O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, está sofrendo pressão para renunciar depois que o jornal espanhol "El Mundo" divulgou, no domingo, que ele teria trocado mensagens telefônicas com um homem que está preso há duas semanas, acusado de gerenciar pagamentos ilícitos e de fraude fiscal.
Segundo o jornal "El Mundo", Rajoy teria enviado mensagens de apoio a Luís Barcenas, ex-tesoureiro do Partido Popular (PP), partido do premiê, de quem teria recebido pagamentos nos anos 90.
Confira a notícia da BBC Brasil, reproduzida no UOL.
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Filmes mudos de Hitchcock se tornam patrimônio mundial
Nove filmes mudos que o cineasta inglês Alfred Hitchcock dirigiu entre os anos de 1925 e 1929 foram incluídos no arquivo da Unesco, a organização da ONU em prol da educação, ciência e cultura, informou o jornal britânico The Guardian. Os filmes passaram por uma restauração.
Confira no Correio do Povo.
Confira no Correio do Povo.
Raio-x dos bombeiros: Capital tem apenas 330 profissionais
A população brasileira alcançou 193.946.886 de pessoas em 1º julho deste ano, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Rio Grande do Sul é o quinto Estado mais populoso do país, com 10,7 milhões de pessoas. Porto Alegre tem 1.416.714 moradores e segue cotada como a 10ª cidade mais populosa do Brasil. Organismos internacionais preconizam que cidades com mais de 1 milhão de habitantes sejam atendidas por, no mínimo, 810 bombeiros. O ideal seriam 1,2 bombeiro por mil habitantes, mas a capital gaúcha, no entanto, tem apenas 330, o que representa uma grande defasagem do Corpo de Bombeiros da Capital em relação a outras cidades pelo mundo.
Em razão da população local, Porto Alegre precisaria ter 1,8 mil profissionais para atender as necessidades.(...)
Confira no Correio do Povo.
A capital do título, como se pode constatar é Porto Alegre.
Confira também: - Quartel improvisado atende 16 cidades no Médio Uruguai.
Em razão da população local, Porto Alegre precisaria ter 1,8 mil profissionais para atender as necessidades.(...)
Confira no Correio do Povo.
A capital do título, como se pode constatar é Porto Alegre.
Confira também: - Quartel improvisado atende 16 cidades no Médio Uruguai.
PLEBISCITO: O PATRICIADO E A PLEBE
Elio Gaspari, Eugenio Bucci e Merval Pereira manifestaram-se recentemente contrários à proposta de plebiscito formulada pelo governo Dilma. Para eles, a iniciativa de reformar a estrutura política do país não guarda qualquer aderência com as inquietações recentes expressas nas ruas. Alckmin, Aécio, Ronaldo Caiado, Serra, Larry Rothers (o do New York Times) e Gilmar Mendes, entre outros, pensam assim também.
A palavra plebiscito costuma provocar urticária na sensível epiderme conservadora por conta do recorte político claramente embutido em sua etimologia. A história da palavra marca o encontro de dois termos latinos (plebs e scitum) que podem ser traduzidos como o ‘decreto da plebe', a ordenação social definida por ela, digamos assim. Outro entendimento deriva da junção do latim, plebs scit . E, neste caso, a colisão com a visão histórica do patriciado de todas as épocas é ainda mais inflamável: ‘a plebe sabe', dardeja a etimologia.
Os centuriões da ordem, de todas as ordens, se arrepiam: se a plebe, o estamento intermediário na Roma antiga, sabe, em breve os escravos evocarão também esse direito. A questão crucial em todas as travessias de ciclo histórico é a reforma do poder: 'quem sabe' definir melhor o passo seguinte da sociedade.
Elio Gaspari, nos anos 80, acreditava que quem sabia era o coronel Heitor Ferreira de Aquino. O porta-recados da ditadura, e secretário do general Golbery (segundo na hierarquia da ditadura Geisel), despachava regularmente com o então diretor-adjunto da revista 'Veja'. Não raro, na véspera do fechamento, a voz da secretária ecoava pressurosa pelos corredores da semanal dos Civitas: ‘Eeeliiiooo, o Heitor, o Heitor! E lá ia o atual crítico do plebiscito beber direto na fonte de quem sabia, na sua concepção de sabedoria.
Heitor, uma espécie de faz-tudo de Golbery, de fato sabia. Muito. Um lado da história. Mas não toda ela. Sobretudo, não sabia o lado da rua. O da plebe que a seus olhos, a exemplo do patriciado atual, estava alheia às questões do poder e da estrutura política. Até que em 1983 surgiu o ‘Diretas Já!' e , em 1988, uma Constituinte esticou o perímetro da cidadania a limites até hoje não digeridos pelo patriciado que, pelo visto, rechaça viver a experiência novamente.
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Espionagem da CIA, FBI, DEA, NSA… E o silêncio no Brasil
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso diz que "nunca soube de espionagem da CIA" no Brasil. O governo atual cobra explicações dos Estados Unidos, e a presidente Dilma trata do assunto com a cúpula do Mercosul, no Uruguai, nesta quinta-feira (11). O Congresso Nacional envia protesto formal ao governo de Barack Obama.
Vamos aos fatos. Entre março de 1999 e abril de 2004, publiquei 15 longas e detalhadas reportagens na revista CartaCapital. Documentos, nomes, endereços, histórias provavam como os Estados Unidos espionavam o Brasil.
Confira o Blog do Bob Fernandes.
Governo vai aplicar Revalida para estudantes de medicina do Brasil
O Ministério da Educação (MEC) vai aplicar o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas (Revalida), feito hoje por médicos formados no exterior que queiram exercer a profissão no Brasil, para estudantes do último ano de medicina de instituições de ensino do País. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), o objetivo é avaliar se a prova está adequada às diretrizes curriculares dos cursos.
Confira no Terra.
Confira no Terra.
Islamitas egípcios iniciam nova jornada de protestos contra o golpe militar
Os islamitas egípcios iniciaram nesta sexta-feira uma nova jornada de
protestos convocada pela Irmandade Muçulmana e outros grupos contra o
golpe militar que derrubou o presidente Mohammed Mursi no último dia 3
de julho.
Segundo o site do partido Liberdade e Justiça (PLJ), o braço político da Irmandade Muçulmana, os manifestantes já se encontram na Praça de Rabea al Adauiya, um reduto islamita situado ao leste do Cairo. Aliás, os islamitas estão acampados no local há duas semanas para defender a legitimidade de Mursi.
Algumas pessoas procedentes de outras províncias do país viajaram até dez horas para fazer parte dos protestos e pedir a restituição do islamita no poder, já que, como afirma o PLJ, ele eleito democraticamente em junho de 2012.
Confia a notícia da EFE, no UOL.
Segundo o site do partido Liberdade e Justiça (PLJ), o braço político da Irmandade Muçulmana, os manifestantes já se encontram na Praça de Rabea al Adauiya, um reduto islamita situado ao leste do Cairo. Aliás, os islamitas estão acampados no local há duas semanas para defender a legitimidade de Mursi.
Algumas pessoas procedentes de outras províncias do país viajaram até dez horas para fazer parte dos protestos e pedir a restituição do islamita no poder, já que, como afirma o PLJ, ele eleito democraticamente em junho de 2012.
Confia a notícia da EFE, no UOL.
"Perigo comunista" leva famílias às ruas
O coro que ganhou força, entretanto, foi o mote da manifestação, entoado pelas pessoas que seguravam uma grande bandeira do Brasil. “Cansei de esperar, militares já”, gritavam, aplaudidos por um homem no carro de som com o cartaz “socorro Forças Armadas”.
A democracia não parecia ser uma preocupação da manifestação de quarta-feira. Um pequeno grupo foi hostilizado pelo puxador do carro de som ao gritar “de-mo-cra-cia” em resposta à faixa "Fora Dilma! PT nunca mais! Queremos os militares novamente no poder". Depois, uma manifestante convenceu um colega a não dar entrevista para a reportagem de CartaCapital. “Você sabe muito bem por quê”, disse ao ser questionada.
Confira na CartaCapital.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Empresa do espião Snowden foi consultora-mor do governo FHC
A rápida reação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso às denúncias
de que os EUA mantiveram uma base de espionagem no país, durante o seu
governo, suscita interrogações e recomenda providências.
Dificilmente elas serão contempladas sem uma decisão soberana do Legislativo brasileiro, para instalação de uma CPI que vasculhe o socavão de sigilo e dissimulação no qual o assunto pode morrer.
Entre as inúmeras qualidades do ex-presidente, uma não é o amor à soberania nacional.
Avulta, assim, a marca defensiva da nota emitida por ele no Facebook, dia 8, horas depois de o jornal "O Globo" ter divulgado que, pelo menos até 2002, Brasília sediou uma das estações de espionagem nas quais funcionários da NSA e agentes da CIA trabalharam em conjunto.
Vejam mais em CARTA MAIORspio
Dificilmente elas serão contempladas sem uma decisão soberana do Legislativo brasileiro, para instalação de uma CPI que vasculhe o socavão de sigilo e dissimulação no qual o assunto pode morrer.
Entre as inúmeras qualidades do ex-presidente, uma não é o amor à soberania nacional.
Avulta, assim, a marca defensiva da nota emitida por ele no Facebook, dia 8, horas depois de o jornal "O Globo" ter divulgado que, pelo menos até 2002, Brasília sediou uma das estações de espionagem nas quais funcionários da NSA e agentes da CIA trabalharam em conjunto.
Vejam mais em CARTA MAIORspio
A INSOLÊNCIA AMERICANA
(JB)-Nota-se uma diferença de linguagem na reação do governo
brasileiro à ampla invasão do sistema de comunicações de nosso país pelos
serviços secretos norte-americanos. A presidente Dilma Rousseff, ainda que
ponderada, foi muito mais incisiva do que o chanceler Antonio Patriota.
O
ministro chegou a elogiar a disposição do Departamento de Estado em nos prestar
esclarecimentos, pelas vias diplomáticas – como se isso fosse uma concessão do
poderoso, e não uma prática da diplomacia clássica. Não se trata de verberar
sua atitude, e menos ainda, de louvá-la, mas, sim, de entendê-la: Patriota tem
notória simpatia pelos Estados Unidos, onde foi embaixador, antes de assumir a
Secretaria-Geral do Itamaraty, e é casado com uma cidadã norte-americana.
Vejam mais no blog do MAURO SANTAYANA
terça-feira, 9 de julho de 2013
Exclusivo: Funcionária da Receita Federal foi condenada por sumir com processo da Globopar; câmera flagrou a retirada
A funcionária da Receita Federal Cristina Maris Meinick Ribeiro foi
condenada pela Justiça Federal do Rio de Janeiro por, entre outras
coisas, dar sumiço nos processos que eram movidos pela Receita Federal
contra a Globopar, controladora das Organizações Globo.
Um dos processos resultou numa cobrança superior a 600 milhões de reais — 183 milhões de imposto devido, 157 milhões de juros e 274 milhões de multa. Foi resultado do Processo Administrativo Fiscal de número 18471.000858/2006-97, sob responsabilidade do auditor Alberto Sodré Zile. Como ele constatou crime contra a ordem tributária, pelo menos em tese, abriu a Representação Fiscal para Fins Penais sob o número 18471.001126/2006-14.
A existência dos processos na Receita Federal foi primeiro revelada pelo blog O Cafezinho, de Miguel do Rosário, que publicou algumas páginas da autuação (leia os documentos na íntegra no pé do post).
Desde então, blogueiros e internautas se perguntavam sobre o andamento do processo, cujo último registro oficial data de 29/12/2006. Consultas ao site da Receita revelam que ele está “em trânsito”.
Confira no Vi o Mundo.
Um dos processos resultou numa cobrança superior a 600 milhões de reais — 183 milhões de imposto devido, 157 milhões de juros e 274 milhões de multa. Foi resultado do Processo Administrativo Fiscal de número 18471.000858/2006-97, sob responsabilidade do auditor Alberto Sodré Zile. Como ele constatou crime contra a ordem tributária, pelo menos em tese, abriu a Representação Fiscal para Fins Penais sob o número 18471.001126/2006-14.
A existência dos processos na Receita Federal foi primeiro revelada pelo blog O Cafezinho, de Miguel do Rosário, que publicou algumas páginas da autuação (leia os documentos na íntegra no pé do post).
Desde então, blogueiros e internautas se perguntavam sobre o andamento do processo, cujo último registro oficial data de 29/12/2006. Consultas ao site da Receita revelam que ele está “em trânsito”.
Confira no Vi o Mundo.
Para analistas, 'espionagem' abala, mas não põe em risco relação Brasil-EUA
Não é exatamente a agenda que Brasil e Estados Unidos pretendiam
enfatizar, a apenas três meses da visita com honras de Estado que a
presidente Dilma Rousseff fará a Washington, em outubro.
Mas as denúncias de que a Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) coletou milhões - possivelmente bilhões - de dados de ligações e e-mails trocados no Brasil passam e ter destaque nas preocupações bilaterais após serem reveladas pelo jornal "O Globo" no domingo.
Confira a notícia da BBC Brasil, disponível no UOL .
Mas as denúncias de que a Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) coletou milhões - possivelmente bilhões - de dados de ligações e e-mails trocados no Brasil passam e ter destaque nas preocupações bilaterais após serem reveladas pelo jornal "O Globo" no domingo.
Confira a notícia da BBC Brasil, disponível no UOL .
Seguidores de Mursi convocam novo protesto após a morte de islamitas no Cairo
Os seguidores do deposto presidente egípcio Mohammed Mursi voltarão às
ruas nesta terça-feira (9) após a morte de pelo menos 51 pessoas ontem, a
maioria de islamitas, em frente à sede da Guarda Republicana no Cairo.
Grupos islamitas convocaram para novas concentrações na Praça Rabea al Adauiya, situada no leste da capital egípcia, em protesto pelos fatos registrado na véspera, os quais foram qualificados como um "massacre" pela Irmandade Muçulmana.
O "massacre" em questão se refere ao assassinato de mais de 50 pessoas, incluindo muitos manifestantes pacíficos, registrado ontem pelas Forças Armadas, que "seguem o exemplo de Bashar al Assad e querer levar o Egito ao mesmo destino que da Síria para tomar o poder".
Confira a notícia da EFE, disponível no UOL.
Grupos islamitas convocaram para novas concentrações na Praça Rabea al Adauiya, situada no leste da capital egípcia, em protesto pelos fatos registrado na véspera, os quais foram qualificados como um "massacre" pela Irmandade Muçulmana.
O "massacre" em questão se refere ao assassinato de mais de 50 pessoas, incluindo muitos manifestantes pacíficos, registrado ontem pelas Forças Armadas, que "seguem o exemplo de Bashar al Assad e querer levar o Egito ao mesmo destino que da Síria para tomar o poder".
Confira a notícia da EFE, disponível no UOL.
Israel mantém 2.000 refugiados africanos em cadeia no deserto
Na prisão de Saharonim, que fica no deserto do Negev, no sul de Israel,
se encontram homens, mulheres e crianças do Sudão e da Eritreia, que
tentaram entrar no país a pé, através da península egípcia do Sinai.
Desde que Israel concluiu a construção da cerca que separa o Sinai do sul do país, em 2012, houve uma queda de mais de 99% no número de refugiados africanos que conseguem entrar no território israelense.
Os poucos que conseguem ultrapassar a cerca (desde o inicio de 2013 foram apenas 34) são imediatamente levados para a prisão de Saharonim.
No entanto, de 2007 a 2012, cerca de 60.000 cidadãos da Eritreia e do Sudão, que fugiram de seus países para salvar suas vidas, conseguiram entrar em Israel.
Confira no Opera Mundi.
Desde que Israel concluiu a construção da cerca que separa o Sinai do sul do país, em 2012, houve uma queda de mais de 99% no número de refugiados africanos que conseguem entrar no território israelense.
Os poucos que conseguem ultrapassar a cerca (desde o inicio de 2013 foram apenas 34) são imediatamente levados para a prisão de Saharonim.
No entanto, de 2007 a 2012, cerca de 60.000 cidadãos da Eritreia e do Sudão, que fugiram de seus países para salvar suas vidas, conseguiram entrar em Israel.
Confira no Opera Mundi.
Caso Eike põe em xeque apoio do BNDES a megagrupos nacionais 85
O colapso do grupo EBX, do magnata brasileiro Eike Batista, põe em xeque
as políticas de apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES) em relação a grandes grupos nacionais.
Essa é a avaliação tanto de Aldo Musacchio, professor da Harvard Business School, quanto de Mansueto Almeida, do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA), que vêm estudando as práticas e escolhas do banco e seus efeitos sobre a economia brasileira.
Confira a reprodução de notícia da BBC Brasil, no UOL Economia.
Essa é a avaliação tanto de Aldo Musacchio, professor da Harvard Business School, quanto de Mansueto Almeida, do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA), que vêm estudando as práticas e escolhas do banco e seus efeitos sobre a economia brasileira.
Confira a reprodução de notícia da BBC Brasil, no UOL Economia.
O ódio ganhou as ruas
Cafezinho com Wanderley
Os discursos de ódio foram às ruas
Wanderley Guilherme dos Santos
Os Discursos de Ódio designam insultos contra indivíduos e grupos com o objetivo de provocar o ódio contra eles, e eventual violência, simplesmente porque são quem são. Referem-se às discriminações contra raças, religiões, etnias, gêneros e preferências sexuais. No Ocidente, têm sido os negros, os islâmicos, as mulheres, os judeus e os homo-afetivos as vítimas notórias dos discursos de ódio. Existe legislação no Canadá, na Dinamarca, na Nova Zelândia, na Alemanha e na Inglaterra regulando e punindo criminalmente a publicação e difusão de panfletos, livros, jornais, impressos de qualquer natureza que estimule sentimentos e ações destruidoras da dignidade de terceiros.
Não há coincidência na definição precisa do crime embutido em discursos de ódio nem na extensão e conteúdo das penas. Nos Estados Unidos o debate acadêmico é intenso nos dias atuais, agregando-se às históricas brutalidades contra negros e mulheres os recentes preconceitos e abusos verbais de que tem sido objeto a comunidade islâmica desde a derrubada das torres gêmeas. Uma avaliação dos argumentos contra e a favor de legislação que coíba os discursos de ódio, efetuado por prestigiado jurista pró-legislação, Jeremy Waldron, encontra-se em The harm in hate speech (O dano em discurso de ódio), Harvard University Press, 2012. Sua tradução e circulação ajudariam a entender aspectos emergentes da política brasileira.
Vejam mais em O Cafezinho.
Os discursos de ódio foram às ruas
Wanderley Guilherme dos Santos
Os Discursos de Ódio designam insultos contra indivíduos e grupos com o objetivo de provocar o ódio contra eles, e eventual violência, simplesmente porque são quem são. Referem-se às discriminações contra raças, religiões, etnias, gêneros e preferências sexuais. No Ocidente, têm sido os negros, os islâmicos, as mulheres, os judeus e os homo-afetivos as vítimas notórias dos discursos de ódio. Existe legislação no Canadá, na Dinamarca, na Nova Zelândia, na Alemanha e na Inglaterra regulando e punindo criminalmente a publicação e difusão de panfletos, livros, jornais, impressos de qualquer natureza que estimule sentimentos e ações destruidoras da dignidade de terceiros.
Não há coincidência na definição precisa do crime embutido em discursos de ódio nem na extensão e conteúdo das penas. Nos Estados Unidos o debate acadêmico é intenso nos dias atuais, agregando-se às históricas brutalidades contra negros e mulheres os recentes preconceitos e abusos verbais de que tem sido objeto a comunidade islâmica desde a derrubada das torres gêmeas. Uma avaliação dos argumentos contra e a favor de legislação que coíba os discursos de ódio, efetuado por prestigiado jurista pró-legislação, Jeremy Waldron, encontra-se em The harm in hate speech (O dano em discurso de ódio), Harvard University Press, 2012. Sua tradução e circulação ajudariam a entender aspectos emergentes da política brasileira.
Vejam mais em O Cafezinho.
As grandes lambanças
Mauro Santayana
O caminho encontrado pelos Estados Unidos para ampliar a sua espionagem no mundo pode ser definido com um vocábulo bem brasileiro: tratou-se e se trata de uma grande lambança. Dominada a República pelo fundamentalismo mercantil (a expressão é de Celso Furtado), o governo de Washington, já a partir de Bush, terceirizou a mais grave obrigação dos estados nacionais — a segurança de suas fronteiras e de seus povos. Depois de contratar mercenários para os combates, passou a contratá-los para definir a estratégia internacional do país.
Espionar os eventuais inimigos é uma prática universal, desde que se desenharam as fronteiras políticas. Os espiões têm que ser recrutados com extremo cuidado a fim de que se garanta a sua lealdade. Ainda assim, os riscos são imensos, porque não há só a espionagem; existe também a contraespionagem. Por isso mesmo, o mais famoso agente-duplo do mundo, o britânico Harold Russel Kim Philby, que chefiava uma das seções mais poderosas do M-16, era também o chefe da espionagem soviética no Reino Unido. Philby deu um sério conselho aos jovens que sonham com o romantismo e as emoções da espionagem: trabalhassem sempre por dinheiro, porque nunca saberiam a que país estariam servindo realmente.
Vejam mais no JORNAL DO BRASIL
O caminho encontrado pelos Estados Unidos para ampliar a sua espionagem no mundo pode ser definido com um vocábulo bem brasileiro: tratou-se e se trata de uma grande lambança. Dominada a República pelo fundamentalismo mercantil (a expressão é de Celso Furtado), o governo de Washington, já a partir de Bush, terceirizou a mais grave obrigação dos estados nacionais — a segurança de suas fronteiras e de seus povos. Depois de contratar mercenários para os combates, passou a contratá-los para definir a estratégia internacional do país.
Espionar os eventuais inimigos é uma prática universal, desde que se desenharam as fronteiras políticas. Os espiões têm que ser recrutados com extremo cuidado a fim de que se garanta a sua lealdade. Ainda assim, os riscos são imensos, porque não há só a espionagem; existe também a contraespionagem. Por isso mesmo, o mais famoso agente-duplo do mundo, o britânico Harold Russel Kim Philby, que chefiava uma das seções mais poderosas do M-16, era também o chefe da espionagem soviética no Reino Unido. Philby deu um sério conselho aos jovens que sonham com o romantismo e as emoções da espionagem: trabalhassem sempre por dinheiro, porque nunca saberiam a que país estariam servindo realmente.
Vejam mais no JORNAL DO BRASIL
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Até Alberto Dines apoiou o golpe de 1964
Historiador tem o triste papel de fazer emergir o passado.
Em “Jango, a vida e a morte no exílio”, trago à tona o que tempo escondeu.
Por exemplo, o lamentável papel da imprensa no apoio aos militares. Pode-se dizer que essa submissão da mídia vem sendo desmascarada. Os editoriais dos grandes jornais são conhecidos e citados. Mas alguns personagens marcantes do jornalismo atual continuam a brilhar como resistentes sem que se fale de como se comportaram no momento em que os coturnos dos militares marcharam sobre o governo de Jango. Um pouco de desconstrução não faz mal a ninguém. Segue um trecho do meu livro:
Confira no Blog do Juremir Machado da Silva.
domingo, 7 de julho de 2013
A classe médica brasileira tem medo de quê?
Mas a última dessas batalhas do grêmio médico é, de longe, a mais complexa: o convite a médicos estrangeiros para trabalhar no território nacional. Esse assunto é particularmente sensível porque atinge ao mesmo tempo o status outorgado pelo ingresso às escolas médicas, posturas políticas, questionamento da liderança e o temor de concorrentes novos no mercado de trabalho.
O ingresso às escolas médicas no Brasil acontece através de um penoso processo que visa excluir aqueles provenientes de camadas com menores recursos e oportunidades. Na visão oposta, trata-se da seleção dos “melhores”, como se nessa lógica inversa a qualidade de um médico fosse garantida pela seleção que teve para entrar, e não pela formação adquirida dentro da escola médica.
Os médicos estrangeiros representam um desafio a esse paradigma: muitos países têm processos de seleção muito mais acessíveis para o ingresso. A seleção real acontece dentro da escola de medicina. Os alunos são constantemente avaliados, reprovados e jubilados, se necessário, durante o processo de formação médica. Diferentemente do que acontece no Brasil, entrar na escola de medicina não significa que o aluno será médico seis ou sete anos mais tarde.
Confira o texto completo na CartaCapital.
FALTA DE VERGONHA!
O ultrachavismo sem chaves da Rede Globo
O presidente do Supremo Tribunal Federal, o ídolo dos coxinhas, Joaquim Barbosa, é hoje o principal trunfo político da Rede da Globo. Ancelmo Gois incensa-o regularmente desde que ele tomou as dianteiras da Ação Penal 470. Outro colunista, Roberto Damatta não apenas afirmou que votaria sem pestanejar nele, como achava que Barbosa levaria fácil no primeiro turno. Merval Pereira e ele estão sempre se telefonando, e o colunista publica a conversa no dia seguinte sem escrúpulos de chapa-branquismo. O ex-presidente do STF anterior, Ayres Brito, escreveu o prefácio do livro de Merval enquanto ainda tocava o julgamento do mensalão. É uma falta de vergonha inacreditável. (...)
CLIQUE AQUI para ler mais. (via O Cafezinho e O Boqueirão Online)
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