segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Eleições Americanas: um ABC
domingo, 20 de janeiro de 2008
Os partidos curiosos dos EUA
Libertarian National Socialist Green Party - Isso mesmo, é um partido que atua pelo “nazismo ecologista libertário”, seja lá o que isso signifique.A Ameba Assassina
Ameba que ‘come’ cérebro mata seis nos EUA
http://g1.globo.com/Noticias
Parece ficção científica, mas é verdade: uma ameba assassina que vive em lagos, invade o corpo humano pelo nariz e ataca o cérebro, onde o devora até matar a pessoa infectada.
Embora os encontros com o microrganismo sejam muito raros, ele já matou seis meninos e rapazes nos Estados Unidos neste ano. O pico no número de casos tem preocupado agentes de saúde americanos, que estão prevendo mais casos no futuro. “É definitivamente um problema que temos de acompanhar”, diz Michael Beach, especialista dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDCs) dos EUA.
“É uma ameba que gosta de calor. Quanto mais a temperatura da água sobe, mais ela se desenvolve”, diz Beach. “Nas próximas décadas, com o aumento da temperatura, devemos esperar mais casos.” Segundo os CDCs, a ameba Naegleria fowleri matou 23 pessoas nos Estados Unidos entre 1995 e 2004. Neste ano, os seis casos ocorreram na Flórida, no Texas e no Arizona. Os CDCs têm conhecimento de apenas algumas centenas de casos no mundo todo desde a descoberta da ameba nos anos 1960.
No Arizona, David Evans diz que ninguém sabia que seu filho Aaron estava infectado até a morte do menino de 14 anos, que ocorreu em 17 de setembro. No começo, Aaron parecia ter uma simples dor de cabeça. Depois de vários testes, os médicos estimam que Aaron pegou o microrganismo uma semana antes, nadando nas águas rasas e quentes do lago Havasu — uma represa cheia de banhistas na fronteira entre o Arizona e a Califórnia.
O texto continua no Filósofo de Boteco.
sábado, 19 de janeiro de 2008
Fogo sobre o Camboja
O banco de dados, ainda incompleto (ele apresenta vários períodos “obscuros”), revela que, de 4 de outubro de 1965 a 15 de agosto de 1973, os Estados Unidos lançaram sobre o Camboja uma quantidade de bombas muito maior do que se estimava até agora: 2.756.941 toneladas, totalizando 230.516 surtidas sobre 113.716 locais. Mais de 10% desse bombardeio foi indiscriminado: 3.580 locais apresentavam alvos “desconhecidos” e 8.238, simplesmente não apresentavam alvos. O banco de dados revela, também, que o bombardeio começou durante a presidência de Lyndon Johnson e não de Richard Nixon – portanto, quatro anos antes do que geralmente se supunha.
O impacto do bombardeio, objeto de muita discussão nas últimas três décadas, mostra-se agora mais claro do que nunca. A matança de civis no Camboja jogou um povo exasperado nos braços de um movimento guerrilheiro que até então recebera um apoio relativamente limitado da população, provocando a expansão da guerra do Vietnã no interior do Camboja, um golpe de estado em 1970, a rápida ascensão do Khmer Vermelho e, em última instância, o genocídio cambojano.
O excerto acima é parte de texto do Le Monde Diplomatique, sobre os bombardeios dos Estados Unidos, no Camboja nas décadas de 1960 e 1970. Confira o texto completo no Le Monde Diplomatique Brasil.
Fazendo uma reportagem: FHC tem um filho fora do casamento?
"Uma hora depois ele me liga, o tom de voz completamente mudado. Bastante seco, diz: 'Nós desconhecemos esse assunto'. Pergunto se essa é a resposta da assessoria ou do presidente. Ele: 'Não se pode falar com o presidente sobre esses assuntos através da assessoria porque a assessoria só trata de assuntos institucionais da presidência'. Pergunto então com quem devo falar para que minha pergunta chegue ao presidente. A resposta: 'Cabe a você, como repórter, encontrar uma maneira de falar com o presidente. Até logo'."
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Covardia merece nota
O promotor do Ministério Público, estranhamente decidido a defender os interesses dos réus, e não da sociedade, pediu, e o juiz Joaquim Domingos de Almeida Neto, do 9º Juizado Especial Criminal, concordou em dar, censura aos jornais cariocas, que estão proibidos de publicar os nomes dos agressores, já condenados. Muito menos fotografá-los cumprindo medida punitiva, trabalhando como garis.
É perigoso isso, a perigosa tendência do Judiciário de assumir a função de censor no país.
segundo clichê: reescrevi o post depois de ver referências do Idelber Avelar à história, em que ele também trouxe o link de onde copiei a foto acima, do blogue Vejo Tudo e Não Morro. Respeito quem acha que a exposição dos caras é linchamento, mas discordo, como discordo da censura judiciária. Exibí-los é fazer uma coisa comum em cidades pequenas, e na velha Grécia, a execração pública de quem merece repúdio da sociedade, nesse caso, quem acha que só deve tratar como gente quem pertence ao mesmo grupo social.
Termina o sufoco da mídia oficialista guasca
E depois ainda ouço alguns basbaques encheram a boca reclamando da necessidade de termos uma imprensa livre. Imprensa livre?
The People United Will Never Be Defeated
Uma coisa que ninguém explica por aqui, e não precisa explicar nos EUA, é como ninguém fura uma greve dessas, por que criadores renomados, estrelas de talk shows, não mandam os roteiristas para as cucuias e escrevem eles mesmos seus scripts, contratam algum talentoso escritos das centenas de universidades com cursos de creative writing nos Estados Unidos...
Um motivo é que os contratos milionários dos David Letterman da vida os desobrigam de inventar as piadas que dirão em público. O outro é que lá, na pátria do liberalismo, sindicato forte manda de verdade, e a grande mídia não se aventura a chamar de atraso e corporativismo a briga legítima pelos direitos do trabalho.
A história, dizia um sábio roteirista, se repete como farsa. Mas pode se repetir como comédia, drama, show de entrevistas, depende de quem se encarrega de escrever o roteiro.
CRÔNICA E IMAGENS DE UMA QUASE-TRAGÉDIA
1 - Encontro Estadual do MST se realiza em assentamento muito bem sucedido, área federal desapropriada há cerca de 20 anos e cedida para as famílias ali estabelecidas, que ofereceram seu espaço, suas casas, para os cerca de 1500 participantes do evento.
2 - Um juiz estadual determina mandado de busca e apreensão para itens supostamente roubados por algumas pessoas que supostamente estariam participando do Encontro. Os itens incluem um anel de ouro, uma máquina fotográfica, R$ 200, um rádio de carro, entre outros. Merece destaque o fato de que estes itens são apresentados desta forma, que não permite sua identificação. Qualquer anel dourado, qualquer máquina, qualquer conjunto de notas e moedas somando R$ 200 se enquadram no rol de provas a serem buscadas.
A continuação do texto, e algumas imagens, da quase-tragédia é possível conferir no RS Urgente.
Fusão BrT/Oi será lesiva ao usuário de telefonia
ZH, conseqüente com o mau jornalismo que pratica, distorce o pensamento do ouvidor. Todo o texto do relatório aponta duras críticas às privatizações das telecomunicações e ao fatiamento do antigo Sistema Telebrás, chegando a propor uma empresa nacional robusta (ele não chega a afirmar que essa empresa seria estatal, mas também não afirma que seja o resultado da fusão Oi/BrT) para reacomodar o setor em bases que convirjam mais com os interesses nacionais, com a pesquisa e a tecnologia brasileira. Se Aristóteles dos Santos passa o relatório inteiro criticando o monopólio regional das teles, como irá aceitar a fusão BrT/Oi, que constituirá não mais um monopólio regional, mas nacional?
Privatização da CEEE?
Yeda, diz ainda a publicação, quer enterrar o antigo modelo de venda da CEEE (formatado durante o governo Britto), que prevê apenas a venda dos ativos em geração e transmissão. A meta seria a venda do controle de toda a empresa. A governadora tucana estima que a operação poderia render entre R$ 4 e R$ 5 bilhões. A venda da CEEE abriria as portas, afirma o Relatório Reservado, para outras privatizações, como a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e da Sulgás. Para Yeda, a participação do BNDES e da Eletrobrás na privatização seria um importante trunfo político. Assim, ela constrangeria a oposição na Assembléia Legislativa, especialmente o PT. Durante a campanha eleitoral, não custa lembrar, Yeda garantiu que não privatizaria nenhuma empresa em seu governo.
Está escrito aqui.
Operação de Guerra na Fazenda Anoni
Antes dessa decisão, protestou o MST, Mallmann havia se comprometido a retirar a Brigada Militar do local e respeitar as negociações em andamento. Claudir Gaiado, integrante da coordenação estadual do MST e assentado na fazendo há 20 anos, criticou a postura do secretário. “A decisão do secretário de segurança Mallmann demonstra falta de diálogo e intolerância, desrespeitando um acordo firmado entre as partes que evitaria um massacre. Defendemos que ele abandone o cargo por não ter condições de tratar de questões sociais”. O MST realiza no assentamento o 24° Encontro Estadual, com a participação de 1.200 militantes de várias regiões no Estado. A polícia acusou os sem-terra de roubar um rádio de carro, um anel, uma máquina fotográfica e R$ 200,00 da fazenda Coqueiros, durante a ocupação realizada esta semana. Segundo o MST, a acusação é pura perseguição política.
Notícia do RS Urgente.
Brasil Telecom - OI: A inépcia do Globo e do Estadão
"BrOi": A INÉPCIA DO GLOBO E DO ESTADÃO
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 877
. O Conversa Afiada insiste em que o PIG é um conjunto de jornais e revistas de baixíssima qualidade técnica.
. É um partido político e, como órgãos de imprensa, não passa de um ajuntamento que se deposita abaixo do pré-sal.
. Só serve como partido político.
. Para informar, mesmo que para defender seus interesses (frequentemente subalternos), não presta.
. Veja o episódio da “BrOi”.
. O editorial do Globo de ontem, “Passo em falso” (clique aqui para ler na página 6), e do Estadão de hoje, quinta-feira, dia 17, “Retrocesso na telefonia” (clique aqui para ler), são dois exemplos exuberantes de inépcia.
. Diz o Globo: “Pratica-se assim (com a ‘BrOi’) uma política de reserva de mercado inspirada no modelo intervencionista estatal da ditadura militar (que os Marinho defenderam com unhas, dentes e verba publicitária das empresas estatais da ditadura militar - PHA)...”
. Diz ainda o Globo, esse paladino das nobres causas: “Há quem vislumbre (quem ? – PHA) por trás da operação a tentativa de criação de uma paraestatal...”
. Diz o Estadão de hoje: “O que as declarações das autoridades mostram (quais ? nenhuma autoridade falou até agora – PHA) é que o Governo está intervindo na questão por razões (olha a cacofonia, amigo editorialista ! – PHA) ideológicas...”
. “Tudo indica que o que move o Governo” – continua o Estadão – “é o desejo de ampliar a participação estatal ... Isso é um retrocesso”.
. O mais interessante na argumentação do Estadão é que, à falta absoluta de informações confiáveis, o Estadão recorre à Folha - o jornal com que concorre em São Paulo: “Fortalece a tese de que as razões são ideológicas a notícia publicada pela Folha de S. Paulo (!!! – PHA) segundo a qual, no acordo dos três principais futuros acionistas ... o Governo terá uma cláusula de proteção para garantir o controle nacional sobre ela.”
. Ou seja, a Folha se transformou de pleno direito no órgão oficial da “BrOi”.
Este texto continua no Conversa Afiada, do Paulo Henrique Amorim.
Maia Denuncia o Globo
MAIA DENUNCIA O GLOBO
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 874
. O carioca já sabe há muito tempo que as Organizações (?) Globo são um partido político.
. Agora, um político tem a coragem de denunciar O GLOBO.
. Leonel Brizola foi o primeiro político carioca a mostrar que os Marinho não passam de uma organização de interesses comerciais que se valem de um sistema industrial de comunicação para atingir seus objetivos.
. O Globo tomou a dianteira para boicotar o pagamento de impostos municipais no Rio – o que, se der certo, terá a função de desestabilizar a administração da cidade.
. A principal razão disso é que os Marinho querem – como nos bons tempos de Carlos Lacerda – remover (ou, de preferência, botar fogo) nas favelas.
. E o prefeito Cesar Maia não quer.
. Veja o que diz Cesar Maia, em seu “ex-blog”.
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Ex-Blog do Cesar Maia 17/01/2008
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CAMPANHA DIRECIONADA!
1. Uns dias atrás, este Ex-Blog, publicou uma análise sobre campanhas na imprensa. E destacou um dos três vetores citados: a campanha direcionada, lembrando que era sempre destrutiva. E demonstrou que o jornal O Globo faz descaradamente uma campanha direcionada contra o prefeito do Rio Uma campanha muito parecida com o que a Tribuna da Imprensa fazia nos anos 50, com o mesmo DNA.
2. Os estudiosos dizem que a "doença infantil do jornalismo" é não entender qual seu campo de atuação e sua função, e atuar como um partido político. Ou seja, disputando poder pelo poder, apoiando ou denegrindo. O Globo atua como um partido político no Rio. Não aceita um governante com autonomia e independência. Gosta de governantes submissos, reativos à suas matérias, que se sentem à mesa com intimidade.
3. Não conformado com a histórica vitória nas eleições para prefeito em 2004, iniciou uma campanha direcionada contra o prefeito do Rio. Apoiou com pompas e circunstâncias a intervenção inconstitucional na saúde do Rio, derrubada pelo STF por unanimidade. Iniciou uma campanha com direito a selo -ilegal e daí. Multiplicou, com outra campanha sobre favelização, depois desmoralizada pelas fotos e pelos fatos. Deu início, e depois multiplicou a campanha contra o pagamento do IPTU. Hoje -meio envergonhado- fez um mini-editorialzinho dizendo que apóia não se pagar IPTU, e que é uma campanha válida. Abriu o jogo descaradamente.
4. Esse jogo tem um preço alto para o Rio. O Globo virou um tablóide regional "vespertino" no tradicional estilo das manchetadas dos anos 50. Ontem enquanto os jornais de alcance nacional abriam manchete sobre a crise econômica e a queda das bolsas, o Globo tratava de fazer piada e ironia com uma proposta de aqueduto, dando toda a página três para isso.
5. O Rio não tem mais um jornal de opinião nacional. Pesquisa feita uns meses atrás com altos executivos e dirigentes políticos, não moradores do Rio, mostrou que nenhum -nenhum deles- lia o Globo nos finais de semana. Um preço alto para o Rio que sempre teve -desde D. João- uma imprensa referência de nível nacional. A atual direção transformou um trabalho de décadas de seus fundadores, num tablóide populista desorientando a classe média. Como a matriz citada. Só que agora há um universo de vetores informacionais, que tira este poder dos que, ingenuamente querem ser... mais um partido político.
4. Mais uma campanha, que passará, num jogo -desesperado e destrutivo- de tentativa e erro. Qual será a próxima campanha do Globo contra o prefeito do Rio? Na verdade: qual será a próxima campanha do Globo contra si mesmo, contra a sua história, contra o jornalismo????
Associação de Juízes diz que Requião debocha da Justiça
Juízes criticam protesto do governador do PR contra decisão que o proibiu de usar TV Educativa para ataques
DIMITRI DO VALLE
DA AGÊNCIA FOLHA, EM CURITIBA
O protesto do governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), contra decisão judicial que o proibiu de usar a TV Educativa para atacar adversários e instituições provocou reação da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil).
Em nota, a Ajufe afirma que a atitude de Requião "debocha e desrespeita acintosamente as decisões judiciais". Diz ainda que o peemedebista "maltrata o regime democrático".
Anteontem, para protestar contra o juiz federal que atendeu pedido da Procuradoria e o proibiu de atacar adversários pela TV Educativa do Paraná, Requião cortou sua própria voz no programa "Escola de Governo", reunião semanal transmitida pela emissora para anúncio de obras e projetos. Quando Requião se manifestava, o som era cortado e aparecia uma tarja com a palavra "censurado".
A exibição associava o silêncio de Requião à decisão do juiz Edgard Lippmann Júnior, do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região). Informava ainda que a fala do governador poderia ser acompanhada na emissora Canal 21, do empresário Luiz Mussi, secretário especial do governo paranaense.
A nota da Ajufe é assinada pelo presidente, Walter Nunes da Silva. "Quando um governador debocha e desrespeita acintosamente as decisões judiciais, dá a todas as pessoas contrariadas pelos juízes a legitimação de agirem de modo similar."
O porta-voz do governo do Paraná, Benedito Pires, disse que Requião estava em viagem e não havia sido localizado
Luiz Mussi disse que vai manter em sua emissora, de sinal aberto, o programa "Escola de Governo", retransmitido no canal desde 2003. "Apoiamos o protesto do governador porque ele é um defensor do interesse público", afirmou Mussi.
Texto da Folha de São Paulo, de 17/01/2008 (para assinantes).
Um comentário: o governador está agindo conforme decisão judicial. Se ele não pode "atacar adversários", o que será que ele poderá falar, sem que seus adversários se sintam "atacados"?
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Programa de retorno beneficia brasileiros ilegais na UE
Somente em 2006, o programa geral de retorno voluntário da OIM, chamado REAB, beneficiou 1.325 brasileiros na Europa, dos quais 796 apenas em Portugal, na Irlanda e Bélgica.
Ministério Público quer fechamento do MASP
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Meu herói
Governador corta sua própria voz em programa de canal estatal em protesto à decisão judicial que o proíbe de fazer promoção pessoal. Juiz federal diz que só tenta vetar mau uso da emissora e que não se trata de censura; telespectador era conduzido a canal de secretário do PR.
Para protestar contra o juiz federal que o proibiu de atacar adversários pela TV Educativa do Paraná, o governador Roberto Requião (PMDB) cortou sua própria voz no programa "Escola de Governo", uma reunião semanal transmitida pela emissora para anúncio de obras e projetos das secretarias estaduais. Quando Requião se manifestava, o som era cortado e uma tarja com a palavra "censurado" era colocada na tela.Foi a primeira exibição do programa desde que o juiz Edgard Lippmann Júnior, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, atendeu na semana passada parte de um recurso da Procuradoria em Curitiba, que acusa Requião de usar a TV estatal para promoção pessoal e ataques a adversários, mídia, juízes e Ministério Público. O juiz proibiu as críticas, mas não suspendeu o programa, como pedia a Procuradoria.Na exibição, além da tarja, uma mensagem associava o silêncio de Requião à decisão do juiz e avisava que o pronunciamento poderia ser acompanhado sem cortes de áudio na emissora Canal 21, do empresário Luiz Mussi, secretário especial do governo. Procurado pela Folha, Mussi não ligou de volta.O programa começou ontem com depoimentos gravados em solidariedade ao governador e de repúdio à ordem judicial.Entre os que criticaram a decisão, estavam o senador Pedro Simon (PMDB-RS); o líder do MST João Pedro Stédile; o ex-assessor do presidente Lula Frei Betto; e os presidentes da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), Sergio Murillo de Andrade, e da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), Maurício Azêdo."A censura é uma prática abominável que tivemos nos 21 anos de ditadura militar", afirmou Frei Betto.Ao final das declarações, Requião foi anunciado para falar. Enquanto as câmeras o mostravam conversando com a platéia, o som era cortado e aparecia a mensagem de censura. O áudio voltava quando os secretários iam a um púlpito falar sobre suas pastas. Quando Requião conversava com eles, o som era interrompido de novo.Em entrevista, o governador criticou o Judiciário. "Querem me transformar num divulgador de receitas de bolo, como aconteceu na ditadura", disse, numa referência à publicação de receitas pelo jornal "O Estado de S. Paulo" em protesto pelas notícias retiradas pelos censores do regime.Outro ladoO juiz Edgard Lippmann Júnior disse à rádio CBN que sua decisão não impede Requião de falar. "O que fizemos no processo foi vedar o mau uso da TV Educativa. Nunca impedi o governador de falar." Procurado pela Folha, ele afirmou que não daria mais entrevistas.O juiz disse que vai aguardar manifestação do Ministério Público para analisar se o teor do programa de ontem extrapolou a determinação judicial. "Se ficar caracterizado que isso se constitui numa afronta, vai ser analisado por mim, porque já existe uma multa prevista [de R$ 50 mil por cada agressão]", disse Lippmann Júnior.O juiz disse lamentar críticas de Requião sobre a decisão. Ele afirmou que recusa o convite feito pelo governador do Paraná para debater a decisão no programa.
Deu na FSP
