domingo, 9 de outubro de 2016

Ato em defesa da Constituição e da Democracia denuncia estado de exceção no país




O Salão Nobre da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná foi palco, na noite de quinta-feira (6), de um grande ato reunindo juristas em defesa da Constituição e da Democracia. Para eles, os tempos estão mudando, assim como na famosa música de Bob Dylan. Mas, ao contrário da outra composição do músico, a resposta não virá dos ventos. Ela precisará ser soprada pelos atores sociais e cidadãos brasileiros.
O ato teve referências ao cantor folk e ao advogado Sobral Pinto. Também teve críticas e comparações com o atual cenário brasileiro recordando ditadores como Pinochet, Hitler e Mussolini. Mas, acima de tudo, à carta magna que completa 28 anos em outubro. “Não entendo que nossa constituição está morta. Nunca aceitei a ideia de que os ministros do Supremo Tribunal Federal fazem a Constituição. A Constituição somos nós. Ela é cidadã. Nós somos os guardiões da cidadania e da Constituição, não o STF. Ele é apenas um instrumento que essa Constituição prevê para dizer o que é direito. Ela é que nos une. Não vamos falar de forças progressistas, vamos falar de cidadãos. Nós que temos o dever de sermos fiéis a esta constituição”, afirmou o subprocurador geral da República e ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão, citando a Alemanha como exemplo. De acordo com ele, lá, há o compromisso tácito de que todos os cidadãos devem defender a carta magna de seu País. (...)
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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Se você vota pensando no futuro, não tem jeito, é 13!



O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta quarta-feira (28) de comício de Marcio Pochmann, candidato do PT à Prefeitura de Campinas. 
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Lula disse que, num momento em que muita gente trata política como uma desgraça, ter esse extraordinário professor da Unicamp como candidato é um luxo para qualquer cidade, muito mais para uma cidade conhecida por suas universidades. Lula criticou a criminalização da política e lembrou que está tendo sua vida investigada há dois anos e que não se incomoda que investiguem o quanto for preciso, mas pediu respeito, "o mesmo respeito que eu tenho com eles". (...)
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sábado, 24 de setembro de 2016

ABAIXO A DITADURA EM MARCHA


Patrus e ditadura
Por Patrus Ananias *
Eu aprendi que a Justiça é uma senhora, uma quase deusa, de olhos vendados e com a balança em equilíbrio. Não tem posição. Julga todos de maneira imparcial.
Eu estou descobrindo hoje que a Justiça no Brasil tem um olho aberto e que a balança pesa para um lado. Só querem ver um lado. Não pensam em outra coisa que não seja atingir o ex-presidente Lula, o Partido dos Trabalhadores e a esquerda brasileira, independentemente de provas e sem sequer o trabalho de construir acusações fundamentadas.
A campanha de linchamento moral contra Lula e o PT já corre há mais de uma década. O boato foi erguido à altura de motivo. A mentira virou prova cabal antes mesmo de investigação. O espetáculo de achismos – péssimo espetáculo – foi transformado em acusação oficial. Se não existe acusação para condenar o PT ou Lula, o depoimento sequer é validado.
Quando o juiz Sergio Moro aceita a denúncia contra Lula afirmando a própria fragilidade de fundamentação da acusação, não resta espaço para falar de imparcialidade. A farsa é desmontada nas palavras daquele que pré-julga, como quem diz “não temos o bastante mas iremos acusar mesmo assim”.
Que justiça resta? É possível falar em justiça? O verniz da “justiça” escorre em definitivo nessas afirmações. (...)
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sábado, 17 de setembro de 2016

Nota: ‘O PT não faltará a mais um chamado da história’



O PT NÃO FALTARÁ A MAIS UM CHAMADO DA HISTÓRIA (Nota Oficial)
O país assistiu estarrecido ao deprimente espetáculo oferecido pelos promotores da Operação Lava Jato, ao denunciar leviana e irresponsavelmente o ex-presidente Lula, sua esposa Marisa Letícia, o companheiro Paulo Okamoto e outros seis cidadãos. Nas palavras de um dos integrantes do MPF, a confissão é clara: “não temos provas cabais, mas temos convicções”.
Esse ataque à Justiça e ao Estado Democrático de Direito, às vésperas das eleições municipais, faz parte da campanha de linchamento jurídico-midiático contra um grande líder do povo brasileiro e seu partido político.
A vida do presidente Lula tem sido vasculhada há 40 anos. Particularmente de 2014 para cá, agentes do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e no Poder Judiciário tem buscado encontrar um crime para acusá-lo.
Os ataques contra Lula, promovidos em várias frentes simultâneas, configuram um movimento orquestrado de perseguição.(...)
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sábado, 3 de setembro de 2016

O jornalismo barnabé e a derrubada de Dilma


Em ato contra o impeachment na quinta-feira 1º, em Porto Alegre,
 a mídia foi alvo dos manifestantes

Na ruptura institucional de agora, o papel da mídia foi mais relevante que o de Eduardo Cunha

Este golpe não aconteceria sem a liderança da mídia. Ela foi a protagonista de primeira hora. Desde cedo, os jornais se incomodavam com o que consideravam “fraqueza” da oposição aos governos petistas e se dispuseram assim a substituí-la. 
Para a ruptura institucional de agora, a mídia foi mais importante do que Eduardo Cunha. Antes de Cunha reunir as condições para desatar o impeachment, a mídia já tinha cerrado fileiras, engatado o revezamento de esforços complementares.
Foi a mídia que, afinal, fustigou o governo na sucessão das manifestações de 2013, orientou seus desdobramentos cada vez mais contrários às motivações iniciais, amplificou e convocou a reação à Copa, encorpou a sublevação contra o resultado das urnas de 2014 e sepultou o período de trégua pós-eleitoral. (...)
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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Indiciamento político de Lula é preparação para o pós-impeachment



persegue
O delegado Marcio Anselmo – que ficou conhecido nacionalmente depois que a repórter Júlia Dualilibi mostrou no Estadão, já em 2014, fazia propaganda pró-Aécio – indiciou o ex-presidente Lula e sua mulher, Marisa, de forma absolutamente original.
Lula é indiciado por ter recebido da OAS obras num apartamento que não é seu nem de qualquer pessoa que, em seu nome, o tenha recebido e ocultando patrimônio para ele.
Pertence à OAS e assim está registrado em cartório.
Ainda que fosse verdade que a OAS pretendesse entregá-lo a Lula, ou que o tenha oferecido pela cota que, até alguns anos atrás, Marisa Letícia tinha no estabelecimento, mesmo assim, não haveria crime: primeiro era preciso que a doação se consumasse, a ele ou a terceiro e que, em troca, houvesse algum ato de favorecimento por parte de Lula ou por sua ordem.
Os resto das acusações – o pagamento da guarda de objetos do acervo presidencial em um depósito, depois da saída da presidência – é tão ridículo que sequer merece comentários.
Os aspectos jurídicos, porém, importam muito pouco.
Significativa é a sinalização que é não apenas a criação de um factóide em meio à decisão sobre o processo de impeachment de Dilma como, também, dos preparativos para a incursão ousada do MP e de Sérgio Moro no pós-impeachment. (...)
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domingo, 21 de agosto de 2016

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

'Moro se acha juiz também do sentido das palavras, e o STF se curva de novo' (Janio de Freitas)

dilma, lula e stf

Dilma e Lula não tentaram obstruir Lava Jato

O juiz Sergio Moro proclamou sua competência –no sentido de poder, direito– para julgar Lula e outros por obstrução à Justiça, em especial à sua Lava Jato, na pretendida e frustrada nomeação do ex-presidente para o ministério de Dilma.
Ninguém duvida, Deus nos livre, da competência reconhecida ao jovem juiz para mandar prender, engaiolar pelo tempo que quiser, acusar do que queira, julgar, condenar, dar liberdade a criminosos delatores, seja quem for o seu alvo. Competência a que o Supremo Tribunal Federal se curva mais uma vez, autorizando o inquérito contra Lula e Dilma.
Já que seria fútil lembrar outros respeitos devidos, talvez se possa ao menos mencionar um respeito modesto e, ainda por cima, desvalorizado. É o respeito à palavra, a essa pecinha generosa da linguagem em que nos desentendemos.
Dilma e Lula não fizeram e não tentaram fazer obstrução à Justiça, nem sequer à Lava Jato. Obstruir, aplicada ao caso, seria obstar impedimentos, totais ou parciais, efêmeros ou definitivos, à efetivação de procedimentos judiciais. Mas ministros não desfrutam de imunidade. Por lei, bem entendido, que não faltam outros caminhos –estes, fora do alcance de Lula, Dilma e qualquer petista. (...)
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domingo, 7 de agosto de 2016

GOLPE EM MARCHA: Gilmar Mendes quer cassar registro do PT: só numa ditadura


por Jean Wyllys publicado 07/08/2016  na RBA*

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Mendes: Brasil deixaria de ser um país democrático e o regime político passaria a ser caracterizado como ditadura
Em sua edição digital, o jornal O Globo informa que Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu a cassação de registro do Partido dos Trabalhadores. Se aprovada, a decisão significaria a proscrição de um partido político (no caso, um dos maiores e mais importantes do país, vencedor das últimas quatro eleições presidenciais), algo que não ocorre desde o Ato Institucional nº 2 da ditadura militar. (...)
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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

EM DEFESA DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO





NOTA EM DEFESA DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO

Para: Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF)

Nós abaixo-assinados viemos, por meio desta nota em defesa do Estado Democrático de Direito, repudiar todo e qualquer atentado à Legalidade Democrática, aos Princípios Constitucionais e à criminalização da política partidária. 

“Politicamente, o objetivo da democracia é a liberação do indivíduo das coações autoritárias, a sua participação no estabelecimento da regra, que, em todos os domínios, estará obrigado a observar. Econômica e socialmente, o benefício da democracia se traduz na existência, no seio da coletividade, de condições de vida que asseguram a cada um a segurança e a comodidade adquirida para a sua felicidade. Uma sociedade democrática é, pois, aquela em que se excluem as desigualdades devidas aos azares da vida econômica, em que a fortuna não é uma fonte de poder, em que os trabalhadores estejam ao abrigo da opressão que poderia facilitar sua necessidade de buscar um emprego, em que cada um, enfim, possa fazer valer um direito de obter da sociedade uma proteção contra os riscos da vida. A democracia social tende, assim, a estabelecer entre os indivíduos uma igualdade de fato que sua liberdade teórica é importante para assegurar”. 

Lamentavelmente, desde que o governo progressista e da classe operária assumiu o poder com a eleição do Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva em 27 de outubro de 2002 (exercendo a Presidência da República por dois mandatos), as elites e a oligarquia, inconformadas com a ascensão da esquerda ao poder, iniciaram uma verdadeira caçada ao Presidente Lula com o apoio da grande mídia. 

Embora tenha deixado a presidência da República há cerca de seis anos, Luiz Inácio Lula da Silva continua sofrendo ataques preconceituosos e discriminatórios. Agora as ofensas estão acompanhadas de uma tentativa vil de criminalizar o ex-presidente.  (...)

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segunda-feira, 25 de julho de 2016

UM PAÍS QUE PRENDE SUPLICY E DEIXA SOLTO CUNHA ESTÁ DOENTE



"Defender oprimidos no Brasil é atividade de alto risco"


Por Paulo Nogueira*
Não poderia haver nada mais simbólico que a prisão de Suplicy hoje em São Paulo num de seus melhores papeis, o de ativista social.
Criou-se uma situação que ilustra o Brasil destes tempos.
Um país que prende Suplicy e deixa solto Eduardo Cunha é um país doente.
Não me venham com sofismas. Não me venham dizer que são situações diferentes. Tudo isso é nada diante da simbologia do caso.
Suplicy vai preso porque defende os oprimidos. Cunha está solto porque defende os plutocratas. (...)
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sexta-feira, 22 de julho de 2016

A Democracia, a República e o Estado Democrático de Direito ameaçados (II)




Por Júlio Garcia*

Não é exagero afirmar que estamos passando por tempos sombrios. A intolerância, o ódio e a violência fascista, racista e misógina – explícitos na mídia, nas redes sociais, nos aeroportos e nas ruas –, traduzem muito bem ao ponto que chegamos (e dos riscos que corre nossa – ainda – jovem Democracia). Temos uma Presidenta - legitimamente eleita pelo povo - afastada; e um vice-presidente desleal, golpista, ilegítimo, ocupando hoje o seu lugar.

Como é sabido, o motivo (oficial) da solicitação de impedimento da Presidenta foram as chamadas “pedaladas fiscais” (que teriam sido realizadas pelo Governo Federal). Conforme alegado então, Dilma teria cometido “crimes de responsabilidade” (previstos no Art. 85 da CF/88). “Pedaladas”, aliás, realizadas por governos anteriores (especialmente por FHC) e pela absoluta maioria dos governadores e prefeitos -, mas somente “criminalizada” agora, com a oportuna “ajuda” do nada “insuspeito” TCU...

Resta comprovado que as ditas “pedaladas” não caracterizaram crime de responsabilidade; foram, é sabido, mero artifício dos não conformados com o segundo revés eleitoral consecutivo para Dilma, objetivando assim se alçarem ao comando da República, mesmo que de forma ilegítima. Ainda que se considerasse que a Presidenta as tivesse praticado, ela não teria incorrido em crime de responsabilidade, uma vez que tem de haver um atentado à Constituição para que o mesmo ocorra. Claro está, portanto, que o pedido de impeachment contra a Presidenta Dilma é completamente inconstitucional. Não existe outra definição para isso senão de que trata-se de um  golpe, nem mais, nem menos. (...)

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terça-feira, 19 de julho de 2016

A insurgência popular e a liderança do governo derrotaram o golpe na Turquia



Por Jeferson Miola*
O filósofo e analista político Juan Domingo Sánchez Estop, que trabalha e vive em Bruxelas, oferece uma síntese muito interessante sobre o fracasso da tentativa do golpe de Estado na Turquia, cujo conteúdo está adiante traduzido para o português.
Juan Domingo expõe com poucas palavras como o golpe foi derrotado pelo povo insurgente que tomou as ruas. A insurgência popular, de outra parte, – e isso não está mencionado neste rápido relato dele – foi correspondida pela liderança exercida pelo Presidente Recep Tayyip Erdogan, quem soube dirigir com firmeza a resistência contra o golpe, e soube instruir com clareza o combate aos golpistas.
É evidente que os golpes no Brasil e na Turquia têm características e particularidades singularíssimas. Além disso, os golpistas de cada país têm suas especificidades próprias. Sem perder este critério de vista, porém, uma constatação se impõe: no enfrentamento do golpe jurídico-midiático-parlamentar no Brasil de 2016, não se soube extrair os ensinamentos da resistência democrática e da épica Campanha da Legalidade de 1961 conduzida pelo então governador gaúcho Leonel Brizola.
A corajosa resistência democrática turca não significa, automaticamente, alinhamento com o presidente e com o governo Erdogan; porque representa, antes disso, a defesa intransigente da democracia e das regras do jogo vigentes, mesmo que da débil e insuficiente democracia liberal-burguesa imposta.
Isso não é uma apologia da verdadeira democracia, a democracia socialista; mas simplesmente a defesa da democracia sem adjetivos, porque a democracia em si, mesmo que incompleta quando exclusivamente representativa do modelo liberal, é um valor mais substantivo que todos os regimes plutocráticos. (...)
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sexta-feira, 15 de julho de 2016

Repudiar os ataques ao PT e à Democracia



PF invadiu a Sede do PT Nacional, em SP


Não aceitamos o silêncio das direções frente aos ataques ao nosso Partido!

Caros companheiros(as) do Partido dos Trabalhadores:

A situação é grave, como todos sabem. Depois do golpe efetivado no Congresso que afastou a Presidenta eleita pelo povo, os ataques aos direitos dos trabalhadores e às riquezas nacionais se intensificam pelo governo ilegítimo do usurpador Temer.

Em 23 de junho a sede nacional do PT foi invadida pela Polícia Federal, fato inédito desde a ditadura militar, que expõe uma realidade gravíssima! A operação Lava-jato, com suas delações premiadas e seletivas servem para atacar e destruir o PT e todas as organizações construídas pelos trabalhadores! Esse é o objetivo (de setores) do Judiciário, do MP e da PF, sempre respaldados pela mídia aliada (e golpista). É essa operação que encoraja, há meses, agressões a petistas e ataques a sedes do partido em todo o Brasil.

Enganam-se redondamente aqueles que pensam que a Lava-jato visa  apenas 'combater a corrupção';  a máscara já caiu, essa operação - seletiva, parcial -,  visa realizar, isto sim, um ataque sistemático ao nosso direito de organização, portanto deve ser refutada por todos aqueles que lutam pela democracia e pelos direitos! As prisões sem provas dos dirigentes do PT, como a de Delúbio, Vaccari e agora Paulo Ferreira; os vazamentos seletivos, cheios de ilações que visam atingir militantes históricos, demonstram o verdadeiro caráter criminoso dessa operação! (...)

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domingo, 10 de julho de 2016

Esquerda brasileira perdeu as ruas porque é ruim na internet, diz ativista digital espanhol



*Luís Eduardo Gomes
Convocadas por diversos movimentos sociais com atuação na internet, em 15 de maio de 2011, milhares de pessoas ocuparam a praça Puerta del Sol, em Madri, em protesto contra as políticas de austeridade impostas pelo governo espanhol. Após o ato, um grupo de pessoas decidiu passar a noite acampado no local, mas foi violentamente reprimido pela polícia. Vídeos da ação policial viralizaram na internet e novos protestos foram convocados para o dia seguinte, espalhando-se rapidamente pelas principais cidades da Espanha. Surgia assim o movimento 15M, também conhecido como Os Indignados, que nos anos seguintes realizaria grandes mobilizações de massa e daria origem a partidos que mudariam o cenário político espanhol, sendo o principal deles o Podemos, responsável por ameaçar a histórica alternância do poder entre apenas dois partidos, o PP (centro-direita) e o PSOE (centro-esquerda).
Por trás do 15M, estavam uma série de ativistas digitais e intelectuais que, sem espaço na mídia tradicional, aproveitaram as redes sociais para conquistar espaço e dar um sentido para as mobilizações de massa. Um deles, Javier Toret Medina, passou por Porto Alegre na última semana, onde participou de reuniões com a pré-candidata à prefeitura de Porto Alegre Luciana Genro (PSOL) e conversou com o Sul21.
Toret explica que o 15M surge em um contexto de efervescência de discussão política na rede que vinha desde a crise econômica de 2008, que gerou a explosão do desemprego de jovens, e também contra a chamada Lei Sinde, que levava o nome da ex-ministra da cultura Ángeles González-Sinde e regulamentou o download de arquivos na internet. “Criou-se uma massa crítica na internet”, explica. (...)
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quarta-feira, 29 de junho de 2016

"Tentam criminalizar, mas PT segue vivo e atuante" (Rui Falcão)



Por Rui Falcão*
Violações sucessivas a direitos fundamentais, investigações direcionadas, vazamentos seletivos, acusações e condenações sem provas, frequentes nos últimos meses, configuram a gênese de um estado de exceção dentro do Estado Democrático de Direito. 

Há quem diga até que o conluio entre setores do aparelho de Estado com o grande capital e a mídia monopolizada, responsável pelo golpe contra a presidenta eleita, inverteu a relação: vivemos quase sob um estado de exceção que abriga fragmentos do antigo estado democrático. (...)
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quarta-feira, 22 de junho de 2016

O PSDB golpista já controla o governo Temer?




No dia 13 de junho, a festa da posse de Ilan Goldfajn, novo presidente do Banco Central, reuniu Armínio Fraga, Gustavo Franco, Pérsio Arida, Pedro Malan.  Mais do que a direção do BC, a nata do rentismo brasileiro estava ali comemorando a volta do controle do governo pelos golpistas. Cinco anos atrás, em agosto de 2011,  eles podiam ser vistos em um seminário, realizado no Instituto Fernando  Henrique Cardoso, coordenado por Bacha, elaborando o programa neoliberal radical que está agora sendo colocado em prática. 
Os quadros historicamente ligados ao PSDB já ocupam o Banco Central (Ilan Goldfajn foi diretor da instituição de 200 a 2002), a Petrobrás (Pedro Parente foi ministro do Planejamento, das Minas e Energia e da Casa Civil do segundo governo FHC), o BNDES (Maria Silva Bastos  foi assessora de Eduardo Modiano e teve um papel importante na elaboração do artifício que permitiu o uso das chamadas “moedas podres” no programa de privatização), a Eletrobrás ( Elena Landau dirigiu o Programa Nacional de Desestatização do governo FHC). Meirelles, no Ministério da  Fazenda, é, com certeza, um quadro programaticamente alinhado com este programa neoliberal radical.

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sábado, 11 de junho de 2016

Um mês de Temer, amanhã. E tudo em compasso de espera, exceto a mesquinharia




Por Fernando Brito*
O “choque de credibilidade” que o Governo Temer traria ao país, ao que parece, era só “cosquinha”.
Em um mês de usurpação, o que foi feito?
O “rombo” nas contas públicas, ao menos sob a ótica contábil, aumentou. Há um “exagero” quase que unanimemente reconhecido, alinhado à “máxima” de Henrique Meirelles de que deve-se prometer pouco para entregar mais.
Mas, de fato, com a onda de reajustes de diversas categorias – muitas delas as de mais elevados padrões salariais – é certo que os gastos públicos vão aumentar.
Os badalados cortes nos cargos comissionados têm efeito meramente pirotécnicos: não chegam a representar 0,1% da folha de pessoal.
Bolsa e dólar andaram “de lado” e a saída financeira de capital cresceu muito, chegando a US$ 11,43 bilhões  no final do mês.
A inflação subiu e, francamente, alguém andou fumando algo estragado se enxerga alguma possibilidade de queda brusca nas suas taxas. O IGP-M, que de certa forma a antecipa por dar peso maior aos preços por atacado, teve a maior valor – 1,12% – para o mês de junho, na sua primeira prévia, da última década.
E, francamente, dizer que os números podem ficar “no azul” no último trimestre é uma mistificação, porque significa compará-los  com os do desastre dos meses finais de 2015.
Também não ajudam as apreensões internacionais: queda recorde nas reservas cambiais da China, ameaça de saída do Reino Unido da Zona do Euro (o chamado Brexit) e os sinais de que, depois de meses de “ensaios”, o Federal Reserve americano pode mesmo subir seus juros.
Menos ainda as críticas e o noticiário sobre golpe e corrupção no novo Governo coopera para fechar os 70 ou 80 bilhões de dólares vindos do exterior que o Brasil precisa para fechar suas contas. O primeiro leilão de concessões,  de portos, não teve interessados.
Um mês passado significa também, no mínimo, mais três ou quatro antes que se possa consumar o afastamento de Dilma, o que permitiria a adoção dos “pacotes de maldades” que ainda fazem o governo “bater cabeça” internamente. Porque é cada vez mais pressionado a fazê-lo logo, já e não é por outro motivo que os grandes jornais espalham editoriais exigindo a eliminação do “fator Cunha”.
Então além das declarações de otimismo e confiança, as medidas que este governo tomou para a “salvação nacional”, pode-se  dizer,  foram compostas principalmente  as de cortar as viagens, a comida e agora até a hospedagem de Dilma Rousseff.
Ah, bom, agora sim a economia brasileira vai se recuperar!
*Via Blog Tijolaço

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Mobilizações tomam conta do país durante a semana; dia 10 tem greve geral e ato nacional


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Movimentos acreditam que o crescimento das manifestações é o único caminho para derrotar o golpe
São Paulo – RBA- Os movimentos populares, a Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo e partidos progressistas realizam, durante toda esta semana, manifestações contra o governo provisório de Michel Temer. As manifestações culminarão, na sexta-feira (10), com uma greve geral convocada pela CUT e pelo PT. No mesmo dia será realizado um ato unificado nacional, liderado pelas duas frentes, contra o afastamento da presidenta Dilma Rousseff.

O PT orienta os militantes, principalmente os que atuam diretamente no movimento sindical, “a ajudarem na preparação para uma greve geral contra o golpe, pelo 'fora, Temer' e por nenhum direito a menos”, segundo texto publicado pelo presidente nacional do partido, Rui Falcão, no site da legenda.

“Com menos de um mês da aplicação do golpe, a conta já chegou aos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. O presidente ilegítimo e golpista, Michel Temer, não esconde o que estava por trás do afastamento ilegal da presidenta Dilma Rousseff: reforma da Previdência, com arrocho nos direitos dos trabalhadores, desvinculação do orçamento da educação e saúde, suspensão de programas sociais como Minha Casa, Minha Vida, Fies, ProUni e Pronatec, criminalização e perseguição dos movimentos sociais”, diz a convocatória do ato.
No Rio de Janeiro, o Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas faz na tarde-noite de hoje (6) o lançamento da campanha "Se é público é para todos", com a participação de intelectuais, sindicalistas e políticos. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é esperado no evento. Desde as 18h30, é realizado o segundo ato "Volta, Dilma", na Praça dos Três Poderes, em Brasília, organizado pelo Núcleo em Defesa da Democracia.
Os movimentos acreditam que o crescimento das manifestações é o único caminho  para derrotar o golpe. “Mesmo pessoas que já foram à rua contra Dilma não foram pedindo o Temer. E com o ataque brutal que esse governo interino e ilegítimo começa a praticar contra os direitos sociais, isso seguramente vai aumentar as mobilizações”, disse o coordenador da Frente Povo Sem Medo, Guilherme Boulos, na semana passada. “O terreno é mais fértil do que nós, da Frente Brasil Popular, supúnhamos. O governo interino, com sua inabilidade, está ajudando muito”, afirmou o ex-presidente do PSB Roberto Amaral, no mesmo dia (leia aqui).
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quinta-feira, 26 de maio de 2016

S.O.S.




Temer e Collor - tudo a ver

'Temer faz lembrar Collor pela violência do pacote econômico'

por Janio de Freitas, na Folha de S. Paulo*
Um país com suas continhas orçamentárias bem ajustadas, dívida em extinção –e, pior do que estagnado, de volta aos níveis imorais de miséria, pobreza, desordem, ensino em retrocesso constante, saúde pública em coma terminal, indústria nacional desmantelada, desemprego e violência urbana. É o que se pode vislumbrar para os anos vindouros, se efetivadas as medidas que Henrique Meirelles e Michel Temer apresentaram –com o devido cuidado da imprensa para maquiar umas e encobrir outras– como pacote primordial da aventura que iniciam.
A medida central, que consiste em estabelecer um teto permanente para os gastos do governo, só aumentado na proporção da inflação anual anterior, traz para o país uma perspectiva fácil de se presumir.
Mesmo Dilma Rousseff reconhece, entrevistada para a revista “Carta Capital”, o desastre econômico que foi 2015. Tudo no Brasil se deteriorou com intensidade assombrosa. A desgraceira que cresce, a ponto de atingir o olimpo das empresas financeiras, é apenas a continuidade de 2015 (por favor, nada de dizer “o ano que não acabou”). Os serviços públicos estão em pandarecos, os investimentos desabaram, as universidades desmilinguem, tudo é assim. Apesar disso, o gasto contabilizado do governo no ano passado foi de R$ 1,16 trilhão. (...)
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sábado, 21 de maio de 2016

'A pena de 23 anos para Dirceu é o triunfo da perversão de justiça feita por Moro'




Por Paulo Nogueira*
Não era contra a corrupção. Era contra o PT.
Essa é uma das conclusões essenciais da campanha movida pela plutocracia em nome da “moralidade” da qual resultou o golpe.
Dirceu, condenado hoje por Moro a 23 anos de prisão, foi uma das vítimas dessa perversão de justiça.
Três líderes petistas tinham que ser destruídos para o golpe plutocrático funcionar. Lula, Dilma e ele, Dirceu.
O primeiro da fila foi Dirceu. A imprensa, sobretudo a Veja, abandonou qualquer  fundamento jornalístico para assassinar sua reputação e colocá-lo na prisão.
Transformaram-no no que ele definitivamente não é: um monstro. Esquarteje-se esse monstro.
Na perseguição, a Justiça foi cúmplice da mídia. Primeiro foi Joaquim Barbosa, durante o Mensalão. Barbosa sabia que quanto mais espezinhasse Dirceu mais seria louvado pela imprensa.
Depois, Moro com a Lava Jato completaria o serviço sujo. A condenação absurda de Dirceu a 23 anos é o fecho da obra de Moro contra um dos grandes arquitetos do PT. (...)
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