quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Líder do PSDB na Câmara diz que Cunha 'tem por ora o benefício da dúvida'

O líder do PSDB na Câmara Federal, Carlos Sampaio (SP), afirmou na tarde desta segunda-feira (5) que o partido vai aguardar mais informações quanto à possível existência de contas bancárias na Suíça em nome do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), além do suposto envolvimento do peemedebista em esquemas de corrupção. "Seria leviano da minha parte afirmar que ele está envolvido. O Ministério Público ainda aguarda informações da Suíça e ele tem, por ora, o benefício da dúvida."
De acordo com Sampaio, o PSDB não deve fazer nenhum movimento que pressione Eduardo Cunha a abandonar o cargo. "Enquanto não houver informações adequadas que comprovem o envolvimento de Cunha, o PSDB vai manter sua posição de apoio ao presidente da Casa", disse. O deputado relembrou que Cunha não era o candidato do PSDB à presidência da Câmara, mas que o peemedebista construiu uma relação positiva com a oposição. "Temos um comportamento de confiança mútua construída em razão da postura de correção que ele vem adotando com as oposições."

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A revolta impotente da ombudsman contra seu próprio jornal

Quase senti pena da última coluna de Vera Guimarães, ombudsman da Folha.
Foi um grito de revolta impotente, uma lamúria atirada num jornal que perdeu o pudor, foi tudo isso muito mais que um mero artigo para analisar o jornal.
Foi, também, uma amostra dos apuros que jornalistas honestos enfrentam hoje em redações dedicadas a minar o pensamento progressista.
Ou você joga este jogo sujo ou está fora.
Vera, pelo menos por enquanto, está garantida pela imunidade temporária que o cargo dá a ela.
O tema da coluna era Eduardo Cunha.
A pergunta central de Vera era a seguinte: como o jornal pudera não dar Cunha na manchete depois que as autoridades suíças revelaram espetacularmente que ele tem várias contas na Suíça abastecidas de dinheirosujo.
Quer dizer: se aquilo não é manchete, o que é manchete?

terça-feira, 6 de outubro de 2015

O protesto no velório e a tolerância ilimitada que leva ao fim da tolerância

Ninguém jamais terá a desculpa de dizer que não viu o monstro crescer.
A pregação do ódio no Brasil atingiu um novo pico na escala de barbárie com os panfletos atirados no velório do ex-senador do PT José Eduardo Dutra, em Belo Horizonte.
Ocupantes de uma Saveiro preta jogaram os papeis. Havia policiais de plantão. Antes do ataque, o carro passou três vezes pelo local, afirmam testemunhas. Ainda assim, a PM afirma que não viu nada. Ok.
Um protesto também aconteceu ali. Um sujeito chamado Cipriano de Oliveira, aposentado de 60 anos, resumiu o espírito de porco ao Estadão: “Qualquer momento é momento de mandar um bandido embora. Até no enterro da minha mãe eu faria isso”.
Submetida a uma dieta de ressentimento, desinformação e indignação seletiva, essa escumalha passou a considerar aceitável socialmente conspurcar um enterro e humilhar os familiares e amigos do morto.
Eles são “gente do bem”, segundo a definição imortal do líder dos Revoltados On Line, Marcello Reis, um mussolini para os nossos tempos.

Políticos com medo da internet


Nas duas últimas semanas, puxada pela bancada do PMDB, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados tenta a todo custo aprovar o projeto de lei 215 de 2015. Para quem não está a par, trata-se do projeto para aumentar as punições para crimes contra a honra na internet, que se tornam inafiançáveis (e em alguns casos hediondos), com o objetivo de punir quem fala mal de políticos na rede.
Nessas tentativas, salta aos olhos um sentimento de medo generalizado da internet por parte dos defensores do texto. Poucas vezes se viu um projeto tramitar com tamanha velocidade e empenho. Parece até que se trata de uma questão essencial para o futuro do país. E que não há nenhum outro assunto mais importante no momento.
Desde sua origem, o projeto sofreu modificações. No entanto, continua a trazer o que há de pior para se cercear a liberdade de expressão.


Confira o texto de Ronaldo Lemos, na Folha de São Paulo, disponível em Colagens do Umbigo e da Mosca Azul.

Estado Islâmico destrói Arco do Triunfo de Palmira

O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) dinamitou o famoso Arco do Triunfo de Palmira na Síria, anunciou o diretor do departamento de Antiguidades da Síria, no caso mais recente de destruição na cidade, que é considerada patrimônio mundial da humanidade.

A nova tragédia provoca o temor da destruição total da área histórica, controlada pelo grupo extremista desde 21 de maio, segundo o diretor do departamento, Mamun Abdelkarim.  A destruição aconteceu em um momento complexo do conflito na Síria, com a intervenção militar da Rússia, que afirma atacar o EI, enquanto os países ocidentais suspeitam que Moscou apoia sobretudo as tropas do regime de Bashar al-Assad, que enfrenta dificuldades com os rebeldes há vários meses.


Confira no Correio do Povo

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Pouco barulho para uma pauta-bomba



Não foi por falta de reconhecimento da gravidade do caso. Na mesma sexta, o principal editorial descrevia bem a escalada no grau de comprometimento de Cunha, embora ainda reservasse enorme dose de boa vontade ao aventar a possibilidade de que a informação da Suíça pudesse estar errada. Também pegou leve com a atitude imperial do deputado, que até então havia se recusado a falar do assunto, como se não devesse explicações.
O colunista Bernardo de Mello Franco (Brasília, na pág. A2) escreveu que Cunha "continua a confiar na covardia do governo e na cumplicidade da oposição, a quem se aliou na causa do impeachment". Até a sexta à noite (quando entrego a coluna), essa confiança era merecida: o presidente da Câmara estava sendo convenientemente poupado de críticas. Um deputado (anônimo, como sói acontecer) resumiu a chave oportunista: "Resta rezar para que a conta [de Cunha] só apareça após o impeachment".
É parte do jogo político essa complacência que atropela sem dó qualquer coerência e subordina valores republicanos a interesses de ocasião. E é a essa imagem de condescendência interessada que a Folha corre o risco de se ver associada com uma cobertura que parece não conferir o peso devido aos problemas de um dos principais personagens da crise política. Não é necessário pesquisar muito para comprovar que o jornal já fez muito mais barulho com histórias menos comprometedoras e figuras menos controversas.


Confira o comentário de Vera Guimarães, Ombudsman da Folha de São Paulo, a respeito da cobertura do jornal, disponível também em Colagens do Umbigo e da Mosca Azul

Destaque do blogueiro.

domingo, 4 de outubro de 2015

A morte das revistas semanais brasileiras

É a morte do jornalismo semanal. E uma morte infame, desonrosa, suja.
Tantas revelações em torno de Eduardo Cunha com suas contas na Suíça, e nenhuma revista semanal o deu na capa.
Que ele precisaria fazer para ir para a capa da Veja, da Época e da IstoÉ?
A mídia fala tanto em corrupção, e quando aparece um caso espetacular destes finge que não viu.
É uma amostra do que a imprensa sempre faz quando se trata de político amigo: joga a corrupção para baixo no tapete.

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sábado, 3 de outubro de 2015

Entenda por que nem as contas na Suíça devem derrubar Cunha

Seis meses depois de classificar inquéritos da Operação Lava Jato contra políticos como "piada", o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), vê as investigações contra ele ganharem força.
Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (1º/10), o Ministério Público da Suíça afirmou que congelou ativos de Cunha e de seus familiares em várias contas no país, depois de um banco levantar suspeitas sobre lavagem de dinheiro, em abril. Com a impossibilidade de extradição, as autoridades suíças transferiram as investigações à Procuradoria Geral da República (PGR).
Cunha já é alvo de denúncia na Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Cunha teria recebido ao menos 5 milhões de dólares em propina para viabilizar a contratação do estaleiro Samsung, responsável pela construção de dois navios-sonda da Petrobras, entre 2006 e 2012.
"Até então, parecia que havia apenas indícios. Pelo que se divulgou sobre as investigações na Suíça, as provas são agora muito consistentes, inclusive com extratos. As consequências podem, portanto, ser muito sérias", avalia Maria Tereza Sadek, professora do Departamento de Ciência Política da USP.
Apesar de as investigações contra Cunha tomarem corpo, o presidente da Câmara ainda tem um longo período de sobrevida no jogo político, avaliam especialistas ouvidos pela DW Brasil.
"Em circunstâncias normais, metade disso já teria servido para forçar uma saída de Cunha da presidência da Câmara, mas ele estende a proteção institucional da casa a outros envolvidos na Operação Lava Jato", observa Leonardo Barreto, cientista político da UnB. "Caímos numa circunstância de anormalidade que permite que Cunha tenha um nível de sobrevivência político dentro do Congresso", analisa.
Segundo Barreto, Cunha usa a máquina da Câmara dos Deputados para atacar o governo e estruturar a própria defesa. Se ele for cassado, o processo de tentativa de impeachment da presidente Dilma Rousseff perde força. Por isso, a oposição não tem interesse em que ele deixe o cargo.

Confira na DW, via Jornal GGN.

Como classificar o silêncio de Aécio e FHC sobre Cunha?

Sabe o silêncio que Cunha fez quando Chico Alencar perguntou a ele na Câmara se tinha mesmo contas na Suíça?
Como poderíamos classificá-lo?
Cínico. Cafajeste. Culpado. Canalha. Indecente. Patético. Debochado.
Bem, é só ir ao dicionário em busca de palavras negativas e você vai ver que cada uma delas caberá ao silêncio de Cunha diante de Chico Alencar.
Você verá, também, que cada um dos adjetivos vale, igualmente, para o silêncio de FHC, Aécio e Serra sobre o escândalo das contas de Cunha na Suíça.
É um silêncio particularmente revelador este dos tucanos porque mostra a natureza da sua pregação anticorrupção.
Como os golpistas de 1954 e 1964, que tanto usaram o “mar de lama” para derrubar governos democraticamente eleitos pelo povo, o que menos interessa aos tucanos hoje é acabar com a corrupção.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Anatomia de um mico: a foto imortal de Cunha com militantes anticorrupção

Campanhas políticas estão enraizadas em um momento específico da história. Algumas decisões que parecem fazer sentido num período tornam-se tão idiotas que os envolvidos pensam, retrospectivamente, em desaparecer da face da Terra.
Principalmente quando a coisa é registrada numa fotografia.
Em 27 de maio de 2015, um grupo de aproximadamente 300 almas apareceu na Câmara dos Deputados para se reunir com Eduardo Cunha. Cunha, então, já enganava alguns trouxas, mas era a grande esperança branca do impeachment.
Eram militantes do MBL, uma relíquia da era da indigência virtual de extrema direita, que haviam terminado a tal Marcha da Liberdade, entre São Paulo e Brasília. Estavam acompanhados dos companheiros dos Revoltados On Line na figura de seu fundador Marcello Reis e da moça que vende camisetas na loja.
Kim Kataguiri, um fóssil megalomaníaco de 19 anos, falou para a imprensa: “O Eduardo Cunha se comprometeu a analisar tecnicamente o nosso pedido de impeachment e não engavetar diretamente como fez com os outros”.
Encaminhados para uma sala, os personagens se aboletaram em torno de uma mesa, abriram seus melhores sorrisos (o esgar reptiliano de EC é lindo) e posaram para as câmeras com um inexplicável dedo indicador para cima (pedindo uma Brahma? Chamando o copeiro?).
Com o gigante Cunha à cabeceira, simulando interesse na tigrada, podemos ver ainda os políticos que tentaram pegar uma carona: Jair e Eduardo Bolsonaro, Alberto Fraga (réu no Supremo Tribunal Federal, acusado do crime de cobrar vantagens indevidas em razão do cargo) e Carlos Sampaio, o pitbull do PSDB.

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O paulistano malha as ciclovias, mas curte a falta de planejamento do metrô

A cada dia fico mais surpreso com o comportamento dos paulistanos. Quer dizer então que para uma trilha urbana simples como uma ciclovia exigem planejamento digno de alemães, precisão milimétrica suíça, organização japonesa. Do contrário fazem uma grita gigante, escandalizam-se, protestam, batem panelas.
Para uma obra complexa e milionária como o metrô não? Não precisa nada disso?
O Tribunal de Contas da União afirmou em relatório pós auditoria que a linha 17-ouro não possuia planejamento e nem mesmo orçamento (!) quando foi aberta a licitação.
Foram metendo a picareta no asfalto e vamos nós. Na maior cidade do país, a mais populosa, com todos os problemas inerentes às megalópoles, tão necessitada de soluções para o transporte público não havia planejamento para um serviço primordial como o metrô.

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Enquanto vocifera contra a corrupção, o juiz Gilmar faz tabela com o réu Cunha.

Encontre o erro abaixo:
O ministro Gilmar Mendes, do STF, continua firme em sua cruzada pela moralidade no Brasil. Gilmar quer virar o jogo da proibição do financiamento empresarial de campanhas.
“Com essa fórmula, a gente vai montar o maior laranjal… A gente está ganhando várias copas do mundo. Estamos ganhando a copa do mundo de corrupção. Se estivéssemos exportando laranjas, seria algo positivo. Então, a rigor, nós estamos metidos numa grande confusão”, declarou.
Gilmar falou tudo isso na quarta, 30, depois de uma reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.
Espera um pouco.
Faz sentido um juiz se reunir numa boa, na maior, arrotando ética, denunciando malfeitos, criando metáforas agronômicas violentas — com um homem mais sujo do que pau de galinheiro?
Ninguém acha estranho? (...)

Contas atribuídas a Cunha na Suíça somam quase US$ 5 milhões

A Suíça congelou perto de US$ 5 milhões em ativos em nome do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e de seus parentes. Uma auditoria interna do banco que guarda esses valores, cuja identificação não foi divulgada, foi responsável pelo informe que levou à abertura de ação criminal no país europeu por suspeita de lavagem de dinheiro. Essa investigação foi enviada ontem pelo Ministério Público suíço à Procuradoria-Geral da República no Brasil.
A instituição financeira entregou aos procuradores da Suíça, em abril de 2015, um informe em que apontava para as irregularidades e fazia duas constatações: Cunha havia criado uma estrutura para tentar esconder seu nome da conta e a renda movimentada era muito superior ao que o peemedebista havia declaro como salário.
O alerta deu um início a uma investigação formal, que resultou em um congelamento dos ativos de Cunha e de parentes em diversas contas. "O Escritório do Procurador-Geral da Suíça confirma que abriu um processo criminal contra Eduardo Cunha sob a base de suspeita de lavagem de dinheiro, ampliando em sequência para corrupção passiva", indicou o MP suíço.


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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Por que Eduardo Cunha não vai para a Suíça como Romário?

Por que Eduardo Cunha não faz como Romário e vai para a Suíça provar que não são suas as contas que lhe são atribuídas?
Bem, porque não dá. Simplesmente não dá.
Não que houvesse dúvidas, mas Cunha reforçou as certezas ao dizer, numa coletiva na noite de ontem, que se recusava a falar sobre elas.
Faltou colar um carimbo na testa: culpado.
As contas foram bloqueadas pelas autoridades suíças, e tudo indica que elas representam, enfim, o Waterloo de um homem que imaginou que podia tudo.

Suíça bloqueia contas de Cunha e familiares

A Procuradoria-Geral da República (PGR) recebeu nesta quarta-feira (30/09) a informação de que autoridades suíças bloquearam contas bancárias secretas atribuídas ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), e familiares. O Ministério Público suíço abriu uma investigação contra o político brasileiro por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
No final da tarde desta quarta-feira, a PGR confirmou que a Suíça transferiu dados sobre a investigação criminal sobre Cunha para o Brasil, através da autoridade central dos dois países (Ministério da Justiça). Segundo a PGR, as investigações na Suíça tiveram início em abril deste ano.

O que mais Eduardo Cunha tem que fazer para ser detido?

O que mais Eduardo Cunha tem que fazer para que o detenham?
Assaltar um banco à luz do sol? Bater na sogra no Dia das Sogras?
Um, dois, três, quatro, cinco depoimentos coincidem em acusá-lo de coisas pesadíssimas no terreno da corrupção.
Daqui a pouco não haverá mais dedos para fazer essa contagem macabra.
E o que se vê é Eduardo Cunha conspirando como se estivesse livre de qualquer suspeita.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Haddad participa do Dia Sem Carro, em Paris

Assim como Fernando Haddad busca dedicar todos os domingos da Avenida Paulista, em São Paulo, como um espaço exclusivo a pedestres e ciclistas, proibindo a circulação de automóveis, a prefeita de Paris, Anna Hidalgo, também também comunga a mesma intenção. Hidalgo escolheu fechar avenidas no último domingo, dia 27 de setembro, o Dia Sem Carro (Journée sans Voiture). 
 
Na data, a grande avenida Champs Élysées e outras ruas da cidade foram totalmente fechadas para carros e várias zonas urbanas tiveram a velocidade máxima dos automóveis reduzida para 20 km/h. Anna Hidalgo caminhou pela histórica avenida, na companhia de Haddad e dos prefeitos de Bruxelas, Yvan Mayeur, e de Bristol, George Ferguson. 


Confira no Jornal GGN

Manoel Junior no Ministério da Saúde poderá ser a pá de cal no SUS

Os jornais de terça-feira, 22, vieram com a notícia: a presidenta Dilma Rousseff teria oferecido ao PMDB um Ministério prezadíssimo pelo PT – o da Saúde. Ao longo do dia, a notícia foi se confirmando.
Os jornais de quinta-feira, 24, já não deixam mais dúvidas: o Ministério da Saúde vai mesmo para o PMDB, que sugeriu três nomes para a pasta. Os dos deputados federais Manoel Junior (PMDB-PB), Marcelo Castro (PMDB-PI) e Saraiva Felipe (PMDB-MG), já vetado.
O mais cotado, preferido pelo partido, é o médico e deputado federal Manoel  Junior.
Lamentável por várias razões.

Confira no Vi o Mundo, via Jornal GGN

domingo, 27 de setembro de 2015

A Lava Jato tem lado

Se a intenção é passar o país a limpo, tendo ao seu dispor pessoas dispostas a delatar, qual a razão da Lava Jato não ter aberto o leque para todos os partidos? A desculpa de não perder o foco não bate. Se não surgir outra Lava Jato, os segredos dos doleiros e delatores morrerão com eles, debaixo do nariz da tropa de 360 procuradores e técnicos que o MPF colocou à disposição.
Por tudo isso, pelo fato do Procurador Geral da República Rodrigo Janot ter poupado Aécio Neves das  denúncias do doleiro Alberto Yousseff sobre Furnas, de jamais ter tirado da gaveta o inquérito sobre a conta no paraíso fiscal de Liechtenstein, pelo fato de procuradores e delegados jamais terem se preocupado com a questão óbvia de investigar outros partidos políticos, não há a menor dúvida de que a Lava Jato tem lado. O mesmo lado de Gilmar Mendes.
Os bravos procuradores sequer se preocupam em justificar essa seletividade, como se o assunto não existisse.
Mas há um cadáver no meio da sala de jantar. E não haverá como escondê-lo para sempre.

Confira no Blog do Luís Nassif

Corte Internacional de Haia reconhece reivindicação boliviana de acesso ao mar

A Corte Internacional de Justiça (CIJ) de Haia reconheceu, nessa quinta-feira, que a Bolívia pode reivindicar ao Chile o acesso soberano ao Oceano Pacífico. O tribunal rejeitou recurso impetrado pelo Chile, que argumentou a falta de competência da Corte para julgar o caso e reclamou que fossem mantidos os termos do Tratado de Paz e Limites de 1904. O acordo pôs fim ao conflito inciaido em 1879, quando forças chilenas ocuparam o território de 120 mil km² até o mar. 


Leia mais no Correio do Povo


Leia também: - Chile rejeita negociar com a Bolívia após decisão de Haia. 

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Nova empresa aérea, a Air Écio, fará trecho Belo Horizonte-Rio-Búzios

Apesar da crise, existe um setor que não para de crescer. O anúncio de mais uma companhia aérea no mercado agitou o cenário da aviação nacional. Sediada em Cláudio-MG, a Air Écio entra em atividade cobrindo os trechos Belo Horizonte-Rio, Belo Horizonte-Búzios e Belo Horizonte-Angra dos Reis.
O comandante e dono da Air Écio já fez o trecho pelo menos umas 124 vezes para garantir a qualidade e o bom atendimento aos passageiros que optarem pela companhia. A empresa promete também ser competitiva nos preços já que o combustível, os aviões e a tripulação já foram pagas pelo contribuinte.

Reprodução do Sensacionalista

Atropelamento coletivo de ciclistas no RS não serviu para nada, diz vítima

O programador Helton Moraes, 37, tinha motivos de sobra para aposentar as quatro bicicletas que guarda no apartamento onde mora, na região central de Porto Alegre (RS), e que usa diariamente para fazer seus deslocamentos pela cidade: em 2011, quando participava da edição de fevereiro da ação Massa Crítica, foi o primeiro ciclista a ser atropelado pelo Golf preto dirigido pelo servidor público Ricardo Neis, que avançou sobre o grupo após ter a passagem interrompida e causou ferimentos em 11 pessoas.
Moraes, que estava a menos de quatro metros do atropelador, foi arrastado em direção ao grupo, preso ao para-choque do automóvel, o que lhe causou ferimentos em uma das mãos e em um cotovelo. O servidor público Ricardo Neis responde em liberdade a processos por 11 tentativas de homicídio e não há previsão para ser julgado.
No entanto, o ativista atropelado não pensou em parar de usar a bicicleta como meio de transporte. Os cuidados com a segurança redobraram, assim como aumentou a preocupação ao sair de casa e pedalar nas ruas. "O episódio de quatro anos atrás, infelizmente, foi inútil e não serviu para nada", diz Moraes.

Leia mais no UOL Notícias

Onde estão as explicações de Aécio sobre a farra aérea?

Aécio é o real vampiro da política nacional. Ele simplesmente não suporta a luz do sol.
Por luz do sol, entenda-se o seguinte: ser fiscalizado.
Em seus anos no governo de Minas, ele simplesmente eliminou a fiscalização. Estava tudo dominado.
E então ele fez coisas como o uso torrencial e privado do avião oficial de Minas, como se soube hoje.
Apenas para o Rio, foram 127 voos, a maior parte perto do final de semana. Num Carnaval, o avião foi usado para levar Aécio a Florianópolis, onde morava sua então namorada e atual mulher, Letícia.
Quer dizer: os contribuintes mineiros financiaram o namoro carnavalesco de seu festeiro governador.

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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

A miopia na análise dos recordes do dólar

O indexador utilizado para calcular a cotação efetiva do dólar é o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado). Corrige-se o real pela IPCA, o dólar pela inflação dos EUA e faz-se a conversão para se chegar ao câmbio efetivo.

Efetuando essas contas, chega-se à conclusão de que o dólar a R$ 4,00 em setembro de 2015 tem o mesmo valor real do dólar de R$ 0,85 em setembro de 1994, isto é, após a apreciação de 15% imposta pelo real.
O alarido atual é ridículo. Em outubro de 2002, configurada a vitória de Lula, o valor efetivo do dólar equivalia a um dólar atual na casa dos R$ 8,76.


Confira o texto completo no Blog do Luís Nassif

Plataforma e ministro tucano do STF

Para os tucanos a eleição presidencial de 2014 ainda não acabou.
O terceiro turno atende pelo nome de impeachment, cassação ou renúncia da presidente Dilma Rousseff. O seu apelido é atalho. A sua alcunha mais pejorativa é golpe. Coerentes com a expectativa de alcançar o poder antes de 2018, os tucanos pediram aos seus “pensadores” da economia, Gustavo Franco e Armínio Fraga, a definição dos principais pontos para um caso de “vitória”. A receita é quente.
Foi publicada por Ilimar Franco, na última sexta-feira, em O Globo.
Os especialistas supostamente técnicos e pretensamente nada ideológicos, pois ideologia, no entender desse pessoal, é sempre o pensamento dos outros, para salvar o Brasil da crise profunda, propõem: adoção da idade de 65 anos para a aposentadoria; rever a estabilidade no emprego no setor público; supremacia do negociado em detrimento da lei em questões trabalhistas; acabar com as vinculações obrigatórias de recursos para reduzir gastos com saúde e educação; reformar o PIS/Cofins; unificar o ICMS; desvinculação total da aposentadoria do salário mínimo; e manter fator previdenciário.
(...)
Muito se acusou José Antônio Dias Toffoli de não ter isenção para ser ministro do Supremo Tribunal Federal por ter sido advogado do PT. Os mesmos que destilaram ódio e ironia contra Toffoli não se manifestam quanto ao mais militante de todos os ministros do STF, o tucano Gilmar Mendes. Indicado por FHC, Mendes manteve a suposta neutralidade exigida pelo cargo por pouco tempo. Atualmente, sem o menor constrangimento ou pudor, milita pela derrubada da presidente Dilma Rousseff e adota abertamente a linguagem partidária do tucanato para se referir ao petismo.

Mercadante e Aloysio Nunes viram réus no STF

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de dois inquéritos para investigar o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) por suposta prática de crime eleitoral de falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Com a decisão, procuradores e policiais federais têm autorização formal para dar início a diligências de investigação e apurar informações prestadas pelo dono da UTC, Ricardo Pessoa. 


Confira no Correio do Povo.

Como as pessoas envolvidas no vazamento da Lista de Furnas foram caladas

Em Minas Gerais, uma das formas de entender o que representaram os doze anos do governo de Aécio Neves – sete dele mesmo e cinco de Antonio Anastasia – é conhecer a trajetória do publicitário Marco Aurélio Carone.
Em 2002, Carone se candidatou a governador pelo minúsculo PSDC, mas sua missão, segundo ele conta, não era chegar ao Palácio da Liberdade, mas defender Aécio no enfrentamento com o ex-governador Newton Cardoso, também candidato.
Aécio ganhou e, pela atuação de Carone, o partido dele foi recompensado pelo caixa de campanha de Aécio, e o próprio candidato, alguns anos depois, vendeu o título de seu jornal, Diário de Minas, o mais antigo do Estado, para um grupo ligado a Aécio Neves.

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Procurador da Lava Jato acha que Moro é o único juiz honesto do Brasil?

Inacreditável, porém reveladora, a entrevista do procurador Carlos Fernando Lima – apontado como “cabeça” da turma de procuradores da Operação Lava Jato  – dizendo que a investigação está ameaçada pelo fato de o ministro Teori Zavascki ter redistribuído a investigação sobre a senadora Gleisi Hoffman por não ver nela conexão com os desvios na Petrobras.

“O temor de Lima é que, a partir daí, a investigação sobre essa etapa (e inclusive outras, que não tratem da Petrobras) seja remetida para outra vara federal, até mesmo fora do Paraná, e deixe de ser conduzida pela força-tarefa e pelos policiais federais da operação.“, diz a Folha.

Quer dizer, então, que outro juiz, outros promotores e outros policiais conduzirem a apuração é algo “temível”. Por que?

Lima responde: “O que queremos mostrar é que não estamos investigando a Petrobras. Nós nem começamos a investigação por ela”, afirma Lima. “Estamos desvelando a compra de apoio político-partidário pelo governo federal, por meio de propina institucionalizada nos órgãos públicos. Se não reconhecerem isso, vai ser um problema.”

Opa! Quer dizer que está se fazendo não uma investigação sobre desvios em empresas, mas sobre “a compra de apoio político-partidário pelo governo federal”. Quer dizer que não se parte de fatos – como sempre afirma Rodrigo Janot – mas se perseguem (ou se criam) fatos para sustentar a tese de “compra de apoio político partidário pelo governo federal”?

É uma investigação com Norte político previamente definido ou, como deveria ser, uma investigação sobre beneficiários de desvios na Petrobras que beneficiam, como já está evidenciado, além do PT, o PMDB, o PP, o PSB e até o PSDB, com os milhões dados a Sérgio Guerra que, ao lado de Álvaro Dias, esvaziou uma CPI no Congresso?


Leia mais no Tijolaço, via Jornal GGN

terça-feira, 22 de setembro de 2015

"Malware" força Apple a eliminar aplicativos de loja virtual

A Apple suprimiu aplicativos de sua loja virtual App Store devido a um ataque malicioso ("malware") que infectou centenas de programas, informou nesta segunda-feira o gigante americano da informática. Segundo meios de comunicação chineses, 350  foram afetados, entre eles a popular rede social WeChat, que tem 500 milhões de usuários no país, assim como o sistema de reserva de táxis Didi Kuaidi.


Confira no Correio do Povo

Ex-diretor da Petrobras e ex-tesoureiro do PT são condenados na Lava Jato

A Justiça Federal condenou nesta segunda-feira, o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque a 20 anos e oito meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa. É a mais alta pena já imposta pela Operação Lava Jato contra envolvidos no esquema de propina que se instalou na estatal entre 2004 e 2014.

Na mesma sentença, o juiz federal Sérgio Moro condenou o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, também por corrupção, a 15 anos e 4 meses de prisão pelos crimes atribuídos a Duque. É a primeira condenação aplicada ao ex-diretor de Serviços, apontado como elo do PT no esquema Petrobras, e também do ex-tesoureiro na Lava Jato.

Confira no Correio do Povo.

domingo, 20 de setembro de 2015

Ciro: “estarei na primeira fila para defender o mandato de Dilma”


cirofolha

Por Fernando Brito- Blog Tijolaço - Ontem, reproduzi aqui um vídeo onde Ciro Gomes falava da questão nacional e de sua visão de integração com soberania. E reclamei de que, apesar de ser uma dos mais relevantes quadros da política, a grande imprensa não lhe dê espaços, porque suas falas são sempre tão afirmativas e desabridas que não podem deixar de ser notícia.

Hoje, a Folha dá este espaço para que ele fale, e de política.

O que ele diz sobre a crise e a ameaça de impedimento é pleno de razão, embora seja necessário – e ele tem, ao que parece, alergia a isso – o exercício da política real, que não pode ser esquecido e o próprio Ciro sabe.

Como, fora do Governo e sem ter sequer como participar mais intensamente de articulações, mesmo sendo potencial candidato em 2018, Ciro não tem esta obrigação, chama a atenção o fato de ele não fazer concessões oportunistas ao movimento de impeachment de Dilma e, cobrando da Presidente coerência com o projeto que representa e a levou à vitória, se ponha sem rodeios em defesa da legalidade.

Leia a sua entrevista ao bom repórter Bernardo Mello Franco, na edição de hoje da Folha

Finlândia faz maior greve geral das últimas duas décadas

Paralisação foi convocada pelas três grandes centrais sindicais do país, que representam 80% da população ativa, contra um pacote de medidas de austeridade decretadas pelo governo após o fracasso das negociações com os sindicatos.


Confira no Esquerda.net, via Jornal GGN.