sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Site divulga lista dos melhores filmes dos últimos 25 anos

Leonardo DiCaprio e Cristopher Nolan se destacam entre os 25 filmes da lista. O ator é protagonista de quatro filmes do ranking: Os Infiltrados (2006), A Origem(2010), Django Livre (2012) e O Lobo de Wall Street (2013). Já o diretor inglês é responsável por cinco dos 25 longas: Amnésia (2000), Batman Begins (2005),Batman, O Cavaleiro das Trevas (2008), A Origem (2010) e Interestelar (2014).

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terça-feira, 20 de outubro de 2015

O impeachment de Oscar Vilhena e o assassinato da lógica

Entenderam? Vou tentar explicar.
Não é a oposição que não se conforma em ter perdido as eleições de 2014 e não tem paciência para aguardar 2018; é o governo (que ganhou as eleições de 2014) que não tem grandeza de tirar o time de campo, sabendo que poderá voltar em 2018. Em vez disso, tenta cooptar aliados com práticas clientelistas.
Ou seja, apresenta como premissa do modelo brasileiro a fragilização do poder do Executivo. E, depois, afirma que o esforço do Executivo para garantir a governabilidade denota falta de desprendimento.
Nenhuma sugestão sobre como aprimorar o modelo, sobre como reduzir a alta volatilidade da política brasileira, sobre como não transformar cada crise em instabilidade política. Tudo se resume à oposição impichar o governo em crise e o governo, por despreendimento, não reagir.

Leia o texto completo no Blog do Luís Nassif

A cooperação internacional como arma política


Volto ao tema da cooperação internacional e da geopolítica.
Nas últimas décadas, a luta contra o crime organizado ampliou as formas de cooperação internacional, a possibilidade de procuradores de vários países trabalharem de forma conjunta.
(...)
***
É por aí que entra a visão geopolítica norte-americana nos acordos de cooperação internacional.
Os canais de cooperação internacional permitem ao parceiro mais aparelhado – os EUA – alimentar os parceiros emergentes com informações de seu próprio interesse.
Não apenas os crimes claros de corrupção são coibidos, como há a tentativa de criminalização até das estratégias geopolíticas nacionais. Entram nesse caldeirão a tentativa de criminalização das ações diplomáticas na África, a tentativa de quebrar as pernas das empreiteiras no mercado internacional, criminalizando até financiamentos à exportação de serviços e a tentativa de inviabilizar o BNDES.

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Por que Aécio e FHC não sugerem a renúncia de Cunha?

Tudo isto posto, somos ainda obrigados a ouvir a Dupla Dinâmica recomendando a Dilma que renuncie.
Não vou nem dizer que a proposta poderia valer para eles dois, pelo mal que estão fazendo à democracia.
Há um ano eles dois importunam os brasileiros com seu golpismo intolerável.
Mas vou adiante.
Já que falam tanto em renúncia, por que eles não endereçam a pergunta ao maior símbolo da corrupção nacional, Eduardo Cunha, o homem que conseguiu colocar até Jesus em seus trambiques.
Cada dia que passa sem que nada aconteça com Cunha diante das assombrosas revelações suíças é uma bofetada na cara dos brasileiros.
Por que Aécio e FHC não sugerem a ele que renuncie?
Por um único motivo: pertencem ao mesmo grupo, os três.
FHC, Aécio e Cunha representam a plutocracia tentando, mais uma vez, tomar de assalto a democracia.

O pior emprego da imprensa brasileira

O pior emprego da imprensa no Brasil, hoje, é o da ombudsman da Folha, Vera Guimarães.
Vera é uma jornalista experiente e talentosa, como se vê a maior parte do tempo em suas colunas.
Ela acabou forçada a ver, de camarote, a transformação da Folha numa espécie de Veja diária.
Você pode dizer que eu estou exagerando. Mas atenção. A Veja não virou o panfleto indecente que é hoje numa única edição. Foi uma marcha, iniciada quando Lula assumiu.
A Folha está no meio dessa marcha.
E a ombudsman não pode fazer nada exceto registrar desabafos em sua coluna impotente.

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O caminho é a descriminalização das drogas


O consumo de drogas significa uma autolesão, impunível por não ser uma conduta socialmente lesiva. Tanto é assim que diversas outras coisas, tão ou mais prejudiciais à saúde, são legalmente permitidas. O consumo de álcool é um ótimo exemplo, pois o alcoolismo indiscutivelmente causa danos à saúde.
Do mesmo modo, o consumo de cigarro que, embora não seja estupefaciente, causa grande dependência física e é altamente lesivo à saúde. Nesses dois exemplos, ninguém cogita a criminalização da venda e do consumo.
A criminalização é a melhor forma de se obter a diminuição do consumo?
Há anos a política criminal se baseia na repressão e há anos que o estado brasileiro gasta fortunas na manutenção dessa guerra, sem que se obtenha proveito algum. A verdade é que a atual política não é eficaz na diminuição do uso — raríssimas as sociedades que não usaram substâncias estupefacientes — e, como efeito colateral, gera diversos crimes secundários, como tráfico de armas, corrupção e homicídios, entre outros. Esses crimes derivam diretamente da proibição, pois ninguém precisa de fuzil para transportar cigarro ou bebida alcóolica.
O fracasso da prisão como meio de combate é tão evidente que a legislação tem sempre aumentado as penas. O Código penal de 1940 previa pena de 1 a 5 anos; em 1976, passou para 3 a 15; desde 2006, é de 5 a 15 anos. Atualmente, há um projeto de lei, de autoria do deputado Osmar Terra (PMDB-RS) que, com o substitutivo apresentado, prevê a pena mínima de 8 anos para o tráfico. Uma sandice, pois é superior à pena mínima do homicídio simples (6 anos).
Ao invés de se aumentar a dose, é preciso reconhecer que o remédio da detenção é um estrepitoso fiasco. Obviamente, a saída é a prevenção, através de campanhas educativas, e não a prisão e estigmatização do usuário. E isso é possível.

Confira o texto de José Nabuco Filho, no Diário do Centro do Mundo.

O Ministério da Justiça não é o único a confundir escravidão com imigração

A forma como uma campanha publicitária do Ministério da Justiça redefiniu a escravidão brasileira, colocando a diáspora africana no mesmo nível das levas de imigrantes que chegaram voluntariamente ao Brasil, mostra como a escravidão está longe de ser considerada uma ferida aberta na história do país.
Criada em apoio aos refugiados e contra a xenofobia, a campanha tem como tema “Eu Também Sou Imigrante ” e mostra diversas pessoas informando as suas ascendências. A polêmica ficou por conta da foto de um jovem negro sorridente e com os dizeres “Meu avô é angolano, meu bisavô é ganês. Brasil. A imigração está no nosso sangue”.
A peça pecou ao sugerir que a chegada de mais de 4 milhões de negros para servir como escravos tenha sido semelhante às imigrações de europeus e asiáticos, vindos para trabalhar livremente.

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Cunha, o impeachment e a hipocrisia de Aécio Neves


Em uma tentativa de justificar a negativa do PSDB a acompanhar o pedido de investigação contra Eduardo Cunha no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, o presidente da sigla e candidato presidencial derrotado nas últimas eleições, Aécio Neves, deu mais uma prova de sua hipocrisia, comparando a atitude dos tucanos com relação a Cunha com a negativa do PSOL a apoiar o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Como se fosse a mesma coisa, ele disse que, assim como o PSDB não assinou a representação do PSOL contra Cunha, o PSOL não assinou os pedidos de impedimento da presidenta.
Alguém deveria explicar ao ex-candidato que Cunha está formalmente denunciado pela Procuradoria General da República, com provas robustas, pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão ilegal de divisas. Também foi acusado por delatores da operação lava-jato de ter recebido uma propina de 5 milhões de reais e a justiça suíça informou à justiça brasileira que tem contas secretas nesse país com movimentações de dezenas de milhões, irrigadas por transferências de lobistas ligados a empresas com contratos suspeitos da Petrobrás. Alguém deveria avisar ao senhor Aécio que Cunha mentiu em depoimento dado numa CPI, afirmando que não possuía contas no exterior. Alguém deveria lembrar a Neves que não é a primeira vez que Cunha se envolve em escândalos de corrupção: é assim desde o primeiro cargo que ocupou no Estado, durante o governo Collor, como colaborador de PC Farias.
E alguém deveria explicar ao senhor Aécio que a presidenta Dilma, independentemente da minha opinião sobre seu governo, que acho muito ruim, ou sobre seu programa econômico, que é exatamente o do PSDB (Aécio deveria estar feliz!), não foi acusada de crime algum. Não existe acusação e muito menos provas de que a presidenta tenha participado de qualquer ato de corrupção ou tenha se enriquecido de forma ilícita. E não há, até agora, na opinião do PSOL, motivos constitucionais para o impeachment.
Deputado Jean Wyllys
Vice-líder do PSOL na Câmara

Confira o texto no Jornal GGN

A proposta Levy para abrir o mercado de obras para capital externo

O Ministro da Fazenda Joaquim Levy está disposto a reescrever o governo Dilma Rousseff. Convocou grupos de juristas em diversos temas, visando um redesenho radical da economia brasileira.
Um desses projetos é o Programa Lei do Programa PPP Mais, sob coordenação do jurista Carlos Ari Sundfeld. Mantidas as regras de licitação previstas no estudo significará, na prática, o fim do mercado interno de empreiteiras de obras públicas.
Atrás de uma motivação legítima: acabar com a cartelização do mercado de obras públicas -  o projeto trabalha com dois objetivos claros:
1. Escancarar o mercado brasileiro às empresas estrangeiras, sem nenhuma contrapartida.
2. Inviabilizar a participação da atual geração de empreiteiras.
Por ele, nas licitações, será sempre admitida a participação de empresa estrangeiras, inclusive como líder de consórcio. Nenhuma condição prévia. Apenas a obrigação de constituir uma empresa no Brasil para a celebração do contrato.
O edital não poderá obrigar o licitante vencedor a se associar, a se consorciar ou a celebrar contratos com entidade estatal.

Confira no Blog do Luís Nassif

Enquanto prender Cunha não for tão simples quanto prender Dirceu, a Justiça ficará sob suspeita

Eduardo Cunha virou o símbolo da corrupção.
Tanta campanha da mídia para ardilosamente associar o PT à corrupção, e eis que irrompe espetacularmente Cunha no cenário e estraga tudo.
Para a plutocracia, é uma má notícia. O ideal era deixar Cunha com as mãos livres para favorecê-la.
No Congresso, ele liderou, a seu estilo, ações em prol dos plutocratas. Comandou ataques a direitos trabalhistas, cerceou o debate em torno da regulação da mídia e fez o diabo para a manutenção do financiamento privado das campanhas.
É nisso, neste financiamento, que ele e os donos do dinheiro se conectam. Ele recebe dinheiro para servi-los, e é recompensado com uma espécie de licença para roubar.
O azar, para ambas as partes, é que a polícia da Suíça entrou em cena.
E então, depois de quase uma década de tentativas da plutocracia de carimbar no PT a pecha de grande fator de corrupção no país, repetindo uma estratégia feita antes contra GV e Jango, explode o caso Eduardo Cunha.
E toda a armação desmorona.

Confira o texto de Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo

A história kafkiana do brasileiro processado por doar R$ 60 a seus candidatos

Lucas Mourão é um advogado do Rio de Janeiro que tem uma excelente história para contar sobre o financiamento das campanhas eleitorais, a perversidade da burocracia e as belezas nacionais.
Lucas está sendo processado pelo Ministério Público Eleitoral por ter doado a fabulosa quantia de 60 reais para seus candidatos do PSOL.
Ele teve seu sigilo fiscal quebrado e, para elaborar a defesa, se viu obrigado a juntar extratos bancários de todo o ano de 2013 para provar que teve renda maior que 50 reais por mês.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

As lições que Alckmin não vai tirar do protesto dos professores


O plano de agora é o de segmentar escolas por ciclos de ensino. Fundamental 1 (do 1º ao 5º ano), Fundamental 2 (do 6º ao 9º ano), e Ensino Médio. Daí Alckmin e seu Secretário de Educação, Herman Voorwald, cutucaram o vespeiro dos estudantes também. Todos estão contra.
À primeira vista até parece uma medida razoável. Mas alunos e professores, presentes ao protesto, expõe suas opiniões:
“Isso nada tem a ver com melhoria. Isso é corte nos custos. Vende a ilusão de melhoria do ensino mas fecha-se salas de aula. O Secretário diz que tem uma estrutura para atender 6 milhões de alunos e que está atendendo só 4 milhões mas em vez de diminuir o número de alunos por sala que proporcionaria um melhor atendimento na qualidade e no trabalho do docente, ele prefere ‘reorganizar’ e superlotar classes. O que poderia significar a contratação de professores, significará mais cortes. Essa é a mentalidade do governo”, afirma o professor Maurício Silveira que lecionava na E.E. Jardim Santa Maria, em Osasco, e exonerou-se do cargo após o fim da greve exatamente pela precarização das condições de trabalho e pelo arrocho salarial.

Confira o texto de Mauro Donato, no Diário do Centro do Mundo

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Morre coronel Ustra, ex-comandante do DOI-Codi de São Paulo

Morreu na madrugada desta quinta, no Hospital Santa Helena, o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra. Ele foi comandante do Destacamento de Operações Internas (DOI-Codi) de São Paulo no período de 1970 a 1974, durante a ditadura militar. O coronel estava tratando contra câncer. 

Ustra foi acusado pelo Ministério Público Federal por envolvimento em crimes como o assassinato do militante comunista Carlos Nicolau Danielli, sequestrado e torturado nas dependências do órgão. Em 2008, tornou-se o primeiro militar a ser reconhecido, pela Justiça, como torturador durante a ditadura.


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Por que Dilma demorou tanto tempo para chamar os golpistas de golpistas?

Queria entender o seguinte.
Por que Dilma demorou tanto tempo para chamar os golpistas de golpistas?
Um dos preços que um golpista tem que pagar pelo seu assalto à democracia é ser chamado de golpista, e assim entrar para a história em suprema abjeção.
Carlos Lacerda, o maior golpista que o Brasil já conheceu, se atormentou até o final de sua vida com o fato de ser classificado como golpista.
Em Depoimento, um excelente livro feito de  conversas de Lacerda com jornalistas do Estadão pouco tempo antes de sua morte, ele tentou várias vezes, em vão, limpar sua imagem de golpista.
Em vão.
Aécio tem também que pagar o preço de sua conduta abjeta, e não só ele. FHC é outro.
São ambos golpistas. Nem mais e nem menos que golpistas.

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Uma sugestão de pauta para a equipe da Globo presa com “cocaína falsa”: o Helicoca

Só fica mais abstrusa a presepada da afiliada da Globo que tentou produzir uma “reportagem” sobre a fragilidade do combate ao tráfico de drogas na fronteira com a Bolívia.
O episódio acaba expondo o que é rotulado de “jornalismo investigativo” na televisão. O repórter Alex Barbosa foi detido no último dia 12 com outros três membros de sua equipe com 240 quilos de gesso em dois carros.
A ideia genial era passear com a “falsa cocaína” de um lado para o outro dos dois países para provar como a fiscalização não serve para nada.
Deu ruim. (...)
Deixo aqui uma sugestão de pauta sobre drogas no Brasil: o Helicoca. Trata-se do apelido carinhoso que um juiz deu para o caso de apreensão de um helicóptero com meia tonelada de pasta base de cocaína no Espírito Santo.
Rende uma matéria incrível: a aeronave pertence à família de um político mineiro envolvido em diversos escândalos, Zezé Perrella. Ele vem a ser amigo do peito do senador Aécio Neves. Ambos são cruzeirenses fanáticos, veja só.

Confira o texto completo no Diário do Centro do Mundo

O silêncio tragicômico de Sheherazade sobre as contas de Cunha na Suíça

Eduardo Cunha se casou com uma jornalista da Globo nos anos 90. Hoje talvez se casasse com Rachel Sheherazade.
Um dos melhores vídeos do ano mostra uma defesa inflamada feita por ela a respeito de Cunha, ainda na época em que a Veja o lançava como o homem mais poderoso da república.
Depois de ver o vídeo fui tomado por uma certa curiosidade mórbida e resolvi entrar no perfil da moça no Facebook para ver se ela ainda morria de amores pelo quase ex-deputado.
Vasculhei a linha do tempo semanas e nada. As únicas menções a Cunha feitas por Sheherazade se referem aos pedidos de impeachment contra a presidente Dilma.

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Bachelet surpreende e anuncia em rede nacional elaboração de nova Constituição no Chile

Às 21h de terça-feira (23/10), enquanto chilenos se amontoavam em frente aos televisores para assistir ao jogo entre o Chile e o Peru pelas Eliminatórias da Copa de 2018, a presidente do país, Michelle Bachelet, aparece de forma inesperada na tela. Em discurso em rede nacional de pouco mais de sete minutos, a mandatária anunciou o início do processo de elaboração de uma nova Constituição, que substituirá a atual carta magna imposta em 1980, durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

O processo constituinte é uma das três grandes promessas feitas por Bachelet durante a campanha eleitoral. O processo anunciado começará este ano, e consiste em quatro etapas, sendo que as duas primeiras envolvem a participação da cidadania, em dinâmicas que ela definiu como de “pedagogia cívica” e “deliberação comunitária”.


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Como a Lava Jato foi pensada como uma operação de guerra

O vazamento torrencial de depoimentos, a marcação cerrada sobre Lula, o pacto incondicional com os grupos de mídia, a prisão de suspeitos até que aceitem a delação premiada, essas e demais práticas adotadas pela Operação Lava Jato estavam previstas em artigo de 2004 do juiz Sérgio Moro, analisando o sucesso da Operação Mãos Limpas (ou mani pulite) na Itália.
paper "Considerações sobre a operação Mani Pulite", de autoria de Moro é o melhor preâmbulo até agora escrito para a Operação Lava Jato. E serviu de base para a estratégia montada.


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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Playboy não vai mais publicar fotos de mulheres nuas

A Playboy, revista lançada em 1953 com uma capa particularmente sexy de Marilyn Monroe, anunciou que, em face da concorrência de sites pornográficos, vai parar de publicar fotos de mulheres nuas. No entanto, continuará a publicar fotos de mulheres em poses provocantes. Simplesmente, elas não vão estar nuas, explicou o diretor da Playboy Scott Flanders ao jornal New York Times.


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terça-feira, 13 de outubro de 2015

O segredo da impunidade de um corrupto como Eduardo Cunha

Os mais puros, diante dos fatos acachapantes das últimas semanas, se perguntam: como alguém como Eduardo Cunha pode fazer uma carreira com tamanhas delinquências ao longo de tantos anos?
A resposta é um retrato do Brasil.
Os americanos, na Guerra Fria, se referiam a ditadores que os apoiavam de uma maneira abjetamente pragmática.
São os nossos ditadores.
Eles matavam, perseguiam, torturavam – e eram mantidos no poder pelos líderes do “Mundo Livre” porque eramseus ditadores.
E então.
Na visão da plutocracia, Eduardo Cunha é um dos nossos corruptos.
Exatamente como Ricardo Teixeira, para ficar num caso. Teixeira cansou de roubar na CBF. Mas era amigo da Globo, e portanto da plutocracia, e então teve vida fácil no Brasil.

Confira o texto de Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo