sábado, 31 de janeiro de 2015

O festival de asneiras em torno dos 88 bilhões de reais da Petrobras

Raras vezes tantas tolices foram publicadas e compartilhadas em cima de um número malcompreendido.
Entre no Twitter e digite Petrobras 88 bilhões, e você encontrará uma enxurrada daquilo que de mais imbecil a mente humana pode conceber.
A cifra de 88 bilhões de reais representaria aquilo que foi desviado por corrupção na Petrobras.
Para quem tem o mínimo de familiaridade com números, é um caso parecido com o do homem de oito metros.
Mas poucos tem, e a Folha, origem dos disparates, não está entre estes raros.
Foi a Folha que deu a “informação”. Ela estaria no balanço divulgado pela Petrobras.
Depois, a Folha corrigiu o erro, mas era tarde demais: a asneira já fora transmitida e incorporada por dezenas, centenas, milhares de analfabetos políticos que incluem suspeitos de sempre como Lobão e Danilo Gentilli.
Os 88 bilhões são um cálculo aproximado de ativos supervalorizados.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Globo não ataca o Governo, ataca o Estado nacional

O noticiário da Globo é tendencioso. Ninguém que seja medianamente informado pensará diferente. Entretanto, não sei se as vítimas desse noticiário perceberam que no afã de denegrir o Governo, o que está perfeitamente dentro de suas prerrogativas de imprensa livre, a Tevê Globo, sobretudo nas pessoas dos comentaristas William Wack e Carlos Sardenberg, passaram a atacar o Estado brasileiro, o que sugere crime de lesa-pátria.
O Jornal da Globo de ontem, terça-feira, ultrapassou todos os limites da manipulação no sentido de execrar com a Petrobras através de uma análise distorcida de fatos e estatísticas. Os dois comentaristas tomaram por base valor de mercado, comparando-o com dívidas, para sugerir que a empresa está quebrada. É puro charlatanismo, economia de botequim, violação das mais elementares regras de jornalismo sério.

Confira no Jornal GGN

A tarefa impossível de calcular as perdas da Petrobras

A Petrobras foi submetida a um desafio impossível: estimar as perdas com a corrupção para dar baixa no balanço.
Os vazamentos indiscriminados ventilaram a suspeita de que os desvios poderiam ter ascendido a R$ 20 bilhões. Mas a única coisa de concreto que se tem é a comissão de 3% sobre cada contrato fechado. E quem pagava era o fornecedor, não a Petrobras.
Compare-se a propina com, digamos, uma comissão de vendas.
Do ponto de vista penal, a distinção é total: propina é crime e tem que levar a cadeia quem pagou e quem recebeu.
Do ponto de vista contábil (e do ponto de vista de proporção do contrato) ambas equivalem. Ou seja, o custo de uma propina é similar ao de uma comissão por intermediação comercial.

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Esquerda vence eleição na Grécia e promete negociar com credores

Com 99,5% dos votos apurados, de acordo com a agência EFE, o partido Syriza tinha 36,34% dos votos, quase nove pontos à frente do partido conservador Nova Democracia, do primeiro-ministro Antonis Samaras(com 27,81%). O partido deve ter 149, das 300 cadeiras do parlamento.
"O novo governo estará disposto a negociar pela primeira vez com nossos sócios uma solução justa, viável, duradoura, que beneficie todos", declarou Tsipras, diante de uma multidão reunida na praça da Universidade de Atenas.

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O que acontece quando Armínio encontra Eliane Catanhêde?

Qual o resultado da mistura de Armínio Fraga com Eliane Cantanhêde?
Bem, o resultado está no Estadão, numa entrevista.
É o apocalipse. O Brasil acabou, para os dois.
De um modo geral, quando leio esse tipo de coisa, me pergunto o que pessoas que pensam assim ainda fazem no país.
O que Armínio retrata, com a ajuda milionária de Catanhêde, é uma distopia que só será superada se pessoas como eles estiverem no poder.
É o triunfo do ressentimento e de falta de autoconhecimento. A não ser que consideremos que éramos o paraíso sob FHC.
Uma frase simboliza a entrevista: “Estamos vivendo uma enorme crise de valores e isto é gravíssimo.”
Pois acrescento: entrevistado e entrevistadora são amostras dessa “enorme crise de valores”.
Armínio fala, a certa altura, do horror que é um sistema em que “empresas doam centenas de milhões de reais para as campanhas”.
Concordo. Muita gente concorda, aliás. E é uma pequena tragédia que Gilmar Mendes segure há tanto tempo, em completa impunidade, uma proposta de mudança de financiamento de políticos.
Mas a questão é: como foi a campanha de Aécio? Na base de água e pão? E a de Alckmin?

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Eu sou o cara dessa foto. E este é o meu relato





Um efetivo de dezenas de policias para prender/espancar uma única pessoa, essa pessoa deve ser muito perigosa não?
Não, não é, essa pessoa no chão sou eu, apenas um manifestante. Serão os manifestantes os maiores criminosos do estado e do Estado? É o que parece, então aqui vai um relato de ontem, um relato de uma tentativa de usufruir da minha liberdade de expressão e do direito à livre manifestação.
Peço que antes de comentarem leiam com atenção e descubram quem são os verdadeiros vândalos.

Pelo segundo ano consecutivo, policiais são os maiores responsáveis por agressões contra a imprensa

Desde 2013, o cenário de agressões contra a imprensa brasileira tem mudado. A violência que partia majoritariamente de políticos por meio de mandato ou por seus assessores é, atualmente, feita por policiais. Este é o resultado do que aconteceu nos últimos dois anos durante as manifestações no país. Os dados foram divulgados nesta semana pelo Relatório de Violência e Liberdade de Imprensa 2014, da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).


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sábado, 24 de janeiro de 2015

Vivemos em um mundo mais rico... para quem?

Estamos ficando mais ricos. Certamente não todos nós, nem no planeta nem em todos os países. Mas, em média, um cidadão comum hoje tem padrões de vida superiores aos do passado.
Uma das formas de medir isso é pela quantidade de produtos e serviços produzidos em média por pessoa, o PIB per capita. Para a população global, esse índice subiu quase quatro vezes em seis décadas até 2010.

Confira na BBC Brasil, via DCM.

Projeto americano que investigou OVNIs está na web

Mais de 130 mil páginas do "Project Blue Book" foram disponibilizados em PDF em um site. Entre os anos 1940 e 1970, o projeto desenvolvido pela Força Aérea dos EUA investigou aparições e eventos ligados a objetos que poderiam ser extraterrestres.


Leia mais no Olhar Digital

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Quanto é preciso ter para estar entre o 1% mais rico do planeta?


A carteirinha do clube que reúne a parcela mais rica do planeta custa US$ 798 mil (cerca de R$ 2,1 milhões), segundo um estudo da organização não governamental britânica Oxfam. Esse é o patrimônio que um indivíduo precisa ter para fazer parte do 1% mais abastado da população mundial.
Aproximadamente 295 mil brasileiros já fazem parte desse grupo seleto, de acordo com dados de um outro estudo, do grupo financeiro Credit Suisse, divulgado no fim do ano passado.
Segundo a Oxfam, o 1% da população mundial será dono de mais de 50% das riquezas do planeta no ano de 2016.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Riqueza de 1% deve ultrapassar a dos outros 99% no mundo até 2016, diz ONG

A partir do ano que vem, os recursos acumulados pelo 1% mais rico do planeta ultrapassarão a riqueza do resto da população, segundo um estudo da organização não-governamental britânica Oxfam.

A riqueza desse 1% da população subiu de 44% do total de recursos mundiais em 2009 para 48% no ano passado, segundo o grupo. Em 2016, esse patamar pode superar 50% se o ritmo atual de crescimento for mantido.

O relatório, divulgado às vésperas da edição de 2015 do Fórum Econômico Mundial de Davos, sustenta que a "explosão da desigualdade" está dificultando a luta contra a pobreza global.


Confira a reportagem da BBC Brasil reproduzida no UOL Economia

Escândalo pronto para servir

Um dos aspectos mais curiosos da Operação Lava Jato reside em seu caráter totalmente previsível. Desde que, sob orientação do juiz Sérgio Moro, as primeiras prisões foram efetuadas e os primeiros depoimentos foram colhidos, já era possível adivinhar que o país iria assistir a uma operação-monstro, pré-destinada a fazer história pela quantidade de empresários e políticos denunciados.
Essa convicção prévia não se baseia em simples impressões nem se explica pelo conhecimento de testemunhos e provas reunidos nos últimos meses. Apoia-se num artigo publicado em julho de 2004, chamado “Considerações sobre a Operação Mani Puliti,” disponível na internet. Num texto de apenas seis páginas, escrito antes que Roberto Jefferson tivesse denunciado o mensalão que gerou a AP 470, quando a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobrás sequer havia sido efetivada, Sérgio Moro deixa claro que há onze anos já estava decidido a repetir, no Brasil, uma operação semelhante a Mãos Limpas.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Processo da Folha de S. Paulo contra blog satírico chega ao STJ

Desde 2010, a Folha de S. Paulo e os irmãos Mário e Lino Bocchini, criadores do blog satírico Falha de S. Paulo, tentam resolver na justiça se a página de humor deve ou não voltar ao ar. Passados quase cinco anos, o processo, que já foi julgado em primeira e segunda instância, chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e está nas mãos do ministro Marco Buzzi. Em decisões anteriores, a justiça de São Paulo afirmou que não aprovaria o retorno do site, pois se tratava de violação de marca. Os irmãos, por outro lado, falaram em liberdade de expressão. Segundo os advogados dos criadores da Falha, Luís Borrelli Neto e Leopoldo Eduardo Loureiro, o processo ainda não tem data marcada para ser julgado.


Confira no Comunique-se

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Al-Qaeda no Iêmen reivindica atentado contra Charlie Hebdo

A Al-Qaeda no Iêmen reivindicou o atentado que dizimou na semana passada a redação da revista satírica francesa Charlie Hebdo, em um vídeo divulgado nesta quarta-feira.

"Os heróis foram recrutados e agiram", declarou no vídeo publicado em um site islamita um dos líderes da Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA), Nasser bin Ali al-Anassi. 

Reprodução do Correio do Povo.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

A próxima capa - Charge da Folha de São Paulo





Charge do Laerte, na Folha de São Paulo.

Massacre do Boko Haram teve pouca repercussão internacional; entenda

Na sexta-feira (9), a Anistia Internacional divulgou um comunicado sobre o que seria o maior e mais mortal ataque do grupo Boko Haram desde o seu surgimento, em 2009. Segundo a entidade, seriam aproximadamente 2 mil mortos na cidade de Baga, na Nigéria, e em diversas vilas ao seu redor. O governo do país, por sua vez, disse nesta segunda (13) que são 150 vítimas. O número exato dificilmente será conhecido, já que ainda não é considerado seguro ir ao local para contar ou recolher os corpos espalhados pelas ruas. 
Veículos de imprensa e analistas internacionais agora questionam como um caso desse porte teve uma repercussão tão pequena, especialmente em comparação ao ataque terrorista na França, ocorrido menos de uma semana depois.


Leia mais no G1

'Quero mostrar que é possível', diz travesti cotada a reitora no Ceará

"Para mim é uma felicidade ser a primeira nas coisas mas também uma tristeza. Quantos não estão desistindo da escola por serem hostilizados?", diz professora travesti cotada para reitoria.
Luma Andrade já se acostumou a ver suas conquistas repercutirem nacionalmente: tornou-se a primeira travesti doutora do Brasil, a primeira travesti professora de uma universidade federal e agora pode se tornar a primeira a chegar à reitoria de uma universidade.
Uma campanha pelo seu nome – batizada de "Luma Lá" – está sendo feita por um grupo de alunos na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), na cidade de Redenção, no Ceará.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

A longa história de um massacre esquecido

Há 50 anos, cerca de 100 a 200 argelinos que se manifestavam pacificamente em Paris foram assassinados pelas forças policiais. Ocultado durante muito tempo pelo poder, este 17 de outubro de 1961 integra progressivamente a memória coletiva.


Confira do Vox Europ via Jornal GGN.

Onde está a gritaria das associações de médicos contra a “máfia das próteses”?

Onde estão as declarações indignadas das entidades médicas contra a chamada “máfia das próteses”? Onde os protestos veementes da categoria? Onde metade daquele povo que foi aos aeroportos agredir os cubanos, denunciar a invasão comunista, o trabalho escravo e a roubalheira?


Confira no Diário do Centro do Mundo

Inflação fecha 2014 em 6,41%, acima de 2013, mas dentro do teto da meta

A inflação oficial no Brasil fechou 2014 em 6,41%, dentro do limite máximo da meta do governo, puxada principalmente pelos preços de alimentos e moradia. Em 2013, a alta dos preços tinha sido de 5,91%, também dentro do limite máximo. 
As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Leia mais no UOL Economia

A diferença entre o politicamente incorreto do Charlie Hebdo e o politicamente incorreto de Gentili e derivados

Existem dois tipos de humor politicamente incorreto.
Um é destemido, porque enfrenta perigos reais. O outro é covarde, porque pisa nos fracos.
Os cartunistas do jornal francês Charlie Hebdo pertenciam ao primeiro grupo. Humoristas como Danilo Gentili e derivados estão no segundo.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Sede de revista é atacada em Paris e deixa 12 mortos




Dois homens armados abriram fogo contra a sede da revista francesa "Charlie Hebdo", em Paris, nesta quarta-feira (7), matando 12 pessoas, das quais oito são jornalistas. Outras onze pessoas ficaram feridas -- quatro delas estão internadas em estado grave.


Confira no UOL Notícias

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Maduro diz que indultará opositor López se EUA libertarem porto-riquenho López Rivera

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse no domingo que concordaria em oferecer um indulto ao oposicionista Leopoldo López, preso há quase um ano, se os Estados Unidos aceitarem libertar o porto-riquenho Óscar López Rivera, condenado por conspiração sediciosa.


Continue lendo no Terra

Livro sobre sistema eleitoral norte-americano é lançado no Brasil

No Brasil a convite do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre os Estados Unidos (INCT-Ineu) – financiado pela FAPESP e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) –, Keyssar iniciou a sua palestra comentando o resultado das eleições legislativas norte-americanas ocorridas no início de novembro, que deram aos republicanos o controle do Senado e aumentaram sua maioria na Câmara.
“A participação foi extremamente baixa: 36% dos eleitores votaram e os republicanos receberam 52% dos votos. Fazendo a conta, 52% de 36% significam que a maioria republicana foi obtida com apenas 18,5% dos eleitores. Foi um voto predominantemente protestante e masculino”, disse.
Segundo o historiador, além do baixo comparecimento às urnas, um aspecto notável dessa campanha foi o montante de dinheiro investido. “Houve um aporte sem precedentes. Dinheiro não das campanhas oficiais, não dos partidos, não dos candidatos, mas de outras organizações, muitas vezes secretas. Dinheiro de corporações. Especialmente em alguns estados ocorreram verdadeiras inundações desse tipo de dinheiro. E não foi uma eleição presidencial. Enormes quantidades de dinheiro foram investidas na compra de horários na televisão”, afirmou. Aqui, é preciso lembrar que não existe horário eleitoral gratuito nos Estados Unidos.

Confira no sítio da Agência Fapesp, via Jornal GGN

Como a Veja foi atacada por seus próprios leitores numa matéria sobre o nazismo na PM

A reportagem afirma que Fábio foi responsável por uma chuva de bombas de gás lacrimogêneo durante o protesto de 20 de junho de 2013 na prefeitura do Rio de Janeiro. Isso custou para ele o comando da Tropa de Choque, perdendo o posto para o coronel Márcio Rocha. O novo comandante moderou no uso de balas de borracha e de gás durante os protestos, mas aumentou as prisões antes e durante a Copa do Mundo de 2014.
Mesmo assim, Fábio Almeida de Souza foi promovido ao posto de coronel no dia 25 de dezembro do ano passado, durante o Natal, e seus planos de conspiração nos bastidores da polícia vieram à tona.
A PM não acha que há nada de errado em sua promoção, embora exista um inquérito que mostra que ele pode ter incitado pancadaria com manifestantes black blocs, além das declarações abertamente nazistas para expurgar outros policiais dentro da corporação.
O texto da Veja deveria despertar a revolta de seus leitores. Foi o contrário.

Especulacões sobre coerência

Há poucos meses, o deputado estadual Giovani Feltes batia-se pela derrubada do imposto de fronteira.
Praticamente toda a agora base aliada do governador José Ivo Sartori queria o fim dessa taxa cujo objetivo é impedir que mercadorias de outros Estados e de outros países entrem no Rio Grande do Sul pagando ICMS menor do que os produtos da indústria gaúcha. Estabeleceu-se um conflito entre a indústria e o comércio do RS.
Feltes e seus companheiros ficaram com o comércio pretensamente em nome dos consumidores.
Guindado à posição de secretário da Fazenda, Feltes mudou de ideia.
O que estariam dizendo Feltes e seus companheiros se algo semelhante tivesse sido feito pelo PT?
Chamariam isso de estelionato eleitoral.

Gregos podem escolher destino, mas devem respeitar compromissos, diz Hollande

O presidente francês, François Hollande, estimou nesta segunda-feira que os gregos, convocados a renovar o Parlamento no fim de janeiro, são livres para escolher seu destino, mas seu próximo governo precisará "respeitar os compromissos" assumidos pelo país.

"Os gregos são livres para escolher seu destino mas, ao mesmo tempo, compromissos foram assumidos. Tudo isso terá que ser respeitado, evidentemente", declarou Hollande em uma entrevista com a emissora France Inter, ao evocar uma possível vitória do partido de esquerda radical Syriza nas legislativas previstas para 25 de janeiro.


Confira no Correio do Povo

domingo, 4 de janeiro de 2015

Ministro da Saúde da Turquia diz que "carreira" das mulheres é a maternidade

As declarações do ministro da Saúde da Turquia, Mehmet Müezzinoglu, nas quais afirmava que a maternidade deveria ser a principal "carreira" das mulheres, provocaram grandes críticas no país, segundo informou nesta sexta-feira (2) a imprensa local.

Confira a notícia da EFE no UOL

Na primeira penitenciária privada do Brasil, quanto mais presos, maior o lucro

Em janeiro de 2013, assistimos ao anúncio da inauguração da “primeira penitenciária privada do país”, em Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais. Porém, prisões “terceirizadas” já existiam em pelo menos outras 22 localidades. A diferença é que esta de Ribeirão das Neves é uma PPP (parceria público-privada) desde sua licitação e projeto, enquanto as outras eram unidades públicas que em algum momento passaram para as mãos de uma administração privada. Na prática, o modelo de Ribeirão das Neves cria penitenciárias privadas de fato; nos outros casos, a gestão ou determinados serviços são terceirizados, como a saúde dos presos e a alimentação.
Existem no mundo aproximadamente 200 presídios privados, sendo metade deles nos Estados Unidos. O modelo começou a ser implantado naquele país ainda nos anos 1980, no governo Ronald Reagan, seguindo a lógica de aumentar o encarceramento e reduzir os custos, e hoje atende a 7% da população carcerária do país. O modelo também é bastante difundido na Inglaterra – lá implantado por Margareth Thatcher – e foi fonte de inspiração da PPP de Minas, segundo o então governador do estado, Antônio Anastasia. Em Ribeirão das Neves o contrato da PPP foi assinado em 2009, na gestão do então governador Aécio Neves.

Confira na Samuel

Grécia dissolve parlamento para realizar eleições em janeiro

O parlamento grego anunciou, nesta quarta-feira, sua dissolução e confirmou a realização de eleições antecipadas em 25 de janeiro, o que pode atiçar as tensões na Eurozona em caso de vitória do partido de esquerda radical Syriza, favorito nas pesquisas. Esta dissolução ocorre três dias após o fracasso do Parlamento em eleger um novo presidente da República.


Confira no Correio do Povo.

BBC indica coleção de Clarice Lispector para ser lida em 2015


Consagrada no mundo todo, Clarice Lispector teve sua obra destacada pela plataforma de notícias BBC poucos dias antes do ano terminar. Isso porque o canal incluiu uma coleção com textos da romancista brasileira em uma lista seleta que sugere dez livros para serem lidos em 2015.

Confira no Correio do Povo

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Capitão América nas entrelinhas de jornais brasileiros

Por que o sujeito americano preso em território cubano é um suposto espião e os sujeitos cubanos presos em território americano são apenas espiões? E mais: por que há menção ao estado de saúde do preso americano, insinuando maus tratos, e nenhum destaque ao estado de saúde dos que estão presos nos Estados Unidos?
Estadão se expressou de forma muito semelhante em seu editorial. Sobre o lado americano: “Além de libertar três cubanos que haviam sido presos por espionagem [...]”; sobre Cuba: “Aceitou entregar dois prisioneiros americanos, também acusados de espionagem”. Pergunto de novo, por que os cubanos foram presos por espionagem e os americanos foram presos acusados de espionagem?
Trata-se de uma estratégia que não pode ser ignorada. Afinal, linguagem é poder. (...)

O Apocalipse adiado

Se fosse possível definir o ano de 2014 em relação à mídia tradicional, pode-se afirmar que as organizações de imprensa dominantes, aquelas que conduzem a pauta institucional e parte relevante da agenda pública, se revelaram como uma mente estranha no corpo social. Desde o primeiro dia do ano, com o país ainda assombrado pelas manifestações que haviam tomado as ruas em 2013, passando pelas previsões catastrofistas para a Copa do Mundo, e concluindo com a eleição presidencial, os jornais de circulação nacional e os principais noticiosos do rádio e da televisão desenharam um quadro de fim de mundo que nunca chegou perto de se tornar realidade.
Olhando-se para trás, vê-se que a sociedade seguiu sua rotina de cuidar da própria vida, enquanto o carnaval da imprensa desfilava suas profecias apocalípticas de empobrecimento do brasileiro. Na terça-feira (23/12), porém, informa-se que o endividamento das famílias é menor do que há um ano, e o comércio está fervendo. No entanto, segundo a pesquisa divulgada na sexta-feira (19), pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, os jornais têm credibilidade onde são lidos.
Onde, então, está a incongruência?
A resposta é simples e preocupante: a imprensa, vista como o conjunto de mídias tradicionais empacotadas em marcas conhecidas como Globo, Abril, Estado e Folha, construiu um ecossistema à parte, que funciona numa dimensão paralela à da sociedade. Esse conjunto fala diretamente às instituições, e através delas tenta se impor ao campo social, também chamado de espaço público.
Mas nem sempre isso acontece. Nos últimos anos, a mídia hegemônica tem se comportado como um poder paralelo que se arvora em representante da sociedade. Sua ação, em vez de integrar, rompe as ligações entre a sociedade e as instituições democráticas que a representam.
Talvez 2014 tenha marcado mais claramente o esgarçamento dessa relação entre o todo social e suas representações institucionais; a mídia tradicional pode, então, ser vista isoladamente como um corpo estranho a ambos os campos que, no entanto, só faz sentido se for reconhecido como parte integradora dos dois universos. Em condições ideais, em nome da sociedade a imprensa faz a crítica das instituições, e em nome das instituições a imprensa adverte a sociedade.

MP faz “sigilo total” para a Presidente e “bundalelê” com a mídia?

A presidente Dilma Rousseff, em café da manhã com os jornalistas da imprensa oposicionista, disse que, ao escolher ministros consultará a Procuradoria Geral da República para saber se contra aqueles que pensa indicar pesa alguma acusação.
Uma atitude, portanto, de evidente respeito pela autoridade do Ministério Público e de zelo pela insuspeição com que deve ser administrada a República.
Dilma não disse que ia perguntar o que pesa sobre quem, em que circunstâncias. Apenas – e com humilde respeito à instituição – se há algum óbice, mesmo que seja uma simples denúncia.
Mas Josias de Souza, do UOL, já antecipa o que teria sido a manifestação do procurador Janot:  que “a lei proíbe os membros do Ministério Público de prestarem consultoria” e que Rodrigo Janot “não compartilhará informações contidas em processos que correm sob segredo judicial”.
Esperemos que se trate apenas de uma das muitas intrigas que se procura fazer entre Dilma e Janot.
Porque estaríamos vivendo o “non-sense” de uma instituição da República, o MP, reagindo desta forma a uma manifestação de apreço de outra – a Presidência da República.
E agindo com absoluta leniência com os vazamentos a granel de seus integrantes das mesmas “informações contidas em processos que correm sob segredo de justiça”.

Confira no Tijolaço, via Jornal GGN.

‘Mídia corporativa é a essência do poder’

A grande imprensa, coordenada desde Miami pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), por via das associações nacionais, como a ANJ – e, de maneira similar, no setor de rádio e televisão (no Brasil, a Abert) – é um instrumento (hoje, o principal) de dominação multinacional, o que determina sua oposição radical ao nacionalismo, ao desenvolvimento econômico autônomo e à integração regional que esses governos patrocinam. Isto se consolidou historicamente com a penetração continental da indústria estrangeira da informação (gravadoras de música, distribuidoras de filmes etc.), a partir da década de 1950, e com a orientação empresarial das agências de publicidade, em cuja direção (e na filosofia de trabalho) se concentra a visão mais cínica e reacionária da sociedade – haja visto o papel que tiveram, em fatos ainda recentes no Brasil, expoentes do setor, como Ênio Mainardi ou Ivan Hassolocker, o dirigente do Ibad que ajudou a articular o golpe de 1964.
Impermeável às identidades nacionais, a retórica publicitária vende cosmopolitismo, individualismo, racismo, hedonismo, superficialidade, imoralidade que sequer se assume e, sempre que possível, cultura global amorfa, sem história e sem pátria. Seu discurso é o da irresponsabilidade, da auto-complacência e do escapismo. É tão enraizado isso que dificilmente se imagina como poderia ser diferente.

Confira a entrevista de Nilson Lage, no Observatório da Imprensa

O veneno da edição da entrevista de Venina

A edição é venenosa à sua maneira. A Globo, para se preservar, não grita como a Veja. Só que cuida de despejar sobre sua audiência o mesmo tipo de veneno, apenas mais sutilmente, mas com o mesmo resultado e com a mesma finalidade.
O veneno não estava em Venina. Ela está contando sua história, e cabe averiguar.
A maldade estava na maneira como Venina foi usada.
Dilma, no final, é citada – pela Globo. Numa tentativa de desmoralizá-la, a Globo diz que Dilma afirmou que não existe uma “crise de corrupção”.
No meio de uma entrevista que trata exatamente de corrupção, a frase de Dilma parece o triunfo do cinismo.
Mas o cinismo é da Globo. É mais uma tentativa, como Roberto Marinho fez tantas vezes primeiro contra Getúlio e depois contra Jango, de rotular como corruptos regimes que não garantem a manutenção de mamatas e privilégios a um pequeno grupo.

Confira o texto de Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo

A direita perplexa e a esquerda indignada

Há um problema de origem na nova gestão.
Não se trata do fato de Dilma ter obtido sua vitória com menos de 3% de vantagem.
Mesmo que tivesse ganhado por um voto, estaria legitimamente eleita. Jogo democrático é assim. Leva quem tem mais sufrágios.
Seu vício de origem é que parte significativa de sua base social, o proletariado urbano, se dividiu. Metade votou nela e metade em Aécio.
A tarefa de qualquer líder com um pouco de política na cabeça seria recompor sua base. Anunciar ações de impacto para atrair de volta os que se afastaram.
Dilma faz o contrário. (...)

Confira o texto de Gilberto Maringoni, no Diário do Centro do Mundo

Alguns militares ainda se orgulham da tortura, diz escritor sobre DOI-Codi

Mais de cinquenta anos depois do golpe, há militares que ainda se orgulham das torturas realizadas durante o regime, disse o escritor Marcelo Godoy, em entrevista à DW Brasil.
O jornalista acaba de lançar o livro A Casa da Vovó, fruto de mais de dez anos de pesquisa sobre o DOI-Codi em São Paulo, um dos principais centros de tortura do regime. Subordinado ao Exército, o órgão de inteligência e repressão política foi criado em 1969 – a princípio com o nome Oban (Operação Bandeirantes).

Escravas sexuais do Estado Islâmico tentam suicídio no Iraque

apturadas pelo grupo Estado Islâmico (EI) no Iraque, mulheres e meninas da minoria yazidi preferem se suicidar, ou tentar o suicídio, antes de serem transformadas em escravas sexuais dos jihadistas - denunciou a Anistia Internacional em nota divulgada nesta terça-feira.

A minoria yazidi, considerada herege pelos jihadistas do EI, é vítima das atrocidades cometidas por esses extremistas sunitas. Este ano, o EI se apoderou de amplas faixas de território no norte do Iraque, incluindo a região de Sinjar, povoada pelos yazidis.


Confira no Correio do Povo

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Dilma tinha razão ao temer a cartelização das concessões

Um dos grandes embates de Dilma Rousseff foi a tentativa de fixação de um teto da TIR (Taxa Interna de Retorno) nos leilões de concessões públicas. Desde as mudanças no modelo de energia, ela ainda Ministra de Minas e Energia, mostrava preocupação em reduzir o chamado custo Brasil.
Um dos grandes problemas de competitividade eram justamente as tarifas públicas totalmente liberadas nos períodos anteriores.
Na sua primeira experiência em concessões rodoviárias, Dilma definiu tetos para a TIR. Foi bem sucedida, com a entrada de concorrentes espanhóis.
Nos movimentos seguintes, o modelo empacou. As empreiteiras refugaram e criou-se o impasse. Havia indícios de acerto entre elas, boicotando os leilões para forçar a uma mudança de modelo. Acabou sendo vitoriosa a tese de que se deixasse a TIR liberada, a competição se incumbiria de reduzir as tarifas.

Com a Lava Jato explicitando de maneira inédita o cartel das empreiteiras, fica claro que Dilma tinha razão.
Leia mais no Blog do Luís Nassif

Idosa conclui curso de direito aos 94 anos

Aos 4 anos de idade, ela já estava alfabetizada. Aprendeu a ler e escrever em casa, com uma carta do ABC, estimulada pelo pai, farmacêutico apaixonado pela leitura. Com 57 anos, casada e mãe de seis filhos, formou-se em farmácia, na Universidade Federal de Pernambuco. Mas o sonho mesmo era ser advogada. Tanto que, agora, aos 94 anos, Lindaura Cavalcanti de Arruda concluiu a segunda graduação: o curso de direito, na Faculdade de Ciências Humanas de Pernambuco. Disposta, ela não pensa em parar de estudar. Planeja fazer pós-graduação no próximo ano. Segunda-feira passada ela recebeu homenagem da Academia Pernambucana de Letras Jurídicas.


Confira no Jornal do Comércio pernambucano

Infanta Cristina será julgada em processo inédito na Espanha

A infanta Cristina, irmã do rei Felipe VI da Espanha, sentará no banco dos réus por dois delitos fiscais, ao lado do marido Iñaki Urdangarín, em um caso de corrupção que abala a monarquia espanhola desde 2010.

O juiz José Castro determinou a abertura de julgamento oral "contra 17 pessoas, entre elas a infanta Cristina, como cooperadora em dois delitos contra a Fazenda Pública" cometidos por seu marido, informou o Tribunal Superior de Justiça de Baleares em um comunicado.


Reprodução do Correio do Povo

Justiça catalã aceita denúncias contra presidente separatista

O Superior Tribunal de Justiça da Catalunha (TSJC) decidiu aceitar as denúncias de desobediência contra o presidente regional catalão, Artur Mas, pela organização em 9 de novembro de uma consulta simbólica sobre a independência dessa região espanhola.

As denúncias admitidas são contra Mas, a vice-presidente do governo regional, Joana Ortega, e a conselheira da Educação, Irene Rigau. No total, 2.344.828 pessoas participaram da polêmica votação sem valor legal e quase 1,9 milhão de pessoas votou a favor da independência.


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Paquistão pretende executar 500 condenados nas próximas semanas

O governo do Paquistão pretende executar 500 condenados à morte nas próximas semanas, anunciou o ministério do Interior, uma semana depois do ataque talibã que matou 149 pessoas, incluindo 133 estudantes, em Peshawar, noroeste do país.

Depois do massacre, Islamabad suspendeu a moratória, que estava em vigor desde 2008, sobre a aplicação da pena capital e anunciou a retomada das execuções dos condenados por terrorismo. Seis condenados à morte por casos de terrorismo já foram executados.


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Ganhar eleição, não ganha, mas censurar é com ele: a nova investida de Aécio sobre o Twitter

Aécio volta a atacar numa área em que é especialista: a intimidação. A Justiça de São Paulo determinou a quebra dos sigilos cadastrais de 20 usuários do Twitter que teriam vinculado seu nome a crimes como o uso de drogas.
Com a decisão, seus advogados poderão processar cada um deles. É o desdobramento de um pedido feito ainda durante a campanha, quando requisitou-se o cadastro de 66 perfis da rede, entre eles o DCM.
A equipe jurídica do candidato acabou chegando, num primeiro momento, a 55. Foi então determinado que o Twitter repassasse os dados para o tribunal, com a ressalva de que nada fosse entregue aos advogados de Aécio até a análise do conteúdo. Trinta e cinco foram isentados pelo magistrado. As duas dezenas de “acusados” estão aqui.

Fernando Rodrigues precisa explicar suas contas

O jornalista Fernando Rodrigues, que conheci quando ainda era trotskista lá no campus da Universidade Metodista, tem desempenhado há alguns anos o papel de setorista pra questões do financiamento da mídia independente na Folha de S. Paulo, de onde, consta, foi recentemente demitido. De tempos em tempos ele busca, com informações levantadas no governo federal, prejudicar veículos que têm tido um papel importante na oxigenação do ambiente midiático. E atira na política de pulverização das verbas publicitárias, como se defendesse com isso o interesse democrático. Na prática, apenas faz o jogo dos donos da mídia tradicional.


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