terça-feira, 11 de março de 2008

CPI do DETRAN


Bohn Gass pede saída do relator da CPI por suspeição

Um escândalo marcou a sessão desta segunda-feira (10) da CPI do Detran. Antes que os depoimentos começassem, o deputado Elvino Bohn Gass (PT) exibiu à Comissão um release que a assessoria de imprensa do relator da Comissão, deputado Adilson Troca (PSDB), estava distribuindo aos repórteres que cobriam a sessão. No documento, Troca afirma que "os depoimentos dos dois ex-presidentes do Detran, Mauri Cruz e Carlos Bertotto, trouxeram novos elementos para o trabalho da Comissão" e faz referências "às novas revelações" dos depoentes. O problema é que os depoimentos a que o relator se referia em seu release nem haviam começado. "O episódio é gravíssimo. O relator está sob suspeição. Em 10 anos de Assembléia e já tendo participado de várias CPIs, nunca vi nada igual", disse Bohn Gass que, minutos depois, juntamente com outros deputados, apresentou um requerimento que pede o afastamento de Troca da função de relator. O petista afirmou ainda que a atitude do relator desrespeitava os colegas de Comissão, o Poder Legislativo e o povo gaúcho. "O material da assessoria do deputado Troca revela que o relatório dele já está pronto e, lamentavelmente, tudo indica que vem a ser uma peça imprestável porque não leva em conta os depoimentos mas apenas a versão, a tese, a vilania que ele pretende impetrar contra os seus adversários políticos. Uma vergonha", desabafou Bohn Gass.Para o petista, ao distribuir o release, "o PSDB desmentiu a governadora Yeda que, dias atrás, acusava a oposição de politizar os trabalhos da Comissão. "Mas o que é isso aqui se não a politização da CPI?" perguntou Bohn Gass.Explicações, covardia e incoerênciaA exibição do release causou tamanho alvoroço na Comissão que o deputado Troca viu-se obrigado a tomar a palavra para tentar se explicar. Primeiro, sugeriu que o documento fora elaborado por alguém que tencionava prejudicá-lo. Bohn Gass então invocou o testemunho dos repórteres que estavam presentes na CPI e que, minutos antes, haviam recebido o release das mãos da assessoria tucana. O relator então tentou uma segunda explicação, a de que não havia autorizado a distribuição do material. "O que temos então? Duas explicações que fazem o menor sentido, um ato covarde de jogar a culpa na assessoria e uma evidente incoerência do deputado Troca que, pego na mentira, meteu os pés pelas mãos na tentativa desesperada de se justificar. Infelizmente, ele não tem mais a menor condição de continuar na função", concluiu Bohn Gass.Veja o release do deputado troca aqui.

(Por João Manoel Oliveira, do site PT Sul)

Guerras de Bush ajudaram ascensão regional do Irã

Cinco anos depois, o Irã pode agradecer os Estados Unidos por derrotarem inimigos regionais de Teerã e involuntariamente ajudar a transformar a República Islâmica numa potência regional.

Primeiro os militares dos EUA derrubaram, no final de 2001, o regime islâmico afegão do Taliban, que também era inimigo do regime xiita de Teerã. Depois, em 2003, a invasão do Iraque pôs fim ao longo governo de Saddam Hussein, arquiinimigo dos iranianos.

"A remoção desses dois regimes sem que fossem sucedidos por Estados poderosos beneficiou enormemente o Irã e abriu a cotoveladas espaço para o Irã espalhar sua influência", disse Vali Nasr, pesquisador-sênior do Conselho de Relações Exteriores, de Washington.

Mas o Irã não pode descartar totalmente uma ação militar norte-americana para destruir suas instalações nucleares, e a economia do país, muito dependente do petróleo, pode se mostrar vulnerável dentro de alguns anos, embora atualmente vá de vento em popa.

Com o colapso do Exército iraquiano, em 2003, o Irã ficou sem um rival militar regional à altura, o que enfraquece o mundo árabe (ao qual Teerã não pertence) e seus governos, majoritariamente sunitas.

A bonança do preço do petróleo também alimenta a sensação de poderio da República Islâmica, e o presidente Mahmoud Ahmadinejad continua desafiando o Ocidente com seu programa nuclear, apesar das sanções impostas pela Organização das Nações Unidas (ONU).

"A cada 24 horas estamos ganhando 270 milhões em moedas fortes, uma quantia mágica", disse o economista iraniano Saeed Leylaz. "O Irã pode transferir os seus petrodólares para comprar lealdades internamente e parcerias estratégicas externamente."

Nos últimos cinco anos, o Irã se tornou um ator político importante no Iraque, nutrindo laços com xiitas e outras facções. O país também ampliou sua influência em outros pontos do mundo árabe, por meio de alianças com a Síria, com o Hezbollah libanês e com o Hamas palestino.

Aliados árabes dos EUA, como Arábia Saudita, Egito e Jordânia, estão alarmados com a ascensão do Irã, mas, depois do caótico resultado do Iraque, temem que uma eventual ação militar norte-americana contra Teerã provoque mais instabilidade.

Psicologicamente, o Irã parece em vantagem. "Não importa quais coisas politicamente corretas digamos, o mundo árabe demonstrou muito medo, receio e ansiedade com o Irã, enquanto para o Irã a recíproca não é a mesma", disse Nasr.

A possibilidade de ataques norte-americanos ao Irã diminuiu sensivelmente quando uma Estimativa Nacional de Inteligência dos EUA, divulgada em dezembro, admitia surpreendentemente que Teerã abandonou a busca por armas nucleares desde 2003 e provavelmente não a retomou desde então.

Reuters

Estão rindo de mim

O Subcomandante geral da Brigada militar do Rio Grande do Sul declara amor eterno a fazenda ilegal de eucaliptos da Sueco finlandesa Stora Enso. Agora a pouco no local em que mulheres e crianças da via campesina foram feridas pela BM na desocupação da fazenda, o coronel pago com o dinheiro de todos os gaúchos participou do abraço simbólico na fazenda juntamente com outras “autoridades” e mulheres da alta sociedade da Farsul. Leiam abaixo a matéria da ZH. Sinceramente não estou acreditando nisso, parece piada, brincadeira de mau gosto ou estão rindo mesmo da nossa cara.



Confira o texto completo no Blog do Gilmar da Rosa.

JORNALISTAS DENUNCIAM REPRESSÃO DA BRIGADA

Manifestante ferida pela polícia em Rosário do Sul durante ação de desocupação da fazenda Tarumã.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul divulgou nota oficial denunciando o cerceamento ao direito de informação por parte da Brigada Militar, por ocasião dos episódios envolvendo a ação da Via Campesina em uma fazenda da Stora Enso, em Rosário do Sul. A nota afirma:


"Na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul denuncia o impedimento, por parte da Brigada Militar, do exercício profissional de jornalistas na cobertura da ocupação, pelas mulheres da Via Campesina, da Fazenda Tarumã, em Rosário do Sul. Repórteres fotográficos e cinematográficos foram impedidos de registrar a agressão sofrida por mulheres e crianças que estavam na manifestação, inclusive tendo equipamentos profissionais apreendidos. Outra jornalista foi retirada do local pelos policiais (ver fotos abaixo).



Vivemos em uma sociedade democrática de direito e não vamos aceitar as velhas práticas do período da ditadura militar. O Código de ética dos Jornalistas, em seu artigo 2o., inciso V, aponta que "a obstrução direta ou indireta à livre divulgação da informação, a aplicação de censura e a indução à auto-censura são delitos contra a sociedade". O mesmo Código também identifica, no artigo 6o., ser "dever do profissional opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão".


A Secretaria de Segurança do Estado deve explicações sobre esse fato não só aos jornalistas agredidos no seu direito de trabalhar, mas a toda a sociedade, que foi impedida de ser livremente informada. As constantes denúncias que chegam ao Sindicato revelam que ameaças aos jornalistas têm sido prática constante por parte da Brigada Militar.


O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS está atento a esse tipo de comportamento e levará o caso à Federação de Periodistas da América Latina e Caribe que, já em sua Carta de Lima, Peru, de dezembro de 2007, exigia dos governos assumir a responsabilidade de garantir a todos os jornalistas o direito à vida, ao trabalho digno, à liberdade de expressão e o direito cidadão à informação".


As fotos são de Eduardo Seidl.


O texto e as imagens vieram do RS Urgente.




Por que a Globo só ouve a Colômbia?

Por Urariano Mota, no Direto da Redação


Há um fato que julgamos ser indiscutível até aqui: tropas colombianas mataram Raúl Reyes. Desse fato adiante, se o morto era comandante, terrorista, ou guerrilheiro; se 15, 16, 17 ou 18 foi o número de seus companheiros mortos; se em ação, se em fuga, se em um ataque, encontro ou recontro; se o que restou do que lhes pertencera foram roupas, bombas sujas, dinheiro ou computador... tudo é nebuloso e confuso, à procura de uma resposta. Dizemos que tudo é nebuloso, mas devemos corrigir. A julgar pelo que ouvimos, vemos e lemos em nossa grande mídia, tudo está resolvido, claro e insofismável. A começar pela qualificação, ou desqualificação, dos mortos. Substantivos e nomes não são bem um problema para os comentaristas e apresentadores da Rede Globo. William Bonner nos ...
Leia aqui o restante da matéria!


Ou seja, o texto continua no Vi o Mundo.


segunda-feira, 10 de março de 2008

Cristina anunció un plan "sistémico y masivo" de construcción de escuelas

La presidenta Cristina Kirchner exhortó a la comunidad educativa a recuperar el rol de la escuela pública "tantas veces dejada de lado y minimizada" y anticipó que pronto se lanzará un plan de construcción de mil colegios.

"Este año vamos a completar la construcción de las 700 escuelas que se lanzaron durante la anterior administración del presidente Kirchner", recordó la mandataria.

A su vez, adelantó las próximos pasos educativos de su gestión. "Pronto vamos a lanzar otro más ambicioso aún, el de mil escuelas", pronosticó la jefa de Estado con júbilo durante la inauguración del nuevo edificio de la escuela 132 José Virué, en la localidad entrerriana de Larroque.

La mandataria remarcó también que desde los años `50 que no existía en el país "un plan sistémico y masivo de construcción de colegios como el que queremos proseguir".

Con un inicio de clases conflictivo a nivel nacional en sus espaldas, Cristina convocó a los docentes a "dar la gran batalla por la igualdad", y volvió a hacer hincapié en la necesidad de no perder día de clases.

"No hay peor educación que la que no se da, y peor día de clases que el que se pierde", señaló en clara alusión a las medidas de fuerza que impidieron el inicio del ciclo lectivo en muchas provincias.

"La educación es el instrumento que permite igualar y mejorar las condiciones de calidad de vida", explicó la mandataria, que llegó a lugar acompañada por los ministros de Educación, Juan Carlos Tedesco; de Planificación, Julio De Vido; el gobernador de Entre Ríos, Sergio Urribarri, y el intendente de Larroque, Raúl Riganti.

Antes de recordar la tragedia en Dolores, reiteró que es su deseo es que "todos los argentinos y argentinas tengan la misma posibilidad que tuvo esta mujer que hija de trabajadores pudo llegar a la más alta magistratura de la república, porque tuvo formación en la escuela y universidad públicas".

Fuente: DyN

ENQUANTO ISSO, NO RIO GRANDE DO SUL...

Chuck Norris, ídolo de los soldados en Irak


Chuck Norris es un verdadero duro de Hollywood, especie de estereotipo de soldado y parapolicial que imparte justicia por mano propia en filmes de pocas palabras y mucha acción.

El actor visitó Irak varias veces y el año pasado fue nombrado 'marine' honorario por su vocación de entreteiner marcial. En los últimos tiempos, cobró notoriedad además por una serie de aforismos que se publican en un página web creada por sus admiradores: www.chucknorrisfacts.com . Estas “frases célebres” son recitadas por el personal militar y de apoyo afectado al frente iraquí.

“Si tú tienes cinco dólares y Chuck Norris tiene cinco dólares, él tiene más dinero que tú”.

“El teclado de la computadora de Chuck Norris no tiene la tecla ‘Control’. Chuck Norris siempre tiene el control”.

"No hay armas de destrucción masiva en Irak, Chuck Norris vive en Oklahoma."

“Apple le paga 99 centavos a Chuck Norris cada vez que él escucha una canción.

En una base de helicópteros militares norteamericanos en Bagdad hay un pequeño altar de cartón dedicado a Norris, y según los soldados hay comentarios alabando la masculinidad y virilidad del actor en las paredes de los baños por todo el país e incluso en el vecino Kuwait, señala la agencia Reuters.

"El camino más rápido al corazón de un hombre es el puño de Chuck Norris," quedó inscripto en el altar, que consiste en una foto firmada por el actor.

A Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou a sua Cidade Limpa

BLUE BUS:

Foi aprovado pela Câmara Municipal de Porto Alegre projeto que proibe publicidade em postes, passarelas, arvores, viadutos, canteiros, obras de arte, monumentos, praças, jardins, sinalizadores de pista, abrigos de onibus e pontes. A restriçao inclui muros e fachadas que sejam de propriedade do municipio e abrange também a propaganda eleitoral. O projeto é de autoria conjunta dos vereadores Margarete Moraes, do PT, e Haroldo de Souza, do PMDB. Há excessoes - eventos e campanhas de assistência social, de saude, programas do Governo e projetos de adoçao de praças, jardins etc.

domingo, 9 de março de 2008

Uribe e Bush, enfim sós

CARTA CAPITAL:

Luiz Antonio Cintra

Na madrugada do sábado, 1º de março – à 0h25, segundo o ministro da Defesa colombiano, Juan Manoel Santos –, o comandante Raúl Reyes e uma tropa de guerrilheiros das Farc pernoitavam na província equatoriana de Sucumbíos, a 2 quilômetros da fronteira, quando o acampamento foi arrasado por bombas Cluster lançadas por aviões Super Tucano da Força Aérea Colombiana. Segundo explicaram depois os colombianos, uma ligação telefônica de Reyes, por celular, foi interceptada pela CIA dez dias antes, dando sua localização aproximada e a posição exata do acampamento foi revelada por um informante, provavelmente subornado.

Em seguida, militares colombianos entraram no Equador em dois helicópteros para se apoderar do corpo do comandante e de pelo menos mais um dirigente guerrilheiro, além de computadores e documentos. Deixaram para trás 22 cadáveres e três guerrilheiras feridas por estilhaços de bombas, entre as quais uma estudante de Filosofia mexicana, depois encontrados pelo Exército equatoriano. Entre os mortos estavam Olga Marín, esposa de Reyes, e Julián Conrado, autor de canções de protesto e negociador das Farc.

Raúl Reyes, cujo nome verdadeiro era Luis Edgar Devia Silva, foi militante de esquerda, empregado e sindicalista na Nestlé colombiana até meados dos anos 70, quando vários companheiros foram assassinados, ele mesmo foi ameaçado e passou à guerrilha e à clandestinidade. Era membro do secretariado das Farc (órgão então composto de cinco integrantes, hoje de nove) desde o início dos anos 80.

Desde 1997, como principal negociador e porta-voz da guerrilha em conversações com os EUA, Bogotá e organismos internacionais, era tido como o líder mais importante depois de Manuel Marulanda, o Tiro Fijo (“Tiro Certo”), mas sua importância era mais política do que militar. Ao morrer, foi substituído por “Joaquín Gómez” (Milton Toncel Redondo), da ala militar.

Às 8 da manhã, o presidente equatoriano Rafael Correa foi interrompido durante a gravação de um programa pela ligação do seu par colombiano Álvaro Uribe, que o informou que suas unidades de elite haviam perseguido as Farc através da fronteira e involuntariamente invadiram o território equatoriano. Segundo o governo colombiano, Correa reagiu com tranqüilidade e pediu apenas que Uribe se desculpasse. Durante a manhã e a tarde, o ministro da Defesa colombiano divulgou uma versão sustentando que suas forças haviam sido atacadas do lado equatoriano e, “sem violar o espaço aéreo equatoriano”, realizaram o bombardeio que matou Reyes.

Antes do fim do dia, o governo do Equador investigou o local e ficou claro que os guerrilheiros haviam sido massacrados do ar enquanto dormiam. Foram divulgadas as fotos do estado em que foi deixado o acampamento e as evidências de que o ataque havia sido cuidadosamente planejado. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, denunciou a violação do território do Equador e advertiu que uma ação similar em seu território levaria à guerra.

O presidente colombiano Álvaro Uribe pediu desculpas informais e seu chanceler, Fernando Araújo, anunciou indenizações aos cidadãos equatorianos que pudessem ter sido afetados. Mas, à noite, Correa convocou o embaixador na Colômbia “para consultas”, acusou o país vizinho de violar o direito internacional e seu presidente de lhe mentir abertamente sobre a operação.

Na manhã de domingo, o governo colombiano alegava ter agido em legítima defesa e expressava surpresa pelas “reações cambiantes” de Correa. Hugo Chávez chamou Uribe de “criminoso, mafioso, paramilitar e narcotraficante”, fez 1 minuto de silêncio em homenagem a Reyes, rompeu formalmente relações diplomáticas com Bogotá e enviou dez batalhões à fronteira.

Horas depois, o Equador, insatisfeito com as desculpas colombianas, também rompeu relações diplomáticas, enviou 3,6 mil soldados à província de fronteira, expulsou o embaixador colombiano e pediu reuniões de emergência da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Comunidade Andina (CAN). O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, condenou a ação colombiana e chamou de irmão e companheiro o dirigente abatido, assinalando que era o homem designado pela guerrilha para trabalhar pela paz.

Uribe passou à ofensiva. O diretor da polícia colombiana, Oscar Naranjo, divulgou e-mails e atas supostamente encontrados em notebooks de Raúl Reyes, segundo as quais o guerrilheiro teria se entrevistado com o ministro da Segurança do Equador, Gustavo Larrea, o que mostraria interesse de Correa em oficializar relações com as Farc. Ainda segundo tais notas, os “gringos” pediam a Quito que transmitisse à guerrilha o interesse de conversar, porque o novo presidente será Barack Obama e “não apoiará o Plano Colômbia e o Tratado de Livre Comércio”.

A alegada documentação incluiria mensagem do líder Manuel Marulanda, na qual as Farc diziam-se dispostas a “aportar com nossos modestos conhecimentos a defesa da revolução bolivariana na Venezuela” e menção a uma negociação do ministro venezuelano da Justiça, Ramón Rodríguez Chacín, com as Farc que mencionava algo referido como “300”, interpretado por Naranjo como financiamento de 300 milhões de dólares à guerrilha. E alusão a um agradecimento de Chávez por uma ajuda de 50 mil dólares recebida das Farc em 1992 (quando estava preso) e uma promessa de, em troca, contribuir para a guerrilha com “uns estilingues velhinhos que ele tinha guardados por aí e sabia que ainda funcionavam” – sinônimo de fuzis no jargão “delinqüencial terrorista”, segundo Naranjo.

Para arrematar e convocar às armas os neocons de Washington, o general alegou haver encontrado também informação sobre o envio de drogas ao México e a compra de 700 quilos de cocaína e 50 quilos de urânio pelas Farc, por 1,5 milhão de dólares. Passando de agressora a vítima, Bogotá denunciou uma “aliança armada” entre as Farc e a Venezuela, apresentou a Colômbia como vítima de uma confabulação terrorista das Farc com os governos vizinhos e mesmo de uma iminente agressão com “bombas radioativas”.

Que o governo do Equador conversasse com Reyes é crível. Tem muito mais razões para isso do que a França, que tem feito o mesmo. Três negociadores franceses estavam na Colômbia, a 200 quilômetros do local do ataque, à espera de falar com Reyes – que tentava obter uma audiência com o próprio Sarkozy –, quando foram advertidos pelo governo de Uribe, a par da negociação, para não se aproximarem do ponto de encontro.

Na prática, a guerrilha controla a maior parte da fronteira entre os dois países – há algum tempo, o ministro da Defesa do Equador, Miguel Carvajal, declarara que seu país não se limita ao norte com a Colômbia e sim com as Farc. Segundo a Acnur, comissão de refugiados da ONU, o êxodo de colombianos para o Equador é uma das piores tragédias humanitárias nas Américas.

Desde sua posse, Rafael Correa negou-se (como os demais governos latino-americanos) a qualificar as Farc de terroristas e apoiou a proposta de Chávez de considerá-las uma força insurgente, com direito a diplomacia. Faz sentido que, como Chávez, Correa desejasse se prestigiar como mediador na troca de reféns e outras negociações com a guerrilha. De fato, ele declarou que o ataque colombiano frustrou a libertação de Ingrid Betancourt e outros 11 reféns que ia se concretizar em março, no território equatoriano. Daí a lhe atribuir apoio ativo às Farc vai uma grande distância. No ano passado, o Equador destruiu 47 acampamentos móveis da guerrilha em seu território.

As acusações de Naranjo soam pouco convincentes, principalmente depois que a Colômbia divulgou uma versão sobre a incursão que se mostrou mentirosa. Assim como papel, um disco rígido de computador aceita tudo, principalmente das mãos de serviços de inteligência treinados pela CIA (se não da própria). Dificilmente tais provas seriam aceitáveis em um tribunal ou para uma acusação pública, quanto mais em um contexto de agressão internacional. Mesmo que os arquivos fossem autênticos, podiam indicar apenas aquilo em que Reyes e a cúpula da guerrilha gostariam que seus liderados acreditassem.

Parece muito plausível que vários desses arquivos tenham sido forjados em retaliação à disposição do Equador de desmentir Uribe, bem como em resposta às ameaças venezuelanas e numa tentativa de erguer uma cortina de fumaça para disfarçar sua agressão, ante a reação negativa da maior parte do mundo. A história do urânio soa particularmente inverossímil. Um grupo guerrilheiro como as Farc não poderia se dar ao luxo de atrair uma condenação universal e arruinar sua reputação entre simpatizantes com o uso de armas radioativas.

Computador por computador, o ministro venezuelano Rodríguez alega ter registros, em máquina tomada a Wilber Varela, traficante colombiano morto em 31 de janeiro na Venezuela (e responsável por 70% da cocaína colombiana vendida nos EUA), de que o general Naranjo participa do narcotráfico e o ministro da Defesa colombiano foi subornado para nomeá-lo. Juan David Naranjo, irmão de Oscar, está preso na Alemanha desde 2006, depois de tentar vender 35 quilos de cocaína a policiais disfarçados.

Na segunda-feira 3, a presidente Michelle Bachelet, do Chile, condenou a ação colombiana em entrevista à tevê: “Não podemos estar de acordo com que não se respeitem as fronteiras e lamentamos que o Equador se tenha sentido agredido”. Advertiu sobre “a extrema delicadeza” do fato de “que se possa atravessá-las por qualquer objetivo, legítimo ou ilegítimo”. O paraguaio Nicanor Duarte e Evo Morales, da Bolívia, se manifestaram em termos semelhantes.

O Peru, apesar de condenar a intromissão de Chávez, posicionou-se ao lado da parte ofendida ao considerar que a incursão violou as normas internacionais e cobrar desculpas mais claras e enfáticas da Colômbia.

O Brasil, por meio do chanceler Celso Amorim, considerou “gravíssima” a violação territorial e cobrou da Colômbia um pedido de desculpas formal e sem condições, além de garantias de que não voltará a invadir o país vizinho. Rafael Correa inicialmente acrescentou, a essas duas condições, a exigência de que a Colômbia reconhecesse que os supostos arquivos do computador de Reyes são produto de uma montagem.

Brasília também se posicionou contra a mediação da União Européia, proposta pela Colômbia, e juntou-se ao Chile e à Argentina por uma reunião da OEA. Jorge Taiana, o chanceler argentino, rechaçou, em nome de seu governo, “qualquer forma de violação da soberania territorial, princípio inviolável do direito internacional”. Na América do Sul, a Colômbia ficou totalmente isolada, ainda que os vizinhos procurem também ignorar o belicismo de Chávez.

Não que os europeus estejam dispostos a elogiar Bogotá: o chanceler francês, Bernard Kouchner, lamentou a morte do negociador Reyes, o contato por meio do qual Paris esperava obter a libertação da franco-colombiana Ingrid Betancourt. O chanceler italiano, Massimo D’Alema, também se declarou perplexo e preocupado com a agressão colombiana.

Se a incursão “dividiu o mundo”, como disseram alguns jornais, foi em partes muito desiguais. O único governo a respaldar explicitamente a ação de Bogotá foi o de Washington – de cujos “planos genocidas”, segundo Fidel Castro, a incursão faria parte –, com apoio de Hillary Clinton, para a qual a Colômbia “tem todo o direito de se defender de organizações terroristas”. A doutrina da “guerra preventiva” de Bush júnior é compartilhada pela oposição, ainda que possam discordar nas minúcias de sua aplicação.

Na terça-feira, Uribe escalou a guerra de propaganda dizendo que denunciaria Hugo Chávez à Corte Penal Internacional para “explicar o presumido delito de financiamento de genocidas” e as Farc à Comissão de Desarmamento da ONU pela suposta intenção de adquirir urânio.

Para defender a posição equatoriana, Correa viajou ao Peru e Brasil (dia 4), Venezuela e Panamá (dias 5 e 6) e República Dominicana, onde levará a questão à cúpula presidencial do Grupo do Rio em Santo Domingo. Nessa reunião, marcada antes da crise, deveriam participar todos os chefes de Estado da América Latina, mas ficarão de fora os da Colômbia, Venezuela, Bolívia (às voltas com a disputa constitucional com a oposição) e Nicarágua.

Hugo Chávez fechou a fronteira venezuelana a caminhões colombianos, apesar de esses fornecerem grande parte dos alimentos importados por seu país. Se prosseguir o bloqueio, a Venezuela precisará de importações emergenciais, provavelmente do Brasil.

Na reunião da OEA, na terça-feira à tarde, Equador e Venezuela pediram a condenação da Colômbia e esta insistiu em defender a legitimidade do “ataque preventivo”, e não aceitar uma resolução que falasse em “condenação” ou “investigação” de suas ações. Depois de dois dias de discussão, chegou-se a um texto para reafirmar que não é aceitável violar fronteiras por “qualquer motivo e mesmo de maneira temporária”. Foi criada também uma comissão para examinar o local, que deverá subsidiar uma reunião de chanceleres em Washington, em 17 de março. Não se chegou a condenar explicitamente a Colômbia, mas ficou claro o seu isolamento e a rejeição da tese da legitimidade do “ataque preventivo”.

O governo colombiano quis se apoiar nas resoluções da ONU que respaldaram a ofensiva dos EUA no Afeganistão, em 2001. Um absurdo perante o Direito internacional, pois tais decisões autorizaram uma ação específica ante uma circunstância excepcional. Não liberaram governos para invadir países estrangeiros para combater o que quisessem rotular de terrorismo como e quando bem entendessem. Mas o discurso de Bogotá mostra a que ponto os precedentes abertos pelos EUA e por Israel desgastam as bases jurídicas de uma comunidade internacional organizada sobre princípios racionais.

Na Colômbia, segundo a interpretação do governo francês, diz o jornal argentino Página/12, houve um confronto entre uma linha negociadora, representada pelo Comissário para a Paz Luis Carlos Restrepo e a linha dura, constituída pelas Forças Armadas e de Segurança, que não admite solução política – muito menos mediada por Chávez e Correa – e defende a continuação da luta até a liquidação total da guerrilha. Com ajuda da CIA, sabotou a possibilidade de acordo ao matar o negociador das Farc.

Uribe, abalado por sucessivos escândalos sobre assassinatos de oposicionistas e as relações de seu governo com paramilitares e traficantes, apostou no aplauso da opinião pública colombiana, informada por jornais conservadores e ansiosa pelo fim da guerra civil, e no apoio dos EUA, que lhe permitiria ignorar os países vizinhos.

A Correa, ainda em processo de consolidar seu governo e obter da Assembléia Constituinte um resultado adequado a seus projetos, não interessava um conflito internacional, mas, ante a evidência de uma violação planejada de seu território, não pôde fechar os olhos.

A Chávez, que luta para liderar o continente e abafar suas próprias dissensões internas, convém demonstrar força e decisão e unir seu povo e aliados contra um inimigo externo, além de defender as negociações com as Farc e prevenir uma desmoralizante incursão em seu próprio território. Mas dificilmente lhe interessa chegar às vias de fato. A Venezuela possui mais armas pesadas, aviões de guerra e tanques, mas a Colômbia tem um Exército maior, afiado por décadas de guerra civil. O desfecho de um conflito aberto seria duvidoso. Tanto poderia favorecer as Farc quanto dar aos EUA o pretexto para intervir a favor de Uribe e dos interesses eleitorais republicanos.

Mas se os ataques de Hugo Chávez, enquanto se limitarem a insultos verbais, são indesejáveis e condenáveis, a ação violenta de Bogotá é ilegal e indefensável. Na ausência de guerra aberta, Uribe pode até ganhar prestígio interno a curto prazo, mas seu país perde no cenário internacional, ao passo que a guerrilha conquista simpatias e oportunidades. Todos os países sul-americanos, sem exceção, condenaram a Colômbia, bem como a maioria dos países europeus interessados nas negociações.

Mesmo a conservadora Alemanha, de Angela Merkel, e os países latino-americanos mais próximos dos EUA, México, Guatemala, Costa Rica e El Salvador, abstiveram-se de apoiar a incursão colombiana. O próprio Felipe Calderón, presidente do México, deu razão ao Equador em conversa telefônica, segundo Correa. Quanto ao apoio dos EUA, não se sabe se continuará o mesmo após as próximas eleições, como os próprios oficiais colombianos parecem recear.

Espanto para este que batuca na Olivetti

Leio na coluna de Sonia Racy, no Estadão, que cinqüenta nomes “de peso da imprensa alternativa” reúnem-se sábado próximo no Maksoud Plaza, em São Paulo. Espanto para este que batuca na Olivetti. “Vão discutir uma forma de se articularem para montar plataforma única”. Espanto maior: eu estaria no meio da turma. A qual, a acreditar na senhora Racy, conta com presenças das mais respeitáveis. E amigas. Pela parte que me toca, é uma nota típica do mais tartufesco jornalismo nativo. Nada de surpresas, está claro. De todo modo, não sei desta reunião e tampouco não consigo imaginar o que seria essa “plataforma única”. Tenho também a dizer que não sou alternativo. Nos últimos 48 anos fui o jornalista que mais criou na imprensa brasileira. No próprio Estadão, a cuja sombra trabalhei com gosto, fui o primeiro diretor de redação da Edição de Esportes e do Jornal da Tarde. Talvez convenha à colunista social buscar a verdade factual antes de partir para a escrita.

Do Blog do Mino Carta.

Ex-namorada expõe vida do pai da Wikipedia

Após romper com namorada, Jimmy Wales tem dados expostos e é acusado de corrupção.

Juliano Barreto, da INFO

E este editor vive o seu momento "Quem". :)

TRE da Paraíba rejeita recurso e mantém cassação de Cássio Cunha Lima



O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba rejeitou o recurso apresentado pelo vice-governador da Paraíba, José Lacerda Neto (DEM), e pelo superintendente do jornal estatal "A União", Itamar da Rocha Cândido, no processo a que respondem no tribunal por abuso de poder político ao utilizar irregularmente o diário. A decisão TRE foi durante a sessão de segunda-feira e mantém a cassação do governador Cássio Cunha Lima (PSDB) e de seu vice. O tucano continua no cargo por força de uma liminar concedida pelo Tribunal Superior Eleitoral. No dia 10 de dezembro de 2007, o TRE cassou pela segunda vez o mandato de Cunha Lima Nesse processo, ele é acusado de usar o jornal estatal "A União" para fazer promoção pessoal antes e durante a campanha de 2006.


Visto no Videversus.


Pesquisa surpreende Israel ao revelar que 64% apóiam negociações diretas com o Hamas


Pesquisa de opinião divulgada na quarta-feira (27/02) pelo jornal Haaretz revelou que a maioria dos israelenses apóiam negociações diretas entre o governo e o partido islâmico palestino Hamas, considerado terrorista por Israel.

De acordo com os números divulgados pelo Haaretz, 64% apóiam as negociações diretas com Hamas. Apenas 28% se posicionaram contrários, enquanto 8% não opinaram. Pesquisas anteriores indicavam que somente 30% dos israelenses apoiavam negociações.

“Os resultados são sem precedentes e revelam um amadurecimento do público israelense, que finalmente está chegando à conclusão de que a paz se faz com inimigos”, disse o analista do jornal Haaretz, Yossi Verter, à BBC.

A divisão por partidos políticos demonstrou que os que mais apóiam as negociações de paz são os simpatizantes do partido Trabalhista, com 72% de consentimento. 48% dos eleitores do partido de direita Likud apóiam a negociação. No partido de centro-direita Kadima, do primeiro ministro Ehud Olmert, o apoio é 55%.

Texto visto na Periferia do Império. Comentário: a pesquisa foi realizada antes do mais recente atentado contra estudantes israelenses.

Compare o poder militar dos países sul-americanos


Veja os números das Forças Armadas do Brasil, Venezuela, Colômbia e Equador. Embate diplomático entre países teve início após morte de número dois das Farc.

O infográfico do G1, contém informações interessantes.

Velório de estudantes assassinados paralisa Jerusalém

Milhares de pessoas participaram, nesta sexta feira, do velório de oito estudantes assassinados por um atirador palestino em um seminário de rabinos na quinta-feira.

Reportagem completa na BBC Brasil.

Tiroteio em escola religiosa de Jerusalém mata ao menos oito

Pelo menos oito pessoas morreram em um ataque terrorista realizado em um instituto de estudos do Talmude (livro sagrado dos judeus), em Jerusalém, no bairro de Kyriat Mosher. Essa é uma das maiores escolas religiosas da cidade.

Além das oito vítimas, o jornal israelense "Haaretz" diz que há nove pessoas feridas, três delas em estado grave. A informação contraria a declaração do responsável pelos serviços de emergência de Jerusalém disse à rádio do Exército israelense que havia pelo menos 35 feridos no local do ataque.

Texto completo no G1.

Frases da semana (a respeito da ocupação e do conflito na Fazenda Tarumã)

- “Delinqüente é tudo delinqüente”

Coronel Paulo Mendes Subcomandante geral da BM ao ser questionado se a força usada contra as mulheres campesinas é a mesma usada contra homens.


- “Seria muito pior se usássemos armas de verdade”

Coronel Lauro Binsfeld, comandante regional da BM justificando os ferimentos causados pelos seus comandados nas mulheres e crianças.


- “A Brigada Militar foi exemplar, agiu com vigor, dou nota 10 para eles”.

Governadora Yeda Crusius, avaliando a ação da BM na ação truculenta que resultou em mais de 60 mulheres feridas a balas e a estilhaços.


- “Ainda bem que temos uma policia forte para por fim a estas bagunças”

Fernando “fiteiro” Moura, titular do programa Conversas do fim do mundo na RCC-FM de Livramento.


- “Eu sou um profissional e vivo do meu trabalho há mais de 25 anos, semana passada minha luz foi cortada, quem paga minhas contas sou eu”.

Fotografo Duda Pinto, respondendo ao questionamento de um “coronel” amigo. Duda Pinto é autor de uma das melhores fotos feitas no conflito e que mostra os PMs apontando armas para mulheres campesinas e que rodou o mundo.


- “quero conclamar todas as mulheres e homens para esta reflexão, que não devemos nos acomodar na pobreza e miséria que a sociedade nos impõe. O que passei na prisão é inexpressivo se comparado à violência cotidiana que muitas mulheres sofrem no anonimato, urbanas e campesinas, seja em favelas, grotões ou mansões, mulheres que são vitimas de ofensas e violência de todo tipo e ordem, moral, física e psicológica”

Irma Ostrosky, líder da Via campesina que foi presa no conflito, logo após ser liberada em entrevista ao blog.



Origem: Blog do Gilmar da Rosa.


Latifúndio, eucaliptos e os excluídos da terra


Em decorrência do protesto das campesinas no eucaliptal da Stora Enso, muitas coisas foram faladas, vistas e debatidas. Muitas versões do ocorrido nesta região correram o país e o mundo, entretanto se faz imperativo ressaltar alguns aspectos aqui na campanha e fronteira do Rio Grande principalmente para quem não conhece estas bandas. Inicialmente é bom esclarecer que esta fazenda de eucaliptos da Stora Enzo fica no município de Rosário do Sul, e não sei qual foi à cabeça iluminada que decidiu trazer as manifestantes para Livramento que fica distante 80 km da referida fazenda. Aqui neste pampa, partindo de Livramento temos que rodar 100 km entre campos praticamente vazios (latifúndios) para chegar à cidade mais próxima. A fazenda que foi ocupada simbolicamente tem mais de 2 mil hectares e segundo a empresa emprega 120 pessoas (?), na época da criação de gado apenas 3 empregos eram gerados. Mesmo com estes números representantes dos latifúndios defendem ardorosamente as papeleiras. Para termos uma idéia clara do que estamos falando, observemos alguns números oficiais. Livramento tem uma área territorial de 7 mil km² e de acordo com dados do escritório regional da Emater, Livramento possuía em 2003 exatamente 3.218 propriedades rurais. Desse total, apenas 185 propriedades, ou seja, 5,7% delas ocupavam modestamente 54% da área total do município. Mais da metade do território santanense. Isso é o que se denomina conceitualmente de latifúndio, concentrador de terra e renda, fator de esvaziamento do meio rural, e entrave para um processo de desenvolvimento econômico. Aliás, não há um único lugar hegemonizado pela orientação política dessa burguesia agrária que não esteja atolado em uma crise econômica. O modelo faliu, e sobre as suas ruínas é preciso construir o novo que não é a monocultura do eucalipto. Por outro lado, temos 2.357 propriedades, que representam 73% delas, ocupando apenas 9,1% da área total do município. Portanto a maioria são pequenos e médios pecuaristas, alguns praticamente inviabilizados pelo tipo de uso que fazem da terra, esse público infelizmente está sob o guarda-chuva político e cultural do latifúndio. Aproveito para republicar parte de uma postagem que fiz sobre o tema em agosto ou setembro passado, pois é bom quando se fala de algo tão importante com fundamentação e números oficiais, em que pese que pouquíssimas ou quase nenhuma pessoa reflita sobre estes números que são absurdos desde sempre. Observem que 185 pessoas são proprietárias de mais da metade da cidade de Livramento, ou seja, 185 pessoas possuem mais de 3.500 km², Para se ter uma idéia do tamanho destas propriedades caberiam neste espaço 10 das 20 cidades mais ricas do Estado, ou centenas de municípios do norte e noroeste do Rio Grande onde predominam as pequenas propriedades e região mais desenvolvida, com mais alto IDH, com maior renda per capita e melhor distribuição de renda e geradora de milhares de empregos, seja através da agricultura e pecuária de pequeno porte seja na indústria. Difícil é ver pessoas e a “mídia” falando disso de forma imparcial, sem preconceito e sem viés ideológico. Reforma agrária é um daqueles temas invisíveis, como são invisíveis os seus protagonistas. Só aparece como caso de polícia, carregado de preconceito e de um viés ideológico fora do tempo, quando, na verdade, deveria ser tratada como ponto crítico entre aqueles, como a educação, que emperram a superação dos obstáculos para o verdadeiro desenvolvimento que a sociedade obviamente almeja. Esta proposta das papeleiras financiadoras da “governadora” que propõem como redenção da metade sul a plantação de eucaliptos além de acabar com o bioma pampa nada muda, aliás, no meu entendimento a única coisa que muda é a diversificação do latifúndio. Teremos o latifúndio dos eucaliptos que pretendem comprar mais de 100 mil Hectares por estas bandas e o dos grandes pecuaristas e suas vaquinhas. Nada contra os bichinhos, entretanto comparando os dois modelos de latifúndio, sabe o que muda do ponto de vista social amigo leitor? Nada. Absolutamente nada. Pois qualquer padaria, loja ou prestadores de serviços geram muito mais empregos do que uma propriedade rural de 5 ou 10 mil hectares. Imperativo dizer que comércio e serviços respondem por quase 80% de nosso PIB municipal, e que a prefeitura municipal continua sendo a maior empregadora na cidade. Indicadores cruéis de nossa decadência como sociedade. Triste sina.


Texto do blog do Gilmar da Rosa.


Como fica o direito à informação?



O jornalista Fritz Nunes, assessor sindical dos docentes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), escreveu artigo perguntando onde estão os editoriais da imprensa gaúcha denunciando o cerceamento ao direito de informação cometido pela Brigada Militar na ação de desocupação da fazenda Tarumã, em Rosário do Sul.


“Por que a Brigada Militar impediu que a imprensa registrasse o momento da desocupação? Será que haveria alguma coisa que não podia ser registrada sob pena de a ação não ser vista com bons olhos pela sociedade? Esperemos vigorosos pronunciamentos da imprensa gaúcha, através de seus briosos comentaristas e opinionistas, em defesa da liberdade da imprensa, contra essa arbitrariedade cometida pela Brigada Militar do Rio Grande do Sul contra o livre direito à informação”. Clique AQUI para ler mais.


Foto: Jornal A Platéia


Texto do RS Urgente.

'Mercador da morte' Viktor Bout pode ser extraditado para os EUA

A polícia tailandesa apresentou nesta sexta-feira (7) à imprensa o famoso traficante de armas russo Viktor Bout, mesmo dia em que uma autoridade americana confirmou a intenção dos Estados Unidos de obter sua extradição.


Descrito como um "mercador da morte", Viktor Bout, que traficou armas durante 15 anos na África, na América do Sul e no Afeganistão, foi detido quinta-feira em Bangcoc após uma operação cinematográfica, durante a qual agentes americanos se fizeram passar por líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).


Viktor Bout, 41 anos, estava escoltado por 15 policiais e soldados armados tailandeses quando foi apresentado à imprensa do mundo inteiro, na manhã desta sexta-feira.


Texto completo no G1. Viktor Bout foi a fonte de inspiração para o filme "O Senhor das Armas", com o ator Nicolas Cage.