quinta-feira, 5 de março de 2015

Por que não vazou antes o que Youssef disse de Aécio?

O caráter seletivamente canalha dos vazamentos da Lava Jato ficou claro ontem com a revelação de que Aécio tinha sido citado pelo doleiro Youssef.
Não só Aécio, a rigor, mas a família Neves. Também uma irmã – não nomeada, mas que só pode ser Andrea, braço direito dele – foi citada.
Youssef vinculou os irmãos Neves a propinas da célebre Lista de Furnas – uma hidrelétrica estatal que alegadamente abasteceu copiosamente figurões do PSDB nos tempos em que o partido estava no poder.
A existência da lista tem sido objeto de controvérsia. É inegável que as palavras de Youssef, se não bastaram para Janot recomendar que Aécio fosse investigado, reforçam a hipótese de que a lista é genuína.
Como ponderou um jornalista, você pode avaliar a gravidade do caso com a seguinte pergunta: o que teria ocorrido se o vazamento surgisse na campanha eleitoral?
Bem, é uma pergunta sobretudo retórica. Todo vazamento que implicava o PT, e por consequência Dilma e Lula, era recebido com fanfarra nas redações das grandes empresas jornalísticas.
É difícil acreditar que alguma delas desse acolhida a qualquer coisa que pudesse atrapalhar Aécio.
Da mesma forma, o intuito dos responsáveis pelos vazamentos – presumivelmente os policiais federais sob o comando do juiz Sérgio Moro – era ver Aécio na presidência.

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O grave impasse do Judiciário brasileiro com a Corte Interamericana

A Corte determinou ao país que desse andamento às ações de responsabilização e que abrisse novas investigações. Foi o que o Ministério Público Federal procurou fazer.  Apesar  desses esforços e da determinação oriunda do âmbito internacional, nenhuma ação teve êxito no Judiciário em razão da decisão anterior do STF, pela validade da anistia.
No final do ano de 2014, a Corte Interamericana analisou a situação brasileira relacionada ao cumprimento de sua sentença e concluiu, por meio de resolução, que o Poder Judiciário vem descumprindo as suas determinações.
Para a Corte, as decisões judiciais proferidas após a condenação sofrida pelo Brasil não poderiam estar fundadas na decisão anterior do STF. Ao proceder deste modo, o Judiciário brasileiro está "comprometendo a responsabilidade internacional do Estado e perpetua a impunidade de graves violações de direitos humanos". Para a Corte há uma nítida desconsideração de sua competência e da coisa julgada internacional.
É a primeira vez que o Judiciário brasileiro se depara com  situação similar e vem se saindo mal. Aparentemente, os magistrados confundem decisão internacional com decisão estrangeira. São diferentes obviamente, sendo que eles estão obrigados ao cumprimento das decisões internacionais porque, como a Constituição assim dispôs, não há qualquer ofensa à  soberania nacional.

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Blogueira do Brasil Post é ameaçada após publicar texto contra machismo

"Nas últimas semanas, tenho recebido uma série de pacotes pelo correio, de todos os tamanhos e formas, vindos de todo tipo de destinatário, de grandes lojas a vendedores do Mercado Livre. Dentro deles, vêm brinquedos eróticos, esterco, vermes de mosca, livros para emagrecer, camisetas com montagens feitas a partir de fotos minhas, materiais de construção mais um monte de outras coisas que eu nem sei, já que durante um tempo resolvi recusá-los". É desta maneira que começa o texto da blogueira Ana Freitas, que escreve para o Brasil Post. A profissional está sendo ameaçada e perseguida desde que publicou texto sobre machismo e misoginia em espaços na internet dedicados à discussão de cultura pop.

Veiculado em 2 de fevereiro, o texto intitulado "Nerds e machismo: por que mulheres não são bem vindas nos fóruns e chans" falava sobre jovens que não toleram mulheres em espaço de discussões. "Ele (o texto) fala sobre como jovens alinhados com o estereótipo de nerd - socialmente inaptos, naturalmente curiosos - frequentam espaços de discussão na web em que a misoginia e o machismo são flagrantes e que, portanto, podem estar se transformando em máquinas de ódio. Mulheres, nesses espaços, não são sequer toleradas; em alguns casos, são chamadas, como praxe, de 'depósitos', um jeito curto de dizer 'depósito de porra'", contou Ana.


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Janot livra Aécio de inquérito na Lava Jato e Aécio se sente "homenageado"


O Procurador-geral da República entendeu que não existem elementos que justifiquem investigar o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, citado em delação do doleiro Alberto Youssef.
A lista de Janot, enviada no começo da noite de ontem, terça-feira, ao Supremo Tribunal Federal (STF) pede o arquivamento de investigação envolvendo o senador por Minas Gerais e candidato derrotado à presidência da República nas últimas eleições.
O nome do tucano veio à baila no depoimento do doleiro Alberto Youssef, mas a Procuradoria entendeu que as informações ali contidas não são suficientes para que ele seja investigado, por isso sugeriu ao ministro Teori Zavascki o arquivamento da denúncia. No entanto, ainda não se sabe o teor da citação envolvendo o tucano ou mesmo se ele recebeu propina.
A solicitação de Janot corre sob sigilo de Justiça e será analisada pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF.

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Youssef liga Aécio a esquema de propinas de Furnas

Em delação premiada à qual o Estado teve acesso, o delator Youssef afirmou que Aécio teria recebido dinheiro fruto de propina de Furnas, estatal do setor elétrico, por meio “de sua irmã”, sem citar nomes ou detalhes. Aécio tem duas irmãs, Angela e Andrea – a última trabalhou no governo mineiro e na campanha eleitoral de 2014.
O termo de colaboração número 20, que registra confissão do doleiro feita no fim do ano passado, tem como “tema principal: Furnas e o recebimento de propina pelo Partido Progressista e pelo PSDB”. Além de Aécio, são citados o ex-deputado do PP José Janene, morto em 2009, e um executivo da empresa Bauruense.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

"Não sei se recebi dinheiro de Yousseff", diz Bolsonaro

“O Alberto Youssef já disse que no meu partido (PP) só sobrariam dois que não receberam. Eu não sei quem são os dois, mas, se eu recebi algum dinheiro, o partido não levou meu voto para o Executivo”, diz Bolsonaro à coluna Poder Online, do Portal IG. Deputado dizer que não sabe o que os outros fizeram pode ser verdade, afinal quem participa de esquemas mantém segredo entre os participantes. Agora, dizer que não sabe se ele próprio fez uso do dinheiro que ele mesmo tem falado que é de corrupção, já é um pouco demais.
A declaração de Bolsonaro mostra que, para financiar campanhas e se eleger, o deputado conviveu bem melhor do que se imaginava com o dinheiro da corrupção. Na melhor das hipóteses, fechando os olhos para a real origem do dinheiro que financiava suas campanhas.
Desde 1993, Bolsonaro é filiado ao PP (a sigla já mudou de nome algumas vezes), com um intervalo entre 2003 e 2005, quando integrou o PTB de Roberto Jefferson, e de uma brevíssima passagem pelo PFL, retornando ao PP ainda em 2005.
Durante todo esse tempo, Bolsonaro conviveu muito bem com Paulo Maluf, José Janene, entre outros nomes de seu partido envolvidos em escândalos. Só se manifesta contra a corrupção, ou a suspeita de, quando atinge seus adversários políticos.

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A disputa desigual entre Ali Kamel e Miguel do Rosário

Há uma injustiça básica numa batalha legal que envolva o diretor de telejornalismo da Globo e um blogueiro.
É o milhão contra o tostão.
Todas as circunstâncias estão a favor do grandalhão. É muito mais fácil um juiz decidir pelo homem da Globo, a despeito do mérito do caso.
Quem quer desagradar a Globo? Que juiz não tem receio de retaliações? E para quem é mais fácil contratar o melhor advogado da praça?
É uma situação extraordinariamente desigual.
Tudo isto posto, toda a minha simpatia vai, naturalmente, para Miguel do Rosário, do Cafezinho, no embate jurídico ao qual foi forçado por Ali Kamel, da Globo.
Claro que Kamel tem o direito de se defender caso se sinta ofendido na honra. Mas “sacripanta”, como Rosário chamou Kamel, é tão ofensivo assim?
O melhor sinônimo para sacripanta é hipócrita. Isso justifica a ira de Kamel?
Há um problema na Justiça brasileira que é o comportamento diante de casos de mídia. Reina uma completa incoerência nas sentenças.
Rosário foi condenado a pagar 20 000 reais – coloque aí mais 10 000 em despesas legais – pelo “sacripanta”. (Rosário foi obrigado a fazer uma vaquinha para pagar a conta. Quem quiser contribuir, clique aqui.)
Augusto Nunes, da Veja, foi absolvido depois de chamar Collor de bandido, chefe de bando e coisas do gênero.
Não adiantou Collor haver colocado, na ação que moveu, que fora absolvido pelo mesmo STF que Nunes e outros colunistas conservadores tanto adularam no Mensalão.

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A caminho do terror econômico

Determinados acontecimentos históricos tem uma reconhecida capacidade de iludir seus contemporâneos.
O mais recente envolve a multa de R$ 4,47 bilhões que o Ministério Público pretende aplicar contra seis empresas envolvidas na Operação Lava Jato. O MP também pretende impedir que participem de licitações, que recebam benefícios fiscais e juros subsidiados em seus investimentos.
Diante da estatura dessas empresas, entre as maiores do país, estamos falando de propostas que extrapolam o universo jurídico.
São medidas que, se forem aceitas pela Justiça, envolvem um caso de terrorismo, que consiste em manipular fatos econômicos para se obter objetivos políticos, gerando efeitos que vão muito além dos cidadãos acusados, prejudicando os trabalhadores e suas famílias, afetando ainda o nível de emprego e o desenvolvimento do país.

Funcionária da Petrobras desmente "rotina de medo" de matéria do Globo

Antes de tudo, gostaria de deixar bem claro que não estou falando em nome da Petrobras, nem em nome dos organizadores do movimento “Sou Petrobras”, nem em nome de ninguém que aparece nas fotos da matéria. Falo, exclusivamente, em meu nome e escrevo esta carta porque apareço em uma das fotos que ilustram a reportagem publicada no jornal O Globo do dia 15 de fevereiro, intitulada “Nova Rotina de Medo e Tensão”.

Fico imaginando como a dita jornalista sabe tão detalhadamente a respeito do nosso cotidiano de trabalho para escrever com tanta propriedade, como se tudo fosse a mais pura verdade, e afirmar com tamanha certeza de que vivemos uma rotina de medo, assombrados por boatos de demissões, que passamos o dia em silêncio na ponta das cadeiras atualizando os e-mails apreensivos a cada clique, que trabalhamos tensos com medo de receber e-mails com represálias, assim criando uma ideia, para quem lê, a respeito de como é o clima no dia a dia de trabalho dentro da Petrobras como se a mesma o estivesse vivendo.

Acho que tanta criatividade só pode ser baseada na própria realidade de trabalho da Letícia, que em sua rotina passa por todas estas experiências de terror e a utiliza para descrever a nossa como se vivêssemos a mesma experiência. Ameaças de demissão assombram o jornal em que ela trabalha, já tendo vários colegas sendo demitidos[1], a rotina de e-mails com represálias e determinando que tipo de informação deve ser publicada ou escondida devem ser rotina em seu trabalho[2], sempre na intenção de desinformar a população e transmitir só o que interessa, mantendo a população refém de informações mentirosas e distorcidas.


Confira no Jornal GGN uma reprodução de redes sociais. 

O escândalo HSBC coloca em xeque a liberdade de expressão

No Brasil, os jornais GloboFolha Estadão deram uma cobertura microscópica ao escândalo HSBC, como já comentou neste Observatório o colega Luciano Martins Costa. A situação mais embaraçosa é a da Folha de S.Paulo, que participou da investigação sobre o HSBC coordenada pelo Consórcio Internacional de Jornalismo Investigativo, mas preferiu a omissão quando o problema esbarrou nos interesses comerciais da imprensa.


Confira no Observatório da Imprensa

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Condenação do STJ a PHA é o dobro das impostas à Veja

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a decisão de segunda estância, condenando o jornalista Paulo Henrique Amorim a indenizar Gilmar Mendes, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em R$ 50 mil, por publicação ofensiva veiculada no blog Conversa Afiada.
 
A decisão colegiada da Quarta Turma do STJ correu na terceira instância, na última quinta-feira (12). Acima dela, apenas o próprio Supremo Tribunal Federal. Por isso, não há mais chances de recorrer, pois caberia ao STF optar por aceitar julgar o caso ou não, uma vez que a última instância analisa apenas questões de ordem constitucional.


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Caso HSBC: quanto há de independência na ‘mídia independente’?

Quanto há de independência real na imprensa que os suspeitos de sempre gostam de chamar, peitos estufados, de “independente”?
O episódio da estrepitosa demissão de um colunista do jornal britânico Daily Telegraph joga luzes sobre este assunto.
Peter Oborne disse que saía porque a cobertura do jornal do caso HSBC é uma “fraude contra os leitores”.
O que o jornal não quer arriscar, segundo ele, é a publicidade milionária que o banco lhe garante.
Na Era Digital, anúncios são cada vez mais escassos para a mídia impressa – e o preço a pagar por isso é o que se está vendo no Telegraph.
A independência da mídia “independente” termina na necessidade de agradar seus anunciantes.

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

O espírito antidemocrático da mídia nos ataques aos advogados

A falta de informação jurídica mínima produziu um escândalo do nada, comprovando que, na atual luta política, o padrão dos jornais é o que mais se aproxima do conhecimento e das práticas das republiquetas bolivarianas. O desapego aos valores democráticos e aos direitos individuais é típico de uma pré-história latino-americana, um período que se pensava estar relegado ao lixo da história.
Provincianos, anacrônicos, despreparados, gostam de invocar os valores norte-americanos naquilo que têm de superficial, deixando de lado os princípios fundadores da democracia, além de exibir um desconhecimento gigantesco de regulamentos públicos.

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sábado, 14 de fevereiro de 2015

Lalá maior


O Carnaval brasileiro teria muito menos graça se não tivessem existido Lamartine Babo (1904-1963) e Braguinha (1907-2006), nossos dois maiores criadores de músicas para a festa. Às vezes, no entanto, parece que, exatamente por serem os reis das marchinhas (embora tenham feito de tudo um pouco), eles são vistos como compositores menores, superficiais.
Talvez o politicamente correto atrapalhe. Deve haver hoje quem se constranja em cantar "O Teu Cabelo Não Nega", por considerá-la racista. No mesmo ano desse estouro, 1932, Lamartine também fez sucesso com "Só Dando com uma Pedra Nela", cujo título já diz tudo. Outros tempos, outros Carnavais.

Confira o texto de Luiz Fernando Vianna, publicado na Folha de São Paulo, disponível também em Colagens do Umbigo e da Mosca Azul

Brasil perde título de país mais mortífero do Ocidente para trabalho da imprensa

O Brasil ficou na 99ª posição no ranking de liberdade de imprensa divulgado nesta quinta-feira, 12, pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), com a análise das condições de trabalho para a imprensa em 180 países. A colocação representa um ganho de 12 posições em relação à 111ª posição que o país ocupou no ranking de 2013.

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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

O golpismo e a última pesquisa Datafolha

O impeachment é um processo que qualquer deputado pode pedir à Mesa da Câmara baseado em parecer jurídico? Sim. Porém, como o próprio Ives Gandra Martins reconheceu no parecer que fez sob encomenda de um dos diretores do Instituto FHC, publicado na Folha de S.Paulo e responsável por levar o tema novamente para o fogo alto, a conclusão é sempre muito mais política do que jurídica.
E é com essa perspectiva que todo um cenário favorável ao pedido da derrubada de Dilma se articula através de um golpe travestido de impeachment. É um golpe dado no tapetão. Se depois absolvido, como foi Collor, daí paciência. O objetivo terá sido alcançado.
Como se cria esse cenário, quem é o principal estimulador e proprietário do tapete? É complexo, mas o maior responsável é aquilo que se chama “grande mídia”.

A transferência de responsabilidades

No caso da crise hídrica de São Paulo, a causa tem nome e sobrenome: o governador Geraldo Alckmin, assim como seus antecessores diretos, todos eles ligados ao mesmo grupo político. Não é possível que setores da população de São Paulo continuarão com essa incapacidade patológica de responsabilizar claramente quem tem a responsabilidade direta sobre o problema. Foi tal incapacidade que se expressou, por exemplo, na maneira errática com que setores hegemônicos da imprensa trataram o problema e suas causas, sem aquele ímpeto investigativo conhecido de todos quando é questão de explorar as responsabilidades do governo federal. Foi ela que deu a tais governos a sensação de impunidade, de poder fazer o que bem entender, escondendo informações da população, jogando com a sorte para ver se chove no lugar certo. Tudo isso até chegarmos nesse ponto deplorável.

Confira o texto de Vladimir Safatle, na CartaCapital

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Época: PF intercepta ligação de Gilmar Mendes a investigado no STF

Com autorização judicial, a Polícia Federal interceptou ligações telefônicas entre o ex-governador do Mato Grosso do Sul Silval Barbosa (PMDB), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, no dia em que o peemedebista foi preso durante a Operação Ararath. (...)

De acordo com reportagem de Filipe Coutinho na revista Época, Silval recebeu duas ligações no mesmo dia da prisão, logo após pagar R$ 100 mil de fiança. Nas conversa com Gilmar, o ministro do STF se oferece para conversar com José Dias Toffoli, o relator da Ararath no STF. Foi ele quem autorizou a PF a executar o mandado de busca e apreensão na casa do então governador. “Que absurdo! Eu vou lá [conversar com Toffoli], depois, se for o caso, a gente conversa”, afirmou Gilmar, despedindo-se da ligação com “um abraço de solidariedade”.
Apesar da relação próxima, o ministro do STF, acrescenta a revista, não se declarou suspeito de votar em uma ação relacionada com a investigação. Ele foi convocado a desempatar um julgamento na primeira turma do STF. A Procuradoria-Geral da República queria que o principal operador do esquema, Éder Moraes, secretário da Casa Civil, da Fazenda e chefe da organização da Copa do Mundo em Mato Grosso nos governos de Blairo Maggi e Silval Barbosa, fosse preso novamente. O argumento é que ele tentaria fugir novamente. Gilmar votou contra o pedido.

Confira no Congresso em Foco

sábado, 7 de fevereiro de 2015

"Humildade para reconhecer o que é preciso mudar, e coragem para continuar mudando", diz Lula em BH




O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na noite desta sexta-feira (6), exaltou os 35 anos da fundação do Partido dos Trabalhadores e apontou novos rumos para a legenda. O ato no Minascentro, em Belo Horizonte (MG) contou com a presença da presidenta Dilma Rousseff, do presidente do Uruguai Pepe Mujica, de governadores, parlamentares, militantes e lideranças.

"Temos a oportunidade histórica de elaborar um novo Manifesto do PT, capaz de traduzir nossos compromissos para os dias de hoje e para os próximos 35 anos. Isso exige humildade e coragem de cada um. Humildade para reconhecer o que é preciso mudar, e coragem para continuar mudando", disse o ex-presidente.

Lula afirmou ainda que o PT não pode se acomodar. "Temos de compreender que foram os primeiros passos de uma jornada que vai nos levar muito longe".

A presidenta Dilma Rousseff, que fez o discurso de encerramento da celebração, disse ter deixado claro durante a campanha que "o nosso objetivo principal seria a preparação do Brasil para uma nova etapa de desenvolvimento".

Dilma, citou os programas sociais do governo e as mudanças que os mesmos vêem fazendo no Brasil há 12 anos. "Nossa diferença é que nós não fazemos reequilíbrio por fazer. Nós fazemos porque queremos mais emprego e renda".

O presidente do Uruguai, Pepe Mujica, convidado de honra da festa, lembrou o tamanho da responsabilidade que o Brasil tem para o futuro deste continente. E disse aos militantes: "não se sintam os patrões do Brasil. Vocês são a alma do Brasil".

Pepe deixou seu recado para o PT, "cuidem do partido de vocês, pois só o partido pode seguir com a revolução, que não se constrói de um dia para o outro".

-CLIQUE AQUI para ler (e ouvir) o discurso de Lula.

http://www.institutolula.org/

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Lutas sociais são destaque nas estreias do cinema

Filmes que chegam nesta quinta-feira aos cinemas tocam na luta por direitos, em diferentes proporções. “Dois Dias, Uma Noite” — dos irmãos Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne — traz uma protagonista vivida pela atriz francesa Marion Cotillard, que, por esta atuação, foi indicada, pela segunda vez, ao Oscar de Melhor Atriz (na primeira, ela venceu com “Piaf — Um Hino ao Amor”, em 2008). No drama, que envolve o mundo do trabalho, ela interpreta Sandra, uma mulher que perde seu emprego, pois outros trabalhadores da fábrica preferem receber um bônus em vez de mantê-la na equipe. Ela descobre que alguns de seus colegas foram persuadidos a votar contra ela. 


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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Novo presidente italiano Sergio Mattarella presta juramento

O novo presidente italiano, Sergio Mattarella, assumiu nesta terça-feira oficialmente o cargo na tradicional cerimônia de juramento à Constituição. Mattarella, de 73 anos, eleito presidente no sábado pelo Parlamento, homenageou em seu primeiro discurso o antecessor Giorgio Napolitano, de 89 anos, que renunciou no dia 14 de janeiro.


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sábado, 31 de janeiro de 2015

Enquanto a Petrobras é massacrada, a Sabesp é convenientemente esquecida

A Petrobras, para os conservadores, deixou de ser uma empresa petrolífera. Ela se transformou no caminho mais curto para ataques a Dilma e ao PT.
É para isso que a Petrobras serve, hoje: é um instrumento para desestabilizar o governo petista.
Os fatos são minuciosamente escolhidos e manipulados.
Companhias gigantes com ações nas bolsas oscilam extraordinariamente de valor, em certas circunstâncias.
O petróleo enfrenta uma situação particularmente complicada: há um excesso de oferta.

O festival de asneiras em torno dos 88 bilhões de reais da Petrobras

Raras vezes tantas tolices foram publicadas e compartilhadas em cima de um número malcompreendido.
Entre no Twitter e digite Petrobras 88 bilhões, e você encontrará uma enxurrada daquilo que de mais imbecil a mente humana pode conceber.
A cifra de 88 bilhões de reais representaria aquilo que foi desviado por corrupção na Petrobras.
Para quem tem o mínimo de familiaridade com números, é um caso parecido com o do homem de oito metros.
Mas poucos tem, e a Folha, origem dos disparates, não está entre estes raros.
Foi a Folha que deu a “informação”. Ela estaria no balanço divulgado pela Petrobras.
Depois, a Folha corrigiu o erro, mas era tarde demais: a asneira já fora transmitida e incorporada por dezenas, centenas, milhares de analfabetos políticos que incluem suspeitos de sempre como Lobão e Danilo Gentilli.
Os 88 bilhões são um cálculo aproximado de ativos supervalorizados.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Globo não ataca o Governo, ataca o Estado nacional

O noticiário da Globo é tendencioso. Ninguém que seja medianamente informado pensará diferente. Entretanto, não sei se as vítimas desse noticiário perceberam que no afã de denegrir o Governo, o que está perfeitamente dentro de suas prerrogativas de imprensa livre, a Tevê Globo, sobretudo nas pessoas dos comentaristas William Wack e Carlos Sardenberg, passaram a atacar o Estado brasileiro, o que sugere crime de lesa-pátria.
O Jornal da Globo de ontem, terça-feira, ultrapassou todos os limites da manipulação no sentido de execrar com a Petrobras através de uma análise distorcida de fatos e estatísticas. Os dois comentaristas tomaram por base valor de mercado, comparando-o com dívidas, para sugerir que a empresa está quebrada. É puro charlatanismo, economia de botequim, violação das mais elementares regras de jornalismo sério.

Confira no Jornal GGN

A tarefa impossível de calcular as perdas da Petrobras

A Petrobras foi submetida a um desafio impossível: estimar as perdas com a corrupção para dar baixa no balanço.
Os vazamentos indiscriminados ventilaram a suspeita de que os desvios poderiam ter ascendido a R$ 20 bilhões. Mas a única coisa de concreto que se tem é a comissão de 3% sobre cada contrato fechado. E quem pagava era o fornecedor, não a Petrobras.
Compare-se a propina com, digamos, uma comissão de vendas.
Do ponto de vista penal, a distinção é total: propina é crime e tem que levar a cadeia quem pagou e quem recebeu.
Do ponto de vista contábil (e do ponto de vista de proporção do contrato) ambas equivalem. Ou seja, o custo de uma propina é similar ao de uma comissão por intermediação comercial.

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Esquerda vence eleição na Grécia e promete negociar com credores

Com 99,5% dos votos apurados, de acordo com a agência EFE, o partido Syriza tinha 36,34% dos votos, quase nove pontos à frente do partido conservador Nova Democracia, do primeiro-ministro Antonis Samaras(com 27,81%). O partido deve ter 149, das 300 cadeiras do parlamento.
"O novo governo estará disposto a negociar pela primeira vez com nossos sócios uma solução justa, viável, duradoura, que beneficie todos", declarou Tsipras, diante de uma multidão reunida na praça da Universidade de Atenas.

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O que acontece quando Armínio encontra Eliane Catanhêde?

Qual o resultado da mistura de Armínio Fraga com Eliane Cantanhêde?
Bem, o resultado está no Estadão, numa entrevista.
É o apocalipse. O Brasil acabou, para os dois.
De um modo geral, quando leio esse tipo de coisa, me pergunto o que pessoas que pensam assim ainda fazem no país.
O que Armínio retrata, com a ajuda milionária de Catanhêde, é uma distopia que só será superada se pessoas como eles estiverem no poder.
É o triunfo do ressentimento e de falta de autoconhecimento. A não ser que consideremos que éramos o paraíso sob FHC.
Uma frase simboliza a entrevista: “Estamos vivendo uma enorme crise de valores e isto é gravíssimo.”
Pois acrescento: entrevistado e entrevistadora são amostras dessa “enorme crise de valores”.
Armínio fala, a certa altura, do horror que é um sistema em que “empresas doam centenas de milhões de reais para as campanhas”.
Concordo. Muita gente concorda, aliás. E é uma pequena tragédia que Gilmar Mendes segure há tanto tempo, em completa impunidade, uma proposta de mudança de financiamento de políticos.
Mas a questão é: como foi a campanha de Aécio? Na base de água e pão? E a de Alckmin?

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Eu sou o cara dessa foto. E este é o meu relato





Um efetivo de dezenas de policias para prender/espancar uma única pessoa, essa pessoa deve ser muito perigosa não?
Não, não é, essa pessoa no chão sou eu, apenas um manifestante. Serão os manifestantes os maiores criminosos do estado e do Estado? É o que parece, então aqui vai um relato de ontem, um relato de uma tentativa de usufruir da minha liberdade de expressão e do direito à livre manifestação.
Peço que antes de comentarem leiam com atenção e descubram quem são os verdadeiros vândalos.

Pelo segundo ano consecutivo, policiais são os maiores responsáveis por agressões contra a imprensa

Desde 2013, o cenário de agressões contra a imprensa brasileira tem mudado. A violência que partia majoritariamente de políticos por meio de mandato ou por seus assessores é, atualmente, feita por policiais. Este é o resultado do que aconteceu nos últimos dois anos durante as manifestações no país. Os dados foram divulgados nesta semana pelo Relatório de Violência e Liberdade de Imprensa 2014, da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).


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sábado, 24 de janeiro de 2015

Vivemos em um mundo mais rico... para quem?

Estamos ficando mais ricos. Certamente não todos nós, nem no planeta nem em todos os países. Mas, em média, um cidadão comum hoje tem padrões de vida superiores aos do passado.
Uma das formas de medir isso é pela quantidade de produtos e serviços produzidos em média por pessoa, o PIB per capita. Para a população global, esse índice subiu quase quatro vezes em seis décadas até 2010.

Confira na BBC Brasil, via DCM.

Projeto americano que investigou OVNIs está na web

Mais de 130 mil páginas do "Project Blue Book" foram disponibilizados em PDF em um site. Entre os anos 1940 e 1970, o projeto desenvolvido pela Força Aérea dos EUA investigou aparições e eventos ligados a objetos que poderiam ser extraterrestres.


Leia mais no Olhar Digital

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Quanto é preciso ter para estar entre o 1% mais rico do planeta?


A carteirinha do clube que reúne a parcela mais rica do planeta custa US$ 798 mil (cerca de R$ 2,1 milhões), segundo um estudo da organização não governamental britânica Oxfam. Esse é o patrimônio que um indivíduo precisa ter para fazer parte do 1% mais abastado da população mundial.
Aproximadamente 295 mil brasileiros já fazem parte desse grupo seleto, de acordo com dados de um outro estudo, do grupo financeiro Credit Suisse, divulgado no fim do ano passado.
Segundo a Oxfam, o 1% da população mundial será dono de mais de 50% das riquezas do planeta no ano de 2016.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Riqueza de 1% deve ultrapassar a dos outros 99% no mundo até 2016, diz ONG

A partir do ano que vem, os recursos acumulados pelo 1% mais rico do planeta ultrapassarão a riqueza do resto da população, segundo um estudo da organização não-governamental britânica Oxfam.

A riqueza desse 1% da população subiu de 44% do total de recursos mundiais em 2009 para 48% no ano passado, segundo o grupo. Em 2016, esse patamar pode superar 50% se o ritmo atual de crescimento for mantido.

O relatório, divulgado às vésperas da edição de 2015 do Fórum Econômico Mundial de Davos, sustenta que a "explosão da desigualdade" está dificultando a luta contra a pobreza global.


Confira a reportagem da BBC Brasil reproduzida no UOL Economia

Escândalo pronto para servir

Um dos aspectos mais curiosos da Operação Lava Jato reside em seu caráter totalmente previsível. Desde que, sob orientação do juiz Sérgio Moro, as primeiras prisões foram efetuadas e os primeiros depoimentos foram colhidos, já era possível adivinhar que o país iria assistir a uma operação-monstro, pré-destinada a fazer história pela quantidade de empresários e políticos denunciados.
Essa convicção prévia não se baseia em simples impressões nem se explica pelo conhecimento de testemunhos e provas reunidos nos últimos meses. Apoia-se num artigo publicado em julho de 2004, chamado “Considerações sobre a Operação Mani Puliti,” disponível na internet. Num texto de apenas seis páginas, escrito antes que Roberto Jefferson tivesse denunciado o mensalão que gerou a AP 470, quando a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobrás sequer havia sido efetivada, Sérgio Moro deixa claro que há onze anos já estava decidido a repetir, no Brasil, uma operação semelhante a Mãos Limpas.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Processo da Folha de S. Paulo contra blog satírico chega ao STJ

Desde 2010, a Folha de S. Paulo e os irmãos Mário e Lino Bocchini, criadores do blog satírico Falha de S. Paulo, tentam resolver na justiça se a página de humor deve ou não voltar ao ar. Passados quase cinco anos, o processo, que já foi julgado em primeira e segunda instância, chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e está nas mãos do ministro Marco Buzzi. Em decisões anteriores, a justiça de São Paulo afirmou que não aprovaria o retorno do site, pois se tratava de violação de marca. Os irmãos, por outro lado, falaram em liberdade de expressão. Segundo os advogados dos criadores da Falha, Luís Borrelli Neto e Leopoldo Eduardo Loureiro, o processo ainda não tem data marcada para ser julgado.


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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Al-Qaeda no Iêmen reivindica atentado contra Charlie Hebdo

A Al-Qaeda no Iêmen reivindicou o atentado que dizimou na semana passada a redação da revista satírica francesa Charlie Hebdo, em um vídeo divulgado nesta quarta-feira.

"Os heróis foram recrutados e agiram", declarou no vídeo publicado em um site islamita um dos líderes da Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA), Nasser bin Ali al-Anassi. 

Reprodução do Correio do Povo.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

A próxima capa - Charge da Folha de São Paulo





Charge do Laerte, na Folha de São Paulo.

Massacre do Boko Haram teve pouca repercussão internacional; entenda

Na sexta-feira (9), a Anistia Internacional divulgou um comunicado sobre o que seria o maior e mais mortal ataque do grupo Boko Haram desde o seu surgimento, em 2009. Segundo a entidade, seriam aproximadamente 2 mil mortos na cidade de Baga, na Nigéria, e em diversas vilas ao seu redor. O governo do país, por sua vez, disse nesta segunda (13) que são 150 vítimas. O número exato dificilmente será conhecido, já que ainda não é considerado seguro ir ao local para contar ou recolher os corpos espalhados pelas ruas. 
Veículos de imprensa e analistas internacionais agora questionam como um caso desse porte teve uma repercussão tão pequena, especialmente em comparação ao ataque terrorista na França, ocorrido menos de uma semana depois.


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'Quero mostrar que é possível', diz travesti cotada a reitora no Ceará

"Para mim é uma felicidade ser a primeira nas coisas mas também uma tristeza. Quantos não estão desistindo da escola por serem hostilizados?", diz professora travesti cotada para reitoria.
Luma Andrade já se acostumou a ver suas conquistas repercutirem nacionalmente: tornou-se a primeira travesti doutora do Brasil, a primeira travesti professora de uma universidade federal e agora pode se tornar a primeira a chegar à reitoria de uma universidade.
Uma campanha pelo seu nome – batizada de "Luma Lá" – está sendo feita por um grupo de alunos na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), na cidade de Redenção, no Ceará.