sexta-feira, 10 de abril de 2015

O projeto da terceirização mostra que teria sido uma tragédia social uma vitória de Aécio

Certas situações deixam subitamente claras coisas que pouca gente enxergava.
A votação da terceirização, por exemplo.
Ela expôs espetacularmente o retrocesso social que significaria a eleição de Aécio.
Os deputados do PSDB votaram pela terceirização.
Isso quer dizer o seguinte: votaram contra o povo. Contra os chamados 99%.
Terceirização não é daquelas coisas que têm prós e contras para diferenças grupos da sociedade.
É imensamente favorável para os empresários e imensamente desfavorável para os trabalhadores.
Uma pesquisa mostra que os terceirizados trabalham três horas a mais, ganham 25% a menos e ficam 3,1 anos a menos no emprego.
Que tal?

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Wikileaks revela ligação entre movimento Vem Pra Rua, FHC e agência da CIA

Basta uma breve pesquisa pelo site do Wikileaks e é possível encontrar o nome de Rogério Chequer em documento interno da Stratfor, agência que fornece serviços de inteligência confidenciais para grandes corporações e agências governamentais dos EUA.
Conforme o Wikileaks, outras instituições também estariam vinculadas e podem ter prestado serviços de informações a Stratfor, como o Jornal O Globo e o Instituto Fernando Henrique Cardoso.

Confira no Nota Crítica

O PL da terceirização e o processo da mulher de Eduardo Cunha contra a Globo

Apesar de hoje Eduardo Cunha ser categórico na decisão contrária aos trabalhadores, no passado ele fez movimento inverso. Deu apoio à esposa Cláudia Cruz quando a jornalista decidiu comprar uma briga na Justiça contra a terceirização imposta a ela pela Rede Globo.
Nos anos 1990, Cláudia foi âncora do Jornal Hoje, apresentou o RJTV (telejornal local no Rio) e fez parte da bancada do Fantástico. No início daquela década, Cunha desfrutava do prestígio de ser presidente da Telerj - época, aliás, em que aditou um contrato que favoreceu uma das empresas do Grupo Globo (leia aqui). 
A jornalista deixou a emissora em 2001, após 12 anos. Segundo informações do Portal da Imprensa, na sentença o Tribunal Superior do Trabalho consta que Cláudia teve de criar uma empresa, a C3 Produções Artísticas e Jornalísticas, para prestar serviços à Globo. Em julho de 2000, após vários contratos de "locação de serviços", a emissora informou que o acordo não seria renovado, após ela ter sofrido uma faringite, considerada doença ocupacional.

Confira no Jornal GGN

O jornalismo sem sutilezas

Peguemos, para exemplificar, dois temas cruzados que estão em todos os jornais: a posse do ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, e o caso de corrupção que atinge a Petrobras.
O filósofo entra no governo sob um obsequioso respeito da mídia, que não ignora seu currículo, e sabe-se que seu sucesso vai depender em grande parte dos recursos do pré-sal.
Observe-se que a imprensa demonstra grande empenho em manter a empresa petrolífera sob intenso bombardeio, ainda que, ao fim do caso, se demonstre que ela é vítima de executivos, empresários e políticos.
No entanto, os jornais não podem ignorar que é da Petrobras que virão os recursos para quaisquer que sejam os projetos do novo ministro.
Ao mesmo tempo, articulistas e editorialistas aproveitam o escândalo para dar repercussão a uma proposta do senador José Serra (PSDB-SP), apoiada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que defende a mudança no sistema de exploração do óleo do pré-sal.

Confira no Jornal GGN, o texto de Luciano Martins Costa, também disponível no perfil do jornalista no Facebook.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Atos são contra terceirização no mercado de trabalho

Na manhã desta terça-feira ocorreram manifestações em aeroportos de diversas capitais brasileiras contra o projeto de lei (PL) 4330 que amplia a terceirização no mercado de trabalho. Em Porto Alegre, o ato no Aeroporto Internacionalo Salgado Filho teve início às 5h com apoio da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Foram distribuídos materias explicativos sobre o PL. 


Confira no Correio do Povo

sábado, 4 de abril de 2015

Dilma, ouça quem te elegeu! (OT)



Depois de 13 e 15 de março, a situação no país não será como antes. A luta classe-contra-classe ganhou as ruas.
Dia 13 as ruas deram um bom recado. Não há outro caminho para enfrentar a grave crise que o país atravessa, na qual a direita pró imperialista surfa para exigir medidas antipopulares, a não ser dar força e confiança para a base social que elegeu Dilma. O governo deve tomar medidas para satisfazer os interesses dos trabalhadores e da nação e não seguir aplicando a política de ajuste comandada pelo ministro Levy.
Os que saíram às ruas em 13 de março com a CUT e os movimentos sociais deram o recado: não às MPs 664 e 665 que atacam direitos; defender a Petrobras e acabar com a corrupção com a reforma política através de uma Constituinte. Afinal esse foi o conteúdo dos votos nas urnas há cinco meses. (...)
CLIQUE AQUI para continuar lendo.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

O dia 12 e a memória das calçadas


A rua marcou um novo encontro com a doutora Dilma para o domingo, 12 de abril. O 15 de março mostrou ao comissariado o tamanho da insatisfação popular e ele não entendeu nada. O grito geral condenava a roubalheira e recebeu um pastel de vento. Seguiram-se o "Chega de PT" e o "Fora Dilma". Quem sai de casa num domingo para gritar na rua merece respeito, seja qual for o seu grito. Isso não elimina o fato de que uma pessoa tenha gritado por uma coisa e, tempos depois, perceba que foi feita de boba. O único instrumento para se acabar com o PT é o voto em candidatos da oposição. "Chega de PT" ou "Fora Dilma" são palavras de ordem que deságuam numa proposta de impedimento da doutora. Ele seria possível sem o apoio do PMDB de Renan Calheiros, Eduardo Cunha e Michel Temer? Nem pensar. Se esse apoio viesse, como ficariam o petrocomissário Sérgio Machado e o inolvidável Fernando Baiano?


Confira o texto de Elio Gaspari, na Folha de São Paulo, ou reproduzido em Colagens do Umbigo e da Mosca Azul.  

terça-feira, 31 de março de 2015

19 capas de jornais e revistas: em 1964, a imprensa disse sim ao golpe

Na semana dos 50 anos do golpe de Estado, o blog compartilha uma coleção de 19 primeiras páginas de jornais e capas de revistas publicadas nas horas quentes do princípio de abril de 1964.
Mais do que informação, constituíam propaganda, notadamente a favor da deposição do presidente constitucional João Goulart.
Até onde alcança o conhecimento do blogueiro, as imagens configuram a mais extensa amostra (ficarei feliz se não for) do comportamento do jornalismo brasileiro meio século atrás.
Trata-se de documento histórico, seja qual for a opinião sobre os acontecimentos.

segunda-feira, 30 de março de 2015

O PSDB namora a velha oligarquia do continente

O PSDB foi fundado por Covas, Montoro, Fernando Henrique e outros destacados líderes políticos, como reação ao populismo conservador do PMDB e a sua transformação em partido bonde, prenhe de oportunistas (já naquela época). Nos últimos dias, no entanto, lamentavelmente, participou de reunião que reuniu a fina flor das oligarquias do continente, governantes no Paraguai, Peru, dissidentes da Bolívia, Venezuela, com juras de amor.
Para alguns cientistas e políticos de direita, a reação ao subdesenvolvimento, à miséria de milhões de pessoas, à dependência econômica, cultural, política e tecnológica secular,  desenvolvida por alguns governos latino americanos, Brasil, Argentina, Bolívia, etc,  é tida como populismo de esquerda e recebe diversos outros nomes com conotação pejorativa.
Admitamos  que esses governos cometam muitos erros, mas a alternativa, manter as velhas oligarquias no poder, é a solução? 

Confira no Jornal GGN

sexta-feira, 27 de março de 2015

O custo, o benefício e o fascismo

O que deveria ter sido uma manchete escancarada e escandalizada sobre uma aberração jurídica foi solenemente ignorado pela imprensa mais influente no país. Ao noticiarem o pacote anticorrupção do Ministério Público Federal, dois dias depois de o governo apresentar seu próprio conjunto de medidas nessa área, os três principais jornais deram ênfase ao endurecimento das penas, à classificação de crime hediondo para a corrupção que envolvesse altos valores, à possibilidade de extinção de partidos políticos envolvidos na roubalheira. Tudo de acordo com o argumento, tão surrado quanto falso, de que penas mais duras inibem a disposição para o cometimento de crimes. Mas, claro, tudo muito ao gosto popular, como a imprensa sabe desde sempre e o MPF, pelo visto, também.
Os jornais só se esqueceram de um detalhe: a proposta de validar provas ilícitas, embutida no pacote.

A Standard & Poor destruiu o discurso apocalítico da mídia ao trazer ao debate uma coisa: a verdade.

Não há muito tempo, o Brasil parecia em estado terminal, no noticiário das grandes empresas jornalísticas.
Com evidente alegria, os editores e comentaristas empilhavam previsões apocalípticas.
O G1 – cujo chefe, Erick Bretas, conclamou os seguidores no Facebook a bater pernas no protesto de 15 de março – lutava para dar o furo do fim do mundo, ou especificamente do Brasil.
Na manchete, várias vezes, você tinha no G1, em tempo real, a marcha do dólar.
A consultoria de investimentos Empiricus contribuía para a atmosfera fúnebre. Anúncios seus espalhados pela internet traziam um título assustador: “O dólar a 4”.
Dentro desse clima, lances teatrais espoucavam aqui e ali. Num deles, um colunista econômico avisou que estava deixando o Brasil. Miami o chamava.
Era um Bolsa Patroa. Sua mulher ganhara uma bolsa e ele pegou carona. Mas, para todos os efeitos, o bilhete aéreo do colunista sugeria o começo de um êxodo dos melhores cérebros nacionais.
Alguns imaginaram: agora até o Lobão vai embora.
Para os que torcem pelo pior, como a mídia, tudo corria bem – até que uma coisa se impôs.
A verdade.

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Mensalão tucano está parado na Justiça de Minas, e prontinho!

O mensalão tucano está pronto para julgamento. E isso há um ano, desde que o Supremo devolveu o caso para a primeira instância. Com a demora, o processo do mensalão tucano contra o ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB) corre o risco de cair no vazio, se tornar história, perder-se dos rumos do paladismo da justiça brasileira.


Confira no Jornal GGN, a partir da Folha de São Paulo.

Redução no número de filhos é maior entre 20% mais pobres, IBGE


Nos últimos dez anos, o número de filhos por família no Brasil caiu 10,7%. Entre os 20% mais pobres, a queda registrada no mesmo período foi 15,7%. A maior redução foi identificada entre os 20% mais pobres que vivem na Região Nordeste: 26,4%.


Os números foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e têm como base as edições de 2003 a 2013 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Confira no Correio do Povo

segunda-feira, 23 de março de 2015

Gays, BBB e Valesca Popozuda estão na mira de defensores de intervenção militar

Os defensores da intervenção militar, parte da massa que tomou as ruas do País no último 15 de março, têm como alvo principal, segundo seus próprios brados, a corrupção. Olhando mais de perto para os grupos pró-intervenção - que nada mais é do que um golpe, segundo juristas -, outros "inimigos" aparecem: homossexuais, a imprensa, criminosos comuns e até o Big Brother Brasil (BBB) e a funkeira Valesca Popozuda.
Além do comunismo, frequentam a linha de tiro dos militaristas o "afrocomunismo", o Foro de São Paulo (grupo que reúne políticos de esquerda da América Latina), a presidente Dilma Rousseff (PT), os senadores Aécio Neves (PSDB) e José Serra (PSDB), os ex-presidentes Lula (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB), os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e o da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), dentre outros.

Leia mais no IG

Para atender financiadores de campanha, Cunha ameaça a existência do SUS

Uma proposta de emenda à constituição de autoria do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se aprovada, poderá significar o mais duro golpe contra uma das maiores conquistas civilizatórias da sociedade brasileira no século XX: o Sistema Único de Saúde (SUS), universal e gratuito, criado para atender aos brasileiros, sem distinção de classe ou categoria profissional. Trata-se da PEC 451/2014, que obriga as empresas a pagarem planos de saúde privados para todos os seus empregados. E, consequentemente, desobriga o Estado a investir para que o SUS garanta atendimento de saúde de qualidade para todos.  

Reconhecido como um dos principais lobistas das empresas de telecomunicações no Congresso após sua atuação veemente contra a aprovação do novo Marco Civil da Internet, Cunha é também um dos mais legítimos representantes dos planos de saúde que, só nas últimas eleições, distribuíram R$ 52 milhões em doações para 131 candidaturas de 23 partidos, em todos os níveis. O presidente da Câmara foi o que recebeu o terceiro maior “incentivo”: R$ 250 mil, repassados à sua campanha pelo Saúde Bradesco.  


Leia mais na Agência Carta Maior, via Jornal GGN

sexta-feira, 20 de março de 2015

Perillo, do PSDB, faz discurso em defesa de Dilma e da democracia

O governador de Goiás, Marconi Perillo, da legenda PSDB, proferiu discurso exaltado defendendo a presidente Dilma Rousseff e a democracia. O fato se deu ontem, quinta-feira, em Goiânia, quando da presença da presidente em cerimônia para assinatura da ordem de serviço para o início das obras do BRT Norte-Sul, um corredor de ônibus de 21 km de extensão.
Em Goiânia, o protesto do último domingo, dia 15, reuniu 60 mil pessoas segundo as estimativas da Polícia Militar.
Marconi Perillo discursou antes de Dilma e recebeu vaias e gritos da plateia, composta principalmente por apoiadores da presidente. A cidade é administrada por Paulo Garcia, do PT.
"É dispensável dizer que recebi muitos conselhos, presidenta, para não estar aqui", declarou Perillo ao assumir o microfone. "Eu disse que se eu, em todos os momentos, jamais concordei com a intolerância e com as injustiças em relação à presidente, se eu sempre a recebi aqui respeitosamente, não vou temer comparecer a algum evento onde eventualmente alguma claque pode me hostilizar. Venho aqui como governador legitimamente reeleito do Estado de Goiás para receber uma presidente da República que foi legitimamente reeleita e que tem o meu apoio à sua governabilidade”, declarou ele. E foi aplaudido por toda a plateia.
Perillo disse mais. Disse que o Brasil não pode ser “vítima da intolerância, do desrespeito” e que também não pode “ser vítima de minorias que não querem uma democracia onde o republicanismo possa prevalecer”.

Confira no Jornal GGN

quinta-feira, 19 de março de 2015

Coronel da PM ameaça Dilma: “Estamos prontos para a luta armada”

O ex-comandante da Policia Militar de Goiás, Coronel Pacheco, divulgou um vídeo em que critica a presidente Dilma Rousseff e ao ex-presidente Lula, além de ameaçar “pegar em armas” para destituir do poder o atual governo federal – eleito através do voto.
Exaltado, Pacheco chama Dilma de “chefe de quadrilha” e o ex-presidente Lula de “ladrão”. Ele diz, ainda, que não tem medo dos “guerrilheiros” da petista.
“Quero dizer pra você Dilma, pra você Lula ladrão, que eu não tenho medo dos seus guerrilheiros, e tenho certeza que as centenas de milhares de policiais militares dos diversos Estados desse País também estão prontos para ir para a luta armada para defender esse País”, disse Camilo em seu vídeo.
“Nós, policiais militares da reserva, não aceitamos mais ser roubados e ainda por cima, agora, ser ameaçados e oprimidos. Nós vamos defender a nossa sociedade e estamos prontos para qualquer convocação, seja oficial ou não, para lutar contra os seus guerrilheiros”, completou Camilo, que informou ser coronel da reserva remunerada há três anos.
O material, inicialmente divulgado pelo Diário de Goiás, faz referência à fala de Lula, que disse que os movimentos sociais iriam às ruas defender o governo Dilma.

Leia mais e veja um vídeo relacionado no Pragmatismo Político

terça-feira, 17 de março de 2015

A profecia autocumprida

A imprensa fez a sua parte: contrariando os critérios elementares que levam um fato a se tornar notícia, cobriu os mais insignificantes atos em favor do impeachment, como o promovido por um grupelho de direita que destila seu ódio nas redes sociais e reuniu 20 (vinte) pessoas no Centro do Rio de Janeiro, na quarta-feira (11/3). Na sexta (13/3), dia da manifestação organizada pela CUT, ao mesmo tempo favorável e crítica ao governo, O Estado de S.Paulo dedicou em seu site uma notícia de cinco parágrafos (ver aqui) para a presença de oito (repito: oito) pessoas que, em Brasília, protestaram contra Dilma. (A notícia original falava em seis, mas foi atualizada.)
Na semana que culminou com a monumental manifestação em São Paulo, a Folha de S.Paulo foi “desequilibrada”, ora com a avalanche de notícias negativas para o governo, ora com o tratamento díspare dedicado aos atos a favor e contra Dilma. Assim avaliou a ombudsman do jornal, que entretanto não apontou o cúmulo da parcialidade, revelado num detalhe: ao pé de reportagem sobre os protestos, na página 6 do caderno principal da edição de 10/3, o jornal publicava um quadro no estilo “serviço”, informando os “Atos contra Dilma”, “quando” e “onde”. O que levou o escritor e humorista Gregório Duvivier a publicar uma montagem no Instagram: “Onde? Shopping JK Iguatemi. Serviços: babá, empregada e open bar”.
O pequeno “tijolinho” provocou também a ironia de uma jovem jornalista, que lembrou a campanha publicitária do jornal e sugeriu um texto mais honesto: “A Folha é contra a Dilma. Eu também”.

Confira o texto completo no Observatório de Imprensa

Datafolha: 82% dos manifestantes em SP votaram em Aécio

Protestar contra a corrupção foi a principal motivação das pessoas que resolveram ir à manifestação de domingo (15) em São Paulo, mostra pesquisa Datafolha feita durante o ato. Este motivo foi citado por quase metade dos entrevistados do instituto.
O pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, usado por alguns dos grupos organizadores do ato, vem em segundo lugar. Foi mencionado por 27%. Protestar contra o PT (20%) e contra os políticos (14%) foram as outras razões mais citadas.
No universo dos 210 mil manifestantes que lotaram a av. Paulista no domingo na contagem do Datafolha, 82% declararam ter votado no tucano Aécio Neves no segundo turno da eleição presidencial de 2014, 37% manifestaram simpatia pelo PSDB e 74% participavam de protesto na rua pela primeira vez na vida.

Confira no Diário do Centro do Mundo, a reprodução de texto da Folha de São Paulo, que saiu com outra manchete.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Milhares tomam as ruas de Porto Alegre contra Dilma e o PT

Bandeiras do Brasil e camisetas da seleção brasileira ou nas cores verde e amarela, cornetas e bonés divertidos. Três trios elétricos tocavam do rock ao samba e as crianças eram levadas pela mão vestidas e pintadas nas cores do Brasil. Esse era o clima de quem descia a Independência em direção ao Parque Moinhos de Vento (Parcão), alguns com a cerveja na mão, neste domingo (15), mas não era para fazer o Caminho do Gol. Cerca de 100 mil pessoas, segundo estimativa da Brigada Militar, foram às ruas contra o governo de Dilma Rousseff (PT), que acreditam ser o principal motivo de corrupção no país.
“Fora PT”, “Fora Dilma” foram as principais palavras de ordem que moviam os milhares de gaúchos pela Avenida Goethe. O protesto saiu às 15 horas em direção ao Parque Farroupilha (Redenção). Os organizadores do Movimento Brasil Livre se revezavam nos trios elétricos para dar conta de incentivar a marcha pelo ‘fim da corrupção’ e contra ‘a ditadura bolivariana’.
“Eles dizem que somos golpistas e queremos a ditadura. Aqui ninguém quer a ditadura, queremos a liberdade da ditadura que oprime os venezuelanos, argentinos e cubanos”, diziam de cima dos trios. Um deles levava a faixa “Sem bolivarianismo, nem militarismo”.

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sábado, 14 de março de 2015

Lista do HSBC tem Luís Frias e outros empresários de mídia

Na lista dos 8.667 brasileiros que, em 2006 e 2007, tinham contas numeradas no HSBC da Suíça, aparecem donos, diretores e herdeiros de veículos de comunicação, além de jornalistas. Um levantamento feito pelo GLOBO, em parceria com o UOL, com base nos documentos oficiais que foram vazados por um ex-funcionário da instituição financeira, indica que há ao menos 22 empresários e sete jornalistas brasileiros entre os correntistas do HSBC suíço.

Os correntistas localizados negaram a existência das contas e qualquer irregularidade.
Nos documentos, constam os nomes de proprietários do Grupo Folha, ao qual pertence o UOL. Tiveram conta conjunta naquela instituição os empresários Octavio Frias de Oliveira (1912-2007) e Carlos Caldeira Filho (1913-1993). Luiz Frias (atual presidente da Folha e presidente/CEO do UOL) aparece como beneficiário da mesma conta, que foi criada em 1990 e oficialmente encerrada em 1998. Em 2006/2007, os arquivos do banco ainda mantinham os registros, mas, no período, ela estava inativa e zerada.
Quatro integrantes da família Saad, dona da Rede Bandeirantes, também tinham contas no HSBC na época em que os arquivos foram vazados. Constam entre os correntistas os nomes do fundador da Bandeirantes, João Jorge Saad (1919-1999), da empresária Maria Helena Saad Barros (1928-1996) e de Ricardo Saad e Silvia Saad Jafet, filho e sobrinha de João Jorge.
Confira no Diário do Centro do Mundo, que reproduz O Globo.
Leia também:

Quem financia os meninos do golpe?

David Koch se divertia dizendo que fazia parte “da maior companhia da qual você nunca ouviu falar”. Um dos poderosos irmãos Koch, donos da segunda maior empresa privada dos Estados Unidos com um ingresso anual de 115 bilhões de dólares, eles só se tornaram conhecidos por suas maldosas operações no cenário político do país.
Se esses poderosos personagens são desconhecidos nos Estados Unidos, o que se dirá no Brasil? No entanto eles estão diretamente envolvidos nas convocações para o protesto do dia 15 de março pela deposição da presidenta Dilma.
Segundo a Folha de São Paulo o “Movimento Brasil Livre”, uma organização virtual, é o principal grupo convocador do protesto. A página do movimento dá os nomes de seus colunistas e coordenadores nos Estados. Segundo o The Economist, o grupo foi “fundado no último ano para promover as respostas do livre mercado para os problemas do país”.

Confira no Pragmatismo Político ( que reproduz "Outras Palavras"). 

sexta-feira, 13 de março de 2015

Fernando Rodrigues perdeu o monopólio da Swissleaks e mais dados são revelados

Depois de divulgar que empreiteiras envolvidas com a Lava Jato estavam na lista das contas secretas do HSBC da Suíça, com um hiato na divulgação de mais notícias e o ingresso de outros jornais nas tentativas independentes de investigação, o jornalista Fernando Rodrigues deixou para agora as informações de talvez maior impacto. Os dados são resultado da parceria de O Globo, que agora integra a equipe do ICIJ, consórcio de jornalistas que têm os arquivos suíços.
 
Dois ex-diretores do Metrô de São Paulo tinham contas na época em que foi firmado o acordo com a Alstom; assim como Paulo Roberto Grossi, denunciado de participação no mensalão petista e no mensalão tucano; dois advogados e o então procurador-geral do INSS, durante a Máfia do INSS; três condenados no caso SERPROS, de desvio do fundo de previdência complementar, entre 1999 e 2001.


Continue lendo no Jornal GGN

segunda-feira, 9 de março de 2015

PP gaúcho culpa diretório nacional e governo federal por crise

O PP gaúcho reuniu na segunda-feira sua executiva estadual pela primeira vez após a divulgação de que cinco deputados federais da sigla no RS e um ex-deputado foram incluídos na lista de investigados pelo esquema de desvios de recursos da Petrobras, descoberto na Operação Lava Jato da Polícia Federal. Sob um clima tenso e de constrangimento, o presidente estadual do PP, Celso Bernardi, tentou se desligar da crise culpando o diretório nacional do partido e o governo federal pela situação. A divulgação dos nomes dos progressistas (que representa a totalidade da bancada federal do partido na legislatura passada) gerou a maior crise já contabilizada no PP gaúcho, que participa nacionalmente do governo da presidente Dilma Rousseff (PT) e do secretariado do governador José Ivo Sartori (PMDB) no Estado. 


Confira no Correio do Povo.

O panelaço da barriga cheia e do ódio

Nós, brasileiros, somos capazes de sonegar meio trilhão de reais de Imposto de Renda só no ano passado.
Como somos capazes de vender e comprar DVDs piratas, cuspir no chão, desrespeitar o sinal vermelho, andar pelo acostamento e, ainda por cima, votar no Collor, no Maluf, no Newtão Cardoso, na Roseana, no Marconi Perillo ou no Palocci.
O panelaço nas varandas gourmet de ontem não foi contra a corrupção.
Foi contra o incômodo que a elite branca sente ao disputar espaço com esta gente diferenciada que anda frequentando  aeroportos, congestionando o trânsito e disputando vaga na universidade.

Continue lendo no blog do Juca Kfouri

Extremistas do EI degolam quatro acusados de homossexualismo

O movimento extremista Estado Islâmico degolou em público, nesta segunda-feira, quatro jovens que acusou de homossexualidade, na cidade de Mossul, no Iraque. O local é controlado pelos jihadistas desde o verão passado. Um funcionário da administração local, Mohamed Fares, disse que os combatentes da organização convocaram os habitantes do bairro Al Rashidia, no norte de Mossul, para assistir à execução dos quatro jovens, com idades entre 20 e 30 anos.


Leia mais no Correio do Povo

Sob censura: o brasileiro proibido de se manifestar no Facebook

No Brasil de 2015, século XXI, um cidadão está sob censura. Há dois anos Ricardo Fraga está proibido de se pronunciar a respeito da construção de três torres residenciais em seu bairro. Trata-se de um dos primeiros casos registrados de censura judicial a protestos em redes sociais no país.
Morador da Vila Mariana, Ricardo questionava a verticalização excessiva da cidade, promovia reflexão sobre o espaço urbano e organizou protestos pacíficos contra a construção das torres. Fundou assim o movimento “O outro lado do Muro”, no qual pessoas eram convidadas a subir em uma escada, olhar o enorme terreno por onde antes passava o córrego Boa Vista (já canalizado) e estimuladas a desenharem o que imaginariam ser a finalidade ideal. Claro que ninguém desejou prédios. Um abaixo assinado coletou 5 mil assinaturas contrárias à obra. A construtora Mofarrej não gostou da brincadeira (e até tem esse direito), mas resolveu entrar na justiça e censurar Ricardo.
Em 6 março de 2013 uma liminar proibiu Ricardo Fraga de publicar no Facebook qualquer comentário sobre a construtora, nem mesmo mencionar os prédios Ibirapuera Boulevard, nem de participar de qualquer protesto num raio menor que 1 km das torres. A página “O outro lado do Muro” na rede social também foi cassada. Liberdade de expressão e liberdade de manifestação, garantidas pela Constituição Federal, ignoradas e atropeladas. Por que?

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domingo, 8 de março de 2015

No jornalismo, mentira não tem vez

Não é só na Inglaterra que a mentira e a omissão, justificada pelo equilíbrio das contas, existem na mídia. A esmagadora maioria dos meios de comunicação do Brasil estão comprometidos com anunciantes. No interior a relação promíscua acontece quase sempre com as prefeituras. Nas grandes cidades com os anunciantes donos de contas gordas que ajudam a pagar os salários.
A lógica dos meios de comunicação se inverteu. O correto seria: Independência gera audiência. Audiência gera anúncios. Anúncios geram dinheiro. Dinheiro sustenta a independência.
O medo e a mediocridade inverteu a lógica que passou a ser: Anúncios pagam salários de jornalistas. Jornalistas devem entender que há temas proibidos. Temas proibidos fora da mídia alegram anunciantes. Anunciantes programam mais anúncios.

sábado, 7 de março de 2015

Sai a lista dos políticos nos quais a maioria vai continuar votando nos próximos anos

O STF divulgou ontem a lista dos envolvidos no Lava Jato. Coincidentemente, é também a lista dos políticos nos quais a maioria dos brasileiros vai continuar votando nos próximos anos. Entre as ausências sentidas está Paulo Maluf, que também é um exemplo de como o brasileiro continua a votar, independentemente do que aconteça. (...)

Confira no Sensacionalista

Anastasia, aliado de Aécio, será investigado na Lava Jato

O senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) e um forte aliado do senador Aécio Neves, senador e candidato derrotado ao cargo de Presidente da República, será um dos investigados no STF (Supremo Tribunal Federal) por suposta participação no esquema de desvio na Petrobras.


Confira no Jornal GGN.

Aécio e Lindberg: dois pesos diferentes de Rodrigo Janot

O Procurador Geral da República Rodrigo Janot ficou de entregar a lista dos políticos ao STF (Supremo Tribunal Federal) às 8 da manhã de quinta-feira. A lista só chegou no final da noite, entregue por um subprocurador.
O Ministro Teori Zavaski tinha certeza que, dentre os nomes, estava o do senador Aécio Neves. Espantou-se quando constatou que ficara de fora. A rádio corredor do STF sustenta que a decisão de deixar Aécio de fora foi tomada na noite anterior.
Teori deixou escapar uma opinião: “Não sei se era para Aécio estar ou não na lista. Mas entrou na lista gente com muito menos coisa que ele”.

Confira no Blog do Luís Nassif

Um Cartão-Postal de Guantánamo: Como Mohamedou Ould Slahi se Tornou Suspeito de Terrorismo e Depois Autor de um Best-seller

Slahi começou uma nova vida na Mauritânia, trabalhando como especialista em computação. Mas, em 29 de setembro de 2001, ele foi detido pelas autoridades mauritanas, de novo a pedido dos EUA, e interrogado por agentes mauritanos e americanos.


Slahi foi levado para depor e liberado diversas vezes até 20 de novembro, quando, depois de mantê-lo sob custódia por uma semana, os EUA arranjaram um jeito de enviar seu prisioneiro para a Jordânia. Esse era um processo pouco conhecido na época chamado rendição extraordinária (ou "tortura por procuração"), em que o cativo é mandado para uma prisão estrangeira a fim de se contornar leis domésticas que restringem os interrogadores americanos.

"Cara, o que aconteceu comigo lá está além de descrições", Slahi afirmou a um painel de revisão anos mais tarde, descrevendo seu período na Jordânia. Ele diz que foi espancado, passou fome e foi ameaçado com tortura se não confessasse estar envolvido na Conspiração Milênio. Depois, no dia 19 de julho de 2002, um time de rendição da CIA na Jordânia despiu e vendou Slahi, o vestiu com uma fralda e o algemou antes de jogá-lo num jato Gulfstream de propriedade da CIA. Esse avião, usado rotineiramente para transportar detidos secretamente pelo arquipélago de bases militares e "pontos escuros" do mundo, ficaria conhecido nos círculos dos direitos humanos como "táxi da tortura". No caso de Slahi, o jato o levou da Jordânia para o Campo Aéreo de Bagram, no Afeganistão, onde ele foi interrogado por duas semanas antes de ser levado para a Baía de Guantánamo. Lá, em 5 de agosto de 2002, ele se tornou o detento 760 do Campo Delta.

Confira no Vice.

A grande arte de José Rico

“Fazer sucesso é fácil. Difícil é manter. O cara faz um sucesso e já quer ser dono do mundo. A arte não gosta disso. A arte e o artista têm uma diferença muito grande. O artista passa e a arte fica”.
Essas palavras não foram ditas por David Bowie, Gilberto Gil, Picasso ou pelo vocalista daquele trio de Manchester ou do interior do Texas que só aquele seu amigo descolado conhece.
O autor, o falecido José Alves dos Santos, o José Rico, criou com o amigo Romeu Januário de Matos, o Milionário, um dos maiores fenômenos da história da música brasileira.
A dupla vendeu mais de 30 milhões de discos em mais de 40 anos de carreira. Um sucesso popular inegável, estrondoso — esnobado e mal compreendido por críticos e historiadores da canção nacional.
Zé Rico era a primeira voz (nas duplas sertanejas, quem faz a primeira voz é o segundo nome). O estilo deles era a chamada música de fronteira, com mistura de bolero, guarânia, polca. Havia também influência mexicana. A moda de viola havia ficado para trás.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Por que não vazou antes o que Youssef disse de Aécio?

O caráter seletivamente canalha dos vazamentos da Lava Jato ficou claro ontem com a revelação de que Aécio tinha sido citado pelo doleiro Youssef.
Não só Aécio, a rigor, mas a família Neves. Também uma irmã – não nomeada, mas que só pode ser Andrea, braço direito dele – foi citada.
Youssef vinculou os irmãos Neves a propinas da célebre Lista de Furnas – uma hidrelétrica estatal que alegadamente abasteceu copiosamente figurões do PSDB nos tempos em que o partido estava no poder.
A existência da lista tem sido objeto de controvérsia. É inegável que as palavras de Youssef, se não bastaram para Janot recomendar que Aécio fosse investigado, reforçam a hipótese de que a lista é genuína.
Como ponderou um jornalista, você pode avaliar a gravidade do caso com a seguinte pergunta: o que teria ocorrido se o vazamento surgisse na campanha eleitoral?
Bem, é uma pergunta sobretudo retórica. Todo vazamento que implicava o PT, e por consequência Dilma e Lula, era recebido com fanfarra nas redações das grandes empresas jornalísticas.
É difícil acreditar que alguma delas desse acolhida a qualquer coisa que pudesse atrapalhar Aécio.
Da mesma forma, o intuito dos responsáveis pelos vazamentos – presumivelmente os policiais federais sob o comando do juiz Sérgio Moro – era ver Aécio na presidência.

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O grave impasse do Judiciário brasileiro com a Corte Interamericana

A Corte determinou ao país que desse andamento às ações de responsabilização e que abrisse novas investigações. Foi o que o Ministério Público Federal procurou fazer.  Apesar  desses esforços e da determinação oriunda do âmbito internacional, nenhuma ação teve êxito no Judiciário em razão da decisão anterior do STF, pela validade da anistia.
No final do ano de 2014, a Corte Interamericana analisou a situação brasileira relacionada ao cumprimento de sua sentença e concluiu, por meio de resolução, que o Poder Judiciário vem descumprindo as suas determinações.
Para a Corte, as decisões judiciais proferidas após a condenação sofrida pelo Brasil não poderiam estar fundadas na decisão anterior do STF. Ao proceder deste modo, o Judiciário brasileiro está "comprometendo a responsabilidade internacional do Estado e perpetua a impunidade de graves violações de direitos humanos". Para a Corte há uma nítida desconsideração de sua competência e da coisa julgada internacional.
É a primeira vez que o Judiciário brasileiro se depara com  situação similar e vem se saindo mal. Aparentemente, os magistrados confundem decisão internacional com decisão estrangeira. São diferentes obviamente, sendo que eles estão obrigados ao cumprimento das decisões internacionais porque, como a Constituição assim dispôs, não há qualquer ofensa à  soberania nacional.

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Blogueira do Brasil Post é ameaçada após publicar texto contra machismo

"Nas últimas semanas, tenho recebido uma série de pacotes pelo correio, de todos os tamanhos e formas, vindos de todo tipo de destinatário, de grandes lojas a vendedores do Mercado Livre. Dentro deles, vêm brinquedos eróticos, esterco, vermes de mosca, livros para emagrecer, camisetas com montagens feitas a partir de fotos minhas, materiais de construção mais um monte de outras coisas que eu nem sei, já que durante um tempo resolvi recusá-los". É desta maneira que começa o texto da blogueira Ana Freitas, que escreve para o Brasil Post. A profissional está sendo ameaçada e perseguida desde que publicou texto sobre machismo e misoginia em espaços na internet dedicados à discussão de cultura pop.

Veiculado em 2 de fevereiro, o texto intitulado "Nerds e machismo: por que mulheres não são bem vindas nos fóruns e chans" falava sobre jovens que não toleram mulheres em espaço de discussões. "Ele (o texto) fala sobre como jovens alinhados com o estereótipo de nerd - socialmente inaptos, naturalmente curiosos - frequentam espaços de discussão na web em que a misoginia e o machismo são flagrantes e que, portanto, podem estar se transformando em máquinas de ódio. Mulheres, nesses espaços, não são sequer toleradas; em alguns casos, são chamadas, como praxe, de 'depósitos', um jeito curto de dizer 'depósito de porra'", contou Ana.


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Janot livra Aécio de inquérito na Lava Jato e Aécio se sente "homenageado"


O Procurador-geral da República entendeu que não existem elementos que justifiquem investigar o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, citado em delação do doleiro Alberto Youssef.
A lista de Janot, enviada no começo da noite de ontem, terça-feira, ao Supremo Tribunal Federal (STF) pede o arquivamento de investigação envolvendo o senador por Minas Gerais e candidato derrotado à presidência da República nas últimas eleições.
O nome do tucano veio à baila no depoimento do doleiro Alberto Youssef, mas a Procuradoria entendeu que as informações ali contidas não são suficientes para que ele seja investigado, por isso sugeriu ao ministro Teori Zavascki o arquivamento da denúncia. No entanto, ainda não se sabe o teor da citação envolvendo o tucano ou mesmo se ele recebeu propina.
A solicitação de Janot corre sob sigilo de Justiça e será analisada pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF.

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Youssef liga Aécio a esquema de propinas de Furnas

Em delação premiada à qual o Estado teve acesso, o delator Youssef afirmou que Aécio teria recebido dinheiro fruto de propina de Furnas, estatal do setor elétrico, por meio “de sua irmã”, sem citar nomes ou detalhes. Aécio tem duas irmãs, Angela e Andrea – a última trabalhou no governo mineiro e na campanha eleitoral de 2014.
O termo de colaboração número 20, que registra confissão do doleiro feita no fim do ano passado, tem como “tema principal: Furnas e o recebimento de propina pelo Partido Progressista e pelo PSDB”. Além de Aécio, são citados o ex-deputado do PP José Janene, morto em 2009, e um executivo da empresa Bauruense.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

"Não sei se recebi dinheiro de Yousseff", diz Bolsonaro

“O Alberto Youssef já disse que no meu partido (PP) só sobrariam dois que não receberam. Eu não sei quem são os dois, mas, se eu recebi algum dinheiro, o partido não levou meu voto para o Executivo”, diz Bolsonaro à coluna Poder Online, do Portal IG. Deputado dizer que não sabe o que os outros fizeram pode ser verdade, afinal quem participa de esquemas mantém segredo entre os participantes. Agora, dizer que não sabe se ele próprio fez uso do dinheiro que ele mesmo tem falado que é de corrupção, já é um pouco demais.
A declaração de Bolsonaro mostra que, para financiar campanhas e se eleger, o deputado conviveu bem melhor do que se imaginava com o dinheiro da corrupção. Na melhor das hipóteses, fechando os olhos para a real origem do dinheiro que financiava suas campanhas.
Desde 1993, Bolsonaro é filiado ao PP (a sigla já mudou de nome algumas vezes), com um intervalo entre 2003 e 2005, quando integrou o PTB de Roberto Jefferson, e de uma brevíssima passagem pelo PFL, retornando ao PP ainda em 2005.
Durante todo esse tempo, Bolsonaro conviveu muito bem com Paulo Maluf, José Janene, entre outros nomes de seu partido envolvidos em escândalos. Só se manifesta contra a corrupção, ou a suspeita de, quando atinge seus adversários políticos.

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