quinta-feira, 19 de março de 2015

Coronel da PM ameaça Dilma: “Estamos prontos para a luta armada”

O ex-comandante da Policia Militar de Goiás, Coronel Pacheco, divulgou um vídeo em que critica a presidente Dilma Rousseff e ao ex-presidente Lula, além de ameaçar “pegar em armas” para destituir do poder o atual governo federal – eleito através do voto.
Exaltado, Pacheco chama Dilma de “chefe de quadrilha” e o ex-presidente Lula de “ladrão”. Ele diz, ainda, que não tem medo dos “guerrilheiros” da petista.
“Quero dizer pra você Dilma, pra você Lula ladrão, que eu não tenho medo dos seus guerrilheiros, e tenho certeza que as centenas de milhares de policiais militares dos diversos Estados desse País também estão prontos para ir para a luta armada para defender esse País”, disse Camilo em seu vídeo.
“Nós, policiais militares da reserva, não aceitamos mais ser roubados e ainda por cima, agora, ser ameaçados e oprimidos. Nós vamos defender a nossa sociedade e estamos prontos para qualquer convocação, seja oficial ou não, para lutar contra os seus guerrilheiros”, completou Camilo, que informou ser coronel da reserva remunerada há três anos.
O material, inicialmente divulgado pelo Diário de Goiás, faz referência à fala de Lula, que disse que os movimentos sociais iriam às ruas defender o governo Dilma.

Leia mais e veja um vídeo relacionado no Pragmatismo Político

terça-feira, 17 de março de 2015

A profecia autocumprida

A imprensa fez a sua parte: contrariando os critérios elementares que levam um fato a se tornar notícia, cobriu os mais insignificantes atos em favor do impeachment, como o promovido por um grupelho de direita que destila seu ódio nas redes sociais e reuniu 20 (vinte) pessoas no Centro do Rio de Janeiro, na quarta-feira (11/3). Na sexta (13/3), dia da manifestação organizada pela CUT, ao mesmo tempo favorável e crítica ao governo, O Estado de S.Paulo dedicou em seu site uma notícia de cinco parágrafos (ver aqui) para a presença de oito (repito: oito) pessoas que, em Brasília, protestaram contra Dilma. (A notícia original falava em seis, mas foi atualizada.)
Na semana que culminou com a monumental manifestação em São Paulo, a Folha de S.Paulo foi “desequilibrada”, ora com a avalanche de notícias negativas para o governo, ora com o tratamento díspare dedicado aos atos a favor e contra Dilma. Assim avaliou a ombudsman do jornal, que entretanto não apontou o cúmulo da parcialidade, revelado num detalhe: ao pé de reportagem sobre os protestos, na página 6 do caderno principal da edição de 10/3, o jornal publicava um quadro no estilo “serviço”, informando os “Atos contra Dilma”, “quando” e “onde”. O que levou o escritor e humorista Gregório Duvivier a publicar uma montagem no Instagram: “Onde? Shopping JK Iguatemi. Serviços: babá, empregada e open bar”.
O pequeno “tijolinho” provocou também a ironia de uma jovem jornalista, que lembrou a campanha publicitária do jornal e sugeriu um texto mais honesto: “A Folha é contra a Dilma. Eu também”.

Confira o texto completo no Observatório de Imprensa

Datafolha: 82% dos manifestantes em SP votaram em Aécio

Protestar contra a corrupção foi a principal motivação das pessoas que resolveram ir à manifestação de domingo (15) em São Paulo, mostra pesquisa Datafolha feita durante o ato. Este motivo foi citado por quase metade dos entrevistados do instituto.
O pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, usado por alguns dos grupos organizadores do ato, vem em segundo lugar. Foi mencionado por 27%. Protestar contra o PT (20%) e contra os políticos (14%) foram as outras razões mais citadas.
No universo dos 210 mil manifestantes que lotaram a av. Paulista no domingo na contagem do Datafolha, 82% declararam ter votado no tucano Aécio Neves no segundo turno da eleição presidencial de 2014, 37% manifestaram simpatia pelo PSDB e 74% participavam de protesto na rua pela primeira vez na vida.

Confira no Diário do Centro do Mundo, a reprodução de texto da Folha de São Paulo, que saiu com outra manchete.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Milhares tomam as ruas de Porto Alegre contra Dilma e o PT

Bandeiras do Brasil e camisetas da seleção brasileira ou nas cores verde e amarela, cornetas e bonés divertidos. Três trios elétricos tocavam do rock ao samba e as crianças eram levadas pela mão vestidas e pintadas nas cores do Brasil. Esse era o clima de quem descia a Independência em direção ao Parque Moinhos de Vento (Parcão), alguns com a cerveja na mão, neste domingo (15), mas não era para fazer o Caminho do Gol. Cerca de 100 mil pessoas, segundo estimativa da Brigada Militar, foram às ruas contra o governo de Dilma Rousseff (PT), que acreditam ser o principal motivo de corrupção no país.
“Fora PT”, “Fora Dilma” foram as principais palavras de ordem que moviam os milhares de gaúchos pela Avenida Goethe. O protesto saiu às 15 horas em direção ao Parque Farroupilha (Redenção). Os organizadores do Movimento Brasil Livre se revezavam nos trios elétricos para dar conta de incentivar a marcha pelo ‘fim da corrupção’ e contra ‘a ditadura bolivariana’.
“Eles dizem que somos golpistas e queremos a ditadura. Aqui ninguém quer a ditadura, queremos a liberdade da ditadura que oprime os venezuelanos, argentinos e cubanos”, diziam de cima dos trios. Um deles levava a faixa “Sem bolivarianismo, nem militarismo”.

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sábado, 14 de março de 2015

Lista do HSBC tem Luís Frias e outros empresários de mídia

Na lista dos 8.667 brasileiros que, em 2006 e 2007, tinham contas numeradas no HSBC da Suíça, aparecem donos, diretores e herdeiros de veículos de comunicação, além de jornalistas. Um levantamento feito pelo GLOBO, em parceria com o UOL, com base nos documentos oficiais que foram vazados por um ex-funcionário da instituição financeira, indica que há ao menos 22 empresários e sete jornalistas brasileiros entre os correntistas do HSBC suíço.

Os correntistas localizados negaram a existência das contas e qualquer irregularidade.
Nos documentos, constam os nomes de proprietários do Grupo Folha, ao qual pertence o UOL. Tiveram conta conjunta naquela instituição os empresários Octavio Frias de Oliveira (1912-2007) e Carlos Caldeira Filho (1913-1993). Luiz Frias (atual presidente da Folha e presidente/CEO do UOL) aparece como beneficiário da mesma conta, que foi criada em 1990 e oficialmente encerrada em 1998. Em 2006/2007, os arquivos do banco ainda mantinham os registros, mas, no período, ela estava inativa e zerada.
Quatro integrantes da família Saad, dona da Rede Bandeirantes, também tinham contas no HSBC na época em que os arquivos foram vazados. Constam entre os correntistas os nomes do fundador da Bandeirantes, João Jorge Saad (1919-1999), da empresária Maria Helena Saad Barros (1928-1996) e de Ricardo Saad e Silvia Saad Jafet, filho e sobrinha de João Jorge.
Confira no Diário do Centro do Mundo, que reproduz O Globo.
Leia também:

Quem financia os meninos do golpe?

David Koch se divertia dizendo que fazia parte “da maior companhia da qual você nunca ouviu falar”. Um dos poderosos irmãos Koch, donos da segunda maior empresa privada dos Estados Unidos com um ingresso anual de 115 bilhões de dólares, eles só se tornaram conhecidos por suas maldosas operações no cenário político do país.
Se esses poderosos personagens são desconhecidos nos Estados Unidos, o que se dirá no Brasil? No entanto eles estão diretamente envolvidos nas convocações para o protesto do dia 15 de março pela deposição da presidenta Dilma.
Segundo a Folha de São Paulo o “Movimento Brasil Livre”, uma organização virtual, é o principal grupo convocador do protesto. A página do movimento dá os nomes de seus colunistas e coordenadores nos Estados. Segundo o The Economist, o grupo foi “fundado no último ano para promover as respostas do livre mercado para os problemas do país”.

Confira no Pragmatismo Político ( que reproduz "Outras Palavras"). 

sexta-feira, 13 de março de 2015

Fernando Rodrigues perdeu o monopólio da Swissleaks e mais dados são revelados

Depois de divulgar que empreiteiras envolvidas com a Lava Jato estavam na lista das contas secretas do HSBC da Suíça, com um hiato na divulgação de mais notícias e o ingresso de outros jornais nas tentativas independentes de investigação, o jornalista Fernando Rodrigues deixou para agora as informações de talvez maior impacto. Os dados são resultado da parceria de O Globo, que agora integra a equipe do ICIJ, consórcio de jornalistas que têm os arquivos suíços.
 
Dois ex-diretores do Metrô de São Paulo tinham contas na época em que foi firmado o acordo com a Alstom; assim como Paulo Roberto Grossi, denunciado de participação no mensalão petista e no mensalão tucano; dois advogados e o então procurador-geral do INSS, durante a Máfia do INSS; três condenados no caso SERPROS, de desvio do fundo de previdência complementar, entre 1999 e 2001.


Continue lendo no Jornal GGN

segunda-feira, 9 de março de 2015

PP gaúcho culpa diretório nacional e governo federal por crise

O PP gaúcho reuniu na segunda-feira sua executiva estadual pela primeira vez após a divulgação de que cinco deputados federais da sigla no RS e um ex-deputado foram incluídos na lista de investigados pelo esquema de desvios de recursos da Petrobras, descoberto na Operação Lava Jato da Polícia Federal. Sob um clima tenso e de constrangimento, o presidente estadual do PP, Celso Bernardi, tentou se desligar da crise culpando o diretório nacional do partido e o governo federal pela situação. A divulgação dos nomes dos progressistas (que representa a totalidade da bancada federal do partido na legislatura passada) gerou a maior crise já contabilizada no PP gaúcho, que participa nacionalmente do governo da presidente Dilma Rousseff (PT) e do secretariado do governador José Ivo Sartori (PMDB) no Estado. 


Confira no Correio do Povo.

O panelaço da barriga cheia e do ódio

Nós, brasileiros, somos capazes de sonegar meio trilhão de reais de Imposto de Renda só no ano passado.
Como somos capazes de vender e comprar DVDs piratas, cuspir no chão, desrespeitar o sinal vermelho, andar pelo acostamento e, ainda por cima, votar no Collor, no Maluf, no Newtão Cardoso, na Roseana, no Marconi Perillo ou no Palocci.
O panelaço nas varandas gourmet de ontem não foi contra a corrupção.
Foi contra o incômodo que a elite branca sente ao disputar espaço com esta gente diferenciada que anda frequentando  aeroportos, congestionando o trânsito e disputando vaga na universidade.

Continue lendo no blog do Juca Kfouri

Extremistas do EI degolam quatro acusados de homossexualismo

O movimento extremista Estado Islâmico degolou em público, nesta segunda-feira, quatro jovens que acusou de homossexualidade, na cidade de Mossul, no Iraque. O local é controlado pelos jihadistas desde o verão passado. Um funcionário da administração local, Mohamed Fares, disse que os combatentes da organização convocaram os habitantes do bairro Al Rashidia, no norte de Mossul, para assistir à execução dos quatro jovens, com idades entre 20 e 30 anos.


Leia mais no Correio do Povo

Sob censura: o brasileiro proibido de se manifestar no Facebook

No Brasil de 2015, século XXI, um cidadão está sob censura. Há dois anos Ricardo Fraga está proibido de se pronunciar a respeito da construção de três torres residenciais em seu bairro. Trata-se de um dos primeiros casos registrados de censura judicial a protestos em redes sociais no país.
Morador da Vila Mariana, Ricardo questionava a verticalização excessiva da cidade, promovia reflexão sobre o espaço urbano e organizou protestos pacíficos contra a construção das torres. Fundou assim o movimento “O outro lado do Muro”, no qual pessoas eram convidadas a subir em uma escada, olhar o enorme terreno por onde antes passava o córrego Boa Vista (já canalizado) e estimuladas a desenharem o que imaginariam ser a finalidade ideal. Claro que ninguém desejou prédios. Um abaixo assinado coletou 5 mil assinaturas contrárias à obra. A construtora Mofarrej não gostou da brincadeira (e até tem esse direito), mas resolveu entrar na justiça e censurar Ricardo.
Em 6 março de 2013 uma liminar proibiu Ricardo Fraga de publicar no Facebook qualquer comentário sobre a construtora, nem mesmo mencionar os prédios Ibirapuera Boulevard, nem de participar de qualquer protesto num raio menor que 1 km das torres. A página “O outro lado do Muro” na rede social também foi cassada. Liberdade de expressão e liberdade de manifestação, garantidas pela Constituição Federal, ignoradas e atropeladas. Por que?

Continue lendo no Diário do Centro do Mundo

domingo, 8 de março de 2015

No jornalismo, mentira não tem vez

Não é só na Inglaterra que a mentira e a omissão, justificada pelo equilíbrio das contas, existem na mídia. A esmagadora maioria dos meios de comunicação do Brasil estão comprometidos com anunciantes. No interior a relação promíscua acontece quase sempre com as prefeituras. Nas grandes cidades com os anunciantes donos de contas gordas que ajudam a pagar os salários.
A lógica dos meios de comunicação se inverteu. O correto seria: Independência gera audiência. Audiência gera anúncios. Anúncios geram dinheiro. Dinheiro sustenta a independência.
O medo e a mediocridade inverteu a lógica que passou a ser: Anúncios pagam salários de jornalistas. Jornalistas devem entender que há temas proibidos. Temas proibidos fora da mídia alegram anunciantes. Anunciantes programam mais anúncios.

sábado, 7 de março de 2015

Sai a lista dos políticos nos quais a maioria vai continuar votando nos próximos anos

O STF divulgou ontem a lista dos envolvidos no Lava Jato. Coincidentemente, é também a lista dos políticos nos quais a maioria dos brasileiros vai continuar votando nos próximos anos. Entre as ausências sentidas está Paulo Maluf, que também é um exemplo de como o brasileiro continua a votar, independentemente do que aconteça. (...)

Confira no Sensacionalista

Anastasia, aliado de Aécio, será investigado na Lava Jato

O senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) e um forte aliado do senador Aécio Neves, senador e candidato derrotado ao cargo de Presidente da República, será um dos investigados no STF (Supremo Tribunal Federal) por suposta participação no esquema de desvio na Petrobras.


Confira no Jornal GGN.

Aécio e Lindberg: dois pesos diferentes de Rodrigo Janot

O Procurador Geral da República Rodrigo Janot ficou de entregar a lista dos políticos ao STF (Supremo Tribunal Federal) às 8 da manhã de quinta-feira. A lista só chegou no final da noite, entregue por um subprocurador.
O Ministro Teori Zavaski tinha certeza que, dentre os nomes, estava o do senador Aécio Neves. Espantou-se quando constatou que ficara de fora. A rádio corredor do STF sustenta que a decisão de deixar Aécio de fora foi tomada na noite anterior.
Teori deixou escapar uma opinião: “Não sei se era para Aécio estar ou não na lista. Mas entrou na lista gente com muito menos coisa que ele”.

Confira no Blog do Luís Nassif

Um Cartão-Postal de Guantánamo: Como Mohamedou Ould Slahi se Tornou Suspeito de Terrorismo e Depois Autor de um Best-seller

Slahi começou uma nova vida na Mauritânia, trabalhando como especialista em computação. Mas, em 29 de setembro de 2001, ele foi detido pelas autoridades mauritanas, de novo a pedido dos EUA, e interrogado por agentes mauritanos e americanos.


Slahi foi levado para depor e liberado diversas vezes até 20 de novembro, quando, depois de mantê-lo sob custódia por uma semana, os EUA arranjaram um jeito de enviar seu prisioneiro para a Jordânia. Esse era um processo pouco conhecido na época chamado rendição extraordinária (ou "tortura por procuração"), em que o cativo é mandado para uma prisão estrangeira a fim de se contornar leis domésticas que restringem os interrogadores americanos.

"Cara, o que aconteceu comigo lá está além de descrições", Slahi afirmou a um painel de revisão anos mais tarde, descrevendo seu período na Jordânia. Ele diz que foi espancado, passou fome e foi ameaçado com tortura se não confessasse estar envolvido na Conspiração Milênio. Depois, no dia 19 de julho de 2002, um time de rendição da CIA na Jordânia despiu e vendou Slahi, o vestiu com uma fralda e o algemou antes de jogá-lo num jato Gulfstream de propriedade da CIA. Esse avião, usado rotineiramente para transportar detidos secretamente pelo arquipélago de bases militares e "pontos escuros" do mundo, ficaria conhecido nos círculos dos direitos humanos como "táxi da tortura". No caso de Slahi, o jato o levou da Jordânia para o Campo Aéreo de Bagram, no Afeganistão, onde ele foi interrogado por duas semanas antes de ser levado para a Baía de Guantánamo. Lá, em 5 de agosto de 2002, ele se tornou o detento 760 do Campo Delta.

Confira no Vice.

A grande arte de José Rico

“Fazer sucesso é fácil. Difícil é manter. O cara faz um sucesso e já quer ser dono do mundo. A arte não gosta disso. A arte e o artista têm uma diferença muito grande. O artista passa e a arte fica”.
Essas palavras não foram ditas por David Bowie, Gilberto Gil, Picasso ou pelo vocalista daquele trio de Manchester ou do interior do Texas que só aquele seu amigo descolado conhece.
O autor, o falecido José Alves dos Santos, o José Rico, criou com o amigo Romeu Januário de Matos, o Milionário, um dos maiores fenômenos da história da música brasileira.
A dupla vendeu mais de 30 milhões de discos em mais de 40 anos de carreira. Um sucesso popular inegável, estrondoso — esnobado e mal compreendido por críticos e historiadores da canção nacional.
Zé Rico era a primeira voz (nas duplas sertanejas, quem faz a primeira voz é o segundo nome). O estilo deles era a chamada música de fronteira, com mistura de bolero, guarânia, polca. Havia também influência mexicana. A moda de viola havia ficado para trás.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Por que não vazou antes o que Youssef disse de Aécio?

O caráter seletivamente canalha dos vazamentos da Lava Jato ficou claro ontem com a revelação de que Aécio tinha sido citado pelo doleiro Youssef.
Não só Aécio, a rigor, mas a família Neves. Também uma irmã – não nomeada, mas que só pode ser Andrea, braço direito dele – foi citada.
Youssef vinculou os irmãos Neves a propinas da célebre Lista de Furnas – uma hidrelétrica estatal que alegadamente abasteceu copiosamente figurões do PSDB nos tempos em que o partido estava no poder.
A existência da lista tem sido objeto de controvérsia. É inegável que as palavras de Youssef, se não bastaram para Janot recomendar que Aécio fosse investigado, reforçam a hipótese de que a lista é genuína.
Como ponderou um jornalista, você pode avaliar a gravidade do caso com a seguinte pergunta: o que teria ocorrido se o vazamento surgisse na campanha eleitoral?
Bem, é uma pergunta sobretudo retórica. Todo vazamento que implicava o PT, e por consequência Dilma e Lula, era recebido com fanfarra nas redações das grandes empresas jornalísticas.
É difícil acreditar que alguma delas desse acolhida a qualquer coisa que pudesse atrapalhar Aécio.
Da mesma forma, o intuito dos responsáveis pelos vazamentos – presumivelmente os policiais federais sob o comando do juiz Sérgio Moro – era ver Aécio na presidência.

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O grave impasse do Judiciário brasileiro com a Corte Interamericana

A Corte determinou ao país que desse andamento às ações de responsabilização e que abrisse novas investigações. Foi o que o Ministério Público Federal procurou fazer.  Apesar  desses esforços e da determinação oriunda do âmbito internacional, nenhuma ação teve êxito no Judiciário em razão da decisão anterior do STF, pela validade da anistia.
No final do ano de 2014, a Corte Interamericana analisou a situação brasileira relacionada ao cumprimento de sua sentença e concluiu, por meio de resolução, que o Poder Judiciário vem descumprindo as suas determinações.
Para a Corte, as decisões judiciais proferidas após a condenação sofrida pelo Brasil não poderiam estar fundadas na decisão anterior do STF. Ao proceder deste modo, o Judiciário brasileiro está "comprometendo a responsabilidade internacional do Estado e perpetua a impunidade de graves violações de direitos humanos". Para a Corte há uma nítida desconsideração de sua competência e da coisa julgada internacional.
É a primeira vez que o Judiciário brasileiro se depara com  situação similar e vem se saindo mal. Aparentemente, os magistrados confundem decisão internacional com decisão estrangeira. São diferentes obviamente, sendo que eles estão obrigados ao cumprimento das decisões internacionais porque, como a Constituição assim dispôs, não há qualquer ofensa à  soberania nacional.

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Blogueira do Brasil Post é ameaçada após publicar texto contra machismo

"Nas últimas semanas, tenho recebido uma série de pacotes pelo correio, de todos os tamanhos e formas, vindos de todo tipo de destinatário, de grandes lojas a vendedores do Mercado Livre. Dentro deles, vêm brinquedos eróticos, esterco, vermes de mosca, livros para emagrecer, camisetas com montagens feitas a partir de fotos minhas, materiais de construção mais um monte de outras coisas que eu nem sei, já que durante um tempo resolvi recusá-los". É desta maneira que começa o texto da blogueira Ana Freitas, que escreve para o Brasil Post. A profissional está sendo ameaçada e perseguida desde que publicou texto sobre machismo e misoginia em espaços na internet dedicados à discussão de cultura pop.

Veiculado em 2 de fevereiro, o texto intitulado "Nerds e machismo: por que mulheres não são bem vindas nos fóruns e chans" falava sobre jovens que não toleram mulheres em espaço de discussões. "Ele (o texto) fala sobre como jovens alinhados com o estereótipo de nerd - socialmente inaptos, naturalmente curiosos - frequentam espaços de discussão na web em que a misoginia e o machismo são flagrantes e que, portanto, podem estar se transformando em máquinas de ódio. Mulheres, nesses espaços, não são sequer toleradas; em alguns casos, são chamadas, como praxe, de 'depósitos', um jeito curto de dizer 'depósito de porra'", contou Ana.


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Janot livra Aécio de inquérito na Lava Jato e Aécio se sente "homenageado"


O Procurador-geral da República entendeu que não existem elementos que justifiquem investigar o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, citado em delação do doleiro Alberto Youssef.
A lista de Janot, enviada no começo da noite de ontem, terça-feira, ao Supremo Tribunal Federal (STF) pede o arquivamento de investigação envolvendo o senador por Minas Gerais e candidato derrotado à presidência da República nas últimas eleições.
O nome do tucano veio à baila no depoimento do doleiro Alberto Youssef, mas a Procuradoria entendeu que as informações ali contidas não são suficientes para que ele seja investigado, por isso sugeriu ao ministro Teori Zavascki o arquivamento da denúncia. No entanto, ainda não se sabe o teor da citação envolvendo o tucano ou mesmo se ele recebeu propina.
A solicitação de Janot corre sob sigilo de Justiça e será analisada pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF.

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Youssef liga Aécio a esquema de propinas de Furnas

Em delação premiada à qual o Estado teve acesso, o delator Youssef afirmou que Aécio teria recebido dinheiro fruto de propina de Furnas, estatal do setor elétrico, por meio “de sua irmã”, sem citar nomes ou detalhes. Aécio tem duas irmãs, Angela e Andrea – a última trabalhou no governo mineiro e na campanha eleitoral de 2014.
O termo de colaboração número 20, que registra confissão do doleiro feita no fim do ano passado, tem como “tema principal: Furnas e o recebimento de propina pelo Partido Progressista e pelo PSDB”. Além de Aécio, são citados o ex-deputado do PP José Janene, morto em 2009, e um executivo da empresa Bauruense.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

"Não sei se recebi dinheiro de Yousseff", diz Bolsonaro

“O Alberto Youssef já disse que no meu partido (PP) só sobrariam dois que não receberam. Eu não sei quem são os dois, mas, se eu recebi algum dinheiro, o partido não levou meu voto para o Executivo”, diz Bolsonaro à coluna Poder Online, do Portal IG. Deputado dizer que não sabe o que os outros fizeram pode ser verdade, afinal quem participa de esquemas mantém segredo entre os participantes. Agora, dizer que não sabe se ele próprio fez uso do dinheiro que ele mesmo tem falado que é de corrupção, já é um pouco demais.
A declaração de Bolsonaro mostra que, para financiar campanhas e se eleger, o deputado conviveu bem melhor do que se imaginava com o dinheiro da corrupção. Na melhor das hipóteses, fechando os olhos para a real origem do dinheiro que financiava suas campanhas.
Desde 1993, Bolsonaro é filiado ao PP (a sigla já mudou de nome algumas vezes), com um intervalo entre 2003 e 2005, quando integrou o PTB de Roberto Jefferson, e de uma brevíssima passagem pelo PFL, retornando ao PP ainda em 2005.
Durante todo esse tempo, Bolsonaro conviveu muito bem com Paulo Maluf, José Janene, entre outros nomes de seu partido envolvidos em escândalos. Só se manifesta contra a corrupção, ou a suspeita de, quando atinge seus adversários políticos.

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A disputa desigual entre Ali Kamel e Miguel do Rosário

Há uma injustiça básica numa batalha legal que envolva o diretor de telejornalismo da Globo e um blogueiro.
É o milhão contra o tostão.
Todas as circunstâncias estão a favor do grandalhão. É muito mais fácil um juiz decidir pelo homem da Globo, a despeito do mérito do caso.
Quem quer desagradar a Globo? Que juiz não tem receio de retaliações? E para quem é mais fácil contratar o melhor advogado da praça?
É uma situação extraordinariamente desigual.
Tudo isto posto, toda a minha simpatia vai, naturalmente, para Miguel do Rosário, do Cafezinho, no embate jurídico ao qual foi forçado por Ali Kamel, da Globo.
Claro que Kamel tem o direito de se defender caso se sinta ofendido na honra. Mas “sacripanta”, como Rosário chamou Kamel, é tão ofensivo assim?
O melhor sinônimo para sacripanta é hipócrita. Isso justifica a ira de Kamel?
Há um problema na Justiça brasileira que é o comportamento diante de casos de mídia. Reina uma completa incoerência nas sentenças.
Rosário foi condenado a pagar 20 000 reais – coloque aí mais 10 000 em despesas legais – pelo “sacripanta”. (Rosário foi obrigado a fazer uma vaquinha para pagar a conta. Quem quiser contribuir, clique aqui.)
Augusto Nunes, da Veja, foi absolvido depois de chamar Collor de bandido, chefe de bando e coisas do gênero.
Não adiantou Collor haver colocado, na ação que moveu, que fora absolvido pelo mesmo STF que Nunes e outros colunistas conservadores tanto adularam no Mensalão.

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A caminho do terror econômico

Determinados acontecimentos históricos tem uma reconhecida capacidade de iludir seus contemporâneos.
O mais recente envolve a multa de R$ 4,47 bilhões que o Ministério Público pretende aplicar contra seis empresas envolvidas na Operação Lava Jato. O MP também pretende impedir que participem de licitações, que recebam benefícios fiscais e juros subsidiados em seus investimentos.
Diante da estatura dessas empresas, entre as maiores do país, estamos falando de propostas que extrapolam o universo jurídico.
São medidas que, se forem aceitas pela Justiça, envolvem um caso de terrorismo, que consiste em manipular fatos econômicos para se obter objetivos políticos, gerando efeitos que vão muito além dos cidadãos acusados, prejudicando os trabalhadores e suas famílias, afetando ainda o nível de emprego e o desenvolvimento do país.

Funcionária da Petrobras desmente "rotina de medo" de matéria do Globo

Antes de tudo, gostaria de deixar bem claro que não estou falando em nome da Petrobras, nem em nome dos organizadores do movimento “Sou Petrobras”, nem em nome de ninguém que aparece nas fotos da matéria. Falo, exclusivamente, em meu nome e escrevo esta carta porque apareço em uma das fotos que ilustram a reportagem publicada no jornal O Globo do dia 15 de fevereiro, intitulada “Nova Rotina de Medo e Tensão”.

Fico imaginando como a dita jornalista sabe tão detalhadamente a respeito do nosso cotidiano de trabalho para escrever com tanta propriedade, como se tudo fosse a mais pura verdade, e afirmar com tamanha certeza de que vivemos uma rotina de medo, assombrados por boatos de demissões, que passamos o dia em silêncio na ponta das cadeiras atualizando os e-mails apreensivos a cada clique, que trabalhamos tensos com medo de receber e-mails com represálias, assim criando uma ideia, para quem lê, a respeito de como é o clima no dia a dia de trabalho dentro da Petrobras como se a mesma o estivesse vivendo.

Acho que tanta criatividade só pode ser baseada na própria realidade de trabalho da Letícia, que em sua rotina passa por todas estas experiências de terror e a utiliza para descrever a nossa como se vivêssemos a mesma experiência. Ameaças de demissão assombram o jornal em que ela trabalha, já tendo vários colegas sendo demitidos[1], a rotina de e-mails com represálias e determinando que tipo de informação deve ser publicada ou escondida devem ser rotina em seu trabalho[2], sempre na intenção de desinformar a população e transmitir só o que interessa, mantendo a população refém de informações mentirosas e distorcidas.


Confira no Jornal GGN uma reprodução de redes sociais. 

O escândalo HSBC coloca em xeque a liberdade de expressão

No Brasil, os jornais GloboFolha Estadão deram uma cobertura microscópica ao escândalo HSBC, como já comentou neste Observatório o colega Luciano Martins Costa. A situação mais embaraçosa é a da Folha de S.Paulo, que participou da investigação sobre o HSBC coordenada pelo Consórcio Internacional de Jornalismo Investigativo, mas preferiu a omissão quando o problema esbarrou nos interesses comerciais da imprensa.


Confira no Observatório da Imprensa

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Condenação do STJ a PHA é o dobro das impostas à Veja

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a decisão de segunda estância, condenando o jornalista Paulo Henrique Amorim a indenizar Gilmar Mendes, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em R$ 50 mil, por publicação ofensiva veiculada no blog Conversa Afiada.
 
A decisão colegiada da Quarta Turma do STJ correu na terceira instância, na última quinta-feira (12). Acima dela, apenas o próprio Supremo Tribunal Federal. Por isso, não há mais chances de recorrer, pois caberia ao STF optar por aceitar julgar o caso ou não, uma vez que a última instância analisa apenas questões de ordem constitucional.


Leia mais no Jornal GGN.

Caso HSBC: quanto há de independência na ‘mídia independente’?

Quanto há de independência real na imprensa que os suspeitos de sempre gostam de chamar, peitos estufados, de “independente”?
O episódio da estrepitosa demissão de um colunista do jornal britânico Daily Telegraph joga luzes sobre este assunto.
Peter Oborne disse que saía porque a cobertura do jornal do caso HSBC é uma “fraude contra os leitores”.
O que o jornal não quer arriscar, segundo ele, é a publicidade milionária que o banco lhe garante.
Na Era Digital, anúncios são cada vez mais escassos para a mídia impressa – e o preço a pagar por isso é o que se está vendo no Telegraph.
A independência da mídia “independente” termina na necessidade de agradar seus anunciantes.

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

O espírito antidemocrático da mídia nos ataques aos advogados

A falta de informação jurídica mínima produziu um escândalo do nada, comprovando que, na atual luta política, o padrão dos jornais é o que mais se aproxima do conhecimento e das práticas das republiquetas bolivarianas. O desapego aos valores democráticos e aos direitos individuais é típico de uma pré-história latino-americana, um período que se pensava estar relegado ao lixo da história.
Provincianos, anacrônicos, despreparados, gostam de invocar os valores norte-americanos naquilo que têm de superficial, deixando de lado os princípios fundadores da democracia, além de exibir um desconhecimento gigantesco de regulamentos públicos.

Leia mais no Blog do Luís Nassif.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Lalá maior


O Carnaval brasileiro teria muito menos graça se não tivessem existido Lamartine Babo (1904-1963) e Braguinha (1907-2006), nossos dois maiores criadores de músicas para a festa. Às vezes, no entanto, parece que, exatamente por serem os reis das marchinhas (embora tenham feito de tudo um pouco), eles são vistos como compositores menores, superficiais.
Talvez o politicamente correto atrapalhe. Deve haver hoje quem se constranja em cantar "O Teu Cabelo Não Nega", por considerá-la racista. No mesmo ano desse estouro, 1932, Lamartine também fez sucesso com "Só Dando com uma Pedra Nela", cujo título já diz tudo. Outros tempos, outros Carnavais.

Confira o texto de Luiz Fernando Vianna, publicado na Folha de São Paulo, disponível também em Colagens do Umbigo e da Mosca Azul

Brasil perde título de país mais mortífero do Ocidente para trabalho da imprensa

O Brasil ficou na 99ª posição no ranking de liberdade de imprensa divulgado nesta quinta-feira, 12, pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), com a análise das condições de trabalho para a imprensa em 180 países. A colocação representa um ganho de 12 posições em relação à 111ª posição que o país ocupou no ranking de 2013.

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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

O golpismo e a última pesquisa Datafolha

O impeachment é um processo que qualquer deputado pode pedir à Mesa da Câmara baseado em parecer jurídico? Sim. Porém, como o próprio Ives Gandra Martins reconheceu no parecer que fez sob encomenda de um dos diretores do Instituto FHC, publicado na Folha de S.Paulo e responsável por levar o tema novamente para o fogo alto, a conclusão é sempre muito mais política do que jurídica.
E é com essa perspectiva que todo um cenário favorável ao pedido da derrubada de Dilma se articula através de um golpe travestido de impeachment. É um golpe dado no tapetão. Se depois absolvido, como foi Collor, daí paciência. O objetivo terá sido alcançado.
Como se cria esse cenário, quem é o principal estimulador e proprietário do tapete? É complexo, mas o maior responsável é aquilo que se chama “grande mídia”.

A transferência de responsabilidades

No caso da crise hídrica de São Paulo, a causa tem nome e sobrenome: o governador Geraldo Alckmin, assim como seus antecessores diretos, todos eles ligados ao mesmo grupo político. Não é possível que setores da população de São Paulo continuarão com essa incapacidade patológica de responsabilizar claramente quem tem a responsabilidade direta sobre o problema. Foi tal incapacidade que se expressou, por exemplo, na maneira errática com que setores hegemônicos da imprensa trataram o problema e suas causas, sem aquele ímpeto investigativo conhecido de todos quando é questão de explorar as responsabilidades do governo federal. Foi ela que deu a tais governos a sensação de impunidade, de poder fazer o que bem entender, escondendo informações da população, jogando com a sorte para ver se chove no lugar certo. Tudo isso até chegarmos nesse ponto deplorável.

Confira o texto de Vladimir Safatle, na CartaCapital

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Época: PF intercepta ligação de Gilmar Mendes a investigado no STF

Com autorização judicial, a Polícia Federal interceptou ligações telefônicas entre o ex-governador do Mato Grosso do Sul Silval Barbosa (PMDB), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, no dia em que o peemedebista foi preso durante a Operação Ararath. (...)

De acordo com reportagem de Filipe Coutinho na revista Época, Silval recebeu duas ligações no mesmo dia da prisão, logo após pagar R$ 100 mil de fiança. Nas conversa com Gilmar, o ministro do STF se oferece para conversar com José Dias Toffoli, o relator da Ararath no STF. Foi ele quem autorizou a PF a executar o mandado de busca e apreensão na casa do então governador. “Que absurdo! Eu vou lá [conversar com Toffoli], depois, se for o caso, a gente conversa”, afirmou Gilmar, despedindo-se da ligação com “um abraço de solidariedade”.
Apesar da relação próxima, o ministro do STF, acrescenta a revista, não se declarou suspeito de votar em uma ação relacionada com a investigação. Ele foi convocado a desempatar um julgamento na primeira turma do STF. A Procuradoria-Geral da República queria que o principal operador do esquema, Éder Moraes, secretário da Casa Civil, da Fazenda e chefe da organização da Copa do Mundo em Mato Grosso nos governos de Blairo Maggi e Silval Barbosa, fosse preso novamente. O argumento é que ele tentaria fugir novamente. Gilmar votou contra o pedido.

Confira no Congresso em Foco

sábado, 7 de fevereiro de 2015

"Humildade para reconhecer o que é preciso mudar, e coragem para continuar mudando", diz Lula em BH




O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na noite desta sexta-feira (6), exaltou os 35 anos da fundação do Partido dos Trabalhadores e apontou novos rumos para a legenda. O ato no Minascentro, em Belo Horizonte (MG) contou com a presença da presidenta Dilma Rousseff, do presidente do Uruguai Pepe Mujica, de governadores, parlamentares, militantes e lideranças.

"Temos a oportunidade histórica de elaborar um novo Manifesto do PT, capaz de traduzir nossos compromissos para os dias de hoje e para os próximos 35 anos. Isso exige humildade e coragem de cada um. Humildade para reconhecer o que é preciso mudar, e coragem para continuar mudando", disse o ex-presidente.

Lula afirmou ainda que o PT não pode se acomodar. "Temos de compreender que foram os primeiros passos de uma jornada que vai nos levar muito longe".

A presidenta Dilma Rousseff, que fez o discurso de encerramento da celebração, disse ter deixado claro durante a campanha que "o nosso objetivo principal seria a preparação do Brasil para uma nova etapa de desenvolvimento".

Dilma, citou os programas sociais do governo e as mudanças que os mesmos vêem fazendo no Brasil há 12 anos. "Nossa diferença é que nós não fazemos reequilíbrio por fazer. Nós fazemos porque queremos mais emprego e renda".

O presidente do Uruguai, Pepe Mujica, convidado de honra da festa, lembrou o tamanho da responsabilidade que o Brasil tem para o futuro deste continente. E disse aos militantes: "não se sintam os patrões do Brasil. Vocês são a alma do Brasil".

Pepe deixou seu recado para o PT, "cuidem do partido de vocês, pois só o partido pode seguir com a revolução, que não se constrói de um dia para o outro".

-CLIQUE AQUI para ler (e ouvir) o discurso de Lula.

http://www.institutolula.org/

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Lutas sociais são destaque nas estreias do cinema

Filmes que chegam nesta quinta-feira aos cinemas tocam na luta por direitos, em diferentes proporções. “Dois Dias, Uma Noite” — dos irmãos Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne — traz uma protagonista vivida pela atriz francesa Marion Cotillard, que, por esta atuação, foi indicada, pela segunda vez, ao Oscar de Melhor Atriz (na primeira, ela venceu com “Piaf — Um Hino ao Amor”, em 2008). No drama, que envolve o mundo do trabalho, ela interpreta Sandra, uma mulher que perde seu emprego, pois outros trabalhadores da fábrica preferem receber um bônus em vez de mantê-la na equipe. Ela descobre que alguns de seus colegas foram persuadidos a votar contra ela. 


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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Novo presidente italiano Sergio Mattarella presta juramento

O novo presidente italiano, Sergio Mattarella, assumiu nesta terça-feira oficialmente o cargo na tradicional cerimônia de juramento à Constituição. Mattarella, de 73 anos, eleito presidente no sábado pelo Parlamento, homenageou em seu primeiro discurso o antecessor Giorgio Napolitano, de 89 anos, que renunciou no dia 14 de janeiro.


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sábado, 31 de janeiro de 2015

Enquanto a Petrobras é massacrada, a Sabesp é convenientemente esquecida

A Petrobras, para os conservadores, deixou de ser uma empresa petrolífera. Ela se transformou no caminho mais curto para ataques a Dilma e ao PT.
É para isso que a Petrobras serve, hoje: é um instrumento para desestabilizar o governo petista.
Os fatos são minuciosamente escolhidos e manipulados.
Companhias gigantes com ações nas bolsas oscilam extraordinariamente de valor, em certas circunstâncias.
O petróleo enfrenta uma situação particularmente complicada: há um excesso de oferta.