quarta-feira, 2 de maio de 2018

Lula, o fascismo e a esperança

Página 12


Não há eufemismos banais: o Brasil mostra nestas horas o pior e mais descarnado fascismo contemporâneo. Tirar o Lula da disputa presidencial, e colocá-lo preso, é uma decisão do fascismo brasileiro.

Começa pela mídia corporativa -que na realidade são uníssonos em sua missão de enganar- infetou-se a absurda condenação e veloz prisão. Sem nenhuma prova, nenhuma, de que o ex-presidente brasileiro haja cometido ilícito algum.

Carece de importância o departamento em suposto pagamento de uma suposta propina, que nem sequer é delito provado mas sim apenas "convicção" de um juiz midiático a serviço da Rede Globo. Pode ser um Rolls Royce dado rainha da Inglaterra, ou uma paquera com Natalia Oreiro, ou um avião presenteado por algum narcotraficante. Qualquer fábula disparatada poderia servir a Sergio Moro e/ou qualquer outro juiz ou procurador equivalente em prevaricação, dos que há tantos, muitíssimos, lá e cá.

À operação do grupo Globo, camarada dos mentimedios argentinos, somou-se a prédica de várias décadas de docência reacionária a cargo de dezenas de igrejas espertalhonas e abusadoras da ingenuidade popular. Que no Brasil tem um imenso poder. Dizem-se missionárias, salvadoras e milagreiras, lá estão -como aqui cada vez mais, e patrocinadas por quase todos os governos nacionais e provinciais- para formatar a ignorância de milhões de seres humanos, pobrezinhos, que fartos de serem caloteados acreditam em qualquer coisa.

Com esses ingredientes -mentiras, falsas convicções, carência de provas e muita agitação na televazia nacional- e com poderes judiciais, com minúsculas, que são proverbialmente injustos servidores do poder de plantão, hoje se pode condenar a qualquer pessoa. Sobretudo se essas pessoas tem influência, ideias, reconhecimento e trajetórias de decência e honradez. E nem se projeção política, como é o caso de Lula da Silva, cujo teto político é todavia, e apesar destas bestialidades jurídicas, incalculável.

É claro que as exceções a estes barbarismos políticos e judiciais -que há, claro, lá e cá- são simplesmente só isso: exceções. Porque a regra epocal, a marca destes tempos, é a mentira e o engano; o calote e a banalização; o envolvimento das massas que "creem" ao invés de pensar.


Assim as mídias e a telelixo, do Brasil mas também de todo o continente -e do mundo, se me permitem- inventou e plantou e regou esta rede destruidora de uma das figuras políticas mais interessantes, atrativas e reformistas de Nossa América. E o fez com a mesma estratégia que impera entre nós e que se impôs há anos na república irmã do Chile, que hoje encabeça o ranking mundial de desigualdade social. Como o mostro invertebrado e sigiloso que é, capaz de entrar em todos os lugares e submeter todas as mentes e todos os corações, se impõe dia a dia e hora a hora abusando da "pobre inocência das pessoas" (León), essa que "acredita nas revistas" (Charly) e a televisão, e agora às infâmias reproduzidas ao infinito pelas chamadas redes sociais, que na realidade são anti-sociais e inclusive contra-sociais.

É por isso que velhos diários e a velha televisão, agora envolvidos com cabos e netflixes, de maneira cada vez mais precisa e veloz e voraz, agora também se apoderaram aqui -servidos pelo governo atual- do universo óptico das telecomunicações. Esse novo, gigantesco e irrefreável sistema tecnológico a serviço de negócios fabulosos e ilícitos quase todos, encarregados de executar o arrasamento de todos os princípios e normas constituicionais.

Então a pergunta é: quem detém estes tipos, estes meios, estes juízes, estes governos, esta maldade de terno e gravata e carros suntuosos que chama de "alta classe"? Quem os para agora que voltam a adoecer de antidemocracia às forças armadas que tanto custou democratizar? Quem, se o único argumento final destes tipos são as forças de choque e o chocobarismo santificado por uma montonera conversa a serviço de portadores de Panamá Papares a rodo? A que magistratura recorrer, a que justiça?

O panorama é desolador. No Brasil e também aqui, onde o silêncio do governo só se pode ler como cumplicidade. Aqui onde se substitui o procurador do caso escandaloso do Correio e a família presidencial.

Então o que nos resta é primeiro informar-nos. E refrescar a memória dos conscientes  e ainda restam, dizendo-lhes que isto se chama Fascismo. E que assim sempre funcionou. Na Europa e na Ásia e na África, e em toda a América.

Refrescar a memória é necessário, e com as palavras precisas: quando os fascistas procedem, como agora contra Lula no Brasil, isso é só espelho do que nos passa e seguirá passando com estes tipos que marcham dia a dia até o funeral da Democracia.

O que nestas horas se vive no Brasil equivale a um golpe de Estado. Sem dissimulação, sobra de hipocrisia, com um cinismo fenomenal que em todo o continente com com "jornalistas" -e há tolos entre eles- que são capazes de justificar o que seja. E assim o fazem.

Nesse espelho devemos ver-nos hoje. Mas não para chorar e desesperarmos, mas sim para remontar. Porque a esperança não morre, apesar de tudo. E porque apesar de dirigências que mostram suas mesquinharias diariamente, a esperança segue chamando democracia, paz, consciência cívica e sobretudo decência.

Em países corruptos a mancheias, a esperança está em não sê-lo. Em países de mentiros, a esperança está em não mentir. Em países conquistados pelo fascismo, a esperança e a carta de triunfo está em pensar e dizer o que se pensa, e logo atuar como se diz. Somente assim a política é digna e é boa, e vence, como sempre venceu, aos fascistas.


Fuente: https://www.pagina12.com.ar/106836-lula-el-fascismo-y-la-esperanza

Da guerra anticomunista à guerra anti-corrupção

Ollantay Itzamná

A guerra contra a corrupção é tão falsa como foi a guerra contra o comunismo.

Durante o século XX, em especial em sua segunda metade, a América Latina foi um campo sangrento da falsa guerra anticomunista jamais vista no mundo ocidental.

Somente na Guatemala, os projéteis 'made in USA', assassinaram mais de 200 mil pessoas inocentes (cerca de 90% indígenas). O Plano Condor, na América do Sul, deixou cenários dantescos similares perseguindo comunistas inexistentes.

Nesse período, o defensor da democracia derrubou presidentes constitucionais, e promoveu ingentes golpes de Estado. Cooptou os órgãos executivos dos estados centenários com militares servis para aniquilar as legítimas expressões políticas de emancipação.

Décadas depois, os povos sobreviventes daquele holocausto constatamos que a Doutrina de Segurança Nacional e sua guerra anti-comunista, não só era falsa, mas também uma efetiva dose de veneno social que paralisou sócio-politicamente por várias décadas. Enquanto isso, a desigualdade, a miséria, e o saque violentos de nossos bens comuns fizeram gemer até os próprios deuses e demônios insensíveis do céu longínquo.

A aurora do século XXI nos encontrou, a muitos povos latino-americanos, com brios de liberdade e vontade para prosseguir com nossos processos emancipatórios truncados. E, em menos de duas décadas, nossos governos progressistas (com políticas de investimento social e redistribuição direta de renda) conseguiram tirar da condição de pobreza mais de 60 milhões de latino-americanos.

Assim, estes governos dignos fizeram retroceder as porcentagens de pobreza e desigualdade a nível global na região. Enquanto isso, em países como os EEUU, México, Guatemala, Honduras, Colômbia, Peru e outros, no mesmo período, milhões de pessoas da classe média ingressaram nos nichos de pobreza, com descomunais dívidas públicas.

Neste contexto, e ante os soberanos acordos de integração latino-americana sem a presença norte-americana, aparece a farsante e midiática guerra anticorrupção. Com o argumento de: a corrupção pública é a causa do atraso dos povos latino-americanos.

Ninguém duvida que a corrupção pública seja um mal a superar. Mas, este mal é apenas um lubrificante do mal maior. Isto é, o mal fundamental da desgraça de nossos povos é o sistema hegemônico vigente que nos saqueia, explora e subordina. A corrupção pública é só um óleo que lubrifica o saque que sofremos.

Mas, a hegemonia midiática (aceita pela corrupção) conseguiu instalar no vulnerável imaginário coletivo de muitos povos da América Latina a ideia sobre a corrupção como pecado original de suas desgraças. E, em consequência, esquecer-se do crescente saqueio multidimensional que sofremos.

A guerra anticorrupção é para aniquilar e escaldar incômodos governos progressistas na região.

Uma vez configurado os sentimentos "pátrios" contra a corrupção, os gringos, mediante os órgãos judiciais dos países sob seu controle, sentaram no banco dos acusados todos os governantes latino-americanos que defenestraram o projeto de anexação comercial denominado Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), EM 2005.

Hugo Chávez, Néstor Kirchner, foram demonizados na alma latino-americana antes de serem linchados judicialmente. Ao legendário Lula do Brasil, que tirou da pobreza cerca de 50 milhões de pessoas, o lincharam judicialmente, sem respeitar o devido processo. Com a evidente intenção de prevenir um terceiro governo dele.

Evo Morales,, da Bolívia, Daniel Ortega da Nicarágua, Rafael Correa do Equador, Nicolás Maduro da Venezuela, e outras/os, não participaram do IV Encontro das Américas no Rio da Prata. Mas a ordem para o linchamento judicial já estava em movimento.

O ridículo desta falsa guerra contra a corrupção é seu caráter de duas medidas. Enquanto isso os sistemas judiciais, operacionados pela cooperação técnica e financeira gringa (USAID), são ágeis para sentenciar/encarcerar funcionários ou ex-funcionários de governos progressistas, mas com os corruptos neo-liberais são lentos e permissivos.

Fizeram crer aos guatemaltecos e latino-americanos sobre a eficiência da luta contra a corrupção na Guatemala. Inclusive encarceraram a dois ex-presidentes, envolvidos em atos de corrupção. Mas a três anos da apoteótica inauguração desse teatro, não existe sentença judicial condenatória alguma contra os ex mandatários. E mais, estes ex-governantes vivem num quartel militar exclusivo, com todos os serviços necessários que milhões de guatemaltecos "livres" não tem. Esperando o descumprimento oportuno. Enquanto isso, são bodes expiatórios no teatro gringo da luta anticorrupção.

O Peru, é outro caso de sociedade teledirigida enganada com o vulgar teatro da luta contra a corrupção. Aplaudem e festejam as momentâneas detenções judiciais de seus ex-governantes corruptos e neo-liberais. Mas, este saem livres dos cárceres e são recebidos como heróis pelos gringos nos EEUU.

Por que o presidente Macri da Argentina, ou Temer do Brasil, com denúncias e evidência de atos de corrupção, não são destituídos e encarcerados? Por que os ex-presidentes Fujimori, Garcia, Toledo, Humala, Kuczynski... andam soltos pelo mundo?

O peruano ou o guatemalteco médio acredita que os agentes e ex-agentes dos governos progressistas latino-americanos são os mais corruptos. Mas, enquanto se distraem crédulos no teatro de mau gosto da luta contra a corrupção, consórcios norte-americanos, canadenses e outros rapinam e saqueiam as riquezas comuns que ainda restam nestes povos.

Em outras palavras, a guerra contra a corrupção é tão falsa como foi a guerra contra o comunismo. Os gringos, nestas duas últimas décadas ocuparam mediante a USAID e outras agências de cooperação os órgãos judiciais para operacionalizá-las para seus interesses e vingar-se dos governantes latino-americanos "mal educados" que abortaram a ALCA.

Neste sentido, a ditadura ianque jamais terminou na América Latina. Só mudou de uniforme. Antes operaram os órgãos executivos, com homens de uniforme militar. Agora, operam a partir de órgãos judiciais, com civis de toga e terno. O objetivo é o mesmo: castigar e sabotar qualquer processo de emancipação dos povos. Mesmo eles sabendo mais que ninguém que a corrupção pública é para o sistema neo-liberal o que o óleo é para o motor.


CALPU

Texto completo em: https://www.lahaine.org/de-la-guerra-anticomunista-a

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Zé Dirceu: “nosso lado é o lado do povo, o lado do Brasil”

 

O cárcere

 

Por Fernando Brito*
A entrevista de José Dirceu à Folha {de São Paulo}, na iminência de ser, outra vez, recolhido ao cárcere de Curitiba, é leitura que vai muito além da narrativa simples e despojada, sem afetações heroicas ou dramáticas que faz. Remeteu-me à leitura, décadas atrás, de Memórias do Cárcere, de Graciliano Ramos, um documento cru – e, por isso, vigoroso – narrando o processo de desconstrução do ser humano que é aprisionado e que, no único convívio que se lhe permite – o da prisão – reconstrói e mantém vivo o ser humano que é.
Não tenho – e jamais o escondi – maiores proximidades com Dirceu. É, e sempre foi, homem da máquina partidária, algo indispensável na política mas, por características pessoais, distante dos que têm natureza passional e temerária. O que não impede, e até ajuda, a admirar quem consegue, com a simplicidade que o ex-homem forte do PT revela, buscar na disciplina a escada para reerguer-se.
Quem espera encontrar nas palavras de José Dirceu um panfleto fácil, choroso, lamuriento, vai se decepcionar. Também não vai achar ali um compêndio de moral vazia. Encontrará o realismo prático de sobrevivência do militante político – nisso bem diferente do velho Graça – diante de situações e pessoas diversas, boas e ruins, num microcosmo que, afinal, reproduz, de forma concentrada, a sociedade extra-cárcere.
Dirceu exprime, o que é raro, a obstinada deliberação em seguir a caminhada política que escolheu como razão de sua vida. Uma trilha que cadeia alguma jamais conseguiu interromper.

Dirceu: “nosso lado é o lado do povo, o lado do Brasil”.

O ex-ministro José Dirceu, 72, teve seus recursos negados na quinta (19) pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região e pode ser preso a qualquer momento por ordem do juiz Sergio Moro.
Por seus próprios cálculos, ele pode entrar na cadeia para não sair nunca mais. “É uma hipótese”, admite.
Com uma “tosse nervosa” e os olhos inchados por causa de uma operação que fez nas pálpebras —entre outras coisas, para enfrentar a fraca luz da prisão e manter o hábito da leitura—, ele recebeu a Folha um dia antes do julgamento para a seguinte entrevista.
Folha –  Como o senhor se sente hoje, prestes a ser preso de novo?
Dirceu – O país vive uma situação de insegurança e instabilidade jurídica, de violação dos direitos e garantias individuais. O aparato judicial policial se transformou em polícia política. 
Como a minha vida é o PT e o projeto que o Lula lidera, eu tenho que me preparar para continuar fazendo política. Eu não posso me render ao fato de que vou ser preso. (...)
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sexta-feira, 16 de março de 2018

Assassinato de Marielle Franco é silenciamento pelo extermínio físico, diz cientista político

 "A reação a essa morte não pode aceitar essa intimidação, tem que ser muito forte para dizer 'não vamos nos calar'", diz o professor da Universidade Federal do ABC Vitor Marchetti

 
"Estamos lidando com as mortes decorrentes de violência policial com uma naturalidade estarrecedora"

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sábado, 10 de março de 2018

Presunção de inocência X Sentença midiática

 

A disparidade do princípio constitucional e os canais de comunicação em massa

Por Denis Caramigo*

Art. 5º - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

  LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória; (grifo nosso).

Com previsão expressa em nossa lei maior, um dos princípios processuais penais (e na minha opinião o mais importante de todos), encara, mais do que nunca nos dias de hoje, sua maior afronta. A luta declarada e desproporcional com os meios de comunicação em massa. Ressalta-se que tal “combate” é declarado de forma unilateral, onde, somente uma das partes é quem acusa, julga e sentencia. E na grande e esmagadora maioria, vemos uma sentença penal condenatória com o suspeito, apenas, configurando na condição de suspeito, sendo a ele imputado (de forma precipitada e como todos sabemos, vemos e ouvimos de forma sensacionalista em busca de audiência) todo o feito.

A Presunção de inocência, que remonta aos escritos de Trajano – no Direito Romano – que foi muito atacada durante a Idade Média com a inquisição, volta a ter o seu propósito “criador”, mais uma vez, e igualmente de forma famigerada, dilacerado pelos recentes (não tão recentes assim) passos evolutivos da sociedade. (...)

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terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

CARNAVAL 2018 - Chamado de Vampiro do Neoliberalismo, Temer é criticado pela escola Paraíso do Tuiuti



Para Marco Maia o desfile da escola Tuiuti representa o sentimento do povo brasileiro, "indignação, desaprovação e medo". O carro alegórico da escola foi muito aplaudido em todos os setores da Sapucaí.

O carnaval deste ano além do colorido no sambódromo, foi motivo de protesto. Michel Temer foi representado durante desfile da escola Paraíso do Tuiuti (Rio de Janeiro), pela fantasia de vampiro trajando a faixa presidencial e nomeado como "Vampiro do Neoliberalismo". (...)

CLIQUE AQUI para ler na íntegra (via Portal O Boqueirão Online).

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Carmen Lúcia e o STF como guardião do golpe

 

Por Jeferson Miola*
O Jornal Nacional da Rede Globo informou que “numa cerimônia sem-cerimônia” e “sem mencionar diretamente o Partido dos Trabalhadores, a presidente do Supremo deu uma resposta ao comando do PT, que tem atacado a justiça”.
No entendimento da Globo e de Cármen Lúcia, o PT “ataca a justiça” porque denuncia a vergonhosa farsa judicial ocorrida na sessão do tribunal de exceção da Lava Jato de 24 de janeiro de 2018 que condenou Lula sem provas, escandalizando o mundo inteiro.
Acompanhada na “sem-cerimônia” por um chefe de quadrilha e 2 denunciados [donos das alcunhas índio e botafogo], Cármen Lúcia sinalizou, para tranquilidade geral da bandidagem que assaltou o poder no Brasil, que o ano do judiciário será de ataque a Lula e ao PT e de garantias para o golpe e para a ditadura jurídico-midiática:
É inaceitável agredir a Justiça. Pode-se ser favorável ou desfavorável à decisão judicial. Pode-se procurar reformar a decisão judicial pelos meios legais e nos juízos competentes. O que é inadmissível e inaceitável é desacatar a Justiça, agravá-la ou agredi-la. Justiça individual, fora do direito, não é justiça, senão vingança ou ato de força pessoal”.
Cármen Lúcia antecipou, desse modo, juízo de valor favorável ao processo farsesco da Lava Jato antes mesmo de conhecer os autos do processo e os eventuais recursos que a defesa do ex-presidente poderá apresentar ao STF.
Apesar de ainda não conhecer as alegações da defesa do Lula, ela validou de antemão os abusos que causariam a nulidade de um processo totalmente manipulado, se fosse observado o devido processo legal e a Constituição do Brasil.
O ataque da Cármen Lúcia a Lula e ao PT, embora “sem mencionar diretamente o Partido dos Trabalhadores”, antecipa uma decisão prévia, desfavorável a qualquer recurso de Lula na Suprema Corte.
A militância anti-Lula se intensificou nas últimas semanas. Cármen Lúcia declarou-se contrária à revisão, pelo STF, da condenação sem trânsito em julgado. Para ela, o princípio da presunção de inocência representaria o apequenamento da suprema corte.
Esta “Justiça individual, fora do direito, [que] não é justiça, senão vingança ou ato de força pessoal [contra Lula]” atende ao único propósito de permitir a prisão do Lula em seguida à recusa dos embargos de declaração pelo tribunal de exceção da Lava Jato.
A pregação deplorável da presidente do STF, pronunciada ao lado de personagens abjetos do golpe, mostra que a instância máxima do judiciário não examinará com isenção e imparcialidade os direitos do ex-presidente Lula.
O STF pede o que não merece: o menor respeito e o acatamento de decisões viciadas. O STF é o guardião do golpe.
*Integrante do Instituto de Debates, Estudos e Alternativas de Porto Alegre (Idea), foi coordenador-executivo do 5º Fórum Social Mundial
Fonte: Brasil247 

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

José Dirceu estreia no Nocaute propondo mobilização nacional em defesa de Lula no dia 24



O ex-guerrilheiro, ex-deputado e ex-ministro José Dirceu estreia hoje sua coluna semanal no Nocaute. Na primeira colaboração, Dirceu convoca uma mobilização nacional no próximo dia 24 de janeiro, em defesa dos direitos do ex-presidente Lula. Seja diante do TRF-4, em Porto Alegre, seja nas sedes regionais do Tribunal Regional Federal.

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sábado, 25 de novembro de 2017

O DNA punitivista do MPF



Por Eugênio Aragão*

Não surpreenderam as alegações finais apresentadas ontem pela Procuradora-geral da República, Doutora Raquel Dodge, contra a Senadora Gleisi Hoffmann e o ex-Ministro Paulo Bernardo. Como na parábola do escorpião e da tartaruga, Sua Excelência não podia negar sua natureza. 

Afinal, para chegar lá, não contou com a indicação de um chefe de governo eleito e com contas a prestar à sociedade. Contou tão e só com eleição corporativa na qual, para constar de ilegítima e ilegal lista tríplice, teve que prometer rios e fundos a seus colegas, muitos dos quais não primam por sentimentos democráticos e fidelidade à constituição. A grande maioria do colégio eleitoral de Raquel Dodge aplaude o punitivismo tosco e redentor que fez a instituição descarrilhar e se alimenta da bronca antipetista disseminada pela mídia tupiniquim. (...)

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sábado, 21 de outubro de 2017

Entidades repudiam e pedem revogação de portaria do trabalho escravo



Do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas do Estado (FONACATE)

Afiliadas ao Fonacate pedem revogação de portaria do Ministério do Trabalho sobre fiscalização de trabalho escravo
A referida Portaria interfere diretamente nas ações de fiscalização dos Auditores-Fiscais do Trabalho ao impor condições inaceitáveis para que se dê o flagrante que caracteriza o trabalho análogo ao de escravo

As entidades afiliadas ao Fórum das Carreiras de Estado (Fonacate), em apoio à carreira dos Auditores-Fiscais do Trabalho divulgam Moção de Repúdio à Portaria 1.129/2017, do Ministério do Trabalho, publicada no Diário Oficial da União (DOU), de 16 de outubro, que restringe o conceito de trabalho escravo e condiciona o flagrante a acompanhamento policial e boletim de ocorrência.

"O Fórum considera inaceitável este tipo de interferência na atuação de uma carreira típica de Estado, que precisa ter autonomia suficiente para inibir práticas abusivas", assinala o documento.​ (...)

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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Vagner Freitas: “Se botar pra votar, o Brasil vai parar”

Previdência é questão de honra para a CUT, avalia presidente da central, que aprovou em Congresso Extraordinário um plano de lutas e ações para anular os retrocessos impostos pelos golpistas

Presidente da CUT fecha Congresso com Carmen Foro, Sergio Nobre, Maria Faria e comissão organizadora

Foi encerrado nesta quinta (31) o Congresso Extraordinário da CUT, em São Paulo. Foram quatro dias de intensos debates com sindicalistas de todo país, para definir as ações de enfrentamento às medidas perversas contra a classe trabalhadora do governo ilegítimo de Michel Temer, como por exemplo as reformas Trabalhista, da Previdência e o pacote de privatizações das empresas estatais, entre outras.

O presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, destacou que a CUT continua firme, mesmo neste momento difícil que o país está passando. Segundo ele a CUT está muito mais unida para fazer o enfrentamento e prometeu, caso a Câmara dos Deputados coloque na ordem do dia a Reforma da Previdência: “Se botar para votar, o Brasil vai parar!”. (...)

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domingo, 13 de agosto de 2017

Painel sobre a - necessária - intervenção da Esquerda na Blogosfera e nas Redes Sociais realizado em Porto Alegre

Jornalista Celso Schröeder, deputado federal  Marco Maia (PT/RS)
e o vereador Adeli Sell (PT/Porto Alegre)

*Da Redação

Na noite de ontem, no Auditório Moacir Leão da AFOCEFE/Sindicato, na Rua dos Andradas, centro de Porto Alegre, promovida pelos gabinetes do Deputado Federal Marco Maia e do Vereador Adeli Sell, ambos do Partido dos Trabalhadores, sob o tema 'Estado de Exceção, Redes Sociais e Sociedade em Crise: intensificar o combate - e a parceria - na Blogosfera e nas Redes!', ocorreu uma qualificada"Reunião/Debate" (transmitida ao vivo pelas páginas dos organizadores, bastante acessada e compartilhada nas Redes) sobre uma necessária política estratégica de comunicação das esquerdas em tempos de Blogosfera e Redes Sociais (e, sobretudo, durante um Regime de Exceção, como o que vivemos no país após o golpe que destituiu a Presidenta Dilma).

A mesa dos trabalhos (foto) contou com a participação, além do Deputado Marco Maia (ex-presidente da Câmara dos deputados e integrante da CCJ, considerado - segundo estudo realizado pelo FSB Pesquisa - como um dos 10 parlamentares mais influentes nas Redes no Brasil) e do vereador Adeli Sell (do PT de Porto Alegre, professor de Letras e Acadêmico de Direito), com o jornalista, chargista, professor e líder sindical Celso Schröeder (Ex-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas - FENAJ e Presidente da Federação de Periodistas da América Latina e do Caribe - FEPALC).

Ao final da reunião foram realizados os encaminhamentos, sendo que foi decidido, dentre outras ações, a criação de um 'grupo de trabalho'para sistematizar propostas visando dar continuidade ao debate e encaminhar as demandas e sugestões dos blogueiros e midioativistaspresentes ao evento.

domingo, 30 de julho de 2017

Estado de Exceção, Resistência ... y Otras Cositas Más...



Crítica & Autocrítica - nº 117

*Estado de Exceção continua correndo solto em nosso maltratado país. Com o golpe parlamentar/jurídico/midiático/empresarial que derrubou uma Presidenta legítima e honesta, a Constituição foi rasgada, o Estado Democrático de Direito substituído pelo Estado de Exceção; traíra golpista na presidência montou um governo de ladrões; juízes e procuradores parciais, autoritários, muitos fundamentalistas; prisões e condenações sem provas; presunção de inocência ignorada; perseguições seletivas direcionadas aos petistas, tucanos e afins esquecidos ou mesmo 'protegidos' pelo MP e Judiciário... caça implacável ao Lula etc... Essa, infelizmente, é a realidade hoje do país. Ainda bem que os olhos do mundo estão voltados para cá e não se pautam pela Rede Globo e suas versões tendenciosas e, não raro, criminosas.

*Governicho golpista liderado por Michel Temer (o mais desaprovado da história brasileira) agora foi denunciado na ONU por deixar de investir no combate à fome. Além das maldades que está fazendo contra os trabalhadores (as ditas 'reformas' – anti-reformas, na verdade, que retiram direitos conquistados à duras lutas nos últimos 70 anos), o traíra e sua turma fazem retornar a fome que tinha praticamente sido extinta no país nos treze anos de governos liderados pelo PT, sob a presidência de Lula e Dilma. (...)

CLIQUE AQUI para ler na íntegra.

*Coluna que mantenho (i)regularmente no Blog 'O Boqueirão Online'

sexta-feira, 21 de julho de 2017

sábado, 15 de julho de 2017

MORO E A MORTE DO DIREITO



Por Wadih Damous*

A decisão judicial que condenou o ex-presidente Lula pode ser analisada por três aspectos: o técnico-jurídico, o histórico e o psicanalítico. Os dois primeiros absolvem o acusado, o terceiro ajuda a explicar aquilo que, na lição do jurista italiano Franco Cordero, se denominou quadro mental paranoico do juiz.

Do ponto de vista do rigor técnico-jurídico é importante afirmar que a sentença afronta a exigência constitucional de que fundamentadas sejam todas as decisões judiciais, ainda mais quando está em jogo a vida e a liberdade alheias. Só é legítima e válida a decisão judicial que indicar, concretamente, as suas premissas lógicas e o caminho racional percorrido pelo magistrado para resolver a contradição entre acusação e defesa. (...)

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O Editor do Blog 'O Boqueirão Online' recomenda:

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