terça-feira, 8 de maio de 2012

Hollande, a vitória de uma visão de mundo


François Hollande e Nicolas Sarkozy representaram na eleição francesa duas visões claras de mundo. Mais clara ainda só a visão constrangedora de Marine Le Pen, que seduziu quase 20% de desesperados ou de reacionários franceses, essas pessoas que enxergam no simplismo dos extremos uma definição categórica daquilo que imaginam ser a explicação das coisas.
A vitória de Hollande é a de uma ideologia, aquela que vê a sociedade como uma totalidade à serviço da qual deve estar o Estado, um Estado que deve buscar o bem-estar social e promover o desenvolvimento em favor de todos.
Hollande, ao se posicionar contra a austeridade, falso nome da socialização dos prejuízos produzidos pela especulação financeira, defende uma política de interesse coletivo.

A revista Veja e o complexo de Demóstenes


Freud não viveu o suficiente para descobrir uma nova categoria: o complexo de Demóstenes.
Ou seria síndrome?
Toda  vez que uma pessoa ou veículo de comunicação se apresenta como paladino da ética, tem rabo preso.

Mohammed Moulay e o punhal de Jean-Marie Le Pen


Mohammed Moulay , o homem com o punhal de Le Pen, está morto
 

Se há alguém que não vai chorar a sua morte, é Jean-Marie Le Pen ... "A criança com punhal",  era ele. Mohammed Moulay  morreu, sábado, 28 de abril em Argel, uma embolia pulmonar. Ele tinha 67 anos. Sua história aparece no Le Monde de sábado, 4 maio, 2002, às vésperas do segundo turno da eleição presidencial. Jean-Marie Le Pen derrubou Lionel Jospin no primeiro turno e se vê competindo com Jacques Chirac. Se Mohamed Moulay  concordou em entregar ao Le Monde é porque "a situação é grave, disse ele. Um homem que tem as mãos cheias de sangue pretende entrar no Eliseu." 

Vejam mais em NASSIF ONLINE

Namibia, primeiro genocídio do século XX?

Mulheres escravas na Alemanha do Sudoeste Africano,
 em meados de 1904.
Desde 2006, uma pequena rua nos arredores de Munique, denominada  “Herero Straße, a rua dos Herero”,nome que provavelmente não signifique nada para seus habitantes, nem para o resto de seus concidadãos, e muito menos aos leitores espanhois que lêem estas linhas. Mas tal denominação esconde uma triste, violenta e, sobretudo, história oculta.
Uma história que poderia ter saído do armário há algumas semanas, se o Parlamento alemão não houvesse decidido -após um debate de apenas meia hora-, opor-se ao reconhecimento como genocídio a matança sistemática que fez contra diversas tribos da atual Namíbia no início do século XX.
Genocídio? Sim, provavelmente essa seria a melhor maneira de defini-lo, tal como afirma a expert do Museu de Etnologia de Colônia, Larissa Förster: "Foi claramente uma ordem para eliminar as pessoas pertencentes a um grupo étnico específico e somente porque formavam parte deste grupo".
O Executivo, por outro lado, negou a maior e aceitou somente uma mera "responsabilidade histórica e moral pela Namíbia". E mais, em 2004, o governo alemão desautorizou as palavras de seu ministro de Auxílio ao Desenvolvimento.

Vejam o texto original em EL PAÍS ou uma tradução livre em NEBULOSA.DE.ÓRION

Marilyn Monroe, em contato com a KGB

A mítica atriz de Hollywood esteve em contato com os serviços de inteligência soviéticos e teve até uma relação sentimental com um de seus agentes. 
Na biografia da legendária atriz de Hollywood ainda restam episódios pouco conhecidos. Um deles é ‘uma viagem secreta’ a Moscou. Alguns acreditam que é uma lenda chamativa e falsa, mas a diretora e roteirista Lyudmila Temnova, que fez um filme sobre Monroe, disse o contrário. 
A diretora de cinema contatou o ex-agente da KGB, suposto 'companheiro sentimental' de Monroe. Segundo seu testemunho tudo começou quanto ele trabalhava sob cobertura diplomática numa visita de Nikita Kruschov aos EEUU. O agente afirma que conheceu a atriz por casualidade na embaixada soviética e logo sua amizade se converteu em "um sentimento".  
 
Vejam o texto original em RT ou uma tradução livre em NEBULOSA.DE.ÓRION

Bombardeio da OTAN no Afeganistão assassina mais 14 civis

Um bombardeio aéreo da Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF) causou a morte de 14 civis afegãos na província ocidental de Badghis, denunciou hoje uma fonte oficial.
Segundo o porta-voz provincial, Sharafudín Majidi, o ataque ocorreu ontem na zona de Nagor, no distrito de Bala Murghab, ocupado por contingentes das tropas espanholas.
De acordo com Majidi, os habitantes do lugar comunicaram que esse ataque com mísseis provocou 14 vítimas entre a população civil e que à zona chegou uma equipe de investigadores para constatar a ocorrência.  

Vejam o texto original em CUBADEBATE ou uma tradução livre em NEBULOSA.DE.ÓRION

Faltam as escutas entre Veja e a quadrilha

Na edição desta semana a revista VEJA atreve-se a insultar seus próprios leitores com a pergunta cínica estampada numa chamada de capa: “Como Demóstenes enganou tantos por tanto tempo”. Bastaria folhear o longo histórico de suas perorações contra a esquerda, o Estado, a democracia participativa, a cidadania engajada, o pensamento crítico, bem como a demonização de lideranças, idéias e projetos progressistas para obter a resposta à pergunta em suas próprias páginas.

Vejam mais em CARTA MAIOR

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Reino Unido barra acesso ao site de torrents Pirate Bay


Nesta segunda-feira (30), a alta corte do Reino Unido ordenou que os servidores de internet bloqueiem o site de torrents "Pirate Bay". Esta ação pode atingir cerca de 51,5 milhões de usuários britânicos.

Confira no UOL Tecnolgia

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Empresa diz que filial estatizada na Bolívia perdeu 94% do valor

A empresa espanhola Rede Elétrica Espanhola (REE) admitiu que a flial boliviana, TDE, que foi nacionalizada pelo presidente do país, Evo Morales, perdeu 94% do seu valor, de acordo com informações do jornal El Paíspublicadas nesta quinta-feira.
(...)
As contas da REE também mostram que os investimentos da empresa subiram na Espanha, enquanto foram cortados na Bolívia em 2005 e 2006, na mesma época em que Morales assumiu o governo.






Confira no Terra

quarta-feira, 2 de maio de 2012

“Militantes de esquerda foram incinerados em usina de açúcar”


Cláudio Guerra conta, por exemplo, como incinerou os corpos de dez presos políticos numa usina de açúcar do norte Estado do Rio de Janeiro. Corpos que nunca mais serão encontrados – conforme ele testemunha – de militantes de esquerda que foram torturados barbaramente.
“Em determinado momento da guerra contra os adversários do regime passamos a discutir o que fazer com os corpos dos eliminados na luta clandestina. Estávamos no final de 1973. Precisávamos ter um plano. Embora a imprensa estivesse sob censura, havia resistência interna e no exterior contra os atos clandestinos, a tortura e as mortes.”
Os dez presos incinerados 
-- João Batista e Joaquim Pires Cerveira, presos na Argentina pela equipe do delegado Fleury;
-- Ana Rosa Kucinsk e Wilson Silva, “a mulher apresentava marcas de mordidas pelo corpo, talvez por ter sido violentada sexualmente, e o jovem não tinha as unhas da mão direita”;
-- David Capistrano (“lhe haviam arrancado a mão direita”) , João Massena MelloJosé Roman eLuiz Ignácio Maranhão Filho, dirigentes históricos do PCB;
-- Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira e Eduardo Collier Filho, militantes da Ação Popular Marxista Leninista (APML).


Confira no IG

Entrega de dissidente Chen Guangcheng à China é fiasco da administração Obama

A versão de Chen é bem diferente. Horas depois de chegar ao hospital, o ativista deu uma entrevista por telefone para a agência de notícias Associated Press. Assustado, segundo a AP, Chen afirmou ter decidido deixar a embaixada para evitar represálias a sua família. Segundo Chen, um funcionário da embaixada dos EUA disse a ele que, se não deixasse o prédio, sua mulher “seria espancada até a morte”. Chen disse estar disposto a ir embora da China com sua família e pediu que uma mensagem fosse enviada ao deputado americano Chris Smith, um famoso crítico da China. “Acho que gostaríamos de descansar em um lugar fora da China”, disse. “Ajude minha família e eu a irmos embora de forma segura.” Ao Channel 4, emissora do Reino Unido, Chen fez afirmação semelhante. Disse que decidiu ir para o hospital não porque estava doente, mas “por conta de um acordo”. “Eu estava preocupado com a segurança da minha família”. Um funcionário do governo dos Estados Unidos respondeu imediatamente a notícia divulgada pela AP. Ele negou que o governo americano tenha repassado ameaças chinesas a Chen, mas admitiu que o governo chinês havia ameaçado mandar sua família de volta para sua província natal caso ele permanecesse indefinidamente na embaixada dos Estados Unidos.




Confira na CartaCapital

Se partidos aliados ajudarem, imprensa e procurador prestarão contas na CPMI

PT quer investigar organização criminosa e isso inclui envolvimento da Veja no esquema de Carlinhos Cachoeira (foto) e o cochilo do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, no andamento das investigações da Operação Monte Cassino, da Polícia Federal, concluído em 2009. E governo promete não interferir nos trabalhos para poupar ou para livrar investigados. A reportagem é de Maria Inês Nassif e Najla Passos.  

Vejam mais em Carta Maior

 

 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Relatório da CPI do Ecad propõe que governo regule direitos autorais


O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada pelo Senado para apurar supostas irregularidades na gestão do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), Lindbegh Farias (PT-RJ), apresentou nesta terça-feira (24) o relatório sobre a investigação. Entre as conclusões, ele incluiu um projeto de lei para a área de direitos autorais no Brasil.
De acordo com a proposta, seria mantido um escritório central para recolhimento e repasse dos valores referentes aos direitos autorais no país, mas suas ações passariam pelo crivo do Ministério da Justiça e a pasta funcionaria como instância reguladora e supervisora. Atualmente, o Ecad não é subordinado a nenhuma instância federativa. Mas o Ministério Público pode realizar auditorias no órgão.


Confira no G1

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Policarpo toma banho de Cachoeira

Agora, não podendo mais ocultar a “série de coincidências” – embora, ao contrário de outras vezes, tenha poupado uma capa sobre o escândalo – Veja mostra que associação entre seu editor e o banqueiro do bicho era de natureza “cívica”.
Sabendo que o áudio vazara, o publica como prova de sua “total transparência”, com a garantia do próprio bicheiro: “O Policarpo nunca vai ser nosso”.
Não, apenas estão trabalhando juntos pela moralidade pública:
- Limpando esse Brasil, rapaz, fazendo um bem do caralho pro Brasil, essa corrupção aí. Quantos (furos de reportagem) já foram, rapaz? E tudo via Policarpo.
Chega a ser comovente tanta pureza.
E é também tocante o discernimento de toda a grande imprensa brasileira, que se convenceu, automaticamente, que a associação Policarpo-Cachoeira era quase uma benemerência, uma cruzada moralizadora para livrar o Brasil da corrupção.


Confira o blog do Juremir Machado da Silva.

Do mesmo blog: - A CPI da Veja .

sábado, 21 de abril de 2012

"Chuva de cocô" intriga moradores de vilarejo na França

JB Online
PARIS - Uma estranha chuva marrom no vilarejo de Saint-Pandelon tem tirado o sono de moradores do local que têm convivido com "gotas" que sujam os carros, móveis de jardim e roupas dos varais, com a textura e cheiro de coliforme fecal.

Vejam mais detalhes no JORNAL DO BRASIL

quinta-feira, 19 de abril de 2012

REVISTA 'VEJA': COMO TRABALHA; A QUEM SERVE

"O dispositivo midiático demotucano  tem martelado em tom de condenação sumária que a construtora Delta -- suspeita de ser uma espécie de caixa de compensação bancária do esquema Cachoeira/Demóstenes--  é a empresa com o maior volume de contratos junto ao PAC. Esse traço evidenciaria, sugere o tom do noticiário, um  comprometimento automático do governo e do PT com a quadrilha manejada por Cachoeira. Mais de 80% das licitações  vencidas pela Delta são de obras sob a responsabilidade do  Dnit, o Depto Nacional de Infraestrutura de Transportes. Dos R$ 862,4 milhões pagos à construtora  em 2011, 90% vieram do órgão. Nesta 3ª feira, uma pequena nota escondida num canto de página da Folha, baseada em escutas da PF mostra que: a) o Dnit estava insatisfeito com a qualidade e irregularidades das obras tocadas pela Delta; b) desde 2010 o Dnit iniciou uma série de processos que poderiam levar a perdas de contratos pela construtora, ademais de submetê-la a investigações da PF e do Tribunal de Contas; c) o agravamento dos atritos levou a Delta a acionar  Cachoeira e seu grupo, que passaram a trabalhar pela queda do então diretor-geral do Dnit,  Luiz Antonio Pagot, uma indicação do PR, o Partido Republicano; d) em gravações feitas pela PF no primeiro semestre de 2011, Cachoeira diz a Claudio Abreu, diretor da Delta, que já estava fornecendo informações sobre irregularidades no Dnit para a revista "Veja"; e) a presidente Dilma Rousseff pediu o afastamento  de Pagot no dia 2 de julho, depois que 'denúncias' contra o Dnit  foram publicadas pela 'Veja', envolvendo suposto esquema de propinas que beneficiariam o PR; f) Pagot alegou inocência e resistiu até o dia 26 de julho, quando entregou a carta de demissão, em meio a uma crise que já havia derrubado toda a cúpula do ministério dos Transportes ligada ao PR (incluindo o ministro) ; g) o ex-presidente Lula tentou evitar a queda de Pagot. Não por acreditar em querubins. Preocupava-o a rendição recorrente ao denuncismo gerado por disputas entre quadrilhas associadas a órgãos de imprensa.Lula estava certo." 

Vejam em CARTA MAIOR(19.04.2012)

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Bancos privados impõem vexame histórico à Globo, Veja, Estadão

Os jornais "O Globo""Estadão" e a revista Veja fizeram "reporcagens" e editoriais repetindo o lobby dos bancos privados.

Diziam que o corte radical das taxas de juros aos clientes, na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil não eram sustentáveis.

Diziam que para ter cortes era preciso reduzir os impostos que os bancos pagam (coitadinhos!).

Diziam que os bancos públicos iriam ter prejuízo e seriam socorridos com dinheiro dos impostos. 

Diziam que não iria dar certo porque o "brasileiro era preguiçoso" para mudar de banco.

E blá-blá-blá.

Pois HSBC, Santander e Bradesco já desmentiram com fatos essas palavras que o Estadão e a Veja escreveram, ao anunciarem cortes de juros, seguindo os bancos públicos, devido a revoada de clientes em direção aos bancos públicos.  

Vejam mais no blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

As férias sabáticas de um ex-senador em Goiás


Prefeituras e governos dos estados governados pela oposição viraram cabide de emprego para políticos derrotados nas urnas. Primeiro foram Roberto Freire e Raul Jungmann, do PPS de Pernambuco. Ambos ganharam uma boquinha na paulistana Sabesp, sem nunca terem morado e muito menos conhecerem a cidade. E ainda por cima receberem jetons dos cofres públicos para não trabalhar na capital paulista.
Agora é a vez do goiano Marconi Perillo (PSDB) dar uma boquinha para o ex-senador Heráclito Fortes (DEM-PI), no Conselho de Administração da Saneago (estatal de saneamento de Goiás). O ex-senador mora em seu estado, mas recebe R$ 12,5 mil por mês.
Apesar disso, parece que Fortes não está contente com o salário ou com o cargo que ocupa. Recentemente ele afirmou opaafirmou estar em Goiás em "férias sabáticas". A pergunta que fica é; Depois do vimos no JN desta segunda, seria de se supor que essa mais uma indicação de Carlinhos Cachoeira para o governo tucano de Marconi Perillo?  

Vejam mais em BRASIL ATUAL

segunda-feira, 16 de abril de 2012


Manifestantes protestam durante homenagem a Médici: “Bagé pede desculpas ao Brasil

Bagé/RS - Um grupo de estudantes, professores, artistas, jornalistas e de outras categorias de trabalhadores promoveu um ato público dia 11 de abril, em Bagé, para homenagear a memória dos desaparecidos, torturados e mortos pela ditadura militar. A manifestação ocorreu na mesma hora em que era lançado no Clube Comercial o livro “Médici, a verdadeira história”, de autoria dos coronéis reformados Claudio Heráclito Souto e Amadeu Deiro Gonzalez. Carregando faixas e cartazes com fotos de desaparecidos e mortos pela ditadura, os manifestantes distribuíram panfletos para os participantes da homenagem ao ditador Médici, que é natural do município. “Bagé pede desculpas ao Brasil”, dizia um dos cartazes.

Um dos organizadores da homenagem foi para a calçada e “mandou” um policial militar permanecer ali para “garantir a segurança” de seus convidados. Não houve nenhum incidente de violência, só o constrangimento e a irritação visível na face de alguns dos admiradores do militar. Ao som de músicas de Tom Zé e Geraldo Vandré, os manifestantes leram o nome de todas as pessoas assassinadas durante o período em que Médici foi ditador do Brasil. E garantiram que estarão em qualquer futura manifestação que pretenda homenagear líderes da ditadura. O vídeo da manifestação é uma produção de Maria Bonita Comunicação.