quarta-feira, 5 de março de 2008
Uribe é o novo ídolo da ultra-direita
A verdade é que o presidente Álvaro Uribe é hoje um peixe fora d'água na América Latina e vem fazendo a Colômbia passar por um papel ridículo, de único país do continente que continua subserviente aos Estados Unidos. Está na hora do povo colombiano dar também ele o seu grito de basta e mandar Uribe para casa – ele certamente voltaria para Boston ou qualquer outro lugar aprazível do país que afinal lhe paga as contas. Demora um pouco, as eleições são apenas em 2010, como as brasileiras, mas no fundo esta é a única maneira do conflito entre Equador, Venezuela e Colômbia ser solucionado a contento e de forma definitiva. Até lá, o ambiente certamente ficará bem tenso, especialmente dentro da Colômbia.
Texto do Blog Entrelinhas.
Arábia Saudita condena à morte mulher acusada de bruxaria
A organização afirma que os juízes que a julgaram não lhe deram a possibilidade de provar sua inocência contra acusações absurdas. A HRW afirma que ela foi golpeada e obrigada a firma com seus digitais uma confissão que não pode ler e da qual se retratou.
Fawza foi presa em maio de 2005 e condenada à morte em abril de 2006, por "suposto crime de bruxaria, recurso ao demônio e sacrifício" de animais, segundo informou a Human Rights Watch. Em 2 de novembro de 2007 um farmacêutico egípcio, Mustafa Ibrahim, que trabalhava na Arábia Saudita, foi decapitado após ser considerado culpado de práticas de bruxaria.
Visto na Periferia do Império.
Crise e o fantasma norte-americano
Crise e o fantasma norte-americano
Antonio Morales Riveira
Bogotá, Colômbia
Se nas duas últimas semanas as notícias relacionadas com o conflito colombiano apareciam diariamente a cada tiro disparado, neste fim de semana elas vieram em rajada, como a própria guerra, para causar a mais grave crise internacional das últimas décadas na América Latina e a mais difícil para a Colômbia desde 1936, durante a guerra amazônica contra o Peru.
Morte do comandante Raúl Reyes das Farc num ataque da Força Aérea Colombiana em território equatoriano, protesto equatoriano, pedido de desculpas do chanceler colombiano, fechamento de embaixadas em Bogotá por parte da Venezuela e Equador, envio de tropas às fronteiras colombianas ordenado por Hugo Chávez e Rafael Correa, recusa da Colômbia em enviar suas tropas às fronteiras, acusações colombianas de conivência do governo equatoriano com as Farc e financiamento da Venezuela à guerrilha, declarações de alguns países da América Latina e Europa condenando a violação da soberania equatoriana por parte da Colômbia, sinais de que a Colômbia quer transformar-se na Israel da América do Sul, declarações de outros Estados pedindo sensatez, intervenção iminente da OEA (Organização dos Estados Americanos) e das Nações Unidas...
No meio do vendaval de notícias cada vez mais graves e desestabilizadoras, e exemplos de uma polarização e, sobretudo, de uma internacionalização do conflito armado colombiano, tratar de observar e analisar objetivamente este imbróglio configura-se uma tarefa árdua. Vamos por partes...
Colombia-Equador:
A morte em território equatoriano de Raúl Reyes foi o detonador de uma crise que já dura meses com diversos protestos equatorianos por intervenções colombianas e exigências colombianas de que o Equador entenda em sua fronteira a necessidade da guerra contra as Farc. Era evidente que várias frentes das Farc tinham acampamentos de refúgio do lado equatoriano, e que operavam na Colômbia a partir daí. O fato de haver detectado a presencia de Reyes num desses acampamentos implicou a decisão colombiana de atacar território estrangeiro.
O governo de Bogotá havia pensado nas prováveis reações do esquerdista Correa, aproveitando a fragilidade do governo equatoriano em relação à Colômbia e, sobretudo, aos Estados Unidos, o sócio bélico de Álvaro Uribe. Bogotá considerou que mais uma vez poderia amenizar a situação com o pedido de desculpas e preconizando o combate ao terrorismo. Mas não contava com a intervenção e a influência de Hugo Chávez.
Quando o exército equatoriano se deu conta das dimensões do ataque, Correa lançou sua nota de protesto. Mas Correa também não contava com o recolhimento do computador de Raúl Reyes junto com o cadáver do líder guerrilheiro, onde a polícia colombiana encontrou informações que comprovam provas de cumplicidade do governo equatoriano com as Farc e dão conta de reuniões entre o Ministro de Segurança, Gustavo Larrea, com o próprio Reyes. Ante o fechamento da embaixada em Bogotá, o governo colombiano respondeu com essa denúncia, a qual a Colômbia promete levar a tribunais internacionais como prova do apoio equatoriano ao grupo terrorista.
Da mesma forma, o Equador anunciou que formalizará queixas internacionais devido à invasão de tropas colombianas e à violação a sua soberania. Sem dúvida, a situação é complexa, mas o problema com o Equador necessariamente deveria ser resolvido mediante a ponderada intervenção e conciliação da comunidade latino-americana. Contudo, Correa optou por pela ruidosa ruptura de relações diplomáticas com a Colômbia. Presumia-se que a Colômbia não atacaria mais no Equador e que Quito se comprometeria pelo menos a não ver com bons olhos as Farc, um acordo em papel que de qualquer forma, e dada a fragilidade da fronteira ocupada em boa parte pelas Farc, poderia ser rasgada após outro incidente. Mas não, as coisas se precipitaram. O governo Correa pode ficar mal visto em seu próprio país, onde a oposição está atenta a seus equívocos.
Colombia-Venezuela:
Este sim é um verdadeiro problema de extrema complexidade binacional geopolítica e internacional, e que não parece ter solução no curto prazo, diferente do incidente com o Equador, apesar do recente agravamento do caso. Do ponto de vista prático, não houve nenhum incidente territorial entre Colômbia e Venezuela, mas ainda assim os confrontos entre Uribe e Chávez, e a investida de domingo do presidente venezuelano contra Uribe e suas decisões belicistas, tornaram o assunto muito mais delicado. Após o ataque ao Equador, Chávez saiu abertamente em defesa de Correa, o convenceu a retirar seu embaixador de Bogotá, fechou sua própria embaixada e mobilizou tropas na fronteira. Ainda mais grave para o governo colombiano, Correa expressou pesar pela morte de Reyes e, dessa forma, seu apoio implícito às Farc. Esse será, sem dúvida, o campo de batalha de Uribe, que defenderá a legitimidade de seus ataques irregulares junto à comunidade internacional: dois estados que apóiam o terrorismo não podem ter razão.
No âmbito puramente militar, após a decisão de Chávez em mover seus tanques até a fronteira colombiana, não parece haver perigo iminente de incidentes ou confrontos. Nem Chávez quer nem o exército colombiano está na fronteira, e nem será deslocado até lá, já que está mais ocupado combatendo as Farc nas montanhas, nas selvas, nos vales e nas cidades. Mas ainda que Chávez mostre os dentes e Uribe também, é o elemento Farc, como em todo o assunto, o que pode tornar as decisões e causar problemas. Não é difícil que em uma fronteira comum de 1.600 km haver confrontos e fugas em direção à Venezuela (onde supõe-se que as Farc também tenham acampamentos). Tampouco é difícil que as não raras vezes em que as tropas colombianas passem para a Venezuela perseguindo a tiros guerrilheiros das Farc, como já ocorreu.
Nesse cenário, um incidente seria possível sim e suas conseqüências imensuráveis para os dois países. Por outro lado, se especula na Colômbia a possibilidade de que o líder máximo dos guerrilheiros, Manuel Marulanda, esteja na Venezuela, próximo ao território colombiano, protegido, assim como acreditam que Reyes estava no Equador. Seria este o pano de fundo da postura de Chávez? Ele estaria mandando um recado a Uribe: "nem pense em vir aqui em busca de Marulanda pois isso equivale a guerra"?
A saber que a Colômbia, apesar de ter um experiente exército de 300 mil soldados frente aos 50 mil da Venezuela, não possui um só tanque de guerra frente a 300 venezuelanos, tem quatro velhas corvetas frente a uma renovada frota venezuelana, lhe restam uma dezena de velhos aviões supersônicos praticamente inoperáveis frente às esquadrilhas de Suhkoi venezuelanos. E apenas conta com uma superioridade em matéria de helicópteros. Além disso, cem por cento das tropas está comprometida com o conflito interno.
Chávez sabe e as Farc quiseram desviar para outros cenários o exército colombiano para se livrarem da pessão que sofrem. Mas a Colômbia contaria com o apoio quase imediato dos Estados Unidos. É evidente que as decisões de Uribe naturalmente passem por Washington. De tal maneira e sabendo que o gringo sempre esteve aí, é melhor para todos que os insultos e provocações de lado a lado cessem e sigamos nossa paz armada entre irmãos que se mostram os dentes.
Além disso, a Colômbia vende anualmente à Venezeual 6 bilhões de dólares em mercadorias e a Venezuela vive com boa parte dos produtos da agricultura colombiana. Se a economia ainda rege a história comum, é bem improvável que de um lado ou de outro se queiram meter em tão cara aventura. Virão depois as reuniões da OEA e até das Nações Unidas, seguramente um acordo com o Equador e a volta do embaixador. O problema com Chávez persistirá, os seqüestrados não voltarão a ser libertados unilateralmente, o Acordo Humanitário ficará para outros tempos e as relações entre os dois países, enquanto Uribe e Chávez estiverem no poder, sempre estarão por um fio.
Com a Venezuela, a internacionalização do conflito - com o papel sempre relevante dos Estados Unidos - passa pelo confronto Chávez-Bush, por causa do petróleo, do Irã...Por sorte hoje os gringos estão se dedicando à escolha de um novo presidente e Bush não quer meter demasiadamente o nariz neste assunto. Mas quando já tiverem escolhido seu novo governo, que medo!
Via Campesina ocupa fazenda de fábrica de celulose no Rio Grande do Sul
As manifestantes cortaram eucaliptos e plantaram espécies nativas em seu lugar na propriedade de 2.100 hectares, no município de Rosário do Sul, a aproximadamente 400 quilômetros de Porto Alegre.
Os integrantes da Via Campesina e do MST afirmaram que a Stora Enso mantém plantações ilegais na região.
A Constituição proíbe que empresas estrangeiras adquiram terras em uma faixa de 150 quilômetros da fronteira do Brasil com outros países, destacaram os manifestantes.
A Stora Enso comprou terras perto da fronteira com o Uruguai, onde a companhia também possui plantações e pretende formar uma base florestal de mais de 100 mil hectares e implantar fábricas na região, argumentaram.
Texto completo da Agência EFE, no UOL.
Polícia Federal apreende material radioativo no Amapá
Cerca de 600 quilos de torianita (minério considerado radioativo) foram apreendidos pela Polícia Federal no Amapá em operação às margens do rio Araguari, na Serra do Navio. Membros da Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear) devem ser enviados ao Estado para analisar o material. Dependendo da composição, a torianita pode ser prejudicial à saúde. Uma pessoa foi presa. Ela guardava parte do material na própria casa. A Polícia Federal diz que o objetivo dessa pessoa era vender o minério por cerca de US$
Da Videversus. Comentário deste editor: estranho, muito estranho.
terça-feira, 4 de março de 2008
"BRASIL JÁ VAI À GUERRA/COMPROU PORTA-AVIÕES...”
A agência venezuelana de notícias ouviu hoje por telefone o jornalista colombiano Jorge Enrique Botero sobre o assassinato de Raúl Reyes e o clima de euforia que tomou conta do governo do narcotraficante Álvaro Uribe.
Entre outras coisas Botero afirma o seguinte: “El periodista colombiano y autor del libro Noticias de la guerra, Jorge Enrique Botero, dijo esta tarde vía telefónica desde el país vecino durante el programa Dando y dando de Venezolana de Televisión (VTV), que muchos describen el asesinato del comandante de las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (Farc), Raúl Reyes, junto a otros 16 miembros de las Farc, ocurrido en la madrugada de este sábado por un bombardeo en territorio ecuatoriano, como el comienzo del fin de las Farc”
Botero faz alusão a declarações de Raúl Reyes que assinalou numa entrevista que deu a diversos jornalistas sobre a obsessão do governo da Colômbia em prender ou eliminar alguém do alto comando das FARCs para exibir como troféu e justificar os gastos com a guerra, que são o dobro do que se gasta com saúde e educação. Por ironia foi ele o “troféu”.
Seria preciso exibir um cadáver de uma alta figura do Secretariado (alto comando das FARCs) para vender a idéia que a guerrilha está próxima do fim, no exato momento que governos de vários países do mundo pressionam por negociações de paz.
Não é bem assim segundo Botero.
"Así que esa especie de celebración, alrededor de que se trate del golpe definitivo a las Farc, me parece que no es más que fruto de esta especie de ebriedad colectiva que se ha apoderado de algunos sectores de la sociedad, y pienso que aparte del golpe desde el punto de vista moral y militar que significa la pérdida de Reyes, la estructura de las Farc continuará. Ellos tienen solidez y un cuadro bastante grande ya formado. Siento que no sólo seguirán adelante, sino que no pienso que vaya a tener repercusiones sobre la búsqueda de un acuerdo de liberación de las personas que están en poder de ellos" manifestó el periodista colombiano.
A internacionalização da guerra é outro aspecto abordado por Botero em sua entrevista e explica o histerismo da GLOBO e dos principais meios de comunicação brasileiro em acirrar os ânimos e criar também a impressão que o País está debaixo de ameaças terroristas.
Sobre una posible internacionalización del conflicto colombiano con Ecuador, Brasil y Venezuela; además de Estados Unidos e Israel, Botero dijo que el hecho de que haya ocurrido en territorio ecuatoriano y que el gobierno colombiano haya luego trasladado los cadáveres para evitar que la guerrilla se los llevara, "constituye ni más ni menos que la entrada con todo del gobierno colombiano a la internacionalización de la guerra". "Sin lugar a dudas estamos frente al reconocimiento por parte del gobierno colombiano de la violación de la soberanía ecuatoriana, no simplemente de un sobrevuelo, un episodio transitorio, sino una acción de magnitud desde el punto de vista militar y creo que estamos a las puertas de la ampliación del problema a nivel internacional, porque las Farc han sido notificadas de que el territorio ecuatoriano también se presta para acciones en su contra", enfatizo”.
O ponto mais importante abordado por Botero vai além da internacionalização do conflito (ação das forças terroristas do governo Uribe no território equatoriano), forçada e deliberada, diz respeito a escolha de Raúl Reyes como o homem a ser assassinado e exibido como troféu. Era o principal negociador da guerrilha para a libertação de prisioneiros de guerra em poder das FARCs e esse tipo de ação, paz, não interessa a Uribe, pois contraria o narcotráfico e os Estados Unidos.
“En cuanto a la razón de haber "eliminado" precisamente al comandante Raúl Reyes, el periodista colombiano afirmó que no es para nada gratuito. "Él era el vocero en el tema del acuerdo humanitario, era la persona que tenía que atender y mantener el contacto con diferentes delegaciones internacionales que estaban colaborando en este empeño. Se reunió varias veces con delegados del gobierno francés, suizo, español... recibió a la senadora Piedad Córdova, era el hombre que daba las entrevistas a los medios internacionales, atendía a todo tipo de delegaciones. Era el personaje más expuesto, más vulnerable que tenía el Secretariado en acción". Asimismo opinó que Raúl Reyes fue seleccionado precisamente como blanco de este ataque "para golpear los esfuerzos hacia un acuerdo humanitario. Y ese es una prueba más de ese espíritu guerrerista al que se refería Víctor Hugo, del que está posesionada la cúpula del poder en Colombia".
Um eventual acordo que liberte a ex-senadora Ingrid Betancourt recoloca em cena política na Colômbia uma adversária de peso para Uribe que tenta justificar com a guerra um terceiro mandato. Tem o apoio dos EUA para isso. Para Uribe e os EUA a morte de Betancourt num acampamento das FARCs serviria para exibirem outro troféu e justificarem o avanço da violência. O caminho escolhido pelos EUA e pelo narcotráfico para derrubar Chávez é esse.
A GLOBO aqui só reproduz isso que Botero chama de :
“Sectores conservadores envalentonados con el "trofeo" que imagina empezarán a exhibir desde esta misma noche, dado que los cadáveres están en camino de ser trasladados a Bogotá”.
Botero vai além quando afirma que toda a ação foi planejada com consciência de violação do direito internacional e das intenções de manter o clima de guerra do governo Uribe.
“En cuanto al tema de la negociación, Botero opinó que mientras esté en el poder el Álvaro Uribe y las personas que lo circundan en el poder, las posibilidades de una negociación, de una búsqueda de salida política al conflicto, van a hacerse cada vez más difíciles”.
"Yo creo que la opción 'guerra' está en el primer punto del diccionario Uribista, y lo comprueba el hecho de que se esté invirtiendo el 6.5 % del PIB (Producto Interno Bruto) de Colombia en la guerra, eso duplica los presupuestos de educación y salud".
E o que a mídia colombiana que afirma “atada” ao governo do narcotráfico e ao exército, faz, tal e qual GLOBO e a chamada grande mídia por aqui. Criar o histerismo entre a população, o medo da guerra e assim justificar a barbárie e a violência.
“Se refirió también a los medios de comunicación de su país, que según indicó "tienen una atadura umbilical a todas las instancias de poder y digamos que el ejército, el gobierno, se la pasa apelando al recurso de filtrar cosas en aparente exclusiva y con eso lograr conseguir ese objetivo multiplicador".
É uma questão de acordar e ao invés de almoçar com o algoz, perceber que por trás de todas as luzes e sinucas plantadas pela violência, qualquer que seja a sua natureza e sua dimensão, há uma luta, não importa também a magnitude, em que a opção é simples. Ou aceitar a barbárie ou reagir a ela.
Imagino que, neste momento, entre histéricos e muito bem remunerados, os globais estejam sonhando com a velha canção crítica de Juca Chaves – “Brasil já vai a guerra/comprou porta-aviões/é meu diz a Marinha/é meu diz a Aeronáutica”. Hoje não há necessidade dessa disputa, já temos dois, o Minas Gerais e o São Paulo.
Ironias (mas importantes, sobre fatos reais) à parte são graves as conseqüências da ação dos narcotraficantes que governam a Colômbia e a irresponsabilidade do governo Bush .
Ingrid Betancourt, como qualquer pessoa em áreas de interesses dos “negócios” terroristas de Bush e Uribe é apenas um peão no jogo desses “negócios”. Um pretexto pois querem tudo menos vê-la livre e ainda mais por negociação direta do presidente Chávez. É a diferença entre terroristas e um governo democrático de fato.
A tentativa de arrastar o Brasil a um conflito em que Lula tem buscado ser mediador de um acordo de paz, feita pela GLOBO atendendo a interesses estrangeiros, é criminosa.
Não há dúvidas na maior parte do mundo sobre o caráter terrorista dos governos Bush e Uribe. Ou o de Israel.
Texto de Laerte Braga, no República Vermelha.
Equador rompe relações diplomáticas com a Colômbia
O Equador rompeu relações diplomáticas com a Colômbia nesta segunda-feira (3) após tropas colombianas matarem um líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia em território equatoriano, informou o Ministério das Relações Exteriores colombiano .
"O governo do Equador decidiu romper relações diplomáticas com o governo da Colômbia a partir desta data", disse uma carta enviada pelo Ministério das Relações Exteriores do Equador a Bogotá.
O texto completo no G1.
Ainda sobre o assunto no G1:
Colômbia faz acusações e agrava crise com Equador e Venezuela.
Colômbia pede desculpas ao Governo equatoriano por incursão de helicópteros.
Ou seja, o ataque do exército colombiano a membros das FARC dentro de território equatoriano eleva tensão com seus vizinhos, como há muito tempo não se via.
JUSTIÇA CONDENA JORNALISTA POR FALAR A VERDADE
JUSTIÇA CONDENA JORNALISTA POR FALAR A VERDADE
por Glória Reis
O jornal Recomeço impresso foi lançado em Leopoldina, MG, em junho de 2001, sendo o principal objetivo do jornal defender os que "tem sede de justiça".
De tamanho pequeno e feição gráfica modesta, a tiragem é de 200 jornais e a distribuição é feita apenas em alguns locais que tem ligação com a finalidade descrita.
Em 2006, o então juiz da Execução Penal da comarca moveu uma ação contra a editora do jornal, acusando-a de difamação, alegando ter sido ofendido por um editorial, no qual se fazia um apelo às autoridades e operadores do Direito no sentido de corrigir ou, pelo menos, amenizar as condições desumanas da cadeia local.
Os presos chegaram a ficar quase um ano, dentro das celas, sem sair nem para um banho de sol, o mínimo a que um organismo humano tem direito.
Nenhuma atividade, nenhum atendimento à saúde (grassam doenças de todo tipo: tuberculose, aids, escabiose, etc), nem mesmo distribuição de material de limpeza e higiene. Mantém-se uma média de mais de 100 presos confinados em cinco "jaulas", que não podemos nem chamar de cela. Uma verdadeira barbárie que por comparação faz a famosa Guantánamo parecer um hotel 5 estrelas.
Lembro aos leitores que nessas cadeias do interior estão presos provisórios, em sua maioria jovens negros e pobres que praticaram pequenos delitos como furtos, brigas, uso de drogas; não há nenhum criminoso cruel como esses descritos pela imprensa alarmista.
Lembro também que no país vigora a LEP, lei de Execução Penal, pela qual o condenado perde a liberdade, mas não os direitos da sua condição humana. E pela lei, de acordo com o art. 66, "compete ao juiz da execução inspecionar, mensalmente, os estabelecimentos penais, tomando providências para o adequado funcionamento e promovendo, quando for o caso, a apuração de responsabilidade".
Os juízes não admitem serem cobrados por suas obrigações, consideram-se deuses e em nenhum momento de lucidez se lembram de que são servidores públicos, pagos por nós, contribuintes brasileiros, para cumprirem com seus deveres, para fazer justiça e deveriam ser os primeiros a dar o exemplo de respeito à lei.
Eu ousei cobrar isso de um juiz. Ele me processou. Fui condenada pela sua colega, outra juíza, para a qual só contou o corporativismo da classe, chegando a dizer na última audiência que nem lera o processo, mas que eu já estava condenada.
O Brasil é um dos países com maior número de jornalistas denunciados e condenados, e essa excrecência vem se mantendo porque não reagimos e não protestamos em nome das vítimas.
Sofri o processo e esta condenação injusta e humilhante porque não aceitei uma transação penal, na qual estava implícito concordar que denunciar autoridade é crime. Não sou mais primária, sou uma sentenciada. Pelo "crime" de fazer uma denúncia. Isso é tudo que nossas autoridades querem: cidadãos calados e acovardados. Assim podem continuar na cômoda posição de não darem satisfação dos seus atos ao povo brasileiro, capacho da empáfia e dos prívilégios dessa classe dominante que tanto mal faz ao nosso país.
Detalhes aqui:
http://jornalrecomeco.blogspot.com/
Texto do Vi o Mundo.
Berlim homenageia os 100 anos de Olga Benario Prestes
Olga Benario Prestes estaria completando 100 anos na terça-feira (12/02). Como ponto alto das homenagens que presta ao seu centenário, a Galeria Olga Benario de Berlim inaugura "pedra de tropeço" em frente ao último endereço que a revolucionária ocupou na capital alemã.
A "pedra de tropeço" em homenagem à Olga Benario, instalada na calçada da Innstrasse 24, no bairro berlinense de Neukölln, será inaugurada por sua filha, a professora Anita Prestes, que nasceu em Berlim quando sua mãe estava na prisão feminina de Barnimstrasse." Leia mais na Deutsche Welle.
Texto da Periferia do Império.
A PEDAGOGIA NA BLOGOSFERA: INVERTENDO A LÓGICA DA MIDIATIZAÇÃO DENTRO DA PRÓPRIA MIDIATIZAÇÃO
Já comentei que a discussão política, social, esportiva, religiosa, científica, etc. das classes média e alta se dá 80% a partir dos temas editados e emitidos através da ágora midiática, pois o fluxo de idéias, capital, mercadoria, o medo da violência e a mobilidade incessante das n atividades de cada indivíduo esvaziaram grande parte das discussões no espaço público presencial da praça, da avenida, da calçada, do parque. Dessa forma, torna-se impossível evitar conhecer as agendas e as pautas das oligarquias.
A reverberação e a repercussão das mensagens noticiosas, ficcionais e publicitárias são articuladas por todos os veículos de todas as corporações midiáticas auxiliadas por práticas mercadológicas vindas de uma outra articulação ampla de saberes (Administração, Marketing e Economia) que se junta à mídia constituindo uma experiência ubíqüa: merchandising, marketing viral, marketing de guerrilha, jabá, mercado financeiro, lobby, matérias pagas, etc.
Um parêntese: a publicidade torna pública a existência de um produto ou serviço. É uma ferramenta para impulsionar as vendas. Propaganda é a emissão de mensagens políticas e ideológicas, que visam convencer, conquistar e cativar adesões a idéias, causas, demandas e ideologias de qualquer sorte. Marketing é um composto de ações de mercado que, embora trabalhe em conjunto com a comunicação jornalística e publicitária como ferramentas, utiliza técnicas de minimização de custos e de maximização dos lucros também em articulação com saberes de Administração de Empresas, Administração Pública, Ciências Econômicas, Ciências Jurídicas e Sociais, Ciências Políticas, Urbanismo, Engenharia, Antropologia e Psicologia Social, dentre outros. Suas ações e estratégias envolvem logística, capitalismo global, serviços e um amplo conhecimento do ambiente de negócios.
Leia o texto completo no Palanque do Blackão.
Posto Telefônico VoIP chega a POA
A instalação do posto VoIP foi iniciativa da empresa ARC Tecnologia e Serviços, que já contava com um POP da Tellfree na cidade. “Escolhemos a operadora devido à infra-estrutura que ela oferece. Apostamos na qualidade do serviço, no suporte técnico e no seu sistema de gestão, com tarifas bem mais em conta”, explica José Carlos Gomes, diretor comercial do Posto.
Equipado com oito cabines telefônicas, as chamadas interurbanas para telefones fixos custam R$ 0,50, o minuto e as ligações internacionais, R$ 0,80. O serviço está em funcionamento na Rua Voluntários da Pátria, 650, de segunda a sábado, das 9h às 19h.
Do Baguete Diário. Ou seja, é a telefonia sobre IP ("Internet Protocol") substituindo a telefonia convencional.
No DMLU de Porto Alegre, “prêmio” de seguro por invalidez é o desprezo
Eduardo Vani Dusso, funcionário do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) da Prefeitura de Porto Alegre, foi aposentado por invalidez. Agora ele está pedindo socorro. Ocorre que o DMLU e a prefeitura da capital gaúcha fizeram um seguro de vida para os seus funcionários por meio de uma licitação. Ganhou a Bradesco Seguros. Todos os meses, parte do compromisso financeiro com a Bradesco Seguros é pago pela Prefeitura de Porto Alegre e a outra parte é descontada em folha dos servidores municipais. Para vencer a licitação pública para a prestação de serviço como seguradora, as empresas privadas competem basicamente com o valor que será descontado mensalmente na folha de pagamento e os “prêmios” concedidos por acidente no trabalho, morte, invalidez. Eduardo Vani Dusso foi aposentado por invalidez permanente em conseqüência de um AVC isquêmico e um câncer. O prazo da aposentadoria de Dusso começou a contar a partir de 13 de junho de
segunda-feira, 3 de março de 2008
O Santo Ofício da TV Globo
O "Tribunal do Santo Ofício" global revela-se por completo em uma entrevista. Insatisfeito com uma resposta, o repórter pergunta: "Esse é um compromisso que o senhor assume perante o público do Jornal da Globo?". Eis um belo momento de auto-representação da mídia. Cabe a ela, e somente a ela, o papel da justiça. A análise é de Gilson Caroni Filho.
Gilson Caroni Filho
Se o objetivo de uma entrevista é assegurar o direito do público em ser informado, fica difícil definir qual a natureza do exercício praticado pelo repórter Heraldo Pereira ao entrevistar o deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), indicado pela liderança do partido para relatar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos cartões corporativos.
O que assistimos no Jornal da Globo (28/02/2008) guarda alguma semelhança com prática jornalística ou obedece a construções simbólicas que têm por objetivo caracterizar parlamentares governistas, em especial os do Partido dos Trabalhadores, como delinqüentes contumazes? Pessoas sob permanente suspeita, que devem ser inquiridas com técnicas policiais de interrogatório.
O que procurava Heraldo Pereira? Um contato informal, sem pré-julgamentos, visando à obtenção de informações relevantes ou estabelecer ligações com o “suspeito", valendo-se de uma conversa aparentemente descontraída, que não oculta uma atmosfera carregada de intimidação?
A trama começa com William Waack, no estúdio, perguntando ao repórter qual teria sido o cálculo político que levou o governo a aceitar que a presidência da Comissão fosse ocupada por um parlamentar do PSDB. Pereira, em Brasília, desfia uma série de motivos mostrando um “governo acuado”, sem alternativas e em seguida é apresentada a entrevista com o deputado petista.
O tom jocoso reforça a suspeição prévia. O que se pretende é consolidar a premissa da cobertura. Há um parlamentar que, pela própria filiação partidária, não inspira confiança. A postura é inquisitorial como veremos a seguir
A primeira pergunta não deixa dúvidas quanto a motivações “Acordo do PT e PSDB. Vai ter acordo na CPI também"? Estamos diante de um questionamento jornalístico ou de uma provocação política? A desqualificação prévia do entrevistado revela argúcia do entrevistador? Cremos que uma afirmação de Nílson Lage se encaixa como luva nesse caso:
"O comportamento de alguns repórteres de vídeo deixa dúvidas sobre quem deve ser a "estrela" da entrevista. Todos sabem que a "estrela" deve ser sempre o entrevistado, "por mais conhecido e vaidoso que seja o repórter".
As demais seguirão a mesma toada: "A investigação vai ser mesmo pra valer ou muita coisa vai ser colocada debaixo do pano por causa do acordo político?" Notemos que o entrevistado já havia declarado inexistir qualquer tipo de acordo. Trata-se, portanto, de deixar evidente que o suspeito tem motivos para cometer o crime.
Quando Luiz Sérgio afirma que "não está na CPI para ser advogado de ninguém", Heraldo indaga: "nem do governo?". Estamos diante de um profissional que não quer respostas e muito menos aceita objeções. O fundamental é extrair do entrevistado algo que pareça confissão de culpa. O repórter vive seu momento de inquisidor e se diverte com o papel.
O “Tribunal do Santo Ofício" global se revelará por completo nas duas últimas interpelações feitas ao deputado.
“O senhor vai proteger alguém como relator?" Diante da negativa, Heraldo Pereira arremata: "Esse é um compromisso que o senhor assume perante o público do Jornal da Globo?". Eis um belo momento de auto-representação da mídia. Cabe a ela, e somente a ela, o papel de justiça em última instância. Esqueçamos a supremacia do interesse coletivo sobre o privado. O que conta é elaborado nas grandes oficinas de consenso.
Nos processos da inquisição, a denúncia era prova de culpabilidade, cabendo ao acusado a prova de sua inocência. O "Directorium Inquisitorum"( Manual dos Inquisidores) definia normas processuais, termos e modelos de sentença a serem utilizados. Pelo que temos presenciado - e essa entrevista está longe de ser uma prática desviante- cabe às corporações midiáticas reescrever o direito canônico contemporâneo. Para tanto é preciso audiência e bastante fervor na fé mercantil.
Oremos por todos.
El País diz que a França vai transformar o Brasil em potência militar
O jornal afirma que o Brasil será o primeiro país da América do Sul a possuir uma frota de submarinos nucleares e que a França será "recompensada" com grandes contratos para sua indústria. “Lula tem claro uma coisa, com a transferência tecnológica proporcionada pela França, o Brasil poderá fabricar um submarino e aviões e helicópteros de combate.”
Segundo o El Pais, o acordo de transferência militar discutido entre os dois países “aumentará a posição do gigante sul-americano como potência militar regional” e que a capacidade de ação dos submarinos é impressionante, pois ele pode decidir um conflito sozinho.
Visto na Periferia do Império.
Economist: Brasil ajuda Egito a implantar Bolsa Família
"Mencione globalização e a maioria das pessoas pensa em bens atravessando o mundo do Leste para o Oeste e dólares sendo movidos na direção contrária. Mas a globalização também funciona com idéias. Considere o projeto de combate à pobreza Bolsa Família, do Brasil, o maior do gênero no mundo. Conhecido no jargão como programa de "transferência condicional de renda", foi criado a partir de um esquema similar no México. Depois de ser testado em grande escala em vários países latino-americanos, uma versão foi implementada recentemente em Nova York, numa tentativa de aumentar as oportunidades para crianças de famílias pobres. Autoridades brasileiras estavam esta semana no Cairo para ajudar os egípcios a montar um projeto similar. "Governos de todo o mundo estão de olho nesse programa", diz Kathy Lindert, do escritório do Banco Mundial em Brasília, que está começando a trabalhar num esquema parecido para a Europa Oriental.
Continue lendo no Vi o Mundo.
Papeleiras adquirem senador para mudar a lei
Leia o restante no Celeuma. Nota do editor: não estou certo se concordo com o que diz o pessoal do (da?) Celeuma, mas que o título foi muito criativo, isto foi!
apartheid soneto

poema visual de avelino de araújo
do poema/processo 1967
cheguei até lá por essa postagem do ulysses, na esquerda festiva
Via Implicante por Natureza.
PESSOAL DA ABRIL PROIBIDO DE VISITAR BLOG DO NASSIF
Vou copiar na íntegra a entrada do PEDRO DORIA. Por incrível que pareça, é a mais pura verdade…
“Luis Nassif e a Editora Abril
13/Fevereiro/2008 · 11:45
Quem tenta enviar um link para o blog de Luis Nassif utilizando email com o domínio abril.com.br não consegue.
O firewall interno da Editora Abril está bloqueando as mensagens com o link. Certo tipo de conteúdo eles não ajudam a divulgar.”
domingo, 2 de março de 2008
Sobe para cem o número de palestinos mortos em ofensiva israelense

Gaza, 2 mar (EFE).- Aumentou para cem o número de palestinos mortos nas incursões do Exército israelense na Faixa de Gaza e para mais de 300 as pessoas feridas, informou hoje o Ministério da Saúde da Autoridade Nacional Palestina (ANP).
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As últimas duas vítimas são dois palestinos que morreram hoje em um novo bombardeio israelense ao leste do campo de refugiados de Jabalya.
Entre os mortos estão pelo menos 15 crianças, e, segundo fontes não oficiais, o número de civis mortos pode chegar a 40.
Já na Cisjordânia, centenas de pessoas, jovens em sua maioria, saíram às ruas para protestar contra a ofensiva militar israelense.
Um adolescente de 14 anos foi morto na manhã de hoje por tiros de soldados israelenses em uma das manifestações realizadas na cidade de Hebron.
O Exército israelense informou que, em muitos lugares, os manifestantes atiraram pedras e coquetéis molotov contra as forças de segurança.