quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Aécio, Aloysio, as calúnias e o boato da morte do doleiro Youssef

O PSDB poderia, talvez, prestar um serviço a si próprio se não insistisse tanto, e de maneira tão veemente, em subestimar a inteligência dos eleitores, inclusive os do partido.
Da tribuna do Senado, Aloysio Nunes, ex-vice de Aécio, fez um pronunciamento, por um lado, ressentido e, por outro, hipócrita. Recusou o “pedido para diálogo”. “Comigo não! Porque se estende uma mão e a outra mão tem a faca, o punhal para lhe cravar na barriga, para lhe cravar nas costas!”, disse, dramático.
Reclamou também da baixaria petista. “Como é possível descer tão baixo na calúnia, na infâmia, transformar as redes sociais, que são um instrumento maravilhoso da democratização dos debates, da participação social, transformar isso num esgoto, num esgoto fedorento para destruir adversários?”
Aécio, num vídeo de agradecimento a quem confiou nele, foi no mesmo tom. “Disputamos uma eleição desigual, com o outro lado usando como nunca a máquina pública, a infâmia e a calúnia contra nós”.
O lacerdismo mequetrefe teima em brigar com os fatos, mas nada impedirá Aloysio, Aécio e colegas de continuar posando de vítimas e vestais. Se não colou durante a campanha, por que colaria agora?
Alguém acredita realmente que o PSDB não distribuiu golpes baixos a torto e a direito?

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Não esqueçam o que eles escreveram

A imprensa brasileira escavou o poço da dignidade no último fim de semana, em sua derradeira e desesperada tentativa de reverter a direção dos votos para a Presidência da República. Como na tradição recente, coube à revista Veja dar partida ao factoide que deveria interromper a tendência dos indecisos em favor da candidatura do Partido dos Trabalhadores. Não foi suficiente. Ainda que por margem estreita, Dilma Rousseff se reelegeu.
Na segunda-feira (27/10), em processo de digestão do resultado indesejado, os principais jornais de circulação nacional assumem o discurso da conciliação proposto pela candidata vitoriosa e por seu oponente. A mais disputada eleição presidencial do presente século se encerra sob o signo da reforma política, tema que dominou a manifestação de Dilma Rousseff e que ganha algumas manchetes. Mas a proposta vem acompanhada de uma dúvida razoável: o Congresso Nacional abriria mão de decidir as novas regras em favor de um plebiscito, como propõe a presidente?

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Novo recorde: executivo da Google salta de mais de 40 km de altura

Um cientista da computação saltou de paraquedas de um balão próximo ao topo da estratosfera na última sexta-feira, 24, caindo mais rápido que a velocidade do som e quebrando o recorde mundial de altitude.
O salto foi feito por Alan Eustace, 57 anos, vice-presidente sênior de conhecimento do Google.


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domingo, 26 de outubro de 2014

No Datafolha, Dilma 52% x 48% de Aécio; Ibope mostra Dilma em vantagem fora da margem de erro; Vox mostra presidenta com liderança folgada




Da Redação do Viomundo

A pesquisa do Vox Populi divulgada esta noite traz a candidata Dilma Rousseff com oito pontos de vantagem sobre o tucano Aécio Neves (54% x 46%), em votos válidos (veja os quadros no pé deste post). (...)

Manifestação contra reforma trabalhista de Renzi reúne um milhão de pessoas em Roma

Um protesto de trabalhadores em Roma reuniu neste sábado (25/10) um milhão de pessoas, segundo estimativas da CGIL (Confederação Geral Italiana do Trabalho). O ato foi convocado pela entidade para marcar oposição contra a reforma trabalhista “Jobs Act”, proposta pelo primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi. Com o slogan "Trabalho, Dignidade e Igualdade para mudar a Itália", o protesto teve a presença da secretária-geral da CGIL, Susanna Camusso, além de artistas e políticos da própria legenda do primeiro-ministro, o PD (Partido Democrático), que se opõem à reforma.


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sábado, 25 de outubro de 2014

O cerco à imprensa livre na Grécia

Durante meses em 2012, todos na Grécia sabiam a respeito da “lista Lagarde”, mas poucos a tinham visto de fato.
A lista continha os nomes dos mais de 2 mil gregos possivelmente envolvidos em sonegação de impostos que mantinham contas em bancos suíços. Ela tinha sido entregue pela ex-ministra francesa das Finanças Christine Lagarde aos gregos em outubro de 2010, durante o auge da crise econômica grega.
Mas funcionários do governo disseram ter perdido a lista – primeiro, ao perder o CD que a continha e, depois, ao perder o pen drive para o qual o material foi copiado – e não fizeram esforços para recuperá-la durante meses.
Então, no segundo semestre de 2012, o jornalista investigativo grego Kostas Vaxevanis obteve uma cópia da lista e a publicou em sua revista, Hot Doc. Ele dava o nome de políticos, parentes relevantes deles e magnatas dos negócios. Subitamente, o governo resolveu agir. Em menos de 24 horas, um mandado foi emitido e 50 policiais foram mobilizados para deter Vaxevanis e não os sonegadores.

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O ódio é a herança da imprensa

Como suporte midiático da aliança oposicionista, a imprensa hegemônica é a matriz do radicalismo que domina a disputa eleitoral. A se confirmarem os números dos dois institutos, as grandes empresas de comunicação deverão reunir seus conselhos imediatamente após a eleição, para discutir o futuro.
As análises sobre a virada da candidata petista em cima do senador Aécio Neves, do PSDB, observam com clareza que a presidente da República reverteu a tendência inicial do segundo turno com o recurso da propaganda direta no rádio e na TV. No entanto, nenhum especialista credenciado pela imprensa admite que essa mudança significa, na prática, a desconstrução do discurso da própria mídia, que em mais de uma década vem injetando na agenda pública uma mensagem de depreciação da política e descrédito das instituições republicanas.



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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Em tempos de paranoia anticomunista, o PSDB tenta esconder a biografia de Aloysio Nunes

Uma das acusações preferidas de aecistas cavernistas a Dilma Rousseff é a de que se trata de uma “ex-terrorista, assaltante de banco e subversiva”. Uma vez comunista, sempre comunista.
Se antes esse era um discurso de bolsonaros doentes, ganhou um estatuto mainstream. O senador Álvaro Dias, por exemplo, do PSDB, conseguiu enxergar uma bandeira cubana no clipe da Copa do Mundo. Aécio Neves, mesmo, falou para a adversária no debate do SBT que não continuaria dando dinheiro para “as ditaduras que você apoia”.
É claro que eles não acreditam realmente nessa conversa mole da Guerra Fria. Mas, como tem ressonância entre milhares de burros, eles vão falando.
Com essa radicalização, é sintomático que a chapa de Aécio faça força para esconder seu próprio “ex-terrorista”, o vice Aloysio Nunes Ferreira.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A “podridão” segundo FHC, o demagogo

“É uma coisa muito engraçada. A maioria das pessoas acha que pelo fato de o presidente Lula ter indicado a mim, ao Joaquim Barbosa e ao Cezar Peluso ao Supremo, nós seríamos ligado ao PT. Mas nenhum de nós é. Eu sempre fui ligado ao PSDB e minha origem lá atrás é sabida”, diz Eros.
É uma frase curta, simples – mas sobre a qual os historiadores terão que se debruçar quando escreverem alguma biografia de Lula.
Lula, o Rei do Aparelhamento segundo seus opositores, nomeou então para o STF três juízes que nada tinham a ver com o PT, conforme palavras de um deles.
Um pouco mais que isso. Eros era, como ele mesmo conta, sabidamente ligado ao PSDB, nêmesis do PT.
Agora compare a indicação de Eros, fiquemos nele, com uma de FHC: Gilmar Mendes.

“A minha luta contra corrupção se encerra”, diz Protógenes Queiroz

Depois do desfecho nas intenções de voltar ao meio político, findadas pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que o condenou por violação de sigilo durante a investigação da Operação Satiagraha, Protógenes Queiroz lamentou: “a minha luta contra corrupção se encerra porque estou abatido no campo de uma guerra desigual”, disse em mensagem ao GGN.
O deputado federal pelo PCdoB considerou parcial o julgamento da Corte, que o condenou por comunicar antecipadamente jornalistas sobre as datas e momentos em que a operação seria deflagrada, durante a investigação das denúncias de crimes financeiros cometidos pelo banco de investimentos Opportunity, no período da privatização da Brasil Telecom.

Confira no Jornal GGN

A imprensa conivente com a censura

Um tribunal muda as regras do jogo na fase final da disputa. Pior: proíbe a divulgação de reportagens e depoimentos de eleitores. Tivéssemos uma imprensa digna desse nome, esses dois fatos exigiriam nada menos do que manchetes, daquelas que escancaram um escândalo.
Mas, não. Tudo foi apresentado como se fosse a coisa mais natural do mundo, e até desejável: uma saudável providência para conter o “vale-tudo” na campanha para a presidência da República.

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Embraer apresenta 1º protótipo do KC-390, maior avião já fabricado no Brasil

A Embraer (EMBR3) espera avançar nas negociações para novos contratos de venda do cargueiro KC-390, após ter apresentado nesta terça-feira o primeiro protótipo do avião militar, o maior já desenvolvido e produzido no Brasil.
O KC-390 é resultado de acordo de US$ 2 bilhões de dólares firmado em 2009 com a Força Aérea Brasileira (FAB), envolvendo a montagem de dois protótipos. Em maio deste ano, a FAB assinou contrato firme de R$ 7,2 bilhões por 28 unidades do cargueiro, que substituirão os aviões Hercules C130 na frota da Força Aérea.

Confira no UOL Economia

Homem com paralisia volta a caminhar após tratamento revolucionário





Um homem com paralisia, provocada por um ataque com faca, voltou a andar graças a um transplante de células nervosas realizado na Polônia, em uma operação sem precedentes.

Confira no Correio do Povo.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Aécio “arrogante” x Dilma “técnica”: a petista saiu-se melhor na Record



'Num só debate, Aécio atacou o Pronatec, a Petrobras, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, o BNDES. Passou a impressão de que o projeto do PSDB é mesmo o desmonte do Estado brasileiro. Isso tira voto no povão'.  (Rodrigo Vianna)*
CLIQUE AQUI para continuar lendo*.

sábado, 18 de outubro de 2014

O dia em que Marina prometeu que não subiria no palanque do PSDB

Em entrevista no dia 26 de junho, Marina Silva (PSB) disse que não subiria “em hipótese alguma, no palanque do PSDB”. Então pré-candidata a vice-presidência na chapa de Eduardo Campos (PSB), Marina fez a afirmação no programa “É Notícia”, na Rede TV. Para a Agência Estado, em maio, a candidata já havia descartado, de maneira mais discreta, a aliança com o PSDB.
Quase quatro meses depois, Marina descumpriu sua promessa. Após declarar o apoio ao tucano Aécio Neves, no último domingo 12, a candidata derrotado no primeiro turno subiu ao palanque ao lado do candidato nesta sexta-feira 17.

Confira no Pragmatismo Politico

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Marina divisora

A adesão de Marina Silva a Aécio Neves é o seu caminho convencional, mas, para formular os argumentos vazios que invocou, não precisava de tantos dias, bastavam minutos. Além disso, Marina já tem convivência bastante com a política para saber que nenhuma condição exigida de Aécio tem valor algum: se eleito e por ela cobrado, não esqueceria o velho refrão político "as circunstâncias mudaram". Ao espichar as atenções por mais uns dias, no entanto, Marina instalou a implosão em dois partidos. Um feito, sem dúvida.


Trecho de coluna de Jânio de Freitas, na Folha de São Paulo. Também pode ser lido em Colagens do Umbigo e da Mosca Azul

Turquia bombardeia posições dos rebeldes curdos no sudeste do país

Aviões turcos bombardearam nessa segunda-feira bases do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), no sudeste do país, pela primeira vez desde o cessar-fogo decretado pelos rebeldes curdos em março de 2013. Os caças do exército turco apontaram contra posições do PKK, que atacava há três dias um posto das forças de segurança turcas em Daglica (sudeste), segundo uma fonte militar.

A operação aconteceu poucos dias depois das manifestações da comunidade curda na Turquia que terminaram em violência e deixaram 34 mortos, centenas de feridos e muitos danos. Os manifestantes protestavam contra a recusa do governo islamita conservador a intervir militarmente para salvar a cidade curda síria de Kobane, cercada há várias semanas pelos jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI).


Leia mais no Correio do Povo

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Aécio Neves esconde que votou contra a valorização do salário mínimo

Aécio Neves contou uma mentira em seu programa eleitoral exibido na tarde do último sábado (11). O presidenciável tucano disse que apoiou a atual política que garante um aumento real do salário mínimo e disse que a medida foi criada pelo Congresso Nacional.
Na verdade, a regra do aumento real do salário mínimo foi criada no governo Lula, em 2006, em um pacto firmado com todas as centrais sindicais. Em seu primeiro ano de mandato, em 2011, Dilma Rousseff enviou ao Congresso Nacional uma proposta para manter a política de valorização salarial até 2014. Aécio Neves e todo o seu partido, o PSDB, votaram contra. Perderam, mas votaram contra. Além disso, Aécio e o PSDB entraram no STF alegando que a regra era inconstitucional. Perderam também no STF.

Confira no Pragmatismo Político

Meritocracia à Aécio

Aos 17 anos, Aécio foi nomeado secretário de gabinete parlamentar na Câmara dos Deputados. Seu pai, Aécio Cunha, era deputado federal pela Arena.
Segundo o site da Câmara, Aécio permaneceu nesta posição até os 21 anos.
Há, aí, um fato intrigante: conforme perfil feito pela insuspeita revista Época, Aécio fazia faculdade no Rio no mesmo período em que era secretário de gabinete.
Algum jornalista se interessou em esclarecer essa suposta ubiquidade meritocrática?
Mundo imperfeito, mundo imperfeito.
Aos 23 anos, de volta a Minas depois da estada no Rio, foi nomeado assessor pelo avô, o governador Tancredo Neves. Como avós sempre encontram méritos nos netos, Aécio poderia hoje dizer que ganhou o cargo graças à meritocracia.
Tancredo morreria em 1985, pouco antes de tomar posse como primeiro presidente civil depois da ditadura militar. (Ele vencera, ao lado do vice Sarney, eleições indiretas.)
Com Sarney na presidência, Aécio deu um salto. Aos 25 anos, era diretor da Caixa Econômica Federal.
O que o candidato Aécio diria, hoje, de um neto de político indicado para uma diretoria da Caixa aos 25?

Leia o texto completo no Diário do Centro do Mundo

Apoio a Aécio provoca debandada no PSB gaúcho

O vice de Marina é Beto Albuquerque, do Rio Grande do Sul.
Pois veio justamente do Rio Grande Sul, da cidade de Santo Ângelo, 80 mil habitantes, terra natal do saudoso Fausto Wolff, um gesto de indignação que desmente cabalmente as acusações de “fim da política”.
Membros da executivo do PSB e filiados não aceitaram o apoio de seu partido ao projeto neoliberal de Aécio Neves, e decidiram por uma desfiliação coletiva.

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