sábado, 11 de abril de 2015

Bastou Zelotes chegar para a Zelite achar ideias de Moro "perigosas"

Nada como um dia após o outro. De repente, não mais que de repente, um editorial de O Globo considera o padrão Moro de "justiça" muito perigoso.

No texto "Lava-Jato inspira proposta de mudança na Justiça", o jornal relata que juízes, "Sérgio Moro um deles, defendem que penas sejam cumpridas a partir da sentença de primeira instância, ideia perigosa, mas que Congresso precisa debater". 
Ideia perigosa? Como assim? Desde quando? Que curioso, não? Se prender suspeitos e mantê-los trancafiados até que confessem o que sabem e o que não sabem foi saudado até agora como um bom padrão de execução da judiciária, que medo é esse de uma sentença condenatória em primeira instância?

Manter o réu preso sem julgamento pode, mas prendê-lo depois do julgamento não pode? Estranho raciocínio. Muito estranho mesmo.


Confira no Carta Maior, via Jornal GGN

sexta-feira, 10 de abril de 2015

O projeto da terceirização mostra que teria sido uma tragédia social uma vitória de Aécio

Certas situações deixam subitamente claras coisas que pouca gente enxergava.
A votação da terceirização, por exemplo.
Ela expôs espetacularmente o retrocesso social que significaria a eleição de Aécio.
Os deputados do PSDB votaram pela terceirização.
Isso quer dizer o seguinte: votaram contra o povo. Contra os chamados 99%.
Terceirização não é daquelas coisas que têm prós e contras para diferenças grupos da sociedade.
É imensamente favorável para os empresários e imensamente desfavorável para os trabalhadores.
Uma pesquisa mostra que os terceirizados trabalham três horas a mais, ganham 25% a menos e ficam 3,1 anos a menos no emprego.
Que tal?

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Wikileaks revela ligação entre movimento Vem Pra Rua, FHC e agência da CIA

Basta uma breve pesquisa pelo site do Wikileaks e é possível encontrar o nome de Rogério Chequer em documento interno da Stratfor, agência que fornece serviços de inteligência confidenciais para grandes corporações e agências governamentais dos EUA.
Conforme o Wikileaks, outras instituições também estariam vinculadas e podem ter prestado serviços de informações a Stratfor, como o Jornal O Globo e o Instituto Fernando Henrique Cardoso.

Confira no Nota Crítica

O PL da terceirização e o processo da mulher de Eduardo Cunha contra a Globo

Apesar de hoje Eduardo Cunha ser categórico na decisão contrária aos trabalhadores, no passado ele fez movimento inverso. Deu apoio à esposa Cláudia Cruz quando a jornalista decidiu comprar uma briga na Justiça contra a terceirização imposta a ela pela Rede Globo.
Nos anos 1990, Cláudia foi âncora do Jornal Hoje, apresentou o RJTV (telejornal local no Rio) e fez parte da bancada do Fantástico. No início daquela década, Cunha desfrutava do prestígio de ser presidente da Telerj - época, aliás, em que aditou um contrato que favoreceu uma das empresas do Grupo Globo (leia aqui). 
A jornalista deixou a emissora em 2001, após 12 anos. Segundo informações do Portal da Imprensa, na sentença o Tribunal Superior do Trabalho consta que Cláudia teve de criar uma empresa, a C3 Produções Artísticas e Jornalísticas, para prestar serviços à Globo. Em julho de 2000, após vários contratos de "locação de serviços", a emissora informou que o acordo não seria renovado, após ela ter sofrido uma faringite, considerada doença ocupacional.

Confira no Jornal GGN

O jornalismo sem sutilezas

Peguemos, para exemplificar, dois temas cruzados que estão em todos os jornais: a posse do ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, e o caso de corrupção que atinge a Petrobras.
O filósofo entra no governo sob um obsequioso respeito da mídia, que não ignora seu currículo, e sabe-se que seu sucesso vai depender em grande parte dos recursos do pré-sal.
Observe-se que a imprensa demonstra grande empenho em manter a empresa petrolífera sob intenso bombardeio, ainda que, ao fim do caso, se demonstre que ela é vítima de executivos, empresários e políticos.
No entanto, os jornais não podem ignorar que é da Petrobras que virão os recursos para quaisquer que sejam os projetos do novo ministro.
Ao mesmo tempo, articulistas e editorialistas aproveitam o escândalo para dar repercussão a uma proposta do senador José Serra (PSDB-SP), apoiada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que defende a mudança no sistema de exploração do óleo do pré-sal.

Confira no Jornal GGN, o texto de Luciano Martins Costa, também disponível no perfil do jornalista no Facebook.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Atos são contra terceirização no mercado de trabalho

Na manhã desta terça-feira ocorreram manifestações em aeroportos de diversas capitais brasileiras contra o projeto de lei (PL) 4330 que amplia a terceirização no mercado de trabalho. Em Porto Alegre, o ato no Aeroporto Internacionalo Salgado Filho teve início às 5h com apoio da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Foram distribuídos materias explicativos sobre o PL. 


Confira no Correio do Povo

sábado, 4 de abril de 2015

Dilma, ouça quem te elegeu! (OT)



Depois de 13 e 15 de março, a situação no país não será como antes. A luta classe-contra-classe ganhou as ruas.
Dia 13 as ruas deram um bom recado. Não há outro caminho para enfrentar a grave crise que o país atravessa, na qual a direita pró imperialista surfa para exigir medidas antipopulares, a não ser dar força e confiança para a base social que elegeu Dilma. O governo deve tomar medidas para satisfazer os interesses dos trabalhadores e da nação e não seguir aplicando a política de ajuste comandada pelo ministro Levy.
Os que saíram às ruas em 13 de março com a CUT e os movimentos sociais deram o recado: não às MPs 664 e 665 que atacam direitos; defender a Petrobras e acabar com a corrupção com a reforma política através de uma Constituinte. Afinal esse foi o conteúdo dos votos nas urnas há cinco meses. (...)
CLIQUE AQUI para continuar lendo.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

O dia 12 e a memória das calçadas


A rua marcou um novo encontro com a doutora Dilma para o domingo, 12 de abril. O 15 de março mostrou ao comissariado o tamanho da insatisfação popular e ele não entendeu nada. O grito geral condenava a roubalheira e recebeu um pastel de vento. Seguiram-se o "Chega de PT" e o "Fora Dilma". Quem sai de casa num domingo para gritar na rua merece respeito, seja qual for o seu grito. Isso não elimina o fato de que uma pessoa tenha gritado por uma coisa e, tempos depois, perceba que foi feita de boba. O único instrumento para se acabar com o PT é o voto em candidatos da oposição. "Chega de PT" ou "Fora Dilma" são palavras de ordem que deságuam numa proposta de impedimento da doutora. Ele seria possível sem o apoio do PMDB de Renan Calheiros, Eduardo Cunha e Michel Temer? Nem pensar. Se esse apoio viesse, como ficariam o petrocomissário Sérgio Machado e o inolvidável Fernando Baiano?


Confira o texto de Elio Gaspari, na Folha de São Paulo, ou reproduzido em Colagens do Umbigo e da Mosca Azul.  

terça-feira, 31 de março de 2015

19 capas de jornais e revistas: em 1964, a imprensa disse sim ao golpe

Na semana dos 50 anos do golpe de Estado, o blog compartilha uma coleção de 19 primeiras páginas de jornais e capas de revistas publicadas nas horas quentes do princípio de abril de 1964.
Mais do que informação, constituíam propaganda, notadamente a favor da deposição do presidente constitucional João Goulart.
Até onde alcança o conhecimento do blogueiro, as imagens configuram a mais extensa amostra (ficarei feliz se não for) do comportamento do jornalismo brasileiro meio século atrás.
Trata-se de documento histórico, seja qual for a opinião sobre os acontecimentos.

segunda-feira, 30 de março de 2015

O PSDB namora a velha oligarquia do continente

O PSDB foi fundado por Covas, Montoro, Fernando Henrique e outros destacados líderes políticos, como reação ao populismo conservador do PMDB e a sua transformação em partido bonde, prenhe de oportunistas (já naquela época). Nos últimos dias, no entanto, lamentavelmente, participou de reunião que reuniu a fina flor das oligarquias do continente, governantes no Paraguai, Peru, dissidentes da Bolívia, Venezuela, com juras de amor.
Para alguns cientistas e políticos de direita, a reação ao subdesenvolvimento, à miséria de milhões de pessoas, à dependência econômica, cultural, política e tecnológica secular,  desenvolvida por alguns governos latino americanos, Brasil, Argentina, Bolívia, etc,  é tida como populismo de esquerda e recebe diversos outros nomes com conotação pejorativa.
Admitamos  que esses governos cometam muitos erros, mas a alternativa, manter as velhas oligarquias no poder, é a solução? 

Confira no Jornal GGN

sexta-feira, 27 de março de 2015

O custo, o benefício e o fascismo

O que deveria ter sido uma manchete escancarada e escandalizada sobre uma aberração jurídica foi solenemente ignorado pela imprensa mais influente no país. Ao noticiarem o pacote anticorrupção do Ministério Público Federal, dois dias depois de o governo apresentar seu próprio conjunto de medidas nessa área, os três principais jornais deram ênfase ao endurecimento das penas, à classificação de crime hediondo para a corrupção que envolvesse altos valores, à possibilidade de extinção de partidos políticos envolvidos na roubalheira. Tudo de acordo com o argumento, tão surrado quanto falso, de que penas mais duras inibem a disposição para o cometimento de crimes. Mas, claro, tudo muito ao gosto popular, como a imprensa sabe desde sempre e o MPF, pelo visto, também.
Os jornais só se esqueceram de um detalhe: a proposta de validar provas ilícitas, embutida no pacote.

A Standard & Poor destruiu o discurso apocalítico da mídia ao trazer ao debate uma coisa: a verdade.

Não há muito tempo, o Brasil parecia em estado terminal, no noticiário das grandes empresas jornalísticas.
Com evidente alegria, os editores e comentaristas empilhavam previsões apocalípticas.
O G1 – cujo chefe, Erick Bretas, conclamou os seguidores no Facebook a bater pernas no protesto de 15 de março – lutava para dar o furo do fim do mundo, ou especificamente do Brasil.
Na manchete, várias vezes, você tinha no G1, em tempo real, a marcha do dólar.
A consultoria de investimentos Empiricus contribuía para a atmosfera fúnebre. Anúncios seus espalhados pela internet traziam um título assustador: “O dólar a 4”.
Dentro desse clima, lances teatrais espoucavam aqui e ali. Num deles, um colunista econômico avisou que estava deixando o Brasil. Miami o chamava.
Era um Bolsa Patroa. Sua mulher ganhara uma bolsa e ele pegou carona. Mas, para todos os efeitos, o bilhete aéreo do colunista sugeria o começo de um êxodo dos melhores cérebros nacionais.
Alguns imaginaram: agora até o Lobão vai embora.
Para os que torcem pelo pior, como a mídia, tudo corria bem – até que uma coisa se impôs.
A verdade.

Continue lendo no Diário do Centro do Mundo

Mensalão tucano está parado na Justiça de Minas, e prontinho!

O mensalão tucano está pronto para julgamento. E isso há um ano, desde que o Supremo devolveu o caso para a primeira instância. Com a demora, o processo do mensalão tucano contra o ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB) corre o risco de cair no vazio, se tornar história, perder-se dos rumos do paladismo da justiça brasileira.


Confira no Jornal GGN, a partir da Folha de São Paulo.

Redução no número de filhos é maior entre 20% mais pobres, IBGE


Nos últimos dez anos, o número de filhos por família no Brasil caiu 10,7%. Entre os 20% mais pobres, a queda registrada no mesmo período foi 15,7%. A maior redução foi identificada entre os 20% mais pobres que vivem na Região Nordeste: 26,4%.


Os números foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e têm como base as edições de 2003 a 2013 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Confira no Correio do Povo

segunda-feira, 23 de março de 2015

Gays, BBB e Valesca Popozuda estão na mira de defensores de intervenção militar

Os defensores da intervenção militar, parte da massa que tomou as ruas do País no último 15 de março, têm como alvo principal, segundo seus próprios brados, a corrupção. Olhando mais de perto para os grupos pró-intervenção - que nada mais é do que um golpe, segundo juristas -, outros "inimigos" aparecem: homossexuais, a imprensa, criminosos comuns e até o Big Brother Brasil (BBB) e a funkeira Valesca Popozuda.
Além do comunismo, frequentam a linha de tiro dos militaristas o "afrocomunismo", o Foro de São Paulo (grupo que reúne políticos de esquerda da América Latina), a presidente Dilma Rousseff (PT), os senadores Aécio Neves (PSDB) e José Serra (PSDB), os ex-presidentes Lula (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB), os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e o da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), dentre outros.

Leia mais no IG

Para atender financiadores de campanha, Cunha ameaça a existência do SUS

Uma proposta de emenda à constituição de autoria do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se aprovada, poderá significar o mais duro golpe contra uma das maiores conquistas civilizatórias da sociedade brasileira no século XX: o Sistema Único de Saúde (SUS), universal e gratuito, criado para atender aos brasileiros, sem distinção de classe ou categoria profissional. Trata-se da PEC 451/2014, que obriga as empresas a pagarem planos de saúde privados para todos os seus empregados. E, consequentemente, desobriga o Estado a investir para que o SUS garanta atendimento de saúde de qualidade para todos.  

Reconhecido como um dos principais lobistas das empresas de telecomunicações no Congresso após sua atuação veemente contra a aprovação do novo Marco Civil da Internet, Cunha é também um dos mais legítimos representantes dos planos de saúde que, só nas últimas eleições, distribuíram R$ 52 milhões em doações para 131 candidaturas de 23 partidos, em todos os níveis. O presidente da Câmara foi o que recebeu o terceiro maior “incentivo”: R$ 250 mil, repassados à sua campanha pelo Saúde Bradesco.  


Leia mais na Agência Carta Maior, via Jornal GGN

sexta-feira, 20 de março de 2015

Perillo, do PSDB, faz discurso em defesa de Dilma e da democracia

O governador de Goiás, Marconi Perillo, da legenda PSDB, proferiu discurso exaltado defendendo a presidente Dilma Rousseff e a democracia. O fato se deu ontem, quinta-feira, em Goiânia, quando da presença da presidente em cerimônia para assinatura da ordem de serviço para o início das obras do BRT Norte-Sul, um corredor de ônibus de 21 km de extensão.
Em Goiânia, o protesto do último domingo, dia 15, reuniu 60 mil pessoas segundo as estimativas da Polícia Militar.
Marconi Perillo discursou antes de Dilma e recebeu vaias e gritos da plateia, composta principalmente por apoiadores da presidente. A cidade é administrada por Paulo Garcia, do PT.
"É dispensável dizer que recebi muitos conselhos, presidenta, para não estar aqui", declarou Perillo ao assumir o microfone. "Eu disse que se eu, em todos os momentos, jamais concordei com a intolerância e com as injustiças em relação à presidente, se eu sempre a recebi aqui respeitosamente, não vou temer comparecer a algum evento onde eventualmente alguma claque pode me hostilizar. Venho aqui como governador legitimamente reeleito do Estado de Goiás para receber uma presidente da República que foi legitimamente reeleita e que tem o meu apoio à sua governabilidade”, declarou ele. E foi aplaudido por toda a plateia.
Perillo disse mais. Disse que o Brasil não pode ser “vítima da intolerância, do desrespeito” e que também não pode “ser vítima de minorias que não querem uma democracia onde o republicanismo possa prevalecer”.

Confira no Jornal GGN

quinta-feira, 19 de março de 2015

Coronel da PM ameaça Dilma: “Estamos prontos para a luta armada”

O ex-comandante da Policia Militar de Goiás, Coronel Pacheco, divulgou um vídeo em que critica a presidente Dilma Rousseff e ao ex-presidente Lula, além de ameaçar “pegar em armas” para destituir do poder o atual governo federal – eleito através do voto.
Exaltado, Pacheco chama Dilma de “chefe de quadrilha” e o ex-presidente Lula de “ladrão”. Ele diz, ainda, que não tem medo dos “guerrilheiros” da petista.
“Quero dizer pra você Dilma, pra você Lula ladrão, que eu não tenho medo dos seus guerrilheiros, e tenho certeza que as centenas de milhares de policiais militares dos diversos Estados desse País também estão prontos para ir para a luta armada para defender esse País”, disse Camilo em seu vídeo.
“Nós, policiais militares da reserva, não aceitamos mais ser roubados e ainda por cima, agora, ser ameaçados e oprimidos. Nós vamos defender a nossa sociedade e estamos prontos para qualquer convocação, seja oficial ou não, para lutar contra os seus guerrilheiros”, completou Camilo, que informou ser coronel da reserva remunerada há três anos.
O material, inicialmente divulgado pelo Diário de Goiás, faz referência à fala de Lula, que disse que os movimentos sociais iriam às ruas defender o governo Dilma.

Leia mais e veja um vídeo relacionado no Pragmatismo Político

terça-feira, 17 de março de 2015

A profecia autocumprida

A imprensa fez a sua parte: contrariando os critérios elementares que levam um fato a se tornar notícia, cobriu os mais insignificantes atos em favor do impeachment, como o promovido por um grupelho de direita que destila seu ódio nas redes sociais e reuniu 20 (vinte) pessoas no Centro do Rio de Janeiro, na quarta-feira (11/3). Na sexta (13/3), dia da manifestação organizada pela CUT, ao mesmo tempo favorável e crítica ao governo, O Estado de S.Paulo dedicou em seu site uma notícia de cinco parágrafos (ver aqui) para a presença de oito (repito: oito) pessoas que, em Brasília, protestaram contra Dilma. (A notícia original falava em seis, mas foi atualizada.)
Na semana que culminou com a monumental manifestação em São Paulo, a Folha de S.Paulo foi “desequilibrada”, ora com a avalanche de notícias negativas para o governo, ora com o tratamento díspare dedicado aos atos a favor e contra Dilma. Assim avaliou a ombudsman do jornal, que entretanto não apontou o cúmulo da parcialidade, revelado num detalhe: ao pé de reportagem sobre os protestos, na página 6 do caderno principal da edição de 10/3, o jornal publicava um quadro no estilo “serviço”, informando os “Atos contra Dilma”, “quando” e “onde”. O que levou o escritor e humorista Gregório Duvivier a publicar uma montagem no Instagram: “Onde? Shopping JK Iguatemi. Serviços: babá, empregada e open bar”.
O pequeno “tijolinho” provocou também a ironia de uma jovem jornalista, que lembrou a campanha publicitária do jornal e sugeriu um texto mais honesto: “A Folha é contra a Dilma. Eu também”.

Confira o texto completo no Observatório de Imprensa

Datafolha: 82% dos manifestantes em SP votaram em Aécio

Protestar contra a corrupção foi a principal motivação das pessoas que resolveram ir à manifestação de domingo (15) em São Paulo, mostra pesquisa Datafolha feita durante o ato. Este motivo foi citado por quase metade dos entrevistados do instituto.
O pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, usado por alguns dos grupos organizadores do ato, vem em segundo lugar. Foi mencionado por 27%. Protestar contra o PT (20%) e contra os políticos (14%) foram as outras razões mais citadas.
No universo dos 210 mil manifestantes que lotaram a av. Paulista no domingo na contagem do Datafolha, 82% declararam ter votado no tucano Aécio Neves no segundo turno da eleição presidencial de 2014, 37% manifestaram simpatia pelo PSDB e 74% participavam de protesto na rua pela primeira vez na vida.

Confira no Diário do Centro do Mundo, a reprodução de texto da Folha de São Paulo, que saiu com outra manchete.