", desativada desde 1996, estaria registrada como sendo Marka Serviços de Engenharia e pertenceria ao secretário-geral do PSDB (1999-2003), Márcio Fortes. Leia mais no portal Terra.

O descanso do comandante


O líder cubano Fidel Castro anunciou nesta terça-feira que não voltará a governar o país, lançando dúvidas sobre o futuro do regime que se prepara para escolher um sucessor dentro de apenas uma semana.
Em uma mensagem publicada pelo jornal oficial do Partido Comunista Cubano, o Granma, Fidel disse que não aceitará o cargo de Presidente do Conselho de Estado, para o qual vinha sendo eleito e ratificado desde 1976.
"Trairia minha consciência ocupar uma responsabilidade que requer mobilidade e entrega total que não estou em condições físicas de oferecer. Digo-o sem dramatismo", escreveu Fidel, afastado do cargo há um ano e meio para tratamento de saúde.
"A meus queridos compatriotas, que me deram a imensa honra de me eleger recentemente como membro do Parlamento, em cujo seio devem ser adotados acordos importantes para nossa Revolução, comunico que não aspirarei e nem aceitarei - repito - não aspirarei e nem aceitarei o cargo de Presidente do Conselho de Estado e Comandante-chefe."
"Não me despeço de vocês, desejo apenas combater como soldado das idéias".
Fidel disse que continuará escrevendo no Granma, mas sua coluna "Reflexões do comandante-chefe" passará a se chamar "Reflexões do companheiro Fidel".
Mais no G1.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Prévias do PT - Porto Alegre


'Fazer a cidade avançar para o futuro'

Com o auditório principal da sede do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre completamente lotado, ocorreu hoje à noite uma 'plenária de mobilização e organização' da pré-candidatura de Miguel Rossetto (foto), que disputa com a deputada federal Maria do Rosário a condição de representante do Partido dos Trabalhadores à prefeitura da capital dos gaúchos nas próximas eleições municipais. Entre os presentes encontravam-se, dentre outros, o deputado estadual Raul Pont e os ex-deputados Flávio Koutzii e Estilac Xavier, que discursaram durante o evento. Presentes também os vereadores Marcelo Danéris, Maria Celeste, Carlos Todeschini e Sofia Cavedon, além do ex-prefeito João Verle e vários ex-vereadores e lideranças de movimentos populares, sindicais, mulheres, negros, juventude e das zonais do partido.

Em seu pronunciamento Miguel Rossetto destacou que "no próximo dia 16 de março, o PT definirá sua candidatura à Prefeitura de Porto Alegre. Foi com muita honra e entusiasmo que aceitei o desafio de representar o partido para que nossa cidade seja novamente uma referência mundial de democracia e qualidade de vida. Para isso, precisamos derrotar a direita, representada pelos governos Fogaça e Yeda. Nós, que lutamos pela construção de um PT ético, democrático e socialista, sabemos que a força da militância é fundamental para vencermos esse desafio. Além de chegarmos à Prefeitura, precisamos fazer uma grande administração, capaz de recolocar Porto Alegre no nível atingido durante os governos da Frente Popular, fazendo a cidade avançar para o futuro".

Do Blog do Júlio Garcia
http://jc-garcia.zip.net

Bons tempos



Para horror dos profetas do caos, o editor da Money Week, Merryn Somerset, publicou no Sunday Times artigo defendendo que os pequenos investidores britânicos coloquem o seu suado dinheirinho no Brasil. “Por que Brasil? Porque o país tem duas coisas que faltam ao resto do mundo - reservas de terras férteis e uma abundância de água. Esses dois fatores combinados transformaram o Brasil no maior forncedor mundial de açucar, café, carnes bovina e de frango. (…) Ao mesmo tempo, ao contrário de nós, o Brasil está na febre dos biocombustíveis, é um dos maiores produtores de ferro e tem grandes depósitos de urânio, niquel, ouro, platina e, descobriu-se recentemente, petróleo. Vai demorar para o país retirar esse óleo do fundo do mar, mas se as reservas forem tão grandes quanto se imagina, o Brasil poderá entrar na liga de exportadores, junto com o Oriente Médio e a Venezuela. (…). Finalmente há a estabilidade política: (o veterano investidor) Jim Slate me descreveu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como sendo ao mesmo tempo ‘pragmático’ e ‘popular’”. Meryn Somerset não está sozinho nessa aposta que tanto contraria muitos analistas brasileiros.
Saiu n'O Filtro de Thomas Traumann

Para servir e proteger



“Se como juiz federal fui ameaçado por três homens de farda preta com pistolas automáticas, algemado e jogado como um bandido na mala de um camburão, simplesmente por tê-los repreendido, de forma educada, como convém a qualquer pessoa de bem, o que aconteceria a um cidadão desprovido de autoridade e conhecimento dos seus direitos?”

Um flagrante da crônica policial durante o carnaval é a prova eloqüente de que a polícia do Rio de Janeiro não trai mesmo a origem. O policial com farda (militar) ou sem farda (civil) não se comporta como guardião da cidadania. Talvez não conheça esse conceito. Talvez o despreze. Essa, enfim, é a polícia que a sociedade brasileira criou, voltada originalmente para reprimir a população mais pobre. Tem esse sentido o texto escrito pelo juiz Roberto Schuman, 31 anos, da 2ª Região do Tribunal Regional Federal. É inspirado na experiência que ele viveu, na noite da segunda-feira de carnaval. Mesmo depois de se identificar, foi tratado por policiais civis como um marginal. Em seguida, algemado e empurrado para dentro de um camburão. “Confesso que saí do camburão me sentindo como um trapo, um lixo, em relação à minha cidadania e à minha condição funcional”, escreveu o juiz aos amigos. Ele mesmo encontrou a foto de um de seus algozes no site da Polícia Civil. Nela, o policial Cristiano Carvalho Veiga da Mouta recebe do chefe da Polícia Civil, Roberto Hallak, o diploma de conclusão de um curso de Operações Especiais. Os policiais, de ouvido em ouvido, contam outra versão. Mas o que o juiz narra é exatamente o que a população conhece. Não parece invenção e, muito menos, mera coincidência. Se isso ocorre com um magistrado, talvez só reste constatar: “Pobres dos pobres!” (Mauricio Dias)
Vale a pena ler a íntegra do depoimento do juiz Roberton Schuman, publicado na revista Carta Capital. Clique >aqui.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Saco de gatos gordos e velhos na UnB

Cinco diretores da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), ligada à Universidade de Brasília (UnB), foram afastados por decisão liminar do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF).

Policiais militares restringiram o acesso à fundação para evitar que documentos sejam retirados do prédio, localizado na entrada na universidade. Na ação judicial, o Ministério Público levanta a suspeita de prática de irregularidades em contratos celebrados pela Finatec para prestação de serviço à universidade.

Para a desembargadora, a intervenção requerida pelo Ministério Público é "impositiva". De acordo com ela, todos os réus vêm, ao longo de muitos anos, revezando-se nos cargos das diretorias e conselhos, "sempre exercendo atividades que lhes permitiam aprovar ou fiscalizar as contas da instituição, bem como a formalização de contratos de prestação de serviços com órgãos públicos”. Na reforma do apartamento do reitor da UnB, Timothy Mulholland, a compra de mobília teria custado cerca de R$ 400 mil. Da Agência Brasil.

OMS considera “altamente tóxico” herbicida de soja transgênica

Enquanto isso, ruralistas querem diminuir a alíquota de importação sobre o glifosato chinês, princípio ativo do herbicida usado na soja transgênica e patenteado pela Monsanto

14/02/2008

Mayrá Lima, de Brasília

Por um lado a Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, em Brasília, tenta diminuir a alíquota sobre o glifosato chinês, numa tentativa de “baixar os custos do herbicida e melhorar a concorrência do produto no mercado”. Por outro, a Organização Mundial de Saúde (OMS) anuncia que decidiu reclassificar o herbicida patenteado pela transnacional Monsanto de “produto que não oferece perigo” para produto “altamente tóxico”.

A reclassificação está baseada em demonstrações científicas que alertaram sobre os efeitos cancerígenos, a ação mutagênica, a contaminação de alimentos e persistência do veneno no solo e em cultivos. Segundo a Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa (ASPTA), a soja transgênica RR (Roundup Ready), também da Monsanto, foi desenvolvida para resistir à aplicação do herbicida à base de glifosato (cujo nome comercial é Roundup). Com o uso da soja transgênica, os agricultores pulverizam o agrotóxico sobre a lavoura, eliminando todas as plantas invasoras, deixando intacta a soja transgênica – três quartos dos transgênicos produzidos no mundo foram desenvolvidos para resistir à aplicação de herbicidas.

“Se por um lado as empresas alegam que a tecnologia simplifica o trabalho de controle do mato, por outro, é evidente que o consumo do produto tende a aumentar em muito pouco tempo. Isto porque as plantas invasoras rapidamente também adquirem resistência ao produto, o que força os agricultores a usar quantidades cada vez maiores do veneno para garantir sua eficácia. Outro resultado deste fenômeno é que as alegadas vantagens econômicas da tecnologia em pouco tempo são anuladas, pois a aquisição de veneno é um dos fatores que mais pesam nos custos de produção da agricultura convencional. Mais veneno, mais custos”, explica a entidade ambientalista.

A Comissão de Agricultura enviou em 8 de fevereiro um ofício à Camex (Câmara de Comércio Exterior) solicitando a não renovação da tarifa para a matéria-prima do herbicida Roundup. Do lado dos ruralistas, as movimentações em torno da diminuição de custos escondem o aumento do uso do veneno já considerado tóxico.

“Caiu a máscara dos ruralistas que falavam que o glifosato não era tóxico. Além disso, o preço elevado tanto do Roundup quanto dos royalties pagos para a Monsanto começam a inviabilizar a plantação de transgênicos. A única coisa que pode salvar os ruralistas é justamente a liberação da taxa de importação do glifosato”, disse Adão Pretto (PT/RS) que faz oposição à bancada ruralista, maioria da Comissão de Agricultura da Câmara.

Contradição

A bancada ruralista da Câmara é favorável ao uso de transgênicos na agricultura brasileira. No caso da liberação da soja, a articulação desses deputados para reduzir o custo do glifosato importado jogou por terra o argumento de que a soja transgência diminui o uso de herbicidas.

Hoje, quem domina a produção das sementes de soja geneticamente motificadas e controla 80% do mercado de glifosato no País é a Monsanto. A empresa de biotecnologia, por sua vez, subiu o preço do veneno em 50%. “Os agricultores que embarcaram na onda transgênica estão agora pagando o preço duplamente: não só se vêem forçados a usar maiores quantidades de agrotóxicos, como têm que pagar mais caro por eles”, registrou a ASPTA, em nota.

Estudos recente de pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente voltado a analisar os potenciais impactos da soja transgênica no Brasil já listou nove espécies de plantas capazes de driblar o glifosato. Quatro delas já desenvolveram resistência ao veneno nas lavouras brasileiras de soja transgênica e apresentam “grande potencial de se tornarem um problema". Essa pesquisa complementa dados do Ibama que indicam que para cada quilo de princípio ativo do herbicida reduzido no Rio Grande do Sul, houve um aumento de 7,5 kg de glifosato no período de 2000 a 2004, época de expansão da área da soja RR resistente ao glifosato no estado.

Em artigo publicado, semana passada, pela revista Ethical Corporation, uma porta voz do EuropaBio, um grupo de lobby da indústria biotecnológica, admitiu que “os cultivos Roundup Ready levaram as plantas invasoras a se tornarem resistentes ao Roundup, o que resultou em maiores aplicações do produto, comumente em combinação com outros químicos”.