quarta-feira, 23 de março de 2016

A lista de apoio ao Moro: éramos 500 e já somos 280

Usando os critérios da justiça moderna brasileira, um Juiz fraudou a lista de adesões.
Conforme os desdobramentos da famosa lista de adesão de 500 juízes a Moro que no fim é menos do que 280 (vide Estadão infla lista de apoio a Moro com repetições de nomes) vamos recompor ainda mais um pouco a verdade inocentando quem deve ser inocentado e criminalizando, de acordo com as teorias do direito, são os criminalizáveis.

Continue lendo o texto de Rogério Maestri, no Jornal GGN

O xadrez dos impasses no jogo do impeachment

Grupos como o “Vem para a rua” estão trabalhando a rede com o máximo de profissionalismo. Montaram sites com a ficha de cada deputado, sua posição em relação ao impeachment e dados pessoais, sobre como e onde constrangê-los, além do uso abundante de robôs, especialmente no Twitter, e de sites de disseminação de notícias falsas. E, óbvio, com a retaguarda do maior dos perfis das redes sociais: os veículos de comunicação.
Do lado dos lulistas, há também o uso de robôs, de sites com notícias falsas. Mas com eficácia reduzida.
Quando menciono " lulistas", não se pense em uma ação estruturada com um comando central, mas em ações dispersas por parte de simpatizantes.

Confira o texto completo no Blog do Luís Nassif

sábado, 19 de março de 2016

O RIO GRANDE (E O BRASIL) SE LEVANTA CONTRA O GOLPE! - 'NÃO PASSARÃO!'


Porto Alegre/RS - Sul21 - Milhares de pessoas tomaram a Esquina Democrática e seus arredores no fim da tarde desta quinta-feira (18) para defender a democracia, o mandato da presidenta Dilma Rousseff (PT) e denunciar a tentativa de golpe em curso no país. O ato de Porto Alegre chegou a unir 50 mil pessoas, as quais representavam diversos movimentos sociais, além de sindicatos, estudantes, trabalhadores, representantes de partidos e população em geral. Após a mobilização, eles caminharam pelo Centro, seguindo pela Avenida Borges de Medeiros até o Largo Zumbi dos Palmares.
Embora mobilizado também por militantes do PT e do PCdoB, o ato não foi focado na defesa especificamente de Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também do PT, mas teve como mote a necessidade de se manter a legalidade e evitar o impeachment. Aos gritos de “não vai ter golpe, vai ter luta” e “não passarão, não vão rasgar a nossa Constituição”, os manifestantes ainda criticaram o Judiciário e a imprensa, especialmente aRede Globo e sua afiliada RBS. Uma das maiores faixas do ato continha os dizeres “mídia golpista”, com o símbolo da Rede Globo no lugar da letra “o”. (...)
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terça-feira, 15 de março de 2016

PT foi o grande perdedor após as manifestações, Aécio foi o segundo

Ontem milhares de brasileiros tomaram as ruas do país em protestos contra a corrupção e, principalmente, pelo impeachment da presidente Dilma. Números oficiais divulgados pelo Datafolha revelam que o resultado das manifestações trouxe o PT em primeiro lugar nas pesquisas como grande perdedor após as manifestações e em segundo lugar, Aécio Neves.
Durante as manifestações em SP, Aécio foi recebido com vaias e xingamentos de “ladrão” e “corrupto” e acabou desistindo de fazer um discurso no protesto em que ele mesmo convocou o povo brasileiro para estar presente.
Dilma comemorou a vitória nas redes sociais:
“É com grande honra que, mais uma vez, me vi em primeiro lugar. Assim como em outubro de 2014, o povo brasileiro me elegeu democraticamente”


Reprodução do Sensacionalista

Irã rejeita sentença na Justiça dos EUA de indenização pelo 11 de setembro

O Irã classificou de "ridículo" e "sem fundamento", nesta segunda-feira, o julgamento de um tribunal americano, o qual condenou o país a pagar mais de US$ 10 bilhões às vítimas dos atentados cometidos em 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.
Em função de uma ação apresentada por uma das vítimas, um tribunal de Nova York condenou o Irã, na semana passada, a pagar US$ 10,5 bilhões de indenizações por não ter provado que não ajudou os autores dos atentados cometidos pela Al-Qaeda. "Esse processo é tão ridículo e sem fundamento (...) que ele mina mais do que nunca a credibilidade do sistema judiciário americano", declarou o porta-voz do Ministério iraniano das Relações Exteriores, Jaber Ansari, à emissora pública de televisão Irib.

Confira no Correio do Povo

sábado, 12 de março de 2016

A ordem democrática se rompe: o cerco nas ruas e nas instituições



'Essa gente se engana se pensa que o golpe jurídico-midiático vai ser um passeio no parque. Não será. Todos pagarão preço alto, inclusive aqueles que hoje usam a violência simbólica (Globo/Veja et caterva) e a força jurídica para humilhar e destruir os adversários.'
CLIQUE AQUI para ler na íntegra a lúcida - e importantíssima - postagem do jornalista  Rodrigo Vianna, no Escrevinhador). 

O processo de desmonte do capitalismo brasileiro


 
Ninguém é a favor da corrupção, todos são contra. Mas o processo na luta ANTI-CORRUPÇÃO pode arruinar um País, custando muito mais que a própria corrupção. É fundamental, portanto, o discernimento sobre os processos que se praticam para atingir causas aparentemente nobres, porque os processos podem matar as causas a que se destinam e criar novos problemas sem resolver o objetivo inicial.
 
A atual luta anti-corrupção no Brasil está destruindo os fundamentos do capitalismo brasileiro. Os EUA como Pais também são contra a corrupção, mas lá os processos nem de longe tocam no resguardo ao seu capitalismo corporativo.
 
A Lockheed Martin, grande empresa fabricante de aviões militares, nos anos 60 praticou tanta corrupção que foi ela a razão da promulgação da Lei contra Práticas Corruptas no Exterior, a FCPA, de 1973. Mas sendo a Lockheed a razão da lei, a empresa mal foi tocada, o Governo dos EUA exigiu a troca de seu presidente, ninguém foi preso e a Lockheed segue hoje sendo uma das maiores e mais sólidas empresas dos EUA. Muito mais recentemente a Kellog, Brown abd Root, uma das maiores empreiteiras dos EUA, com sede no Texas, da qual o Presidente Lyndon Johnson foi lobista a vida inteira e cujo nome consta de sua monumental biografia por Robert Caro em mais de mil citações, Johnson deveu a Brown and Root a fortuna de 14 milhões de dólares que legou à Lady Bird, sua viúva, a KBR teve recentemente um processo por corrupção na Nigéria, uma propina de US$192 milhões ao ditador daquele País. O executivo Albert Stanley foi punido com dois anos e meio de prisão e o processo terminou aí, a Kellog Brown and Root não foi minimamente afetada em seus negócios.
 
Confira o texto de André Araújo, no Jornal GGN

sexta-feira, 11 de março de 2016

A politização do Ministério Público

As melhores ideias fracassam no Brasil.
A Constituição de 1988 fortaleceu o Ministério Público em defesa das instituições.
Parte do MP atualmente dedica-se ao golpismo de direita.
Em 1964, as forças armadas foram politizadas e aparelhadas para o golpe.
Agora, com as forças armadas adormecidas, o MP é que se politizou.
Tem com parceiros mídia e justiça.
Um dos problemas do MP é que seus membros adoram aparecer na mídia.
Investigar Lula é uma obrigação.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Aécio Neves, o mais citado

Aécio Neves lidera citações mundiais no twitter desde ontem.
Ele já foi citado cinco vezes por delatores na Lava-Jato.
Ele está na parte da delação de Delcídio Amaral cujo conteúdo integral não vaza.
Aécio é o campeão de citações.
E nada de investigação.

sábado, 5 de março de 2016

A criminalização do vazamento do Edu e o dedo da Globo nesta história

Quando o blogue da Cidadania, do Eduardo Guimarães, antecipou que havia uma operação da Polícia Federal que atingiria Lula marcada para segunda-feira, conversamos muito na Fórum sobre republicar ou não o artigo.

(...)

A Globo com a ajuda dos procuradores da Lava Jato vai tentar calar a blogosfera. Por isso, de repente os procuradores destacaram o tal vazamento como algo significativo desta operação.
Para a Globo não interessa só calar o Lula neste momento. É preciso calar mais gente. Os movimentos sociais serão criminalizados, mas provavelmente antes disso vozes dissonantes e que incomodam o império Globo serão atacadas.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Para evitar prisão, Lula troca habeas corpus por ficha de filiação ao PSDB

Em pronunciamento à imprensa, após o depoimento na Polícia Federal no aeroporto de Congonhas, o ex-presidente Lula declarou que foi orientado por seus advogados a trocar o habeas corpus preventivo por uma ficha de filiação ao PSDB. Lula já teria ligado para FHC, Serra, Alckmin e Aécio manifestando interesse em virar tucano.
Lula também fez um pedido especial à prefeitura de Atibaia pedindo que a câmara municipal mude o nome da cidade para Cláudio.

Reprodução do Sensacionalista.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Crônica de um escândalo paulista


Vamos a uma pequena crônica da política, vista de São Paulo.
O escândalo da merenda escolar foi um ponto fora da curva do PSDB de São Paulo. Por tal, não se entenda o esquema em si, mas o esquema escapando do controle das autoridades do Estado. Por aqui há uma aliança férrea entre governo do Estado, Ministério Público Estadual e jornais.
A cooperativa de Bebedouro era um propinoduto que alimentava algumas lideranças tucanas, como os deputados Fernando Capez, presidente da Assembléia Legislativa, Duarte Nogueira, Baleia Rossi e o Secretário da Casa Civil Edson Aparecido – um personagem com participação em muitos projetos.
Envolve altos operadores tucanos,  como Luiz Roberto dos Santos, o Moita, tão eficiente que havia sido promovido da Secretaria dos Transportes para a Casa Civil. E Fernando Padula, quadro histórico, há oito anos na chefia de gabinete da Secretaria da Educação.

Confira no Blog do Luís Nassif

sábado, 27 de fevereiro de 2016

'Sérgio Moro é marqueteiro da oposição, pauteiro da mídia, e quer ser coveiro do PT'



por Rodrigo Vianna
Sérgio Moro, o juiz das camisas negras, age com a precisão de um marqueteiro da oposição.

Nas duas últimas semanas, o quadro foi extremamente desfavorável às forças que lutam para inviabilizar Dilma e para enxotar Lula e o PT da vida pública. A derrota de Cunha na votação para liderança do PMDB (com atuação política do Palácio do Planalto, em favor do vitorioso Picciani), a inclusão do processo contra Eduardo Cunha na pauta do STF para julgamento nas próximas semanas e, por fim, o vergonhoso caso Miriam Dutra/FHC/fantasma do Serra : foram três episódios a demonstrar que a oposição tucana não tem forças para derrubar o lulismo. (...)

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domingo, 21 de fevereiro de 2016

O MPF se tornou um partido político?


Já são três citações sobre Aécio Neves na Lava Jato.
A primeira foi quando o doleiro Alberto Yousseff passou informações detalhadas sobre as propinas de Furnas para Aécio. O Procurador Geral da República Rodrigo Janot mandou arquivar.
Ontem, o Ministro Teori Zavascki, do STF (Supremo Tribunal Federal) acatou novo pedido de Janot e arquivou o inquérito aberto para apurar as menções do delator Ceará a Aécio alegando contradições nos depoimentos.
Para ser arquivado, é porque foi aberto um inquérito. Só se soube do inquérito quando do anúncio do arquivamento. Sigilo absoluto, enquanto vazavam informações sobre o senador Fernando Collor (até objetos íntimos foram alvo de vazamento) e sobre o deputado Eduardo Cunha.
Em casos similares, de contradições nos depoimentos, como em relação ao senador Lindberg Farias, ocorreu o oposto. Paulo Roberto Costa disse que o ajudou através de Yousseff. Em delação, Yousseff garantiu que nunca viu o senador. O caso tornou-se público e Janot ordenou que o inquérito prosseguisse. Dois pesos, duas medidas.
Ao mesmo tempo, Janot mantém na gaveta da PGR o inquérito aberto contra Aécio em 2010, por lavagem de dinheiro em uma conta em Liechtenstein em nome de uma offshore com sede em Bahamas. E empenhou-se pessoalmente em derrubar o inquérito aberto contra o senador Antonio Anastasia.
Enquanto isto, a Lava Jato trata como escândalo instalação de torres de telefonia em Atibaia e os procuradores do Distrito Federal vazam inquérito sobre os financiamentos do BNDES, sem ouvir o outro lado, escandalizando até informações banais – como o fato de uma cliente contumaz do BNDES, como a Odebrecht, liberar financiamentos em prazo inferior ao de um novo cliente.

Confira no Blog do Luís Nassif

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

A nova esposa de FHC e um imóvel de 950 mil reais em Higienópolis

No dia 2 de dezembro do ano passado, a nova esposa do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Patrícia Kundrát, 39 anos, firmou a compra de um apartamento de 150 metros de área total localizado no bairro de Higienópolis, na altura do número 700 da Avenida Angélica.
O compromisso foi oficializado no 14º Tabelião de Notas, o Cartório Vanpré, localizado em Pinheiros. E o valor da compra foi de 950 mil reais.
A negociação foi intermediada por uma imobiliária de Higienópolis cujos serviços o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso já utilizou em outras ocasiões. Durante o processo de escolha, FHC visitou os apartamentos junto com Patrícia.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Carnaval no Rio: um enredo sobre corrupção e Dilma na escola de um bicheiro


Mas coube à Mocidade denunciar tudo isso que está acontecendo aí. Homens e mulheres de bem saíram bailando no Sambódromo para transformar a luta contra os moinhos num embate contra ladrões da pátria.
Um cara fantasiado de Quixote batalhava contra plataformas de petróleo (!?!) iluminadas sutilmente com a cor vermelha. De dentro delas saíam engravatados com valises cheias de dólares.
Um carro homenageou a ditadura. Num outro, Dom Quixote encontra ratos. Num outro, ainda, aparecem Guimarães Rosa, Euclides da Cunha e Ariano Suassuna (!?!).
Havia também um navio negreiro. Mas o melhor ficou para o final, com o carro “Lava Jato da Felicidade”, uma “esperança de um país melhor”, afirmam os autores. Num determinado momento, bailarinos sinistros com malas nas mãos fazem uma dança maluca com uma mulher num tailleur vermelho, todos misteriosamente sem cabeça.
Completando o quadro, um dançarino se apresentou com uma luva com um dedo a menos na mão esquerda. Gênio. O coreógrafo Jorge Teixeira diz que fez “uma representação do que mais incomoda hoje no país”.
Teixeira e seus colegas encontrariam matéria prima sobre banditismo em casa, mas isso exigiria coragem e menos indigência e malandragem.
O dono da Mocidade Independente — ou “presidente de honra” —, Rogério de Andrade, é um daqueles cidadãos que a imprensa carioca chama “contraventor”, um eufemismo maravilhoso que só o Rio explica.


Confira no Diário do Centro do Mundo.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Pau que bate em Luiz bate em Fernando?

No apagar das luzes de seu mandato, o ex-presidente promoveu um jantar no Palácio do Planalto para a nata do PIB nacional –Odebrecht, Gerdau, Lázaro Brandão, entre outros - com direito a vinho francês e refinado menu. Mas o prato principal era obter dinheiro para o financiamento de seu instituto após sair da Presidência. Conseguiu naquela noite a bagatela de R$ 7 milhões.
O filho do ex-presidente teve as contas de um hotel de luxo em Ipanema, onde morou por certo período, pagas por um grupo empresarial do setor têxtil. Andava pra lá e pra cá de BMW e tinha um jatinho permanentemente à sua disposição. Isso tudo com o pai ainda na Presidência da República.
O ex-presidente e seu partido foram acusados por certo senhor, que foi seu Ministro de Estado e figura ativa na campanha eleitoral, de terem apropriado nada menos que R$ 130 milhões de sobras de campanha em sua primeira eleição, sendo R$ 100 milhões de caixa dois. Disse ainda que o recurso foi provavelmente enviado ao exterior.
O nome deste ex-presidente é Fernando Henrique Cardoso. O filho pródigo é Paulo Henrique Cardoso. E o acusador dos desvios na campanha de 1994 é José Eduardo de Andrade Vieira, banqueiro que foi ministro da Agricultura de FHC.
Nenhum desses fatos é novidade. Mas não renderam dez minutos no "Jornal Nacional" por dias a fio nem repetidas manchetes da Folha. Não fizeram também com que FHC e seu filho fossem intimados a depor pelo Ministério Público.
Se fosse o Lula...


Confira o texto de Guilherme Boulos, na Folha de São Paulo, disponível em Colagens do Umbigo e da Mosca Azul.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Uma CPI Lula e uma CPI FHC?

O PSDB quer criar uma CPI para investigar Lula.
Está coberto de razão.
Nada mais justo e necessário.
Por que não também uma CPI para investigar FHC?
Com um objeto preciso: a compra da emenda da reeleição.
Proponho uma CPI para investigar todos os presidentes pós-Collor.
CPI geral e irrestrita.

O depoimento de José Dirceu e a questão do lobby


No Brasil o lobista é visto como delinquente ou no mínimo como picareta, mas não podendo ser oficial vira clandestino quando todos perdem, o cliente, ele mesmo que se arrisca a ser preso e a sociedade que convive com lobistas sem poder identifíca-los claramente e portanto sem poder policiá-los e tê-los sob relativo controle.
 
(...)
 
O depoimento de José Dirceu mostrou como o Brasil é hipócrita e bisonho ao tentar fingir que desconhece essa atividade fundamental. Nos EUA, grandes personagens da História são lobistas, como Henry Kissinger, que pode cobrar 30 mil dólares por um telefonema que geralmente vale muito mais. Matem o lobista e os grandes projetos secam ou nem aparecem porque grandes projetos só se tornam realidade após vencer muitas barreiras que um empresário comum jamais conseguirá vencer sozinho porque é hoje muito difícil alguém conseguir por de pé um projeto de grande porte sem apoio profissional.
 
Há dois bons projetos no Congresso para regulamentar o lobby, esperemos que os falsos moralistas não barrem.
 
Não adianta não gostar ou fingir espanto, o mundo funciona assim há seculos, copiam tanta coisa ruim dos EUA, está aí uma ideia boa que esqueceram de copiar, o grande teatro nacional da hipocrisia prefere fingir que não existe.


Confira no Jornal GGN

domingo, 31 de janeiro de 2016

Isto não é jornalismo


Não é difícil entender que a casa-grande está apavorada
 com a possibilidade do retorno de Lula à Presidência

O comportamento da mídia nativa é o sintoma mais preciso da decadência do Brasil
Por Mino Carta*
Incomodavam-me, em outros tempos, os sorrisos do sambista e do futebolista. Edulcorados pela condescendência de quem se crê habilitado à arrogância. Superior, com um toque de irônica tolerância. Ou, por outra: um sorriso vaidoso e gabola.
Agora me pergunto se ainda existem sambistas e futebolistas capazes daquele sorriso. Foi, aos meus olhos, por muito tempo, o sinal de desforra em relação ao resto do mundo, a afirmação de uma vantagem tida como indiscutível. Incomodou-me, explico, considerar que a vantagem do Brasil, enorme, está nos favores recebidos da natureza e atirados ao lixo pela chamada elite, que desmandou impunemente. (...)
CLIQUE AQUI para continuar lendo.

Por que a PM reprime algumas manifestações e outras não?


Na manhã de quarta-feira, dia 27 de janeiro, um protesto que pedia a volta do regime militar fechou a marginal do rio Pinheiros. O grupo era composto por, no máximo, 40 pessoas, que se identificavam como integrantes do movimento integralista. Estavam vestidas com roupas militares, vinham acompanhadas de um caminhão de som e disseram que não sabiam exatamente para onde iam. Também informaram que não tinham feito aviso prévio para a Secretaria da Segurança Pública. Nem um dia antes, nem na data do protesto, antes de este acontecer. A PM-SP foi até o local e acompanhou por mais de cinco horas o grupo, que em alguns momentos ocupava a pista expressa da marginal, em outros, a local, e, depois, ficou próximo ao acesso à avenida Rebouças.
O curioso é que os manifestantes clamavam justamente pela intervenção militar, que, dessa vez, não aconteceu.
O mérito dos protestos não é o que precisa ser avaliado. O princípio da isonomia foi ignorado. Por e-mail, a Ponte enviou à Polícia Militar os seguintes questionamentos: “1. Por qual razão a PM joga bomba em determinadas manifestações, usando a justificativa de manutenção do direito de ir e vir, e agora, com integralistas ocupando a Marginal, a PM está simplesmente olhando? 2. Qual o critério utilizado nas ações?”
A corporação não havia respondido as perguntas até a publicação deste texto.

Confira o texto completo em A Ponte, via Jornal GGN

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

A PM de São Paulo não faz nada quando o protesto é contra Dilma


Sessenta pessoas interromperam a Marginal Pinheiros das 8:00 às 14:20.
O impacto no trânsito atingiu as avenidas Bandeirantes, Morumbi, João Dias, Giovanni Gronchi, Rebouças e Eusébio Matoso. Só na Marginal Tietê o reflexo causou um congestionamento que chegou a 10,5 km.
O tema? ‘Fora Dilma’ e ‘Intervenção Militar Constitucional’.
Isso ocorreu ontem (dia 27) e nenhum estardalhaço em torno do assunto, nenhum apresentador de telejornal tendo chilique pelo reflexo no trânsito, nenhuma briga no bar a respeito de terem ou não comunicado previamente a manifestação, nem discursos inflamados de secretários e sub-secretários das mais diversas pastas.
De acordo com a PM, o protesto foi pacífico e ninguém foi detido. Por que será?
Revisando: 60 pessoas, Marginal Pinheiros, das 8:00 às 14:20!!
Já imaginou o que aconteceria se o Movimento Passe Livre fechasse alguma das marginais durante mais seis horas?

Confira o texto de Mauro Donato, no Diário do Centro do Mundo

Quem são as 62 pessoas cuja riqueza equivale à de metade do mundo

Nesta semana, a organização não governamental britânica Oxfam divulgou os resultados de um estudo no qual afirma que o 1% mais rico do mundo já detém tanta riqueza quanto o resto dos habitantes do planeta.
Além disso, a ONG destacou que as 62 pessoas mais ricas têm tanto dinheiro e bens quanto metade da população global.

Confira na BBC Brasil

Por que os atos do MPL estão esvaziando

Seria patética se não fosse maldosa essa atitude das autoridades de bloquearem uma rua para evitar que os manifestantes fechem-na, de fechar portões de estações de metrô ou ainda bloquear um terminal de ônibus (no penúltimo ato o terminal Dom Pedro foi evacuado, fechado e tomado pela polícia em virtude da concentração dos manifestantes do lado de fora, na praça em frente. Em nenhum momento foi pedido para fechar nada, essa ação é deliberada e gratuita).
É evidente que se trata de uma estratégia para jogar a população contra a manifestação. Assim também tem feito o metrô que é responsabilidade do governo estadual. Fecha as portas e prejudica a maioria para ‘proteger o patrimônio’ de meia dúzias de catracas pelo medo que meia dúzia de pessoas passem sem pagar. Uma grávida pode ficar do lado de fora e sujeita ao ataque da Tropa de Choque, mas as catracas estarão preservadas.
E se o leitor acredita que isso não é seletivo, saiba que para uma determinada categoria de manifestantes as catracas são liberadas para incentivar a adesão e ampliar o número de pessoas na avenida. Se em vez de trajar preto o manifestante estiver de verde e amarelo, o metrô abre as portas e as pernas.

Confira o texto completo no Diário do Centro de Mundo. 

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

É proibido protestar em SP?

A falta de clareza no diálogo estabelecido entre PM e MPL foi a maior prova da seletividade do Estado na hora de lidar com as diferentes manifestações de rua. Depois de 2013, soa inconcebível uma quinta-feira de protesto pacífico se tornar um dia sangrento, com pelo menos 17 pessoas feridas – número fornecido pelo GAPP (Grupo de Apoio ao Protesto Popular).
A VICE presenciou o cinegrafista Juliano Vieira, da TVDrone, com parte da pele da perna esquerda exposta e a calça jeans rasgada por estilhaços de bomba de gás lacrimogêneo (assista ao vídeo). No mesmo local, um homem passou mal e teve um princípio de parada cardiorrespiratória. Atingido por uma bala de borracha no rosto, um manifestante teve de ser encaminhado ao hospital.
Confira no Vice

Bananas correm risco de extinção

A banana é a fruta mais popular do mundo. E além dos seus predicados gastronômicos, ela já foi usada tanto para designar governos corruptos em países tropicais - as Repúblicas das Bananas - quanto para sinalizar algum comportamento estranho - no inglês "going bananas". Também tem se mostrado útil a atletas, como repositora de nutrientes. Quem não lembra do tenista Gustavo Kuerten comendo bananas no intervalos de jogos?
Atualmente, mais de 100 bilhões de bananas são consumidas anualmente no planeta.

Mas agora o mundo enfrenta uma nova ameaça que pode provocar, segundo especialistas, a extinção da variedade mais comum da banana, a Cavendish (no Brasil, banana d'água e/ou nanica). E talvez da fruta em todas as suas espécies.

Usuários temem maconha transgênica e com agrotóxico nos EUA

Eleitores americanos que nos últimos anos votaram para legalizar a maconha em seus Estados pensavam em criar novas fontes de receita para o governo, enfraquecer o tráfico de drogas e combater o estigma enfrentado por consumidores. Mas muitos usuários não contavam com um efeito colateral da medida: a absorção da erva pelo capitalismo.

Conforme a legalização da planta avança pelos Estados Unidos e investidores despertam para seu potencial econômico, usuários e pesquisadores tentam agora impedir que a maconha se transforme numa espécie de commodity agrícola, com variedades transgênicas, uso intensivo de agrotóxicos e poderoso lobby entre os políticos.

"Depois de tudo o que fizemos pela legalização, é frustrante ver o rumo que as coisas têm tomado", diz à BBC Brasil Larisa Bolivar, diretora executiva da Cannabis Consumers Coalition, uma organização de usuários da erva sediada no Colorado.



Confira a reportagem da BBC Brasil no UOL

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

PM usa bombas e balas de borracha contra protesto pelo aumento de tarifas em SP

Com bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha, a Polícia Militar (PM) dispersou novamente a manifestação do Movimento Passe Livre (MPL) contra o aumento da tarifa do transporte público coletivo em São Paulo. Pelo menos três pessoas feridas. A polícia começou a disparar contra os manifestantes na Praça da República, na região central da capital.

Confira na Agência Brasil, via Jornal GGN

Palestrante negro do Fórum Social é abordado pela Brigada Militar por ‘atitude suspeita’


No começo da tarde desta quinta-feira (21), o ativista Paulo Sérgio Medeiros Barbosa, da Rede Mocambos, de Pernambuco, foi abordado no Parque da Redenção, na Capital, por dois brigadianos, que justificaram a medida dizendo que Barbosa estava em “atitude suspeita”, ao circular pelo parque. O ativista está em Porto Alegre participando do Fórum Social Temático, onde palestrou em uma das mesas.

Segundo o relato de Barbosa, os policiais queriam revistá-lo e ele se negou. Diante da insistência da Brigada, muitas pessoas que circulavam pela Redenção se juntaram ao redor do representante da Rede Mocambos em apoio, quando mais três viaturas chegaram ao local. O objetivo da polícia era levar o ativista para uma delegacia, o que foi evitado graças aos populares que presenciaram a situação e os demoveram da ideia.

Confira a reportagem de Débora Fogliatto, para o Sul 21, via Jornal GGN.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Bastou a PM não aparecer para o último ato do MPL transcorrer sem problemas

“Que coincidência, não tem polícia não tem violência” é um dos gritos da rua. Mas quando não tem violência, tem notícia? Tem, mas parcial e acanhada.
A grande mídia, sedenta por ridicularizar o MPL e criticar o ‘vandalismo’ paradoxalmente fica órfã quando a manifestação é pacífica e ainda demonstra ser caolha ao ignorar o cenário completo. Na data de ontem, além do ato bifurcado do MPL (prefeitura e palácio do governo como destinos), o MTST também saiu em dois extremos da cidade com mais de 15 mil pessoas em marcha contra o aumento da tarifa dos transportes (5 mil pessoas em Itaquera e mais 10 mil no Capão Redondo).
Com mais de 25 mil pessoas nas ruas, os quatro atos simultâneos foram ‘pacíficos’. E olha que mais uma vez o metrô provocou (depois de longa caminhada desde Pinheiros até o centro da cidade, manifestantes e usuários encontraram a estação República fechada) e ainda assim não ocorreram maiores incidentes.

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

PSDB pede extinção do PT com base em trecho de delação de Cerveró

O PSDB irá protocolar na PGE (Procuradoria-Geral Eleitoral) na tarde desta quarta-feira (20) uma representação para que seja investigado trecho de informações prestadas pelo ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró com pedido de uma ação de extinção do PT, isso caso sejam confirmados os fatos declarados pelo delator. O argumento dos tucanos é que o eventual recebimento de dinheiro do exterior para uso na campanha presidencial do PT de 2006, conforme apontado pelo ex-diretor de Internacional da estatal, é vedado pela Constituição e gera como consequência a perda do registro partidário.


Confira no UOL Notícias

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

O perigoso Haddad e a Paulista

(...)
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, é perigoso. Desconfio que seja até comunista. Adotou medidas terríveis que desencadearam a ira de parte dos paulistanos. Diminuiu a velocidade dos automóveis nas marginais e com isso aumentou a fluência do tráfego e reduziu o número de acidentes. Um paradoxo. Lesou os paulistanos no sagrado direito diário ao engarrafamento. Foi acusado de estar na contramão da história, de ser bicho-grilo, de odiar carros e de representar o bolivarianismo atrasado e ideológico. Liberou paredes para grafiteiros. Foi atacado por estimular o vandalismo. Está lindo. Dificilmente Haddad será reeleito. É visto por muitos como o pior prefeito do mundo.
Há eleitores que preferem opções mais gabaritadas e com experiência administrativa como João Doria e José Luís Datena, que desistiu ao descobrir, só agora, que o PP não é santo.
(...)
É como a Petrobras.
Para uma ala, ponderada, equilibrada e sensata e sem ideologia, a queda dos preços das suas ações nada tem a ver com o preço internacional do petróleo, que despencou. É só uma coincidência.

Uma nova crise global à vista

Realiza-se entre os dias 20 e 23 de janeiro mais uma edição do encontro anual do Fórum Econômico Mundial de Davos na Suíça cujo tema, “A quarta revolução industrial”, visa discutir os impactos da inovação tecnológica nas indústrias e na sociedade.
A abordagem deste ano esconde umas das principais contradições do sistema capitalista ao expor a necessidade crescente em se investir em máquinas com tecnologia de ponta que nada mais fazem que transferir valor em contraponto à precarização do trabalho humano, este sim, real gerador de valor e riqueza.
Na verdade, o que o tema elegantemente tenta disfarçar é a preocupação generalizada tanto dos chefes de Estado quanto do alto empresariado mundial com a crise global que se forma num horizonte próximo e da qual eles próprios foram determinantes.

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Brasil, pátria encarceradora


A receita do fracasso está aí desvendada: proiba a polícia que está nas ruas, a mais numerosa, de investigar; cobre-lhe produtividade; identifique eficiência com prisões, as quais terão de ser feitas, portanto, exclusivamente em flagrante; ofereça-lhe a lei de drogas como filtro seletivo e açoite; junte esses ingredientes e os leve ao fogo brando da inépcia política; salpique omissão das demais instituições que compõem o campo da Justiça criminal; polvilhe autorização tácita da sociedade;  bata a gosto – ninguém está olhando, e a sede de vingança dá o tom nos programas demagógicos de TV. Pronto, está aí o quadro dantesco da insegurança brasileira, invertendo prioridades e sacrificando a vida, que, afinal, é dos outros. O racismo rege esta máquina selvagem que criminaliza a pobreza. E quando novos crimes escandalizam, o populismo penal clama por elevação das penas para que se faça mais do mesmo, com mais força, esperando resultados diferentes. Seria patético não fosse trágico. Brasil, pátria encarceradora.


Confira o texto completo no Justificando, via Jornal GGN

Making a Murderer e a justiça americana

Steven Avery foi condenado em 1985 por tentativa de assassinato e agressão sexual, e passou 18 anos na cadeia. Apesar de seus parentes terem provado o álibi e da descrição que a vítima fez do agressor não bater com o físico de Avery, ele foi preso mesmo assim. Avery tivera meses antes uma rixa com a esposa de um dos policiais da região (o condado de Manitowoc, em Wisconsin).
Em 2003, graças a testes mais avançados de DNA, Avery foi solto ao ser comprovado que o agressor era outra pessoa. Decidido a processar o estado pelo tempo perdido, Avery foi, em 2005, acusado de assassinato e novamente preso. Encontra-se na cadeia até hoje.

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

A lógica pela qual a imprensa não cobre o caso Lu Alckmin

Acabo de dar uma vasculhada nos tuítes dos últimos dois dias de Ricardo Noblat.
Era um teste cujo resultado, a rigor, eu já conhecia.
Queria ver se ele tinha feito alguma menção aos vôos de Lu Alckmin patrocinados pelo contribuinte paulista.
Nada.
Escolhi Noblat porque, para mim, ele é a essência do jornalista que temos nas grandes empresas. O JP, o Jornalista Patronal, aquele que se empenha loucamente em produzir e reproduzir conteúdos que agradem os patrões.
O caso aéreo de Lu é exemplar para entender a alma abjeta da imprensa.
Se fosse a mulher de Lula, jornais e revistas se atirariam, em matilha, às denúncias. Manchetes, primeiras páginas, capas, demorados minutos no Jornal Nacional. O público, ou vítima, seria bombardeado.
Mas não é Dona Mariza.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

De Chatô a Aécio, a agonia do “Estado de Minas”

Álvaro Teixeira da Costa, o principal dirigente dos Diários e Emissoras Associados em Minas Gerais, tinha razão. Se Aécio Neves e os tucanos não vencessem as eleições de 2014, as coisas iriam ficar feias para a empresa. Certo disso fez sua parte. Além da linha editorial chapa branca dos veículos do grupo – jornais Estado de Minas e Aqui, TV Alterosa e portal Uai – ter exaltado o PSDB e combatido sem trégua o PT e seus apoiadores, valendo-se de tudo quanto é esquema sujo, ele próprio se superou. Transformou uma das dependências da TV Alterosa em Comitê Tucano, usou a intranet para convocar funcionários a participar de atos de campanha pró-Aécio na Praça da Liberdade, pressionou e coagiu quem não rezasse por sua cartilha, além dele próprio ter estado presente ao ato.
Segundo consta, Álvaro foi o segundo a abraçar Aécio no palanque, logo após o dirigente estadual do PSDB. A situação se repediu meses depois, quando em plena manifestação contra a presidente reeleita, Dilma Rousseff, também na Praça da Liberdade, o dirigente Associado disputou, quase a tapa, o privilégio de ser o primeiro a abraçar Aécio. Mas, igual ao seu candidato, ficou em segundo lugar.
Tamanho empenho se explica: os 12 anos de governos tucanos em Minas Gerais foram determinantes para garantir uma razoável sobrevida ao grupo. Sem o dinheiro público injetado mensalmente na empresa pelos tucanos, dos quais não faltam acusações de prover de negócios escusos com a comercialização do nióbio de Araxá, o descalabro administrativo há muito seria do conhecimento público.

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Bolsa da China deixa clara cafajestice com que imprensa e oposição trataram da crise

O que aconteceu com a Bolsa de Valores da China no primeiro pregão do ano deixou clara a cafajestice com que a imprensa nacional e a oposição política brasileira trataram a crise mundial durante todo esse tempo.
O tombo de 7% no principal índice chinês arrastou para o abismo as demais bolsas asiáticas e causou danos na Europa e no continente americano. O estrago só não foi maior porque as negociações foram encerradas antes do fechamento oficial com a intervenção do chamado “circuit breaker”.
Para conter a queda livre na desvalorização do Yuan, o Banco Central chinês injetou num único só dia, 20 bilhões de dólares no mercado. Uma mordomia para quem possui o luxo de contar com reservas internacionais de 343 bilhões de dólares. Um pouco menos do que as reservas do Brasil.
Tudo isso causado com a simples divulgação da retração na produção industrial da China. Muito antes disso, a Alemanha, a maior economia da Europa, já emitia sinais profundos de dificuldades em função da crise global.
A despeito de tudo isso, economistas picaretas como Miriam Leitão e Carlos Sardemberg, além da trupe circense que se transformou os líderes de oposição, teimaram em querer imputar as dificuldades da economia brasileira a fatores exclusivamente internos.