sábado, 21 de maio de 2016

'A pena de 23 anos para Dirceu é o triunfo da perversão de justiça feita por Moro'




Por Paulo Nogueira*
Não era contra a corrupção. Era contra o PT.
Essa é uma das conclusões essenciais da campanha movida pela plutocracia em nome da “moralidade” da qual resultou o golpe.
Dirceu, condenado hoje por Moro a 23 anos de prisão, foi uma das vítimas dessa perversão de justiça.
Três líderes petistas tinham que ser destruídos para o golpe plutocrático funcionar. Lula, Dilma e ele, Dirceu.
O primeiro da fila foi Dirceu. A imprensa, sobretudo a Veja, abandonou qualquer  fundamento jornalístico para assassinar sua reputação e colocá-lo na prisão.
Transformaram-no no que ele definitivamente não é: um monstro. Esquarteje-se esse monstro.
Na perseguição, a Justiça foi cúmplice da mídia. Primeiro foi Joaquim Barbosa, durante o Mensalão. Barbosa sabia que quanto mais espezinhasse Dirceu mais seria louvado pela imprensa.
Depois, Moro com a Lava Jato completaria o serviço sujo. A condenação absurda de Dirceu a 23 anos é o fecho da obra de Moro contra um dos grandes arquitetos do PT. (...)
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domingo, 8 de maio de 2016

A HORA DA LONGA RESISTÊNCIA




Por Wanderley Guilherme dos Santos*


Por ação e omissão o Supremo Tribunal Federal é a mais recente instituição recrutada pelo cronograma do golpe de Estado patrocinado pela coalizão satânica entre o Legislativo e o Ministério Público. 

A expressão “satânica” não é arroubo retórico nem irritação partidária. Não custa repetir, reconheço no surgimento e crescimento do Partido dos Trabalhadores a mais importante novidade na história brasileira, fazendo com que a classe trabalhadora estreasse no mercado de consumo de bens de segunda e terceira necessidades e, por sua própria conta e risco, na competição política. (...)

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sexta-feira, 6 de maio de 2016

STF, o superpoder descontrolado



Por Juremir Machado da Silva*
O francês Guy Debord suicidou-se em 1994. Em 1967, ele lançou um livro que se tornaria clássico: A sociedade do espetáculo. Mais tarde, justificou o seu texto dizendo que foi “escrito com o intuito deliberado de perturbar a sociedade do espetáculo”. Parece que esse papel foi assumido, no Brasil, pelo Supremo Tribunal Federal. Quem consegue compreender os mistérios do STF? É um superpoder. Controla todos. Ninguém o controla. Decide quando e como quer. Não explica. O STF tornou Eduardo Cunha réu, mas não considerou necessário afastá-lo da presidência da Câmara dos Deputados. Em dezembro de 2015, o STF foi instado a pronunciar-se sobre a permanência de Cunha no seu posto. Nada fez. Deixou rolar apesar de Eduardo Cunha deitar e rolar.
O que mudou em relação a Cunha de lá para cá? Nada. Cunha seguiu fazendo o que fazia: obstruir seu julgamento pelos pares e ignorar as pencas de acusações de corrupção. Indiferente, o STF permitiu que ele aceitasse um pedido de impeachment da presidente da República, numa clara atitude de retaliação, e comandasse a votação de admissibilidade desse impedimento. Enviado o processo para o Senado, o ministro Teori Zavascki lembrou-se daquela ação natalina contra Cunha e resolveu, enfim, afastá-lo da presidência da Câmara. Por que não antes? Qual o fato realmente novo? O STF usou Cunha para derrubar Dilma? Quais são os desígnios do Supremo Tribunal Federal? O que explica as suas contradições, os seus descaminhos, as suas oscilações? (...)
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sábado, 23 de abril de 2016

O MUNDO INTEIRO DENUNCIA O GOLPE!



Por Jeferson Miola*
A democracia brasileira está ameaçada de um golpe de Estado. O impeachment da Presidente Dilma Rousseff, segundo a imprensa internacional, foi aprovado por “uma assembléia de bandidos comandada por um bandido chamado Eduardo Cunha fazendo a destituição de uma Presidente sem qualquer base jurídica nem constitucional”. 
O impeachment está numa etapa avançada: o Senado Federal deverá decidir, dentro de poucas semanas, se continua ou se arquiva o processo aprovado na “assembléia de bandidos”. Caso o Senado prossiga o processo, a Presidente Dilma, que foi eleita para governar o Brasil até 31 de dezembro de 2018, será afastada por até 180 dias até a decisão final. Na prática, porém, praticamente equivale à sua destituição. 
Se isso acontecer, em lugar da Presidente eleita com os votos de 54.501.118 brasileiros/as, assume o cargo Michel Temer, um vice-presidente ilegítimo e conspirador, um político sem nenhum voto popular que chefiou a concepção, a preparação e a execução do golpe. (...)
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sábado, 16 de abril de 2016

O governo Temer não existirá


A partir de segunda-feira (18), o Brasil não terá mais governo. Na democracia, o que diferencia um governo do mero exercício da força é o respeito a uma espécie de pacto tácito no qual setores antagônicos da população aceitam encaminhar seus antagonismos e dissensos para uma esfera política. Esta esfera política compromete todos, entre outras coisas, a aceitar o fato mínimo de que governos eleitos em eleições livres não serão derrubados por nada parecido a golpes de Estado.
É claro que há vários que dirão que o impeachment atual não é golpe, já que é saída constitucional. Nada mais previsível que golpe não ser chamado de golpe em um país no qual ditadura não é chamada de ditadura e violência não é chamada de violência. No entanto, um impeachment sem crime, até segunda ordem, não está na Constituição.

Confira o texto de Vladimir Safatle, na Folha de São Paulo, disponível em Colagens do Umbigo e da Mosca Azul

sábado, 9 de abril de 2016

A Democracia, a República e o Estado Democrático de Direito (ameaçados)*



Por Júlio Garcia

O clima reinante hoje no Brasil é deveras preocupante – pelo menos, para quem tem apreço pela Democracia e pelo Estado Democrático de Direito. A intolerância, o ódio e a violência fascista, racista e misógina – explícitos na mídia, nas redes sociais, nos restaurantes e nas ruas –, traduzem muito bem o ponto que chegamos e os riscos que corre nossa – ainda – jovem e frágil Democracia, duramente reconquistada após 21 anos de arbítrio.

Esse processo tresloucado, originado pelo infinito “3º turno” eleitoral instigado por uma oposição raivosa - e seu braço midiático -  que não aceitou a derrota nas urnas, atingiu seu “clímax” com o revanchista pedido de impeachment contra a Presidenta, irresponsavelmente aceito por Eduardo Cunha, Presidente da Câmara dos Deputados (que não é, diga-se de passagem, nenhuma  referência de ética, de discrição, de honestidade  e de sobriedade... muito pelo contrário).  Importante esclarecer que o pedido refere-se às chamadas “pedaladas fiscais” realizadas pelo Governo Federal onde, em tese (questionadíssima), este teria cometido “crimes de responsabilidade” (previstos no Art. 85 da CF/88). Prática, aliás, realizada por governos anteriores (especialmente por FHC) e pela absoluta maioria dos governadores, mas somente “criminalizada” agora, com a oportuna “ajuda” do “insuspeito” TCU...

É, como claro está, mero artifício dos não conformados com o segundo revés eleitoral consecutivo para a Presidenta Dilma Rousseff (sendo quatro para o PT, se inclusos os dois mandatos exercidos pelo ex-Presidente Lula). (...)

CLIQUE AQUI para ler na íntegra.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Dinheiro do impeachment pode acabar queimando as mãos de Skaf

Digamos que seja verdade que o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, tenha constituído um caixa de R$ 500 milhões para comprar o impeachment da presidenta Dilma. Digamos que esse dinheiro, procedente basicamente do Sistema S (Sesi), tenha resultado de aporte de R$ 300 milhões da própria Fiesp, R$ 100 milhões da Firjan de Eduardo Eugênio e R$ 50 milhões cada das federações de indústria do Paraná e do Rio Grande do Sul, todas alinhadas no golpe. Surge imediatamente uma questão transcendental: como pagar a propina de cada deputado ou senador, e o que cada deputado ou senador corrompido vai fazer com o dinheiro?
Estamos aí diante de dois problemas, e nenhum deles fácil de ser resolvido por Skaf, se as presunções acima forem confirmadas. Não é fácil manejar R$ 500 milhões, impunemente, nesses tempos de rastreamento de caixa dois pela Polícia Federal e o Ministério Público. Claro que ele pode, com tanto dinheiro envolvido, tentar corromper também a Polícia e o Ministério Público. Ambos, porém, estão também sob vigilância recíproca. Fazer o dinheiro circular pelo sistema bancário seria um suicídio: em tempos de Lava Jato tornou-se trivial o rastreamento de contas bancárias. Basta uma pequena suspeita. E nós estamos fornecendo-a.

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Desembargador Newton de Lucca chama coro de 'Lula na Cadeia'

Na ativa, desembargador Newton De Lucca faz discurso atacando o ex-presidente Lula em ato na USP ao lado dos autores do pedido de impeachment de Dilma Rousseff e chama coro ‘Lula na cadeia’; ele também ressalta seu apoio ‘incondicional’ ao juiz Sérgio Moro, responsável pela operação Lava Jato; “viva Sérgio Moro por sua honestidade e grandeza”; assista


Confira no Brasil 24/7.

sábado, 2 de abril de 2016

Moro criou o pedido de desculpas como extinção de punibilidade

E o que dizer após o mico que o juiz Sérgio Moro pagou ao Supremo Tribunal Federal, pedindo calorosas desculpas em longas 30 páginas? Quando entrei no MP vi uma cena bizarra: um promotor havia pedido, equivocadamente, o arquivamento de um caso escabroso. Fê-lo em 65 páginas. Ao que o velho procurador lhe disse: quem arquiva em 65 páginas, denuncia em folha e meia. Serve para Moro. Muita desculpa. Muito drible. Muito malabarismo verbal. Depois ele se irrita quando os réus não contam toda a verdade. Viu como é, doutor? Por vezes, é difícil explicar o inexplicável. Além disso, Moro criou uma nova espécie de extinção de punibilidade: por pedido de desculpas. Por exemplo, a violação da Lei 9.296, mais o artigo 325 do CP foram considerados como um mero descuido. Ele não imaginou que, mesmo sendo fruto de um “erro” na obtenção das escutas (mormente de Dilma e Lula), isso poderia ter repercussões na vida política.Verbis: “compreendo que o entendimento então adotado possa ser considerado incorreto, ou mesmo sendo correto, possa ter trazido polêmicas e constrangimentos desnecessários. Jamais foi a intenção desse julgador, ao proferir a aludida decisão de 16/3, provocar tais efeitos e, por eles, solicito desde logo respeitosas escusas a este Egrégio Supremo Tribunal Federal”. O STF poderia conceder o prêmio Poliana à Moro. E a reforma do Código Penal pode acrescentar novas hipóteses de extinção da punibilidade: o pedido de desculpas. Mas tem um problema. Devem ser diretas. Sinceras. Como as delações, matéria da qual Moro entende bem demais. Bem, que lê tanta notícia, mesmo?
Camarote — sempre ele (minha fonte preferida) — já me assoprou que parece que o pessoal da Petrobras já está escrevendo longa carta à Moro, pedindo desculpas por alguns crimes. Pedem isonomia. Por exemplo, se Moro for desculpado pelo fato do artigo 325, querem o mesmo desconto de suas penas. Isso sem considerar as penas do artigo 10 da Lei 9.286. Dá um bom desconto.

Confira no Jornal GGN

Enfim, um empresário realmente revolucionário

Depois de quase um século camuflada em razão das conquistas sociais objetivas dos trabalhadores, lentas mas progressivas, a luta de classes ressurgiu no Brasil sob o comando glorioso de Paulo Skaf, que não esconde seu propósito macabro de destruir os direitos trabalhistas no país em nome da produtividade do capital. Tendo tomado de assalto os caixas do Senai e do Sesi, ele tem uma formidável fonte de financiamento para atacar o Governo, defender o impeachment e ditar para o Congresso uma das agendas mais reacionárias da história da República, comparável e confundida com as agendas do senador Renan Calheiros e a de Temer.
Se implementada, a agenda da Fiesp incendiaria o país com a ressurgência da luta de classes dos tempos da  Questão Social do início do século XX, quando a busca de direitos por parte dos trabalhadores levou a uma onda de quebradeiras e incêndios de empresas em São Paulo. Na ocasião foi o velho patriarca Matarazzo que, do alto da sua experiência italiana, esfriou os ânimos dos empresários mais inquietos que queriam responder às greves de trabalhadores com lockt outs.. Hoje, no limitar de uma crise social de proporções gigantescas, não temos Matarazzo, ou Roberto Simonsen, pacificadores. Temos Skaf, o revolucionário.

Confira no Jornal GGN

O Direito como ideologia do golpe

Hoje é 31 de março. Dia de lembrar do golpe midiático-civil-militar de 1964.
O que mudou?
Simples: o golpe de hoje é midiático-jurídico-civil.
As manifestações dos juristas Janaína Paschoal e Miguel Reali Jr. na Comissão do impeachment da Câmara dos Deputados desnudaram mais uma vez o óbvio: a essência do Direito não é jurídica.
É ideológica.

Confira no Juremir Machado da Silva, no Correio do Povo

terça-feira, 29 de março de 2016

Número de mortos em atentado no Paquistão sobe para 72

As autoridades paquistanesas elevaram nesta segunda-feira para 72 o número de mortos no atentado suicida desse domingo na cidade de Lahore, no Leste do país. Zaeem Qadri, porta-voz do governo da província de Punjab, da qual Lahore é capital, afirmou que entre os mortos estão 29 crianças. Mais 315 pessoas ficaram feridas no atentado, no parque público Gulshan-i-Iqbal, acrescentou o porta-voz, citado pela agência oficial chinesa Xinhua.
Qadri informou ainda que já foram identificadas 54 vítimas, cujos corpos foram entregues aos familiares. O atentado, cuja autoria foi reivindicada pelo grupo talibã Jamaat ul Ahrar, foi praticado por um homem-bomba de 28 anos, procedente da cidade de Muzaffargarh, pertencente a Punjab.

O suicida entrou no parque e acionou o explosivo que tinha no corpo, perto da área de jogos para crianças, por isso a maior parte das vítimas é formada por crianças e mulheres, disse um integrante da administração da cidade, Mohammad Usman, acrescentando que o número de vítimas pode ser maior. O ministro-chefe de Punjab, Shahbaz Sharif, anunciou três dias de luto e disse que todos os edifícios governamentais da província vão colocar a Bandeira Nacional a meio-mastro.

Reprodução do Correio do Povo

sexta-feira, 25 de março de 2016

Bonner, sobre o “listão da Odebrecht”: não dá tempo e não sabemos se é ilegal

O mesmo Jornal Nacional que recusa a Lula o direito de resposta das acusações que, sem um documento, se atribuem a ele, anunciou hoje que não vai falar quem está na lista, amplamente difundidas pelos jornais:
O Jornal Nacional não vai divulgar os nomes de políticos listados. O motivo é simples: além de a polícia não saber ainda se cometeram alguma ilegalidade, a lista inclui mais de 200 pessoas de todos esses partidos. Não faria sentido escolher uns e omitir outros. E o tempo não nos permitiria divulgar todos.
Claro, isso não tem a ver com o fato de estarem na lista Aécio Neves, Eduardo Campos, José Serra, e muitos e muitos dos “moralistas” de plantão.
Mas reconheço que a lista ainda tem de ser comprovada em sua legitimidade – suspeitíssima – e no fato de conter doações legais e, talvez, ilegais.
Mas quando atingem Lula, o critério é absolutamente inverso.
Sem provas, e sequer sem um papel incriminatório, meia hora de Bonner e suas caretas.
O problema da Globo não é outro senão este: o de ser uma manipuladora.

Confira o Tijolaço, via Jornal GGN.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Já pensou se protesto fosse diante da casa de Gilmar Mendes, que escândalo?


Como não sei se alguém ainda identifica equilíbrio jornalístico na cobertura da conflagração em curso no Brasil, corro o risco de chover no molhado. Tudo bem.
Ontem à noite, manifestantes se concentraram em Porto Alegre na porta do condomínio onde reside Teori Zavascki quando não está Brasília, onde é ministro do Supremo Tribunal Federal.
Pouco antes, o ministro havia determinado que as investigações sobre o ex-presidente Lula, na Operação Lava Jato, devem correr no âmbito do STF, e não na vara de primeira instância sob responsabilidade do juiz Sérgio Moro.
Os participantes do protesto discordam da decisão do ministro.
Gritaram palavras de ordem, levaram faixa. “Teori é traidor'', entoaram em um cântico. Para assistir ao que houve, é só clicar aqui, em notícia da “Zero Hora''.
Não interessa, nesse post, discutir méritos de despachos de Zavascki e Moro.
Mas observar o relativo silêncio jornalístico sobre o episódio passado na capital gaúcha.
E fazer uma pergunta: caso a manifestação tivesse ocorrido na porta da casa do ministro Gilmar Mendes, a discrição do noticiário sobre o protesto seria tamanha?
Outra: ou existiria uma grita, em tom de escândalo, falando em tentativa antidemocrática de intimidação do Judiciário?
Não responderei, porque não precisa.
A essa altura, tudo é desgraçadamente óbvio demais.

Reprodução do Blog do Mário Magalhães, via DCM

Igreja das Dores vai abrigar o primeiro museu de arte sacra de Porto Alegre

A Igreja Nossa Senhora das Dores, a mais antiga de Porto Alegre, se prepara para um novo marco em sua história: abrigar o primeiro museu de arte sacra da capital gaúcha. A inauguração do espaço deve acontecer somente a partir de 2019, mas os trabalhos para torná-lo real já estão sendo realizados.


Confira no Correio do Povo

quarta-feira, 23 de março de 2016

Exclusivo: Encontrada em documento da Lava Jato empresa ligada à Paraty House; anotação traz o nome Paula Marinho Azevedo e valor de U$ 134 mil

Documentos apreendidos pela Polícia Federal no “evento 26″ da Operação Lava Jato, a Triplo X, identificam quem está por trás de uma offshore que é dona da Paraty House e envolvem uma certa Paula Marinho Azevedo, que investigadores terão de determinar se se trata da filha de João Roberto Marinho, um dos controladores do Grupo Globo.
A apreensão foi feita na sede da empresa Mossack & Fonseca, na avenida Paulista, em São Paulo.
A Mossack, do Panamá, é um dos maiores laranjais do mundo.
Oficialmente, faz o que define como “proteção patrimonial”: um empresário que queira guardar patrimônio para se proteger da eventual falência de seu negócio monta uma empresa de fachada, por exemplo.
Na prática, não é assim: as fachadas podem servir para sonegar impostos, transferir dinheiro de origem indeterminada ou lavar dinheiro de origem ilegal.
Segundo Ken Silverstein, que escreveu um longo artigo sobre a Mossack, ela serve a ditadores, terroristas e criminosos.

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Justiça paulista paralisa ações contra corrupção no governo Alckmin; doleiro Youssef é uma das peças investigadas

A Justiça de São Paulo determinou a suspensão de todos os processos judiciais em andamento contra a máfia do ICMS no governo Geraldo Alckmin. O desembargador José Orestes de Souza Nery atendeu ao pedido da defesa de um dos investigados de que haveria dúvida de competência quanto a qual vara criminal deveria ser responsável pelo andamento dos autos.
Com isso, as ações ficam paradas por tempo indeterminado. Outra decisão do judiciário paulista que também atrapalhou as investigações foi determinar a soltura de todos os 10 acusados de envolvimento no esquema.
A prisão preventiva foi concedida em primeira instância, mas derrubada após um mês no TJ paulista. A decisão permitiu que as defesas dos investigados paralisassem o estudo de delações premiadas.

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A lista de apoio ao Moro: éramos 500 e já somos 280

Usando os critérios da justiça moderna brasileira, um Juiz fraudou a lista de adesões.
Conforme os desdobramentos da famosa lista de adesão de 500 juízes a Moro que no fim é menos do que 280 (vide Estadão infla lista de apoio a Moro com repetições de nomes) vamos recompor ainda mais um pouco a verdade inocentando quem deve ser inocentado e criminalizando, de acordo com as teorias do direito, são os criminalizáveis.

Continue lendo o texto de Rogério Maestri, no Jornal GGN

O xadrez dos impasses no jogo do impeachment

Grupos como o “Vem para a rua” estão trabalhando a rede com o máximo de profissionalismo. Montaram sites com a ficha de cada deputado, sua posição em relação ao impeachment e dados pessoais, sobre como e onde constrangê-los, além do uso abundante de robôs, especialmente no Twitter, e de sites de disseminação de notícias falsas. E, óbvio, com a retaguarda do maior dos perfis das redes sociais: os veículos de comunicação.
Do lado dos lulistas, há também o uso de robôs, de sites com notícias falsas. Mas com eficácia reduzida.
Quando menciono " lulistas", não se pense em uma ação estruturada com um comando central, mas em ações dispersas por parte de simpatizantes.

Confira o texto completo no Blog do Luís Nassif

sábado, 19 de março de 2016

O RIO GRANDE (E O BRASIL) SE LEVANTA CONTRA O GOLPE! - 'NÃO PASSARÃO!'


Porto Alegre/RS - Sul21 - Milhares de pessoas tomaram a Esquina Democrática e seus arredores no fim da tarde desta quinta-feira (18) para defender a democracia, o mandato da presidenta Dilma Rousseff (PT) e denunciar a tentativa de golpe em curso no país. O ato de Porto Alegre chegou a unir 50 mil pessoas, as quais representavam diversos movimentos sociais, além de sindicatos, estudantes, trabalhadores, representantes de partidos e população em geral. Após a mobilização, eles caminharam pelo Centro, seguindo pela Avenida Borges de Medeiros até o Largo Zumbi dos Palmares.
Embora mobilizado também por militantes do PT e do PCdoB, o ato não foi focado na defesa especificamente de Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também do PT, mas teve como mote a necessidade de se manter a legalidade e evitar o impeachment. Aos gritos de “não vai ter golpe, vai ter luta” e “não passarão, não vão rasgar a nossa Constituição”, os manifestantes ainda criticaram o Judiciário e a imprensa, especialmente aRede Globo e sua afiliada RBS. Uma das maiores faixas do ato continha os dizeres “mídia golpista”, com o símbolo da Rede Globo no lugar da letra “o”. (...)
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terça-feira, 15 de março de 2016

PT foi o grande perdedor após as manifestações, Aécio foi o segundo

Ontem milhares de brasileiros tomaram as ruas do país em protestos contra a corrupção e, principalmente, pelo impeachment da presidente Dilma. Números oficiais divulgados pelo Datafolha revelam que o resultado das manifestações trouxe o PT em primeiro lugar nas pesquisas como grande perdedor após as manifestações e em segundo lugar, Aécio Neves.
Durante as manifestações em SP, Aécio foi recebido com vaias e xingamentos de “ladrão” e “corrupto” e acabou desistindo de fazer um discurso no protesto em que ele mesmo convocou o povo brasileiro para estar presente.
Dilma comemorou a vitória nas redes sociais:
“É com grande honra que, mais uma vez, me vi em primeiro lugar. Assim como em outubro de 2014, o povo brasileiro me elegeu democraticamente”


Reprodução do Sensacionalista

Irã rejeita sentença na Justiça dos EUA de indenização pelo 11 de setembro

O Irã classificou de "ridículo" e "sem fundamento", nesta segunda-feira, o julgamento de um tribunal americano, o qual condenou o país a pagar mais de US$ 10 bilhões às vítimas dos atentados cometidos em 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.
Em função de uma ação apresentada por uma das vítimas, um tribunal de Nova York condenou o Irã, na semana passada, a pagar US$ 10,5 bilhões de indenizações por não ter provado que não ajudou os autores dos atentados cometidos pela Al-Qaeda. "Esse processo é tão ridículo e sem fundamento (...) que ele mina mais do que nunca a credibilidade do sistema judiciário americano", declarou o porta-voz do Ministério iraniano das Relações Exteriores, Jaber Ansari, à emissora pública de televisão Irib.

Confira no Correio do Povo

sábado, 12 de março de 2016

A ordem democrática se rompe: o cerco nas ruas e nas instituições



'Essa gente se engana se pensa que o golpe jurídico-midiático vai ser um passeio no parque. Não será. Todos pagarão preço alto, inclusive aqueles que hoje usam a violência simbólica (Globo/Veja et caterva) e a força jurídica para humilhar e destruir os adversários.'
CLIQUE AQUI para ler na íntegra a lúcida - e importantíssima - postagem do jornalista  Rodrigo Vianna, no Escrevinhador). 

O processo de desmonte do capitalismo brasileiro


 
Ninguém é a favor da corrupção, todos são contra. Mas o processo na luta ANTI-CORRUPÇÃO pode arruinar um País, custando muito mais que a própria corrupção. É fundamental, portanto, o discernimento sobre os processos que se praticam para atingir causas aparentemente nobres, porque os processos podem matar as causas a que se destinam e criar novos problemas sem resolver o objetivo inicial.
 
A atual luta anti-corrupção no Brasil está destruindo os fundamentos do capitalismo brasileiro. Os EUA como Pais também são contra a corrupção, mas lá os processos nem de longe tocam no resguardo ao seu capitalismo corporativo.
 
A Lockheed Martin, grande empresa fabricante de aviões militares, nos anos 60 praticou tanta corrupção que foi ela a razão da promulgação da Lei contra Práticas Corruptas no Exterior, a FCPA, de 1973. Mas sendo a Lockheed a razão da lei, a empresa mal foi tocada, o Governo dos EUA exigiu a troca de seu presidente, ninguém foi preso e a Lockheed segue hoje sendo uma das maiores e mais sólidas empresas dos EUA. Muito mais recentemente a Kellog, Brown abd Root, uma das maiores empreiteiras dos EUA, com sede no Texas, da qual o Presidente Lyndon Johnson foi lobista a vida inteira e cujo nome consta de sua monumental biografia por Robert Caro em mais de mil citações, Johnson deveu a Brown and Root a fortuna de 14 milhões de dólares que legou à Lady Bird, sua viúva, a KBR teve recentemente um processo por corrupção na Nigéria, uma propina de US$192 milhões ao ditador daquele País. O executivo Albert Stanley foi punido com dois anos e meio de prisão e o processo terminou aí, a Kellog Brown and Root não foi minimamente afetada em seus negócios.
 
Confira o texto de André Araújo, no Jornal GGN

sexta-feira, 11 de março de 2016

A politização do Ministério Público

As melhores ideias fracassam no Brasil.
A Constituição de 1988 fortaleceu o Ministério Público em defesa das instituições.
Parte do MP atualmente dedica-se ao golpismo de direita.
Em 1964, as forças armadas foram politizadas e aparelhadas para o golpe.
Agora, com as forças armadas adormecidas, o MP é que se politizou.
Tem com parceiros mídia e justiça.
Um dos problemas do MP é que seus membros adoram aparecer na mídia.
Investigar Lula é uma obrigação.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Aécio Neves, o mais citado

Aécio Neves lidera citações mundiais no twitter desde ontem.
Ele já foi citado cinco vezes por delatores na Lava-Jato.
Ele está na parte da delação de Delcídio Amaral cujo conteúdo integral não vaza.
Aécio é o campeão de citações.
E nada de investigação.

sábado, 5 de março de 2016

A criminalização do vazamento do Edu e o dedo da Globo nesta história

Quando o blogue da Cidadania, do Eduardo Guimarães, antecipou que havia uma operação da Polícia Federal que atingiria Lula marcada para segunda-feira, conversamos muito na Fórum sobre republicar ou não o artigo.

(...)

A Globo com a ajuda dos procuradores da Lava Jato vai tentar calar a blogosfera. Por isso, de repente os procuradores destacaram o tal vazamento como algo significativo desta operação.
Para a Globo não interessa só calar o Lula neste momento. É preciso calar mais gente. Os movimentos sociais serão criminalizados, mas provavelmente antes disso vozes dissonantes e que incomodam o império Globo serão atacadas.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Para evitar prisão, Lula troca habeas corpus por ficha de filiação ao PSDB

Em pronunciamento à imprensa, após o depoimento na Polícia Federal no aeroporto de Congonhas, o ex-presidente Lula declarou que foi orientado por seus advogados a trocar o habeas corpus preventivo por uma ficha de filiação ao PSDB. Lula já teria ligado para FHC, Serra, Alckmin e Aécio manifestando interesse em virar tucano.
Lula também fez um pedido especial à prefeitura de Atibaia pedindo que a câmara municipal mude o nome da cidade para Cláudio.

Reprodução do Sensacionalista.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Crônica de um escândalo paulista


Vamos a uma pequena crônica da política, vista de São Paulo.
O escândalo da merenda escolar foi um ponto fora da curva do PSDB de São Paulo. Por tal, não se entenda o esquema em si, mas o esquema escapando do controle das autoridades do Estado. Por aqui há uma aliança férrea entre governo do Estado, Ministério Público Estadual e jornais.
A cooperativa de Bebedouro era um propinoduto que alimentava algumas lideranças tucanas, como os deputados Fernando Capez, presidente da Assembléia Legislativa, Duarte Nogueira, Baleia Rossi e o Secretário da Casa Civil Edson Aparecido – um personagem com participação em muitos projetos.
Envolve altos operadores tucanos,  como Luiz Roberto dos Santos, o Moita, tão eficiente que havia sido promovido da Secretaria dos Transportes para a Casa Civil. E Fernando Padula, quadro histórico, há oito anos na chefia de gabinete da Secretaria da Educação.

Confira no Blog do Luís Nassif

sábado, 27 de fevereiro de 2016

'Sérgio Moro é marqueteiro da oposição, pauteiro da mídia, e quer ser coveiro do PT'



por Rodrigo Vianna
Sérgio Moro, o juiz das camisas negras, age com a precisão de um marqueteiro da oposição.

Nas duas últimas semanas, o quadro foi extremamente desfavorável às forças que lutam para inviabilizar Dilma e para enxotar Lula e o PT da vida pública. A derrota de Cunha na votação para liderança do PMDB (com atuação política do Palácio do Planalto, em favor do vitorioso Picciani), a inclusão do processo contra Eduardo Cunha na pauta do STF para julgamento nas próximas semanas e, por fim, o vergonhoso caso Miriam Dutra/FHC/fantasma do Serra : foram três episódios a demonstrar que a oposição tucana não tem forças para derrubar o lulismo. (...)

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domingo, 21 de fevereiro de 2016

O MPF se tornou um partido político?


Já são três citações sobre Aécio Neves na Lava Jato.
A primeira foi quando o doleiro Alberto Yousseff passou informações detalhadas sobre as propinas de Furnas para Aécio. O Procurador Geral da República Rodrigo Janot mandou arquivar.
Ontem, o Ministro Teori Zavascki, do STF (Supremo Tribunal Federal) acatou novo pedido de Janot e arquivou o inquérito aberto para apurar as menções do delator Ceará a Aécio alegando contradições nos depoimentos.
Para ser arquivado, é porque foi aberto um inquérito. Só se soube do inquérito quando do anúncio do arquivamento. Sigilo absoluto, enquanto vazavam informações sobre o senador Fernando Collor (até objetos íntimos foram alvo de vazamento) e sobre o deputado Eduardo Cunha.
Em casos similares, de contradições nos depoimentos, como em relação ao senador Lindberg Farias, ocorreu o oposto. Paulo Roberto Costa disse que o ajudou através de Yousseff. Em delação, Yousseff garantiu que nunca viu o senador. O caso tornou-se público e Janot ordenou que o inquérito prosseguisse. Dois pesos, duas medidas.
Ao mesmo tempo, Janot mantém na gaveta da PGR o inquérito aberto contra Aécio em 2010, por lavagem de dinheiro em uma conta em Liechtenstein em nome de uma offshore com sede em Bahamas. E empenhou-se pessoalmente em derrubar o inquérito aberto contra o senador Antonio Anastasia.
Enquanto isto, a Lava Jato trata como escândalo instalação de torres de telefonia em Atibaia e os procuradores do Distrito Federal vazam inquérito sobre os financiamentos do BNDES, sem ouvir o outro lado, escandalizando até informações banais – como o fato de uma cliente contumaz do BNDES, como a Odebrecht, liberar financiamentos em prazo inferior ao de um novo cliente.

Confira no Blog do Luís Nassif

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

A nova esposa de FHC e um imóvel de 950 mil reais em Higienópolis

No dia 2 de dezembro do ano passado, a nova esposa do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Patrícia Kundrát, 39 anos, firmou a compra de um apartamento de 150 metros de área total localizado no bairro de Higienópolis, na altura do número 700 da Avenida Angélica.
O compromisso foi oficializado no 14º Tabelião de Notas, o Cartório Vanpré, localizado em Pinheiros. E o valor da compra foi de 950 mil reais.
A negociação foi intermediada por uma imobiliária de Higienópolis cujos serviços o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso já utilizou em outras ocasiões. Durante o processo de escolha, FHC visitou os apartamentos junto com Patrícia.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Carnaval no Rio: um enredo sobre corrupção e Dilma na escola de um bicheiro


Mas coube à Mocidade denunciar tudo isso que está acontecendo aí. Homens e mulheres de bem saíram bailando no Sambódromo para transformar a luta contra os moinhos num embate contra ladrões da pátria.
Um cara fantasiado de Quixote batalhava contra plataformas de petróleo (!?!) iluminadas sutilmente com a cor vermelha. De dentro delas saíam engravatados com valises cheias de dólares.
Um carro homenageou a ditadura. Num outro, Dom Quixote encontra ratos. Num outro, ainda, aparecem Guimarães Rosa, Euclides da Cunha e Ariano Suassuna (!?!).
Havia também um navio negreiro. Mas o melhor ficou para o final, com o carro “Lava Jato da Felicidade”, uma “esperança de um país melhor”, afirmam os autores. Num determinado momento, bailarinos sinistros com malas nas mãos fazem uma dança maluca com uma mulher num tailleur vermelho, todos misteriosamente sem cabeça.
Completando o quadro, um dançarino se apresentou com uma luva com um dedo a menos na mão esquerda. Gênio. O coreógrafo Jorge Teixeira diz que fez “uma representação do que mais incomoda hoje no país”.
Teixeira e seus colegas encontrariam matéria prima sobre banditismo em casa, mas isso exigiria coragem e menos indigência e malandragem.
O dono da Mocidade Independente — ou “presidente de honra” —, Rogério de Andrade, é um daqueles cidadãos que a imprensa carioca chama “contraventor”, um eufemismo maravilhoso que só o Rio explica.


Confira no Diário do Centro do Mundo.