terça-feira, 3 de junho de 2008

OBAMA QUER "EXPORTAR" SEGURANÇA PARA A AMÉRICA LATINA

O provável candidato do Partido Democrata à Casa Branca, Barack Obama, lançou hoje em discurso na Flórida sua plataforma para a América Latina, que fala em "restabelecer" a liderança dos Estados Unidos no hemisfério com o objetivo de fazer avançar as liberdades em três campos: político, econômico e de segurança pessoal. Ele prometeu defender a segurança tanto da criança da favela brasileira quanto do policial da Cidade do México. Tudo indica que, em nome de dar "segurança" aos latino-americanos, Obama quer exportar para a região os conceitos e os equipamentos que bancam o aparato de segurança nacional dos Estados Unidos pós-11 de setembro. O tom do documento é paternalista, protecionista e neocolonialista.

Texto completo no Vi o Mundo.

As milícias cariocas

Criadas sob o "inocente" argumento de enfrentar o tráfico de drogas e livrar as comunidades carentes do crime organizado, as milícias compostas por policiais, agentes penitenciários, bombeiros e ex-servidores da Segurança Pública dominam hoje bem mais do que as 78 comunidades onde fincaram suas garras e estruturaram um exército muito bem armado. Elas ditam as leis a aproximadamente 2 milhões de cariocas e os submetem a um código penal que nunca foi escrito. Todos conhecem bem cada parágrafo, onde estão previstas a tortura e a morte a quem desafiar as suas regras. Um desmando sofrido pela equipe de O DIA.

Texto completo no blog do Luis Nassif.

Gambá deixa unidades da UFRGS sem luz

Um incidente no último fim de semana derrubou a energia em algumas unidades da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS): um gambá entrou na rede elétrica.

A extensão do estrago causado pelo animalzinho não foi divulgada - segundo o jornal gaúcho "Zero Hora", após a invasão do gambá, um "outro problema teria ocorrido no sistema", causando um blecaute nas faculdades de Odontologia, Medicina, Psicologia e Bioquímica que dura até esta segunda-feira (02).

Gambás lá, gambá cá. Texto completo no UOL Tablóide.

CPI para investigar contratos da Alstom é "eleitoralismo", diz Serra

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), afirmou nesta segunda-feira que a intenção da base aliada do governo Lula de criar uma CPI no Congresso para investigar possíveis irregularidades nos contratos do governo do Estado com a multinacional francesa Alstom não passa de ação eleitoreira. "Isso é eleitoralismo, é o kit PT", afirmou o governador durante evento no Palácio dos Bandeirantes.

De acordo com Serra, a primeira ação a ser feita pelo o governo estadual é tomar conhecimento dos documentos enviados pelo Ministério Público da Suiça ao governo brasileiro. "Até agora, a única coisa que se conhece são vazamentos", afirmou.

Eleitoralismo. Esta é boa. Texto completo na Folha Online.


E o caso Alstom?

Como se sabe, o caso é especialmente constrangedor para o PSDB, pois o tal dinheirinho da Alston, que não foi pouco, veio molhar a mão dos tucanos que governavam São Paulo e o Brasil na época. Até o ex-genro de Fernando Henrique Cardoso teria levado o seu... Até agora, O Estado de S. Paulo vem fazendo uma cobertura bastante rigorosa e saiu na frente da concorrência com alguns bons furos de reportagem. A Folha tem mantido uma discrição talvez até exagerada para um jornal que se vangloria de não ter o "rabo preso" com ninguém.

Trecho do Blog Entrelinhas, sobre a cobertura dos dois jornalões paulistas do caso Alstom.

Os pais da boa economia

Na guerra entre lulo-petistas e demo-tucanos há verdades e mentiras. É mesmo verdade que Lula deixou de lado, uma vez ungido à cadeira presidencial, ou até antes disso, boa parte do ideário petista em relação à economia. Abraçou-se aos instrumentos garantidores da estabilidade que já vinham desde seu antecessor e parece ter sido muito bem sucedido nesta escolha. De fato, foram mesmo plantados sob Fernando Henrique alguns dos instrumentos quegarantiram a Lula um cenário econômico relativamente tranqüilo. Então, neste sentido, não dá para aceitar a idéia de que o bom momento da economia brasileira é fruto apenas do que foi feito neste governo, como parecem acreditar alguns. Por outro lado é pouco crível que Lula e sua equipe pouco tenham trabalhado para que o país alcançasse o patamar que está alcançando hoje, neste exato momento em que mais uma agência de avaliação de risco, a Fitch, laureia o país com o grau de investimento.
Mais que isso, Lula e os seus parecem ter uma visão um pouco distinta daquela que os demo-tucanos tinham sobre a economia e o papel do Estado quando foram governo. Se estes enfrentaram o duro momento de debelar, de uma vez por todas, os altos índices de inflação, por outro lado pareciam acreditar num Estado cada vez mais focado numa função de regulação do funcionamento do mercado, uma espécie de árbitro entre produtores e consumidores. O governo Lula, por sua vez, embora tenha pego um momento diferente da economia mundial em relação àquele que Fernando Henrique viveu nos anos 1990, acredita no papel indutor do Estado, ainda que dentro, obviamente, dos limites que se colocam para a ação desenvolvimentista do Estado nos dias de hoje. E é inegável que o Estado "neodesenvolvimentista" comandado por Lula tem responsabilidade direta com boa parte do crescimento econômico que o país vem experimentando.

O que está acima é parte do texto no Entrelinhas, sobre o crescimento econômico atual do Brasil.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Uma imagem vale mais que mil palavras



A gente perde o amigo mas não perde a piada! Visto no Blog do Gilmar da Rosa.

Estudo | A violência domestica cresce quando o time inglês vence

BLUE BUS:

A Euro Copa começa no sábado e médicos europeus estao divulgando numeros e informaçoes que alertam os torcedores sobre os riscos de assistir a um jogo de futebol. Falam em aumento do numero de ligaçoes para os serviços de emergência, problemas cardíacos, violência doméstica, brigas, motoristas bêbados, depressao, pessoas que ferem a si mesmas e até suicidio. Se o jogo é muito importante, o risco aumenta, diz a Clinica da Universidade de Munique, na Alemanha. Durante a Copa de 2006, o numero de episodios de problemas cardiacos mais que triplicou entre os homens e dobrou entre as mulheres. Na Inglaterra, o Governo alerta que os casos de maridos batendo nas mulheres aumentaram nos dias de jogos da seleçao nacional, durante a ultima Copa do Mundo - 31% acima do normal. Ao contrario do que se poderia imaginar, a violência domestica cresce quando o time inglês vence, diz a Cardiff University Wales. Noticia da France Presse. 02/06 Blue Bus

Brasileiro lê mais livros por ano

Há oito anos, a média da população lia dois livros por ano.
Hoje, a marca dobrou: segundo pesquisa, a média é de quatro obras.
Texto completo no G1.

Mulher lê mais que homem, aponta pesquisa nacional

As mulheres lêem mais que os homens, diz a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, que será divulgada hoje, em Brasília.

O estudo, elaborado pelo Instituto Pró-Livro, mostra que população está acostumada a dedicar muito pouco --ou quase nenhum-- tempo aos livros. Do total dos leitores, 55% são do sexo feminino, público maior em quase todos os gêneros da literatura -os homens lêem mais apenas sobre história, política e ciências sociais.

Mais na Folha Online.


Copo adquirido por sucateiro britânico vale R$ 1,6 mi

Um copo dourado adquirido por um sucateiro do Reino Unido entre os anos de 1930 e 1940 foi avaliado em 500 mil libras (cerca de R$ 1,6 milhão).

O artefato foi esculpido a partir de uma única peça de ouro entre os séculos 3 e 4 a.C. e tem dois rostos femininos apontando para lados opostos.

William Sparks, que era dono de um ferro velho, deixou a relíquia para o neto John Weber, hoje com 70 anos, acreditando que se tratava de um copo feito de bronze.

"Meu avô era um sucateiro autêntico e vivia em uma caravana", disse ele.
"Meu pai morreu durante a guerra e depois ele me deu algumas coisas, entre elas o copo, que eu usava para brincar", disse Weber.

Mais no UOL Últimas Notícias, da BBC.

Alstom

Na capa, saiu com o título "Identificado esquema que pagou propinas da Alstom" e foram evitados os nomes e partidos dos envolvidos. São as informações que a Suíça enviou ao Ministério da Justiça, hoje no "Estado .

O "furo" saiu na página 9, em reportagem de Sonia Filgueiras e Eduardo Reina intitulada "Para Suíça, Alstom usou offshores em propina a tucanos" e, logo abaixo, "Pagamentos seriam feitos com base em consultorias de fachada" e "Valor das 'comissões' chega a R$ 13,5 milhões".

Mais no Blog Toda Mídia, do UOL.

Livros para quê?

Leio e releio Leminski - Distraídos Venceremos - não porque seja a preferência mas porque assim o vestibular exige, com toda a sua particular arbitrariedade. Há quem diga que a exigência de uma lista obrigatória de obras literárias afasta os leitores, cria uma antipatia em relação à palavra impressa. É algo discutível. Parece-me aquilo que, quando pequenos, chamamos de “desculpa em farrapos”. O abismo entre o livro e o aluno existe antes do vestibular. A “antipatia” a que me referi, em muitos casos (não é sempre), vem de berço; é trazida do seio familiar.

Continue lendo em O Pensador Selvagem.

domingo, 1 de junho de 2008

Israel deporta espião do Hezbollah em suposta troca

Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah realizaram neste domingo uma suposta troca na fronteira entre os dois países.

O Hezbollah diz que entregou ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha os restos mortais de soldados israelenses morto na guerra de 2006 no Líbano. Os restos serão entregues a Israel.

No mesmo dia, um homem nascido no Líbano que serviu seis anos em uma prisão israelense por ter espionado para o Hezbollah foi deportado, também com a mediação da Cruz Vermelha.

Mais na BBC Brasil. E você jura que acreditou quando os governos israelenses afirmam que não negociam com "terroristas".


Ombudsman da Folha concorda: jornal errou na manchete sobre doações ao PT

O novo e competente ombudsman do jornal Folha de S. Paulo, Carlos Eduardo Lins da Silva, comentou em sua coluna deste domingo a vergonhosa manchete e o desastrado enfoque dado nas páginas internas às reportagens sobre doações de grandes empresas ao PT e ao PSDB, publicadas na última segunda-feira. Este blog comentou o assunto no mesmo dia em que a Folha estampava a prova de sua tendenciosidade, mostrando como o jornal se atrapalhou inclusive ao fazer as contas da suposta "rentabilidade" para as empresas das doações feitas ao PT. Na verdade, conforme este blog alertou e o ombunsdman confirma na coluna de hoje (reproduzida abaixo), pelo critério adotado na matéria da Folha, seria muito mais negócio fazer doações ao PSDB.

Mais no Blog Entrelinhas.

Bloqueio a Gaza impede palestinos de estudar nos EUA

Sete estudantes palestinos que vivem na Faixa de Gaza e conseguiram bolsas de estudo do programa Fulbright, uma iniciativa mantida pelo governo americano, foram informados que não poderão fazer o curso superior nos Estados Unidos devido ao bloqueio israelense à região.

Grupos de defesa dos direitos humanos e políticos israelenses que se opõem ao bloqueio descreveram o episódio como uma "punição coletiva".

Israel afirma que, enquanto militantes palestinos dispararem morteiros contra cidades israelenses, ninguém - a não ser casos médicos mais urgentes - poderá sair da Faixa de Gaza.

Mais sobre a iniciativa lamentável de Israel na BBC Brasil.


Pedir fim do etanol do Brasil é irresponsável, diz relator da ONU

O novo relator especial da ONU para o Direito ao Alimento, Olivier De Schutter, disse em entrevista à BBC Brasil que pedir o fim do programa de álcool no Brasil seria "socialmente irresponsável".

"(O setor) provém empregos para pequenos produtores e para trabalhadores rurais, então eu acho que seria socialmente irresponsável pedir que esse programa seja terminado", disse Schutter.

O relator, porém, se diz preocupado com as condições de trabalho nas plantações de cana e diz que houve superestimação dos benefícios ecológicos do que prefere chamar de "agrocombustíveis".

Schutter também se distanciou de declarações e propostas de seu antecessor, Jean Ziegler, que deixou o cargo em abril e era considerado um dos principais opositores dos biocombustíves dentro da ONU.


O texto continua na BBC Brasil, inclusive com uma entrevista com o Sr. Shutter.


Desastre aéreo em Honduras mata embaixatriz do Brasil

A embaixatriz do Brasil em Honduras, Jeanne Chantal Neele, morreu nesta sexta-feira em um desastre aéreo na capital do país.

Ela era esposa do embaixador brasileiro em Honduras, Brian Michael Fraser Neele, que ficou ferido no acidente e está hospitalizado.

Pelo menos cinco pessoas morreram e cerca de 60 ficaram feridas no desastre, ocorrido quando o Airbus A-320 da companhia aérea salvadorenha TACA derrapou e saiu da pista no momento em que tentava pousar no aeroporto de Toncontín, em Tegucigalpa.

Texto completo na BBC Brasil.

A complexidade do racismo brasileiro

Ao resenhar “O Presidente Negro”, de Monteiro Lobato1, Alcino Leite Neto formula a dúvida diante do racismo expresso no texto: de quem é a fala, de Lobato ou dos protagonistas? Em outras palavras, a questão crucial que ele levanta, e que não é tão datada quanto a obra de Lobato, é: onde mora o racismo?

Sobre o livro resenhado, o próprio Lobato escreveu a seu amigo Godofredo Rangel: “Sabe o que ando gestando? Uma idéia-mãe! Um romance americano isto é, editável nos Estados Unidos”. Não eram idéias que ele pensaria em apresentar no Brasil, embora o tenha feito. Com a obra, ele pretendia impactar o mercado norte-americano, lançando lá a sua editora Tupy Company.

Trata-se de uma ficção científica fracassada, escrita à moda de H. G. Wells e “romanceando” idéias racistas de francês Gustave Le Bon. Bem antes dessa data (1926), e depois dela, Lobato jamais expressou aquelas idéias para valer, o que faz do seu “racismo” nessa obra uma impostação literária. E, diante do fracasso editorial, escreveu: “Errei vindo cá (EUA) tão verde. Devia ter vindo no tempo em que eles linchavam os negros”.

É muito freqüente tomar o racismo como um pensamento homogêneo, chapado num mesmo plano em nossa história intelectual, visto que é fácil explicar a sua gênese numa sociedade escravista -onde só existem “dois lados”-, mas difícil seguir a sua dissimulação numa ideologia “igualitária”, como a “nação mestiça” Mas se pudermos tomá-lo apenas como um rótulo que esconde diferentes posições políticas e argumentos selecionistas, será possível vê-lo se esgarçando, até sumir da vista sem desaparecer2.

O texto continua na revista eletrônica Trópico.


Para Ramonet, mídia é o aparato ideológico da globalização

“O mais difícil de perceber não é a informação distorcida, mas a informação oculta”. Em torno dessa e de outras idéias o jornalista, escritor e teórico da comunicação Ignacio Ramonet apresentou, na noite da última segunda-feira (26/05) no Instituto Cervantes, em São Paulo, a palestra “Informação, poder e democracia”, como parte do ciclo “Pensar Iberoamérica” do instituto espanhol. Com a mediação do sociólogo Emir Sader, o tom foi não apenas de denúncia da grande imprensa, mas também uma reflexão sobre a indústria cultural e as possibilidades de uma imprensa alternativa.


Por Henrique Costa, para o Observatório do Direito à Comunicação

Membro do conselho editorial do Le Monde Diplomatique – um dos exemplos mais bem-sucedidos de imprensa alternativa no mundo – e diretor do jornal até recentemente, Ramonet foi descrito por Sader como um “intelectual da esfera pública”. De fato, as inúmeras atividades deste galego que foi aluno de Roland Barthes comprovam sua vocação para o ativismo público, como a fundação das ONGs internacionais ATTAC e Media Watch Global e como um dos fomentadores do Fórum Social Mundial.

O texto completo pode ser visto em Vermelho Online.